FONTES GOVERNAMENTAIS DE INFORMAÇÃO: A QUALIDADE DE WEBSITES SOBRE O TURISMO NO RIO GRANDE DO NORTE

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1 UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS DEPARTAMENTO DE BIBLIOTECONOMIA CURSO DE BIBLIOTECONOMIA FONTES GOVERNAMENTAIS DE INFORMAÇÃO: A QUALIDADE DE WEBSITES SOBRE O TURISMO NO RIO GRANDE DO NORTE Orientanda: CLEIDE CAVALCANTI Orientadora: Prof ª Andréa V. Carvalho de Aguiar NATAL - RN 2003

2 CLEIDE CAVALCANTI FONTES GOVERNAMENTAIS DE INFORMAÇÃO: A QUALIDADE DE WEBSITES SOBRE O TURISMO NO RIO GRANDE DO NORTE Monografia apresentada à disciplina Monografia, ministrada pela professora Maria do Socorro de Azevedo Borba e orientada pela professora Andréa Vasconcelos Carvalho de Aguiar para fins de avaliação da disciplina e como requisito parcial para a conclusão do curso de Biblioteconomia do Centro de Ciências Sociais Aplicadas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. NATAL - RN 2003

3 Cavalcanti, Cleide. Fontes governamentais de informação: a qualidade de websites sobre o turismo no Rio Grande do Norte Cleide Cavalcanti Natal: UFRN, f. Orientadora: Andréa Vasconcelos Carvalho de Aguiar Monografia (Graduação em Biblioteconomia) - Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Bibliografia Fontes de informação turística Qualidade de fontes de informação eletrônica Fontes governamentais de informação

4 CLEIDE CAVALCANTI FONTES GOVERNAMENTAIS DE INFORMAÇÃO: A QUALIDADE DE WEBSITES SOBRE O TURISMO NO RIO GRANDE DO NORTE MONOGRAFIA APROVADA EM / /2003 BANCA EXAMINADORA PROFª. MsC ANDRÉA VASCONCELOS CARVALHO DE AGUIAR (Orientadora) PROF a. MsC MARIA DO SOCORRO DE AZEVEDO BORBA (Prof a da Disciplina) PROF a. MsC RILDA ANTONIA CHACON MARTINS (Membro)

5 AGRADECIMENTOS Agradeço a Hirtes Tinoco, Vilma Tinoco, Vicência de Paula Tinoco, Vera Tinoco aos meus padrinhos Maria de Lurdes e Almir Tinoco, pelo incentivo a apoio para a realização deste trabalho. Agradeço aos(as) meus(minhas) amigos(as), Ana Cristina, Ana Raquel, Daisy Cristiane, Giovani Wenceslau, Leonardo Minora, Luiz Murat, Maria Auxiliadora, Poliana Linhares, Sandra Bigoes, Roseane pelo companheirismo, compreensão, apoio, força e incentivo e para a conclusão dos meus objetivos. Aos professores que contribuíram para a minha formação acadêmica em especial a professora da disciplina Maria do Socorro de Azevedo Borba e minha orientadora Profa. Andréa Vasconcelos Carvalho de Aguiar.

6 "O homem se torna muitas vezes o que ele próprio acredita que é. Se eu insisto em repetir pra mim mesmo que não sou capaz de realizar alguma coisa, é possível que me tome incapaz de fazê-la. Ao contrário, se tenho convicção de que posso fazê-la, certamente adquirirei a capacidade de realizá-la, mesmo que não a tenha no começo". Gandhi

