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1 Prezados Clientes (e demais leitores), Este Boletim Informativo nº 03, conforme combinamos, abordará o assunto: Ferramentas da Qualidade, Produtividade e Logística. No início deste novo ano de 2010, gostaríamos de apresentar abaixo a nova geração da QUALISOLUÇÕES, que já vem atuando como Consultores Associados da empresa, trazendo uma benéfica diversificação do know-how da nossa equipe de trabalho. Da esquerda para a direita: 1) Giulio Americo Tolesano Pascoli = Designer Gráfico e de Programação Visual, Técnico em Processamento de Dados; 2) Graziela Virgínia Tolesano Pascoli = Médica Veterinária, Mestre em Ecologia e Conservação, Técnica em Processamento de Dados; 3) Gabriel Henrique Tolesano Pascoli = Tecnólogo em Informática com Ênfase em Gestão da Produção Industrial, Técnico em Processamento de Dados; Boa leitura, Ped. Sandra Virgínia Tolesano Pascoli Diretora Proprietária Eng. José Américo Pascoli Diretor Técnico

2 FERRAMENTAS DA QUALIDADE, PRODUTIVIDADE E LOGÍSTICA Como vimos no Boletim da QUALISOLUÇÕES do segundo semestre de 2009, o tripé da competitividade e, consequentemente, do lucro da empresa, é constituído pela Qualidade + Produtividade + Logística, representado pelo desenho ao lado. Portanto, se quisermos melhorar a Competitividade, que é essencial neste mercado globalizado, teremos que otimizar, ao mesmo tempo, as três áreas da empresa que constituem o tripé! Essa otimização da Qualidade + Produtividade + Logística, pode ser muito facilitada e bem melhor conduzida, através do uso das Ferramentas, tradicionais ou modernizadas, que detalharemos a seguir. Caixa de ferramentas

3 O material que veremos a seguir, sobre Ferramentas, foi especialmente desenvolvido para o curso PDCA Análise e Solução de Problemas, que a QUALISOLUÇÕES realizou em parceria com a CDQ, para os colaboradores das empresas Sonoco do Brasil, Sonoco Forplas e Sonoco Londrina. NO JAPÃO FORAM CRIADOS OU APERFEIÇOADOS OS MELHORES MÉTODOS E FERRAMENTAS PARA A MELHORIA DA QUALIDADE, PRODUTIVIDADE E LOGÍSTICA. Breve histórico das Técnicas Industriais Japonesas : 1945: Duas bombas atômicas americanas derrotam o Império Nipônico, pondo fim à Segunda Grande Guerra Mundial; Japão: país arrasado, fábricas destruídas, povo traumatizado e profundamente desonrado pela derrota militar, considerada impossível por eles; Metas de reconstrução do país apontavam para exportação de produtos não militares, mas produtos japoneses já tinham fama de má qualidade.

4 A Força de Ocupação Americana no Japão, comandada pelo Gal. Douglas McArthur, necessitava da produção em massa de rádios para se comunicar com cada cidade/aldeia japonesa; Os japoneses conheciam eletrônica mas nada sabiam de técnicas modernas de administração de empresas, principalmente de Qualidade ; McArthur mandou chamar os engenheiros americanos, Sarasohn e Protzman, em 1946 e 48, para dar cursos para industriais japoneses; Com o sucesso desses cursos, os japoneses criaram em 1949 o Grupo de Pesquisas para o Controle da Qualidade; Também foram convidados para proferir palestras no Japão, os especialistas americanos do Controle da Qualidade, Deming (1950) e Juran (1954); Os japoneses sugaram ao máximo todos os conhecimentos dos americanos no campo da Qualidade, assimilando e aperfeiçoando algumas técnicas ocidentais; Nos próximos 15 anos (décadas de 60/70) o Japão deu a volta por cima, criando as famosas Técnicas Industriais Japonesas, através das quais conseguiram fabricar produtos de ótima qualidade, a preços reduzidos, devido a fenomenais índices de produtividade; No final da década de 80, o Japão já era a 2ª economia mundial, e 11 das 15 maiores empresas do mundo eram japonesas!

5

6 Reações típicas das pessoas ao se defrontarem com um problema na sua área de trabalho: 1 ) Procurar ignorar ou ocultar o problema, não admitindo de forma alguma a sua existência. (reação mais comum, principalmente no Ocidente). Ou: 2 ) Enfrentar o problema, acreditando que, quando existe um problema, existe também um potencial de melhorias. (ponto de vista dos orientais).

