PROJETO CURRICULAR DO AGRUPAMENTO DE ESCOLAS FREI JOÃO DE VILA DO CONDE

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1 PROJETO CURRICULAR DO AGRUPAMENTO DE ESCOLAS FREI JOÃO DE VILA DO CONDE

2 ÍNDICE 1. Introdução 2. O Agrupamento 2.1 População Escolar (número de alunos por estabelecimento de ensino) 2.2 Recursos Humanos 3. Organização Escolar 3.1 Oferta formativa 3.2 Desenho Curricular 3.3 Organização dos Horários / Gestão de Espaços e Equipamentos 4. Organização Pedagógica 4.1 Critérios de Distribuição de Serviço 4.2 Critérios para a Constituição de Turmas 4.3 Critérios para a Elaboração de Horários dos Alunos e dos professores 5. Construção Curricular 5.1 Educação Pré-Escolar º, 2.º e 3.º Ciclos 5.3 Objetivos Essenciais das Áreas Curriculares Disciplinares 5.4 Objetivos Essenciais das Áreas Curriculares não Disciplinares 5.5 Atividades de Enriquecimento e Complemento Curricular 6. Alunos com Necessidades Educativas Especiais 6.1 Questões organizacionais 6.2 Ação Pedagógica 7. Alunos com dificuldades de aprendizagem 7.1 Principais modalidades de apoio 7.2 Critérios de afetação destas modalidades 8. Processo de Avaliação dos Alunos 9. Prioridades de atuação a curto e médio prazo 9.1 Medidas a adotar para Concretizar as Intervenções Definidas como Prioritárias ANEXOS Pág. 2 de 34

3 1. INTRODUÇÃO O projeto curricular de um Agrupamento é o instrumento fundamental de ligação entre o Currículo Nacional e as opções do Projeto Educativo, de acordo com a legislação vigente, com a autonomia do Agrupamento e com a sua realidade específica. Sendo o projeto curricular de Agrupamento também um instrumento de gestão pedagógica, deve assumir-se como instrumento em que se visa adequar as estratégias de desenvolvimento do currículo nacional ao contexto de cada escola/agrupamento. Deve ser gerador de uma cultura de reflexão e análise dos processos de ensinar e aprender, do trabalho cooperativo implementando a prática da avaliação em todas as dimensões. O projeto curricular deste Agrupamento terá de dar resposta a todos os envolvidos no processo ensinoaprendizagem e se não há escola sem alunos também ainda não foi inventada a escola sem professores. Pensar em qualquer um destes grupos de forma isolada é esquecer que sem bem-estar das partes envolvidas pouco se conseguirá num processo que se quer dinâmico, de construção de um futuro melhor e este passa necessariamente por uma melhor educação e cultura. 2. O AGRUPAMENTO 2.1 População Escolar (número de alunos por estabelecimento de ensino) Quadro I Tipologia Nome 2012/2013 Total alunos P.E 1.º 2.º 3.º JI (Jardim de Infância) JI "Os Girassóis" Centro Escolar de Bento de Freitas Pág. 3 de 34 Nº Escolas EB1/JI (Escola Básica do 1º Ciclo com Centro Escolar de Violetas Jardim de Infância) EB 1/JI de Benguiados EB 1/JI de Caxinas EB2,3 (Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos) EB 2,3 de Frei João de Vila do Conde Totais de alunos por ciclo Totais do Agrupamento Fonte: Serviços Administrativos 2.2 Recursos Humanos Quadro II PESSOAL DOCENTE DO AGRUPAMENTO 2012/13 Nível de Ensino Escola/Jardim Infância Docentes Titul. de turma Ens. Apoio Esp. Sócio-educ. Bibl. Element. Coorden. Estabel./ Órgão Gestão Dep. Total Benguiados Bento de Freitas Pré-escolar Caxinas Girassóis Violetas Precoce Intervenção 7 7 Benguiados º Ciclo Bento de Freitas Caxinas Violetas º Ciclo Frei João 3.º Ciclo Total Fonte: Serviços Administrativos Quadro III

