Palavras-chave: Flexibilização. Flexisegurança. Precarização dos vínculos trabalhistas.

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Palavras-chave: Flexibilização. Flexisegurança. Precarização dos vínculos trabalhistas."

Transcrição

1 Um olhar crítico sobre a flexibilização da legislação trabalhista no Brasil sob um duplo viés: a flexisegurança e a precarização dos vínculos trabalhistas Cássia Cristina Moretto da Silva Professora do Instituto Federal do Paraná - IFPR Mestranda do Programa de Mestrado Interdisciplinar em Ciências Humanas - Universidade Tuiuti do Paraná

2 Resumo A flexibilização das relações, fenômeno típico da pós-modernidade, profundamente ligado tanto à globalização e ao neoliberalismo, lança-se sob os diferentes setores da sociedade contemporânea. O direito do trabalho, concebido inicialmente como apto a garantir aos trabalhadores direitos de ordem laboral, passa então a ser questionado no que se refere a sua rigidez, momento em que se clama por uma normatização mais maleável em sede trabalhista. Neste contexto, passa-se então a argumentar sobre a flexibilização das legislações do trabalho. Assim, o presente artigo tem por objetivo analisar a inserção do elemento flexível das relações no âmbito do direito do trabalho no Brasil, bem como, abordar, criticamente, dois de seus principais pontos, sendo eles: a flexisegurança e a precarização dos vínculos trabalhistas. Para tanto, o estudo proposto pautar-se-á pela análise da legislação brasileira produzida sobre este assunto e também das obras doutrinárias que abordam a temática aqui evidenciada. Palavras-chave: Flexibilização. Flexisegurança. Precarização dos vínculos trabalhistas. Abstract The flexibility of the relations, a typical phenomenon of postmodernity, is deeply attached both to globalization and neoliberalism and it can be found in different sectors of contemporary society. The labor law, initially conceived as being able to guarantee the worker s rights, starts to be questioned in terms of its hardness. At the same time, a more malleable norm towards the labor law is clamed. In this context, the labor law s flexibility starts to be discussed. This article aims to analyze the insertion of the flexible element in the Brazilian s Labor Law relations, as well as discuss, critically, two of its main point: flexicurity and the casualization of labor ties. Therefore, the proposed study will be guided by the analysis of the Brazilian legislation produced about this question and also the doctrinal works that address these topics. Keywords: Flexibility. Flexicurity. Casualization of labor ties.

3 Introdução O direito do trabalho, fruto de uma intensa disputa de classes, surge como o ramo do direito que tem por objeto tutelar as relações de trabalho em suas diferentes vicissitudes. Nota-se, inclusive, que foi especialmente a partir do século XX que se teve sua ascensão e fortalecimento, quer seja no contexto mundial, quer seja no Brasil. No entanto, não foram poucos os fenômenos sociais, históricos, políticos e econômicos que vieram a repercutir fortemente nas relações de trabalho propriamente ditas, e que de alguma forma, acabaram por refletir-se no direito do trabalho, como exemplo, pode-se citar a globalização, o neoliberalismo e a própria condição experimentada na pós-modernidade. Tais conjecturas, que assumem diferentes formas conforme o contexto social analisado, vieram a se projetar no direito do trabalho por uma tendência crescente que se conhece como flexibilização do direito do trabalho.

4 98 Um olhar crítico sobre a flexibilização da legislação... Observa-se que o direito do trabalho concebido inicialmente com a missão de proteger as relações de trabalho, sobretudo, no que se refere à perspectiva do trabalhador, durante o século XX, passa então a sofrer influências de diversas ordens, fala-se, inclusive, na relativização de alguns de seus princípios até então considerados canonizados pelo sistema jurídico vigente. Assim, o presente artigo tem por objetivo trabalhar com esta nova condição experimentada pelo direito do trabalho no contexto pós-moderno, isto é, a flexibilização da regras trabalhistas. Logo, inicia-se a análise aqui proposta pela noção da flexibilização propriamente dita e, na sequência, dedica-se especial atenção as suas especificidades no Brasil e, ainda sobre dois temas latentes quando se fala em flexibilização, sendo eles: a flexisegurança e a precarização dos vínculos trabalhistas. 1 Noção de flexibilização e sua conceituação perante o direito do trabalho A palavra flexibilização traz em seu bojo a ideia de ruptura com a rigidez, a noção de uma capacidade de se moldar a diferentes conjunturas, e a facilidade em se adaptar a diferentes contextos. Na contemporaneidade, tal terminologia vem sendo utilizada em diversos setores da sociedade, manejada conforme o contexto histórico-social experimentado. Como exemplo pode-se citar: o âmbito político, sindical, laboral, econômico e empresarial. Para Arion Sayão Romita, a utilização deste termo pelos diversos setores sociais citados, acontece em razão de que Todos, de modo geral, o admitem, porque ninguém deseja aparecer como o defensor do contrário, ou seja, da inflexibilidade. (ROMITA, 2008, p. 25). A palavra flexibilização no aspecto laboral abrange, fundamentalmente, o modo de contratação dos trabalhadores, a duração do trabalho, o estabelecimento de salários, à negociação coletiva e as formas de cessação do contrato de trabalho. Isso porque a sociedade do trabalho experimentou durante as últimas décadas do século XX um grande desenvolvimento econômico, que, por vezes, lidara com crises econômicas. Logo, a sociedade capitalista, em pleno desenvolvimento, clamava por menos ingerências do Estado e das entidades sindicais nas formas de se organizar o trabalho. David Harvey (2000), em clássica obra intitulada Condição Pós-Moderna, afirma que existe verdadeira dificuldade em se teorizar a transição do fordismo para acumulação do flexível, no contexto pós-moderno.

5 Cássia Cristina Moretto da Silva 99 Aponta que uma das primeiras dificuldades está em se captar a natureza da mudança. Nesse sentido, David Harvey destaca com muita propriedade, a correlação existente entre a sociedade capitalista e a acumulação do flexível ao afirmar que: [...] todas as evidência (incluindo-se aí as explicitamente arroladas por Marx) apontam para o fato de ser o capitalismo uma força constantemente revolucionária da história mundial, uma força que reformula o mundo, criando configurações novas e, com frequência, sobremodo inesperadas. A acumulação do flexível mostra-se, no mínimo, como uma nova configuração, requerendo, nessa qualidade, que submetamos a escrutínio as suas manifestações com o cuidado e a seriedade exigidos, empregando, não obstante os instrumentos teóricos concebidos por Marx. (HARVEY, 2000, p. 176) Assim, a assimilação da noção de flexibilidade se reflete, fortemente, sob o cenário jurídico das relações trabalhistas, eis que, acabou por influenciar, profundamente, a própria organização das relações laborais. Em sede juslaboral, Arion Sayão Romita afirma que [...] O Direito do Trabalho passou a ser questionado. O poder dos trabalhadores organizados em sindicatos passou a ser hostilizado: reclamava-se menor ingerência dos sindicatos. (ROMITA, 2008, p.25). Arion Sayão Romita evidencia, inclusive, a priorização de alguns aspectos neste sistema: [...] Horários personalizados, acomodação do tempo de serviço, salários dependentes dos resultados e do interesse revelado pelos empregados, círculos de qualidade, equipes autônomas, transferência da gestão, negociação mediante mútuas concessões, integração do trabalhador na vida da empresa [...] (ROMITA, 2008, p.25). Tudo isso com o objetivo de se obter a melhor produtividade, com a maior lucratividade e a melhor relação custo X benefício. Arion Sayão Romita descreve com propriedade, o contexto político e social que permeia a assimilação do elemento flexível: [...] A nova política social, patronal, desenvolvida para enfrentar a crise, depende de uma melhor produtividade do trabalho e seu instrumento é a flexibilidade, conceito amplo, que cobre vasto espectro, desde uma flexibilidade das relações sócias (eliminação da rigidez jurídica), passando pela flexibilidade do aparato produtivo (automatização) e chegando à flexibilidade na utilização da força de trabalho (emprego de tempo de trabalho). (ROMITA, 2008, p.26). Desta forma, veja-se que a flexibilização do direito do trabalho apresenta-se como um fenômeno permeado por fatores de diversas ordens e isso implica em muitas configurações deste fenômeno

6 100 Um olhar crítico sobre a flexibilização da legislação... nas diferentes sociedades, cada qual, com suas características peculiares. A par desta realidade multifacetada que permeia a seara trabalhista, muitos autores em sede de direito do trabalho, dedicaram especial atenção à conceituação do que se entende por flexibilização. Por oportuno, cabe-se apresentar o que se entende por flexibilização no âmbito do direito do trabalho a partir dos conceitos apresentados por alguns dos principais estudiosos da matéria no cenário jurídico brasileiro atual. Inicialmente, Amauri Mascaro Nascimento, após contextualizar o surgimento e o próprio desenvolvimento do direito do trabalho com os fenômenos sócio-econômicos da sociedade, toma a palavra flexibilização para identificar toda medida em direito do trabalho, destinada a reconhecer que a lei trabalhista e sua aplicação não podem ignorar os imperativos do desenvolvimento econômico. (NASCIMENTO, 2011,p. 117). Veja-se que Amauri Mascaro Nascimento identifica a flexibilização como o momento em que o direito do trabalho internaliza reclames da ordem econômica. Arnaldo Süssekin (2005), em obra clássica que trata das instituições no âmbito do direito do trabalho, explica o que se entende por flexibilização no cenário trabalhista ao escrever que: Com a flexibilização, os sistemas legais preveem formas opcionais ou flexíveis de estipulações de condições de trabalho, seja pelos instrumentos da negociação coletiva, ou pelos contratos individuais de trabalho, seja pelos próprios empresários. Por conseguinte: a) amplia o espaço para a complementação ou suplementação do ordenamento legal; b) permite a adaptação de normas cogentes a peculiaridades regionais, empresariais ou profissionais; c) admite derrogações de condições anteriormente ajustadas, para adaptá-las a situações conjunturais, métodos de trabalho ou implementação de nova tecnologia. (SÜSSEKIND, 2005, p. 206). Ressalta Arnaldo Süssekin o caráter maleável dado as normas trabalhistas pela adoção de medidas que tem por finalidade flexibilizar a legislação do trabalho no Brasil. Nesse sentido também escreve Júlio Assunção Malhadas (1991), em obra dedicada ao estudo do direito do trabalho, em especial sob o ponto de vista constitucional, uma vez que explica sob qual situação se enseja a flexibilização: [...] a possibilidade de as partes trabalhador e empresa estabelecerem, diretamente ou através de suas entidades sindicais, a regulamentação de suas relações sem total subordinação ao Estado, procurando regulá-las na forma que melhor atenda aos interesses de cada um, trocando recíprocas concessões. (MALHADAS, 1991, p. 143 apud MARTINS, 2009, p. 12). Da lição de Júlio Assunção Malhadas evidenciase o eminentemente caráter de acordo de vontades

