ESTRATÉGIA DE IMPLEMENTAÇÃO DE ENDEREÇAMENTO IPv6 UTILIZANDO DHCP COM ALOCAÇÃO ESTÁTICA E PILHA DUPLA COM IPv4

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1 UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA COLÉGIO TÉCNICO INDUSTRIAL DE SANTA MARIA CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM REDES DE COMPUTADORES ESTRATÉGIA DE IMPLEMENTAÇÃO DE ENDEREÇAMENTO IPv6 UTILIZANDO DHCP COM ALOCAÇÃO ESTÁTICA E PILHA DUPLA COM IPv4 TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO GIOVANI PEREIRA NUNES SANTA MARIA, RS, BRASIL 2014

2 ESTRATÉGIA DE IMPLEMENTAÇÃO DE ENDEREÇAMENTO IPv6 UTILIZANDO DHCP COM ALOCAÇÃO ESTÁTICA E PILHA DUPLA COM IPv4 Giovani Pereira Nunes Trabalho apresentado ao Curso de Graduação em Tecnologia em Redes de Computadores, Área de concentração em Infraestrutura de Redes, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM, RS), como requisito parcial para obtenção do grau de Tecnólogo em Redes de Computadores. Orientador: Prof. Me. Tiago Antônio Rizzetti Santa Maria, RS, Brasil 2014

3 Universidade Federal de Santa Maria Colégio Técnico Industrial de Santa Maria Curso Superior de Tecnologia em Redes de Computadores A Comissão Examinadora, abaixo assinada, aprova a Monografia ESTRATÉGIA DE IMPLEMENTAÇÃO DE ENDEREÇAMENTO IPv6 UTILIZANDO DHCP COM ALOCAÇÃO ESTÁTICA E PILHA DUPLA COM IPv4 elaborada por, Giovani Pereira Nunes como requisito parcial para obtenção do grau de Tecnólogo em Redes de Computadores COMISSÃO EXAMINADORA Tiago Antônio Rizzetti, Me. (Presidente/Orientador) Alfredo Del Fabro Neto, Tecg. (UFSM) Renato Preigschadt de Azevedo, Me. (UFSM) Santa Maria, 11 de dezembro de 2014

4 Agradecimentos Agradeço, em primeiro lugar aos meus pais Luciano e Goreti e minhas irmãs Lara e Mariele, pelo amor e apoio incondicional, sob quaisquer circunstâncias. À minha namorada Stefanie, pelo amor, carinho e compreensão. Essa conquista não seria possível sem o teu apoio. Ao meu orientador Tiago Antônio Rizzetti, pela ajuda, pelos ensinamentos, pela paciência e pela amizade que certamente perdurará. Aos meus avós, tios, primos e demais familiares, sejam aqueles unidos por laços sanguíneos ou através de minha namorada, muito obrigado pela confiança e pelas constantes palavras de apoio. Aos professores, pelos ensinamentos, pela paciência e principalmente por suportar (e até rir) minhas piadas e trocadilhos em quase todas as aulas. Aos amigos e colegas, pelas ótimas lembranças que certamente estarão em minha memória por muito tempo. E por último, gostaria de fazer um agradecimento especial à Zizinha (Rosa Maria), minha avó honorária. Sem teu carinho e apoio nada disso seria possível. Muito obrigado a todos!

5 For millions of years mankind lived just like the animals Then something happened which unleashed the power of our imagination We learned to talk. (Pink Floyd apud Stephen Hawking)

