UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

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1 UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO FACULDADE DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E CONTABILIDADE DEPARTAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO SÉRIE DE WORKING PAPERS WORKING PAPER Nº 02/018 MUDANÇAS NA CLT: PROBLEMAS HISTÓRICOS E DILEMAS ATUAIS DO NOVO SINDICALISMO ARNALDO MAZZEI NOGUEIRA FEA-USP Este artigo pode ser obtido no site: Os comentários, críticas e sugestões devem ser enviados ao

2 ANPOCS 2002 / GT: Trabalhadores, Sindicatos e a Nova Questão Social. Mudanças na CLT: problemas históricos e dilemas atuais do novo sindicalismo Arnaldo Mazzei Nogueira (*) 1. Introdução O problema histórico da CLT está na persistência de institutos de controle e intervenção do Estado sobre as relações entre trabalho e capital, principalmente no que se refere às dimensões coletiva e sindical. A criação da legislação trabalhista no Brasil entre 1931 e 1943 fez parte de um conjunto de medidas destinadas a impulsionar um novo modo de acumulação capitalista conduzido pelo estado varguista em seu projeto de modernização industrial. A forma como foram regulamentadas as relações entre trabalho e capital no Brasil revela aspectos de modernização quando reconhece e disciplina direitos sociais e individuais do trabalho. Porém, essa forma realiza-se através de uma via conservadora ao estabelecer um modelo corporativista de controle estatal e burocrático sobre o conflito trabalhista, em particular sobre a esfera coletiva e sindical. Importante registrar que a legislação trabalhista cumpre dupla função (Cf. Oliveira, 1977): econômica - dimensão decisiva para instaurar um novo modo de acumulação com base nos setores urbano-industriais e política dimensão que combina controle estatal sobre as relações de trabalho e promoção de um certo pacto entre burguesia industrial e classe trabalhadora orquestrado pelo estado varguista. Zapata (1993) sintetiza este processo mostrando a criação de uma nova articulação entre modelo de acumulação baseado na industrialização substitutiva das importações e marco institucional de regulação das relações sociais e políticas, com destaque às relações de trabalho e o papel dos sindicatos. Considerando a fase mais recente do capitalismo brasileiro, a partir da década de 90, percebemos uma transição do modelo anterior para o modelo transnacional ou de maior subordinação à competição internacional. Este pressiona no sentido de mudanças do sistema de regulação das relações de trabalho e do padrão sindical. Segundo ainda Zapata, esse fenômeno inaugura na América Latina a desarticulação entre modelo transnacional de 1

3 acumulação e marco institucional de relações sociais caracterizado pela pressão à desregulamentação e à flexibilização do mercado e das relações de trabalho. Temos nesse contexto uma explosão da flexibilização do mercado de trabalho conforme Dupas aponta em discussão sobre a mudança do paradigma de emprego e a crise dos mercados de trabalho. Entre 1986 e 1998 o número de trabalhadores com carteira assinada diminuíu em 4%, enquanto o número dos trabalhadores sem carteira cresceu em 35% e o número dos trabalhadores por contra própria cresceu 61%. Esse processo levou o setor informal a representar 54% da força de trabalho metropolitana brasileira (Dupas, 1999). Entre os diversos autores que discutem essa questão, merecem destaque os estudos de Pochman (1999, 2000, 2001a e 2001b), que denunciam a fragilidade do emprego no contexto da globalização e a desestruturação mais acelerada do mercado de trabalho no Brasil a partir dos anos 90. O que esses estudos mostram é que a permanência do modelo de relações de trabalho acabou não exercendo a proteção social prevista e criou uma dualidade no mercado de trabalho. Ou seja, a longevidade do modelo no Brasil combina-se com o seu declínio configurando o que Rodrigues (mimeo, 1992) já havia apontado como sistema híbrido ou em outras palavras uma significativa ambigüidade entre mudança e conservação ou modernização conservadora como nos referimos em outro trabalho (Cf. Nogueira, 1997). Tudo indica que a legislação trabalhista e social passa a ser um obstáculo ao emprego da força de trabalho e à livre acumulação flexível do capital. Entenda-se por acumulação flexível um processo diverso e heterogêneo de deslocamentos do capital entre os setores industriais e de serviços, que fragmenta o mercado de trabalho criando zonas de desigualdade entre um centro dinâmico com uma flexibilidade funcional e positiva e as periferias com uma flexibilidade negativa. Esta é a questão essencial do conjunto de medidas flexibilizadoras das relações de trabalho que culminaram na proposta de mudança da CLT elaborada no governo FHC. Essa proposta foi aprovada na Câmara dos Deputados em dezembro de 2001 e no início de 2002 teve sua votação adiada no Senado Federal. O pano de fundo dessa questão está na relação entre mudanças na legislação trabalhista e processo de acumulação capitalista. Este atualmente fundado na combinação 2

4 entre acumulação flexível e internacionalização ou globalização do capital exerce um papel determinante, em última instância, na mudança do padrão de relações de trabalho e de relações sindicais. No entanto, as lutas sociais e políticas impulsionadas por setores organizados do novo e do velho sindicalismo e de outras instituições sociais e políticas que agrupam interesses diversos (como OAB, ANAMATRA, CNBB, Partidos Políticos etc.) redefiniram as lutas de classes entre capital e trabalho e tiveram a capacidade de influenciar e regular o ritmo e a dinâmica dessas mudanças, ou mesmo adiar como foi o caso do referido projeto. Logo podemos afirmar que nada neste terreno das relações de trabalho está prédeterminado ou mesmo é inevitável ou inexorável. Ou seja, o modelo de acumulação flexível e transnacional, vai encontrar resistências sociais e políticas significativas na sua implementação, abrindo novas possibilidades. 2. Aspectos Históricos Desde os anos 30, as iniciativas do governo Vargas, com a criação do Ministério do Trabalho e, em seguida, no campo da legislação trabalhista, tinham nítida vocação corporativista, cuja característica essencial era o controle sobre a ação dos trabalhadores e suas organizações. No auge do Estado Novo, em 1943, foi criada a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que define as características básicas do sistema legal e oficial de relações de trabalho que chamaremos como (SBRT sistema brasileiro de relações de trabalho). As peças básicas que compõem a CLT são: Normas Gerais e Especiais de Tutela do Trabalho, Contrato Individual de Trabalho, Organização Sindical, Convenções Coletivas de Trabalho, Processos de Multas, Justiça do Trabalho, Ministério Público do Trabalho e Processo Judiciário do Trabalho. Ao longo das décadas de 50 e 60, muitas outras iniciativas, na forma de decretos e medidas legais, foram acrescentando e adequando a legislação ao contexto socioeconômico e político mais geral. E particularmente, nos anos 60, a criação do sistema único de previdência pública (o INPS e depois INSS) e do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço completou a organização do sistema. Portanto, é criado um sistema único federal, centralizado e formal em um meio muito heterogêneo. Atentamos para o seguinte: com a criação do FGTS introduziu-se no sistema um fator de total flexibilidade à medida que a 3

