REGULAMENTO INTERNO DE FUNCIONAMENTO

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1 REGULAMENTO INTERNO DE FUNCIONAMENTO CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS NORMA I Âmbito de Aplicação A empresa de Apoio Domiciliário, designada por Inês Camarinha, Unip, Ldª, pertencente a Inês Maria Ferreira Camarinha, rege-se pelas seguintes normas. NORMA II Legislação Aplicável 1. Portaria 38/2013 de 30 de Janeiro NORMA III Objectivos do Regulamento O presente Regulamento Interno de Funcionamento visa: 1. Promover o respeito pelos direitos dos utentes e demais interessados; 2. Assegurar a divulgação e o cumprimento das regras de funcionamento do estabelecimento; 3. Promover a participação activa dos utentes ou seus representantes legais ao nível da gestão das respostas sociais. NORMA IV Serviços Prestados e Actividades Desenvolvidas 1. O Serviço de Apoio Domiciliário (SAD) assegura a prestação dos seguintes serviços: 1.1. Cuidados de higiene e conforto; 1.2. Prestação de cuidados de enfermagem seguindo prescrições médicas. Colaboração na prestação de cuidados de saúde sob supervisão de pessoal de saúde qualificado, podendo também proporcionar o acesso a cuidados especiais de saúde; 1.3. Limpeza e manutenção da habitação (estritamente necessária à natureza do apoio a prestar); 1.4. Entrega (distribuição) de refeições ao domicílio Acompanhamento e administração das refeições; 1.5. Recolha de roupas para tratamento em estabelecimento especializado e posterior entrega no domicílio; 2. O Serviço de Apoio Domiciliário Inês Camarinha, Unip. Ldª realiza ainda as seguintes actividades: 2.1. Acompanhamento ao exterior; 2.2. Acompanhamento ao fim de semana; 1

2 2.3. Acompanhamento nocturno; 2.4. Garantir acesso a cuidados de saúde diferenciados (Disponibilização de informação facilitadora do acesso a serviços da comunidade adequados à satisfação de outras necessidades), 2.5. A aquisição de bens e serviços; 2.6. A orientação ou acompanhamento de pequenas modificações no domicílio que permitam mais segurança e conforto ao utente; 2.7. O apoio em situações de emergência (exemplo: serviço de telealarme). CAPÍTULO II PROCESSO DE ADMISSÃO DOS UTENTES NORMA V Condições de Admissão São condições de admissão neste serviço: 1. Necessitar da prestação de cuidados que assegurem a satisfação das necessidades básicas; 2. Necessidade de ajuda na execução das actividades da vida diária. 3. Estabelecimento de um contrato de prestação de serviços. NORMA VI Candidatura 1. Para efeitos de admissão, o cliente deverá candidatar-se através do preenchimento de uma ficha de identificação que constitui parte integrante do processo do cliente, devendo fazer prova das declarações efectuadas, mediante a entrega de cópia dos seguintes documentos: 1.1. Bilhete de Identidade do cliente e do representante legal, quando necessário; 1.2. Cartão de Contribuinte do cliente e do representante legal, quando necessário; 1.3. Cartão de Beneficiário da Segurança Social do cliente e do representante legal, quando necessário; 1.4. Cartão de Utente dos Serviços de Saúde ou de subsistemas a que o cliente pertença; 1.5. Boletim de vacinas e relatório médico, comprovativo da situação clínica do cliente, quando solicitado; 1.6. Declaração assinada pelo cliente em como autoriza a informatização dos dados pessoais para efeitos de elaboração de processo de cliente; 2. O horário de atendimento para candidatura é o seguinte: de segunda a sábado das 14h00 às 19h00. Mediante marcação prévia é possível o atendimento, na sede da empresa ou no domicílio, fora deste horário. 3. A ficha de identificação e os documentos probatórios referidos no número anterior deverão ser entregues na Rua do Corvo, nº 440 Arcozelo. V.N. de Gaia. 4. Em situações especiais pode ser solicitada certidão da sentença judicial que regule o poder paternal ou determine a tutela/curatela. 5. Em caso de admissão urgente, pode ser dispensada a apresentação de candidatura e respectivos documentos probatórios, devendo todavia ser desde logo iniciado o processo de obtenção dos dados em falta. ^ 2