6 RESUMO Monografia Curso Superior de Tecnologia em Redes de Computadores Universidade Federal de Santa Maria ESTRATÉGIA DE IMPLEMENTAÇÃO DE ENDEREÇAMENTO IPv6 UTILIZANDO DHCP COM ALOCAÇÃO ESTÁTICA E PILHA DUPLA COM IPv4 AUTOR: GIOVANI PEREIRA NUNES ORIENTADOR: TIAGO ANTÔNIO RIZZETTI Santa Maria, 11 de dezembro de A Internet é parte do cotidiano de uma parcela significativa da população mundial. Atualmente são diversos os tipos de dispositivos que permitem a conexão à ela. Esses devem ser endereçados de alguma forma, e o protocolo encarregado de realizar o endereçamento das conexões durante mais de duas décadas foi o IPv4. Atualmente uma nova versão do protocolo IP, o IPv6, também possibilita que sejam endereçados os dispositivos, de forma que é possível que as duas versões possam coexistir em paralelo nos equipamentos. Para atribuir endereços aos dispositivos, em muitos casos, é utilizado um serviço denominado DHCP. Este serviço pode realizar a alocação de um endereço estático de forma dinâmica, mantendo controle sobre os dispositivos conectados. Para isto, é necessária alguma forma de identificação de dispositivos. Enquanto no IPv4 uma forma muito utilizada se dá através do uso de MAC Address, no IPv6 esta forma tardou a ser implementada, motivando o inicio desta pesquisa. Em uma rede já estabelecida, implantar uma nova forma de identificação de dispositivos é uma tarefa custosa em nível administrativo e, como a identificação através do endereço da camada de enlace já é muito difundida, é natural que esta seja a opção principal de escolha por parte dos administradores. Em virtude disto, este trabalho apresenta um estudo acerca das formas de identificação de dispositivos em ambas as versões do DHCP, demonstrando as principais diferenças e motivações de uso. Por fim é apresentado um script para automatizar as tarefas de cadastro e gerenciamento deste serviço. Palavras-chave: IPv6. DHCPv6. DUID. MAC ADDRESS.

7 ABSTRACT Monograph Technology in Computer Network's Degree Universidade Federal de Santa Maria IMPLEMENTATION STRATEGY FOR IPv6 ADDRESSING USING STATIC DHCP AND DUAL STACK WITH IPv4 AUTHOR: GIOVANI PEREIRA NUNES SUPERVISOR: TIAGO ANTÔNIO RIZZETTI Santa Maria, 11 th December 2014 The Internet is a daily part of a significant portion of the worldwide population and, today, there is a diversity of devices which allow the connection to it. These devices must be addressed somehow, and the protocol responsible for implementing the addressing of connections, during two decades, was the IPv4. Nowadays, a new version of the IP protocol, the IPv6, also makes possible to address these devices, in a way that is possible for the two versions coexist in parallel in the equipment. To attribute addresses to the devices, in many cases, a service named DHCP is utilized. With this service, is possible to allocate a static address in a dynamic way, maintaining control over connected devices. To this end, a form of identifying these devices is needed. While in IPv4 is used, most of the time, the MAC Address, in IPv6 the use of this method was delayed, what is the main motivation to this work. In a network already established, implanting a new form of identification is an expensive task to be accomplished in administrative terms and, being the identification of these devices through the link layer a very popular method, it is natural to be the first option of the administrators. Thus, this work presents a study about the forms of identification of devices in both versions of DHCP, showing the main differences and motivations of use. Lastly, is presented a script with the purpose of automating the tasks of record and management of this service. Keywords: IPv6. DHCPv6. DUID. MAC ADDRESS.

8 LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1 ErroDHCP...18 Figura 2 Cenário Stateless...20 Figura 3 Atribuição DHCPv Figura 4 Atribuição DHCPv Figura 5 Arquivo de configuração radvd.conf...30 Figura 6 Arquivo de configuração dhcpd.conf Figura 7 Arquivo de configuração dhcpd6.conf Figura 8 IPv6 Linux Figura 9 IPv6 MAC OSX...34 Figura 10 IPv6 Windows Figura 11 IPv6 Windows Figura 12 Tela inicial sasdhcp46.sh...38 Figura 13 Verificação do pacote RADVD...39 Figura 14 Verificação do pacote ISC...40 Figura 15 Verificação da versão do pacote ISC...40 Figura 16 Criação do arquivo radvd.conf...41 Figura 17 Criação do arquivo dhcpd6.conf...42 Figura 18 Gerenciamento de Hosts...43 Figura 19 Cadastra Host...43 Figura 20 Sobre...44

