Uma análise dos efeitos da educação generificada na escolha pela profissão entre as diferentes áreas da TI

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Uma análise dos efeitos da educação generificada na escolha pela profissão entre as diferentes áreas da TI"

Transcrição

1 Uma análise dos efeitos da educação generificada na escolha pela profissão entre as diferentes áreas da TI Resumo Este artigo visa elencar os fatores culturais e biológicos influentes nessa escolha entre as diferentes profissões da área de Tecnologia da Informação (TI) e entender como foram sendo construídos historicamente, a fim de que seja possível justificar a semelhança entre as opções feitas por pessoas de mesmo gênero. Depois da revisão bibliográfica, da citação dos fatores culturais e biológicos levantados, a pesquisa qualitativa e quantitativa realizada com alunos do 1º. e 5º. módulos do curso Técnico em Informática de uma escola técnica da região sul do Brasil, a qual se utilizou de questionário e entrevista, será analisada e uma possível conclusão será abordada. Glaucia Luciana Keidann Timmermann Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul Fabiana Lasta Beck Pires Instituto Federal Farroupilha Palavras chave: Educação Generificada; Profissão; Tecnologia da Informação. X ANPED SUL, Florianópolis, outubro de p.1

2 1. Entendendo a Pesquisa A presente pesquisa visa elencar fatores influentes e relevantes na escolha por determinadas profissões dentro da área da Tecnologia da Informação segundo o gênero, trazendo uma fundamentação teórica que aborda a historicidade do tema em estudo. O interesse pela pesquisa se deu há algum tempo, desde o ingresso da autora num curso Técnico da área de TI, área esta em que concluiu sua graduação e trabalha atualmente. A curiosidade acentuou se quando foi em busca das primeiras experiências de trabalho na área na cidade onde reside, percebendo que a maioria das vagas requisitavam pessoas do sexo masculino, principalmente as vagas relacionadas ao trabalho com hardware. Com o passar do tempo também foi percebendo que os salários divergiam e que tudo isso variava conforme a localidade em que era requisitada a mão de obra. Muitas foram as concepções construídas, porém nenhuma delas com base em pesquisas. Diante desse fato, surgiu a ideia desta pesquisa, que busca acima de tudo demonstrar que mulheres não são menos capazes do que os homens em profissões que exijam raciocínio lógico e matemático, boato este espalhado ao longo da história e que acaba influenciando na escolha pela profissão direta ou indiretamente. Para demonstrar que esses fatores ainda são relevantes, será submetida uma pesquisa qualitativa e quantitativa, realizada mediante questionário e entrevista em que a amostra se resume em alunos do primeiro e último módulo do Curso Técnico em Informática desta escola técnica. Todos possuem idade entre 14 e 22 anos e estão ingressando na vida profissional. 2. Revisão Bibliográfica A revisão bibliográfica a seguir traz informações elencadas por autores que se preocupam com o papel da mulher na sociedade, diante de sua já conhecida discriminação, a qual se propagou pelos continentes ao longo do tempo. O levantamento bibliográfico se detém, prioritariamente, a fatores das sociedades ocidentais e tem como objetivo fundamentar o motivo da pesquisa e embasar sua análise por parte tanto do X ANPED SUL, Florianópolis, outubro de p.2

3 autor deste artigo, como dos leitores do mesmo e a quem haja interesse de prosseguir em pesquisas na área. 2.1 Educação generificada e alguns de seus efeitos Valerie Walkerdine (2007) preocupa se com questões da educação generificada, mais precisamente seus efeitos. Assim como a preocupação que instigou esta pesquisa, Walkerdine, em sua produção Ciência, Razão e a Mente Feminina, buscou demonstrar que a incapacidade das mulheres não passava de uma construção social estruturada no decorrer da história. No século XVII, Aristóteles afirmava que o cérebro masculino era maior do que o das mulheres e por isso dominavam a razão. A maioria dos textos filosóficos estudados na escola é de filósofos do sexo masculino, como mostra Tiburi (2002, p. 7) em seu livro Mulheres e a Filosofia. As mulheres eram educadas para serem gentis, sensíveis, pura emoção. Todos esses fatos analisados num longo período histórico por mentes inconformadas remetem a conclusão que o fator mais influente na escolha das profissões pelas mulheres não está ligado às suas características biológicas, mas principalmente ao contexto histórico e social. A educação generificada segundo Valerie Walkerdine (2007) é aquela que faz distinções na forma e importância de ensinar o aluno, sendo que normalmente essa distinção é o resultado da classificação do professor, baseada principalmente na classe, gênero e raça: De outro lado, aqueles que ensinam potenciais programadores de computador, matemáticos e físicos, enfatizam o proposicional. Entretanto, essa distinção não possui simplesmente um valor teórico. Desde a implantação do ensino obrigatório tem ocorrido um debate sobre o tipo de Matemática que deveria ser ensinada a diferentes alunos. As diferenças são, naturalmente, específicas à classe, gênero e raça, e argumentos naturalizados são facilmente introduzidos para mostrar que alguns alunos são simplesmente mais naturalmente ajustáveis à esfera doméstica do que à intelectual (WALKERDINE, 2007, p ). X ANPED SUL, Florianópolis, outubro de p.3

