Palavras-chave: Educação.Tecnologias computacionais. Planejamento. Educação a Distância. Mercosul.

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1 As tecnologias computacionais na Educação a Distância e o planejamento como ferramenta na contribuição e desenvolvimento da aprendizagem: uma análise no Mercosul: Brasil e Paraguai Alexandre Franco Aranha Bacharel em Administração pela Faculdade Batista Brasileira. Licenciado em Matemática pela Faculdade de Ciências Educacionais. Especialização em Metodologia do Ensino Superior com Ênfase em Novas Tecnologias. Resumo Busca, no contexto histórico da educação e dentro de revisões bibliográficas, uma análise das relações que surgem, oferecendo conflitos, pela falta de políticas sociais levadas, guiadas ou dirigidas pelo interesse de determinadas facções ou grupos sociais articulados, como houve no final da primeira República e início da Segunda, assim como as tecnologias associadas, que impulsionaram as possibilidades de integração entre quem ensina e quem aprende, de forma ágil e com recursos multimídia, e com a utilização de ferramentas de planejamento empregadas na educação. O artigo demonstra que dentro do contexto histórico, verifica-se a tentativa de se estruturar, no país, uma política de diretrizes e base da educação, que se diverge em duas partes principais: de um lado o ideal da implantação da pedagogia tradicional pelos católicos e do outro o ideal pela pedagogia com base na escola novista, desenvolvida principalmente nos Estados Unidos da América, defendida por intelectuais na época, como por exemplo, Anísio Teixeira. Aborda o contexto histórico da educação e as ferramentas computacionais na utilização do desenvolvimento da aprendizagem, como forma de impulsionar as metodologias educacionais em sua aplicabilidade, onde perpassa sua utilização inclusive em países membros do Mercado Sul Americano, como exemplo, a Educação à Distância. A pesquisa mostra, também, os incrementos de novas tecnologias associadas ou inseridas na educação, utilizando processo de planejamento, que por longos anos, também, sofreu várias transformações no desenvolvimento da aprendizagem, forte propulsora no desenvolvimento dos processos de ensino-aprendizagem, que possibilita manter, de forma fácil e rápida, a interação professor-aluno, até sua inserção na educação, e o avesso que é a exclusão destas classes, na utilização da tecnologia, como forma de desenvolver a aprendizagem. Se a educação levou décadas para sua democratização, a tecnologia consolidase em estrutura, a solidez desta democratização. Palavras-chave: Educação.Tecnologias computacionais. Planejamento. Educação a Distância. Mercosul. Domus on line: rev. Teor. pol. soc. Cidad., Salvador, v. 6/7, n. 1/12, p , jan./dez. 2009/

2 Computer technologies in distance education and planning as a tool in the assessment and development of learning: an analysis in Mercosur: Brazil and Paraguay Abstract Looking at the historical context of education and within literature review, an analysis of the relationships that emerge, offering conflict, lack of social policies led, guided or directed by the interests of certain social groups or factions articulated, as there was at the end of the First Republic and beginning of the second, as well as associated technologies have spurred the integration possibilities between those who teach and those who learn, in an agile and multimedia features, and the use of planning tools employed in education. The article demonstrates that within the historical context, there is the attempt to structure in the country, a policy and guidelines based education, which diverges into two main parts: on one hand the ideal deployment of traditional pedagogy by catholics and the other by the ideal school-based pedagogy novista, developed mainly in the United States of America, defended by intellectuals at the time, such as Teixeira. Discusses the historical context of education and the use of computational tools in the development of learning as a way to boost the educational methodologies in its applicability, which permeates their use in member countries including South American Market, as an example, the Distance Education. The research also shows the increments of new technologies associated with or embedded in education, using planning process, which for many years has also undergone several transformations in learning development, strong driving the development of teaching and learning, which enables keeping, easily and quickly, the teacher-student interaction, to its insertion in education, and the reverse, which is the exclusion of these classes, the use of technology as a way to develop learning. If the education took decades for its democratization, the technology is consolidated in structure, the strength of this democratization. Keywords: Education. Computer technologies. Planning. Distance education. MERCOSUL. 1 INTRODUÇÃO A educação brasileira em muito tem passado por oscilações durante sua história, desde o entusiasmo pela educação, ao otimismo pedagógico de meado da década de 20 ao inicio de 30, passando pelas reflexões pedagógicas, onde endossava as teses da pedagogia nova, até a imposição pela constituinte de 1937, onde o Estado Novo se desincumbiu da educação pública, assumindo apenas um papel de subsidiário, na educação em classes populares em Novamente, em 1964, a educação volta a não ser de interesse público. Conheceu, durante 21 anos, a ditadura, a repressão educacional, a privatização do ensino e novamente a exclusão da parcela das classes populares. Segundo Ghiraldelli (1996) Só uma visão Domus on line: rev. Teor. pol. soc. Cidad., Salvador, v. 6/7, n. 1/12, p , jan./dez. 2009/