7 Provérbio japonês: Os problemas 1 ) Procurar ignorar ou ocultar o problema, são não mapas admitindo de forma alguma a sua existência. de tesouros! (reação mais comum, principalmente no Ocidente). 2 ) Enfrentar o problema, acreditando que, quando existe um problema, existe MÉTODOS também um potencial ANÁLISE de melhorias. E SOLUÇÃO DE (ponto de vista dos orientais). PROBLEMAS FERRAMENTAS

8 Técnicas Industriais Japonesas: Sistema de Produção Toyota e JIT/KANBAN (Taiichi Ohno); CCQ e Diagrama de Causa e Efeito (Kaoru Ishikawa); Poka- Yoke e TRF/SMED (Shigeo Shingo); além de técnicas desenvolvidas coletivamente, como o TQC, TPM, Kaizen, etc.

9 Além das ferramentas japonesas citadas no slide anterior, e outras ferramentas mais usuais que vamos relacionar mais adiante, hoje existem centenas de outras ferramentas, dificultando assim o seu emprego no nosso dia a dia. Como vemos no desenho abaixo, precisamos saber previamente qual é a aplicação característica da ferramenta, para podermos empregá-la bem. Ferramentas são quaisquer utensílios ou dispositivos empregados para aplicar, direcionar e multiplicar a força do usuário na execução de trabalhos. Cada ferramenta tem uma aplicação específica, ou uma utilização para a qual é mais indicada.

10 RELAÇÃO DAS PRINCIPAIS FERRAMENTAS NOME / SIGLA APLICAÇÂO Nº Formulário de Coleta de Dados Sistematização de coleta de dados IT 01 Diagrama de Afinidade Tratamento de dados p/ gerar informações IT 02 Diagrama de Fluxo (Fluxograma) Representação esquemática de processos IT 03 Diagrama de Árvore Tratamento de dados p/ gerar informações IT 04 Diagrama de Pareto (Gráfico ou Curva ABC) Priorização de problemas ou atividades IT 05 Diagrama de Causa e Efeito (Ishikawa ou Espinha de Peixe) Análise crítica de problema p/ definir suas causas IT 06 Benchmarking Comparação com padrões mais elevados IT 07 Brainstorming Levantamento de problemas e/ou idéias IT 08 Histograma (Gráfico de Barras) Tratamento de dados p/ gerar informações IT 09 Diagrama de Dispersão Tratamento de dados p/ gerar informações IT 10 Cartas de Controle / CEP Controle estatístico do processo IT 11 8D s / QC Story / MASP Análise e solução de problemas IT 12 FMEA / HACCP / HAZOPS Prevenção e gestão de riscos IT 13 CCQ / APG / PGM / Teamwork Análise e solução de problemas em grupo IT 14 GUT (Gravidade x Urgência x Tendência) Priorização de problemas ou atividades IT 15 5 W 1 H / 7 Por que? Conhecimento profundo dos problemas IT 16 Work Sampling (Amostragem do Trabalho) Levantamento de expectativa de produtividade IT 17 Diagrama de Setas / PERT - CPM Planejamento e programação de atividades IT 18 PMCa / Gembakaizen Blitz Obter melhorias de forma rápida IT 19 PDPC (Process Decision Program Chart) Identificar desvios prováveis e definir planos de ação IT 20 ABCosting (Custeio ABC) Sistema de custeio baseado em atividades IT 21

11 RELAÇÃO DAS PRINCIPAIS FERRAMENTAS NOME / SIGLA APLICAÇÂO Nº Ciclo de Shewhart / Ciclo de Deming / PDCA Sequência ideal de gestão: planejar, executar, verificar, agir IT 22 5 S / Housekeeping / SOL Proporcionar: segurança, organização e limpeza IT 23 6 ϭ (Seis Sígma) Melhoria através da redução da variabilidade IT 24 Estratificação Tratamento de dados p/ gerar informações IT 25 AV / EV Engenharia de valores visando redução de custos IT 26 PEQUI Pesquisa de Erros da Qualidade e Improdutividades IT 27 Método Delphi Tomada de decisões em grupo IT 28 TRF / SMED Sistematização da troca rápida de ferramentas IT 29 PPSA (Planejamento e Programação Semanal de Atividades) Melhoria da produtividade pessoal IT 30 Cronograma / Gráfico de Gantt Planejamento de atividades e visualização gráfica da alocação dos recursos necessários Método GOIA (Gerencie Onde os Incidentes Acontecem) Para saber onde e como procurar os problemas IT 32 IT 31 Balanced Scorecard / KPI s Integrar todos os KPI s para traduzir a missão e a estratégia da empresa em objetivos tangíveis IT 33 JIT / Kanban Para programar a produção apenas à tempo IT 34 Poka-Yoke Prevenir falhas através de dispositivos especiais IT 35 R & R (Repetitividade & Reprodutibilidade) Controle estatístico do processo IT 36 Check-List (Folha de verificação) Prevenir o esquecimento de ações e atividades IT 37 TQC (Total Quality Control) Para o controle da qualidade total IT 38 Kaizen Obtenção de melhoria contínua IT 39 TPM (Total Productive Maintenance) Alcançar o Zero Falhas e o Zero Desperdícios IT 40 Lean Manufacturing (Produção enxuta) Eliminar desperdícios e criar valores na produção IT 41