5 partir de então, os optantes do fundo (a maioria absoluta dos trabalhadores formais) não contavam com qualquer instrumento efetivo de inibição da demissão do trabalho. O fato é que a CLT e esses outros estatutos representavam ao mesmo tempo atraso e modernização de acordo com a diversidade de situações de trabalho no Brasil. Um sistema ambíguo, que reconhecia e regulamentava os direitos sociais do trabalho, mas que inibia as lutas trabalhistas e sindicais por melhores condições salariais e de trabalho. Por outro lado, protegia os empregadores do conflito, mas gerava a falta de cumprimento da legislação por parte dos mesmos (os motivos iam desde o alto custo da contratação do trabalho até uma cultura de desprezo e desrespeito ao trabalho alheio, cujas raízes são históricas), o que acionava permanentemente a função fiscalizadora e judiciária do aparato estatal do trabalho. É possível verificar o funcionamento do sistema oficial de relações de trabalho baseado na CLT, observando-se o início e o fim de um contrato formal e individual de trabalho. A legislação social - previdência social, fundo de garantia por tempo de serviço, férias, décimo terceiro salário, cobertura por acidentes e doenças etc. - estabelece uma relação de dependência com o vínculo empregatício. O controle e a proteção do trabalhador individual estendem-se à esfera coletiva de uma categoria ou setor econômico, cuja atualização das condições de trabalho depende dos arranjos negociais, por meio dos acordos e convenções coletivas de trabalho, cujo processo, definido em lei, nunca poderia subtrair direitos já definidos na lei maior, ou seja, na CLT. Eis aqui o caráter rígido do sistema: corporativista, fiscalizador, estrutura sindical vertical dependente do Estado, ausência de liberdade e autonomia de organização para os sindicatos, ausência de livre contratação e negociação entre as partes, proteção social vinculada à relação formal de trabalho etc. Ou seja, a CLT determina e a Justiça do Trabalho processa, julga e delibera sobre os problemas individuais e coletivos do trabalho. O problema social maior ocorre, como se sabe, quando cessa o contrato de trabalho, porque todo o edifício de proteção social tende a se desmoronar caso não se estabeleça rapidamente outro vínculo empregatício. Isto provoca a chamada precarização e degradação do trabalho, produzindo, como conseqüência, outras formas de trabalho baseadas na informalidade e na economia ilegal e subterrânea. Enfim, o sistema oficial de relações de 4

6 trabalho no Brasil é ao mesmo tempo flexível e rígido variando de acordo com o vínculo empregatício e com as instabilidades do mercado de trabalho. Do ponto de vista histórico, o efeito desse processo foi o de inibir o conflito e a relação de trabalho no nível micro-social (no âmbito das empresas e das organizações) produzindo uma acomodação das formas de gestão das pessoas e das relações de trabalho nas organizações. Em seguida, transferiu o conflito e a relação de trabalho para o nível meso-social através de um sistema de relações burocratizado e controlado entre os sindicatos trabalhistas e os setores empresariais. E para completar o ciclo, está instituída a predominância da dimensão macro-institucional dada pela CLT e pelo controle do Estado sobre as partes (Cf. Nogueira, 2002). Com mais de meio século de práticas girando em torno e sendo absorvidas pelo SBRT, isto levou a uma acomodação generalizada em relação ao mesmo, de todos os agentes e sujeitos sociais envolvidos. Sua longevidade é uma das provas deste argumento. No quadro a seguir, estão descritas as principais fases do sistema brasileiro de relações de trabalho, relacionadas com a estrutura e ação dos sindicatos. Antes de 1930 Autonomia sindical e ausência de liberdade sindical. A questão operária e trabalhista eram casos de polícia Montagem gradual da legislação trabalhista e sindical corporativista. Institucionalização da estrutura sindical oficial. controle dos sindicatos pelo Estado. criação da CLT em Período de redemocratização e persistência do corporativismo trabalhista. Dinamização, mobilização e participação crescente dos sindicatos oficiais na vida política nacional. Politização do sindicalismo Golpe militar e repressão aos sindicatos. Exclusão política dos trabalhadores. Fim da estabilidade e criação do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) Renascimento do movimento sindical e surgimento do novo sindicalismo. Explosão das greves. Criação das centrais sindicais. Experiência da negociação coletiva direta entre trabalho e capital.; Presença das comissões de fábrica. Sistema híbrido de relações de trabalho. 5

7 Nova Constituição e liberalização restrita dos sindicatos; Livre associação sindical no setor público. Fim da intervenção do Ministério do Trabalho nos sindicatos. Manutenção do corporativismo (Unicidade sindical; Monopólio de representação; Justiça do Trabalho) Avanço da flexibilização das relações de trabalho. Explosão do trabalho informal e da precarização do trabalho. Terceirização do trabalho. Aumento do trabalho temporário e autônomo. Crise do sindicalismo. 3. As Mudanças no Sistema Trabalhista As mudanças institucionais do sistema brasileiro de relações de trabalho iniciam-se com a transição da ditadura para democracia durante o governo Sarney. A Constituição de 1988 representou uma inflexão neste processo à medida que reafirmou os direitos dos trabalhadores urbanos e rurais já existentes na CLT (Art.7 O ) e estabeleceu na esfera coletiva e associativa alguns princípios democráticos no interior do sistema (Art.8 O ). No entanto, manteve a ambigüidade com a permanência de institutos do passado, tais como a Justiça do Trabalho, a estrutura sindical corporativista baseada no monopólio e na unicidade da representação e o direito de greve restrito (Art.9 O ). Considerando a emergência e o desenvolvimento do novo sindicalismo que reivindicava uma pauta de mudanças mais radicais na legislação trabalhista e praticava uma forma mais descentralizada de relações de trabalho, principalmente nos pólos avançados e dinâmicos do capitalismo brasileiro, podemos dizer que a Constituição não representou esse segmento e manteve em grande parte o sistema tutelar, baseado nas velhas práticas sindicais. No entanto outros aspectos combinados pressionavam por mudanças no SBRT. Os aspectos econômicos relacionados com a transição do período inflacionário para a estabilização da moeda, a abertura de mercado para a globalização exigindo a combinação entre produtividade, qualidade e competitividade; os aspectos tecnológicos e de padrões de gestão relacionados às mudanças nas organizações no sentido da automação e criação de sistemas flexíveis de produção com a introdução parcial da gestão participativa baseada nos CCQs, nas células de trabalho e no trabalho em grupo; os aspectos políticos relacionados 6