3 otimista/ingênua poderia encontrar indícios de saldo positivo na herança deixada pela ditadura. Outra abordagem será um paralelo dentro da pesquisa por definição na utilização no processo de ensino-aprendizagem, a ferramenta planejamento, seu uso na gestão educacional, a fim de obter o resultado desejado e a forma de prevê e distribuição dos conhecimentos organizados e participativos, além de apresentar as novas ferramentas computacionais na utilização do desenvolvimento da aprendizagem, como forma de impulsionar as metodologias educacionais, como podemos citar a Educação a Distância (EAD): [...] há muito que evoluir não somente no aspecto tecnológico, mas, sobretudo no que diz respeito á sua democratização, permitindo o acesso de camadas da população de baixa renda. (ALVES, 2003, p. 64). Diante de políticas protecionistas e paternalistas 1 aplicadas pelo governo, nota-se que o intuito é preencher uma imensa lacuna de irresponsabilidade, pela exclusão de boa parte da população, articulando projetos de inclusão e inserção das novas tecnologias para o desenvolvimento de aprendizagem para esta população excluída. Toda a coleta de dados deste trabalho está organizada para proporcionar à sociedade, como um todo, a importância das novas tecnologias computacionais inseridas como ferramentas na Educação e a sua acessibilidade pelas classes populares, no desenvolvimento da Educação, além de apresentar, de forma clara, as novas formas de aprender, com o uso da Internet, onde o aluno vai descobrir e viajar para novos locais, estando no seu próprio mundo, definido o momento para a realização dos seus estudos. As razões pelas quais tornam a pesquisa relevante é pelo fato da relação entre tecnologia, educação e mundo, estarem em constante mudança, pois, muito se deve, de um quadro social, político e econômico brasileiro, não muito recente; desde a transição do império, a primeira República, principalmente na década de 20, onde se dá o início a um surto de crescimento industrial, um melhoramento nas redes telegráficas, ferroviárias e portuárias. Assim, a Educação conhece duas frentes de desenvolvimento educacional, o entusiasmo pela Educação, otimismo pedagógico como inicio da popularização da Educação e a inserção de novas tecnologias computacionais, no desenvolvimento educacional para as classes populares, e a Educação tradicional, idealizada pela Igreja Católica, única mantenedora do conhecimento. Os entusiastas pela educação fomentaram, desta forma, contribuições teóricas, a fim de prover, à realidade atual, o fenômeno pesquisado. Como na história da Educação, assim como no avanço tecnológico computacional, surge a discussão: como a tecnologia Domus on line: rev. Teor. pol. soc. Cidad., Salvador, v. 6/7, n. 1/12, p , jan./dez. 2009/

4 computacional requer um planejamento de ensino e como são inseridas na Educação, contribuindo para aprendizagem, entre as classes menos favorecidas? O computador, a Internet, os softwares e as mídias são tecnologias computacionais utilizadas na educação, como ferramentas na contribuição do desenvolvimento da aprendizagem das classes populares em Salvador-Bahia, como é o caso da criação dos infocentros, pelo Departamento de Modernização da Secretária de Segurança Pública e o Projeto de Inclusão Digital, pelo Ministério das Tecnologias do Governo Federal, que utilizam as ferramentas computacionais, na Educação, para incluir o indivíduo na era digital, sendo muito utilizado para a proposta da Educação a Distância (EAD). Sendo, ainda, uma tecnologia pouco manipulada por professores e educadores, estes abnegam as tecnologias computacionais por indiferença ou resistência às novas formas de educar, não oferecendo ao individuo a inserção desta tecnologia, como forma de contribuir para a Educação, o extraído da sociedade da informação e tornando-o excluído da era digital. Muito bem observados nos planejamentos de ensino e os de aula, elaborados pelos professores educadores 2 e por instituições educacionais. 2 PLANEJAMENTO É imprescindível que toda aplicação de recursos materiais utilizados para o desenvolvimento do ensino-aprendizagem requer, a fim de obter melhor desempenho e êxito nos objetivos findo, o planejamento. 2.1 O INÍCIO DA APLICABILIDADE COMO INSTRUMENTOS NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM Segundo Delcia et al. (1994 p.34) [...] planejar é a previsão metódica de uma ação a ser desencadeada e a racionalização dos meios para atingir os fins. Mais do que planejar uma ação, com propósitos de se chegar a um determinado objetivo educacional, os professores e instituições de educação, podem tornar o ato de ensinar algo mecanizado e aplicado de forma errônea e, por conseguinte, não atingirá esses objetivos propostos inicialmente; daí é que se faz necessário que o planejamento seja direcionado com o intuito no desenvolvimento cultural e social do homem, contribuindo para a sua dignificação. No processo de planejamento, a estrutura obedece, em sua formatação, a planos que significa projetar objetivos e metas para serem alcançados. Domus on line: rev. Teor. pol. soc. Cidad., Salvador, v. 6/7, n. 1/12, p , jan./dez. 2009/

5 Na educação, o planejamento de ensino divide-se em plano de curso, de unidade e o plano de aula, onde torna necessário a sua execução, como o intuito de observarmos mudanças comportamentais, integração de estudo oriundos do ambiente extra escolar e inter escolar, contribuições em dimensões filosófica, psicológica e social, onde o aprendizado não só passa a ser transmitida como mera informação, mas a constituição dentro de experiências trazidas e colaborada no ensino-aprendizagem, professor e aluno no contexto social real. Entendermos por objetivos educacionais formulações explicitas das mudanças que, se espera, ocorrerem nos alunos mediante o processo educacional, isto é, dos moldes como aluno modificam seu pensamento, seus sentimentos e suas ações. (DELCIA et al., 1994, p. 43) Fica claro que dentro do planejamento de ensino, os objetivos explicitam o que se quer desenvolver no aluno: os objetivos cognitivos, afetivos e os psicomotores. Trata-se da diversidade de fatos que serão abstraídos do aluno, do ambiente e do próprio professor. [...] Entretanto, a realização de uma serie extrema de objetivos não se converteria nunca em uma possibilidade prática se necessitarmos experiências especiais para cada objetivo. São indispensáveis experiências de aprendizagem que levem em si mesma oportunidade para alcançar objetivos múltiplos ou, em outras palavras para por em prática diversos comportamento. O alcance de objetivos múltiplos compreende também o aumento de oportunidade para aprendizagem ativa. (DELCIA et al., 1994, p. 36) 2.2 OS TIPOS DE PLANEJAMENTO APLICADOS NA EDUCAÇÃO Como planejar é condição indiscutível para a realização de uma ação, a fim de obter êxito nos objetivos proposto, surgindo assim a necessidade de verificarmos os tipos de planejamento e as suas influências na educação. Segundo Maximiniano (2000) [...] o planejamento como processo é a ferramenta que as pessoas e organização visam para administrar suas relações com o futuro. O planejamento é uma forma hierarquizada, como se partisse do geral até o atendimento de objetivos específicos de uma ação desenvolvida. Podemos assim, tipificar os planejamentos utilizados na Educação como: a) o planejamento educacional; b) o planejamento curricular; Domus on line: rev. Teor. pol. soc. Cidad., Salvador, v. 6/7, n. 1/12, p , jan./dez. 2009/