7 CAVALCANTI, Cleide. Fontes governamentais de informação: a qualidade de websites sobre o turismo no Rio Grande do Norte. Natal: UFRN, 2003, 50f. (Monografia apresentada à disciplina Monografia, ministrada pela professora Maria do Socorro de Azevedo Borba e orientada pela professora Andréa Vasconcelos Carvalho de Aguiar para fins de avaliação da disciplina e como requisito parcial para a conclusão do curso de Biblioteconomia) - Centro de Ciências Sociais Aplicadas, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal. RESUMO Mostra que na sociedade atual a informação é um recurso indispensável, sendo necessário, porém, encontrar fontes de informação de qualidade. As informações acerca do Turismo em fontes eletrônicas encontram-se dispersas, dificultando a sua utilização. Assim, objetiva-se de modo geral analisar a qualidade de fontes governamentais de informação sobre o turismo no Rio Grande do Norte. De modo específico os objetivos são: contextualizar a informação na sociedade em rede, caracterizar as fontes de informação eletrônica, as fontes de informações governamentais e identificar fatores relevantes para aferição da qualidade da informação eletrônica. Aborda alguns aspectos sobre informação, qualidade e fontes disponíveis na área de turismo. Reflete-se sobre a informação na sociedade em rede, abordando o conceito de informação, sua relação com a sociedade ao longo do tempo, sua tipologia. Ainda, discorre-se sobre a informação turística. Na seqüência, são pontuados os conceitos, as características e os tipos de fontes de informação, destacando as fontes de informação eletrônicas e as fontes de informação governamentais. Aborda sobre a qualidade das fontes eletrônicas de informação e apresenta-se critérios úteis para aferir sua qualidade. Segue-se, então, a análise, à luz dos critérios de qualidade apresentados, as fontes governamentais de informação para o turismo no Rio Grande do Norte, disponíveis na Internet. Finaliza apresentando as considerações finais acerca desta pesquisa, assim como sugestões para futuros desenvolvimentos acerca do assunto abordado. Palavras-chave: Fontes de informação turística; Qualidade de fontes de informação eletrônica; Fontes governamentais de informação.

8 LISTA DE FIGURAS FIGURA 1 FIGURA 2 FIGURA 3 FIGURA 4 Cinco Anéis de Wurman Website da EMBRATUR Website da SETUR Website da SECTUR

9 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS EMBRATUR NTIC P&D SECTUR SETUR Instituto Brasileiro de Turismo Novas Tecnologias de Informação e Telecomunicações Pesquisa e Desenvolvimento Secretaria Municipal de Turismo Secretaria de Turismo

10 SUMÁRIO RESUMO LISTA DE FIGURAS LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS INTRODUÇÃO A INFORMAÇÃO NA SOCIEDADE EM REDE Tipos de Informação Informação Para o Turismo FONTES DE INFORMAÇÃO Fontes de Informações Eletrônicas Fontes Governamentais QUALIDADE DAS FONTES ELETRÔNICAS DE INFORMAÇÃO A QUALIDADE DE WEBSITES GOVERNAMENTAIS SOBRE O TURISMO NO RIO GRANDE DO NORTE Website da EMBRATUR Website da SETUR Website da SECTUR CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS APÊNDICE... 51

11 10 1. INTRODUÇÃO Na Sociedade atual a informação é um recurso indispensável, sendo necessário, porém, encontrar fontes de qualidade. Na área do turismo não é diferente. As pessoas em busca de lazer estão a procura de informações atualizadas e confiáveis. Assim, é necessário um trabalho de seleção e avaliação das fontes de informação disponíveis utilizando-se de critérios pré-estabelecidos. Há fontes de informação disponíveis nos mais diferentes suportes. Atualmente, com o advento das novas tecnologias de informação e comunicação, emergem as fontes eletrônicas. Com a expansão da Internet, os vários níveis de governo passaram a utilizá-la como veículo para se comunicar com a sociedade e como mídia para disponibilizar as informações geradas. Porém, considerando que as informações existentes na rede mundial de computadores variam de excelentes a muito pobres, que se encontram dispersas e que são disponibilizadas sem qualquer processo de seleção prévia, questiona-se: como estão, em termos de qualidade, as fontes governamentais de informação turística sobre o Rio Grande do Norte disponíveis na Internet? A resposta a esta pergunta motivou uma análise acerca dos sites governamentais informacionais turísticos, tendo como resultado o presente trabalho. Uma vez que não é feita uma manutenção nos sites existentes, assim como não é registrado nenhum tipo de padronização pelos mesmos, tornando a informação disponível e difundida por eles dispersas não atendendo, em sua maioria, as expectativas do usuário que dela necessita.

