A FLEXIBILIZAÇÃO NO DIREITO DO TRABALHO

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1 A FLEXIBILIZAÇÃO NO DIREITO DO TRABALHO LIANA MARIA MOTA DOS SANTOS ROCHA PORTELA 1 RESUMO O presente trabalho aborda sobre a flexibilização das normas trabalhistas, evidenciando como surgiram essas flexibilizações, quais as suas formas, seus fatores determinantes, bem como, quais são as atuais tendências dessa flexibilização e da desregulamentação do Direito do Trabalho, incluindo a globalização e o desemprego como fatores predominantes. Referencia o atual entendimento sobre o Direito do Trabalho em diversos países, numa análise sobre o surgimento desse direito laboral, que se configurou pelo resultado de uma técnica intervencionista e regulamentarista inseridas nas relações trabalhistas, com o fito de proteção do trabalhador. Historicamente, uma concepção hipossuficiente do empregado sempre norteou o Direito do Trabalho. O presente trabalho ainda aborda sobre os direitos trabalhistas passives de flexibilizações, com previsões explícitas no bojo da Carta Magna, sobre as novas diretrizes do papel do Estado e da sociedade em relação ao mundo moderno do trabalho, no contexto da desregulamentação ou mitigação atual das normas trabalhistas. São abordadas as influências do Neoliberalismo ainda atuante na atual abertura e globalização de mercados livres, como a mola propulsora da relativização dos direitos laborais, com alusão ao posicionamento dos reflexos oriundos das mitigações dos direitos e garantias dos trabalhadores, presentes nas modernas relações competitivas mundiais, nos setores econômico, empresarial e globalizado. E, ao final, a conclusão da autora sobre o tema, e o seu posicionamento sobre as mudanças das normas trabalhistas, dos reflexos desses processos flexibilizadores no mundo moderno, bem como, sobre a mantença das atuais normas de proteção dos trabalhadores, diante da atual e pujante globalização mundial. PALAVRAS CHAVES: Flexibilização. Desregulamentação. Relativização. 1 INTRODUÇÃO O Direito do Trabalho possui como sustentáculo, o amparo aos trabalhadores e a consecução de igualdade substancial e prática para as partes envolvidas. 1 Bacharela em Direito (Universidade Estadual do Piauí UESPI), bacharela em Ciências Contábeis (Centro de Ensino Superior do Vale do Parnaíba CESVALE), pós-graduada em Direito do Trabalho e Direito Processual do Trabalho (Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal UNIDERP), Professora de Direito Processual do Trabalho na Faculdade das Atividades Empresariais de Teresina FAETE e advogada militante nas áreas Trabalhista, Cível e Empresarial.

2 O Direito do Trabalho é uma definição mista segundo Octavio Bueno Magano: conjunto de princípios, normas e instituições, aplicáveis à relação de trabalho e situações equiparáveis, tendo em vista a melhoria da condição social do trabalhador, através de medidas protetoras e da modificação das estruturas sociais 2. Nascido em uma época de prosperidade econômica, caracterizada por uma estabilidade das relações jurídicas, foi concebida a intervenção do Estado como um instrumento na elaboração de uma legislação detalhada das condições de trabalho, com o fito da busca da solução dos conflitos. O resultado dessa intervenção estatal é característica basilar da regulamentação das relações de trabalho, que provocou rigidez da legislação trabalhista. O primeiro período significativo na evolução do Direito do Trabalho no Brasil foi entre os anos de 1888 a 1930, com manifestações incipientes, período em que a relação empregatícia se apresenta de modo relevante no segmento agrícola cafeeiro avançado de São Paulo, na emergente industrialização na capital paulista e no Distrito Federal, na época, no Rio de janeiro. Em seguida, outro período a se destacar nessa evolução, teve início em 1930, que entendemos ser o período principal, pois foi a fase da institucionalização do Direito do Trabalho. Essa fase firmou-se um novo modelo trabalhista, que se estendeu até o final da ditadura getulista em O Estado a pretexto de proporcionar ou mesmo garantir um equilíbrio nas relações laborais interveio de forma bastante intensa. No Brasil a intervenção do Estado nas relações de trabalho se consagrou principalmente na gestão do presidente Getúlio Vargas. Líder populista e carismático era chamado pai dos pobres, em face dos direitos impostos pela ideologia trabalhista, oriunda dentro da imagem de um Estado-paternalista. Nomeado presidente, Getúlio Vargas gozava de poderes quase ilimitados e, aproveitando-se deles, começou a tomar políticas de modernização do país. Criou novos ministérios, como o Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio e o Ministério da Educação e Saúde. Na prática, os estados perdiam grande parte da sua autonomia política para o presidente. Também na sua gestão foi criada a Lei da Sindicalização, que vinculava os sindicatos brasileiros ao presidente. Vargas pretendia ganhar o apoio popular, para que estes apoiassem suas decisões (a política conhecida como 2 MAGANO, Octavio Bueno. Manual de direito do trabalho. Parte geral, 4ª ed. São Paulo: LTR, p. 59.

