CRIAÇÃO E EVOLUÇÃO, FUNCIONAMIENTO E RESULTADOS DA REAF

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1 CRIAÇÃO E EVOLUÇÃO, FUNCIONAMIENTO E RESULTADOS DA REAF

2 CRIAÇÃO E EVOLUÇÃO DA REAF A REAF é um órgão assessor especializado do Grupo Mercado Comum (GMC), principal órgão executivo do MERCOSUL e do Conselho do Mercado Comum (CMC), principal órgão de Direção Política do MERCOSUL. Foi criada por decisão do GMC em 2004 a pedido do Brasil e com base na Carta de Montevidéu onde as Organizações Sociais da AF representadas na COPROFAM solicitaram aos Chanceleres do Bloco a criação de um espaço de assessoria e de diálogo político, especializado em políticas diferenciadas para a AF.

3 CRIAÇÃO E EVOLUÇÃO DA REAF Objetivos da REAF enquanto órgão assesor do MERCOSUL: a. fortalecer as políticas públicas para a agricultura familiar no MERCOSUL, e b. promover e facilitar o comércio dos produtos da agricultura familiar na Região Nos primeiros anos a REAF construiu uma AGENDA, a qual vem sendo aprofundada e atualizada a cada semestre, com base nos temas principais de políticas públicas propostos por cada um dos Estados, na busca de uma melhor compreensão entre os países, da troca de experiências, e, finalmente, da coordenação crescente dos instrumentos de política reconhecidos por todos os Estados Partes. evitar que o sucesso de um seja a ruína de outros

4 CRIAÇÃO E EVOLUÇÃO DA REAF OS TEMAS DA AGENDA COMUM Políticas Fundiárias, Acesso à Terra e Reforma Agrária Gestão de Riscos na Agricultura, Seguro Agrícola y Mudança Climática Visão de Género nas Políticas Públicas Diferenciadas para a AF Políticas de Fixação da Juventude Rural no Campo. O Jovem Rural como Empreendedor e Líder Social Sistemas Financieiros Rurais, Financiamento e Políticas de Acesso ao Crédito para a AF Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) Desenvolvimento Territorial Rural A AF e as Estratégias de Segurança Alimentar e Nutricional

5 CRIAÇÃO E EVOLUÇAO DA REAF OS TEMAS DA AGENDA COMUM Facilitação do Comércio dos Produtos da AF Formalização dos AF para participar nos diferentes mercados Selo de origem dos productos da AF Cumprimiento de normas e medidas sanitárias, fitosanitárias e de inocuidade alimentar. Compras Públicas / Mercados Institucionais Acompanhamento das Negociações Comerciais do MERCOSUL e dos Acordos Comerciais vigentes Associativismo / Cooperativismo agrário como ferramenta comercial

6 CRIAÇÃO E EVOLUÇÃO DA REAF IDENTIFICAÇÃO E REGISTRO DOS AF, DESTINATÁRIOS DA POLÍTICA PÚBLICA Definição de Agricultor Familiar - Resolução GMC 25 /07 A Resolução GMC Nº 25/07, recomendada pela REAF, reconhece a existência de um sistema agrícola particular, e propõe estabelecer registros nacionais de agricultores familiares, para contribuir a seu desenvolvimento por meio de políticas diferenciadas.

7 CRIAÇÃO E EVOLUÇÃO DA REAF IDENTIFICAÇÃO E REGISTRO DOS AF, DESTINATÁRIOS DA POLÍTICA PÚBLICA Definição de Agricultor Familiar - Resolução GMC 25 /07 Os critérios para identificar a população que qualifica como agricultor familiar são: 1. A mão de obra empregada no estabelecimiento corresponde predominantemente à família, limitando-se a utilização de trabalhadores contratados. 2. A família é a responsável direta pela produção e gestão das atividades agropecuarias e reside no próprio estabelecimiento ou em um local próximo. 3. Os recursos produtivos utilizados devem ser compatíveis com a capacidade de trabalho da família, com a atividade desenvolvida e com a tecnología utilizada, de acordo com a realidade de cada país (o que supõe uma relação direta entre a capacidade dos agricultores e o uso dos recursos). São também parte da agricultura familiar, respeitando os criterios enumerados, homens e mulheres - produtores rurais sem terra, beneficiários dos processos de reforma agrária ou programas de acesso y permanência na terra, e comunidades de produtores que façam uso comum da terra.