9 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS DAD DHCP DHCPv6 DUID Duplication Address Detection Dynamic Host Configuration Protocol Dynamic Host Configuration Protocol Version Six DHCPv6 Unique Identifier DUID-UUID DHCPv6 Unique Identifier - Universally Unique Identifier EUI-64 IANA IETF IOT IP IPv4 IPv6 ISC NAT NDP RA RFC SIPP SLAAC Extended Unique Identifier Internet Assigned Numbers Authority Internet Engineering Task Force Internet of Things Internet Protocol Internet Protocol Version Four Internet Protocol Version Six Internet Systems Consortium Network Address Translation Neighbor Discovery Protocol Router Advertisement Request for Comments Simple Internet Protocol Plus Stateless Address Autoconfiguration

10 LISTA DE APÊNDICES Apêndice A Script para administração de serviços DHCP (sasdhcp46.sh)...49

11 SUMÁRIO INTRODUÇÃO Objetivos Justificativa Estruturação do trabalho ESTUDOS RELACIONADOS DUID em servidores DHCPv MAC Address em servidores DHCPv REVISÃO DE LITERATURA E TECNOLOGIAS EMPREGADAS Endereçamento em IPv Atribuição manual de endereços IPv DHCPv Protocolo NDP Identificação de dispositivos em servidores DHCP DUID DUID-UUID Serviços DHCPv Pilha dupla IPv4 e IPv IDENTIFICAÇÃO DE CLIENTES E ALOCAÇÃO DE ENDEREÇOS Stateful Autoconfiguration Router Advertisement Daemon for IPv Atribuição de endereços através do ISC-DHCP Server Automatização de tarefas de administração para servidores DHCP Script para cadastro automatizado de clientes em servidores DHCP Sasdhcp46.sh...38 CONSIDERAÇÕES FINAIS...45 REFERÊNCIAS...47 APÊNDICES...49

12 INTRODUÇÃO A Internet, está presente no cotidiano de todos, e uma grande variedade de dispositivos possibilita a conexão com a rede mundial de computadores. Esses dispositivos precisam, de alguma forma, ser endereçados. O Protocolo de Internet (IP Internet Protocol) foi projetado para uso em uma rede de comunicação onde há comutação por pacotes (RFC 791, 1981, p.1), sendo responsável pela identificação dos dispositivos conectados à rede, por meio de endereços. Em um primeiro momento, o protocolo utilizado para o endereçamento dos dispositivos foi o IPv4 (Protocolo de Internet Versão Quatro). Em uma época quando ainda não era previsto o uso comercial da rede mundial de computadores, este protocolo parecia suprir todas as necessidades de endereçamento. Porém com o surgimento de um novo modelo de uso - onde não apenas as máquinas seriam conectadas à Internet, mas também as pessoas - os endereços disponíveis com o IPv4 apresentaram os primeiros sinais de esgotamento 1. Esta nova fase, mais tarde, viria a ser conhecida como era da Internet das Pessoas (BRITO, 2013, p. 36). O IPv4 possibilita um total aproximado de 4,2 bilhões de endereços e este número está muito próximo de se tornar insuficiente para o endereçamento de todos os dispositivos. Por isso, hoje, se faz necessária a migração para uma nova versão deste protocolo, o IPv6 (Internet Protocol version Six). O IPv6 teve suas especificações técnicas básicas desenvolvidas na década de 90 no IETF (Internet Engineering Task Force) e, atualmente, é considerado um protocolo maduro o suficiente para suportar a substituição do IPv4 (LACNIC.NET, 2014). Com o advento do IPv6, a possibilidade de endereços disponíveis cresce dos pouco mais de 4.2 bilhões para aproximadamente 340 undecilhões de endereços, isto é, dois elevado à potência 128. Esta nova forma de endereçamento possibilita um novo conceito de Internet, batizado de Internet das Coisas (IOT Internet of Things). 1 No Brasil, assim como na Europa e Ásia, os endereços IPv4 já se esgotaram, restando pequenas reservas de endereços para usos especiais, conforme notícia veiculada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (cgi.br) na página ipv6.br. Disponível em <http://www.ipv6.br/>. Acessado em 31 de outubro de 2014.