4 PESSOAL NÃO DOCENTE DO AGRUPAMENTO 2012/2013 Escolas / JIs Administ. Téc. Sup. Assist. Operac. Activid. Ocupac. TOTAL Centro Escolar Bento de Freitas Centro Escolar Bento de Violetas 4 4 EB 1/JI Benguiados EB 1/JI Caxinas JI Girassóis EB 2 3 Frei João Total Fonte: Serviços Administrativos 3. ORGANIZAÇÃO ESCOLAR 3.1 Oferta formativa Todos têm direito ao ensino com garantia do direito à igualdade de oportunidades de acesso e êxito escolar, (nº 1 do art. 74, capítulo III da Constituição Portuguesa). Assim, os alunos cuja língua materna não é o Português, bem como aqueles com dificuldades de aprendizagem e educação especial estão abrangidos por medidas consagradas no Despacho Normativo n.º 7/2006, de 6 de fevereiro e nos Decretos-Lei n.º 139/2012, de 5 de julho, e n.º 3/2008, de 7 de janeiro, que visam a promoção do sucesso de cada um destes alunos. Além disso, temos os alunos do ensino articulado da música enquadrados pela Portaria n. 225/2012, de 30 de julho. Além da implementação no Agrupamento da educação e ensino ao abrigo dos normativos referidos, estabeleceu-se um protocolo com o MADI, dirigido a alunos do CEI (Currículo Específico Individual). Continuamos a ter em funcionamento duas Unidades Especializadas de Apoio à Multideficeiência (uma na sede do Agrupamento, para dar resposta aos alunos mais crescidos e sequência ao trabalho feito na UEAM da EB1/JI de Caxinas). O desenho curricular de alunos com necessidades educativas especiais sofre alterações conforme a especificidade de cada caso. Para dar resposta a outras diferenças, o Agrupamento terá a funcionar no corrente ano letivo duas turmas do PIEF (Programa Integrado de Educação e Formação), no 3.º ciclo (embora uma com alunos também do 2.º ciclo). As principais orientações e disposições relativas à avaliação das aprendizagens no ensino básico estão prescritas na legislação em vigor, bem como nos normativos e nas deliberações que, ao abrigo daquela, são aprovadas pelos órgãos competentes do Agrupamento. 3.2 Desenho Curricular Componente Letiva Quadro IV Desenho Curricular da Educação Pré-Escolar Área de Conhecimento do Mundo Área de Expressão e Comunicação DOMÍNIO Expressões Linguagem Oral e Abordagem à Escrita Matemática Motora Dramática Plástica Musical Linguagem Oral Novas Tecnologias Componente não Letiva - Componente de Apoio à Família (Almoço e prolongamento de horário) - Atividades de enriquecimento curricular no âmbito do Plano Nacional de Leitura - Supervisão pedagógica no âmbito da componente de apoio à família Pág. 4 de 34

5 Quadro V Desenho Curricular do 1º CEB COMPONENTES DO CURRÍCULO Áreas disciplinares de frequência obrigatória Língua Portuguesa; Matemática; Estudo do Meio; Expressões: o Artísticas; o Físico-motoras. Áreas não disciplinares Área de Projeto. Estudo Acompanhado. Formação Cívica Número de horas semanais 25 Educação Moral e Religiosa 1 Atividades de Enriquecimento Curricular: - Inglês (2/3 x 45minutos) - Apoio ao estudo (2x 45 minutos) - Música (2 x 45 minutos) - Artes Plásticas (3 x 45 minutos) - Atividade Física e Desportiva (3 x 45minutos) Quadro VI Desenho Curricular do 2º CEB 2º Ciclo Carga Horária Semanal (x 50 min) Componentes do Currículo 5º Ano 6º Ano Total Ciclo Português Inglês História e Geografia de Portugal Matemática Ciências Naturais EV ET * E. Física E. Musical * E.M.R.C. ** 1*** 1 2 Oferta Complementar Formação para a Cidadania Total 28/29 28/29 56/58 Atividades de Complemento Curricular Desporto Escolar * Não consta na matriz curricular dos alunos do Ensino Articulado da Música ** Opcional, nos termos da lei *** 45 minutos Quadro VII Desenho Curricular do 3º CEB 3º Ciclo Carga Horária Semanal ( x 50 min) Componentes do Currículo 7º Ano 8º Ano 9º Ano Total Ciclo Português 4 5* 4 13 Inglês 3* Francês / Espanhol História Geografia Matemática Ciências Naturais 3* 3 3* 9 Físico-Química 3 3* 3 9 E. Visual 2** E. Tecnológica 2*** 2*** 2 6 TIC 2*** 2*** 2 6 Educação Física 2**** 2**** 3 7 E.M.R.C Oferta Complementar Formação para a Cidadania 1*** 1*** 1*** 3 Total 31/32 32/33 32/33 95/98 Atividades de Complemento Curricular Desporto Escolar * Menos um tempo para os alunos do Ensino Articulado da Música; ** Por opção dos E.E. para os alunos do Ensino Articulado da Música *** Duração semestral. Não consta da matriz curricular dos alunos do Ensino Articulado da Música **** 3 tempos para os alunos do Ensino Articulado da Música Pág. 5 de