7 Cássia Cristina Moretto da Silva 101 presente nas relações de trabalho quando o assunto é flexibilização. Já Luiz Carlos Amorim Robortella (1994), em obra que estuda e analisa o moderno direito do trabalho, conceitua a flexibilização do Direito do trabalho como sendo: [...] o instrumento de política social caracterizado pela adaptação constante das normas jurídicas à realidade econômica, social e institucional, mediante intensa participação de trabalhadores e empresários, para eficaz regulamentação do mercado de trabalho, tendo como objetivos o desenvolvimento econômico e o progresso social. (ROBORTELLA, 1994, p.27 apud MARTINS, 2009, p. 12) Nota-se que o conceito apresentado tem na articulação conjunta da classe operária e da classe empregadora o mecanismo legitimador para a negociação de alguns caracteres da relação de trabalho. Também Sérgio Pinto Martins (2009), em obra que trata da temática em foco, conceitua a flexibilização das condições de trabalho como sendo [...] o conjunto de regras que tem por objetivo instituir mecanismos tendentes a compatibilizar as mudanças de ordem econômica, tecnológica, política ou social existente na relação entre o capital e o trabalho. (MARTINS, 2009, p. 13). Observa-se que para Sérgio Pinto Martins a flexibilização não alcança o direito do trabalho em si, mas sim as condições segundo as quais o labor acontece na sociedade contemporânea. Nota-se das definições aqui colocadas que a flexibilização surge com o objetivo de dar maior maleabilidade às regras trabalhistas, de modo a permitir, em certa medida, a adaptação das mesmas as diferentes situações concretas. No entanto, é importante que se destaque: a flexibilização não pode ser confundida com desregulamentação, pois se tratam de duas situações jurídicas distintas. 1.1 A flexibilização e a desregulamentação Conforme se pode observar do tópico antecessor inúmeras são as definições que buscam delinear a flexibilização da legislação trabalhista. Ponto comum entre as várias definições existentes é associação deste neologismo, flexibilização, de modo a tornar o direito do trabalho mais elástico e maleável, diante da realidade complexa que se experimenta na pós-modernidade. Assim, apresenta-se como fundamental a distinção entre flexibilização e desregulamentação. Isso porque, enquanto que, de um lado, a flexibilização das leis do trabalho surge com o objetivo de permitir que

8 102 Um olhar crítico sobre a flexibilização da legislação... instrumentos legítimos possam acordar determinadas condições de trabalho em uma dada situação fática, de outro lado, a desregulamentação, consiste na situação de total retirada do aparato normativo legal obrigatório, norteador das relações de trabalho. Sérgio Pinto Martins cuidou em diferenciar estes dois institutos ao separá-los, conceitualmente, da seguinte maneira, primeiro apresentando o conceito de desregulamentação: [...] Desregulamentação significa desprover de normas heterônomas as relações de trabalho. Na desregulamentação, o Estado deixa de intervir na área trabalhista, não havendo limites na lei para questões trabalhistas, que ficam a cargo da negociação individual ou coletiva. Na desregulamentação, a lei simplesmente deixa de existir, pois é retirada a proteção do Estado em relação ao trabalhador. [...] (MARTINS, 2009, p. 14). Na sequência, explica em paralelo, o segundo instituto, isto é, a flexibilização, ao escrever que: [...] Na flexibilização são alteradas as regras existentes, diminuindo a intervenção do Estado, porém garantindo um mínimo indispensável de proteção ao empregado, para que este possa sobreviver, sendo a proteção mínima necessária. A flexibilização é feita com a participação do sindicato. Em certos casos, porém, é permitida a negociação coletiva para modificar alguns direitos, como reduzir salários, reduzir e compensar jornada de trabalho, como ocorre nas crises econômicas. (MARTINS, 2009, p. 14) Nota-se das definições de Sérgio Pinto Martins que o traço distintivo desses conceitos é a quantidade de autonomia presente, quer seja na desregulamentação, ou na flexibilização. Isso porque enquanto na flexibilização a autonomia é mitigada pela interferência do Estado e da entidade sindical, na desregulamentação a autonomia é plena. Também Vilma Maria Inocêncio Carli é categórica ao explicar a diferença destes dois institutos ao afirmar que: [...] a desregulamentação do direito do trabalho seria uma forma mais radical de flexibilização, na medida em que o Estado retiraria a proteção normativa conferida ao trabalhador, inclusive as garantias mínimas, permitindo que a autonomia privada, individual ou coletiva, regulasse as condições de trabalho e os direitos e obrigações advindas da relação de emprego. Nota-se que a flexibilização pressupõe a intervenção estatal, ainda que para assegurar garantias mínimas ao trabalhador, ou à sociedade [...] (CARLI, 2005, p.86). Das palavras de Vilma Maria Inocêncio Carli pode-se perceber que a desregulamentação prestigia a autonomia da vontade dos particulares quando da celebração de um contrato de trabalho, na medida em que permite que estas mesmas partes escolham as regras que vão incidir sobre referido pacto, ao passo que a flexibilização importa no exercício restrito

9 Cássia Cristina Moretto da Silva 103 desta autonomia, pois, por este prisma, cabe as partes acordarem somente sobre algumas das condições de trabalho eis que a maioria dos institutos trabalhistas continua regulada pelo Estado, dotados assim de força obrigatória. Renata Nóbrega Figueiredo Moraes cuidou em evidenciar a escopo da desregulamentação, qual seja: [...] uma redução de normas coletivas, em benefício da negociação individual e selvagem do contrato de trabalho, numa perspectiva do neoliberalismo. O referido discurso submete o direito do trabalho unicamente aos imperativos da administração empresarial. Noutro sentido, trata-se de reduzir o legislado, ou o regulamentado, preponderando um direito negociado coletivamente pelos parceiros sociais, que também pode ser flexível. Autonomia individual de um lado, e autonomia coletiva de outro. (MORAES, 2007, p. 124). Logo, é possível notar-se que a desregulamentação trata-se de um processo muito mais amplo que a mera flexibilização das legislações, pois dá verdadeira liberdade na estipulação das diversas condições que possam reger um contrato de trabalho. Lygia Maria de Godoy Batista Cavalcanti utilizandose dos ensinamentos de Siqueira Neto acaba por concluir, que a relação que envolve estes dois institutos, flexibilização e a desregulamentação, se dá nos dois termos seguintes: Flexibilizar não é desregulamentar, mas regular de modo diverso do que está regulado. Todavia, vale lembrar que, de acordo com o grau dessa flexibilização, pode-se chegar perto da fratura da norma existente, o que resulta em desregulamentação, com ou sem regulamentação substitutiva. O outro lado dessa flexibilização e que constitui fator de risco é a flexibilização total da norma, que faz emergir uma norma mais rígida em sentido contrário [...]. (CAVALCANTI, 2008, pp ). Esclarece a referida autora, de forma muito incisiva que a flexibilização e a desregulamentação, em suas essencialidades são completamente diversas, mas admite que uma flexibilização desenfreada possa conduzir a configuração de uma verdadeira desregulamentação. 2 A flexibilização e o direito do trabalho brasileiro Conforme se pode observar até aqui a flexibilização apresenta-se como um fenômeno, característicos das últimas décadas e que, aqui no Brasil, ganhou amplitude principalmente pela inserção do elemento flexibilizador de alguns aspectos do direito do trabalho na Constituição Federal de Isso porque a Constituição permitiu a redução do salário, a modificação da jornada de trabalho padrão, bem como a desenvolvida em turnos de revezamento, a compensação das horas de trabalho extraordinário

10 104 Um olhar crítico sobre a flexibilização da legislação... da relação de emprego, impondo como única restrição a intervenção do órgão sindical representante dos empregados, sob pena, inclusive, de ajustes desta natureza se apresentarem como inválidos perante o ordenamento jurídico pátrio. É o que se depreende da leitura das regras laborais constitucionais postas nos artigos 7º até 11º dentro do Título II Dos Direitos e Garantias Fundamentais da Constituição Federal de Veja-se o conteúdo dos incisos VI, XIII e XIV do artigo 7º, nos quais encontram-se os permissivos constitucionais à flexibilização da legislação trabalhista: Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: (...) VI - irredutibilidade do salário, salvo o disposto em convenção ou acordo coletivo; XIII - duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais, facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho; XIV - jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento, salvo negociação coletiva; É justamente do conteúdo das normas apontadas que se pode observar a possibilidade da redução dos salários, a alteração da duração da jornada de trabalho diária regular e a desenvolvida em turnos, mediante negociação coletiva. Com tal postura legislativa, pretende-se atribuir às leis do trabalho dinamicidade, momento em que o Estado passa a entender como válido o fato de que alguns aspectos da relação de trabalho sejam acordados entre trabalhadores e empregadores, porém, coloca como condição imprescindível a intervenção do órgão classista que representa os trabalhadores. Igualmente a edição da súmula 453 do Tribunal Superior do Trabalho caminha nesse sentido quando prevê que: Estabelecida jornada superior a seis horas e limitada a oito horas por meio de regular negociação coletiva, os empregados submetidos a turnos ininterruptos de revezamento não tem direito ao pagamento da sétima e oitava horas como extras.. Também a Súmula 364, em seu inciso II, do Tribunal Superior do Trabalho, é mais um exemplo desta tendência, nos seguintes termos: A fixação do adicional de periculosidade, em percentual inferior ao legal e proporcional ao tempo de exposição ao risco, deve ser respeitada, desde que pactuada em acordos ou convenções coletivas. No entanto, podem-se citar algumas leis advindas a partir da década de 1960 que já demonstravam inclinação do legislador trabalhista em estabelecer regras trabalhistas mais maleáveis. Como exemplo,

11 Cássia Cristina Moretto da Silva 105 pode-se citar a edição da Lei 4.923/65 que veio a tratar de uma possibilidade de redução de salários, redução esta limitada a 25% e mediante a intervenção do sindicato da categoria. Também a Lei 5.107/66 que instituiu o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) caminhou neste sentido, sendo que, os trabalhadores admitidos por este regime, poderiam ser despedidos sem que houvesse uma justa causa, rompendo-se, portanto, com o instituto da estabilidade empregatícia. E a Lei n º 6.019/74 que veio a regular as formas de contratação temporária. Porém, é a partir de 1990 que se pode observar, em terras brasileiras, um sinal de mudança na legislação do trabalhista mais evidente, motivado, em grande parte, segundo, Lygia Maria de Godoy Batista Cavalcanti pelo fato de que: [...] a reestruturação produtiva do capital passou-se a desenvolver intensamente no Brasil com a adoção do receituário da acumulação do flexível, a intensificação de lean production e a disseminação das formas de subcontratações e terceirizações da força de trabalho. [...] (CAVALCANTI, 2008, p. 171). Nota-se, inclusive, segundo tal autora, que, a própria situação política do Brasil passa então por mudanças significativas, pois há uma tendência de se enxugar a força de trabalho de forma conjunta com a implementação de uma reorganização do processo produtivo e uma estruturação do trabalho, pautado em parâmetro sociais. É contemporâneo ao momento histórico brasileiro citado, a privatização de várias empresas públicas, a crescente política empresarial de redução do quadro de empregados nas organizações, o incentivo à adesão a planos de aposentadoria e de demissão voluntária em diversos setores econômicos, e o aumento expressivo da contratação de empregados terceirizados. Conforme bem destaca Lygia Maria de Godoy Batista Cavalcanti, [...] esses novos ditames supõem uma ordem fundamental de estrutura organizacional flexível que rompe com a lógica do emprego tradicional. [...] (CAVALCANTI, 2008, p. 173). Tudo isso, repercutiu de forma muito forte no contexto jurídico brasileiro. Passa-se, pois, a admitir a figura do banco de horas (situação em que o trabalhador que trabalha para além de sua jornada de trabalho realizada horas-extras tem, mediante um acordo coletivo, estas horas compensadas em folga em outros dias, ao invés de recebê-las em dinheiro acrescidas de adicional, conforme preconizava a legislação até então). Tal possibilidade surgiu em razão da modificação do art. 59, 2º da CLT, por intermédio da medida provisória nº /98. Outro fato importante foi a publicação da Lei nº 9.601/98 que veio a instituir