8 ao processo de democratização após a Constituição de 1988 com a ascensão de novos arranjos políticos internos comprometidos com modelo transnacional e neoliberal e à derrocada do socialismo real, com a queda do muro de Berlim no plano internacional; os aspectos especificamente sindicais, tais como o desenvolvimento do novo sindicalismo e a divisão do sindicalismo brasileiro em várias vertentes representadas pelas centrais sindicais. Estes aspectos marcam o contexto das medidas flexibilizadoras e desregulamentadoras adotadas durante a década de 90, reafirmando a configuração híbrida do sistema brasileiro de relações de trabalho, que permanece até o presente momento. Desde a introdução do Plano Real em 1994 novas questões que antes não figuravam no cenário entram em pauta no cotidiano das organizações, muitas vezes sem o concurso das negociações efetivas, o que, além da novidade, demonstra o predomínio dos interesses do capital sobre o trabalho. Essas questões referem-se à competitividade global, à qualidade dos processos, à produtividade e à reestruturação produtiva, bem como à flexibilização das relações de trabalho, com a adoção da jornada flexível, o banco de horas com redução e aumento da jornada de trabalho, a participação nos lucros, os programas de demissões voluntárias, a terceirização e a subcontratação de serviços. É evidente que existem setores nos quais essas inovações passam por processos de negociação coletiva e do poder de barganha das partes em questão, como o caso paradigmático do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Experiências como a das câmaras setoriais, das comissões de fábrica, das negociações de processos de reestruturação produtiva, das câmaras privadas de entendimento e, atualmente, câmaras voluntárias de conciliação, amenizaram ou mesmo amorteceram crises maiores nas relações entre trabalho e capital no caso brasileiro. No entanto, a grande maioria dos sindicatos pouco enraizados no local de trabalho tem fraco poder de negociação e pouca capacidade de resistir e intervir nestes processos de mudanças. O papel do governo também se altera substantivamente porque, apesar das oscilações, a orientação geral do Ministério do Trabalho dos últimos governos eleitos (Collor e FHC) é favorável às reformas neoliberais no sentido da desregulamentação e flexibilização das relações de trabalho. Os projetos e propostas giravam em torno da reforma sindical (fim do imposto sindical obrigatório, fim da unicidade e instalação do 7

9 pluralismo sindical), da valorização dos mecanismos de mediação nas questões trabalhistas, da diminuição dos recursos à Justiça do Trabalho e da substituição de mesas-redondas das DRTs por câmaras privadas e públicas de conciliação, e de medidas gerais de redução do custo da contratação do trabalho. No plano do judiciário, não são poucas as decisões contrárias aos interesses dos trabalhadores quando o Tribunal Superior do Trabalho impede decisões de aumentos salariais dos Tribunais Regionais do Trabalho ou intervém em greves e conflitos, atribuindo multas exorbitantes para os sindicatos. Hoje, o sistema brasileiro de relações de trabalho encontra-se absolutamente desfigurado, convivendo tanto institutos tutelares como liberalizantes, chegando ao ponto em que em algumas práticas o negociado tem prevalecido sobre o legislado como é amplamente conhecido no âmbito do setor financeiro e bancário e do setor automobilístico. Uma série de medidas tomadas na década de 90, entre as quais a participação nos lucros e resultados, a desindexação salarial, a rejeição da Convenção 158 da OIT (que limita a demissão de trabalhadores), as cooperativas profissionais, a contratação por tempo determinado, o trabalho em tempo parcial, o banco de horas, a suspensão temporária do trabalho, a garantia de Emprego com redução do FGTS, a introdução de mecanismos de mediação e conciliação de conflitos individuais e coletivos, flexibilizaram a própria CLT. Somando-se a estes aspectos flexibilizadores do emprego formal, a explosão do emprego informal que atinge a maioria dos trabalhadores, experimenta-se no Brasil uma forte desregulamentação das relações de trabalho, com efeitos nefastos na precariedade das condições de trabalho e de emprego. Dessa forma, as relações entre capital e trabalho estão longe de atingir o equilíbrio e tendem a reproduzir, com maior gravidade, a desigualdade e a injustiça sociais no mundo do trabalho. 4. O projeto de mudança da CLT e o debate político É dentro deste contexto que surge o projeto de mudança na CLT elaborado pelo Ministério do Trabalho conduzido por Dornelles. Importante registrar que o Ministério do Trabalho nomeava como reforma trabalhista um conjunto de medidas além do projeto de lei, como podemos verificar nas propagandas que custaram 2,5 milhões de reais aos cofres públicos e das quais participaram Paulo Pereira da Silva (Presidente da Força Sindical), 8

10 Edmilson Simões (Presidente da SDS) e Cláudio Magrão (Presidente da Federação dos Metalúrgicos do ESP). O conteúdo era: Reforma Trabalhista a gente quer mostrar para todo mundo: banco de horas; suspensão do contrato de trabalho; extinção dos juízes classistas; piso estadual de salário; isenção de benefícios de contribuições sociais; apoio para deficientes físicos; trabalho por prazo determinado; Comissão de conciliação prévia; rito sumaríssimo; Condomínio de empregadores; Lei de aprendizagem e Fortalecimento do poder de negociação dos sindicatos. (Folha de S. Paulo, 22 dez 2001) Um conflito generalizado foi estabelecido na sociedade mobilizando desde segmentos do trabalho e do capital, sindicatos e centrais sindicais de diferentes vertentes, instituições sociais e ONGs, desde OAB, ANAMATRA, CNBB, intelectuais e pesquisadores, entre outros (Conforme Dossiê e pesquisa diária na imprensa). Isso por si demonstra a falta de consenso do governo FHC no campo do trabalho, situação reproduzida no Congresso Nacional com uma vitória apertada do governo para a aprovação do Projeto de Lei na Câmara Federal. No total de 479 votos, 264 a favor, 213 contra e 2 abstenções. (Folha de S. Paulo, 5 dez 2001) O Projeto de Lei nº 5.483/01, aprovado na Câmara Federal altera o art. 618 da CLT e afirma Na ausência de convenção ou acordo coletivo firmado por manifestação expressa da vontade das partes e observadas as demais disposições do Título VI desta Consolidação, a lei regulará as condições de trabalho. Ou seja, valem as Convenções e os Acordos Coletivos firmados entre as partes (O NEGOCIADO) acima da lei (O LEGISLADO) desde que não contrariem os direitos trabalhistas previstos na Constituição Federal e as legislações previdenciárias, tributárias, lei do FGTS, lei do vale transporte e do programa de Alimentação do Trabalhador e Normas Regulamentadoras de Saúde e Segurança no Trabalho. Para se ter uma idéia da composição partidária dos votos contrários ao projeto por ordem decrescente registramos: PT (57); PMDB (56); PDT (17); PSB (16); PPS (11); PCdoB (10); PTB (10); PL (9); PFL (8); PSDB (4); PPB (3); PSL (3); PV, PSDC e PTN (1 cada). Importante registrar que as forças políticas indicadas (principalmente PT, parte do PMDB, PDT, PPS, PCdoB, PTB e PL) comporão no desenrolar da conjuntura política as alianças políticas de oposição ao governo federal no processo eleitoral. 9