12 11 Neste sentido, objetiva-se, de modo geral, analisar a qualidade das fontes governamentais de informação turística sobre o Rio Grande do Norte, disponíveis na Internet. Especificamente se objetiva: contextualizar a informação na sociedade em rede, caracterizar as fontes de informação eletrônicas, caracterizar as fontes de informação governamentais e identificar fatores relevantes para aferição da qualidade da informação eletrônica. Para tanto, além da pesquisa bibliográfica, recorreu-se aos critérios de qualidade da informação na Internet propostos por Tomaél et al (2001) para analisar três websites governamentais sobre o turismo no Rio Grande do Norte, foram eles: Instituto Brasileiro de Turismo (EMBRATUR), Secretaria de Turismo do Estado do Rio Grande do Norte (SETUR), e a Secretaria Municipal de Turismo da cidade de Natal (SECTUR). No que concerne à estrutura, esta monografia apresenta as seguintes partes: após a introdução, no segundo capítulo, reflete-se sobre a informação na sociedade em rede, abordando o conceito de informação, sua relação com a sociedade ao longo do tempo, sua tipologia. Ainda neste capitulo discorre-se sobre a informação turística. No capítulo seguinte, são pontuados os conceitos, as características e os tipos de fontes de informação, destacando as fontes de informação eletrônicas e as fontes de informação governamentais. No quarto capitulo, discorre-se sobre a qualidade das fontes eletrônicas de informação e apresenta-se critérios úteis para aferir sua qualidade. Segue-se, então, o quinto capítulo no qual são analisadas, à luz dos critérios de qualidade apresentados, as fontes governamentais de informação para o turismo no Rio Grande do Norte, disponíveis na Internet. No último capítulo são apresentadas as considerações finais acerca desta pesquisa.

13 12 2 A INFORMAÇÃO NA SOCIEDADE EM REDE A palavra informação tem sua raiz no latim informare, que significa ação de formar matéria, dar forma, colocar em forma, criar; mas também representar, construir uma idéia ou uma ação. Sendo uma palavra empregada para definir vários conceitos, seu significado se tornou ambíguo com o passar dos tempos (CUNHA 1983). No século XVI, segundo Wurman (1991, p.42), surgiu à definição que veio se tornar a mais comum, "onde a informação é: a ação de informar, formação ou modelagem da mente ou do caráter, treinamento, instrução, ensinamento, comunicação de conhecimento instrutivo". Acerca da relação entre informação e conhecimento Cintra et al (2002, p.20) afirma que: O conceito de informação apresenta significados específicos nas diferentes áreas de conhecimento, podendo a relação informação/conhecimento ser observada a partir de três aspectos que se complementam: Enquanto o conhecimento é estruturado, coerente e freqüentemente universal, a informação é otimizada, fragmentada e particular; enquanto o conhecimento é de duração significativa, a informação é temporária, transitória, talvez mesmo efêmera; enquanto o conhecimento é um estoque, a informação é um fluxo de mensagens. Para ter valor, a informação precisa fazer parte de um contexto, ou seja, a informação deve ser aquilo que leva a compreensão, ao conhecimento, tendo algum

14 13 sentido para quem a recebe. Neste sentido, Rosznk {apud WURMAN, 1991, p.36), acrescenta dizendo: Informação não é conhecimento. Você pode produzir dados primários em massa e incríveis quantidades de fatos e números. Mas não pode fazer produção em massa de conhecimento, que é criado por mentes individuais, partindo de experiências individuais, separando o significativo do irrelevante, realizando julgamentos de valor. O conceito de informação ultrapassa suas definições e usos. Isto é notado no período após a 2 a Guerra Mundial onde a palavra informação passou a ser utilizada para definir qualquer coisa que fosse transmitida por canal elétrico ou mecânico, tornando-se parte do vocabulário da ciência das mensagens (WURMAN, 1991), agregando-se, assim, as novas tecnologias de informação e comunicação (NTIC) à palavra informação. A partir dos conceitos expostos, observa-se que as mesmas seguem à evolução dos meios de produção e suportes da informação. Assim, durante a produção artesanal, a informação - que tinha como suporte os blocos de argila, pergaminhos, couros, etc - podia ser mais facilmente controlada, pois estava restrita a poucos donos (nobres, religiosos e etc.), que as detinham para obter status ou por considerar o seu conteúdo infame. Desta forma, não era permitido ao restante da sociedade o livre acesso à informação. Contudo, a relação da sociedade com a informação mudou drasticamente com a invenção da imprensa por Gutemberg e continuou a se transformar nos séculos seguintes.