12 106 Um olhar crítico sobre a flexibilização da legislação... uma modalidade diferente de contrato de trabalho por prazo determinado, momento em que acabava por consolidar a adoção da tese flexibilizadora no direito do trabalho brasileiro, para além da prática de negociações coletivas, conforme havia sinalizado a Carta Magna de Isso porque a lei em comento traz já em seu artigo primeiro a faculdade de toda e qualquer empresa, em toda e qualquer situação, desde que previsto nas convenções e acordos coletivos, contratar empregados a tempo determinado, sendo que a única restrição imposta foi a de que, tais contratações, implicassem aumento do quantitativo de empregados na organização. E mais, tal legislação previa que empresas que contratassem por este regime gozariam de incentivos fiscais, porém estes válidos até 2003, sendo que na atualidade, embora tal lei esteja ainda vigente perdeu-se um pouco de sua presteza, por ser na época o ponto atrativo. Por isso, na opinião de Sérgio Pinto Martins, A Lei nº 9.601/98 deveria ser revogada, pois a partir do momento em que não há incentivos fiscais para a contratação por prazo determinado, ela perdeu totalmente sua utilidade. [...]. (MARTINS, 2009, p. 76). Há que se mencionar também a instituição do trabalho a tempo parcial, entendido este como o que não exceda 25 horas semanais com o acréscimo do art. 58-A na CLT por intermédio da Lei nº /2001. Cabe destacar que neste regime, o salário é igualmente proporcional a jornada de trabalho desenvolvida. Também a Medida Provisória número /99 surgiu trazendo alterações no cenário trabalhista eis que veio a inserir o art. 476 na CLT, momento em que se tem a instituição de um novo tipo de suspensão do contrato de trabalho destinada a atender os casos em que o empregado submete-se a qualificação profissional. Tal suspensão compreende um período de 2 (dois) a 5 (cinco) meses, momento em que o empregado percebe uma bolsa paga pelo FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), sempre com a previsão prévia em negociação coletiva da categoria. Assim, pode-se perceber que a flexibilização da legislação trabalhista no Brasil, não pode alcançar os direitos mínimos assegurados pelo legislador constituinte de 1988, e ainda, quando se tratar de alterar os assuntos em que o legislador previu o permissivo da flexibilização, há a restrição de tal negociação à intervenção dos sindicatos. Para Sérgio Pinto Martins, a flexibilização tem como causas vários fatores: o desenvolvimento econômico, a globalização, as crises econômicas, as mudanças tecnológicas, os encargos sociais, o aumento do desemprego, os aspectos culturais, a economia informal, os aspectos sociológicos (MARTINS, 2009, p. 34).

13 Cássia Cristina Moretto da Silva 107 Logo se atribui a esta flexibilização das condições laborais, o meio de se garantir uma relação equilibrada no âmbito do direito do trabalho, conforme argumenta Sérgio Pinto Martins: A flexibilização das normas do Direito do Trabalho visa assegurar um conjunto de regras mínimas ao trabalhador e em, contrapartida, a sobrevivência da empresa por meio da modificação de comandos legais, procurando outorgar aos trabalhadores certos direitos mínimos e ao empregador a possibilidade de adaptação de seu negócio, mormente em épocas de crise econômicas. [...] (MARTINS, 2009, p. 39) Assim, apresentam-se, segundo mesmo autor, como tendências do processo flexibilizador, o aumento da utilização dos contratos atípicos, a instituição de outras formas de contratos por tempo determinado e a tempo parcial, a contratação de trabalhadores em domicílio e de estagiários, a modificação do módulo semanal de trabalho para anual, a subcontratação e o trabalho informal. (MARTINS, 2009, p. 40) Neste contexto, o papel das organizações sindicais se mostra como sendo muito importante, eis que se reservou a este tipo de organização a missão de fiscalizar e deliberar, em âmbito coletivo, acerca dos direitos dos trabalhadores. Também convém ressaltar a grande importância da atuação dos tribunais trabalhistas no campo da flexibilização, eis que foram esses, em última instância, a quem foi dada a tarefa de verificar se as negociações coletivas acontecem de forma válida, segundo os preceitos vigentes no ordenamento jurídico pátrio. 3 A flexisegurança Para os defensores da flexibilização da legislação do trabalho, uma das justificativas mais fortes deste fenômeno é a criação e a própria manutenção de postos de trabalho. Porém, cabe destacar que não é atribuição do direito do trabalho ser a força motriz que impulsiona a economia a gerar novos empregos, logo não se pode afirmar, igualmente, que um ordenamento jurídico flexível assegure o aumento da empregabilidade ou até mesmo contribua para a manutenção dos postos de trabalho existentes. Pois, conforme explica Arion Sayão Romita o mecanismo que alimenta tanto as contratações como as despedidas trabalhistas estão sujeitas às regras do capital, e a efetivação do lucro, pois: Não há empresário que, por mais flexível que seja a regulação do trabalho, contrate empregados se considerar que sua presença na empresa é inútil; da mesma forma, não há empresário que, a despeito de toda a rigidez da lei, deixe de admitir um empregado se este for imprescindível ao sistema produtivo. (ROMITA, 2008, p. 79).

14 108 Um olhar crítico sobre a flexibilização da legislação... É o crescimento econômico somado as políticas públicas de fomento ao desenvolvimento do capital que, em última análise, são os responsáveis pelo aumento dos níveis de empregabilidade. Logo, neste contexto apresenta-se o conceito de flexisegurança, como um neologismo, apto a designar a combinação de flexibilização e segurança, no contexto econômico e social pós-moderno. Arion Sayão Romita, define com maestria o que se entende por flexisegurança: [...] A flexicurity (ou flexicurité, em francês) é uma nova forma de equilibrar a flexibilidade e a segurança no mercado de trabalho ( não propriamente na empresa nem no emprego), baseada na observação de que a globalização e o processo tecnológico acarretam uma rápida evolução das necessidades dos trabalhadores e das empresas. (ROMITA, 2008, pp ). No dinâmico mercado global, para que as empresas possam permanecer de forma estável e lucrativa, precisam estar constantemente se adaptando ao mercado e as novas condições impostas pelo regime capitalista neoliberal. Os empregados, por sua vez, estão conscientes de que para se manter em seu posto de trabalho e até mesmo conseguir alguma ascensão profissional precisam estar aptos a se adaptarem a novas condições de trabalho, reagindo com dinamismo, eficiência e criatividade às instabilidades típicas da realidade pós-moderna. Quando a relação de emprego não se apresenta protegida tem-se um agravamento deste quadro, pois se dificulta o planejamento pelos trabalhadores da vida pessoal e também do lado profissional. A classe trabalhadora necessita de alguma garantia de estabilidade que tenha por finalidade assegurar um posto no mercado de trabalho, assim como, a possibilidade de dar-lhe capacidade de adaptações às constantes mudanças e alterações sócioeconômicas, contemporâneas a realidade vivenciada na atualidade. Logo, Arion Sayão Romita é categórico ao afirmar o caráter preponderantemente político da flexisegurança ao escrever que: Por isso, define-se a flexisegurança como estratégia política que tem por objetivo melhorar ao mesmo tempo a flexibilidade do mercado de trabalho e os novos métodos de produção por um lado, e a segurança do empregado e dos rendimentos, por outro lado. (ROMITA, 2008, p. 81). Por este conceito, passa-se da preconizada segurança no emprego para a segurança da empregabilidade propriamente dita. Há o privilégio da proteção da pessoa em detrimento da proteção do emprego. Valoriza-se a qualidade e a especialização. Por isso, diante da flexisegurança, impõe-se o desafio [...] em se encontrar um ponto de equilíbrio entre

15 Cássia Cristina Moretto da Silva 109 a estabilidade e a flexibilidade, a fim de satisfazer as necessidades dos trabalhadores e de suas famílias quanto às necessidades das empresas. (ROMITA, 2008, p. 82). Este desafio apresenta-se como de difícil resolução, dada a diversidade de fatores que o permeiam. Arion Sayão Romita oferece, ainda, uma possível solução ao desafio posto ao escrever que: [...] A solução consiste na permanente participação dos interlocutores sociais e no diálogo autêntico, desembaraçado de ideologias, de preconceitos, de busca de resultados políticos a curto prazo. Também é necessária a intervenção do Estado, ditada por políticas de governos que não se limitem a ditar as regras do jogo, mas que também assumam um papel ativo. (ROMITA, 2008, pp ). Assim, por este viés, é função das leis trabalhistas e dos atores sociais (Estado, organizações empresariais, sindicatos, e organismos sociais) buscarem a melhoria da vida do trabalho, tanto temporalmente como produtivamente e qualitativamente. 4 A precarização dos vínculos trabalhistas Conforme se pode observar, são muitos os fatores que durante os séculos XX e XXI, que influenciaram as relações de trabalho e repercutiram fortemente sobre os vínculos trabalhistas. Dentre estes fatores, pode-se destacar: o fenômeno da globalização, o neoliberalismo e o próprio contexto pós-moderno. Muitos autores apontam a crescente tendência à precarização dos vínculos trabalhistas, tendência esta que pode ser visualizada de forma mais clara quando se observam os índices de desemprego das últimas décadas. Nesse sentido, Ricardo Antunes (2000) em clássica obra intitulada Os Sentidos do Trabalho destaca que a classe trabalhadora atual, classe essa identificada por ele como a classe que vive do trabalho, passa por um momento histórico no qual [...] pode-se constatar de um lado a intelectualização do trabalho manual; de outro, e em sentido inverso, uma desqualificação e mesmo subproletarização, expressa no trabalho precário, informal, etc. [...] (ANTUNES, 2000, p. 214). Há a existência concomitante ao avanço tecnológico de uma necessidade de readequação da classe trabalhadora. Também Pierre Bourdieu (1998) escreveu sob este assunto e destaca que a precariedade das relações pode ser observada nos mais diversos setores da sociedade contemporânea, seja no âmbito privado ou na esfera pública, e destaca ainda que: [...] A precarização afeta profundamente qualquer homem ou mulher exposto a seus efeitos; tornando o futuro incerto, ela impede qualquer antecipação racional e, especialmente, esse mínimo de

16 110 Um olhar crítico sobre a flexibilização da legislação... crença e de esperança no futuro que é preciso ter para se revoltar, sobretudo coletivamente, contra o presente, mesmo o intolerável. (BOURDIEU, 1998, p. 120). A precariedade apontada por Pierre Bourdieu projeta seus efeitos sobre todos os cidadãos causando instabilidades e inseguranças à classe trabalhadora, sobretudo, quanto à empregabilidade neste cenário. Para Francisco Quintanilha Véras Neto pode o processo de precarização apresentar o seu plano mais nefasto no seguinte aspecto: [...] pelo aumento do exército de reserva ampliado pela banalização de competências técnicas e pela terceira revolução microeletrônica iniciada nos anos 70 e 80, que permitiram ao longo dos anos 90, uma intensiva substituição tecnológica do trabalho vivo, sendo que essas mudanças conferem ao trabalhador a impressão de que ele não é insubstituível e que o seu trabalho é um privilégio quando comparado a situação de penúria dos trabalhadores desempregados. [...] (VÉRAS NETO, 2008, pp ). Por este viés, estar inserido no mercado de trabalho, de forma pura e simples, passa a ser um privilégio. Aumenta-se, inclusive, a insegurança no mundo empregatício, em face da volatilidade das relações, o que, consequentemente, acaba por conduzir a um quadro de insegurança pessoal e existencial, comumente experimentado pelo trabalhador. Nesse contexto, a flexibilidade laboral, que difere da flexibilização numérica (salários e emprego) e da flexibilização do capital (leasing, finalização e terceirização), pode apresentar-se como uma ferramenta que vem a contribuir com este processo de precarização dos vínculos trabalhistas, na medida em que a incerteza e a exploração da produção acarretam a perda de postos de trabalho em diferentes setores da economia, de modo que [...] amplia-se a exclusão social e a pobreza incluindo também, o aumento da economia informal, que sofre os efeitos e os impactos de uma maior precarização, das relações de trabalho [...] (VÉRAS NETO, 2008, p. 395). Assim, de acordo com esta linha de raciocínio, a flexibilização é um mecanismo que contribui para a precarização, uma vez que se retira da classe trabalhadora garantias postas na legislação de outrora, sob o argumento de que um ordenamento jurídico rígido aumenta os custos de produção e onera de forma substanciosa o capital. Ainda, segundo Francisco Quintanilha Véras Neto, A lógica da precarização flexibilizadora se manifesta por meio de técnicas de terceirização, que contribuem para uma maior fragmentação e precarização dentro da situação de trabalho e das ocupações jurídicas, e isso amplia os ganhos do capital, [...] (VERÁS NETO, 2008, p. 428).