6 Quadro VIII Desenho Curricular da Turma de PIEF 8º ano Componentes do Currículo Carga Horária Semanal (x 50 min) Português 4 Língua Estrangeira I (Inglês) 3 Língua Estrangeira II (Espanhol) 2** Ciências Sociais e Humanas 3 Tecnologias da Informação e Comunicação 3 Educação Física / Natação 4 Matemática 4 Ciências Físicas e Naturais 3 Artes e Ofícios (Artesanato) 4 FTP Restauro - acabamento de madeira e mobiliário 4 Expressões Artes cénicas, música e fotografia 3 Acompanhamento pelos COP (IEFP, I.P.) * Formação para a Cidadania 2 Total 39 ** Apenas para os alunos do 3.º ciclo. Quadro IX Desenho Curricular da Turma de PIEF 9º ano Componentes do Currículo Carga Horária Semanal (x 90 min) Português 4 Língua Estrangeira I (Inglês) 3 Língua Estrangeira II (Espanhol) 2 Cidadania e Mundo Atual 3 Tecnologias da Informação e Comunicação 3 Educação Física 4 Matemática 4 Ciências Físicas e Naturais 3 1. Trabalhos Simples em Madeira 4 2. Técnicas Simples de Acabamento 4 Expressões Artes cénicas, música e fotografia 2 Higiene, Saúde e Segurança no Trabalho 2 Formação Cívica 1 Acompanhamento pelos COP (IEFP, I.P.) * Total Organização dos Horários / Gestão de Espaços e Equipamentos Os horários de funcionamento dos vários estabelecimentos do Agrupamento sujeitam-se, em termos gerais, ao regime de funcionamento previsto na lei e, ao abrigo do que a legislação permite, procurando esse funcionamento dar resposta às questões e necessidades educativas e sociais dos estabelecimentos do Agrupamento. Pré-escolar Os horários de funcionamento dos estabelecimentos de educação pré-escolar devem ser adequados para o desenvolvimento da componente pedagógica (componente letiva e não letiva), bem como para prestar a componente de apoio à família e serão elaborados pela Direção em colaboração com as educadoras, depois de ouvidos os pais e encarregados de educação, assim como com Câmara Municipal. Quadro X Horário de funcionamento do Pré-escolar Jardins Tempos Letivos Ocupação Manhã 9,00 12,00 Ativ. Letivas Tarde 13,30 15,30 Ativ. Letivas Pág. 6 de 34