6 c) o planejamento de ensino: - o plano de curso; - o plano de unidade; - e o plano de aula. Como início, no processo educacional é montado no primeiro momento utilizando o planejamento educacional como [...] processo contínuo que se preocupa com o para onde ir e quais as maneiras adequadas para chegar lá, tendo em vista a situação presente e a possibilidade futuras, para que o desenvolvimento da educação atenda tanto as necessidades do desenvolvimento da sociedade, quanto do individuo. (COARACY, 1972, p. 79). Verifica-se que no planejamento educacional propõem-se os objetivos e traçam-se os requisitos necessários para obter êxito no processo de ensino-aprendizagem. Outro tipo de planejamento é o curricular, não sendo estudado como uma grade curricular imutável, estável, não dinâmico, mas sim, é a forma organizada, sistêmica, dinâmica do modo a concentrar o maior campo do conhecimento abordado para que atinja o objeto máximo do ensino-aprendizagem. Portanto, o planejamento curricular deve, além de atender à estruturação do conteúdo e do desenvolvimento de habilidades específicas, atendem, também à junção e a mobilização dos conhecimentos abordados e comuns do dia a dia do aluno. Como define bem Delcia et al. (1994, p. 54). Uma tarefa multidisciplinar que tem por objeto organização de um sistema de relações lógica e psicológicas dentro de um ou vários campos do conhecimento, de tal modo que se favoreça ao máximo o processo ensinoaprendizagem. Em todas as atividades desenvolvidas pelo professor na sala de aula, mesmo já traçadas no planejamento educacional e no curricular, haverá a necessidade de um planejamento de ensino, que é na verdade, um guia onde irá mostrar o inicio sistêmico, um direcionamento do projeto de educar, a fim de atingir os objetivos propostos no processo de ensinoaprendizagem. Poderá ser realizado de forma abrangente ou até mesmo específico, de forma hierarquizada; os professores dispõem de uma subdivisão do planejamento de ensino que são: Domus on line: rev. Teor. pol. soc. Cidad., Salvador, v. 6/7, n. 1/12, p , jan./dez. 2009/

7 o Plano de Curso, onde ações serão desenvolvidas num período de um ano ou maior período; sua abrangência total reflete nos cursos; temos o Plano de Unidade, onde as ações serão observadas e executadas por disciplinas, numa esfera menor que a do plano de curso; e temos por fim, Plano de Aula, onde realizarão e materializarão os planos diariamente aplicados pelo professor. Num planejamento de ensino os processos de decisão são múltiplos e pra cada etapa existem várias alternativas. Estas devem ser selecionadas de tal forma que cada uma constitua pré-requisito para cada etapa seguinte. (CAPPELLETTI, p. 123). Nota que a autora em descrever que as decisões são múltiplas para cada etapa no processo de ensino, vislumbrando a abrangência que um planejamento de ensino, deve possuir, quando da tentativa de traçar metas e objetivos para o ensino e os quais terão variações nestes mesmos objetivos específicos, principalmente quando se tratar dos objetivos cognitivos, todo o processo que estará contido no planejamento de ensino é de formular, explicitamente, mudanças que se espera que ocorra, ou não, no aluno. Já, na Ciência Administrativa verifica-se que o processo de planejamento compreende três etapas: a) definição dos objetivos; b) os meios de execução; c) a forma de controle, que são distribuídas em três níveis: - o estratégico; - o funcional; - o operacional. Em muito, assemelham-se aos moldes e necessidades na educação. Plano estratégico é o processo de definições de objetivos e de metas a fim de realizá-los [...]. Planos Funcionais são elaborados para possibilitar a realização de planos estratégicos [...] e por fim os planos operacionais processo de definir atividades e recursos. (UNVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA, 2006, p. 83). Domus on line: rev. Teor. pol. soc. Cidad., Salvador, v. 6/7, n. 1/12, p , jan./dez. 2009/

8 2.3 ENSINAR E APRENDER COM A UTILIZAÇÃO DE RECURSOS PRÉ- DETERMINADOS NO PLANEJAMENTO Fica claro e notório que todos os recursos de ensino utilizado pelo professor, em sala, para facilitar o aprendizado do aluno, utilizando determinada forma de transmissão do conhecimento e sua discussão em sala de aula, proporciona uma interação e intervenção da realidade com o aluno. Para se atingir este objetivo, será necessário ter escrito e ditado no planejamento de ensino. Porém, surge um questionamento por parte do aplicador do plano: para que serve os recursos de ensino? a resposta para esta indagação seja em atender de forma clara e objetiva o estímulo do aluno em sala de aula no processo de aprendizagem, ou seja, [...] são componentes do ambiente de aprendizagem que dão origem à estimulação para o aluno. (GAGNEÉ, 1971, p. 247). Não podemos confundir que os equipamentos de apoio ao ensino, seja o fim ou a substituição do professor, ou seja, a utilização de recursos de ensino para o processo de aprendizagem é apoio ao processo de ensino-aprendizagem, uma ferramenta do profissional da educação, para melhor desempenho em sala de aula. É comum notar que professores já utilizavam no processo de ensino, principalmente nos seus planos de aula, os recursos de ensino disponíveis na época da formulação de seus planejamentos; isto significa que em determinado período da historia da educação não existia a aplicação dos computadores em sala, por motivos variados, como por exemplo: a tecnologia nova, muito cara, utilização que necessitava de treinamentos específicos, entre outras. Tradicionalmente, havia uma classificação fixa e rígida dos recursos de ensino utilizada pelos professores em sala de aula, como por exemplo: recursos visuais: cartazes e gravuras; recursos auditivos: rádio, e recursos áudio visual: televisão. É claro, que os itens mencionados acima são apenas exemplos de recursos, que os professores em determinada época, tinham à sua disposição. Entretanto, ainda hoje são muito utilizados os recursos de ensino daquela época, com uma enorme variação de ferramenta à disposição do professor, atualmente e principalmente com o advento das novas tecnologias computacionais, que antes não eram acessíveis; hoje, as ferramentas são realidade para melhor desempenho profissional dos professores. Hoje em dia, os recursos adotados no planejamento de ensino têm a presença cada vez mais marcante das tecnologias computacionais, empregados na educação, e, por conseguinte, permitem que esta educação quebre barreiras físicas e políticas, como é o caso da Educação a Distância (EAD), pois revela-nos um quadro paradoxal da realidade; se por um lado existem Domus on line: rev. Teor. pol. soc. Cidad., Salvador, v. 6/7, n. 1/12, p , jan./dez. 2009/