11 Além disso, a CUT e a CGT (e outras como CAT, CGTB, Confederações e Federações) posicionaram-se contrárias ao projeto desencadeando mobilizações sindicais de protestos. Isto levou o presidente do Senado, Ramez Tabet do PMDB a adiar a votação da CLT, condicionando o processo de aprovação após amplo debate. Aprofundemos um pouco essa discussão considerando os argumentos provenientes de alguns campos de interesses. Para esse intento utilizaremos depoimentos registrados no seminário Flexibilização da CLT: Limites e Oportunidades e no dossiê de artigos e reportagens organizados pela equipe de pesquisadores e coordenadores do evento (Nogueira, Zylberstajn e Jácome Rodrigues). A idéia principal foi captar a polêmica entre os argumentos favoráveis e desfavoráveis com relação ao projeto referido acima, tanto para os especialistas em direito do trabalho, como para analistas, estudiosos e pesquisadores da questão, e também para os representantes patronais e trabalhistas, com destaque para o ícone do novo sindicalismo (O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC). 4.1 Os argumentos no campo jurídico Neste item resumimos os argumentos favoráveis e desfavoráveis ao projeto no campo jurídico. Luis Carlos Amorim Robortella (Faculdade de Direito da USP) 1. Os fundamentalistas da CLT acreditam que a lei é a única forma de proteção do trabalhador. Eles querem deixar tudo como está, sem nenhuma alteração, julgando que a classe operária já chegou ao paraíso. 2. A flexibilidade da CLT começa na própria Constituição de 88, que admite negociação coletiva para vários fins: redução de salários, revezamento de jornada, para participação nos lucros etc. Há uma série de institutos, preceitos constitucionais, que incentivam a negociação coletiva, e até mesmo um dispositivo que diz, no art. 7, que se deve reconhecer a validade das convenções e dos acordos coletivos de trabalho. Se a Constituição permite, por negociação, a própria redução dos salários, significa que se podem reduzir também as férias, o 13 salário e todos os adicionais. Tudo aquilo que tem como referencial o salário é necessariamente atingido por essa norma constitucional. Até mesmo o Fundo de Garantia é atingido, na medida em que a base de incidência se reduz. Portanto é uma Norma, que por ser constitucional e que não pode ser interpretada apenas na sua literalidade, mas sim tendo em vista que a Constituição é uma espécie de cartilha de primeiras letras, é um documento político e não apenas jurídico, ela está na verdade proclamando a validade da negociação coletiva, com muita amplitude. 3. Uma das críticas que se fazem a este projeto é a de que os sindicatos são muito fracos e estariam cedendo às pressões com a modificação que se pretende fazer no art. 618 da CLT, como se já não existisse uma Norma constitucional prevendo essa possibilidade de redução que foi rarissimamente utilizada nesses anos todos. 10

12 4. Os que negam a possibilidade de mudança parece que não entendem o papel do Estado, dos sindicatos e das empresas nas relações de trabalho modernas; duvidam da capacidade negociadora dos sindicatos. Não percebem que a realidade se voltou contra a CLT. Não enxergam o mercado informal que institui a pior das flexibilidades, que é a flexibilidade selvagem à margem da lei. Não se interessam pelos desempregados certamente, que ao lado dos sem-teto e dos semterra, são os sem CLT, aqueles que estão à margem do mercado formal: só cuidam dos empregados com carteira assinada. A geração de empregos formais é um objetivo a ser perseguido. É um problema da sociedade. É um problema também dos sindicatos. 5. Pelo projeto, a CLT permanece para quem a queira. Os que querem outras regras mais modernas e ajustadas à realidade podem estabelecê-las mediante a negociação coletiva. Querer manter a CLT como está é manter a premissa de que o mercado de trabalho é homogêneo; que o mercado de trabalho ainda é masculino na indústria, com salários fixos, jornadas invariáveis e estabilidade no emprego. Esse é um modelo sobre o qual se assentou a CLT. Hoje há um mercado heterogêneo, um mercado onde a mulher avança as posições, onde os salários são cada vez mais variáveis, onde não há mais perspectiva de jornadas fixas, e sim bancode-horas, sistemas modernos de alocação do estoque de horas. 6. A CLT trata igualmente os desiguais; não conhece a heterogeneidade do mercado de trabalho. Ou seja, ela impõe uma igualdade abstrata, gerando uma desigualdade concreta. Então, evidentemente, ela se revela inadequada para o que nós estamos vendo. A lei tem que ser útil à sociedade. A lei, quando ela se divorcia do fato social, quando ela perde o conteúdo fenomenológico, no sentido de que ela não mais atende o sentido jurídico e as práticas da sociedade, ela evidentemente se afasta das suas finalidades. A sua filosofia é sempre a velha proteção abstrata, genérica, autoritária a todos os trabalhadores: tudo está na lei. 7. O trabalhador é um hipo-suficiente. O trabalhador é tratado na CLT como um incapaz. Ele pode casar, ele pode fazer crediário, pagar juros escorchantes aos bancos, mas não pode assinar um recibo, não pode negociar uma participação nos lucros de maneira diferente daquela que a lei estabeleceu. Quando a Norma é produzida pelos próprios interessados, ela é melhor entendida, ela é melhor aplicada. Os trabalhadores, quando contribuem para a operação da Norma, se animam até a fiscalizar melhor o seu cumprimento. Organizam-se melhor dentro e fora da empresa. Os trabalhadores são cidadãos da empresa, não são súditos, não são vassalos. Não podem ser tratados como incapazes. A empresa tem que deixar de ser um campo de batalha. Passando a ser um campo de diálogo e negociação. 8. Quando o projeto afirma que a convenção ou o acordo coletivo tem que respeitar os direitos trabalhistas previstos na Constituição Federal, esse é o primeiro ponto, e na verdade, não pode ser chamado inconstitucional, porque ele está dizendo que é para respeitar a Constituição. Em segundo lugar, o texto, ao vincular-se à Constituição, vincula a um modelo que foi exageradamente constitucionalizado. Isso já reduz substancialmente o alcance do projeto e a eficácia da negociação coletiva, porque ela fica ancorada e submetida às normas constitucionais. 9. Na verdade, o ideal seria que na Constituição e no art. 7º, houvessem os direitos assegurados, salvo negociação coletiva. Haveria então a possibilidade de dar amplitude e maior eficácia a essa modificação. Na medida em que nós deixamos apenas na lei ordinária, ficamos com um espaço muito pequeno para a negociação coletiva. E além do mais vêm outras restrições: a legislação não pode violar, contrariar, a lei complementar; cita outras leis, como o vale-transporte, a lei do vale-refeição, a legislação tributária, a previdenciária, e a do FGTS, bem como normas de segurança e saúde do trabalho. 10. O projeto já nasceu, portanto, acanhadíssimo. É um avanço muito pequeno. E há até quem diga que a negociação seja de alguma forma prejudicada na sua liberdade, pelo fato da norma trazer tamanhas restrições expressamente. 11. Esse texto é tímido, é um texto que permite excessivas divergências, vai submeter o tema à discussão judicial, vai levar a uma jurisprudência farta, senão ações em catadupas jogadas pelos tribunais e talvez isso venha até a, ao contrário do que se pretende, tornar ainda maior e mais oneroso o custo das relações de trabalho pelo fato de elas estarem potencialmente mais conflitivas. 11

