A FORMA EDUCANDO COMO EXPERIÊNCIA DE SI: UM ESTUDO DA SUBJETIVIDADE SOB A PERSPECTIVA DE MICHEL FOUCAULT

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1 1 A FORMA EDUCANDO COMO EXPERIÊNCIA DE SI: UM ESTUDO DA SUBJETIVIDADE SOB A PERSPECTIVA DE MICHEL FOUCAULT RAMOS, Douglas Rossi 1 ; CARDOSO JR, Hélio Rebello; ROCHA, Luiz Carlos da (Universidade Estadual Paulista Unesp, Campus de Assis SP). A instituição escolar faz parte da produção de constituição da subjetividade, pois além de ser atravessada pela configuração social vigente, tem o papel de definir o sujeito, tanto por meio das relações entre seus atores sociais, quanto pela forma na qual concebe a aprendizagem e transmite o saber. As práticas pedagógicas constituem e mediam a relação do indivíduo consigo mesmo na qual se estabelece, regula ou modifica a experiência que esse tem de si, servindo dessa maneira como um aparato de subjetivação no qual se fabricam sujeitos. Conforme Foucault, a ontologia do sujeito não é mais que a experiência de si, denominada por ele também como subjetivação. A partir disso, o presente trabalho tem o intuito de apresentar considerações a respeito da subjetividade/subjetivação sob a perspectiva do filósofo francês Michel Foucault, fazendo algumas correlações, quando pertinente, com o campo da educação. Palavras chave: 1. Subjetividade 2. Educação 3. Foucault 1 Financiado pela Fapesp Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo

2 2 A FORMA EDUCANDO COMO EXPERIÊNCIA DE SI: UM ESTUDO DA SUBJETIVIDADE SOB A PERSPECTIVA DE MICHEL FOUCAULT RAMOS, Douglas Rossi 2 ; CARDOSO JR, Hélio Rebello ROCHA, Luiz Carlos da (Universidade Estadual Paulista Unesp, Campus de Assis SP). Os modos de subjetivação pelos quais nos tornamos sujeitos consistem em ferramentas para fabricação e envolvem modos historicamente peculiares de se fazer a experiência do si. A subjetivação se constitui como um processo contínuo, estabelecido de acordo com a configuração sócio-histórica em que se situam os sujeitos (FOUCAULT, 1997). O modo de subjetivação do sujeito moderno, de certa forma, é aquele que ainda experimentamos em nossos dias e são demarcados por dispositivos historicamente constituídos que podem, portanto, se desfazerem, transformando-se na medida em que novas práticas de subjetivação se engendram. A forma educando seria então um dos modos de subjetivação da sociedade moderna delimitado a partir do Paradigma da modernidade, ou seja, um acontecimento histórico orientado por regimes de visibilidade, enunciação e sanção normalizadora que organizam formas de agir e pensar a nós mesmos e ao mundo na atualidade. Dessa maneira, este sujeito representaria um dos modos de subjetivação que se construiu a partir de fluxos discursivos e práticas sociais que se constituíram desde o século XVII (LARROSA, 2000). A Modernidade para Foucault pode ser considerada como um éthos, ou seja, uma atitude que deve ser traduzida em uma série de investigações arqueológicas e genealógicas quanto às práticas que nos constituem historicamente (FOUCAULT, 2003). As práticas quando estudadas como técnicas ou tecnologia são situadas num campo definido pela relação entre meios ou táticas, e fins ou estratégia. Foucault trabalhará com uma abordagem do poder em termos de estratégia e tática ao invés de termos jurídicos, o que implica analisar o poder como uma tecnologia, considerando-o como técnica (procedimentos) na medida em que são inventados e aperfeiçoados constantemente (FOUCAULT, 2003). 2 Financiado pela Fapesp Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo

3 3 O corpo como tecnologia política aponta para uma matriz comum em que as relações de poder e saber têm por objeto o próprio corpo, sendo esse saber sobre o corpo entendido não apenas como um conhecimento de seu funcionamento, mas como sua capacidade de manejá-lo. A tecnologia de si implica a reflexão sobre os modos de vida, sobre as escolhas da existência e sobre a maneira de regular a conduta, fixando para si mesmo os fins e os meios (FOUCAULT, 2003). Por técnicas de si, entende-se como: (...) os procedimentos, que, sem dúvida, existem em toda civilização, pressupostos ou prescritos aos indivíduos para fixar sua identidade, mantê-la ou trasformá-la em função de determinados fins, e isso graças a relações de domínio de si sobre si ou de conhecimentos de si por si (...) (FOUCAULT, 1997, p.109). A questão a respeito do sujeito foi uma das principais problemáticas e preocupações abordadas por Foucault em suas obras. Foucault sustenta, contrariamente à tradição cartesiana, que o sujeito não é uma substância, mas uma forma que não é nem sempre idêntica a si mesma. A evolução da problemática do sujeito em sua obra pode ser compreendida como uma abordagem histórica da questão da subjetividade, ou seja, uma história do sujeito, e, em outras palavras, dos modos de subjetivação. Os modos de subjetivação são, precisamente, as práticas de constituição do sujeito (FOUCAULT, 2003a). Foucault fala dos modos de subjetivação como modos de objetivação do sujeito nos quais o sujeito aparece como objeto de uma determinada relação de conhecimento e de poder, sendo que os modos de subjetivação e de objetivação não são independentes uns dos outros, e, seu desenvolvimento é mútuo. O sujeito é objetivado através de práticas divisoras, ou seja, é separado como delinqüente e não delinqüente, inteligente e não inteligente, disciplinado e indisciplinado. Outro sentido que pode ser atribuído à expressão modos de subjetivação na obra de Foucault, refere-se ao conceito relacionado à ética, ou seja, as formas de atividade sobre si mesmo, os procedimentos e as técnicas mediante as quais se elaboram as formas da relação consigo mesmo, os exercícios pelos quais o sujeito se constitui como objeto de conhecimento e as práticas que permitem ao sujeito transformar seu próprio ser (FOUCAULT, 1984). A instituição escolar faz parte dessa produção de constituição da subjetividade, pois além de ser atravessada pela configuração social tem o papel de definir o sujeito, tanto pelo modo como se constituem as relações de poder entre seus atores sociais, quanto pela forma na qual concebe a aprendizagem e transmite o saber (AQUINO,

4 4 1998). O aluno não pode ser entendido somente como um sujeito formado nas carteiras da sala de aula, recebendo e assimilando os conteúdos das disciplinas escolares a fim de obter a posse e o valor exato de um saber intelectual, mas deve-se considerar, sobretudo que se trata da produção histórica de um determinado tipo de ser (DO Ó, 2003, p.3). Nesta dinâmica que funde disciplina com subjetivação, delimitada por um território intersectado por novos vocabulários ético científicos, o aluno e sua subjetividade são concebidos como recursos políticos e realidades governáveis. A subjetivação envolve, portanto, exercícios de inibição do eu, ligados às dinâmicas políticas de governo e ao desenvolvimento de formas de conhecimento científico. (DO Ó, 2003). Na administração do eu contemporâneo as capacidades pessoais e subjetivas dos cidadãos, as quais têm sido incorporadas aos objetivos e aspirações dos poderes públicos, constituem um nexo ao nível de estratégias sociais e políticas, em que os governos e partidos dos mais diversos matizes políticos têm movimentado toda uma maquinaria ao formularem políticas, estabelecerem burocracias e promoverem iniciativas para regular a conduta dos cidadãos por meio de uma ação sobre suas capacidades e propensões mentais, ou seja, significa que a "alma" do cidadão entrou de forma direta no discurso político e na prática do governo (ROSE, 1998). A partir do nascimento de uma expertise da subjetividade constituída por novos grupos profissionais tais como psicólogos, trabalhadores do serviço social, gerenciadores pessoais encarregados de acompanhar condenados em liberdade condicional, conselheiros e terapeutas, os quais afirmam seu virtuosismo no que diz respeito ao eu, são reivindicadas a autoridade e legitimidade social a partir dessas diversas orientações e correntes teórico/metodológicas, bem como sua capacidade de compreender os aspectos psicológicos da pessoa e de agir sobre eles, ou de aconselhar outros sobre o que fazer (ROSE, 1998). Tais formas de pensar e agir não dizem respeito apenas às autoridades, mas afetam cada indivíduo em suas crenças pessoais, desejos e aspirações, ou, em outras palavras, em sua ética. Há atualmente uma certa similitude estrutural entre práticas pedagógicas e terapêuticas, sendo então seus discursos intimamente relacionados. Dessa forma, a educação se entende e se pratica cada vez mais como terapia, e a terapia se entende e se pratica cada vez mais como educação ou re-educação (LARROSA, 2000, p.40). Para Larrosa (2000), as práticas pedagógicas constroem e modificam a experiência que os indivíduos têm de si mesmos, servindo como um aparato de subjetivação no qual