13 12 Uma rede tão abundante em endereços porém, carrega consigo uma forma não prática na configuração destes, sendo necessária a configuração de serviços que possibilitem um endereçamento automático. Uma outra necessidade visível para administradores de rede é a identificação mnemônica dos dispositivos, que permita uma fácil e rápida localização de endereços atribuídos. A atribuição automática de endereços IP se dá por meio de um serviço denominado DHCP (Dynamic Host Configuration Protocol), normatizado pela RFC Esta RFC afirma que um servidor DHCP deverá disponibilizar as configurações da rede aos dispositivos, permitindo que estes tenham acesso à mesma (RFC 2131, p. 2, tradução nossa). Para o IPv6, a RFC referente ao DHCP foi atualizada, trazendo novas formas de endereçamento e de autoconfiguração. O serviço de DHCP para IPv6 passa a ser chamado então de DHCPv6 e está normatizado na RFC Para a identificação dos dispositivos o IPv6 utiliza o padrão referido na sua RFC chamado DUID (DHCPv6 Unique Identifier), com uma derivação proposta pela RFC 6355, definido nesta como DUID-UUID (DHCPv6 Unique Identifier - Universally Unique Identifier). O DUID-UUID é um novo tipo de identificador único que traz junto a si um identificador universal único (RFC 6355, p. 2, tradução nossa). A principal complicação em relação ao uso do DUID como identificador é o fato de que é necessário alterar informações no cliente e também no servidor, isso gera trabalho dobrado para os administradores. Alguns sistemas, como o Microsoft Windows, possuem uma forma própria de gerar o DUID, uma vez que a RFC que o define permite vários tipos de identificador. Já sistemas Linux precisam da intervenção do usuário, afim de criar um DUID próprio. O MAC Address, por outro lado, é o mesmo independente da versão e do sistema utilizado, isso facilita a opção pela sua adoção, principalmente em sistemas onde há dual boot com os dois sistemas citados.

14 Objetivos Este trabalho apresenta uma análise nas formas utilizadas para a identificação dos dispositivos conectados à rede, propondo a utilização - no DHCPv6 - do mesmo identificador utilizado no DHCPv4, uma vez que este já é amplamente utilizado e conhecido por administradores de rede, permitindo a identificação independente de sistema operacional com uma configuração simples e de fácil entendimento. Todas as modificações propostas são feitas no servidor, uma vez que é comum que exista apenas um servidor e n clientes. Ao final, será apresentado um script para automatização das tarefas em ambos os serviços de DHCP, facilitando-as e visando causar o menor retrabalho possível 1.2 Justificativa Redes IPv4 apresentam uma forma sólida de identificação de dispositivos em servidores de DHCP. Esta identificação se dá através do endereço físico do hardware de rede (MAC Address). Para redes IPv6, esta forma não é totalmente funcional, uma vez que a RFC que o define traz modificações em relação a identificação de dispositivos, ocasionando em um cansativo trabalho de configuração de serviços de atribuição de endereços. É importante destacar que esse estudo visa apenas facilitar a implantação inicial de um serviço de atribuição de endereços IPv6, porém não com intenções de estabelecer um paradigma definitivo, mas sim uma solução provisória, até que os administradores da rede implementem uma forma de identificação definitiva para o DHCPv6, baseada nas normas previstas nas RFCs.