3 populismo). Na Era Vargas houve grandes avanços na legislação trabalhista brasileira, que perduram até hoje. Tal paternalismo justificava-se por se considerar o empregado a parte frágil e menos favorecida e hipossuficiente na relação de trabalho. No entanto, as reiteradas crises contemporâneas têm corroborado num abalo destrutivo sobre o emprego, gerando o desemprego em massa, colocando em evidência o modelo tradicional do Direito do Trabalho, que foi constituído na sua época áurea, com seu apogeu particularmente nos anos sessenta, que tinha como sustentáculo, a interferência do Estado nas relações de trabalho, em prol do lado hipossuficiente (trabalhador) da relação laboral. Nos dias atuais, o modelo de Direito do Trabalho que assegura um acréscimo de tutela dos trabalhadores, tem sido apontado principalmente pela classe empresarial, como o responsável na criação de fatores de rigidez do mercado de emprego e dos altos custos nas relações de trabalho, contribuindo para o decréscimo dos índices de emprego e consequentemente, para um estímulo ao desemprego. 2 DESEMPREGO COMO SÍNTESE DA CRISE O Brasil sofreu diversas alterações no mercado de trabalho pós-guerra e no nível de desemprego e desestabilização da economia, propiciando o surgimento do chamado mercado informal de trabalho, que é constituído normalmente pela força de trabalho excedente do trabalhador informal, em função da pequena oferta de empregos. É de constatar-se que dentre os vários fatores influenciadores da flexibilização no Direito do Trabalho, a crise dos anos 80, provocada pelo choque dos preços do petróleo, foi marcante, atingindo vários países, entre eles, o Brasil. Tal crise provocou o surgimento de novas formas de contratação geradoras de relações de trabalho atípicas, como o contrato por tempo determinado, que deixou de ser exceção e passou a ser costumeiro, como os contratos de temporadas, contratos de estágio, entre outros. A globalização da economia com a conseqüente implementação dos mercados livres tem grande parcela na contribuição do desemprego, que antes da globalização era cíclico, e que atualmente passa a ser estrutural, originando uma