15 14 Neste sentido, Castell (1998,p 20) afirma que "A assombrosa multiplicação de documentos em todos os campos da atividade humana, no inicio do século XX, e a crescente dependência no que diz respeito à documentação deu origem à era da informação". A explosão da informação encontrou barreiras históricas, como a censura, a queima de livros etc., mas, apesar destas restrições, a produção e a difusão da informação cresceram rapidamente, exigindo da sociedade uma adaptação as implicações geradas por este crescimento. Surgiram então as tecnologias eletrônicas, marcando o ponto forte da era da informação. A produção da informação aumentou de forma assustadora, onde esta teoricamente tornou-se globalizada. Le Coadic (1996, p.8) descreve este aumento como "implosão do tempo", onde: Não há mais distância que seja obstáculo à velocidade, nenhuma fronteira detém a informação. A velocidade de computadores se mede em bilionésimo de segundo. Os satélites de telecomunicações atingem em poucos segundos, de modo inteiramente automático, todas as regiões do mundo. O advento das NTIC tornou possível a difusão instantânea da informação. O aumento do número de pessoas envolvidas em produção e processamento de dados e o baixo custo da coleta fizeram disparar a velocidade de sua produção. Atualmente, a quantidade de informação disponível dobra a cada cinco anos. A informação transformou-se na força motriz da sociedade.

16 15 Diante do exposto, ressalta-se a força fundamental das novas tecnologias de informação e comunicação na sociedade contemporânea. Há agora o incremento da demanda internacional por informação, ao lado da possibilidade de maior rapidez na sua disseminação, para garantia do crescimento econômico, social e político das nações. Assim, a informação, entendida como o registro do conhecimento, serve não apenas à comunidade cientifica, mas a toda a sociedade, em suas várias atividades. É neste sentido que as estruturas organizacionais e as profissões começam a sofrer transformações em busca de adaptação às exigências da nova ordem social. Neste sentido, observa-se o fortalecimento da competitividade entre os profissionais (não só para ingresso no mercado de trabalho, mas também para manter-se neste) e a expansão das áreas do conhecimento. Por sua vez, as unidades de informação se interligam às grandes redes eletrônicas, buscando uma comunicação rápida e precisa, sem limite geográfico, sem demarcação de fronteiras. As novas tecnologias da informação e comunicação e o investimento neste cenário significam um mundo teoricamente mais organizado e com uma possível democracia informacional. A primeira vista, estamos testemunhando o nascimento de um mundo exclusivamente aberto sem fronteiras e limites (TOFFLER, 1993). O surgimento do computador na década de 60 abriu as portas para as mudanças que repercutem até hoje. Desde então o computador vem sendo aperfeiçoado e adaptado para ser usado em diversos campos. Nos anos 80 começa a ocorrer uma grande revolução na comunicação em massa, é quando a tecnologia adentra o mundo da mídia, com o surgimento da Internet. Houve, neste momento, também uma adaptação e junção de uma tecnologia pré-existente com uma nova, no caso a adaptação da linha telefônica,

17 16 com a placa de fax modem e o computador, gerando um novo meio de comunicação. Neste sentido, Rowley (1994, p.30) afirma que: A combinação entre informática e telecomunicações é pré-requisito indispensável a uma sociedade desenvolvida baseada na informação. Originalmente as telecomunicações cuidavam da transmissão de informações e os computadores se dedicavam ao processo de informação. Hoje em dia, os sistemas de comunicação e dados conectados a computadores processam informações e transmitem dados para qualquer lugar instantaneamente. Com a Internet houve a proliferação do suporte eletrônico, permitindo uma nova forma de manuseio da informação. Por tratar-se de uma mídia interativa, e que permite a difusão instantânea das informações, causou um impacto muito grande no processo de tratamento e disseminação da informação, representando um avanço imensurável. Ter acesso a Internet significa compartilhar informações com pessoas nos quatro cantos do planeta, e abrir um canal para comunicação direta com as mais diversas comunidades em todos os países. Qualquer coisa que puder ser transmitida sob forma digital poderá ser disponibilizada na rede. Segundo Veiga Filho (2001,p.10): Internet hoje quer dizer acompanhamento simultâneo do que acontece no mundo, mas não apenas no entretenimento, não apenas na informação contemporânea, mais do que isso. Internet hoje quer dizer conteúdo de conhecimento: o que vai fazer a diferença entre os países do futuro e entre os que têm conhecimento e os que não tem conhecimento. Hoje o caminho do conhecimento é a Internet.