15 Estruturação do trabalho Este trabalho será apresentado de modo argumentativo, apresentando em um primeiro momento (Capítulo 2) estudos relacionados. Em um segundo momento (Capítulo 3) serão analisadas as bases bibliográfica e tecnológica utilizadas para constituir o desenvolvimento prático (Capítulo 4). Ao final do trabalho são apresentados e discutidos os resultados, concluindo o trabalho com as considerações finais e previsões para trabalhos futuros.

16 2 ESTUDOS RELACIONADOS Uma rápida busca na Internet por DHCPv6 e MAC Address demonstra dúvidas dos usuários, em fóruns especializados, em relação às formas de identificação de dispositivos. A principal forma de identificação em IPv4, onde é possível alocar um endereço de maneira estática para um dispositivo, utilizando o endereço da camada de enlace como identificador, é uma das possíveis formas de identificação em IPv6. Porém esta forma não esteve disponível desde o início e por este motivo muitos usuários desconhecem serviços de DHCPv6 que a possibilite. Tomek Mrugalski 2 argumenta sobre a utilização de DUIDs e MAC Address na sua apresentação The Latest Developments in DHCPv6 e relaciona as vantagens e desvantages do DUID em relação ao MAC. O DUID, segundo Tomek, soluciona algumas questões, como mudança de hardware (que gera um novo identificador), dispositivos que não possuem um endereço fixo para a camada de enlace e também o fato de que um MAC Address pode não ser único (RIPE66.RIPE.NET, 2013). Em contrapartida, o DUID introduz novos contratempos, como o fato de alguns sistemas operacionais gerarem identificadores diferentes (o que cria complicações em sistemas com dual boot), a reinstalação de sistema operacional poderá gerar um novo DUID e um clone de uma máquina virtual (muito utilizado em servidores de virtualização) clonará consigo o identificador. Uma outra questão que poderá ocasionar empecilho, é o caso de um cliente não estar diretamente conectado ao servidor (RIPE66.RIPE.NET, 2013). 2.1 DUID em servidores DHCPv4 2 Autor do Dibbler DHCPv6 Server e participante ativo da IETF desde 2009.

17 16 A RFC 4361 normatiza o uso de DUIDs em clientes DHCPv4. Segundo esta RFC os clientes DHCPv4 deverão utilizar um sistema de identificação similar ao do DHCPv6. Isso resolveria alguns problemas como mudança de hardware do dispositivo, por exemplo, porém em um cenário onde a migração para o IPv6 é uma prioridade, habilitar o uso de uma nova funcionalidade para o IPv4 poderia ocasionar um gasto de tempo e recursos além do planejado pelos administradores da rede. O mais coerente, neste caso, seria manter o funcionamento do IPv4 e habilitar o IPv6, de uma forma segura e rápida. Uma vez que ambas as redes estejam estabelecidas, caberá aos administradores decidir por uma forma de migração completa e padronizada de acordo com as RFCs. 2.2 MAC Address em servidores DHCPv6 Uma das principais dúvidas de muitos usuários é em relação ao uso dos endereços da camada de enlace (MAC Address) para a identificação dos clientes no DHCPv6. As primeiras versões do ISC-DHCP Server que oferecem suporte ao DHCPv6 não habilitam o uso do MAC para a alocação estática de um endereço IP a um cliente. Ao tentar se utilizar da mesma forma de identificação do IPv4, o software relata um erro, conforme a Figura 1 (ISC.ORG, 2014). Este erro é a principal motivação deste estudo. Porém a partir da versão o ISC-DHCP Server passou a aceitar a identificação de dispositivos no DHCPv6 tal qual no DHCPv4. A RFC 6939 especifica a utilização da identificação através do endereço LLA (Link-Layer Address) alegando que, para um operador que utilize um sistema de DHCPv4 já operacional, o uso de uma pilha dupla para serviços de DHCP seria facilitado ao utilizar este tipo de identificação, muito mais do que a identificação por DUID em redes IPv4. A partir desta especificação que sana 3 É possível que alguma versão anterior possua suporte à esta forma de identificação, porém não foi possível realizar testes em versões entre a 4.1-ESV-R10 (onde não é possível utilizar a identificação por MAC) e 4.2.2, uma vez que a página oficial apenas oferece para download as versões 4.1-ESV-R10, e O acesso a versão (que não está disponibilizada na página oficial) se deu através dos repositórios do sistema operacional utilizado para a realização de todos os testes.