4 super exploração da força de trabalho, valorizando a concorrência mundial, com a total prioridade dos lucros, como por exemplo, na China, que há uma aclarada exploração da força humana e nítida ausência da interferência estatal, na garantia de normas trabalhistas para os trabalhadores. Em face da atual realidade do desemprego, em contraposição à rigidez da legislação, surgiu na Europa um movimento de idéias que pregava os institutos da flexibilização e desregulamentação do Direito Trabalhista, que conquistou vários pensadores, juristas, especialistas e principalmente os operadores do Direito do Trabalho. Na atual sociedade brasileira o médico, engenheiro, advogado ou o grande executivo, todos, vivem de salário e dependem efetivamente de um emprego, tornando-se desprezível a faixa viável de mercado para o autônomo, pois até os grandes empresários, não resistem à atual força concentradora dos grandes grupos econômicos, que patrocinam uma política de racionalização de custos e mitigação dos direitos laborais. A utilização da mitigação de normas para estas reduções implicam na utilização do direito instrumento de força, não na proteção social ou trabalhista, mas da atual e eficaz força da camada economicamente dominante. Para o magistrado do trabalho, Paulo Santos Rocha, os ganhos do trabalhador se dão mediante os salários: Sem empregos conseqüentemente não há salários e não há muitos outros tipos de ganhos que se viabilizem. A grande empresa, estatal ou não, não pode mandar os trabalhadores para um próprio negócio inexistente, desculpando-se com PDVIs e aumentando a informalidade e a desocupação. A síntese da crise é o desemprego. Mais desemprego, com quer a nova ideologia dominante do liberalismo, com suas flexibilizações, terceirizações, racionalização de custos, competitividade, é exasperar a própria crise. Além dos formidáveis desgastes sociais, economicamente este receituário neoliberal tem promovido retrocessos 3. Há mais de uma década se vive numa fase em que se predomina a tentativa de reestruturação das atitudes e procedimentos com base na cooperação, sendo difundido um novo conceito sobre a função do Estado, por não ser o único meio da solução de todos os problemas. O fato é que as questões econômicas têm sido colocadas no ápice dos interesses globais, com uma notória tendência de tomada de decisões que afetam os direitos dos trabalhadores. 3 Rocha, Paulo Santos. Flexibilização e desemprego. Rio de Janeiro. Forense p

5 O Desenvolvimento e a evolução econômica mundial devem ser inseridos de forma a viabilizarem o crescimento econômico sem a notável e constante relativização da proteção das relações de trabalho. 3 A FLEXIBILIZAÇÃO E A DESREGULAMENTAÇÃO Uma das conseqüências mais notáveis da globalização nas relações de trabalho é a flexibilização do Direito do Trabalho, que cada vez mais se acentua, em face do avanço da tecnologia que exige uma maior qualificação profissional, além dos altos custos oriundos dos direitos e garantias trabalhistas, que regem a relação de emprego. A flexibilização do direito laboral mitiga as normas trabalhistas. Tal fato impulsionado pelo Neoliberalismo, com o argumento de preservar a sobrevivência das empresas, da alta competitividade do mercado globalizado, intensifica a guerra comercial e a disputa pelos investimentos estrangeiros, oferecendo cada vez mais o mínimo de garantias aos trabalhadores. É notória a mutação do capitalismo já evoluiu para o aspecto financeiro, em seguida para o tecnológico e em seguida para o setor de serviços. Em consonância com o Magistrado do Trabalho, Francisco Meton Marques de Lima, a flexibilização é encontrada através de duas versões: da adaptação, que é uma versão mais branda, e da desregulamentação 4, como uma forma mais abrupta. No Brasil, vigora a adaptação. 5 A adaptação procura enquadrar a legislação às crescentes necessidades da economia mundial, sem o excesso de mitigação das garantias laborais. A flexibilização possui formas de aplicação através de algumas estratégias, como: no âmbito do Direito do Trabalho, a de tornar possível a ampliação da jornada de trabalho, bem como a mobilidade interna dos empregados na distribuição dos serviços; no âmbito salarial, visa a redução dos salários, determinados livremente pelo nível de mercado; e, ainda, no âmbito da formalização do emprego, a estratégia de viabilizar a demissão sem custos e a implementação da contratação por prazo fixo e da subcontração. 4 Lima, Francisco Meton Marque de. Elementos de direito do trabalho e processo trabalhista. 11. ed. São Paulo. Ltr, Lima, Francisco Meton Marque de. Elementos de direito do trabalho e processo trabalhista. 11. ed. São Paulo. Ltr, 2005.