18 17 Com a responsabilidade de transmitir informações correntes, houve uma crescente preocupação com a capacidade de tratar, entender, manipular e compreender a epidemia de dados que começou a tomar conta da vida da sociedade. Segundo Wurman (1991, p.40), "o que as pessoas realmente querem, quando falam de informação, são significados não fatos [...] somos bombardeados com fatos demais, dados isolados e sem contexto". O tipo de informação criada depende da relação definida entre dados existentes. É preciso transformar os dados em informação. Segundo Ramos (apud Wurman, 1991, p.11): Dados são componentes básicos a partir dos quais a informação é criada: informação são dados inseridos em um contexto; contexto é a situação que está sendo analisada, [...]; conhecimento, corpo ou regras, diretrizes e procedimentos usados para selecionar, organizar, e manipular os dados, para torná-los úteis para uma tarefa especifica. A informação pode ser considerada um dado que se tornou útil através da aplicação do conhecimento. A informação se tornou um bem de consumo, pois através do seu uso se consegue mudar a realidade. Ouve-se muito falar a frase "informação é poder", frase que reforça o seu valor. Com tanta exigência a cerca do 'produto' informação, a qualidade da transmissão e armazenamento, da mesma se tornou vital para seu uso nas mais diversas áreas do conhecimento. 2.1 TIPOS DE INFORMAÇÃO

19 18 Com o crescente número de informações fez-se necessário, para um melhor entendimento das mesmas, dividi-las em tipos. Ao falar de tipos de informação Wurmam (1991) utiliza os cinco anéis (Figura 1) para ilustrar sua tipologia. FIGURA 1 - CINCO ANÉIS DE WURMAN > 1 o anel: As informações internas são mensagens que governam nossos sistemas internos e possibilitam o funcionamento do nosso corpo. Onde a informação toma forma de mensagens cerebrais. Sendo este nível de informação o que temos o menor controle e o que mais nos afeta. > 2 o anel: Informação convencional é um intercâmbio de conversas informais com pessoas a nossa volta. Tendo ela um importante papel na fonte de informação. Esse tipo de informação pode ser mais controlada, sendo que cada indivíduo é tanto emissor quanto receptor de informação. > 3 o anel: As informações de referência são informações que trabalham os sistemas do nosso mundo - ciência e tecnologia - diretamente com materiais

20 19 de referência que utilizamos no dia-a-dia, sendo estes: manuais, dicionários, lista telefônica. > 4 o anel: Informação noticiosa é transmitida pela mídia e se refere às pessoas, lugares e acontecimentos não afetando a nossa vida, mas influenciando nossa visão de mundo. > 5 o anel: Informação cultural abrange a história, filosofia e artes, qualquer expressão numa tentativa de compreender e acompanhar nossa civilização. Estas informações são formadas a partir da incorporação de informações internas, conversacionais, nas de referência e noticiosa, constituindo o conjunto que determina nossas atividades, crenças, bem como a natureza de nossa sociedade como um todo. Como Wurman, Aguiar (1991) também apresentou uma tipologia informacional. Contudo, enquanto aquele categorizou a informação de modo bastante amplo, este restringiu sua tipologia às informações que servem de insumo para o desenvolvimento cientifico e socioeconômico. Assim, Aguiar (1991, p.10) cita os seguintes tipos de informação: > Informação Científica: é um conhecimento que resulta de uma pesquisa científica, tendo as seguintes funções: divulgação do conhecimento científico, insumo para a atividade de pesquisa científica, explicitação da metodologia usada na pesquisa científica. > Informação Tecnológica: é um estudo de conhecimentos específicos com intuito de auxiliar o avanço de pesquisas. > Informação em Ciência e Tecnologia: engloba as informações que, além de cumprirem as funções relacionadas como especificas da informação

21 20 cientifica ou da informação tecnológica servem ainda para cumprir e apoiar a atividade de planejamento de gestão e tecnologia. > Informação para a indústria: entendida como um conjunto de conhecimento que facilitam o desenvolvimento da indústria. A escolha do tipo de informação utilizada dependerá de uma prévia análise do perfil dos usuários, bem como dos objetivos que se pretendem alcançar. Assim, e tendo em vista que objetivamos analisar fontes de informação para o turismo, convém refletirmos acerca da informação para o turismo. 2.2 AINFORMAÇÃO PARA O TURISMO O turismo constitui hábito bastante difundido em todos os países civilizados, representando uma fonte apreciável de renda. Uma série de atividades convergem para tornar agradável e proveitosa a permanência do turista: constroem-se confortáveis hotéis, abrem-se boas estradas, estabelecem-se centros de informações e orientações turísticas. Todas essas atividades contribuem para atrair aos países numerosos turistas. À medida que a informação se fortalece enquanto recurso econômico das várias atividades, a política de quem a detém ou acessa torna-se extremamente relevante. Diante disso, as empresas de turismo, movidas por interesses comerciais, estão engajadas em um processo de tornar as informações necessárias disponíveis ao seu cliente. Com esta finalidade, buscam formas mais eficientes que permitem