18 17 a motivação inicial deste trabalho o foco então passou a ser uma análise em torno das possíveis formas de identificação de hosts para o DHCPv6, com a proposta de um script para automatização de algumas tarefas de administração dos serviços de DHCP. Figura 1 Erro DHCP Fonte: Acervo pessoal.

19 3 REVISÃO DE LITERATURA E TECNOLOGIAS EMPREGADAS Nesta seção serão revisadas obras literárias referentes às tecnologias empregadas no trabalho, buscando explanar todos os tópicos necessários para o entendimento profundo do assunto em questão. E em um segundo momento, serão analisadas as tecnologias necessárias para o desenvolvimento prático, explorando as possibilidades oferecidas e procurando esclarecer todas as questões referentes ao IPv6, aos serviços de endereçamento e de identificação de dispositivos. 3.1 Endereçamento em IPv6 Dentre todas as diferenças trazidas pelo IPv6 em relação ao IPv4, a mais notória está no endereçamento. Devido a nova forma de se endereçar, o IPv6 possui 79 trilhões de trilhões de vezes a quantidade total de endereços IPv4, ultrapassando a casa dos 340 undecilhões. Um endereço IPv6 possui 128 bits, separados por duoctetos, ou seja, oito campos de dezesseis bits, escrito na notação hexadecimal e dividido por dois pontos (:). (BRITO, 2013) Atribuição manual de endereços IPv6 Assim como no IPv4, no IPv6 os endereços podem ser configurados manualmente. Apesar de não ser uma forma prática, em roteadores e firewalls é recomendável que as configurações sejam feitas de forma manual, pois, na maioria

20 19 das vezes, o mesmo servidor é responsável por serviços básicos para o funcionamento da rede. A atribuição manual de endereços na nova versão do protocolo é similar à versão antiga, podendo ser feita através da edição de um arquivo, comumente feito em sistemas Unix e Linux, ou através de um gerenciador de redes, como no Microsoft Windows, Smartphones e Tablets DHCPv6 O protocolo DHCP possui uma versão específica para o IPv6, sendo chamado de DHCPv6. Este pode operar de duas formas, em uma delas os endereços são autoconfigurados pelos dispositivos utilizando informações transmitidas pelo servidor de DHCP sendo chamada de Stateless Address Autoconfiguration (SLAAC). A outra forma de configuração é semelhante ao serviço de DHCP do IPv4, onde um servidor informa o endereço completo que a estação deverá utilizar, e não só seu prefixo. Esta forma é chamade de Stateful Address Autoconfiguration. (HAGEN, 2014, p. 154) Stateless Address Autoconfiguration é uma forma de autoconfiguração de endereços definida na RFC 4862 e disponível no IPv6, que pode ocorrer de duas formas, sendo a configuração interna obrigatória aos dispositivos que pretendem se comunicar com uma rede. Na configuração interna, o dispositivo cria automaticamente um endereço do tipo link-local, utilizando o prefixo FE80::/64 e a técnica EUI-64, mencionada no item 2.2. Após a criação do endereço, inicia-se um processo de detecção de endereços duplicados (DAD Duplication Address Detection) e após a constatação de que o mesmo é único, a comunicação com a rede se torna possível. (NIC.br, 2012, p. 73) Uma outra forma de autoconfiguração stateless depende das mensagens de router advertisement (RA). Neste caso, um servidor transmite aos clientes informações sobre a rede como, por exemplo, o prefixo a ser adotado. A partir daí, o