9 professores com resistência de aplicar ferramentas computacionais na transmissão do conhecimento, por outro, temos uma sociedade ainda com pouco ou nenhum acesso a essa tecnologia. Hoje, todos admitem que, conhecer sistemas de informação é essencial para os administradores, porque a maioria das organizações precisa deles para sobreviver e prosperar. (LAUDON; LAUDON, 2006, p. 7) O professor, como principal articulador no processo de ensino, não poderá, mesmo que seja trabalhoso ou difícil, por falta de treinamento, na qual esta última deverá buscar treinamento especializado, negar a aplicação de ferramenta computacional como recurso de ensino, apesar desta tecnologia está cada vez mais sendo aperfeiçoadas e com multimídias variadas. O professor deverá sempre utilizar os recursos que achar mais importante para facilitar o processo de ensino-aprendizagem, não perdendo de vista que, como motivador no processo terá que inserir constante e gradativamente tecnologias associadas como ferramenta de ensino dentro das salas de aula, pois assim, diminui-se o aspecto sobre o desconhecimento das tecnologias computacionais por parte do aluno. Não sendo aqui conhecidas como inclusão digital, que significa acesso pela sociedade às tecnologias computacionais, mas sim, o conhecimento da aplicação das tecnologias, como ferramenta de transmissão do conhecimento. 2.4 O PROFESSOR: ATOR NO PROCESSO DE MOTIVAÇÃO Motivação, expressão utilizada e designada para [..] ação ou efeito de motivar, dar motivo: a) causar, despertar o interesse ou a curiosidade de: estimular, incentivar, mover [...], conforme XIMENES (1999). Então, enquanto ator no principal papel da transmissão do conhecimento, o professor deverá despertar a curiosidade, estimular, incitar a busca do saber, do conhecer e do interagir. Fatos do dia a dia dos alunos irão apresentar em sala, e o professor não poderá deixar de interagir e ajudar quando se tratando do processo de ensino-aprendizagem. Algumas falhas mostram que um determinado aluno poderá sofrer forte influência negativa sobre a inércia do professor em sala ou até o não estimular no processo de aprendizagem. [...] o professor, geralmente mostrava-se irritado por ter que ensinar a um principiante. O professor nunca estava satisfeito com os progressos de seu aluno. Às vezes ridicularizava e insultava o aluno; utilizava o violão como instrumento de castigo: como você aprendeu a lição de ontem, hoje praticará Domus on line: rev. Teor. pol. soc. Cidad., Salvador, v. 6/7, n. 1/12, p , jan./dez. 2009/

10 uma hora a mais; a janela da sala de aula dava para o campo de futebol onde o aluno viu seus amigos jogando; os amigos zombavam dela; o aluno nunca sabia o que o professor esperava dele em relação ao progresso na aprendizagem; o professor não utilizava nenhum recurso didático; o professor nunca perguntava ao aluno se havia entendido as explicações; as vezes, queria que o aluno soubesse coisas que ele nunca havia ensinado. (PILETTI, 1990, p. 233). Fica claro que, se houvesse um planejamento anterior que estabelecesse quais os recursos que serão utilizados no processo de ensino, sendo estes recursos acompanhados, na medida do possível aos avanços tecnológicos, principalmente para a Educação a Distância, iria instigar, estimular o aluno à descoberta do novo saber, do conhecer, e fadado estará o professor a atingir os objetivos propostos, que de forma geral será o aprendizado. Motivar não é um processo fácil, e que todo e qualquer professor, após sua preparação que detém um conhecimento específico da sua matéria está capacitado para entrar em sala e, como passo de mágica, fomentando ao aluno à motivação, o aprender, o que se deseja ensinar dentro do planejamento pré-estabelecido. O óbvio é que, mesmo estando preparada para ministrar uma aula pelos conhecimentos adquiridos, uma pequena parte do professor ainda requer algo para estar completo, e que não está disponível nas escolas para serem treinados. Podemos aqui chamar de atividade e sensibilidade da realidade vivida pelo aluno. O professor, apesar de utilizar tecnologias computacionais como ferramenta para melhorar o entendimento do aluno ministrado em sala, planejando suas ações pela técnica pedagógica, deverá apresentar sensibilidade da realidade dos seus alunos, a fim de não estar cometendo um equívoco, ou de até não estar sendo entendido, além da criatividade, que somente caso a caso, ou seja, professor a professor poderá analisar como, quando e para quem poderá utilizar uma determinada ação e equipamentos para motivar o aluno. Não podemos aqui imaginar que somente os recursos de ensino farão o papel de motivação, mas sim, os recursos aliados às novas tecnologias e sua aplicação de forma criativa e sensível à realidade dos alunos, pode tornar o ensino-aprendizagem menos traumática e mais participativa. Motivar um aluno não é tarefa fácil. Muitas vezes o professor conhece as teorias e técnicas de motivação da aprendizagem, mas ele próprio não está motivado para ensinar. Os alunos percebem essa desmotivação e apesar das técnicas e dos métodos de ensino utilizados, não demonstra maior entusiasmo pela matéria [...] a falta de motivação para aprender pode ter origem na não satisfação de necessidades que antecedem a necessidade do conhecimento, um aluno com fome ou muito cansado, por exemplo, dificilmente terá motivação para aprender. (PILLET, 1990, p. 237). Domus on line: rev. Teor. pol. soc. Cidad., Salvador, v. 6/7, n. 1/12, p , jan./dez. 2009/