4 Outros autores, como XAVIER FILHA (2000), definem a educação generificada como a educação imbuída, impregnada, das relações de gênero. Uma pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Computação (MORAES, s/d), que leva em consideração os dados de 2001 a , revela que as mulheres representam 14% dos estudantes das faculdades de tecnologia no Brasil. O senso comum parece dizer que há algo de errado com as meninas e a tecnologia, principalmente nas matérias da área da tecnologia da informação relacionadas diretamente com a razão. Não é apenas na área de tecnologia que as mulheres encontraram e encontram barreiras, mas sim em qualquer e quase toda área de saberes duramente científicos: Quando se busca caracterizar a Ciência, há algo que aparece muito naturalmente e quase não necessita de muitos esforços para ser evidenciado: o quanto a ciência é masculina (CHASSOT, 2003, p. 23). No presente artigo, serão consideradas duas variáveis influentes no processo da escolha pela profissão, mesmo sabendo que existem outras. Essa seletividade se deve ao fato de que nas bibliografias são as mais comentadas e polêmicas no tocante a questões de gênero, sendo elas os fatores culturais e fatores biológicos, que serão abordados nas seções a seguir. Antes de evidenciar esses fatos é importante entender a construção de algumas concepções sobre a mulher e sua capacidade para exercer determinadas profissões. Tais concepções são carregadas explícita ou implicitamente de uma misoginia 2. Chassot (2003) acredita que a inculcação continuada de uma ciência masculina se tenha fortalecido a partir da nossa ancestralidade judaico cristã, além dos vínculos religiosos: Para cada uma dessas três raízes, se trazem tentativas de leituras: na grega, os mitos e as concepções biológicas de fecundação de Aristóteles; na judaica, a cosmogonia, particularmente a criação de Adão e Eva; e na cristã, aditadas às explicações emanadas do judaísmo, a radicalidade das interpretações como aquelas trazidas por teólogos iminentes como 1 Não foram encontradas pesquisas mais recentes com estes dados, nem mesmo a atualização da pesquisa em questão. 2 O termo misoginia se refere a antipatia, aversão mórbida às mulheres, conforme o dicionário online Michaelis (MICHAELIS, 1998). X ANPED SUL, Florianópolis, outubro de p.4

5 Santo Agostinho, Santo Isidoro e Santo Tomás de Aquino, entre outros. (CHASSOT, 2003, p.46) Para que seja possível entender a atual situação da mulher, que se mostra oculta, discreta, mas que é sim desigual é necessário analisar esse contexto histórico social de constituição dos povos do ocidente. Chassot (2003) e Tiburi (2002) trazem os principais fatos históricos de cada uma das três principais raízes que ajudaram a construir a situação atual, que atribui a cada gênero papéis e obrigações distintas, em que um gênero se sobressai ao outro, originando uma espécie de hegemonia implícita entre os sexos. As concepções a respeito da superioridade masculina chegaram a tal ponto que se pensava que existisse alma no sêmen masculino, o qual ao não encontrar o corpo da mulher como um receptáculo para incubar a criança, acabava tornando se apenas um material seco e sem vida. Para Chassot (2003), o problema da misoginia herdada da ancestralidade judaica tem suas origens quando os judeus tomam como Deus criador, um ser masculino. Não seria uma deusa, mas um deus capaz de criar o mundo. Depois Eva torna se a responsável pela perda do paraíso, que por sua vez gera como castigo para os homens o fato de terem que trabalhar e ganhar o pão com o suor de seu rosto e as mulheres darem a luz com dores de parto. Para completar, em Gênesis capítulo 3 e versículos 36, a esposa fica condenada a ser dominada pelo seu esposo: A paixão vai te arrastar para teu marido e ele te dominará. Toda a discriminação judaica é confirmada também em Green (1994, p. 258), quando conta que o homem judeu começa suas orações diárias agradecendo por não ser mulher. Além disso, devem se dedicar aos trabalhos domésticos ou de dentro oikós para que os homens possam se dedicar aos estudos ou atividades de fora pólis. Quanto à ancestralidade cristã, os comentários panorâmicos a seguir, são concepções de Chassot (2003, p ), os quais visam fundamentar na influência da filosofia cristã, o quanto a ciência é masculina. Para o autor, o fundamentalismo religioso é que torna os ensinamentos cristãos um problema e não o cristianismo em si. Posturas X ANPED SUL, Florianópolis, outubro de p.5