12 A tabela dos slides anteriores possibilita uma rápida verificação da utilização típica das principais ferramentas, considerando-se as seguintes observações: 1ª) Os números da última coluna (IT 01 até IT41) referem-se às Instruções de Trabalho onde são descritas detalhadamente cada ferramenta, incluindo o seu histórico, o passo a passo da operação, as definições e exemplos práticos de utilização. As IT s atendem plenamente a norma NBR ISO 9001:2008 e NBR ISO 14001:2004,conforme o exemplo abaixo:

13 2ª) As 41 ferramentas relacionadas não esgotam este assunto! Existem dezenas de outras à disposição dos usuários e quase todo dia surgem novas ferramentas. Só para exemplificar, existe uma relação de 71 ferramentas de trabalho que devem ser utilizadas para implementar a ferramenta Seis Sigma (IT 24), das quais, apenas 26 constam da tabela que nós apresentamos (as outras 45 são de uso mais específico)! 3º) No livro Kaizen, de Masaaki Imai, são citadas as tradicionais 7 Ferramentas Estatísticas, que são: Diagrama de Pareto (IT 05), Diagrama de Causa e Efeito (IT 06), Histograma (IT 09), Cartas de Controle (IT 11), Diagrama de Dispersão (IT 10), Gráficos(vários tipos), Folhas de Verificação (IT 37). Também são mencionadas as Sete Novas Ferramentas do Kaizen: Diagrama de Relações, Diagrama de Afinidade (IT 02), Diagrama de Árvore (IT 04), Diagrama de Matriz, Diagrama de Análise dos Dados da Matriz, PDPC (IT 20), Diagrama de Setas (IT 18). 4º) As 4 últimas ferramentas que relacionamos na nossa tabela ( TQC, Kaizen, TPM e Lean Manufacturing), são consideradas também Filosofias ou Estratégias Empresariais, sendo implantadas nas empresas como complemento das normas NBR ISO 9001:2008 (Sistema de Gestão da Qualidade) e NBR ISO 14001:2004 (Sistema de Gestão Ambiental).

14 5º) Destas, a TPM Total Productive Maintenance (Manutenção Produtiva Total ) é mais utilizada atualmente como um ambiente empresarial (em comparação com os sistemas operacionais da informática, como o Windows, o DOS, o Mac OS, etc.). Aliás, uma das perguntas que mais se ouve dos clientes é: Por que eu devo implantar TPM se as áreas básicas da minha empresa (Engenharia, Produção, Manutenção, Qualidade, Comercial, Adm. & Fin., etc.) estão indo bem? A nossa resposta é sempre a mesma: Imagine que a sua empresa trabalha no ambiente DOS de meados dos anos 80: o seu computador é um PC-AT 286, com memória RAM de 256 Kb, utilizando disquetes flexíveis de 1,2 Mb, monitor de fósforo verde de 12, aplicativos Wordstar (textos) e Lotus 123 (Planilhas). Agora você passa repentinamente para um ambiente Windows 7 de 2009, utilizando um Desktop 960-DT, com memória RAM de 4 Gb, utilizando pen-drive de 64 Gb, monitor LCD colorido de 19, aplicativos MS Office Se formos pensar bem, tanto no ambiente DOS como no Windows 7 você pode fazer as mesmas coisas, como um texto, uma planilha, etc. Mas a sua performance (qualidade, diversidade, rapidez, interatividade) é muito melhor no ambiente Windows 7 do que no ambiente DOS! Fazendo a correlação, a sua empresa com TPM é Windows 7 e sem TPM é DOS!

15 No Boletim Informativo do Primeiro Semestre de 2009, que pode ser acessado a partir da Website da QUALISOLUÇÕES, foram apresentadas mais informações sobre essa importantíssima ferramenta denominada TPM Manutenção Produtiva Total. Os 8 Pilares do TPM MELHORIAS ESPECÍFICAS MANUTENÇÃO AUTÔNOMA MANUTENÇÃO PLANEJADA E & T CONTROLE INICIAL MANUTENÇÃO DA QUALIDADE OFFICE TPM SHE

16 Finalizando este Boletim Informativo nº 03/2010, gostaríamos de salientar que todas as metodologias e ferramentas apresentadas (e outras que constam do nosso Website estão à disposição de vocês, bastando para isso fazer contato com a QUALISOLUÇÕES e solicitar uma visita, sem compromisso. Fone: (14) / ; Cel.: (14) s: / Agradecemos a sua atenção e convidamos para a leitura da próxima edição do nosso Boletim Informativo, onde abordaremos o tema Engenharia de Manutenção. Itapuí/SP, janeiro de 2010

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