11 2.5 LEI DE DIRETRIZES E BASE: EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA. USO DAS TECNOLOGIAS COMPUTACIONAIS A própria Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) estabelece que o planejamento é visto como uma ferramenta para alcançar os objetivos da formação do homem, segundo o que trata o Art. 1 0 da LDB, e seus incisos Da educação - Art A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais. 1º. Esta Lei disciplina a educação escolar, que se desenvolve, prédominantemente, por meio do ensino, em instituições próprias. 2º. A educação escolar deverá vincular-se ao mundo do trabalho e à prática social. (BRASIL, 1996). O Ministério da Educação, para viabilizar o processo de abrangência da educação, de forma ampla e sem fronteiras estruturais, como a parede da sala de aula, resolve, por Decreto n , de 19 de dezembro de 2005, regulamentar o art. 80 da Lei n de 20 de dezembro de Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, estabelecendo a educação a distância, como modalidade na qual a mediação nos processos de aprendizagem é feita por uso incondicional da tecnologia da informação, principalmente a rede de computadores, e professores [tutores] com conhecimentos razoáveis destas tecnologias. Foi o Ministério da Educação que criou a Secretaria de Educação a Distância (SEAD), setor responsável em incorporar tecnologias nos processos de ensino e a aprendizagem. Desta forma, o governo utiliza as tecnologias para atingir seus objetivos, ensinar e educar à distância. Resgatando o Governo Brasileiro, o período histórico onde se manteve afastado das diretrizes. CAPÍTULO 1 - DAS DISPOSIÇÕES GERAIS - Art. 1 0 Para os fins deste Decreto, caracteriza-se a educação a distância como modalidade educacional na qual a mediação didático-pedagógica nos processos de ensino e aprendizagem ocorre com a utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação, com estudantes e professores desenvolvendo atividades educativas em lugares ou tempos diversos. 1 A educação a distância organiza-se segundo metodologia, gestão e avaliação peculiares, para as quais deverá estar prevista a Domus on line: rev. Teor. pol. soc. Cidad., Salvador, v. 6/7, n. 1/12, p , jan./dez. 2009/

12 obrigatoriedade de momentos presenciais para: I - avaliações de estudantes; II - estágios obrigatórios, quando previstos na legislação pertinente; III - defesa de trabalhos de conclusão de curso, quando previstos na legislação pertinente; e IV - atividades relacionadas a laboratórios de ensino, quando for o caso. Art. 2 0 A educação a distância poderá ser ofertada nos seguintes níveis e modalidades educacionais: I - educação básica, nos termos do art. 30 deste Decreto; II - educação de jovens e adultos, nos termos do art. 37 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996; III - educação especial, respeitadas as especificidades legais pertinentes; IV - educação profissional, abrangendo os seguintes cursos e programas: a) técnicos, de nível médio; e b) tecnológicos, de nível superior; V - educação superior, abrangendo os seguintes cursos e programas: a) sequenciais; b) de graduação; c) de especialização; d) de mestrado; e e) de doutorado. Art. 30 A criação, organização, oferta e desenvolvimento de cursos e programas a distância deverão observar ao estabelecido na legislação e em regulamentações em vigor, para os respectivos níveis e modalidades da educação nacional. 1 Os cursos e programas a distância deverão ser projetados com a mesma duração definida para os respectivos cursos na modalidade presencial. 2 Os cursos e programas a distância poderão aceitar transferência e aproveitar estudos realizados pelos estudantes em cursos e programas presenciais, da mesma forma que as certificações totais ou parciais obtidas nos cursos e programas a distância poderão ser aceitas em outros cursos e programas a distância e em cursos e programas presenciais, conforme a legislação em vigor. (BRASIL, 2005). 2.6 NOVAS FORMAS DE ENSINAR E APRENDER UMA VISÃO DA EDUCAÇÃO SEM FRONTEIRAS, MERCOSUL A exemplo de utilização de tecnologias computacionais associadas na educação, de forma planejada no bloco econômico Mercado Comum Sul Americano (MERCOSUL), está a Universidade Autônoma de Assunção (UAA), que representa esta nova modalidade de transmissão de conhecimentos. Como no Brasil, o Paraguai também, de forma análoga, adota parâmetros que são sugeridos por lei, entretanto, todos têm as mesmas convicções sobre o uso das tecnologias, ampla interação professor e aluno e sua facilidade em atender de forma rápida e a qualquer tempo na relação do ensino-aprendizado. A Universidade Autônoma de Assunção tem sua origem na Faculdade de Administração de Empresas (HESS), fundada em A instituição está estabelecida como uma associação civil sem fins lucrativos, com a missão de produzir e divulgar conhecimento na área específica das Ciências Sociais: Domus on line: rev. Teor. pol. soc. Cidad., Salvador, v. 6/7, n. 1/12, p , jan./dez. 2009/