6 como as mencionadas a seguir, mesmo sendo minimizadas, trazem para os tempos mais recentes a mulher como sujeito incapaz. Um belo exemplo deste fato foi a conquista do voto feminino, que no Brasil ocorreu apenas em Giorgio (1994, p. 2004) afirma que além do direito ao voto ter sido conquistado tardiamente, durante todo século XIX e até boa parte do século XX, a leitura era vedada às mulheres, permitindo se ler pouco e ler bem Chassot (2003, p. 71). Uta Ranke Heinemann (1996, p. 140) diz que a história do cristianismo é quase a história de como as mulheres foram silenciadas e privadas de seus direitos. Conta se que o preconceito contra as mulheres fora tão monstruoso, que no século IX, aconteceu um episódio chocante: uma mulher travestida de homem para ser aceita no clero Joana I Anglais, sucessora do papa Leão IV, que denominava se João VIII ou João, o Inglês durante uma procissão em Roma, deu a luz prematuramente a um filho. Tal fato obrigou o clero a destituí la pós mortem do trono de São Pedro, pela barbárie cometida. Esses e outros comentários elencados por Chassot (2003) ajudam a reconstruir o trajeto que explica os atuais resquícios de discriminação contra o sexo feminino. 3. Algumas interpretações sobre a cultura, identidade e sua imbricação com o gênero Inicialmente é importante definir a cultura conforme a visão de estudiosos, a fim de ser possível relacionar acontecimentos histórico culturais que, de forma discreta ou não, foram construindo critérios seletivos para as profissões e a vida profissional conforme o gênero. Essa definição poderá ser construída pelo leitor partindo das concepções de Stuart Hall, um teórico cultural jamaicano, um filósofo e antropólogo e um doutor em sociologia e direito que são apresentadas a seguir. Para ele, informação e formação identitária, a história e a condição social estão intimamente relacionadas ao processo de formação cultural, o qual determinou algumas identidades com características semelhantes. Hall (2005) em seu livro Identidade Cultural na Pós Modernidade, volta seus escritos para o sujeito ocidental, pós moderno, aquele que se modifica continuamente, resultado X ANPED SUL, Florianópolis, outubro de p.6

7 de movimentos importantes da cultura ocidental, como: a reforma e o protestantismo, o humanismo renascentista, revoluções científicas e o iluminismo, sendo que este último definiu o homem racional e científico, em que a mulher jamais teria parte em qualquer produção racional, pois era considerada sujeito emotivo, objeto frágil de beleza e procriação (CHASSOT, 2003). Assim o perfil masculino associava se à produção, a formações e conhecimento. Descartes (1637) definiu a existência humana na ação de pensar e pensar estava reservado aos homens (CHASSOT, 2003) e assim a identidade passou a ser escolhida, delineada a partir da formação, do estudo, da área de interesse. Talvez por isso, ao se apresentar, o sujeito até hoje mencione sua profissão, depois de seu nome. Hall (2005) continua explicando que as teorias sociais foram se modificando e o sujeito cartesiano foi sendo descentrado de sua concepção. Freud, que definiu o inconsciente, Lacan com a teoria do espelho, Michel Foucault, explicando o poder disciplinar, o movimento feminista reivindicando direitos e deveres para o sexo frágil alteraram a sociedade, modificaram leis, concepções e instigaram a reflexão humana e aqui, quando se fala em humana, substitua se pelo contexto histórico por de homens. Apenas ao sexo masculino era outorgado o direito de produzir ciência. Neste momento surge outro fator influente na identidade: o pensar, os processos únicos que cada sujeito, com suas histórias, meio social e educação produzem, reproduzem e alteram. Juntamente com o pensar, surge o poder de persuasão daqueles que concebem novas formas de pensar e as organizam, as disseminam. Ser forem bem aceitas por um grupo, terão poder social influente, ganharão espaço, podendo alterar identidades. Foi dessa forma que o preconceito cultural contra as mulheres foi construído, disseminado e ainda impera até hoje, porém com menos força. Já Néstor Garcia Canclini entende a cultura como uma variável que caracteriza o macroambiente da sociedade. Não menciona claramente a imbricação da cultura com gênero, mas esta pode ser percebida já nas entrelinhas da introdução e capítulo I de sua obra A Identidade Cultural na Pós Modernidade. Para ele o mundo vive uma X ANPED SUL, Florianópolis, outubro de p.7