6 Registra-se que a flexibilização corrói as bases do Direito do Trabalho, e tal fenômeno tem se difundido pelo mundo: na França, sob a forma de redução do grau de sindicalização; na Itália, na forma de crescimento do trabalho autônomo, ou seja, por conta própria; nos Estados Unidos, na forma de trabalho doméstico; no Brasil, presente nos acordos coletivos, etc. Numa apuração rápida das conseqüências oriundas dessa mitigação dos direitos trabalhistas, destacamos algumas delas bem explícitas nas relações de trabalho: redução do número de empregados com garantia de emprego; desníveis agudos de remuneração; decadência dos sindicatos tradicionais e mitigação do poder político da classe dos trabalhadores; enfraquecimento progressivo dos salários e vantagens da classe trabalhadora, entre outras. Em relação à flexibilização na lei fica registrado que a Constituição Federal de 1988 mitigou alguns direitos trabalhistas, ao acabar com o regime de indenização previsto no art. 478 da CLT, e ao permitir, por negociação coletiva, a redução de jornada de trabalho, a redução de salários, a compensação de horas extras, a modificação do regime ininterrupto de revezamento, inseridos no bojo da Carta Magna, no art. 7º, incisos III, VI, XIII, XIV e XXVI. Ainda em relação à redução dos direitos trabalhistas na legislação do trabalho, esta vem se multiplicando, a exemplo do parágrafo único do art. 442 da CLT, acrescido pela Lei nº 8.949/94, que isenta do vínculo de emprego a relação de trabalho cooperado e o contrato a tempo parcial, previsto no art. 58-A da CLT; a previsão do banco de horas inserido no 2º do art. 59 da CLT, instituídos pela MP nº /01; o contrato de trabalho por prazo determinado, instituído pela Lei nº 9.601/98, entre outras formas de flexibilizações, como a terceirização. Há de acrescentar-se ainda, um aspecto importante sobre o FGTS, que como fundo indenizatório, veio substituir a estabilidade jurídica no emprego, para se antepor ao sistema da estabilidade decenal. Uma visão minuciosa da flexibilização nas normas trabalhistas brasileiras é abordada como propostas flexibilizadoras, na obra Flexibilização e Desemprego, do magistrado do trabalho, Paulo Santos Rocha: Ainda no Brasil, há quem cite como propostas flexibilizadoras mais recentes as Leis n /00, 9.957/00, /01, 9.658/98, /00, 9.601/98, sendo que destas verdadeiramente somente esta última é uma proposta flexibilizante, e flexibiliza para baixo, introduzindo normas para contrato de trabalho por prazo

7 determinado, sendo que as empresas, a partir de São Paulo, não têm optado por este tipo de contrato temporário, face às múltiplas exigências da lei. Daí por que se tem escrito que a flexibilização no Brasil, até o presente momento, é mais ideológica, doutrinária, apresenta-se como proposta empresarial com o apoio passivo de alguns sindicatos. Mas há proposta concreta de flexibilização, através de projeto de lei ordinária que pretende alterar a redação do art. 618 celetário, já aprovado pela Câmara dos Deputados e em apreciação no Senado, que estabelece modificações em geral da lei trabalhista e mesmo de direitos já encastoados e confirmados pela Constituição, desde que não possam contrariar lei complementar, a legislação tributária, a previdenciária, a relativa ao FGTS, as Leis nºs 6.321, de , e 7.418, de Tal projeto de lei, já aprovado na Câmara Baixa, tem recebido intensas críticas, a partir da consideração de que qualquer mudança, diminuição, fragilização ou flexibilização dos direitos mínimos, adargados no art. 7º da Constituição, não pode ser introduzida: nem muito menos por lei ordinária, nem ainda mesmo por emenda originária do poder de reforma, já que tais direitos, fundamentais sociais trabalhistas estão resguardados pela cláusula de eternidade do não-retrocesso 6. Cumpre salientar aqui, que em nosso país, de acordo com a vigente Carta Magna, os direitos trabalhistas podem ser flexibilizados notadamente nos seguintes casos: redução do salário (art. 7º, VI), redução da jornada de 8 horas diárias (art. 7º, XIII), ou da jornada de 6 horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento (art. 7ª, XIV). Com o argumento de que, as reduções desses direitos são em troca de garantias mais vantajosas para os trabalhadores de uma determinada categoria. Essas flexibilizações autorizadas pela Carta Maior são matérias incontroversas, com uma gama de decisões reiteradas do Tribunal Superior do Trabalho. A desregulamentação para muitos significa a eliminação das fontes de regulamentação do trabalho, e, para outros, um processo de reestrutura das normas trabalhistas entre sujeitos de direito público e privado, para a adaptação das relações trabalhistas a outro sistema de produção. No entanto, a maior parte da doutrina classifica a desregulamentação como a forma mais radical de flexibilização, por consistir na abolição da legislação protetora do trabalho, onde toda a normatização seja estabelecida por meio de negociação coletiva de trabalho, ou seja, através de contrato individual de trabalho, de contrato coletivo e de convenção e acordo coletivos de trabalho. Para esses seguidores da 6 Rocha, Paulo Santos. Flexibilização e desemprego. Rio de Janeiro. Forense, p. 23.