3 NORMA VII Critérios de Admissão São critérios de prioridade na selecção dos candidatos: 1. Grau de Dependência; 2. Risco de isolamento social ou ausência de rede informal de apoio; 3. Ausência ou indisponibilidade da família em assegurar cuidados básicos; 4. Proximidade da área de residência do cliente. NORMA VIII Admissão 1. Recebida a candidatura, a mesma é analisada pelo responsável técnico deste estabelecimento, a quem compete elaborar a proposta de admissão. 2. É competente para decidir a Directora Técnica. 3. Da decisão será dado conhecimento ao candidato no prazo de 72 horas. NORMA IX Acolhimento dos Novos utentes O acolhimento a novos clientes será efectuado pelo técnico responsável. São funções do Técnico: 1. Apresentação dos colaboradores; 2. Apresentação das regras de funcionamento da resposta social. NORMA X Processo Individual do Utente O Técnico Responsável organiza os processos individuais dos utentes, dos quais deverão constar, para além da identificação pessoal, elementos sobre a situação social e financeira, necessidades específicas dos utentes, bem como outros elementos relevantes. Estas informações são de carácter confidencial e encontram-se em local de acesso reservado na Instituição. NORMA XI Listas de Espera Em caso de inexistência de vagas, o candidato será informado do lugar que ocupa na lista de espera. CAPÍTULO III INSTALAÇÕES E REGRAS DE FUNCIONAMENTO NORMA XII Instalações O Serviço de Apoio Domiciliário Inês Camarinha, está sedeado na Rua do Corvo, nº Vila Nova de Gaia e as suas instalações são compostas por: recepção/ sala de espera, gabinetes (técnico e de direcção), sala de apoio para pessoal, arrumos e casas de banho. 3

4 NORMA XIII Horários de Funcionamento Serviços de atendimento: de segunda a sexta-feira das 14h00 às 19h00. Mediante marcação prévia é possível o atendimento, na sede da empresa ou no domicílio, fora deste horário Serviços de apoio domiciliário: o horário de prestação de serviços é estabelecido de acordo com a situação do cliente e a suas necessidades. NORMA XIV Pagamento da Mensalidade 1. O pagamento da mensalidade é efectuado na sede da empresa até ao dia 8 de cada mês, em numerário, cheque ou por transferência bancária. 2. O pagamento da mensalidade diz respeito ao mês em curso. 3. Se a admissão se efectuar: - até ao dia 8 - o cliente paga 100% da mensalidade - de dia 16 em diante o cliente paga 50% da mensalidade 4. Se o cliente ou o seu familiar não tiver possibilidade de se deslocar à sede para pagamento da mensalidade, poderá efectuá-lo através das Ajudantes de Acção Directa, sendo o recibo emitido e enviado posteriormente. NORMA XV Preçário de Mensalidades 1. O preçário de mensalidades em vigor encontra-se afixado em local bem visível, com indicação detalhada do custo de serviços adicionais, assim como as mensalidades mínimas e máximas a praticar. 2. Em caso de alteração o preçário em vigor os clientes serão informados com uma antecedência mínima de um mês. NORMA XVI Refeições 1. As refeições serão distribuídas ao domicílio, nos horários acordados com o cliente e de acordo com as condições estabelecidas no contrato de prestação de serviços. 2. As ementas serão elaboradas por um nutricionista tendo em atenção o público a que se destinam. 3. A ementa semanal será afixada no estabelecimento, em local bem visível e distribuída pelos domicílios dos clientes para que estes tenham conhecimento atempado da mesma. 4. Serão fornecidas dietas sempre que solicitado. NORMA XVII Actividades / Serviços Prestados 1. O serviço de alimentação consiste no transporte e distribuição de refeições, ao domicilio. As refeições são distribuídas diariamente. 2. O serviço de higiene pessoal baseia-se na prestação de cuidados de higiene corporal e conforto e é prestado diariamente, preferencialmente no período da manhã. Sempre que se verifique necessário o serviço poderá compreender mais do que uma higiene pessoal diária. A equipa poderá ainda colaborar na prestação de cuidados de saúde básicos sob supervisão de pessoal de saúde qualificado. 3. Por higiene habitacional entende-se a arrumação e limpeza do domicílio do cliente, nas zonas e áreas de uso exclusivo do mesmo. 4