17 Cássia Cristina Moretto da Silva 111 Por esta linha de pensamento, quanto mais fragmentado o contexto jus-laboral, menos segurança se oferece ao trabalhador. Logo, a realidade flexibilizadora pode-se mostrar como um instrumento que mitiga direitos trabalhistas na medida em que pode oferecer um risco às garantias postas em lei. Na sequência, referido autor apresenta como estas recentes modificações no contexto do trabalho se apresentam de forma predominante na atualidade ao concluir que: No que concerne à codificação dos novos horizontes metamorfoseados do mundo do trabalho, também, devem ser feitas considerações sobre as novas tendências, que reconfiguram dialeticamente o seu panorama, com a sua consequente, resignificação acelerada por mudanças, que designam novos projetos de mutação do mercado mundializado atingindo a estrutura do Estado e da Sociedade Civil, reconfigurados pelo movimento do capital processo largamente expresso por nomenclaturas socialmente reconhecíveis como: a terceira via, o terceiro setor, a economia solidária e o cooperativismo, que expressam tendências não neutras, e que podem estar interligadas a formas de gestão neoconservadoras ou a novos projetos parcialmente emancipatórios que descortinam respectivamente, novos horizontes e universos de regulamentação e de gestão neoliberais da crise ou de emancipação se instrumentalizados em novas dinâmicas trascendedoras do atual modo de produção capitalista. (VÉRAS NETO, 2008, p. 447). Por fim, cabe-se salientar que a atual mudança paradigmática que permeia a sociedade contemporânea, sobretudo em seu viés laboral, pode ser enfrentada de forma pragmática por meio da soma de esforços entre o capital (empresas), o Estado e organismos sociais, com vistas a diminuir os efeitos nocivos que possam pesar sobre a classe trabalhadora. Conclusão Muitos acontecimentos históricos, políticos e econômicos repercutiram de forma profunda na organização do trabalho e de seu regramento propriamente dito. Há a evidente necessidade de um ordenamento jurídico que supere a simples proteção ao trabalho e a figura do trabalhador em especial, em prol de um ordenamento jurídico dotado de maior funcionalidade, também gerencial, que possa se adaptar a flexibilidade das relações vivenciadas neste momento histórico. É justamente neste contexto que surge então, em sede trabalhista, o fenômeno da flexibilização. Calcada na admissão pelos diferentes ordenamentos jurídicos de mecanismos capazes de romper com uma pretensa rigidez das regras trabalhistas, de modo a torná-las mais maleáveis diante da realidade experimentada na sociedade. No Brasil, esta tendência se manifestou de forma mais declarada, no momento em que o legislador

18 112 Um olhar crítico sobre a flexibilização da legislação... constituinte de 1988 admitiu que determinadas condições de trabalho fossem objeto de negociação coletiva, isto é, a partir do momento em que empregados e empregadores, por intermédio do órgão classista representante dos obreiros, puderam acertar algumas situações do contrato de trabalho que até então, somente pudera acontecer pela ação legislativa do Estado. Esta nova postura repercutiu de forma muito profunda não só entre as partes envolvidas em uma determinada relação de trabalho, empregados e empregadores, como também em toda a sociedade. Nota-se, pois, a formação de um novo binômio composto por um viés da flexisegurança, e por outro através da precarização das condições de trabalho. Por um a admissão de mecanismos é permitida, em certa medida, a negociação de determinadas condições de trabalho, ainda que por intermédio dos sindicatos, dá a empregados e empregadores ferramentas capazes de se equilibrarem diante das intempéries econômicas da sociedade contemporânea. Por outro lado, a adoção de condições de trabalho relacionadas aos instrumentos flexibilizadores vem a colocar os empregados em situação de desvantagem dentro das relações contratuais de trabalho, uma vez que suprime garantias mínimas ao trabalhador, que foram conquistas a duras penas durante a história. Por isso, fala-se que, para alguns autores, a flexibilização mostra-se como algo repugnante, face ao seu caráter negativo para o trabalhador e para outros autores, como uma ferramenta sem igual, capaz de equalizar os interesses envolvidos em uma determinada relação de trabalho, acabando por equiparar trabalhadores e empregadores. Assim, configura-se pois a flexibilização da legislação trabalhista como tema latente no direito do trabalho brasileiro, seja pela sua repercussão no âmbito da relação empregatícia, ou pelos seus reflexos no contexto político, social e econômico do Brasil. Apresenta-se como prática recorrente no cenário laboral contemporâneo, cujo alcance e controle estão a encargo das cortes da justiça especializada em matéria trabalhista, portanto, estas se constituem na instância legalmente institucionalizada e apta a dirimir as controvérsias advindas quando os limites da flexibilização apresentam-se, em certa medida, controversos.

19 Cássia Cristina Moretto da Silva 113 Referências ANTUNES, Ricardo. Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho. São Paulo: Boitempo Editorial, BOURDIEU, Pierre. Contrafogos: táticas para enfrentar a invasão neoliberal. Trad: Lucy Magalhães. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil de1988, de 05 de outubro de Disponível em: em: 04 fev BRASIL.Lei nº 4.923, de 23 de dezembro de Institui o Cadastro Permanente das Admissões e Dispensas de Empregados, Estabelece Medidas Contra o Desemprego e de Assistência aos Desempregados, e dá outras Providências. Disponível: Acesso em: 04 fev BRASIL. Lei nº 5.107, de 13 de dezembro de Cria o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, e dá outras providências. Disponível em: Acesso em: 04 fev BRASIL. Lei nº 6.019, de 3 de janeiro de Dispõe sobre o trabalho Temporário nas Empresas Urbanas, e dá outras providências. Disponível em: Acesso em: 04 fev BRASIL. Lei nº 9.601, de 21 de janeiro de Dispõe sobre o contrato de trabalho por prazo determinado e dá outras providências. Disponível em Acesso em: 04 fev BRASIL. Lei nº , de 19 de junho de Acrescenta parágrafos ao art. 58 e dá nova redação ao 2º do art. 458 da Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto Lei nº de 1º de maio de Disponível: planalto.gov.br/ccivil_03/leis/leis_2001/l10243.htm#art1. Acesso em: 04 fev BRASIL. Medida Provisória nº , de 2 de junho de Altera a Consolidação das Leis do Trabalho CLT, para dispor sobre o trabalho a tempo parcial, a suspensão do contrato de trabalho e o programa de qualificação profissional, modifica as Leis nºs 6.321, de 14 de abril de 1976, 6.494, de 7 de dezembro de 1977, 7.998, de 11 de janeiro de 1990, e 9.601, de 21 de janeiro de 1998, e dá outras providências. Disponível em: medidaprovisoria junho publicacaooriginal-1-pe.html. Acesso em: 04 fev BRASIL. Súmulas do TST. In: Vade Mecum Saraiva. 14. ed. atual. e ampl. São Paulo: Saraiva, CARLI, Vilma Maria Inocêncio. A Flexibilização dos contratos de trabalho. Campinas: Editora Distribuidora, CAVALCANTI, Lygia Maria de Godoy Batista. A Flexibilização do Direito do trabalho no Brasil: desregulamentação ou regulamentação anética do mercado? São Paulo: LTr, 2008.

20 114 Um olhar crítico sobre a flexibilização da legislação... HARVEY, David. Condição Pós-Moderna: uma pesquisa sobre as origens da mudança cultural. São Paulo: Edições Loyola, MALHADAS, Júlio Assunção. A flexibilização das condições de trabalhoem face da nova constituição. In: Curso de Direito Constitucional do Trabalho. Estudos em Homenagem ao professor Amauri Mascaro Nascimento. São Paulo: LTr, MARTINS, Sérgio Pinto. Direito do Trabalho. São Paulo, SP: Atlas, Flexibilização das Condições de Trabalho. São Paulo: Atlas, MORAES, Renata Nóbrega Figueiredo. Flexibilização da CLT Na Perspectiva dos Limites da Negociação Coletiva. Curitiba, PR: Juruá, NASCIMENTO, Amauri Mascaro. Curso de Direito do Trabalho: história e teoria do direito do trabalho; relações individuais e coletivas do trabalho. 20ª Ed. São Paulo: Saraiva, ROBORTELLA, Luiz Carlos Amorim. O moderno direito do trabalho. São Paulo, SP: LTr, 1994 ROMITA, Arion Sayão. Direitos Fundamentais nas Relações de Trabalho. São Paulo: LTr, Flexisegurança: A reforma do mercado de trabalho. São Paulo: LTr, SÜSSEKIND, Arnaldo, MARANHÃO, Délio & SEGADAS VIANNA, José. Instituições de Direito do Trabalho. 22ª Ed. São Paulo, SP: LTr, v. 01 VÉRAS NETO, Francisco Quintanilha. Análise crítica da globalização neoliberal. Curitiba: Juruá, 2008.

FLEXIBILIZAÇÕES TRABALHISTAS EM TEMPOS DE CRISES EMPRESARIAIS: A MEDIDA PROVISÓRIA Nº 680, DE 06 DE JULHO DE 2015 (PROGRAMA DE PROTEÇÃO AO EMPREGO)

FLEXIBILIZAÇÕES TRABALHISTAS EM TEMPOS DE CRISES EMPRESARIAIS: A MEDIDA PROVISÓRIA Nº 680, DE 06 DE JULHO DE 2015 (PROGRAMA DE PROTEÇÃO AO EMPREGO) FLEXIBILIZAÇÕES TRABALHISTAS EM TEMPOS DE CRISES EMPRESARIAIS: A MEDIDA PROVISÓRIA Nº 680, DE 06 DE JULHO DE 2015 (PROGRAMA DE PROTEÇÃO AO EMPREGO) Roberto Carneiro Filho 1 As relações de trabalho no Brasil,

Leia mais

Desregulamentação laboral: menos regulamentação e mais regulação

Desregulamentação laboral: menos regulamentação e mais regulação Desregulamentação laboral: menos regulamentação e mais regulação Euclides Di Dário (*) RESUMO O objetivo deste texto é apresentar resumidamente a idéia da desregulamentação do direito do trabalho. Pesquisamos

Leia mais

Seguro Desemprego : art. 7º, II da CRFB

Seguro Desemprego : art. 7º, II da CRFB AULA 10: Seguro Desemprego : art. 7º, II da CRFB Amparo legal: art. 7º, II da CRFB. * urbanos e rurais: Lei nº 7.998/90, Lei nº 8.900/94 e Resolução do CODEFAT 467/05. * domésticos: artigo 6º-A da Lei

Leia mais

Tolerância: art. 58, 1º da CLT.