5 5 se fabricam sujeitos. As práticas pedagógicas constituem e mediam a relação do sujeito consigo mesmo na qual se estabelece, regula ou modifica a experiência que o sujeito tem de si, ou seja, a experiência do si. A respeito da experiência do si, Larrosa (2000) aponta que: (...) pode ser analisada como resultado do entrecruzamento, em um dispositivo pedagógico, de tecnologias óticas de auto-reflexão, formas discursivas (basicamente narrativas) de auto-expressão, mecanismos jurídicos de auto-avaliação, e ações práticas de autocontrole e autotransformação (...) (LARROSA, 2000, p.38). As formas de relação do sujeito consigo mesmo podem ser expressadas, com um verbo reflexivo, quase sempre em termos de ação, como, por exemplo, conhecer-se, organizar-se, estimar-se, controlar-se, enunciar-se, regular-se e disciplinar-se. Essa relação reflexiva do indivíduo consigo mesmo sugere a possibilidade de uma certa consciência de si, desenvolvida de forma natural por esse sujeito nas práticas pedagógicas. Entretanto esse "sujeito individual", caracterizado por certas formas normativamente definidas de relação consigo mesmo, não pode ser entendido, em absoluto, como uma evidência intemporal e acontextual, pois esse se constitui justamente na articulação complexa dessas práticas e discursos pedagógicos. (LARROSA, 2000). A experiência de si apresenta contingência histórica e cultural, além de ser algo que pode ser aprendido e transmitido a todo novo membro de uma cultura, fazendo-o aprender a ser pessoa a partir das modalidades incluídas nesse repertório. Uma determinada cultura inclui os dispositivos para formação de seus membros como sujeitos, ou, em outras palavras, como seres dotados de certas modalidades de experiência de si, construindo e transmitindo tanto o que é ser pessoa em geral como o que para cada uma é ser si próprio em particular. (LARROSA, 2000). De acordo com Larrosa (2000), a ontologia do sujeito não é mais que a experiência de si que Foucault chama de "subjetivação" (p.55). A partir disso, podese inferir que uma história da subjetividade pode ser formulada como uma história da forma da experiência de si, sendo que, o que pode ser colocado numa perspectiva histórica não se restringe às diferentes descrições que os homens produziram de sua experiência de si mesmos; se há um sujeito é porque é possível traçar a genealogia das formas de produção dessa experiência que o constitui (LARROSA, 2000). As tecnologias do eu são definidas por Foucault como aquelas nas quais um