21 20 dispositivo gera um endereço de forma automatizada, utilizando o prefixo recebido e, na maioria das vezes, a técnica EUI-64. Logo após é iniciado o processo de detecção de endereços duplicados e não ocorrendo nenhum erro o dispositivo passa a ter acesso a rede. A principal diferença deste tipo de endereço em relação ao linklocal, está no fato de que este será global e único, e, por este motivo, roteável na Internet. O problema neste tipo de configuração é que o servidor não guarda os estados de conexão, ou seja, não é possível alocar um endereço específico para um host, e em grandes redes a tarefa de identificar qual cliente utiliza um determinado IP se torna complicada (NIC.BR, 2012., p.73). A Figura 2 demonstra um cenário de atribuição de prefixo de endereço stateless com troca de mensagens RA. Figura 2 Cenário Stateless Fonte: BRITO, 2013, p. 97

22 21 A forma de endereçamento Stateful Address Autoconfiguration é um dos focos deste trabalho e, por tanto, será vista de forma mais aprofundada no capítulo Protocolo NDP O Protocolo de Descoberta de Vizinhança (NDP Neighbor Discovery Protocol) foi desenvolvido com a finalidade de resolver problemas de interação entre dispositivos vizinhos em uma rede. Está normatizado através da RFC 4861 e atua diretamente em duas finalidades essenciais na comunicação IPv6, a autoconfiguração e a transmissão de pacotes, sendo fundamental, em especial para os serviços de autoconfiguração, O NDP é utilizado tanto pelos roteadores quanto pelos clientes da rede e tem em suas funções os serviços: Neighbor Discovery (ND), Router Discovery (RD), Stateless Address Autoconfiguration, Address Resolution, Neighbor Unreachability Detection (NUD), Duplicate Address Detection, e Redirection.(HAGEN, 2014, p. 88, tradução nossa) Algumas questões operacionais podem resultar em vulnerabilidades no protocolo NDP quando uma rede é escaneada. A RFC 6583 as descreve a apresenta técnicas de mitigação para a proteção contra ataques de negação de serviço, por exemplo. 3.3 Identificação de dispositivos em servidores DHCP

23 22 A Identificação de dispositivos é parte importante para a questão organizacional de uma rede de computadores. Através desta identificação, é possível especificar um endereço para um determinado host e autorizar ou negar acesso a determinados recursos da rede, por exemplo. Para o DHCPv4 a forma de identificação de dispositivos mais utilizada é o endereço físico do hardware de rede, enquanto o DHCPv6 possui um capítulo em sua RFC tratando desta condição, bem como uma derivação nas formas de identificação, proposta na RFC Uma das principais causas para o uso do endereço físico do hardware de rede para a identificação dos dispositivos é o fato desta técnica já ser abordada em servidores de DHCPv4, permitindo assim apenas uma atualização nos endereços. Há também o fato de que em sistemas com dual boot é interessante atribuir o mesmo endereço IP, independente do sistema operacional. E como o Microsoft Windows possui uma forma própria para a criação do DUID se faz necessária a utilização do MAC Address, uma vez que este endereço é o mesmo em ambos os sistemas DUID DUID (DHCP Unique Identifier) é um identificador único de interface utilizado para comparação em servidores DHCP. Todo o dispositivo de rede deve ter um, que será utilizado por um servidor de DHCP para identificar uma interface em uma rede. DUIDs devem servir unicamente para comparação e não devem ser interpretados de forma alguma. A RFC 3315 traz, no capítulo nove, especificações e tipos de DUIDs a serem utilizados, mas não os restringe, uma vez que novos tipos poderão ser definidos no futuro (RFC 3315, 2003, p. 18, tradução nossa) O DUID é tratado como uma opção, por ter tamanho variável e não ser obrigatório em uma mensagem DHCP. Este é projetado para ser único e imutável em um dispositivo, mesmo quando houver substituição no hardware. Um DUID deve ser globalmente único e simples de ser gerado, por este motivo, existe mais de um tipo

