Carta pedagógica. Professora: Maria Teresinha Turma: alfabetização

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1 Carta pedagógica Ao escrever esta carta pedagógica, veio-me a questão do erro que acontece a todo o momento em minha turma na sala de aula. Lendo textos de autores como Morais, fiquei ciente da sua fala quando diz: frequentemente a análise dos erros conduz logo a uma explicação clara e correta. (ano, p.) Outras vezes, há dificuldades mais ou menos sérias em saber, exatamente as razões pelas quais, o aluno faz tal coisa e não outra. Nesses casos, há possibilidade de explicações alternativas que serão mencionadas oportunamente. Sabemos que uma explicação não exclui a possibilidade de outras, porém as causas mais evidentes serão as escolhidas. Por outro lado, não existe nada para o qual não seja sequer possível levantar uma hipótese de interpretação. Tudo o que o aluno faz ou deixa de fazer tem uma razão de ser para ele, e o professor precisa descobri-la para poder ensinar adequadamente. Então penso que a correção das atividades propostas deverá ser feita, oportunizando ao aluno descobrir o erro, fazendo com que ele pense um pouco para definir se está certo ou errado. Ao percebermos a dificuldade do aluno, devemos trabalhar atividades que desenvolvam e supram o que não ficou bem esclarecido. Com o resultado obtido pelos alunos, são traduzidos no final do semestre os pareceres descritivos, que são entregues aos pais com informações sobre o rendimento escolar de seus filhos. Concluindo, penso que a avaliação é de fundamental importância. Avaliar através de pareceres descritivos, creio que é uma das melhores formas de constatar o rendimento do aluno de acordo com a realidade de cada um, tendo como alternativas questionamentos, diálogo, pesquisa e atividades extra - escolares, conforme Távola: educa e avalia que for capaz de fundir ontem, hoje e amanhã, transformando-os num presente, onde o amor é a base. Professora: Maria Teresinha Turma: alfabetização

2 Carta Pedagógica Sabemos que nós, educadores, precisamos nos comprometer com a formação de nossos educandos. Sendo assim, o processo de construção do conhecimento é de responsabilidade docente e devemos nos empenhar na busca de novos conhecimentos e capacitações para atendermos às necessidades do aluno. Trabalho numa escola de Ensino Fundamental, modalidade especial, em um espaço com uma metodologia estruturada e fundamentada especificamente a atendimento de crianças e adolescentes portadores da síndrome de autismo e transtorno de comunicação. A sala se chama Espaço Estrela, o método desenvolvido é o TEACCH. Desenvolvo nesse espaço um trabalho com doze alunos, sendo que para alguns o atendimento é individual e para outros, em grupos de três a quatro crianças. O ingresso ao atendimento é realizado de acordo com o comprometimento de cada um após serem avaliados por profissionais e técnicos capacitados e qualificados para isso. Exerço a função de professora, e o trabalho é realizado através de atividades pedagógicas estruturadas, dirigidas e individuais, onde os alunos desenvolvem habilidades de organização pessoal, social e cultural. Os atendimentos aos alunos envolvem uma esfera de atendimento educacional e clínico, em uma prática predominantemente psicopedagógica. O Espaço Estrela nasceu pequeno em estrutura física, mas grande em força e motivação, e tem mostrado sua eficácia em atividades específicas e dirigidas, adequação de materiais, criatividade coletiva e trabalhos multiprofissionias, permitindo-me repensar, a todo o momento uma melhor, forma para oportunizar desenvolvimento e adequação de prioridades individuais para uma melhor qualidade de vida do portador da síndrome de autismo. Professora: Lorena Sant anna Turma: Espaço Estrela

