Propedêutica do Processo de Cuidar na Saúde do Adulto Fisiologia da Cicatrização

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1 Propedêutica do Processo de Cuidar na Saúde do Adulto Fisiologia da Cicatrização Professora Daniele Domingues

2 Anatomia da Pele

3 Anatomia da Pele Pele é o maior órgão do corpo humano. É composta por 2 camadas: Epiderme: - Proteção - Queratina e Melanina Derme: - Tecido conjuntivo fibrosos de colágeno e elastina (força e elasticidade) e sudoríparas. - Folículos pilosos, glândulas sebáceas - Rede linfática, vasos sanguíneos e terminações nervosas. - Regulação da temperatura.

4 Anatomia da Pele Tecido subcutâneo: - Tecido conjuntivo e tecido adiposo. - Proporciona isolamento, suporte e amortecimento. - Abaixo da camada subcutânea encontra a fascia muscular.

5 Anatomia da Pele

6 Cicatrização de Feridas O processo cicatricial é dinâmico e sistêmico e está diretamente relacionado às condições gerais do doente e da resposta do organismo. Feridas Epidérmicas Envolvem apenas a camada superficial da derme.

7 Cicatrização de Feridas Crosta sangue, restos celulares desvitalizados e partículas de tecidos Resposta celular em horas Migram da membrana basal até o local afetado - Mitose Processo de Reepitelização Crosta desprende-se

8 Cicatrização de Feridas Feridas Dérmicas Atingem a epiderme, a derme podendo chegar até o tecidos subcutâneos. Se afetar a musculatura e ossos pode-se chamar de feridas de espessura total. O processo final de reparação é o tecido cicatricial. Complexa. Divide-se em 3 fases: Fase Inflamatória; Fase Fibroblástica ou Proliferativa e Fase de Remodelamento ou Reparadora.

9 Cicatrização de Feridas Fase Inflamatória Prepara a ferida para a cicatrização; Remove restos celulares e tecidos desvitalizados. É uma reação natural a qualquer trauma.usualmente dura horas e se completa em até 2 semanas. Alterações vasculares

10 Cicatrização de Feridas Vasos sanguíneos e linfáticos VASOCONSTRIÇÃO Plaquetas se agregam nas paredes dos vasos lesados Tampões de plaquetas Hemostasia

11 Cicatrização de Feridas Marginalização Neutrófilica Ação de mediadores químicos Histamina (macrófagos) e prostraglandina (membrana celular lesada) Vasodilatação (vasos íntegros) curta duração Tampões de Fibrina Neste estágio a área em torno da ferida apresenta-se com calor, rubor, tumor e dor.

12 Cicatrização de Feridas FAGOCITOSE Através de mediações químicas, os leucócitos, eritrócitos e plaquetas são atraídos para o local da lesão e iniciam a limpeza, através da liberação de restos celulares e enzimas através do exsudato e pus. Em seguida há a ação dos macrófagos células mais importantes no processo de fagocitose ingerindo os microorganismos que permanecem no local. Neovascularização Início da dissolução dos coágulos e final da fase.

13 Cicatrização de Feridas FASE FIBROBLÁSTICA OU PROLIFERATIVA Permanece até a cicatrização da ferida. Inicia a regeneração da epiderme. Sequência de mobilização, migração, proliferação e diferenciação celular. Epitelização gradual cobre a superfície da ferida para fechar o defeito. Necessidade de manter o local úmido. Início do processo de contração da ferida.

14 Cicatrização de Feridas A contração das margens inicia em cerca de 5 dias após a lesão e tem seu pico em 2 semanas. Se a ferida não fechar até 3 semanas após, a contração pára miofibroblástos (habilidade de retenção e contração). A integridade da ferida depende do colágeno resistência e rigidez. Nutrição e oxigenação capilares neoformados. A nova rede capilar, junto com o colágeno, forma o tecido de granulação. Tecido de granulação é de coloração vermelho vivo e muito delicado.

15 Cicatrização de Feridas FASE DE REMODELAMENTO Após cerca de 2 4 semanas, inicia a fase de remodelamento. Cicatriz estrutura densa e cheia de fibras de colágeno desorganizadas. Mudança na forma, tamanho e resistência da cicatriz. Novos colágenos. Cicatriz hipertófica e quelóide excessiva deposição de colágeno. Pode durar até 2 anos.

16 Cicatrização de Feridas Tipos de Cicatrização Fechamento Primário ou Cicatrização por Primeira Intensão - Incisões cirúrgicas, - Cortes com suturas.

17 Cicatrização de Feridas Tipos de Cicatrização Fechamento Secundário ou Cicatrização por Segunda Intensão - Lesões abertas

18

19 Cicatrização de Feridas Tipos de Cicatrização Normotróficas A pele adquire o aspecto de textura e consistência anterior ao trauma. Atrófica Sua maturação não atinge o trofismo fisiológico esperado, surgindo, geralmente, por perda de substância tecidual ou sutura cutânea inadequada.

20 Cicatrização de Feridas Tipos de Cicatrização Hipertrófica O colágeno é produzido em quantidade normal, mas a sua organização é inadequada, oferecendo aspecto não harmônico. A cicatriz respeita o limite anatômico da pele. Brida Cicatricial São cicatrizes indesejadas localizadas nas regiões articulares e, por essa razão, podem provocar limitações funcionais.

21 Cicatrização de Feridas Tipos de Cicatrização Quelóide É decorrente da contínua produção de colágeno jovem devido à ausência de fatores inibitórios.

