O crédito ao setor privado atingiu R$1.948 bilhões no final de 2011, após acréscimos de 2,2% no mês e de 18,9% em relação a dezembro de 2010.

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2 O volume total de crédito do sistema financeiro, computadas as operações com recursos livres e direcionados, atingiu R$2.030 bilhões em dezembro, após crescimento mensal de 2,3%. Ao longo de 2011, o crédito acumulou expansão de 19%, comparativamente a 20,6% em 2010 e a 15,2% em 2009, o que elevou a relação crédito/pib para 49,1% em 2011, ante 45,2% e 43,7% no final dos anos anteriores. A representatividade dos basncos públicos aumentou 1,7 p.p. no ano, atingindo 43,5% do total do sistema financeiro, impulsionada, particularmente, pela expansão do crédito habitacional. Em sentido inverso, as participações relativas das instituições privadas nacionais e estrangeiras recuaram 1,6 p.p. e 0,1 p.p., situando-se em 39,2% e 17,3%, respectivamente. Os créditos com recursos livres atingiram R$1.303 bilhões em dezembro, após elevações de 1,9% no mês e de 16,8% no ano, correspondendo a 64,2% do crédito total, comparativamente a 65,4% no final de O aumento mensal correspondeu aos avanços de 2,6% nas carteiras de pessoas jurídicas, que totalizaram R$651,1 bilhões, e de 1,2% no crédito às famílias, que somou R$652 bilhões.

3 O crédito direcionado alcançou R$726,6 bilhões, ao avançar 2,9% no mês e 23,2% em doze meses. O desempenho mensal foi impulsionado pelo incremento de 6% nas operações contratadas diretamente com o BNDES, cujo saldo atingiu R$215,3 bilhões. Os empréstimos direcionados aos setores habitacional e rural registraram crescimentos mensais de 2,4% e de 1,3%, nessa ordem. Os desembolsos concedidos pelo BNDES alcançaram R$138,9 bilhões em 2011, montante 17,5% inferior ao registrado no ano anterior. A retração refletiu, basicamente, o declínio de 44,3% nas concessões para a indústria, R$43,9 bilhões, associado à elevada base comparativa, que compreendeu expressivo volume destinado à Petrobras em O fluxo direcionado ao segmento de comércio e serviços atingiu R$85,3 bilhões, após elevação anual de 7,2%, sobressaindo operações aos ramos de eletricidade e gás e telecomunicações.

4 O crédito ao setor privado atingiu R$1.948 bilhões no final de 2011, após acréscimos de 2,2% no mês e de 18,9% em relação a dezembro de No mês, o crédito ao segmento outros serviços cresceu 4,3%, alcançando R$347,5 bilhões, com ênfase para desembolsos voltados aos ramos de telecomunicações, transportes e energia. O crédito à indústria somou R$417,4 bilhões, apresentando elevação de 1,9%, destacando-se os setores de energia, agronegócios, extração mineral e petroquímica. As operações destinadas ao comércio, impulsionadas por contratações dos segmentos automotivo, editorial e de móveis e eletrodomésticos, cresceram 2,4%, totalizando R$208,4 bilhões.

5 Os financiamentos habitacionais, envolvendo as operações para aquisição e construção de moradias, com recursos livres e direcionados, mantiveram seu dinamismo e atingiram saldo de R$200,5 bilhões no final do ano, registrando expansões de 2,7% no mês e de 44,5% em doze meses. Com isso, o crédito habitacional passou a corresponder a 4,8 % do PIB, comparativamente a 3,7% em O crédito rural somou R$140,4 bilhões, após incrementos de 1,4% no mês e de 13,3% em doze meses, destacando-se os desembolsos destinados a custeio e investimento agrícolas relativos à safra 2011/2012.

6 O crédito ao setor público alcançou R$81,7 bilhões em dezembro, após elevação de 5% no mês e de 20,4% em doze meses. A evolução mensal refletiu a alta de 8,9% no saldo referente a estados e municípios, que alcançou R$40,3 bilhões, impulsionada por desembolsos destinados a infraestrutura urbana e energia elétrica. O volume relativo ao governo federal atingiu R$41,4 bilhões, após aumento de 1,4% no mês.