13 o negócio, com um vasto âmbito, independentemente de política, social ou religiosa interessados em adquirir conhecimento. Com o passar do tempo, em um cenário de crescente demanda por educação e formação atraído pela seriedade, exigência e excelência do ensino ministrado na instituição. A AESA foi crescente infraestrutura e expandir a sua oferta acadêmica de diferentes áreas do conhecimento, tanto das Ciências Sociais e Tecnologia, Ciências Humanas, Direito e Política. Com o advento da democracia no Paraguai, ESAE fundou uma universidade com base em sua infraestrutura humana, física e desenvolvimento organizacional: a Universidade Autônoma de Assunção, em A Universidad Autónoma de Asunción (UAA) é regida pelas regras estabelecidas na Lei n º 136/93 de Universidades e por seus próprios estatutos, gozando de autonomia financeira, financeira, organizacional e acadêmico. Pelo caráter e status, não tem definições de políticas ou religiosas Em 1994, os cursos de Pós-Graduação começar oferecendo aos profissionais a oportunidade de completar os seus conhecimentos com visão superior. Atualmente, a Divisão de Pós- Graduação oferece mais de 30 programas, apoiados por um primeironúmero de funcionários de nível, preparados para enfrentar as mudanças necessárias vinte e sociedade do século primeiro. Os estudantes nacionais que participem em suas classes e de diferentes pontos do MERCOSUL (UNIVERSIDADE AUTONOMA DE ASSUNÇÃO, 2009b). Muitos critérios são estabelecidos, entretanto, sem os planos de ensino ou os planejamentos educacionais e os objetivos de ampliar-se a forma de transmissão do conhecimento, ficará sem obter os resultados esperados, o que não demonstra o papel da escola. Assim, alguns métodos para obter esta eficácia, resumem, de acordo com o portal da UAA, no seguinte: A Universidade Autônoma de Assunção, no Paraguai, continua a ser um líder na implementação deste método: Proporcionar maior acesso ao conhecimento, aprendendo habilidades, aptidões e atitudes, bem como expandir relacionamentos. Superar as barreiras geográficas, sociais, religiosas, culturais, infraestrutura educacional e da falta de restrições pessoais. Desenvolver um espírito de perseverança e tenacidade, as chaves para a vida. Permite que os alunos a organizar o seu tempo e estratégias de aprendizagem, de forma autônoma com o apoio de tutores. Dê a cada aluno a oportunidade de entrar site da universidade para o livre acesso aos contactos com os professores, uma biblioteca virtual, entre os cursos que estão matriculados, os alunos mantêm contato com outros professores que estão online. Assegura um quadro de professores qualificados, que desenvolvem módulos, desenvolver tutoriais, receber e corrigir testes. (UNIVERSIDADE AUTONOMA DE ASSUNÇÃO, 2009a). Domus on line: rev. Teor. pol. soc. Cidad., Salvador, v. 6/7, n. 1/12, p , jan./dez. 2009/

14 Desta forma, podemos verificar que, no Brasil, assim como em países do MERCOSUL, a exemplo do Paraguai, a utilização das tecnologias computacionais e o planejamento para se atingir o objetivo do ensino na aprendizagem do aluno, torna cada vez mais uma realidade sem barreiras físicas ou estruturais, conectando pessoas para um objetivo, sua meta, conhecimentos. Características do produto: Educação através de uma Educação à Distância. Utilizando uma metodologia específica com o uso combinado de mídia impressa e das novas tecnologias da aprendizagem. Assistência aos estudantes através de professores e orientadores dos diferentes métodos de comunicação entre professores e alunos: telefone, , chat, fax, . A excelência educativa que os mesmos enfrentam. A facilidade de acesso. Capacidade para interagir com outros estudantes. Seguimento por parte dos professores. Exames parciais distância. Treinamento no uso de novas tecnologias. Acessibilidade para grupos grandes. Ritmo de aprendizagem, de acordo com as condições individuais. Autonomia e individualidade do aluno. Combina as ocupações com o aluno e a família. (UNIVERSIDADE AUTONOMA DE ASSUNÇÃO, 2009a). 3 AS TECNOLOGIAS COMPUTACIONAIS, INSERIDAS COMO INSTRUMENTOS DE APOIO AO PROFESSOR Observa-se que as tecnologias avançam cada vez mais, e não interagir com esses meios tecnológicos é manter-se, de modo artesanal, o processo de ensino-aprendizagem, e de não levar em conta, o dia a dia do aluno que está, ou não, utilizando-se das tecnologias colocadas a sua disposição. Ao professor, do quadro de giz até o projetor de mídia [data show], pode apresentar-se um quadro claro de que o ensino passou por transformações, devido aos instrumentos educacionais e computacionais, a serviço da aprendizagem. Instrumentos como o computador, as multimídias, o próprio data show, a Internet e unidades de armazenamentos, que são, sem dúvidas, equipamentos que estão à disposição do professor, na atualidade, o qual os utiliza para facilitar a transmissão do conhecimento de modo tal que o aluno aprenda por estar ouvindo comentários diferentes, imagens coloridas que movimentam-se ou até interagir com tais equipamentos que estão à disposição no processo de ensino-aprendizagem. Na verdade, o professor não pode estar preso ao passado devido ao avanço de tais tecnologias, mas, sim, farse-á necessário que o professor, como motivador no processo de ensino-aprendizagem, facilite Domus on line: rev. Teor. pol. soc. Cidad., Salvador, v. 6/7, n. 1/12, p , jan./dez. 2009/