22 21 identificar e obter com rapidez a informação de que precisam, bem como, disponibilizar por via eletrônica, diminuindo assim, drasticamente, o tempo necessário nesse processo (MARQUES, BISSOLI, 2000). As informações turísticas são constituídas de dados sobre lugares, referindo- se a aspectos históricos, localização, translado, hotéis, e outros. Sua função é contribuir para uma divulgação positiva, despertando o interesse dos profissionais e usuários em geral com informações atualizadas e confiáveis. Na nova economia, marcada, entre outras coisas, pela concorrência acirrada e pela disponibilidade de muitas fontes de informação, para um melhor aproveitamento das informações no setor turístico, é necessário que as empresas integrem seus sistemas e, além disto, possam se conectar com parceiros, fornecedores e clientes. A integração elimina a redundância de informações em diferentes sistemas, reduzindo a possibilidade de erros, atrasos e retrabalho. As fontes de informação turísticas buscam dar suporte à atividade, divulgando a oferta turística, contribuindo para a geração de novos fluxos e o aumento da permanência do turista. A boa informação ajuda a criar uma imagem positiva do local. Portanto, é de grande importância que as mesmas sejam precisas e atualizadas, acompanhadas de material gráfico, equipamentos e recursos humanos adequados. O objetivo das fontes de informação turística são os seguintes: > Reunir acervo bibliográfico, visando a democratização da informação. > Selecionar, organizar e preservar a memória técnica produzida pelos pontos e cidades turísticas desde a sua criação. > Contribuir para o enriquecimento da comunidade, mediante o fornecimento de informações de caráter técnico e promocional.

23 22 > Contribuir para a divulgação da oferta turística. > Auxiliar os municípios e entidades na seleção e difusão das informações turísticas. O desenvolvimento destes objetivos é muito importante para a atividade turística. O setor gera uma quantidade muito grande de informação que tem importância e valor estratégico para os negócios turísticos. Isso significa que a informação deve ser tratada como um elemento de estratégia e planejamento organizacional. Pois, a informação é o principal instrumento e ferramenta de trabalho de um profissional desta área. Por isso, é importante que se criem estruturas para exercer a autoridade necessária sobre as informações cooperativas, reduzindo o conflito e obtendo consenso quanto a sua utilização. Marques e Bissoli (2000, p.54) apresentam como solução para este problema o surgimento das novas tecnologias de informação: A tecnologia invadiu todos os setores da economia, com especial destaque para a área de serviços, na qual se observam alterações como o emprego da tecnologia na redução da informação 'vaga' e incerta ocasionada pela inacessibilidade da informação; pela eliminação da redundância de trabalho; pela melhoria na utilização de recursos humanos nas tarefas que requerem, e pela exploração do escritório virtual por meio da expansão do local de trabalho no espaço e no tempo [...] o setor de turismo estará cada vez mais vinculado a tecnologias que permitam melhorar a prestação de serviços, reduzir custos, incrementar a produtividade e melhorar a qualidade no atendimento. As NTIC foram as responsáveis pela complexidade do mercado atual, tornando-se uma importante ferramenta para o encantamento dos clientes do turismo. Estas permitiram que as empresas estabelecessem um diálogo em tempo

24 23 real com seus consumidores, fortalecendo o relacionamento entre as partes e a lealdade dos clientes para com a empresa. Essa interação pode permitir que a empresa detenha informações importantes para tornar seus serviços aceitáveis para o mercado. Segundo Marcos e Bissoli (2000, p. 57): Os sistemas mundiais de distribuição de informações turísticas tratam e transmitem informações em tempo real. Muitos serviços como reserva de hotéis, emissão de passagens, informações sobre roteiros, interligação das operadoras turísticas e agências de viagens com os principais sistemas de reservas informatizadas e identificação das pessoas pela geometria das mãos, no processo de imigração de alguns aeroportos internacionais - já estão disponíveis e são utilizados com o que há de mais avançado em termos de tecnologia." Dentro deste panorama as novas tecnologias de informação tornarem-se um importante ativo para alavancar as atividades empresariais, proporcionando vantagem quando relacionadas com informações de qualidade.