7 1º Ciclo Os horários de funcionamento dos estabelecimentos do 1.º ciclo devem ser adequados para o desenvolvimento das atividades pedagógicas e das AECs, dando resposta à Escola a tempo inteiro. São elaborados pela Direção, sempre em articulação com a entidade promotora das AEC a Câmara Municipal. 2º e 3.º Ciclos Quadro XI Horário de funcionamento do 1.º Ciclo Tempos Letivos Ocupação Tempos Letivos Ocupação Manhã 9,00* 10,30 Activ. Letivas AEC Tarde 14,00** 15,30 Activ. Letivas AEC 10,30 11,00 Intervalo 15,30 16,00 Intervalo 11,00 12,30 Activ. Letivas 16,00 17,30 Activ. Letivas * 8,30h nos dias em que houver EMRC; ** 13,30h nos dias em que houver EMRC. Os horários dos 2.º e 3.º Ciclos são definidos para dar resposta à carga letiva dos alunos, sem prejuízo de poder ser alongado para a realização de outro serviço docente, nomeadamente vários tipos de reuniões. Manhã Quadro XII Horário de funcionamento dos 2º e 3º Ciclos: Tempos Letivos Tempos Letivos Ocupação Ocupação 08,25 09,15 Aulas 13,30 14,20 Aulas 09,15 09,25 Intervalo 14,20 14,30 Intervalo 09,25 10,15 Aulas 14,30 15,20 Aulas 10,15 10,35 Intervalo Tarde 15,20 15,30 Intervalo 10,35 11,25 Aulas 15,30 16,20 Aulas 11,25 11,35 Intervalo 16,20 16,40 Intervalo 11,35 12,25 Aulas 16,40 17,30 Aulas 12,25 12,35 Intervalo 17,30 17,40 Intervalo 12,35 13,25 Aulas 17,40 18,30 Aulas Organização das aulas nos 2.º e 3.º Ciclos A carga horária semanal das diferentes áreas curriculares ou disciplinas desenvolve-se assente no princípio que todas as disciplinas funcionam na base dos 50 minutos. A opção por blocos de 50 minutos seguidos ( ) ou separados depende de proposta dos departamentos aprovada pelo Conselho Pedagógico. Salas Deve atribuir-se, sempre que possível, sala fixa a cada uma das turmas; Devem ter sala própria as disciplinas de Ciências Naturais, Físico-Química, Educação Musical, Educação Visual, Educação Tecnológica e TIC; No pavilhão gimnodesportivo apenas se devem encontrar três turmas, no máximo, em simultâneo; A gestão dos espaços é da competência da Direção do Agrupamento. 4. ORGANIZAÇÃO PEDAGÓGICA 4.1 Critérios de Distribuição de Serviço A distribuição de serviço, sendo competência do Diretor, cumpre todos os normativos em vigor, todas as orientações superiores, o definido no Regulamento Interno, bem como, nos termos desses mesmos normativos, na medida do possível, os critérios aprovados pelo Conselho Pedagógico e que constam como anexo I ao presente PCA. Pág. 7 de 34

8 4.2 Critérios para a Constituição de Turmas PROJETO CURRICULAR DO AGRUPAMENTO DE ESCOLAS FREI JOÃO DE VILA DO CONDE Do mesmo modo, no respeito pela legislação em vigor e no Regulamento Interno do Agrupamento, estão definidos pelo Conselho Pedagógico os critérios gerais para a constituição das turmas, o qual consta como anexo II a este PCA. 4.3 Critérios para a elaboração de horários dos alunos e dos professores Idênticos documentos aprovados pelo Conselho Pedagógico e validados pelo Conselho Geral ao aprovar as regras gerais para a elaboração dos horários, regulam no Agrupamento estas questões, os quais constam como anexos III e IV ao presente PCA. 5. CONSTRUÇÃO CURRICULAR 5.1 Educação Pré-Escolar As Orientações Curriculares assentam nos seguintes fundamentos articulados: - o desenvolvimento e aprendizagem como vertentes indissociáveis; - o reconhecimento da criança como sujeito do processo educativo; - a construção articulada do saber; - a exigência de resposta a todas as crianças; Com suporte nestes fundamentos, o desenvolvimento curricular, da responsabilidade do educador, terá em conta: - os objetivos gerais enunciados na Lei-quadro da Educação Pré-Escolar; - a organização do ambiente educativo; - as áreas de conteúdo: Área de Formação Pessoal e Social; Área de Expressão/Comunicação que compreende três domínios: a) domínio das expressões; b) domínio da linguagem e abordagem à escrita; c) domínio da matemática; Área do Conhecimento do Mundo; - a continuidade educativa - a intencionalidade educativa º, 2.º e 3.º Ciclos As componentes do currículo desenvolvem-se de forma específica por cada disciplina de modo que o aluno, à saída do Ensino Básico, seja capaz de, por um lado, dar respostas às metas definidas a nível nacional para as várias disciplinas e, por outro, em termos gerais: a) Mobilizar saberes culturais, científicos e tecnológicos para compreender a realidade e para abordar situações e problemas do quotidiano; b) Usar adequadamente linguagens das diferentes áreas do saber cultural, científico e tecnológico para se expressar; c) Usar corretamente a língua portuguesa para comunicar de forma adequada e para estruturar pensamento próprio; d) Usar línguas estrangeiras para comunicar adequadamente em situações do quotidiano e para apropriação de informação; e) Adotar metodologias personalizadas de trabalho e de aprendizagem adequadas a objetivos visados; f) Pesquisar, selecionar e organizar informação para a transformar em conhecimento mobilizável; g) Adotar estratégias adequadas à resolução de problemas e à tomada de decisões; Pág. 8 de 34

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