15 o entendimento do conhecimento para que torne a interação do ensino com a aprendizagem, ou seja, a transmissão do conhecimento pelo professor e o entendimento por sua aplicabilidade ao aluno. 3.1 PRINCIPAIS TECNOLOGIAS COMPUTACIONAIS: A INTERNET, A MULTIMÍDIA, O DATA SHOW, O COMPUTADOR O computador surgiu da necessidade do homem em criar e tornar máquinas capazes de servi-lo. Por momentos históricos, o computador teve como função inicial redigir cálculos complexos até a comunicação entre si. Sua comercialização somente começou a partir de 1981, com os computadores UNIVAC I e IBM 701. Nesta evolução constate da tecnologia, muitos pesquisadores já informam que estamos na sociedade informação, onde o computador passa a ser um equipamento de comunicação programável e com capacidade de armazenamento e de processamento. Computador é uma máquina eletrônica de processamento e armazenamento de dados, programável com alta capacidade de armazenamento [...] aliada a uma altíssima velocidade de fazer cálculos [10 milhões de instruções por segundo]. (CHUH et al., 1994, p. 12). A Internet, através do fato histórico que, com o advento da guerra fria dois países lideravam um parque tecnológico avançado para o tempo passado e para o presente, os Estados Unidos da América (EUA) e a União Soviética. Deste fato, os EUA elaboraram uma rede de computadores que comunicavam entre si e que recebeu o nome de ARPANET, que começou a funcionar em Com certeza, após a criação do computador como meio inicial de cálculos complexos e posteriormente sua utilização como comunicação entre um ou mais computadores, como um dos equipamentos que seriam necessários utilizar-se na educação. Verificou-se, que os avanços tecnológicos computacionais aliados à comunicação com softwares, utilizados e dirigidos para uma interação entre aluno e professor no processo de ensino-aprendizagem, seriam uma resposta para atender, de maneira rápida e gradual, ao ensino, que antes era fixo e rígido em estrutura física e por uma série de métodos tradicionais que não estavam acompanhando a sociedade da informação. Não significa que acabou a escola, símbolo de Domus on line: rev. Teor. pol. soc. Cidad., Salvador, v. 6/7, n. 1/12, p , jan./dez. 2009/

16 estrutura física que representa o saber, local de passagem de conhecimento; a busca do conhecimento, apenas abriu a oportunidade de levar este símbolo, a escola para qualquer lugar, a qualquer hora, atendendo a necessidade principal do aluno. A Internet foi uma das ferramentas computacionais que mais evolui e avançou tecnologicamente, criando soluções para a educação, o que antes não poderia se deslocar até uma casa, ou até de um sítio, ou um lugarejo só para ensinar a um punhado de alunos; com a Internet se consegue atingir um punhado alunos cada vez maior e com adaptações de horários e tempo para transformação do conhecimento. A educação a distância (EAD) pode e tem sido realizado por diversos meios, seja radio, correios, telefone, televisão, dentre outros. No entanto o sucesso dos cursos não depende unicamente da tecnologia empregada, assim como, muitas experiências atuais não obtêm êxito esperado devido a diversos fatores alheios ao meio tecnológico. Entretanto, não pode negar que com o surgimento de novas tecnologias de informação e comunicação (NTIC), originadas na década de 60 e consolidadas nos anos de 90, tem corroborado sensivelmente para o crescimento da educação a distância. (ALVES, 2003, p. 67). O data show (DS) é um equipamento de projeção de multimídias, com resolução de alta qualidade e transferência de dados por meio de armazenamento móvel como disquetes, cdrom ou pen drive, e na verdade um avanço da tecnologia do retro-projetor, que em sua época era considerado uma ferramenta indispensável para visualização de textos gráficos ou tabelas, facilitando o entendimento. Não há como negar que o DS tem maior luminosidade do que um retroprojetor. É verdade, também, o DS tem vantagem de armazenamento e acesso de imagens. Com um disquete, cd-rom ou pen drive que pode-se armazenar um arquivo com dezenas de imagens seja do word ou power point ou qualquer outro editor de texto e imagem. Porém, a diferença de luminosidade entre o retroprojetor e o DS não é de proporção que justifique o sepultamento do primeiro em favor do segundo. A dificuldade com o armazenamento de arquivos e imagens no retroprojetor pode ser contornado criando-se arquivos ou pastas de transparências. Hoje, algumas instituições permitem ao professor converter slides de power point em transparências de retroprojetor, bastando ao professor enviar o arquivo por via eletrônica ou disquete ao setor responsável. O boom dos computadores, do telefone e da tecnologia de televisão, bem como a fusão dessas tecnologias, vêm tendo grande impacto na maneira Domus on line: rev. Teor. pol. soc. Cidad., Salvador, v. 6/7, n. 1/12, p , jan./dez. 2009/

17 pela qual as empresas fabricam e vendem seus produtos. Á medida que a tecnologia vem proporcionando alimentos, roupas, moradias, veículos e possibilidades de entretenimento novos e melhores, nossas vidas têm mudadas muito. (KOTLER, 1998, p. 25). 4 UMA APLICAÇÃO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA EM SALVADOR Pode-se notar que está longe ainda do desafio de incluir todo brasileiro, principalmente as classes populares, na difusão do conhecimento e do uso da informática, no dia a dia. O governo empenha esforços para criar espaços cada vez mais dirigidos para incluir as classes populares no conhecimento de informática, ai entendendo as ferramentas como Internet, o computador, a multimídia. A Secretária de Segurança Publica Nacional e do Estado da Bahia cria projetos onde o objetivo é a inclusão digital e o ensino de ferramentas computacionais, com a educação a distância, passam a ter maior direcionamento e relevância. A Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP) também utilizando das tecnologias computacionais, para transmitir o conhecimento aos recursos humano disponível para a área de Segurança Pública, a exemplo, podemos citar o Programa Nacional de Segurança Pública (PRONACI), que viabiliza o curso à distância, fomentando desta maneira, o conhecimento e o aperfeiçoamento dos profissionais. Outro Projeto é desenvolvido pelo Governo do Estado, e Governo Federal em parceria, no desenvolvimento dos inforcentros, que são salas de informática com acesso gratuito á Internet e infraestrutura para realização de cursos contendo 10 computadores para usuários e 01 servidor, interligado com conexão banda larga; utilizam sistemas operacionais Linux, editor de texto, entre outros aplicativos. E, disponibiliza cursos inteiramente grátis, para comunidade circunvizinha dos Batalhões de Polícia Militar. 5 CONCLUSÃO Podemos notar que, historicamente, a educação passa por várias transformações, sociais, políticas e tecnológicas; esta última como apoio indiscutível ao processo de ensinoaprendizagem. Os educadores passaram a usar as ferramentas tecnológicas e ferramentas de planejamento no processo de ensino. A reestruturação das Leis no Brasil e que perpassam fronteiras, como exemplo o Paraguai, ligadas à educação, adotaram tecnologias computacionais para levar conhecimento em locais distantes e agrupar um número maior de Domus on line: rev. Teor. pol. soc. Cidad., Salvador, v. 6/7, n. 1/12, p , jan./dez. 2009/