3 Carta Pedagógica O que penso da escola em que trabalho A escola vem obtendo resultados positivos, preparando os alunos para o mercado de trabalho, sendo que dois deles já estão exercendo suas atividades profissionais na rede de Supermercado Nacional. Outros vários já conseguiram alfabetizar-se e foram para séries posteriores no Ensino Regular. Penso, então, que a escola é um ambiente socializador, que promove o bem estar do educando em seu desenvolvimento físico, emocional, intelectual e social, tentando proporcionar a formação integral do aluno. A escola não é só o espaço físico compreendido, ela é o local onde todos participam coletivamente, com suas crenças, convenções, vivências e opiniões, buscando o crescimento mútuo e o sucesso escolar dos alunos. A escola trabalha com projetos de pesquisa, a partir do interesse dos alunos e o mesmo é desenvolvido, conforme as condições de aprendizagens dos alunos, de forma interdisciplinar que conforme Piaget, (1979), a interdisciplinaridade é um objeto nunca completamente alcançado e por isso deve ser permanentemente buscado. Não é apenas uma proposta teórica, mas sobretudo prática. Sua perpectibilidade é realizada na prática, à medida que são feitas experiências reais do trabalho em equipe, exercitando-se suas possibilidades, problemas e limitações. É uma condição necessária para a pesquisa e criação de modelos explicativos desta realidade tão complexa e difícil de abranger, onde a integração entre as disciplinas e intercâmbios reais e conhecimentos mútuos... (p.70) Baseada nessa citação penso que a interdisciplinaridade é um objetivo difícil de ser alcançado, mas não é por isso que devemos deixar de buscá-los a cada vez mais. Por isso nós, professores, somos responsáveis por um planejamento eficaz integrado a outras disciplinas, com tomada de consciência sobre a ação, envolvendo busca de informações, elaboração de propostas, encontro de decisões e avaliação permanente. Devemos planejar sempre, para alcançarmos novos objetivos em prol da boa educação de nossos alunos, sabendo de onde partir e onde queremos chegar. Sendo o planejamento uma atividade essencial, exclusivamente humana, um processo sistematizado de projetar e decidir ações em relação ao futuro, devemos ter muito cuidado ao planejar; pois do conhecimento que passamos aos nossos alunos dependerá talvez o destino que eles terão no futuro. Demo (1998, p.27) nos aborda: Educar pela pesquisa é o que se deseja. A base da educação escolar é a pesquisa, onde não aparece o questionamento reconstrutivo, não emerge a propriedade educativa escolar. A pesquisa busca conhecimento, para poder agir na base do saber pensar.

4 De acordo com a citação do autor, a pesquisa na escola dá sentido as nossas tarefas, é altamente educativa, envolve mais nossos alunos, deixando de ser ouvintes repetidores de conteúdos e passam a agir e refletir com consciência crítica diante dos fatos estudados e vivenciados por eles. Cito aqui, como exemplo, nossa escola. Ela situa-se num bairro riquíssimo em ambientes propícios para a visitação e pesquisas, como um arroio que passa nas proximidades da escola, o local onde é guardado o material para a reciclagem, uma pracinha com árvores e flores e um local onde é guardado o material para reciclagem, um local onde funcionava uma estufa para o plantio de plantas, flores, hortaliças e um minhocário que também ainda pode ser utilizado, e hoje se encontra em reformas para outras utilidades. A escola possui, também, muitos recursos pedagógicos a serem explorados pelos alunos, muitos jogos, livros didáticos e literários e todo material necessário ao manuseio do aluno, com uma orientação pedagógica que beneficia os alunos e professores os quais têm orientação pedagógica e de estudos semanalmente. Enfim, como diz Neto (2001, p.38), ao professor e à sociedade cabe a tarefa de criar ambientes ricos em relação à motivação e participação direta do aluno ao meio onde vive. Professora: Lídia dos Santos Barcella Turma: Oficina Terapêutica Pedagógica

5 Caros Colegas: Carta pedagógica Durante minha caminhada dentro da educação especial que já completou vinte e dois anos, sempre necessito de um desafio para incentivarme. Já passei por muitos deles, alguns até venci com facilidade, outros nem tanto, mas todos contribuíram para o meu crescimento pessoal e profissional. Neste ano de 2008, aceitei mais um desafio que foi o de recomeçar a reestruturar a educação profissional dentro de minha escola. Está sendo uma experiência inovadora, altamente gratificante, na qual estou aprendendo com meus educandos, como afirma Freire: Ninguém educa ninguém, mas a relação entre as pessoas é educativa. Iniciamos a primeira fase que é a preparação para o trabalho com dois grupos de alunos organizando oficinas. Paralelo a isso desenvolveu conteúdos relacionados ao trabalho como: documentação necessária ao cidadão e ao trabalho, segurança no trabalho e mercado de trabalho. No decorrer dessa atividade surgiram experiências gratificantes. Os próprios alunos começaram a questionar se poderiam ou não votar, pois alguns recebem benefícios do INSS e para tanto são considerados incapazes perante a lei. Para esclarecer essa e outras dúvidas, convidamos a advogada que é responsável pelo setor jurídico na diretoria da APAE para uma palestra ao grupo da educação profissional. Com essa experiência comprovamos o que Freire (1983) afirma: a ação educativa não pode prescindir de uma reflexão sobre o próprio homem em sua condição cultural como sujeito e não como objeto, de modo que quanto mais for levado a refletir sobre sua situacional idade sobre seu enraizamento espaço temporal mais emergirá dela conscientemente carregado de compromisso com sua realidade da qual porque é sujeito não deve ser simples expectador, mas deve intervir cada vez mais. (p.61) Considero o nosso grupo de educação profissional está alcançando bons resultados. Já estou encaminhando alguns jovens para cursos profissionalizantes fora do ambiente escolar. A inclusão se faz necessária, o lutar pelo direito ao trabalho é resultado de ações pedagógicas e cabe ao professor desenvolvê-las ou não. A prática de cada educador é reflexo de sua leitura de mundo, de vida e de seu comprometimento com a educação. Professora: Darlene Cunha Turma: Educação Profissional

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