13 Embora eu concorde com o espírito da reforma, concorde com a idéia da reforma, sou forçado a reconhecer que talvez a aprovação desse texto fosse um passo ainda que tímido para uma verdadeira reforma. Otávio Pinto e Silva (Faculdade de Direito da USP) 1. O projeto muda muito pouco: não haverá mudanças profundas na transição do legislado pelo negociado. O projeto não ataca os principais pontos para criar um regime de negociação coletiva e superar o corporativismo desde Getúlio Vargas. 2. Para modernizar e mudar deve-se atacar os problemas ligados à Organização Sindical e ao Processo de Negociação Coletiva. 3. Organização Sindical O Brasil não ratificou a convenção nº 87 da OIT. Ou seja, não existe liberdade sindical; não há liberdade sindical; Deve-se fazer uma reforma constitucional para haver uma verdadeira reforma para liberdade sindical; Revogar a lei que institui um único sindicato; não haver unicidade sindical, que controla a organização sindical; Há 18 mil entidades sindicais no Brasil, muitos sem representatividade prática; Deve-se rever a imposição de organização sindical por categoria, pois é um resquício do regime corporativista. Cabe aos trabalhadores definirem qual a melhor forma de organização dos mesmos; Por que tem que haver sindicato por base territorial mínima por município? Não deveria haver imposto sindical obrigatório - uma fácil arrecadação e os sindicatos resistem em perdê-la; Mudança nos mecanismos de representação e participação dos trabalhadores dentro de empresa, para criar a cultura da negociação. Criar a participação dos trabalhadores dentro das empresas, com mais de 200 empregados; O projeto não tocou na criação de leis que possam proteger a negociação, evitando atos antisindicais, como demissão do sindicalista, prática de medidas desleais que possam impedir o desenvolvimento negocial; projeto não toca na representatividade dos sindicatos: o sindicato deve ser representativo e não se apoiar em lei. 3. Processo de Negociação Coletiva Criação de um processo livre de negociação, acabando com o fim do monopólio de negociação pelo sindicato. O projeto até diz que se podem chamar as Centrais Sindicais para interferir na negociação, fato que hoje já é possível, logo não há novidades no projeto neste sentido; As Centrais Sindicais deveriam ter autonomia para desenvolver, por exemplo, o contrato coletivo de trabalho, idéia não prevista no projeto, onde as Centrais seriam autorizadas a negociar contratos coletivos nacionais, de categoria, assuntos de interesse da classe trabalhadora como o salário mínimo, medidas para evitar o desemprego; O projeto não contempla a polêmica para acabar com o poder normativo da Justiça do Trabalho, pois ele permite pelo dissídio coletivo que a Justiça do Trabalho resolva um conflito por normas e condições. Os sindicatos recorrem à Justiça, pois ela decide se é ou não válida a negociação, diminuindo o poder e o comprometimento da negociação; Deveria acabar a resolução de conflitos na Justiça do Trabalho, com uma das partes respondendo a processo. Se a solução do conflito não for resolvida via negociação, as partes poderiam recorrer a um mediador, elegendo-se uma câmara de arbitragem, podendo ser a própria Justiça do Trabalho; O direito à greve deve ser garantido e reconhecido como instrumento de negociação, acabando com a lei que diz se a greve é ou não abusiva; A negociação deve ser celebrada com boa fé. Não é possível um querer enganar o outro. Deve-se mudar a mentalidade, embora o brasileiro não esteja acostumado com tal prática; 4. O que pode ser negociado? O projeto se refere à negociação, por acordo coletivo, das condições de trabalho, que é onde se desenvolvem as relações jurídicas básicas e é objeto de proteção da CLT: relação de emprego. Ou seja, a forma como o funcionário irá desenvolver o seu serviço perante o empregador, mediante 12