8 interculturalidade em que os diferentes grupos se relacionam e efetuam trocas entre si e, nesses grupos que ele menciona, se encontram os gêneros. Para descrever a interculturalidade é necessário observar como cada grupo se apropria dos materiais que os rodeia. Não se trata apenas de passar da diferença às fusões, processo este que é chamado por Canclini de produção de sentidos. Na seção anterior, em que se relata um pouco sobre a ancestralidade grega, judaica e cristã ao longo da história dessas sociedades, é possível entender como essa produção de sentidos foi acontecendo ao longo do tempo, estabelecendo o multiculturalismo, em que as diferenças dos que compartilham o mesmo gênero são exaltadas e suas misérias são escancaradas. Dentro do contexto cultural, que abarca o conjunto de processos sociais de significação, a discriminação de um gênero em relação a outro é, na verdade, uma opção de cada indivíduo, que escolhe reproduzir hábitos e processos de significação, como a misoginia, por exemplo. Canclini define essa escolha como camisa que o indivíduo decide vestir, diferente de sua pele, que é nativa, biológica. Por isso, para ele, considerar uma mulher menos capacitada que um homem não é um fator biológico e sim, unicamente cultural, que se constitui numa imbricação complexa entre o social e o cultural, chamada de visão sociossemiótica. As diferentes visões sociossemióticas produzem o cultural que pode ser considerado como uma zona de conflito, pois é o espaço onde as diferenças se chocam, se fundem e se transformam e produzem a cultura. Por isso, a diferença e a condução da mesma para produção de novas ideias e novas culturas é uma poderosa arma, que pode causar a desestruturação de uma base social já consolidada, como a base que sustenta as conquistas e perdas sociais das mulheres ao longo da história. Boaventura de Sousa Santos mesmo falando de cultura, em seu texto Para uma Pedagogia de Conflito propõe alternativas que são resultados do inconformismo para combater modelos burgueses de educação que se disseminam a partir da cultura. Para reverter esse quadro, ele acredita ser possível buscar soluções no passado ou no futuro. Crê ainda que se os vencidos olharem para o passado, verão que esperaram demais do X ANPED SUL, Florianópolis, outubro de p.8

9 futuro, do progresso, que apenas os outorgou o mero direito a condições sub humanas de vida. Talvez por isso e para quebrar essa corrente histórica e de certa forma conformista, seja melhor basear se no passado. Essa afirmativa ajuda a descobrir a origem misógina de preconceitos quanto a algumas profissões e sua ocupação por pessoas do sexo feminino. Mesmo Boaventura voltando seus estudos para a pedagogia, muitos são os paralelos que podem ser estabelecidos com a questão de gênero. Boaventura entende a necessidade de quebrar esse círculo, desestabilizar a trivialização do sofrimento a partir de um projeto educativo emancipatório, que somente pode ser concebido mediante o passado como opção e conflito. Seria uma espécie de educação para o inconformismo, um projeto de aprendizagem de conhecimentos conflitantes. Se muitas mulheres tivessem sido educadas para resistir a condições de preconceito, para questionar imposições, as diferenças entre gêneros talvez estivessem mais amenas e até não existissem mais. Boaventura vê como possibilidade de descentralização do modelo eurocêntrico o campo pedagógico, que deve criar imagens desestabilizadoras dos relacionamentos entre culturas, que sejam reproduzidas a partir das culturas dominadas e porque não de gêneros dominados e que sejam discutidas, pensadas, analisadas. Grupos de conflitos são uma forma de chegar a novas concepções. Uma ideia sugerida pelo autor é da hermenêutica diatópica, em que uma cultura observa a outra, a fim de perceber a incompletude recíproca das culturas. A partir destas três visões, é possível construir uma ideia do universo que a cultura contém e, ao mesmo tempo, como ela ajuda a construir o próprio universo dentro do qual se encontram as questões de gênero e toda sua implicação social. A única forma de descontruir ideais preconceituosos que se solidificaram a partir do tempo, é analisando os fatores culturais históricos e, baseados nesses, buscar ideais justos e igualitários. X ANPED SUL, Florianópolis, outubro de p.9