6 6 indivíduo estabelece uma relação consigo mesmo. O sujeito, sua história e sua constituição como objeto para si mesmo, seriam, então, inseparáveis das tecnologias do eu (LARROSA, 2000, p.56). A história do eu como sujeito, como ser para si ou autoconsciência é a história das tecnologias que produzem a experiência de si, que, por sua vez, devem ser analisadas conforme um domínio de saberes e conjunto de práticas normativas. A partir disso, infere-se que a pedagogia tem também um caráter constitutivo e não meramente mediador, pois o sujeito, ao manter uma relação reflexiva consigo mesmo, não é senão o resultado dos mecanismos dentre os quais essa relação se produz e se medeia, mecanismos esses em que se aprende ou se transformam determinadas maneiras de se observar, julgar, narrar ou se dominar. Referências Bibliográficas AQUINO, J. G. A violência escolar e a crise da autoridade docente. Caderno Cedes, nº 47, FOUCAULT, M. Ditos e escritos IV. Michel Foucault. Estratégia, poder-saber (Poder e saber; pp ). Rio de Janeiro: Forense Universitária, História da Sexualidade II: o uso dos prazeres. Rio de Janeiro: Graal, Resumo dos cursos do Collège de France ( ). Rio de Janeiro: Jorge Zahar, Vigiar e Punir. Petrópolis: Vozes, 2003a. DO Ó, Jorge Ramos. O governo de si mesmo: modernidade pedagógica e encenações disciplinares do aluno liceal. Lisboa: Educa, LARROSA, J. Tecnologias do eu e educação. In: SILVA, T. T. (org.) O sujeito da educação: estudos foucaultianos. Petrópolis Vozes, ROSE, Nikolas. Governando a alma: a formação do eu privado. In: SILVA, T.T (Org.). Liberdades reguladas. Petrópolis, RJ: Vozes, p

7 7 Esquema Painel: A FORMA EDUCANDO COMO EXPERIÊNCIA DE SI: UM ESTUDO DA SUBJETIVIDADE SOB A PERSPECTIVA DE MICHEL FOUCAULT Expositor: Douglas Rossi Ramos (Universidade Estadual Paulista Unesp, Campus de Assis SP). Financiado pela Fapesp Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo Sete Saberes necessários à Educação do PRESENTE Eixo Temático: SABER II Os princípios do conhecimento pertinente ( 5.Ontologia, epistemologia e metodologia: A unidade do conhecimento Pedagógico). Objetivos: A constituição de uma unidade do conhecimento pedagógico se imbrica com a concepção de Ontologia do sujeito pedagógico, a qual servirá de base tanto à epistemologia quanto às metodologias de ensino. O intuito dessa apresentação é discutir a noção de Ontologia do sujeito a partir do filósofo francês Michel Foucault. Para tanto, serão abordadas as concepções de subjetividade/subjetivação, fazendo algumas correlações, quando pertinente, com o campo da educação. A Ontologia do sujeito: No que diz respeito ao ser do homem, o trabalho filosófico de Foucault o situa no tipo de tradição filosófica que pergunta o que somos nós nesse tempo que é o nosso e não à outra tradição que se propõe a questionar o que é o homem. Dessa forma se trata de perguntar o que é o homem em seu ser historicamente constituído (NOTO, 2009). Subjetividade e subjetivação: Há uma diferença entre subjetividade e subjetivação: a subjetividade, ou seja, a constituição do sujeito, envolve um processo de subjetivação. Conforme Foucault (1997), a subjetivação se constitui como um processo contínuo, estabelecido de acordo com a configuração sócio-histórica em que se situam os sujeitos. Os processos de subjetivação aparecem e se desenvolvem historicamente como práticas de si que vigoram dentro de práticas discursivas e de poder, testemunhadas pela descontinuidade de suas formas históricas (CARDOSO JR, 2005). Por fim, os modos de subjetivação consistiriam em ferramentas para fabricação e envolvem modos historicamente peculiares de se fazer a experiência do si. (FOUCAULT, 1997). Já a subjetividade consistiria em uma forma, expressão da nossa relação com as coisas através da história, a qual é simultaneamente desfeita por processos de subjetivação. A ontologia do sujeito não é mais que a experiência de si que Foucault chama de "subjetivação" (LARROSA, 2000, p.55). A forma educando: Foucault em seus estudos encontra uma vigência milenar nos processos de constituição da subjetividade que envolve formações discursivas da episteme moderna e dispositivos de poder da sociedade na qual estamos imersos (CARDOSO JR, 2005). O modo de subjetivação do sujeito moderno, de certa forma, é aquele que ainda experimentamos em nossos dias e são demarcados por dispositivos historicamente constituídos que podem, portanto, se desfazerem e se transformarem na medida em que novas práticas de subjetivação se engendram. A forma educando seria então um dos modos de subjetivação da sociedade moderna delimitado a partir do Paradigma da modernidade, ou seja, um acontecimento histórico orientado por regimes de visibilidade, enunciação e sanção normalizadora que organizam formas de agir e pensar a nós mesmos e ao mundo na atualidade. Dessa maneira, este sujeito representaria um dos modos de subjetivação que se construiu a partir de fluxos discursivos e práticas sociais que se constituíram desde o século XVII (LARROSA, 2000). Objetivação e experiência de si: Foucault fala dos modos de subjetivação como modos de objetivação do sujeito e também como experiência do si. No primeiro o sujeito aparece como objeto de uma determinada relação de conhecimento e de poder (é objetivado através de práticas divisoras, ou seja, é separado inteligente e não inteligente, disciplinado e indisciplinado). O segundo se refere ao conceito relacionado à ética, ou seja, as formas de atividade sobre si mesmo, os procedimentos e as técnicas mediante as quais se elaboram as formas da relação consigo mesmo, os exercícios pelos quais o sujeito se constitui como objeto de conhecimento e as práticas que permitem ao sujeito transformar seu próprio ser (FOUCAULT, 1984). A partir disso, toda experiência que concretiza uma subjetividade envolve modos historicamente peculiares de se fazer a experiência do si (subjetivação) (CARDOSO JR, 2005, p. 344). Práticas pedagógicas: A instituição escolar faz parte da produção de constituição da subjetividade, pois além de ser atravessada pela configuração social vigente tem o papel de definir o sujeito, tanto por meio das relações entre seus atores sociais, quanto pela forma na qual concebe a aprendizagem e transmite o saber. As práticas pedagógicas constituem e mediam a relação do indivíduo consigo mesmo em que se regula ou modifica a