Tolerância: art. 58, 1º da CLT. AULA 11: Tolerância: art. 58, 1º da CLT. Art. 58 da CLT 1º - Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos,

Leia mais

UMA (NEM TÃO) NOVA ÓTICA DO DIREITO DO TRABALHO: A FLEXIBILIZAÇÃO

UMA (NEM TÃO) NOVA ÓTICA DO DIREITO DO TRABALHO: A FLEXIBILIZAÇÃO UMA (NEM TÃO) NOVA ÓTICA DO DIREITO DO TRABALHO: A FLEXIBILIZAÇÃO Cláudio Victor de Castro Freitas I Análise preliminar: modificações no mundo laboral Questão que tem sido ríspida e repetidamente debatida

Leia mais

O IMPACTO DAS MUDANÇAS NO MUNDO DO TRABALHO E OS TRABALHADORES DE ENFERMAGEM

O IMPACTO DAS MUDANÇAS NO MUNDO DO TRABALHO E OS TRABALHADORES DE ENFERMAGEM O IMPACTO DAS MUDANÇAS NO MUNDO DO TRABALHO E OS TRABALHADORES DE ENFERMAGEM Salete Beatriz Scheid 1 Neide Tiemi Murofuse 2 INTRODUÇÃO: Vivemos atualmente numa sociedade marcada pelas intensas e rápidas

Leia mais

Assim, caso a União não decretar feriado, existem as seguintes possibilidades:

Assim, caso a União não decretar feriado, existem as seguintes possibilidades: INFORMATIVO SOBRE A COMPENSAÇÃO DE JORNADA DE TRABALHO JOGOS DA COPA DO MUNDO 2014 BRASIL ESTATÍSTICAS Levantamento realizado pela Robert Half com 100 diretores de Recursos Humanos no Brasil revela que:

Leia mais

Diálogo das fontes e eficácia dos direitos fundamentais: síntese para uma nova hermenêutica das relações de trabalho

Diálogo das fontes e eficácia dos direitos fundamentais: síntese para uma nova hermenêutica das relações de trabalho 1 Diálogo das fontes e eficácia dos direitos fundamentais: síntese para uma nova hermenêutica das relações de trabalho Renato Rua de Almeida, advogado trabalhista, doutor em direito pela Faculdade de Direito

Leia mais

AS MUDANÇAS NO ESTATUTO JURÍDICO DOS DOMÉSTICOS EC 72/13 Gáudio R. de Paula e José Gervásio Meireles

AS MUDANÇAS NO ESTATUTO JURÍDICO DOS DOMÉSTICOS EC 72/13 Gáudio R. de Paula e José Gervásio Meireles AS MUDANÇAS NO ESTATUTO JURÍDICO DOS DOMÉSTICOS EC 72/13 Gáudio R. de Paula e José Gervásio Meireles A aprovação do projeto de Emenda Constitucional 66/2012, e a subsequente edição da EC 72/13, relativo

Leia mais

Direito Constitucional. Professor Marcelo Miranda professormiranda@live.com facebook.com/professormarcelomiranda

Direito Constitucional. Professor Marcelo Miranda professormiranda@live.com facebook.com/professormarcelomiranda Direito Constitucional Professor Marcelo Miranda professormiranda@live.com facebook.com/professormarcelomiranda Direitos fundamentais de segunda geração Surgimento: necessidade de intervenção estatal em

Leia mais

1. IDENTIFICAÇÃO CÓDIGO DA DISCIPLINA: D - 19 PERÍODO: 5 CRÉDITO: 04 NOME DA DISCIPLINA: DIREITO DO TRABALHO I NOME DO CURSO: DIREITO 2.

1. IDENTIFICAÇÃO CÓDIGO DA DISCIPLINA: D - 19 PERÍODO: 5 CRÉDITO: 04 NOME DA DISCIPLINA: DIREITO DO TRABALHO I NOME DO CURSO: DIREITO 2. 1. IDENTIFICAÇÃO CÓDIGO DA DISCIPLINA: D - 19 PERÍODO: 5 CRÉDITO: 04 NOME DA DISCIPLINA: DIREITO DO TRABALHO I NOME DO CURSO: DIREITO 2. EMENTA CARGA HORÁRIA SEMANAL: 04 CARGA HORÁRIA SEMESTRAL: 60 Introdução

Leia mais

RELAÇÕES DE TRABALHO LATO SENSU

RELAÇÕES DE TRABALHO LATO SENSU RELAÇÕES DE TRABALHO LATO SENSU O trabalhador temporário é pessoa física contratada por empresa de trabalho temporário, para prestar serviços pessoalmente e mediante salário e subordinação, a empresa tomadora

Leia mais

Ainda a mesma legislação prevê no artigo 34, as atribuições dos Conselhos Regionais de Engenharia, entre outras:

Ainda a mesma legislação prevê no artigo 34, as atribuições dos Conselhos Regionais de Engenharia, entre outras: A LEI 4950A NA ESFERA DOS CREAs I) Da fiscalização A Lei nº 5.194 de 24 de dezembro de 1966 que regula o exercício da profissão de engenheiro, prevê que a fiscalização do exercício e atividades das profissões

Leia mais

MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO PROCURADORIA REGIONAL DO TRABALHO DA 9ª REGIÃO

MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO PROCURADORIA REGIONAL DO TRABALHO DA 9ª REGIÃO A NOVA LEI DO COOPERATIVISMO E AS COOPERATIVAS POPULARES, COM DESTAQUE PARA AS COOPERATIVAS DE CATADORES DE MATERIAIS RECICLÁVEIS. Margaret Matos de Carvalho, Procuradora do Trabalho na PRT 9ª Região.

Leia mais

Resumo Aula-tema 02: Fontes, princípios, renúncia e transação do Direito do Trabalho.

Resumo Aula-tema 02: Fontes, princípios, renúncia e transação do Direito do Trabalho. Resumo Aula-tema 02: Fontes, princípios, renúncia e transação do Direito do Trabalho. O propósito dessa aula é reconhecer quais os lugares de onde se originam os direitos trabalhistas, onde procurá-los

Leia mais

DIREITO NAS ORGANIZAÇÕES MÓDULO 3 OUTROS TIPOS DE CONTRATOS DE TRABALHO

DIREITO NAS ORGANIZAÇÕES MÓDULO 3 OUTROS TIPOS DE CONTRATOS DE TRABALHO DIREITO NAS ORGANIZAÇÕES MÓDULO 3 OUTROS TIPOS DE CONTRATOS DE TRABALHO Índice 1. Outros Tipos de Contratos de Trabalho...3 1.1. Trabalho Rural... 3 1.2. Estagiário... 4 1.3. Trabalho Temporário... 5 1.4.

Leia mais

PROJETO DE LEI Nº, DE 2004

PROJETO DE LEI Nº, DE 2004 PROJETO DE LEI Nº, DE 2004 (Do Sr. Sandro Mabel) Dispõe sobre o contrato de prestação de serviço a terceiros e as relações de trabalho dele decorrentes. O Congresso Nacional decreta: Art. 1º Esta Lei regula

Leia mais

DECRETO Nº, DE DE DE. A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso VI, alínea a, da Constituição, e

DECRETO Nº, DE DE DE. A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso VI, alínea a, da Constituição, e DECRETO Nº, DE DE DE. Aprova a Política Nacional da Indústria de Defesa (PNID). A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso VI, alínea a, da Constituição, e Considerando

Leia mais

RECURSOS HUMANOS MÓDULO PRÁTICA TRABALHISTA I

RECURSOS HUMANOS MÓDULO PRÁTICA TRABALHISTA I MÓDULO I ÍNDICE OBJETIVO METODOLOGIA BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA CURRICULUM RESUNIDO DO PROFESSOR CAPÍTULO 1 DIREITO DO TRABALHO Conceitos, Fontes e Convenções...4 Jornada de Trabalho...8 CAPÍTULO 2 REMUNERAÇÃO

Leia mais

RELAÇÕES DE TRABALHO DICIONÁRIO

RELAÇÕES DE TRABALHO DICIONÁRIO RELAÇÕES DE TRABALHO Conjunto de normas e princípios que regem a relação entre aquele que detém o poder de contratar outro para desenvolver determinada atividade e aquele que mobilizado para tal executa

Leia mais

EMENTA / PROGRAMA DE DISCIPLINA. ANO / SEMESTRE LETIVO Administração 2015.2. Legislação Social e Direito do Trabalho ADM 066.

EMENTA / PROGRAMA DE DISCIPLINA. ANO / SEMESTRE LETIVO Administração 2015.2. Legislação Social e Direito do Trabalho ADM 066. Faculdade Anísio Teixeira de Feira de Santana Autorizada pela Portaria Ministerial nº 552 de 22 de março de 2001 e publicada no Diário Oficial da União de 26 de março de 2001. Endereço: Rua Juracy Magalhães,

Leia mais

O PRINCÍPIO DA IRRENUNCIABILIDADE DOS DIREITOS TRABALHISTAS

O PRINCÍPIO DA IRRENUNCIABILIDADE DOS DIREITOS TRABALHISTAS O PRINCÍPIO DA IRRENUNCIABILIDADE DOS DIREITOS TRABALHISTAS SAMIRA MARQUES HENRIQUES 1 RESUMO: O presente trabalho tem a pretensão de contribuir para a discussão a cerca do Princípio específico do Direito

Leia mais

Revista Especial de Educação Física Edição Digital v. 3, n. 1, novembro 2006.

Revista Especial de Educação Física Edição Digital v. 3, n. 1, novembro 2006. UM ENSAIO SOBRE A DEMOCRATIZAÇÃO DA GESTÃO NO COTIDIANO ESCOLAR: A CONEXÃO QUE FALTA. Noádia Munhoz Pereira Discente do Programa de Mestrado em Educação PPGE/FACED/UFU - noadia1@yahoo.com.br Resumo O presente

Leia mais

ATA DA 5ª REUNIÃO ESPECÍFICA BANCO DE HORAS

ATA DA 5ª REUNIÃO ESPECÍFICA BANCO DE HORAS ATA DA 5ª REUNIÃO ESPECÍFICA BANCO DE HORAS entre o Serviço Federal de Processamento de Dados SERPRO e a FENADADOS LOCAL: Sede da FENADADOS Brasília - DF DATA: 27/01/2015 HORÁRIO: 10h TEMA: Negociação

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br Nova Lei dos estágios: as novas regras do estágio em nível superior Bruno Minoru Takii* Introdução. O presente artigo tem como objetivo elucidar as novas regras trazidas pelo Projeto

Leia mais

EXPANSÃO E PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU CAPTANDO DESAFIOS

EXPANSÃO E PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU CAPTANDO DESAFIOS EXPANSÃO E PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU CAPTANDO DESAFIOS Maria da Graça Ramos GEUIpesq/UFPel Resumo: No presente texto procura-se estabelecer as relações fundamentais entre a produção da ciência com a

Leia mais

COMPENSAÇÃO DE JORNADA DE TRABALHO

COMPENSAÇÃO DE JORNADA DE TRABALHO COMPENSAÇÃO DE JORNADA DE TRABALHO Câmara de Comércio e Indústria Japonesa do Brasil - São Paulo, Brasil - 31 de janeiro de 2013 CONCEITO A compensação da jornada de trabalho ocorre quando o empregado

Leia mais

FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2012

FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2012 FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2012 Disciplina: Direito do Trabalho I Departamento: Direito Social e Coletivo Docente Responsável: Anselmo Domingos da Paz Junior Carga Horária Anual: 100 h/a Tipo:

Leia mais

ACORDO COLETIVO DE TRABALHO COM PROPÓSITO ESPECÍFICO

ACORDO COLETIVO DE TRABALHO COM PROPÓSITO ESPECÍFICO ACORDO COLETIVO DE TRABALHO COM PROPÓSITO ESPECÍFICO Art. 1º Esta Lei dispõe sobre a negociação coletiva e o Acordo Coletivo de Trabalho com Propósito Específico. Art. 2º Para os fins desta Lei considera-se:

Leia mais

ACORDO COLETIVO DE TRABALHO 2011/2012

ACORDO COLETIVO DE TRABALHO 2011/2012 ACORDO COLETIVO DE TRABALHO 2011/2012 NÚMERO DE REGISTRO NO MTE: AL000123/2011 DATA DE REGISTRO NO MTE: 23/05/2011 NÚMERO DA SOLICITAÇÃO: MR023370/2011 NÚMERO DO PROCESSO: 46201.002929/2011-79 DATA DO

Leia mais

Parecer Consultoria Tributária Segmentos Controle de Ponto do Trabalhador terceirizado

Parecer Consultoria Tributária Segmentos Controle de Ponto do Trabalhador terceirizado Controle de Ponto do Trabalhador terceirizado 13/11/2013 Sumário Título do documento 1. Questão... 3 2. Normas apresentadas pelo cliente... 3 3. Análise da Legislação... 3 4. Conclusão... 5 5. Informações

Leia mais

O CONTRATO DE TRABALHO POR PRAZO DETERMINADO

O CONTRATO DE TRABALHO POR PRAZO DETERMINADO O CONTRATO DE TRABALHO POR PRAZO DETERMINADO Thiago Leão Nepomuceno (*)1 Normalmente, todo final de ano ao se aproximar traz consigo um aumento na demanda de algumas empresas, fazendo com que a necessidade

Leia mais

OS PROCESSOS DE TRABALHO DO SERVIÇO SOCIAL EM UM DESENHO CONTEMPORÂNEO

OS PROCESSOS DE TRABALHO DO SERVIÇO SOCIAL EM UM DESENHO CONTEMPORÂNEO OS PROCESSOS DE TRABALHO DO SERVIÇO SOCIAL EM UM DESENHO CONTEMPORÂNEO Karen Ramos Camargo 1 Resumo O presente artigo visa suscitar a discussão acerca dos processos de trabalho do Serviço Social, relacionados

Leia mais

Plano de Ensino Faculdade de Ciências Humanas e Sociais Curso Superior de Tecnologia em Gestão de Recursos Humanos

Plano de Ensino Faculdade de Ciências Humanas e Sociais Curso Superior de Tecnologia em Gestão de Recursos Humanos Faculdade Curso Disciplina Faculdade de Ciências Humanas e Sociais Curso Superior de Tecnologia em Gestão de Recursos Humanos DTLS - Direito do Trabalho e Legislação Social Período Letivo 2013 - Anual

Leia mais

Programa Urgente de Combate à Precariedade Laboral na Administração Pública

Programa Urgente de Combate à Precariedade Laboral na Administração Pública PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS Grupo Parlamentar Projeto de Lei nº 481/XII 3.ª Programa Urgente de Combate à Precariedade Laboral na Administração Pública Exposição de Motivos I O recurso ilegal à precariedade

Leia mais

Resumo Aula-tema 03: Relações de Trabalho: empregado x empregador. Terceirização.

Resumo Aula-tema 03: Relações de Trabalho: empregado x empregador. Terceirização. Resumo Aula-tema 03: Relações de Trabalho: empregado x empregador. Terceirização. O Direito do Trabalho não se preocupa apenas e tão somente com as relações entre empregado e empregador. Sua abrangência

Leia mais

PROJETO DE LEI N.º, DE 2012.

PROJETO DE LEI N.º, DE 2012. PROJETO DE LEI N.º, DE 2012. (Do Sr. Irajá Abreu) Altera a redação do art. 611 da Consolidação das Leis do Trabalho, aprovado pelo Decreto-lei nº 5452, de 1º de maio de 1943, para dispor sobre a eficácia

Leia mais

MODERNIZAÇÃO DAS RELAÇÕES DO TRABALHO

MODERNIZAÇÃO DAS RELAÇÕES DO TRABALHO MODERNIZAÇÃO DAS RELAÇÕES DO TRABALHO 71 ANOS DA CLT - Cenário quando da edição Importante instrumento para reger as relações do trabalho no início da década de 40 Industrialização incipiente (Brasil Rural)

Leia mais

Capacitar o aluno para que possa compreender a importância do Direito do Trabalho no plano histórico, social, político e econômico.

Capacitar o aluno para que possa compreender a importância do Direito do Trabalho no plano histórico, social, político e econômico. PROGRAMA DE DISCIPLINA I. Curso: DIREITO II. Disciplina: DIREITO DO TRABALHO I (D-36) Área: Ciências Sociais Período: Sétimo Turno: Matutino/Noturno Ano: 2013.1 Carga Horária: 72 H; Créd.: 04 III. Pré-Requisito:

Leia mais

PROJETO DE LEI 4330 DISCUSSÃO ACERCA DA TERCEIRIZAÇÃO

PROJETO DE LEI 4330 DISCUSSÃO ACERCA DA TERCEIRIZAÇÃO PROJETO DE LEI 4330 DISCUSSÃO ACERCA DA TERCEIRIZAÇÃO Análise acerca das últimas discussões sobre o Projeto de Lei 4330, que regula o contrato de prestação de serviços terceirizados e as relações de trabalho

Leia mais

2PHLRDPELHQWHGRWUDEDOKRHDVFRQVWLWXLo}HVHVWDGXDLV. Autora: Laura Martins Maia de Andrade. I - Introdução

2PHLRDPELHQWHGRWUDEDOKRHDVFRQVWLWXLo}HVHVWDGXDLV. Autora: Laura Martins Maia de Andrade. I - Introdução 2PHLRDPELHQWHGRWUDEDOKRHDVFRQVWLWXLo}HVHVWDGXDLV Autora: Laura Martins Maia de Andrade I - Introdução O Direito Ambiental não deve ser concebido a partir de um enquadramento rígido, como ocorre com outros

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA FACULDADE DE CIÊNCIAS INTEGRADAS DO PONTAL CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS FICHA DE DISCIPLINA

UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA FACULDADE DE CIÊNCIAS INTEGRADAS DO PONTAL CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS FICHA DE DISCIPLINA UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA FACULDADE DE CIÊNCIAS INTEGRADAS DO PONTAL CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS FICHA DE DISCIPLINA DISCIPLINA: Legislação Trabalhista CÓDIGO: GCT016 UNIDADE ACADÊMICA: FACIP

Leia mais

DA ORGANIZAÇÃO SINDICAL. ASSOCIAÇÕES PROFISSIONAIS E SINDICATOS - ENTIDADES SIMILARES 1.

DA ORGANIZAÇÃO SINDICAL. ASSOCIAÇÕES PROFISSIONAIS E SINDICATOS - ENTIDADES SIMILARES 1. DA ORGANIZAÇÃO SINDICAL. ASSOCIAÇÕES PROFISSIONAIS E SINDICATOS - ENTIDADES SIMILARES 1. Genesio Vivanco Solano Sobrinho Juiz do Trabalho aposentado 1.- Da Organização Sindical. Preliminares. 2.- Das Associações

Leia mais

XIX QUALIEDUC EDUCAÇÃO PRESSENCIAL & A DISTÄNCIA

XIX QUALIEDUC EDUCAÇÃO PRESSENCIAL & A DISTÄNCIA XIX QUALIEDUC EDUCAÇÃO PRESSENCIAL & A DISTÄNCIA A APROPRIAÇÃO DE TECNOLOGIAS EDUCACIONAIS POR INVESTIDORES PRIVADOS SÃO INSTRUMENTOS QUE LEVAM A COMERCIALIZAÇÃO DO ENSINO? 1 MSc. EDUARDO GUERINI JULHO/2013

Leia mais

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO INTERESSADO: Colégio CEPU UF: SC ASSUNTO: Consulta tendo em vista a Resolução CEE/SC 64/98 e CNE/CEB 01/2000 RELATORA: Sylvia Figueiredo Gouvêa PROCESSO

Leia mais

COMISSÃO DE TRABALHO, ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇO PÚBLICO VOTO EM SEPARADO DO DEPUTADO AUGUSTO COUTINHO

COMISSÃO DE TRABALHO, ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇO PÚBLICO VOTO EM SEPARADO DO DEPUTADO AUGUSTO COUTINHO COMISSÃO DE TRABALHO, ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇO PÚBLICO PROJETO DE LEI N o 4.475, DE 2008. Concede horário especial ao trabalhador estudante. Autor: Dep. Cândido Vacarezza(PT/SP) Relator: Dep. Assis Melo

Leia mais

1. IDENTIFICAÇÃO 2. EMENTA

1. IDENTIFICAÇÃO 2. EMENTA 1. IDENTIFICAÇÃO CÓDIGO DA DISCIPLINA: D - 25 PERÍODO: 5 CARGA HORÁRIA SEMESTRAL: 60 CRÉDITO: 04 CARGA HORÁRIA SEMANAL: 04 NOME DA DISCIPLINA: DIREITO DO TRABALHO II NOME DO CURSO: DIREITO 2. EMENTA Segurança

Leia mais

ESTÁGIO DOCENTE DICIONÁRIO

ESTÁGIO DOCENTE DICIONÁRIO ESTÁGIO DOCENTE Ato educativo supervisionado realizado no contexto do trabalho docente que objetiva a formação de educandos que estejam regularmente frequentando cursos e/ou programas de formação de professores

Leia mais

A Lei 6.019/74 que trata da contratação da mão de obra temporária abrange todos os segmentos corporativos ou há exceções?