5 4.No que respeita ao tratamento de roupas, são consideradas neste serviço as de uso diário, da cama e casa de banho, exclusivas do cliente. NORMA XVIII Passeios ou Deslocações 1. Os clientes serão acompanhados ao exterior sempre que o solicitarem, para consultas médicas ou tratamentos, aquisições de bens ou serviços, visitas, etc., mediante condições estabelecidas no contrato de prestação de serviços, assinado por ambas as partes; 2. Todos os transportes e deslocações serão custeados pelo cliente e no caso de ser utilizada viatura da empresa, o valor correspondente à deslocação será debitado. 3. Os seguros aplicados são relativos a acidentes de trabalho pelo que o cliente poderá constituir um seguro de acidentes pessoais se assim o desejar. NORMA XIX Quadro de Pessoal O quadro de pessoal deste estabelecimento encontra-se afixado em local bem visível, contendo a indicação do número de recursos humanos (direcção técnica, equipa técnica, pessoal auxiliar, administrativos), formação e conteúdo funcional, definido de acordo com a legislação / normativos em vigor. NORMA XX Direcção Técnica 2. A Direcção Técnica deste estabelecimento compete a um técnico, nos termos da Portaria 38/2013 de 30 de Janeiro, cujo nome, formação e conteúdo funcional se encontra afixado em lugar visível. CAPÍTULO IV DIREITOS E DEVERES São direitos dos clientes: NORMA XXI Direitos dos Clientes 1. O respeito pela sua identidade pessoal e reserva de intimidade privada e familiar, bem como pelos seus usos e costumes. 2. A inviolabilidade da correspondência e do domicílio, não sendo, neste caso, permitido fazer alterações, nem eliminar bens ou outros objectos sem a sua prévia autorização e ou da respectiva família. 3. A custódia da chave do seu domicílio em local seguro, sempre que esta seja entregue aos serviços, ou ao trabalhador responsável pela prestação de cuidados. 4. A prestação dos serviços solicitados e contratados para a cobertura das suas necessidades, tendo em vista manter ou melhorar a sua autonomia. 5. Ter acesso à ementa semanal, sempre que os serviços prestados envolvam o fornecimento de refeições. 6. Solicitar a cessação da prestação do serviço nos termos e nas condições previstas na Norma XXV deste regulamento 5

6 NORMA XXII Deveres dos Clientes São deveres dos clientes: 1. Colaborar com a equipa da SAD na medida dos seus interesses e possibilidades, não exigindo a prestação de serviços para além do plano estabelecido. 2. Satisfazer os custos da prestação, de acordo com o estabelecido. 3. Cumprir o presente regulamento. 4. Avisar a instituição de qualquer alteração ao serviço. 5. Reclamar oralmente ou por escrito de todos os serviços que não correspondam ao acordado ou ao não cumprimento dos seus direitos NORMA XXIII Direitos da Entidade Gestora do Estabelecimento / Funcionários 1. Deve ser dado o acesso ao pessoal técnico e auxiliar a acções de formação, quer inicial quer de aperfeiçoamento, promovidas por entidades competentes; 2. Ser tratado com respeito e urbanidade; 3. Exercer todos os seus direitos sem que tal possa levar ao despedimento ou sanções; 4. A não discriminação da sua retribuição, (excepto nos casos previstos na lei, portaria de regulamentação do trabalho para o sector) bem como à não descida de categoria profissional. NORMA XXIV Deveres da Entidade Gestora do Estabelecimento / Funcionários 1. Prestar os serviços constantes deste Regulamento Interno; 2. Garantir a qualidade dos serviços prestados, nomeadamente através do recrutamento de profissionais com formação e qualificação adequadas; 3. Admitir ao seu serviço profissionais idóneos; 4. Avaliar o desempenho dos prestadores de serviços, designadamente através da auscultação dos clientes; 5. Manter os ficheiros de pessoal e clientes actualizados; 6. Manter actualizados os processos dos clientes; 7. Garantir o sigilo dos dados constantes nos processos dos clientes; 8. Dispor de um Livro de Reclamações; 9. Manter actualizado o preçário dos serviços e respectivas condições de prestação. 10. Exercer as suas funções exclusivamente ao serviço do interesse da empresa, com a consciência de que prestam um serviço relevante aos outros cidadãos; 11. Adoptar uma conduta responsável, discreta, a fim de prevenirem quaisquer acções que comprometam ou dificultem a reputação e eficácia da empresa; 12. Em abono da sua integridade profissional não podem, pelo exercício das suas funções aceitar ou solicitar quaisquer dádivas, presentes ou ofertas de qualquer natureza; 13. Esforçar-se por merecer a confiança dos clientes, seus familiares, colegas e director com atributo profissional; 14. No tratamento dos clientes, deverão levar à prática uma acção isenta, sem favoritismo nem preconceitos que conduzam a qualquer tipo de discriminações; 15. Aplicar os seus conhecimentos e capacidades, no cumprimento das acções que lhe sejam confiadas e usar de lealdade com colegas, superiores hierárquicos e funcionários da sua dependência; 6