8 8 experiência que esse tem de si, servindo como um aparato de subjetivação no qual se fabricam sujeitos (LARROSA, 2000). Considerações finais As tecnologias do eu são definidas por Foucault como aquelas nas quais um indivíduo estabelece uma relação consigo mesmo. O sujeito, sua história e sua constituição como objeto para si mesmo, seriam, então, inseparáveis das tecnologias do eu (LARROSA, 2000, p.56). A história do eu como sujeito, como ser para si ou autoconsciência é a história das tecnologias que produzem a experiência de si que, por sua vez, devem ser analisadas conforme um domínio de saberes e conjunto de práticas normativas. A partir disso, infere-se que a pedagogia tem também um caráter constitutivo e não meramente mediador, pois o sujeito, ao manter uma relação reflexiva consigo mesmo, não é senão o resultado dos mecanismos dentre os quais essa relação se produz e se media, mecanismos em que aprende ou transforma determinadas maneiras de se observar, julgar, narrar ou se dominar. Referências Bibliográficas: CARDOSO JR., Hélio Rebello. Para que serve uma subjetividade? Foucault, tempo e corpo. Psicol. Reflex. Crit., Porto Alegre, v. 18, n. 3, Disponível em: < Acesso em: 28 Ago FOUCAULT, M. História da Sexualidade II: o uso dos prazeres. Rio de Janeiro: Graal, Resumo dos cursos do Collège de France ( ). Rio de Janeiro: Jorge Zahar, LARROSA, J. Tecnologias do eu e educação. In: SILVA, T. T. (org.) O sujeito da educação: estudos foucaultianos. Petrópolis Vozes, NOTO, Carolina de Souza. A ontologia do sujeito em Michel Foucault.(dissertação de mestrado em Filosofia), Universidade de São Paulo, São Paulo, 2009.

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