A Lei 6.019/74 que trata da contratação da mão de obra temporária abrange todos os segmentos corporativos ou há exceções? LUANA ASSUNÇÃO ALBUQUERK Especialista em Direito do Trabalho Advogada Associada de Cheim Jorge & Abelha Rodrigues - Advogados Associados O CONTRATO TEMPORÁRIO DE TRABALHO São as conhecidas contratações

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br Flexibilização das leis trabalhistas Marcelo Dias Aguiar * 1. CONSIDERAÇÕES INICIAIS A necessidade de proteção ao trabalhador com vistas a se alcançar "justiça social" vem sendo

Leia mais

Alternativas da legislação trabalhista para o enfrentamento da crise

Alternativas da legislação trabalhista para o enfrentamento da crise Alternativas da legislação trabalhista para o enfrentamento da crise Maria Lúcia L Menezes Gadotti Telefone : (11) 3093-6600 e-mail: marialucia.gadotti@stussinevessp.com.br Constituição Federal CLT e outras

Leia mais

CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DO TRABALHO

CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DO TRABALHO CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DO TRABALHO (Tradução não oficial 1 ) Recomendação 202 RECOMENDAÇÃO RELATIVA AOS PISOS NACIONAIS DE PROTEÇÃO SOCIAL A Conferência Geral da Organização Internacional do Trabalho,

Leia mais

FONTES E PRINCÍPIOS DO DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO 1

FONTES E PRINCÍPIOS DO DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO 1 FONTES E PRINCÍPIOS DO DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO 1 1. Fontes do Direito Processual do Trabalho A abordagem relativa às fontes processuais trabalhistas é de extrema relevância para a compreensão das

Leia mais

REDUÇÃO DE VANTAGENS TRABALHISTAS COMO MECANISMO DE COMBATE AO DESEMPREGO

REDUÇÃO DE VANTAGENS TRABALHISTAS COMO MECANISMO DE COMBATE AO DESEMPREGO REDUÇÃO DE VANTAGENS TRABALHISTAS COMO MECANISMO DE COMBATE AO DESEMPREGO Por: ; Docente da PUC-Minas em Poços de Caldas Gestão e Conhecimento, v. 3, n. 2, art. 2, março/ junho 2007 www.pucpcaldas.br/graduacao/administracao/nupepu/online/inicial.htm

Leia mais

ACOMPANHAMENTO FAMILIAR NA ASSISTENCIA SOCIAL: UMA PROPOSTA DE METODOLOGIA PARA O ESTADO DO RIO DE JANEIRO

ACOMPANHAMENTO FAMILIAR NA ASSISTENCIA SOCIAL: UMA PROPOSTA DE METODOLOGIA PARA O ESTADO DO RIO DE JANEIRO ACOMPANHAMENTO FAMILIAR NA ASSISTENCIA SOCIAL: UMA PROPOSTA DE METODOLOGIA PARA O ESTADO DO RIO DE JANEIRO Subsecretaria de Assistência Social e Descentralização da Gestão O PAIF NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Leia mais

CLIMA E CULTURA ORGANIZACIONAL NO AMBIENTE EMPRESARIAL. LIMA, Sílvia Aparecida Pereira 1 RESUMO

CLIMA E CULTURA ORGANIZACIONAL NO AMBIENTE EMPRESARIAL. LIMA, Sílvia Aparecida Pereira 1 RESUMO CLIMA E CULTURA ORGANIZACIONAL NO AMBIENTE EMPRESARIAL LIMA, Sílvia Aparecida Pereira 1 RESUMO A presente pesquisa aborda os conceitos de cultura e clima organizacional com o objetivo de destacar a relevância

Leia mais

Ciclo de Palestras para Síndicos e Administradoras de Condomínios do Grande ABC.

Ciclo de Palestras para Síndicos e Administradoras de Condomínios do Grande ABC. Ciclo de Palestras para Síndicos e Administradoras de Condomínios do Grande ABC. QUESTÕES TRABALHISTAS EM CONDOMÍNIOS Palestrante: Carlos Alexandre Cabral 2/30 1 -ESCALA 6 POR 1 Antonio (auxiliar ou servente)

Leia mais

MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO AUDITORIA INTERNA SECRETARIA DE ORIENTAÇÃO E AVALIAÇÃO PARECER SEORI/AUDIN MPU Nº 698/2014

MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO AUDITORIA INTERNA SECRETARIA DE ORIENTAÇÃO E AVALIAÇÃO PARECER SEORI/AUDIN MPU Nº 698/2014 MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO AUDITORIA INTERNA SECRETARIA DE ORIENTAÇÃO E AVALIAÇÃO PARECER SEORI/AUDIN MPU Nº 698/2014 Referência : Correio eletrônico de 24/2/2014. Protocolo AUDIN-MPU nº 360/2014. Assunto

Leia mais

2.2 Natureza jurídica do contrato de trabalho 2.2.1 Teoria acontratualista 2.2.2 Teoria institucionalista 2.2.3 Teoria neocontratualista 2.

2.2 Natureza jurídica do contrato de trabalho 2.2.1 Teoria acontratualista 2.2.2 Teoria institucionalista 2.2.3 Teoria neocontratualista 2. Sumário 1. Direito individual do trabalho - introdução 1.1 Conceito e denominação do direito individual do trabalho 1.2 Divisão do direito do trabalho 1.3 Características 1.4 Natureza jurídica 1.5 Autonomia

Leia mais

JUIZ DO TRABALHO TRT DA 8ª REGIÃO

JUIZ DO TRABALHO TRT DA 8ª REGIÃO DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO I. Direito Processual do Trabalho... II. Organização da Justiça do Trabalho e o Ministério Público do Trabalho... III. Competência da Justiça do Trabalho... IV. Partes e

Leia mais

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E CIDADANIA

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E CIDADANIA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E CIDADANIA PROJETO DE LEI N o 5.423, DE 2009 Acrescenta dispositivo à Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, estabelecendo

Leia mais

O CONTRATO DE APRENDIZAGEM E AS ALTERAÇÕES INTRODUZIDAS PELA LEI 10.097/2000

O CONTRATO DE APRENDIZAGEM E AS ALTERAÇÕES INTRODUZIDAS PELA LEI 10.097/2000 O CONTRATO DE APRENDIZAGEM E AS ALTERAÇÕES INTRODUZIDAS PELA LEI 10.097/2000 Grasiele Augusta Ferreira Nascimento 1 Introdução Um dos temas mais debatidos em Direito do Trabalho refere-se à proteção ao

Leia mais

Lição 13. Direito Coletivo do Trabalho

Lição 13. Direito Coletivo do Trabalho Lição 13. Direito Coletivo do Trabalho Organização sindical: Contribuições, Convenções e Acordos Coletivos do Trabalho, Dissídio Coletivo, Direito de Greve (Lei nº 7.783, de 28/6/89). Comissões de Conciliação

Leia mais

EMPREGADO DOMÉSTICO Taciana Gimenes NOGUEIRA 1 Fabiana Souza PINHEIRO 2

EMPREGADO DOMÉSTICO Taciana Gimenes NOGUEIRA 1 Fabiana Souza PINHEIRO 2 EMPREGADO DOMÉSTICO Taciana Gimenes NOGUEIRA 1 Fabiana Souza PINHEIRO 2 RESUMO: O presente estudo vem a demonstrar a evolução do trabalhador doméstico no tempo e espaço, desde o inicio de seu reconhecimento

Leia mais

PLANO DE ENSINO. Disciplina: NEGOCIAÇÃO COLETIVA E SINDICALISMO 099

PLANO DE ENSINO. Disciplina: NEGOCIAÇÃO COLETIVA E SINDICALISMO 099 PLANO DE ENSINO Disciplina: NEGOCIAÇÃO COLETIVA E SINDICALISMO 099 Código: DV Pré-requisito: Carga horária: 30 (trinta) horas aula Créditos: 2 (dois) Natureza: semestral Docente: EMENTA História do sindicalismo.

Leia mais

1. Em relação ao trabalho da mulher, assinale a alternativa correta:

1. Em relação ao trabalho da mulher, assinale a alternativa correta: P á g i n a 1 PROVA DAS DISCIPLINAS CORRELATAS DIREITO DO TRABALHO 1. Em relação ao trabalho da mulher, assinale a alternativa correta: a) A licença maternidade da empregada contratada por uma empresa

Leia mais

PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS Grupo Parlamentar PROJETO DE LEI N.º 331/XII-2ª

PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS Grupo Parlamentar PROJETO DE LEI N.º 331/XII-2ª PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS Grupo Parlamentar PROJETO DE LEI N.º 331/XII-2ª COMBATE A PRECARIEDADE LABORAL E REFORÇA A PROTECÇÃO DOS TRABALHADORES NA CONTRATAÇÃO A TERMO Desde a apresentação do Programa

Leia mais

Redução de tributos e jornada de trabalho para geração de empregos

Redução de tributos e jornada de trabalho para geração de empregos Redução de tributos e jornada de trabalho para geração de empregos Palavras Chaves: Redução de Impostos; Redução de Tributos; Geração de Empregos, Redução de Jornada de Trabalho 1. Introdução A redução

Leia mais

Prof. Fabiano Geremia

Prof. Fabiano Geremia PLANEJAMENTO ESTRÁTEGICO PARA ARRANJOS PRODUTIVOS CURSO INTERMEDIÁRIO PARA FORMULADORES DE POLÍTICAS Prof. Fabiano Geremia Planejamento Estratégico ementa da disciplina Planejamento estratégico e seus

Leia mais

Trabalho suplementar e Banco de horas

Trabalho suplementar e Banco de horas Trabalho suplementar e Banco de horas INTRODUÇÃO Sem grandes considerações jurídicas acerca do Direito do Trabalho, é consabido que esta é uma área que se encontra muito próxima do indivíduo, desenvolvendo-se,

Leia mais

CONSTITUCIONALIZAÇÃO DOS DIREITOS TRABALHISTAS: O PRINCÍPIO DA PROTEÇÃO AO TRABALHADOR

CONSTITUCIONALIZAÇÃO DOS DIREITOS TRABALHISTAS: O PRINCÍPIO DA PROTEÇÃO AO TRABALHADOR CONSTITUCIONALIZAÇÃO DOS DIREITOS TRABALHISTAS: O PRINCÍPIO DA PROTEÇÃO AO TRABALHADOR Luciana Santos Trindade Capelari Advogada trabalhista e empresarial, Especialista em Direito Processual, e em Direito

Leia mais

DURAÇÃO DO TRABALHO Prof. Maria Cláudia Felten E-mail: maria.claudia.felten@terra.com.br JORNADA DE TRABALHO - Jornada de trabalho. - Benefícios da jornada de trabalho. - Diferença entre jornada de trabalho

Leia mais

Terceirização: o que é? terceirização

Terceirização: o que é? terceirização Terceirização: o que é? A terceirização é o processo pelo qual uma empresa deixa de executar uma ou mais atividades realizadas por trabalhadores diretamente contratados por ela, e as transfere para outra

Leia mais

Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região. Sindicato dos Químicos e Plásticos de São Paulo e Região

Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região. Sindicato dos Químicos e Plásticos de São Paulo e Região 1 Entidades proponentes: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região Sindicato dos Metalúrgicos do ABC Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté Sindicato dos Químicos e Plásticos

Leia mais

DIREITOS DO TRABALHADOR NA RESCISÃO DO CONTRATO

DIREITOS DO TRABALHADOR NA RESCISÃO DO CONTRATO Autora: Idinéia Perez Bonafina Escrito em julho/2015 DIREITOS DO TRABALHADOR NA RESCISÃO DO CONTRATO 1. DIREITOS DO TRABALHADOR NA RESCISÃO DO CONTRATO O presente artigo abordará os direitos do trabalhador

Leia mais

A EVOLUÇÃO LEGISLATIVA DO DIREITO DO TRABALHO: ANGÚSTIA E ANTÍDOTO

A EVOLUÇÃO LEGISLATIVA DO DIREITO DO TRABALHO: ANGÚSTIA E ANTÍDOTO 1 A EVOLUÇÃO LEGISLATIVA DO DIREITO DO TRABALHO: ANGÚSTIA E ANTÍDOTO Fernando José Hirschi e Fernanda Giorgi Apesar de pertencer à ciência jurídica, o ramo do Direito do Trabalho costuma provocar reações

Leia mais

Confira a autenticidade no endereço http://www3.mte.gov.br/sistemas/mediador/.