22 Identificação e Característica das Feridas Ferida Aguda Ferida Crônica Ferida de Espessura Total Laceração Causada por trauma ou cirurgia necessita de cuidados locais limitados Demora mais tempo para cicatrizar devido as condições pré existentes A destruição tecidual estende-se por toda a derme, envolve tecido subcutâneo. Pode ter aspecto branconeve, cinza ou castanho, com textura firme, semelhante a couro Ferida lacerada ou com bordas desiguais

23 Ferida de Espessura Parcial Úlcera Arterial Úlcera Diabética Úlcera de Pressão Úlcera Venosa Destruição tecidual que atravessa a epiderme e alastra-se até a derme, sem penetrá-la Causada por isquemia; relacionada com doença arterial oclusiva Causada por trauma ou pressão, secundários a neuropatia ou doença vascular relacionada com DM Causada por isquemia secundária a compressão Perdas locais de epiderme, derme e tec. Subcutâneo, ocorre próximo ou sobre maléolo relacionada co dificuldade de retorno venoso

24 Queimadura Superficial Queimadura de Espessura Parcial Queimadura de Espessura Total Danos na epiderme, caracterizado por eritema, hiperemia, sensibilidade e dor 1º grau Caracterizada por grandes bolhas, edema, dor e superfície brilhosa e com exsudato 2º grau Caracterizada por aspecto vermelhovivo, preto ou branco; edema, lesões nas terminações nervosas, com supressão da dor, exposição da camada gordurosa subcutânea 3º grau

25 Avaliação da Feridas Histórico Exame Subjetivo Exame Objetivo Medições Clínicas: Local Tamanho e Profundidade Drenagem Tipo: serosa, purulenta, sangüínolenta, Quantidade Cor Odor Consistência Temperatura Circunferência do membro

26 Avaliação da Feridas Acompanhar com precisão as alterações do estado da ferida. Tomar decisões conscientes a cerca do tratamento. Comunicar-se com outros profissionais

27 Avaliação da Feridas

28 Avaliação da Feridas

29

30 Dimensão da Ferida Comprimento e Largura

31 Procedendo a Medida da Ferida

32 Dimensão da ferida Para feridas superficiais, calcule 0,1 cm. Para as porções mais profundas utiliza um Swab estéril

33 Escavações e Túneis

34 Escavações e Túneis

35 Tecido de Cicatrização

36

37 Margem da Ferida

38 Margens da Ferida

39 Avaliação da Feridas Como auxiliar a cicatrização das feridas Tipo de ferida Saúde Imunidade Microorganismo Procedi- Mento Cirúrgico Risco de Infecção Perfusão Local Tecido Necrótico Meio Ambiente da ferida

40 Promover a reepitelização Promover granulação e contração Evitar o fechamento ou contratura prematuros da ferida Otimizar o controle de exsudato Remover tecido necrótico Evitar / Controlar a infecção Otimizar condições sistêmicas

41 Úlcera Por Pressão Áreas localizadas de isquemia tecidual que tendem a se desenvolver quando tecidos moles são comprimidos entre uma proeminência óssea e uma superfície externa por um período prolongado.

42 Úlcera Por Pressão Quando pressão externa é aplicada a um tecido mole sobre uma proeminência óssea por um período longo de tempo, o fluxo sangüíneo para a área é diminuído, o oxigênio e os nutrientes não são carregados para as celular, e os produtos de degradação se acumulam. Isquemia, seguido de vasodilatação de rebote (hiperemia), edema, necrose tecidual e finalmente morte celular

43 Úlcera Por Pressão

44 Úlcera Por Pressão Fatores de Risco Imobilidade Inatividade Desnutrição Incontinência Sensibilidade diminuída Nível de consciência diminuído Fraturas Condição física geral ruim Idosos

45 Úlcera Por Pressão Condições que podem comprometer o fluxo sangüíneo aos tecidos Débito cardíaco inadequado Hipotensão Hipovolemia Vasculopatia Tração Fricção Umidade

46 Úlcera Por Pressão Avaliação da Úlcera por Pressão - Estadiamento Estágio 1 Eritema fixo da pele intacta; lesão precursora da ulceração da pele.

47 Úlcera Por Pressão Avaliação da Úlcera por Pressão - Estadiamento Estágio 2 Perda da espessura parcial da pele envolvendo epiderme e/ou derme. A úlcera é superficial e apresenta-se clinicamente como uma abrasão, bolha ou cratera rasa.

48 Úlcera Por Pressão Avaliação da Úlcera por Pressão - Estadiamento Estágio 3 Perda de pele de espessura total envolvendo dano ou necrose de tecido subcutâneo que pode se estender até, mas não através, da fáscia subjacente. A úlcera apresenta-se clinicamente como uma cratera profunda com ou sem enfraquecimento do tecido adjacente.

49 Úlcera Por Pressão Avaliação da Úlcera por Pressão - Estadiamento Estágio 4 Perda de pele de espessura total com desnutrição extensa, necrose tecidual ou dano a músculo, osso ou estruturas de apoio, por exemplo, tendão, cápsula articular, etc.

50 Algumas Feridas Vítima de acidente com surucucu (gênero Lachesis),

51 Deiscência de sutura abdominal: Imagem pós-exploração cirúrgica. Notar a abundante quantidade de material necrótico-fibrinoso no leito da ferida. Observar a presença da bolsa de ileostomia.

52 região sacro-glútea, estágios II e III.

53

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