7 O comportamento do crédito às famílias em dezembro foi condicionado pela disponibilidade adicional de recursos possibilitada pelo recebimento do décimo terceiro salário. Em consequência, os saldos de crédito rotativo, cheque especial e cartão de crédito, recuaram 9,9% e 2,1% no mês, enquanto o do crédito pessoal permaneceu constante. Os financiamentos para aquisição de veículos cresceram 1,4% em dezembro, favorecidos pela reversão parcial, em novembro, das medidas macroprudenciais implementadas em No ano, porém, o incremento de 23,2% no saldo desses financiamentos representou significativo arrefecimento, ante o crescimento de 49,1%, verificado em Com respeito às modalidades destinadas a pessoas jurídicas, o saldo dos empréstimos de capital de giro elevouse 2,9% no mês e 17,8% no ano, atingindo R$313,6 bilhões. As operações referenciadas em moeda estrangeira, destacando-se os adiantamentos sobre contratos de câmbio (ACC), registraram expansão de 26% em doze meses, comparativamente à retração de 11% em 2010, refletindo os efeitos contábeis da depreciação cambial no período.

8 O comportamento do crédito às famílias em dezembro foi condicionado pela disponibilidade adicional de recursos possibilitada pelo recebimento do décimo terceiro salário. Em consequência, os saldos de crédito rotativo, cheque especial e cartão de crédito, recuaram 9,9% e 2,1% no mês, enquanto o do crédito pessoal permaneceu constante. Os financiamentos para aquisição de veículos cresceram 1,4% em dezembro, favorecidos pela reversão parcial, em novembro, das medidas macroprudenciais implementadas em No ano, porém, o incremento de 23,2% no saldo desses financiamentos representou significativo arrefecimento, ante o crescimento de 49,1%, verificado em Com respeito às modalidades destinadas a pessoas jurídicas, o saldo dos empréstimos de capital de giro elevouse 2,9% no mês e 17,8% no ano, atingindo R$313,6 bilhões. As operações referenciadas em moeda estrangeira, destacando-se os adiantamentos sobre contratos de câmbio (ACC), registraram expansão de 26% em doze meses, comparativamente à retração de 11% em 2010, refletindo os efeitos contábeis da depreciação cambial no período.

9 A taxa média de juros das operações que compõem o crédito referencial registrou recuo mensal de 1,4 p.p. e elevação de 2,1 p.p. no ano, situando-se em 37,1% em dezembro. A retração de 1,9 p.p. no trimestre mostrouse consistente com a flexibilização da política monetária e com a acomodação da inadimplência. O spread bancário alcançou 26,9 p.p. ao final de 2011, com retração de 1,3 p.p. no mês e acréscimo de 3,4 p.p. em doze meses. A taxa média de juros nas modalidades destinadas a pessoas jurídicas alcançou 28,2%, com declínio de 1,6 p.p. no mês e alta de 0,3 p.p. no ano. Em dezembro, ocorreram reduções em todas as modalidades, com ênfase para as quedas de 4 p.p. em descontos de duplicatas e de 1,9 p.p. em capital de giro. Nas operações às famílias, o custo médio baixou 0,9 p.p. no mês, mas subiu 3,2 p.p. no ano, situando-se em 43,8%. No mês, sobressaíram os decréscimos de 1 p.p. na taxa referente a aquisição de veículos e de 0,4 p.p. em crédito pessoal.

10 A taxa de inadimplência no âmbito do crédito referencial, referente a atrasos superiores a noventa dias, situouse em 5,5% em dezembro, assinalando declínio de 0,1 p.p. no mês e elevação de 1 p.p. em doze meses. No mês, a inadimplência nas operações a pessoas jurídicas caiu 0,1 p.p., para 3,9%, e permaneceu estável em 7,3%, nas modalidades relativas a pessoas físicas. Obs: O texto acima é de autoria do BACEN, sendo parte da divulgação.

11 +2,3% +19,0% +0,9 p.p. +3,8 p.p. +1,9% +16,8% +2,9% +23,2%

12 +1,9% +16,8% +1,2% +16,4% +2,6% +17,1%

13 +1,4% +20,4% +0,2% +21,0% +2,5% +19,9%

14 +5,3% +8,2% -0,9% +8,9% +9,6% +7,8%

15 -4,3% +13,2% -9,9% +13,8% -0,4% +12,7%

16 -1,4 p.p. +2,1 p.p. -0,9 p.p. +3,2 p.p. -1,6 p.p. +0,3 p.p.

17 -1,3 p.p. +3,4 p.p. -0,9 p.p. +5,2 p.p. -1,3 p.p. +0,9 p.p.

18 +2 dias +21 dias +5 dias +38 dias +2 dias +4 dias

19 -0,1 p.p. +1,0 p.p. +1,6 p.p. -0,1 p.p. +0,4 p.p.

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