Confira a autenticidade no endereço http://www3.mte.gov.br/sistemas/mediador/. CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO 2014/2015 NÚMERO DE REGISTRO NO MTE: PR003213/2014 DATA DE REGISTRO NO MTE: 30/07/2014 NÚMERO DA SOLICITAÇÃO: MR041150/2014 NÚMERO DO PROCESSO: 46212.009124/2014-70 DATA

Leia mais

Lei nº 11.788, de 25 de setembro de 2008

Lei nº 11.788, de 25 de setembro de 2008 UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PERNAMBUCO Curso de Comunicação Social Publicidade e Propaganda Ética e Legislação em Publicidade e Propaganda Profª. Cláudia Holder Nova Lei de Estágio (Lei nº 11.788/08) Lei

Leia mais

O Adicional de Periculosidade

O Adicional de Periculosidade 1 O Adicional de Periculosidade 1 - O Adicional de Periculosidade 1.1 Introdução 1.2 Conceito 1.3 Legislação 1.3.1 - A questão das substancias radioativas e radiação ionizante 1.4 - Da caracterização 1.5

Leia mais

Reestruturação sindical: tópicos para uma questão prévia

Reestruturação sindical: tópicos para uma questão prévia Mário Pinto Reestruturação sindical: tópicos para uma questão prévia 1. O funcionamento da organização sindical portuguesa é muito frequentemente qualificado de deficiente. Excluindo afirmações de circunstância,

Leia mais

PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO DOCENTE NA UNIVERSIDADE PÚBLICA BRASILEIRA

PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO DOCENTE NA UNIVERSIDADE PÚBLICA BRASILEIRA PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO DOCENTE NA UNIVERSIDADE PÚBLICA BRASILEIRA Carlos Eduardo Queiroz Pessoa Bacharel em Filosofia e Direito; Mestrando em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Campina Grande

Leia mais

PARECER Nº, DE 2015. RELATORA: Senadora ANA AMÉLIA

PARECER Nº, DE 2015. RELATORA: Senadora ANA AMÉLIA PARECER Nº, DE 2015 Da COMISSÃO DE ASSUNTOS SOCIAIS, sobre o PLS nº 407, de 2012, do Senador Eduardo Amorim, que altera a Lei nº 11.442, de 5 de janeiro de 2007, que dispõe sobre o transporte rodoviário

Leia mais

PROJETOS DE GERAÇÃO DE TRABALHO E RENDA, UMA INSERÇÃO INFORMAL NO MERCADO, SOBRE POSSIBILIDADES DE INCLUSÃO SOCIAL

PROJETOS DE GERAÇÃO DE TRABALHO E RENDA, UMA INSERÇÃO INFORMAL NO MERCADO, SOBRE POSSIBILIDADES DE INCLUSÃO SOCIAL PROJETOS DE GERAÇÃO DE TRABALHO E RENDA, UMA INSERÇÃO INFORMAL NO MERCADO, SOBRE POSSIBILIDADES DE INCLUSÃO SOCIAL Luana Vianna dos Santos Maia Tatiane da Fonseca Cesar Resumo: O artigo apresentou uma

Leia mais

A POSSIBILIDADE DA INCLUSÃO DE DESPESAS ADMINISTRATIVAS DO CONVENENTE NO PLANO DE TRABALHO A SER APRESENTADO EM CONVÊNIOS E CONTRATOS DE REPASSE

A POSSIBILIDADE DA INCLUSÃO DE DESPESAS ADMINISTRATIVAS DO CONVENENTE NO PLANO DE TRABALHO A SER APRESENTADO EM CONVÊNIOS E CONTRATOS DE REPASSE A POSSIBILIDADE DA INCLUSÃO DE DESPESAS ADMINISTRATIVAS DO CONVENENTE NO PLANO DE TRABALHO A SER APRESENTADO EM CONVÊNIOS E CONTRATOS DE REPASSE Elaborado em: 22/09/2010 Autora: Walleska Vila Nova Maranhão

Leia mais

ACORDO PARA FLEXIBILIZAÇÃO DE JORNADA DE TRABALHO E FÉRIAS COLETIVAS

ACORDO PARA FLEXIBILIZAÇÃO DE JORNADA DE TRABALHO E FÉRIAS COLETIVAS ACORDO PARA FLEXIBILIZAÇÃO DE JORNADA DE TRABALHO E FÉRIAS COLETIVAS Na melhor forma de direito, pelo presente instrumento de conciliação que entre si celebram, de um lado a pessoa jurídica de direito

Leia mais

COOPERATIVAS DE TRABALHO

COOPERATIVAS DE TRABALHO I ENCONTRO DE COOPERATIVAS DE TRABALHO Painel: O desenvolvimento das cooperativas de trabalho e a legislação - Lições para as Américas Palestra: A experiência recente no processo de implantação da nova

Leia mais

INSTRUMENTOS DE TRATAMENTO DE CONFLITOS DAS RELAÇÕES DE TRABALHO NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA FEDERAL

INSTRUMENTOS DE TRATAMENTO DE CONFLITOS DAS RELAÇÕES DE TRABALHO NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA FEDERAL Centro de Convenções Ulysses Guimarães Brasília/DF 4, 5 e 6 de junho de 2012 INSTRUMENTOS DE TRATAMENTO DE CONFLITOS DAS RELAÇÕES DE TRABALHO NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA FEDERAL Marcela Tapajós e Silva Painel

Leia mais

ATA DA 4ª REUNIÃO ESPECÍFICA BANCO DE HORAS

ATA DA 4ª REUNIÃO ESPECÍFICA BANCO DE HORAS ATA DA 4ª REUNIÃO ESPECÍFICA BANCO DE HORAS entre o Serviço Federal de Processamento de Dados SERPRO e a FENADADOS LOCAL: Sede da FENADADOS Brasília - DF DATA: 05/12/2014 HORÁRIO: 10h TEMA: Negociação

Leia mais

Sumário LISTA DE ABREVIATURAS... 17 CAPÍTULO 1 DIREITO INDIVIDUAL DO TRABALHO INTRODUÇÃO... 19

Sumário LISTA DE ABREVIATURAS... 17 CAPÍTULO 1 DIREITO INDIVIDUAL DO TRABALHO INTRODUÇÃO... 19 Sumário LISTA DE ABREVIATURAS... 17 CAPÍTULO 1 DIREITO INDIVIDUAL DO TRABALHO INTRODUÇÃO... 19 1.1 NATUREZA JURÍDICA DO DIREITO DO TRABALHO... 19 1.1.1 Teoria do Direito Público... 19 1.1.2 Teoria do Direito

Leia mais

COMO ENVIAR AS CONTRIBUIÇÕES?

COMO ENVIAR AS CONTRIBUIÇÕES? FORMULÁRIO PARA ENVIO DE CONTRIBUIÇÃO AO APERFEIÇOAMENTO DO TEXTO DA PROPOSTA DE PROJETO DE LEI QUE ALTERA, REVOGA E ACRESCE DISPOSITIVOS DÀ LEI Nº 8.159, DE 1991, QUE DISPÕE SOBRE A POLÍTICA NACIONAL

Leia mais

PITÁGORAS FACULDADE PLANO DE ENSINO CURSO: GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO ANO: 2013 DISCIPLINA: LEGISLAÇÃO TRABALHISTA E PREVIDENCIÁRIA 8º CORPO DOCENTE

PITÁGORAS FACULDADE PLANO DE ENSINO CURSO: GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO ANO: 2013 DISCIPLINA: LEGISLAÇÃO TRABALHISTA E PREVIDENCIÁRIA 8º CORPO DOCENTE PITÁGORAS FACULDADE PLANO DE ENSINO CURSO: GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO ANO: 2013 IDENTIFICAÇÃO SEMESTRE DISCIPLINA: LEGISLAÇÃO TRABALHISTA E PREVIDENCIÁRIA 8º CORPO DOCENTE WILLINGTON MARCOS FERREIRA CONCEIÇÃO

Leia mais

Política de Responsabilidade Socioambiental

Política de Responsabilidade Socioambiental Política de Responsabilidade Socioambiental SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO... 3 2 OBJETIVO... 3 3 DETALHAMENTO... 3 3.1 Definições... 3 3.2 Envolvimento de partes interessadas... 4 3.3 Conformidade com a Legislação

Leia mais

RESOLUÇÃO CNE/CEB Nº 1, DE 21 DE JANEIRO DE 2004.(*) CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO CÂMARA DE EDUCAÇÃO BÁSICA

RESOLUÇÃO CNE/CEB Nº 1, DE 21 DE JANEIRO DE 2004.(*) CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO CÂMARA DE EDUCAÇÃO BÁSICA RESOLUÇÃO CNE/CEB Nº 1, DE 21 DE JANEIRO DE 2004.(*) CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO CÂMARA DE EDUCAÇÃO BÁSICA RESOLUÇÃO CNE/CEB Nº 1, DE 21 DE JANEIRO DE 2004.(*) Estabelece Diretrizes Nacionais para a

Leia mais

Programa de Participação dos Empregados em Lucros ou Resultados

Programa de Participação dos Empregados em Lucros ou Resultados Programa de Participação dos Empregados em Lucros ou Resultados Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) j) a participação nos lucros ou resultados da empresa,

Leia mais

Referido dispositivo é aplicado aos servidores públicos por força de previsão expressa do artigo 39, parágrafo 3º, o qual dispõe o seguinte:

Referido dispositivo é aplicado aos servidores públicos por força de previsão expressa do artigo 39, parágrafo 3º, o qual dispõe o seguinte: 1. Da legislação que prevê o direito às férias - previsão constitucional e infraconstitucional Preconiza o artigo 7º da Constituição Federal que o trabalhador possui direito a férias anuais, com um adicional

Leia mais

DADOS DAS DISCIPLINAS CÓDIGO NOME CH GLOBAL PERÍODO HORÁRIO. 80h 6º

DADOS DAS DISCIPLINAS CÓDIGO NOME CH GLOBAL PERÍODO HORÁRIO. 80h 6º DADOS DAS DISCIPLINAS CÓDIGO NOME CH GLOBAL PERÍODO HORÁRIO 0258 Direito do Trabalho II PROFESSOR(A) Profa.Esp. Denise de Fátima G.F.S. Farias 80h 6º Terça-feira 20h50min às 22h30min Sexta-feira 20h50min

Leia mais

JORNADA DE TRABALHO SINDIREPA LUCIANA CHARBEL GERÊNCIA DE RELAÇÕES TRABALHISTAS 20 DE JUNHO DE 2013

JORNADA DE TRABALHO SINDIREPA LUCIANA CHARBEL GERÊNCIA DE RELAÇÕES TRABALHISTAS 20 DE JUNHO DE 2013 JORNADA DE TRABALHO SINDIREPA LUCIANA CHARBEL GERÊNCIA DE RELAÇÕES TRABALHISTAS 20 DE JUNHO DE 2013 DURAÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO DIÁRIA: 8 HORAS SEMANAL: 44 HORAS MENSAL: 220 HORAS INTERVALOS PARA DESCANSO

Leia mais

EIXO 5 GESTÃO DOS BENEFÍCIOS DO SUAS

EIXO 5 GESTÃO DOS BENEFÍCIOS DO SUAS EIXO 5 GESTÃO DOS BENEFÍCIOS DO SUAS Objetivos específicos Avaliar do ponto de vista do controle social os processos de acompanhamento da gestão dos benefícios e transferência de renda, Avaliar e fortalecer

Leia mais

Cuida das relações coletivas de trabalho, onde os interesses cuidados são os de um grupo social. São instituições do direito coletivo do trabalho:

Cuida das relações coletivas de trabalho, onde os interesses cuidados são os de um grupo social. São instituições do direito coletivo do trabalho: Legislação Social Profª Mestre Ideli Raimundo Di Tizio p 38 DIREITO COLETIVO DO TRABALHO Cuida das relações coletivas de trabalho, onde os interesses cuidados são os de um grupo social. São instituições

Leia mais

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA PROJETO DE LEI Nº 4.302-C, DE 1998

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA PROJETO DE LEI Nº 4.302-C, DE 1998 COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA PROJETO DE LEI Nº 4.302-C, DE 1998 SUBSTITUTIVO DO SENADO FEDERAL AO PROJETO DE LEI Nº 4.302-B, DE 1998, que altera dispositivos da Lei nº 6.019, de 3

Leia mais