14 subordinação, pessoalidade e continuidade que são as características da relação jurídica de emprego. O projeto diz que não serão objetos de negociação assuntos constitucionais, fato que restringe seu âmbito de aplicação; O direito italiano diz que haverá apenas um mínimo que não poderá ser negociado. O Estatuto Del Lavoratore são as bases que não serão negociadas, dinamizando e adaptando certas condições de trabalho à necessidade vigente de mercado. A Itália começou com a reforma sindical; Pelo projeto, leis constitucionais não poderão ser objetos de negociação, limitando-o ainda mais; por exemplo: a licença maternidade não poderia ser negociada, pois está na Constituição, entretanto, isso deveria ser negociado, pois depende das condições, até financeiras, de cada família; A questão da proteção do trabalhador em relação à despedida. A Constituição prevê proteção do trabalhador contra a demissão. O projeto não pode alterar tal questão, devendo a empresa pagar os direitos previstos. Entretanto, existem motivos da empresa que possam justificar a despedida; O projeto possui muitas restrições à negociação; a CLT não vai acabar com tal projeto porque quem não quiser negociar não vai negociar. 5. Salário A Constituição já previa a redução salarial, mas na prática isso não se deu com freqüência; no projeto, há pouco espaço para a redução salarial; Não poderá ocorrer, que sobre uma verba dada a mais pela empresa ao trabalhador não incida o FGTS e o INSS, a não ser que seja paga semestralmente e não haja incorporação salarial; Ou seja, o projeto não prevê que uma gratificação mensal dada pela empresa, por exemplo, não seja caracterizada como salário, pois não se pode alterar a natureza jurídica da verba. Isso porque não se pode mudar, por vontade das partes, a natureza jurídica dos institutos. Em relação aos adicionais de insalubridade. Existem acordos que dizem que deve ser pago um adicional, após análise do grau de insalubridade. As mudanças que poderiam ser feitas pelo projeto, por exemplo, em relação ao banco de horas, sistemas de compensação de horas, regime de turno parcial, já podem ser feitas, atualmente sem a presença dessa lei. 6. Consideração final Em suma, essa reforma não resolve o problema das relações de trabalho, nem mesmo ajuda na resolução. Para que isso acontecesse eram necessárias: - Maior atividade negocial entre as partes; - Adaptação dos acordos às realidades das empresas e dos trabalhadores; - Maior flexibilidade para negociação de direitos para dinamizar a relação de trabalho e haver maior adaptação ao contexto mercadológico; - Haver maior liberdade de organização dos trabalhadores. Comentários: Percebe-se que neste debate jurídico há em comum a idéia de que o projeto proposto não muda de fato muita coisa. Na ausência de ampla mudança na estrutura sindical e sem o estatuto da liberdade sindical plena, o projeto cria na verdade maior ambigüidade e confusão no sistema de relações de trabalho. O primeiro argumento, favorável ao projeto, tende a defender uma saída liberaldemocrática para as relações de trabalho, na qual a negociação teria um papel fundamental. Inclusive deixa claro que os estatutos constitucionais e mesmo a CLT poderiam ser subordinados ao processo de negociação. Indica a fraqueza e a timidez do projeto que tal 13

15 como está redigido cria novas regulamentações que podem implicar em maior inibição do próprio processo de negociação e abrir precedentes jurídicos aumentando o custo e o conflito nas relações de trabalho. No segundo argumento, percebe-se que a liberdade de organização sindical condiciona um sistema de negociação livre e avançado; chama à atenção para a importância da organização no local de trabalho, o direito de greve e o fim do julgamento da Justiça do Trabalho sobre o estatuto da greve. Lembra que no caso da Itália há um código mínimo do trabalho que assegura direitos não negociáveis, cabendo aos processos de negociação aquilo que não está determinado na lei. Recentemente, assistimos na Itália, a uma grande mobilização sindical e popular em torno de uma greve geral contrária à mudança do artigo 18 que proíbe a demissão sem justa causa, proposta pelo governo Berlusconi. Tudo indica que esse argumento jurídico está mais comprometido com a luta histórica pela liberdade sindical combinada com a manutenção e garantia de alguns direitos básicos do trabalho e a partir dessa base, a negociação poderia ter um escopo amplo de atuação. 4.2 Os argumentos no campo patronal Neste item resumimos os argumentos de dois especialistas: José Pastore, pesquisador e acadêmico, que como é sabido tem um maior contato com as entidades empresariais e Magnus um dos negociadores da FEBRABAN. José Pastore (FEA-USP) - O Senado convenceu o Governo para tirar a urgência do projeto para aprovar o ICMS; - O projeto introduziu uma novidade: qualquer coisa que não esteja na lei pode ser negociada; - 32% dos brasileiros vivem com renda per capita mensal de R$ 82; - 25% na linha da miséria; - Setor informal: não tem licença remunerada, não tem FGTS, seguro desemprego, aposentadoria, não deixa herança situação de 60% dos brasileiros; - A lei cobre 40% dos brasileiros, sendo então discriminatória; - Os protegidos (incluídos) protestam se tentar mudar ou incorporar os que estão fora da proteção; - Nunca vi desprotegido sendo representado nas discussões parlamentares; - A sociedade de classes está dividida entre excluídos e incluídos; - Nos processos de discussão os excluídos não são chamados para levar as suas necessidades; - No Brasil, gastam-se 21% do PIB para o social (para os protegidos); - Existe um pacto silencioso no congresso nacional há grupos extremados e opostos, mas, que somente protegem os interesses dos protegidos; - A desigualdade é reforçada pela lei; - 20% mais pobres ficam com 7% dos recursos do INSS e os 20% mais ricos ficam com 30% do INSS; 14

16 - Já se tentou mexer, mas politicamente é inviável ao político; - Valor médio aposentadoria INSS 2 SM e pública 14,4 SM; - Na área do emprego: 20% mais pobres ficam com 3% do seguro-desemprego e o restante vai para os não pobres, pois a lei é assim, há uma desigualdade e qualidade legal; - As leis são para manter a exclusão; - A lei do Simples formalizou mais de 3 milhões de postos de trabalho, mas é uma lei burocrática e não focada no mercado de trabalho; - Por que uma lei em uma área mais burocrática dá certo? Pois a lei é mais simples; - O parlamentar tem um mercado de votos e mede muito as implicações de seus votos no Congresso na opinião de seus eleitores; - A pior lei de má qualidade apresenta-se com uma roupagem de boa lei, mas que mantém a exclusão; - Tal projeto seria um passo para a negociação; - Os mecanismos de mercado acentuam ainda mais a desigualdade; - Saímos do mundo do corporativismo para entrar no neocorportativismo. Magnus Ribas Apostólico (Negociador da FEBRABAN) Estamos vivendo um movimento sociológico interessante no país. A sociedade quer controlar o Estado. A sociedade pede leis que subordinem o Estado e não o contrário; Estamos começando a não mais querer o Estado Patrão ; A sociedade incluída, 40% da população, tenta fazer esta transformação; Esta mini-reforma, ou micro-reforma proposta, está muito tímida; O ideal seria mexer nos arts. 7º e 8º; - Não vai acontecer a reforma nas relações trabalhistas a partir da reforma sindical, pelo menos, nos próximos 10 anos, pois ninguém quer. Mesmo as Centrais Sindicais que defendem o fim da contribuição sindical e a pluralidade sabem que também é um movimento de cúpula, pois os seus sindicatos também não querem; - Reforma na CLT é politicamente inviável e já foi tentada; - O caminho mais inteligente é deixar a CLT como está e subordiná-la à negociação: subordinou vale, não subordinou vale a lei; - A atual legislação foca-se na forma de produzir, na de remunerar e na de contratar; - A mudança proposta no projeto auxiliaria para que se fizessem contratos mais duradouros; - Precisamos que os órgãos do Executivo respeitem as negociações: Ministério do Trabalho, Órgãos de saúde etc.; - Deve acabar com a intervenção do Auditor Fiscal se o empregado quiser ter menos descanso diário para ir embora mais cedo; - Dúvidas quanto à aplicabilidade do projeto: se há acordos que fizeram lei entre as partes, o que seria feito é torná-los legais; - Sindicato fraco não negocia. Esconde-se na lei ou nos dissídios; - Onde há sindicato fraco é porque o patronato é fraco; - A tradição de negociações restringe-se às grandes categorias; - Possibilidade de sindicatos fortes unirem-se para atuar em bloco, acabando com o mundo cão nas terceirizações; - Não há que se falar de representação no local de trabalho nos bancos onde há 190 empresas e 7000 dirigentes sindicais; - Quando são eleitos, pedem liberação do local de trabalho; - No sistema financeiro a negociação é nacional e centralizada; - O projeto chegou no momento errado e de uma forma errada, logo há muita resistência política e não ideológica, pois os sindicatos já fizeram grandes e modernos acordos que mostram não haver restrições dessa natureza; - Temos uma parte do movimento sindical, por questão política, que tem resistência e por outra algumas instituições do jurídico e dos ministérios por razões óbvias; - Não é verdade que quem quer negociar quer negociar para baixo; - No setor financeiro, a redução da jornada de trabalho implica aumento de custo e, no entanto, queremos negociar; 15