8 regulamentação estabelecida por meio de negociação coletiva de trabalho, não há necessidade da intervenção do Estado nas relações de trabalho. A desregulamentação e a flexibilização surgem como novas formas de pensar sobre os comportamentos dos tomadores e prestadores de serviços, oriundos da globalização e do maior intercâmbio entre os países. O Neoliberalismo pode ser definido como um conjunto de idéias econômicas e políticas capitalistas que defende a não intervenção do Estado na economia, que tem como escopo a total liberdade de comércio, com o fito de garantir o crescimento econômico de um país. Nesse caldo de cultura, as relações de trabalho diversificam-se ao sabor da nova ordem econômica, até porque a legislação trabalhista atual do Brasil foi concebida sob o modelo capitalista fordistataylorista. No entanto, o capitalismo já evoluiu para o financeiro e deste para o tecnológico, girando o eixo da economia para o setor de serviços 7. Na atual tendência do Direito do Trabalho encontra-se inserida no seu contexto a globalização, que aumenta a competitividade, intensifica a guerra comercial e a disputa pelos investimentos estrangeiros. Com essa aceleração econômica exacerbada, surgem diversas dificuldades enfrentadas pelas empresas nas relações de trabalho, que necessitam cada vez mais de trabalhadores capacitados, com qualidade e rapidez para enfrentarem o mercado globalizado, além de conseguirem arcar com o alto custo atual dos encargos trabalhistas. 4 CONCLUSÃO Este final de século apresenta sérios desafios para a humanidade. O atual direito trabalhista possui a árdua missão de evoluir com as mudanças atuais, ocasionadas pelas crises econômicas, pelos vultosos encargos trabalhistas, pela progressiva intervenção dos sindicatos, associações patronais e do Governo, para que através de uma forma consensual e justa possa executar uma política econômica e principalmente social. As mudanças econômicas e sociais advindas dos novos rumos do desenvolvimento, indiscutivelmente, mudaram os comportamentos patronais e laborais nas relações de trabalho. 7 Lima, Francisco Meton Marques de. Elementos de direito do trabalho e processo trabalhista. 11. ed. São Paulo. LTr