18 pessoas no processo de ensino. A educação a distância é um exemplo de planejamento com utilização de recursos apoiados por lei ou normas. O planejamento é a gestão do processo de ensino; são os ditames de onde quer chegar, promovendo uma precisão do futuro e do desenvolvimento de ações racionais, a sociedade da informação, e sem dúvida uma realidade presente, exigente, principalmente, para profissionais da educação que têm à sua disposição, ferramenta tecnológica tais como: computadores, data show, software ligados na educação, TV com circuito fechado, ente outros. Nota-se que o governo brasileiro e instituições de educação no Paraguai, demonstrando que a EAD é uma forma de integrar e abarcar um maior número de pessoas, oferecendo e transmitindo conhecimentos, como projeto do PRONACI, os Infocentros e na Educação Superior. Entre vários pontos históricos abordados, é destaque o momento atual, onde o destaque está no planejamento educacional como estratégia, e garantir ao aluno uma melhor forma de visualizar e entender o assunto transmitido, devido ser elencado no plano de aula do professor; as tecnologias computacionais serão utilizadas para melhor forma de transmitir os assuntos. Fica claro, que comunidades circunvizinhas a quartéis e ás universidades de Salvador irão ter acesso gratuito com implemento da tecnologia computacional, assim como as barreiras entre países, tornando-se um grande bloco sem paredes físicas; o conhecimento é aberto a todos. O objetivo geral é analisar a educação desde o seu contexto histórico e a participação de classes populares à educação e às tecnologias computacionais, utilizadas como ferramentas, para o melhoramento da aprendizagem. Como objetivo específico, o projeto mostra um retrato imparcial da inserção das tecnologias computacionais na educação, e como contribui para o desenvolvimento da aprendizagem nas classes populares de Salvador-Bahia. NOTAS 1 Protecionista e paternalista, o primeiro, é um sistema que favorece preferencialmente as indústrias e segundo, é um comportamento adotado por autoridades nas relações entre chefe e seus subordinados de caráter patriarcal, uma forte tendência de disfarçar o autoritarismo. Luft (2000). 2 Segundo Luft (2000), educador é a pessoa que promove o desenvolvimento harmônico de sua capacidade física e intelectual e moral. Domus on line: rev. Teor. pol. soc. Cidad., Salvador, v. 6/7, n. 1/12, p , jan./dez. 2009/

19 AGRADECIMENTOS A Deus, em primeiro lugar. À minha esposa, pelo apoio e incentivo. Mãe e filho pela paciência da minha ausência. À Faculdade Batista Brasileira, pelo espaço concedido. REFERÊNCIAS ALVES, Cristina. (Org.). Tecnologia e educação: trilhando novos rumos. Salvador, BRASIL. Decreto n , de 19 de dezembro de Regulamenta o art. 80 da Lei n , de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/ldb.pdf>. Acesso em: 14 out BRASIL. Lei n de 20 de dezembro de Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/ldb.pdf>. Acesso em: 14 out CAPPELLETTI, Isabel Franchi. Planejamento de ensino. Revista Escola, São Paulo, n. 5, abr CHUH, Kan et al. Manual do curso profissional Windows Systema da Byte, COARACY, Joanna. O planejamento como processo. Revista da Educação, Brasília, v. 1, n. 4, p. 79, DELCIA, Enricone et al. Planejamento de ensino e avaliação. 4. ed. São Paulo: Atica, GAGNEÉ, Paulo. Filosofia da Educação. 2. ed. São Paulo, GHIRALDELLI JR., Paulo. História da Educação. 8. ed. São Paulo: Moderna, KOTLER, Philip. Administração de marketing, análise, planejamento, implementação e controle. 5. ed. São Paulo: Atlas, LANDON, Kenneth C. E.; LANDON, Jane Price. Sistemas de informação gerenciais: administrando a empresa digital. 5. ed. São Paulo: Pearson, LUFT, Celso Pedro. Minidicionario Luft. 20. ed. São Paulo: Ática, MAXIMIANO, Antonio César Amaru. Introdução à Administração. 5 ed. São Paulo: Atlas, PILETTI, Claudino. Didática geral. 11. ed. São Paulo: Ática, Domus on line: rev. Teor. pol. soc. Cidad., Salvador, v. 6/7, n. 1/12, p , jan./dez. 2009/

20 UNIVERSIDADE AUTONOMA DE ASSUNÇÃO. Disponível em: <http://www.uaa.edu.py/educ_a_distancia/ventajas.html>. Acesso em: 14 out. 2009a. UNIVERSIDADE AUTONOMA DE ASSUNÇÃO. Disponível em: <http://www.uaa.edu.py/postgrado/es/launiversidad>. Acesso em: 14 set. 2009b. UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA. Planejamento governamental. Palhoça, XIMENES, Sérgio. Minidicionário da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Ediouro, Artigo recebido em 10/09/2010 e aceito para publicação 20/01/2011. Domus on line: rev. Teor. pol. soc. Cidad., Salvador, v. 6/7, n. 1/12, p , jan./dez. 2009/

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