RM 62 REQUISITOS SOBRE A PARTICIPAÇÃO DE LABORATÓRIOS EM ENSAIOS DE PROFICIÊNCIA SUMÁRIO

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1 SUMÁRIO 1 OBJETIVO E CAMPO DE APLICAÇÃO 2 REFERÊNCIAS 3 DEFINIÇÕES 4 METODOLOGIA 1 OBJETIVO E CAMPO DE APLICAÇÃO O presente documento tem o objetivo definir os requisitos sobre a participação de laboratórios em ensaios de proficiência, aplicáveis a laboratórios reconhecidos e postulantes ao reconhecimento pela Rede Metrológica RS. Este procedimento deve ser observado pelos avaliadores da Rede Metrológica RS, pela Secretaria Executiva, pelo Comitê Técnico de Reconhecimento de Competência e pelos laboratórios associados. 2 REFERÊNCIAS RM 02 PROCEDIMENTO PARA O RECONHECIMENTO DE COMPETÊNCIA DE LABORATÓRIOS RM 12 DIRETRIZES PARA REALIZAÇÃO DE AVALIAÇÕES ABNT NBR ISO/IEC AVALIAÇÃO DE CONFORMIDADE REQUISITOS GERAIS PARA ENSAIOS DE PROFICIÊNCIA ABNT NBR ISO/IEC REQUISITOS GERAIS PARA COMPETÊNCIA DE LABORATÓRIOS DE ENSAIO E CALIBRAÇÃO NIT-DICLA-026 REQUISITOS SOBRE A PARTICIPAÇÃO DOS LABORATÓRIOS DE ENSAIOS EM ATIVIDADES DE ENSAIO DE PROFICIÊNCIA 3 DEFINIÇÕES Aplicam-se as definições do ABNT NBR ISO/IEC 17043, complementadas pela seguinte definição: comparação interlaboratorial: organização, desempenho e avaliação de medições ou ensaios nos mesmos ou em itens similares por dois ou mais laboratórios, de acordo com as condições predeterminadas; ensaio de proficiência: avaliação do desempenho do participante contra critérios préestabelecidos por meio de comparações Interlaboratoriais; programa quantitativo onde o objetivo é quantificar um ou mais mensurandos do item de ensaio de proficiência; REDE METROLÓGICA RS Página 1 de 5

2 programa qualitativo onde o objetivo é identificar ou descrever uma ou mais características do item de ensaio de proficiência; programa sequencial onde um ou mais itens de ensaio de proficiência são distribuídos sequencialmente para ensaio ou medição e são devolvidos ao provedor do ensaio de proficiência a intervalos. programa simultâneo onde os itens de ensaio de proficiência são distribuídos para ensaio ou medição concomitante em um período de tempo definido; exercício único onde itens de ensaio de proficiência são fornecidos em uma única ocasião; programa contínuo onde os itens de ensaio de proficiência são fornecidos a intervalos regulares. 4 METODOLOGIA 4.1 Generalidades Levando em consideração o requisito 5.9 da norma NBR ISO/IEC e tendo em vista a importância da implementação de controles da qualidade por parte dos laboratórios de ensaio e calibração, visando monitorar a validade dos resultados emitidos pelos mesmos, a Rede Metrológica RS decide adotar os requisitos citados abaixo sobre a participação de seus laboratórios reconhecidos ou postulantes ao reconhecimento em programas de ensaios de proficiência. 4.2 Requisitos Gerais Os laboratórios devem demonstrar a competência técnica na realização dos ensaios e calibrações reconhecidas por meio da participação satisfatória em ensaios de proficiência, onde estes estiverem disponíveis. Caso o laboratório comprove que não existem ensaios de proficiência disponíveis e caso o laboratório não tenha acesso às comparações interlaboratoriais necessárias, o laboratório pode demonstrar sua competência por meio de participação satisfatória em comparação interlaboratorial que tenha por objetivo comparar os resultados de dois ou mais laboratórios (Bilaterias). Devem existir critérios adequados para promoção destas comparações, como os estipulados pela norma ISO/IEC Caso não haja atividades de ensaios de proficiência disponíveis para a participação do laboratório na frequência necessária ou impossibilidade de realizar bilaterais imparciais, o laboratório deve demonstrar por outro(s) mecanismo(s) que possui o necessário nível de competência técnica (por exemplo: controle interno da qualidade, uso regular de materiais de referência, repetição de ensaios ou calibrações utilizando métodos iguais e diferentes, re-ensaios ou recalibração de itens retidos, correlação dos resultados, comparações internas entre os técnicos do laboratório, etc.). Estes mecanismos devem ser inseridos no plano requerido no próximo item. REDE METROLÓGICA RS Página 2 de 5