9 No entanto, o Direito do Trabalho não pode perder a sua finalidade precípua, de proteção dos trabalhadores e, conseqüentemente do labor, que foi construída ao longo da história da humanidade, do reconhecimento dos povos e das classes menos favorecidas, com o reconhecimento do lado hipossuficiente do trabalhador e através da interferência do Estado, desempenhar a função eminente de proteger os interesses desses trabalhadores. O mundo atual é dinâmico e enseja mudanças. Inseridas nessas mudanças encontra-se a flexibilização das normas trabalhistas. Tais flexibilizações seriam bem aceitas desde que, fossem considerados os direitos mínimos do trabalhador, como direitos essenciais, que não fossem mitigadas normas imprescindíveis, direitos conquistados arduamente pelos trabalhadores, estatuídos através de uma regulamentação internacional. Entendemos que os direitos trabalhistas têm garantia constitucional e que tais direitos são direitos fundamentais de segunda geração, não se podendo deles fazer tábua rasa sob pretextos globalizantes ou mais propriamente neoberalizantes. A boa hermenêutica constitucional entende que os direitos sociaistrabalhistas estão incluídos na proteção oriunda do inciso IV do 4º do art. 60 da nossa Lei magna (cláusulas pétreas), por isso que não podem ser abolidos, flexibilizados, desregulamentados ou fragilizados por nenhum ou qualquer movimento flexibilizador de ocasião. Vale ressaltar, ao final, que é fundamental acima de tudo, a conscientização de uma diferente postura frente aos novos fatos presentes nas relações laborais. Que com o atual crescimento econômico mundial e o anseio de mudanças em face do desenvolvimento econômico e dos altos custos inseridos nas relações de labor, não sejam esquecidos a busca perene de justiça social e as conquistas dos trabalhadores, na priorização de um ideal revestido de justiça social, e, principalmente, que seja salvaguardado o lado hipossuficiente dos trabalhadores nas relações de trabalho, cada vez mais técnicas e qualificadas, que é elementar na pujança do desenvolvimento econômico. ABSTRACT This paper focuses on the flexibility of labor standards, showing how these flexibilities arose, what are their forms, their dominant factors, as well as, what the current trends of flexibility and deregulation of Labor Law are, including globalization and unemployment as predominant factors. Reference to the current understanding of the

10 Labor Law in various countries, in an analysis of the emergence of this Labor Law, that was set as a result of a technical intervention and regulated inserted in the labor relations, with the aim of protecting the worker. Historicallly, a hipossuficient concept of the worker always guided the Labor Law. This present work also addresses the rights of passive labor flexibility, with explicit forecasts in the of the Magna Carta, about the new guidelines on the role of the State and society in the modern work market, in the context of deregulation or mitigation of the current labor standards. The influences of Neoliberism still active in the current opening and globalization of open markets, like a springboard for the relativation of labor rights, with reference to the positioning of the reflexes from the mitigation of the rights and guarantees of workers, present in the relations of the modern competitive world, in the economic, business and global sectors. And, finally the authors conclusion of the theme, and her position on the changes in labor standards, in the reflextions of these flexible processes in the modern world, as well as, on the maintenance of current standards of the protection of workers, before the current and strong world globalization. KEY-WORDS: Flexibility; Deregulation; Relativity REFERÊNCIAS: CARRION, Valentin, Comentários à consolidação das leis do Trabalho. 31 ed. São Paulo: Saraiva, DELGADO, Maurício Godinho. Curso de direito do trabalho. 6. ed. São Paulo: LTr, FRANCO, Filho, Geonor de Souza. As mudanças no mundo: A globalização, os princípios do direito do trabalho e o futuro do trabalho. Revista do TST, Brasília, v. 66, n. 3. LEITE, Carlos Henrique Bezerra. Curso de direito processual do trabalho. 5. ed. São Paulo. LTr, LIMA, Francisco Meton Marques de. Elementos de direito do trabalho e processo trabalhista. 11. ed. São Paulo. LTr, MACIEL, José Alberto Couto. Flexibilização da CLT, um tiro nos direitos dos trabalhadores. Revista Jurídica Consulex. Brasília, n. 115, 31 out MAGANO, Octavio Bueno. Manual de direito do trabalho: parte geral. 4. ed. São Paulo: LTr, MAGANO, Octavio Bueno. Manual de direito do trabalho. São Paulo: Saraiva, ROCHA, Paulo Santos. Flexibilização e desemprego. Rio de Janeiro: Forense, 2006.

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