7 16. Usar convenientemente os bens que lhe são facultados e evitar o desperdício; 17. Zelar por manter entre si uma relação cordial de modo a desenvolver um forte espírito de equipa e de colaboração; 18. Informar os seus superiores através da cadeia hierárquica, acerca do impacte das medidas adoptadas e habilitá-los com todas as informações necessárias à tomada de decisões, bem como ao seu acompanhamento e avaliação; 19. Informar os serviços administrativos sempre que se verifique alteração de nome, residência, telefone, pessoa a avisar em caso de acidente e número de pessoas na sua dependência; 20. Comparecer ao serviço com assiduidade e realizar o trabalho com zelo e diligência. NORMA XXV Interrupção da Prestação de Cuidados por Iniciativa do Cliente A rescisão do serviço pelo utente deve ser comunicada com 15 dias de antecedência. NORMA XXVI Contrato Nos termos da legislação em vigor, entre o cliente ou seu representante legal e a entidade gestora do estabelecimento deve ser celebrado, por escrito, um contrato de prestação de serviços. NORMA XXVII Cessação da Prestação de Serviços por Facto não imputável ao Prestador 1. O não cumprimento das normas e regras previstas neste Regulamento, por parte do cliente, poderá dar lugar à cessação do serviço por parte da empresa 2. Poderá haver cessação do contrato no caso de o cliente, no pleno gozo das suas faculdades mentais, praticar actos injuriosos ou dolosos na pessoa do funcionário que presta os serviços; 3. A cessação do contrato pode ter lugar por decisão de qualquer das partes, aplicando-se então as penalidades constantes do mesmo contrato. 4. O incumprimento ou recusa do pagamento acordado é motivo para cessação do contrato. NORMA XXVIII Livro de Reclamações Nos termos do decreto-lei n.º 156/2005 de 15 de Setembro, este estabelecimento possui livro de reclamações, que poderá ser solicitado junto do serviço administrativo sempre que desejado. CAPÍTULO V DISPOSIÇÕES FINAIS NORMA XXIX Alterações ao Regulamento Nos termos do regulamento da legislação em vigor, os responsáveis dos estabelecimentos ou das estruturas prestadoras de serviços deverão informar e contratualizar com os clientes ou seus representantes legais sobre quaisquer alterações 7

8 ao presente regulamento com a antecedência mínima de 30 dias relativamente à data da sua entrada em vigor, sem prejuízo do direito à resolução do contrato que a estes assiste. Estas alterações deverão ser comunicadas à entidade competente para o licenciamento / acompanhamento técnico da resposta social. NORMA XXX Integração de Lacunas Em caso de eventuais lacunas, as mesmas serão supridas pela entidade proprietária do estabelecimento, tendo em conta a legislação / normativos em vigor sobre a matéria. NORMA XXXI Disposições Complementares 1. Entende-se por pagamento o contributo financeiro que é devido pela utilização /aquisição dos serviços prestados pela empresa, a partir do momento em que é assinado o contrato até ao momento em que o mesmo seja cancelado ou expire; 2. Este pagamento tem por base o preçário anexo ao contrato assinado pelas partes; 3. Se ocorrer o falecimento do cliente, durante a permanência do pessoal do serviço de apoio domiciliário, este informará imediatamente os familiares e solicitará a comparência de um médico ou a transferência para o hospital. NORMA XXVII Entrada em Vigor O presente regulamento entra em vigor logo que aprovado. 8

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