8 REGISTROS DE AF DO MERCOSUL Em 2010, a REAF analisou o avanço do processo, com base nos parámetros usados para aplicar os critérios da Resolução Nº 25/07 (qualitativos), os quais determinam as condições (quantitativas) de acesso dos agricultores familiares aos registros nacionais: 1. Mão de obra contratada (trabalhadores sem parentesco com a família) 2. Comando / gerência da produção do estabelecimento 3. Lugar de residência da família 4. Área do estabelecimiento 5. Origem dos ingressos/renda do estabelecimiento, 6. Capitalização da família (valor capital dos bens do agricultor ou da exploração familiar, por exemplo terra, máquinas, estoques de insumos e produção, etc.).

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10 REGISTROS DE AF DO MERCOSUL Apesar das nuances no tratamento dos critérios da Resolução GMC Nº 25/07 por cada país, para estabelecer os parámetros de acesso dos produtores aos Registros Nacionais, as características da população que efectivamente consegue se registrar mostram grandes semelhanças.

11 INFORME DO GRUPO TÉCNICO DE REGISTROS DA REAF (2012) CONCEITO ARGENTINA BRASIL PARAGUAI URUGUAI INFORMAÇÃO DO ÚLTIMO CENSO AGROPECUÁRIO PRODUTORES AGROPECUÁRIOS Quantidade de Estabelecimentos Área Ocupada (hás.) Superfície Média (Has) Tamanho médio da Família (Promédio) 3,3 2,5 4,0 3,3 AGRICULTORES FAMILIARES Quantidade de Estabelecimentos de Agricultura familiar Área Ocupada (has.) Superfície Média (hás.) 142,0 18,4 10,4 77,2 Tamanho Médio da Família (Promédio) 3,3 2,5 4,0 3,4 Universo de AF potenciais segundo os censos disponíveis

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13 DIMENSÃO FÍSICA E ECONÔMICA DA AF DO MERCOSUL Calcula-se que há na região uns 5,2 milhões de estabelecimentos (fazendas) de agricultores familiares. Número de estabelecimentos (fazendas) familiares nos países do MERCOSUL País Número de estabelecimento s familiares (em milhares) A rgentina 252 Brasil 4400 P araguai 266 Uruguai 33 Chile 254 TOTA L 5205 Os 5,2 milhões de estabelecimentos de agricultores familiares envolvem aproximadamente 20 milhões de pessoas que trabalham ou dependem do trabalho de suas famílias na propriedade para obter seu meio de vida. Além disso, esses estabelecimentos contratam, seja de forma permanente ou temporária, quase 10 milhões de pessoas que não são membros da família. Em conseqüência, os ingressos de mais de 30 milhões de pessoas (o 60% da população rural total) nos cinco países estão diretamente vinculados as atividades realizadas nas propriedades familiares.

14 DIMENSÃO ECONÓMICA DA AF DO MERCOSUL Contribuição da AF à segurança alimentar e ao VBP agropecuário (percentagem do valor da produção agropecuária) Argentina : 19% Brasil : 38 % Paraguai : 20% Uruguai : 30% Chile: 25%

15 ESQUEMA OPERACIONAL DA REAF / MERCOSUL DOCUMENTOS GOVERNOS NACIONAIS ORGANIZAÇÕES SOCIAIS DA AGRICULTURA FAMILIAR GRUPOS TEMÁTICOS SEÇÕES NACIONAIS SECRETARIA TÉCNICA REAF PROPOSTAS DE RECOMENDAÇÃO E DECISÃO REFORMAS INSTITUCIONAIS COOPERAÇÃO

16 PRINCIPAIS DECISÕES E RESULTADOS Definição de Agricultor Familiar válida para o MERCOSUL (incorporado ao direito positivo dos Estados Partes) Criação dos Registros Nacionais, e avanços para sua homologação (criados em cada um dos Estados Partes) Programa Regional de Género (Unidades Técnicas Especializadas em Políticas de Género para a AF em cada um dos países) Programa Regional para Jovens Programa Regional de Compras Públicas

17 PRINCIPAIS DECISÕES E RESULTADOS Legislação sobre concentração fundiária e aquisição de terras por estrangeiros. Em 3 dos 4 países foram aprovadas normas jurídicas a respeito do tema, fomentadas pelo debate na REAF Cooperação Técnica entre os países (Financiamento, Assistência Técnica e Extensão Rural e Desenvolvimento Territorial) Criação do Fundo para a Agricultura Familiar do MERCOSUL (FAF) Reforma e Fortalecimento da Secretaria Técnica de gestão descentralizada

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