17 - Se só as leis garantem, por que há tantos benefícios nas convenções coletivas? - Se não negociar sem preconceito, ficaremos fadados ao binômio pedir, conceder ou não conceder, o que não auxilia na melhoria das relações de trabalho; - Precisa de mais responsabilidade empregadores e empregados para não haver medo de negociar. Formas práticas de fazer a mudança: mudança na legislação. Comentários: Os argumentos no campo patronal tendem a indicar que um dos efeitos negativos da CLT foi ter criado a dualidade do mercado de trabalho brasileiro entre os trabalhadores formais e os informais, entre os protegidos e os desprotegidos. Assim a flexibilização e liberalização da CLT, que o projeto aponta ao defender o negociado sobre o legislado, teriam efeitos positivos na diminuição das desigualdades porque incentivaria as empresas a ampliarem o emprego, desde que tivessem maior poder de negociação sobre os direitos trabalhistas que significam custos e encargos. A idéia principal parece defender a negociação acima de todas as regulamentações apostando no mecanismo de mercado como um instrumento mais eficaz de resolver conflitos. No entanto, são céticos quanto às possibilidades de mudanças efetivas no sistema trabalhista brasileiro devido aos interesses sindicais e corporativistas, que interferem na cultura política e no jogo político. Para Pastore trata-se de um neocorporativismo que resiste às mudanças para quem está protegido, reproduzindo a desigualdade social; para Magnus apesar da aposta na negociação, o projeto parece que foi inoportuno e qualquer mudança neste contexto na CLT é inviável politicamente. O melhor seria manter e subordinar a CLT ao processo de negociação, ou seja, não havendo negociação vale a lei. 4.3 Os argumentos no campo dos trabalhadores Neste item registramos um resumo dos argumentos do diretor técnico do DIEESE, entidade intersindical de assessoria e estudos sócio-econômicos e por isso tem um discurso voltado para o conjunto do movimento sindical, e de Luis Marinho, então presidente do sindicato dos metalúrgicos do ABC, que como sabemos representa uma tendência negociadora e majoritária do sindicalismo da CUT. Sérgio Mendonça (DIEESE) (resumo dos argumentos) - Discussão Controversa; - A idéia é fazer uma análise da flexibilidade; 16

18 - É ingênuo imaginar que o projeto não foi pensado juridicamente pelo Governo; - Por que essa proposta no oitavo ano de Governo? - A proposta foi feita para ser debatida; Quais são os objetivos de uma proposta de flexibilização?:reduzir o desemprego? Diminuir o informal?fortalecer os sindicatos?fortalecer a negociação Coletiva? Mexer no custo salarial? - A principal resposta é fortalecer a negociação, segundo o ministro Dornelles; - Debate que Keynes realizou com os economistas: enfrentar o desemprego com alterações no mercado de trabalho - a principal tese foi que as relações de emprego e salário não são determinadas no mercado de trabalho: nível de desemprego, nível salarial são fortemente determinados fora do mercado de trabalho. Ou seja, são determinados pelo nível de demanda, nível de investimento, que estão ligados à macroeconomia, taxa de juros etc.; - As experiências internacionais mostram que dificilmente há clara evidência de resultados substanciais no mercado de trabalho com medidas de flexibilização; - É muito relevante - duas centrais sindicais a favor e 3 contra o projeto; - A CUT vem fazendo propostas para alterar a estrutura de negociação e de organização etc.; - Não é possível somente com a flexibilização chegar a resultados concretos no plano macro; - Todos os países que fizeram alterações as fizeram por meio de ampla negociação; - Em 1983 o Ministério do Trabalho, criou um fórum nacional para discussão de relações de trabalho; - O processo de reforma será tanto mais bem sucedido quanto mais houver participação e discussão dos atores sociais (empregadores e empregados); - Da forma como está sendo feita a tentativa de reforma, está havendo um racha na organização dos trabalhadores; - As experiências bem-sucedidas ocorrem em contexto de ciclo econômico favorável (crescimento econômico) e onde se discute amplamente; - Vai explodir as bases de financiamento da Previdência Social e do FGTS; - Vários países trocaram a rigidez no emprego (Alemanha e Irlanda) por mais proteção social dos trabalhadores temporários ou parciais, ampliando a proposta para os trabalhadores menos protegidos; - São muito mais bem-sucedidos projetos bem discutidos com a sociedade (envolvendo questões de natureza fiscal e social); Anos 90: 1- Emergência do desemprego (7 milhões de desempregados 1999); 2- Precarização do trabalho proporção crescente no conjunto de assalariados sem carteira, autônomos que trabalham com o público, trabalhadores familiares, empregos domésticos: crianças e adolescentes, desempregados acima de 17 anos; 3-1/3 da força de trabalho ocupada com contratação flexibilizada em 1999; 4-30 % da População Ocupada gira na direção de redução salarial; Ano 2000: crescimento de 4,4% da economia, não houve aumento real para o trabalho; - Portanto, já temos um mercado de trabalho flexível; - A forma como está sendo conduzida a discussão está impedindo com que o processo caminhe; - Os trabalhadores tornam-se mais dispostos a fazer as mudanças quando são envolvidos e chamados à discussão; - Se o objetivo é flexibilizar para reduzir salários; - Há um desgaste drástico no processo; Não há envolvimento dos agentes sociais; do ponto de vista do emprego, não haverá mudanças com tal projeto; Luiz Marinho (Sindicato dos Metalúrgicos do ABC) (resumo dos argumentos) - A posição da CUT é mais abrangente do que ser simplesmente contra a mudança do art. 618; - Somos plenamente favoráveis às mudanças na CLT: a CUT nasceu com a proposta de mudança na lei; - Vivemos num país continente, onde a solução é muitas vezes resolvida na base da carabina; a organização sindical é arcaica, frágil e não tem poder de negociação; - O sindicato dos metalúrgicos é dos mais organizados do país; 17