25 24 3 FONTES DE INFORMAÇÃO As fontes de informações, tradicionalmente, são divididas em três tipos: primárias, secundárias e terciárias. As fontes primárias contêm informações originais ou novas interpretações de fatos ou idéias já conhecidas, Podem ser representadas por álbuns; almanaques; folhetos; livros; publicações seriadas como jornal, boletins informativos, periódicos, trabalhos apresentados em congresso, fóruns; teses; dissertações; relatórios (técnicos, científicos de viagens); arquivos de computador; artefato tridimensional e realia; gravação de som; imagens em movimento; material cartográfico e materiais iconográficos. Por sua vez, as fontes secundárias apresentam seus dados organizados de acordo com arranjos definidos, resultando da análise das fontes primárias passadas por uma reorganização. Para Campos e Campello, (1988, p. 16) "São aquelas informações que tem a função de facilitar o uso do conhecimento. Apresentam a informação filtrada e organizada de acordo com um arranjo definido, dependendo da finalidade da obra". São representadas pelos dicionários, enciclopédias, bibliografias, manuais, relatórios de graduação e anuários. No que concerne às fontes terciárias, pode-se afirmar que são serviços e instrumentos bibliográficos, cuja finalidade é facilitar o acesso do usuário às fontes primárias e as fontes secundárias. São representadas pelas bibliografias de bibliografias, periódicos de indexação e resumos e catálogos.

26 FONTES DE INFORMAÇÃO ELETRÔNICA No contexto atual, com o grande fluxo de informações há necessidade de novas formas de gerenciamento das informações de forma a facilitar o acesso aos que dela necessitam. As fontes de informação eletrônica agrupam todos os tipos de fontes (primárias, secundárias e terciárias), em seus meios de acesso e difusão, podendo até ser encontradas ao mesmo tempo, em um mesmo meio eletrônico. Recorder (1995, p,17) define Informação eletrônica como sendo "Um termo genérico, utilizado para designar todos os sistemas ou serviços de informática que ela é armazenada ou distribuída por meio de um suporte magnético ou óptico e que, portanto pode ser lida por um computador". Com o advento das novas tecnologias de informação e comunicação surgiram novas maneiras de transmitir, receber, registrar e armazenar a informação. Estas transformações influenciaram todos os setores em especial o de serviços. Dentre estas novas tecnologias convém destacar: o teletexto, o videotexto, os bancos de dados on-line e a Internet. O sistema de videotexto é o processamento de dados que utiliza um computador pessoal ou um terminal para a transmissão. Ele pode ainda utilizar uma televisão conectada à rede telefônica por um modem. Sua utilização é maior nas agências de bancos e de turismo. O teletexto, por sua vez, transmite informações unidirecionais que aparecem na tela da televisão.

27 26 Os bancos de dados on-line são grandes volumes de informações organizadas e estruturadas de forma lógica e gravadas em um suporte magnético. Os usuários desses serviços são pesquisadores, estudantes, bibliotecários, documentalistas e profissionais em geral. São pessoas que necessitam estar sempre atualizadas, principalmente em sua área de especialidade, demandando informações com mais rapidez e precisão. Os bancos de dados on-line podem ser categorizados em função do tipo de informação processada. Assim, os bancos de dados podem ser referenciais ou fontes. Os bancos de dados referenciais podem ser bibliográficos ou diretórios e os bancos de dados fontes podem ser textuais, numéricos ou texto-numéricos. Os bancos de dados referenciais não dispõem da informação final, mas auxiliam na sua consulta na medida em que remetem o usuário à fonte primária. Quando são bibliográficos, apresentam a descrição com resumos que remetem a diversos tipos de documentos. Quando se trata de bancos de dados referenciais do tipo diretório, são apresentados dados completos que remetem a organizações, instituições, empresas e indivíduos. Fontes são um tipo de banco de dado que proporciona a informação final, não contendo unicamente referências a outros documentos. Este tipo de banco de dados incorpora a informação mais recente e facilita o acesso do usuário à informação desejada, tendo em vista que responde diretamente a consulta formulada, sem a necessidade de dirigi-lo a outras fontes de informações. Quando é textual, este tipo de banco de dados contém textos completos, permitindo acessar rapidamente à fonte primária da informação, sem a necessidade de uma etapa de referência. Quando são numéricos, os bancos de dados do tipo fonte contêm cifras e valores numéricos sobre aspectos diversos como estatísticas, cotações, questionários, onde

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