3 4.3 Plano e registro de participação em Comparações O laboratório deve manter registros atualizados contendo as atividades de ensaio de proficiência em que participou ou esteja participando, com as seguintes informações, quando aplicáveis: a) Data da realização da atividade de ensaio de proficiência; b) Organizador e nome do programa; c) instrumento de medição utilizado, matriz, material ou produto ensaiado; d) Grandezas medidas, parâmetros ou características determinadas; e) Método de ensaio ou calibração; f) Critério de aceitação dos resultados ou avaliação de desempenho (ex.: En, percentual mínimo exigido de acertos, Youden, z-score, etc.); g) Avaliação de seu desempenho se aplicável, código atribuído ao laboratório pelo provedor da atividade de ensaio de proficiência e por meio do qual seus resultados são identificados; h) Investigação sobre quaisquer resultados insatisfatórios ou questionáveis, i) Ações corretivas e preventivas pertinentes. Os laboratórios postulantes ao reconhecimento ou extensão devem apresentar as informações sobre sua participação em atividades de ensaio de proficiência juntamente com a solicitação de reconhecimento ou extensão, preenchendo o FR 101. Até 30 de Julho de 2013, os laboratórios reconhecidos devem preencher FR 101, incluindo as atividades de ensaios de proficiência iniciadas ou concluídas no ano anterior, e enviá-lo por para Após o primeiro envio no ano de 2013, este plano deve ser enviado nos demais anos juntamente com a solicitação de reconhecimento ou manutenção do reconhecimento (envio anual). Logo, antes das avaliações e reavaliações os laboratórios devem apresentar para Rede Metrológica e à equipe avaliadora o FR 101 atualizado, bem como do plano de participação em atividades de ensaio de proficiência. Durante as avaliações a equipe avaliadora terá acesso a resultados, relatórios, ações corretivas de modo a comprovar as melhorias implantadas. Caso o laboratório não atenda a política estipulada sobre participações, o mesmo receberá Não Conformidades ligadas a este procedimento e eventualmente não poderá renovar seu reconhecimento até sanar a pendência identificada. O mesmo vale para ações corretivas ligas a ensaios de proficiência que forem consideradas não adequadas. 4.4 Participação Mínima Antes de solicitar o reconhecimento ou sua extensão, o laboratório deve participar com desempenho satisfatório em pelo menos uma atividade de ensaios de proficiência para um ensaio, exame ou calibração em cada grupo de calibração ou classe de ensaio constante no escopo de reconhecimento solicitado. Esta atividade de ensaio de proficiência deve ter sido realizada no máximo 2 anos antes do laboratório solicitar reconhecimento. REDE METROLÓGICA RS Página 3 de 5

4 Após obter reconhecimento, o laboratório deve participar em pelo menos uma atividade de ensaios de proficiência relacionada com cada parte significativa do seu escopo de reconhecimento (cada área), a cada quatro anos. O laboratório deve analisar seu escopo e definir as partes significativas desse escopo para fins de participação em atividades de ensaio de proficiência considerando, conforme relevante, utilizando os critérios: a) Grandezas medidas; b) Métodos de ensaio e calibração e as técnicas analíticas ou de medição que utiliza; c) Padrões, instrumentos de medição e materiais de referência que emprega, d) Propriedades que ensaia ou calibra; e) Tipos de padrões ou instrumentos de medição que calibra f) Composição e o estado físico da matriz do item de ensaio (sólido, líquido, ou gasoso); g) Faixa de medição, limite de detecção / quantificação e a incerteza da medição h) Frequência de realização do ensaio, exame ou calibração; Para definição da parte significativa do escopo, recomenda-se analisar as técnicas de ensaio (grupo dos ensaios gravimétricos, titulométricos, cromatográficos, espectrofotométricos, entre outros) e grandezas na área de calibração (temperatura, dimensional, etc), de modo que a parte significativa represente o escopo do laboratório de forma global (contenha representação de todos os estratos que compõem o escopo geral do laboratório). Ainda, recomenda-se que esta parte significativa abranja, pelo menos, 1/3 dos ensaios e/ou calibrações realizadas. O laboratório reconhecido para realizar ensaios químicos em água deve participar, a cada ano, de uma atividade de ensaio de proficiência para pelo menos um dos ensaios químicos em água para os quais está reconhecido. 4.5 Provedores de Ensaios de Proficiência Para atender os requisitos de participação em atividades de ensaios de proficiência definidos o laboratório deve utilizar atividades de ensaios de proficiência organizadas por: 1. Provedores de ensaios de proficiência e comparações interlaboratoriais constantes no banco de dados EPTIS ( ou 2. Provedores relacionados em bases de dados mantidas por organismos de acreditação signatários de acordos de reconhecimento mútuo com a Cgcre; 3. Provedores relacionados em bases de dados mantidas por Institutos Nacionais de Metrologia signatários do Acordo de reconhecimento Mútuo do CIPM; 4. Provedores indicados por órgãos reguladores que requerem os ensaios, exames ou calibrações realizados pelo laboratório; 5. Provedores de ensaios de proficiência que atendam os requisitos da ABNT NBR ISO/IEC REDE METROLÓGICA RS Página 4 de 5

5 As comparações bilaterais executadas pelo laboratório deverão demonstrar a imparcialidade e independência do executante da comparação (provedor), bem como atendimento da ISO/IEC e preferencial cadastro no EPTIS. O Laboratório designado como referência nestas comparações deve obrigatoriamente ser reconhecido ou acreditado no item comparado, bem como ser adequado para a comparação (em termos de capacidade de medição, ou seja, incerteza). O artefato ou amostra escolhido para comparação devem ser capazes de avaliar a aptidão do laboratório em executar o ensaio ou a calibração (em calibração considerações especiais devem ser avaliadas em relação à resolução do equipamento utilizado). Considerações sobre homogeneidade e estabilidade das amostras ou artefatos utilizados também devem ser apresentadas nas comparações bilaterais. 4.6 Acompanhamento O acompanhamento do desempenho dos laboratórios será realizado pelos avaliadores da Rede Metrológica RS através das avaliações periódicas. 4.7 Sobre a Confidencialidade Todas as informações enviadas pelos laboratórios a respeito de seus desempenhos em programas de ensaios de proficiência são tratadas como confidenciais e de acesso restrito ao pessoal da Secretaria Executiva, Avaliadores e do Comitê Técnico de Reconhecimento de Competência. REDE METROLÓGICA RS Página 5 de 5

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