19 - As nossas negociações vão além do que o projeto propõe; - A organização no local de trabalho é a melhor forma de representatividade dos trabalhadores; - A resposta é sim, vamos mudar a CLT, entretanto é preciso colocar os planos de ação: 1º necessidade de autonomia sindical, que os sindicatos e trabalhadores tenham direito de se organizarem no local de trabalho, pois hoje quem decide quem representa ou não os trabalhadores é a justiça (a empresa tem em torno de 37 sindicatos em uma grande empresa gráficos, secretárias etc. cada trabalhador deveria ter a liberdade de escolher o próprio sindicato); há 6 anos o sindicato do ABC não recebe imposto sindical; há uma estrutura Frankenstein, estrutura sindical com a unicidade sindical, com o imposto sindical, poder normativo da justiça do trabalho; quem disse que os trabalhadores querem sindicatos pequenos? - O Governo é hipócrita quando diz que quer flexibilizar e melhorar a situação das negociações; - Querem mexer para negociar aquém da lei; - A CLT é atrasada e muitas vezes engessa o processo de negociação: entre mexer e manter dessa forma, é melhor proteger a parte que está protegida, senão irá desproteger os protegidos; - O nosso desafio é mostrar que se ele quer fortalecer as negociações sindicais, deve-se instituir mecanismos de negociação: estrutura sindical por local de trabalho (condição de cidadania a partir do local de trabalho), para resolver problemas de trabalhadores (as) e também problemas da empresa, evitando entupir as mesas do judiciário; mecanismos de negociação devem ser cotidianos, presente nas empresas; deve-se democratizar o local de trabalho por uma nova estrutura de organização, para negociação para poder substituir a CLT. Para isso não precisa fazer um projeto que não mexe na estrutura de negociação nem na de representação, para fazer o negociado sobre o legislado; - Para o negociado sobrepor o legislado, deve ser de uma forma tranqüila; - A maioria dos empresários fará a negociação; - Vamos mexer na atrasada CLT: introduzir uma organização sindical que seja capaz de fazer uma negociação; - A atual lógica sindical permite que, de maneira não democrática, um sindicalista passe a representar a classe sem possuir representatividade na mesma, dividindo e pulverizando a classe; - Ter liberdade e autonomia para reorganizar o sindicato, reduzir a quantidade de sindicatos e fortalecer as Centrais Sindicais a partir do local de trabalho; Comentários: O argumento de Sérgio Mendonça estrutura-se a partir da crítica keynesiana à idéia de que com maior flexibilidade do mercado de trabalho como resultado da alteração da legislação trabalhista ocorreria diminuição do desemprego e das desigualdades sociais. Na verdade esses problemas dependem de fatores macro-econômicos ligados ao investimento, ao crescimento econômico e mudanças na demanda etc. A flexibilidade esta mais do que presente no mercado de trabalho e nos anos 90 não apenas o desemprego ganhou dimensões estruturais, como também, a renda do trabalho diminuiu. Tudo indica que o fator flexibilidade não altera necessariamente os índices de desigualdade. E na verdade o problema principal é como estender a proteção trabalhista para o mercado informal. O mais grave da política trabalhista do governo foi não ter aberto negociações e amplo processo de participação a respeito do projeto. Isto provocou divisões no movimento sindical e trouxe um desgaste político desnecessário. 18

20 Na fala de Luis Marinho, aparentemente não há dilemas para o novo sindicalismo de caráter negociador porque o seu posicionamento está muito além do enquadramento da CLT em vários aspectos. O problema se coloca para o conjunto do movimento sindical no qual muitos sindicatos não têm poder de negociação e de representação frente às empresas. Assim, Marinho argumenta que é melhor deixar esses setores de alguma forma protegidos pela lei e combater a intenção do governo em flexibilizar para reduzir os direitos, isto é, aquém da lei. Mudar a CLT? Para Marinho sim, desde que sejam criados mecanismos efetivos de negociação e representação desde o local de trabalho até as centrais sindicais. Não é possível estabelecer o negociado sobre o legislado sem essas alterações. Reafirma a necessidade da liberdade sindical e de organização no local de trabalho de modo a criar as bases para um processo efetivo de negociação e lembra que a CUT nasceu e se desenvolveu com a bandeira da mudança da lei e da estrutura sindical. Fica claro que o projeto do governo está distante das demandas históricas do movimento sindical mais combativo e que o fato de haver duas centrais sindicais favoráveis (Força Sindical e SDS), isto é absolutamente insuficiente para criar consenso ou mesmo algum pacto com o conjunto da representação da classe trabalhadora. 5. Dilemas Atuais do Novo Sindicalismo Quais são os dilemas atuais do novo sindicalismo? Conservação ou mudança? Ou modernização conservadora? O segmento do sindicalismo combativo, em grande parte filiado a CUT, que tinha uma proposta histórica de mudança no sentido da constituição de um sistema democrático de relações de trabalho aparece hoje, juntamente com a CGT, como defensor da CLT do passado. A proposta de mudança foi abandonada? Ou realmente há um dilema? Permanece a ambigüidade entre o discurso e a prática já apontada em estudo sobre a trajetória da CUT (Cf. J. Rodrigues, 1997)? Ou a força da estrutura sindical e trabalhista é maior que a capacidade de mudança do movimento sindical (Cf. Boito, 1991)? Uma coisa é certa: não fosse a CLT a crise no mercado de trabalho e no movimento sindical seria muito mais intensa. Tudo indica que a CLT, apesar de indesejada é então um mal necessário. 19

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