24 23 de DUID (RFC 3315, 2003, p. 19, tradução nossa). Um DUID consiste em um identificador variável (com um máximo de 128 octetos, não incluindo o identificador de tipo) precedido por um código de dois octetos representando seu tipo. Os estilos definidos em RFC são os seguintes: Endereço de camada de enlace com identificador de tempo (Link-layer address plus time), identificador único atribuído pelo fornecedor baseado em um número empresarial (Vendor-assigned unique ID based on Enterprise Number) e endereço de camada de enlace (Link-layer address) (RFC 3315, 2003, p. 19, tradução nossa). No primeiro estilo, o DUID consiste no identificador de tipo com o valor 01, dois octetos contendo o código referente ao tipo de hardware, quatro octetos contendo um identificador de tempo e o endereço da camada de enlace (MAC Address). O código do tipo de hardware deverá ser válido, atribuído pela IANA. No segundo estilo o DUID é atribuído pelo fornecedor do dispositivo e deverá ter um código empresarial privado, mantido pela IANA, seguido de um identificador único atribuído pelo fornecedor. O identificador de estilo, que precede os códigos atribuídos pelo fornecedor, é o número 02 (RFC 3315, 2003, p. 19, 20, tradução nossa). O DUID baseado no endereço da camada de enlace possui como código de estilo o número 03, seguido de dois octetos contendo o código para o tipo de hardware e, logo depois, o endereço da camada de enlace (MAC Address) de uma das interfaces conectadas de forma permanente ao dispositivo. Assim como no primeiro tipo de DUID, o código do tipo de hardware deverá ser válido, atribuído pela IANA (RFC 3315, 2003, p. 21, 22, tradução nossa) DUID-UUID DUID-UUID (DHCP Unique Identifier - Universally Unique Identifier) é uma nova forma de identificação baseada no DUID e também em um identificador universal, o UUID, que é definido pela RFC4122. UUIDs já são utilizados e por este

25 24 motivo foi criada esta derivação de identificador. A identificação através de DUID- UUID não foi utilizada neste trabalho pois, como mencionado anteriormente, o foco é a utilização de uma forma de identificação através do endereço físico do hardware, permitindo a padronização das versões v4 e v6 dos serviços de DHCP e também o uso de dual boot, obtendo o mesmo endereço independente do sistema operacional. 3.4 Serviços DHCPv6 Um serviço é uma aplicação executada em um servidor, com a finalidade de atender as requisições dos clientes conectados à ela através da rede (MORIMOTO, 2011, p. 16). Frequentemente se utiliza a nomenclatura servidor também para se referir aos serviços. Por exemplo, servidor de DHCP, refere-se ao serviço de DHCP que é executado no servidor que o provê. Essa abordagem é mais usual e por esse motivo foi também utilizada neste trabalho. Serviços de DHCP são muito populares desde o IPv4, visto que foram de suma importância para que esta versão se mantivesse ativa por mais alguns anos. No IPv6 o DHCP funciona, de modo geral, da mesma forma como no protocolo anterior. Porém, possui algumas variantes, conforme mencionado no item Por possuírem código aberto e licenças que permitem a modificação deste, os softwares analisados foram: Dibbler DHCPv6, ISC-DHCP (Internet Systems Consortium) Server e Wide DHCPv6 Server. O software ISC-DHCP Server provê os serviços de DHCPv4 e v6, ao contrário dos demais supracitados, e também inclui, suporte à identificação de dispositivos através do endereço de hardware nas versões 4.2.2, e (outras versões não puderam ser testadas por não estarem disponíveis na página oficial). A versão 4.1-ESR-R10, que possui suporte estendido e está disponível no site oficial, não oferece suporte à identificação de dispositivos através do endereço da camada de enlace. Por esses motivos, e por ser a versão current-stable, o ISC-DHCP Server foi utilizado para o desenvolvimento do trabalho (ISC.ORG, 2014).

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