10 4. Fatores Culturais relacionados ao gênero e sua influência na decisão pela profissão Para falar de gênero partir se á dos países ocidentais e do sexo feminino. Se hoje é possível concluir que muitas das profissões eram exclusivamente machistas (MENEZES, 2002, P ) e que a ciência, a filosofia e todas as altas especulações foram consideradas estranhas às mulheres (TIBURI, 2002, p. 17), é porque outros estudiosos já haviam concluído que o sexo frágil foi vedado, por muito tempo, de saberes ligados à razão. Para que fique mais claro esse veto histórico e de certa forma ainda atual é necessário resgatar a história e fatores culturais. Mary Wolltestonecraft (TIBURI, 2002, p. 7) foi uma das inglesas pioneiras no questionamento do sexismo 3 doutrina sucintamente velada por uma superioridade dos homens em relação às mulheres (TIBURI, 2002, p. 7). Seu questionamento se inicia no final do século XVIII, quando critica Rousseau, defensor dos ideais de liberdade, igualdade e fraternidade, mas que curiosamente defende em uma de suas obras 4, a educação com distinções, na qual à mulher era dada a sensibilidade, o cuidado, a emoção e o homem à razão. Para Mary, o problema não estava em questões biológicas, assim como há muitos séculos Aristóteles havia erroneamente concluído: a falha estava no que e como se ensinava, nos conteúdos que eram distribuídos conforme o gênero. Chassot (2003, p. 24) já discutia em seu livro que as mulheres sofriam discriminações no mundo do trabalho no Brasil, pois ganhavam 2/3 do salário dos homens, que detinham 70% dos rendimentos do país. Além disso, as mulheres ocupavam apenas 10% das cadeiras do legislativo. Para Chassot (2003) esse fato era exclusivamente cultural: O quanto isso é cultural, podemos ver quando meninos recebem armas para brincar e meninas recebem bonecas [...]. Nós nos construímos, ou fomos construídos assim (CHASSOT, 2003, p. 24). 3 O sexismo é também definido no dicionário online Michaelis (MICHAELIS, 1998) como conjunto de estereótipos quanto à aparência, atos, habilidades, emoções e papel apropriado na sociedade, de acordo com o sexo. Apesar de também estereotipar o homem, mais frequentemente reflete preconceitos contra o sexo feminino. Ex: a mulher vista apenas como mãe, vítima indefesa ou sedutora, e o homem, como machão, poderoso e conquistador. 4 ROSSEAU, Jean Jaques. Emile e Sophie ou Os Solitários. São Paulo: Hedra. 1ª. edição p. X ANPED SUL, Florianópolis, outubro de p.10

11 Nos dias de hoje a situação não é muito diferente. Em pesquisa realizada por Selena Garcia Greca (CZENUSLIAK, 2012), é possível perceber a predominância de mulheres em alguns cursos e de homens em outros. A pedagoga Inge Renate Frose Sur, coordenadora pedagógica das Faculdades Facinter e Fatec, relata que os homens dominam as áreas de Logística, Tecnologia da Informação, Ciência da Computação e Análise de Sistemas. Enquanto isso, as mulheres são a maioria em Turismo e Secretariado, apresentando como motivos dessa escolha generificada dentre as profissões: Preconceito: Se uma mulher tiver que trabalhar à noite, ela é considerada pela sociedade como uma mulher que não leva a sério marido e família e se o homem tomar conta dos filhos tem sua masculinidade posta em questão (CZENUSLIAK, 2012). Influência do contexto social: Meninas escolhem a profissão pensando, também, na qualidade de vida e num equilíbrio entre a vida profissional e pessoal. Se decidirem dedicar se aos estudos e ter filhos mais tarde, mesmo assumindo os riscos, sofrem cobrança por parte da família e dos amigos (CZENUSLIAK, 2012). Expectativa da sociedade: Segundo a psicóloga Daniele Foster (CZENUSLIAK, 2012), ouvimos que os homens são mais racionais e lógicos como já falado neste artigo. Tal fato se deve ao contexto histórico social e ao fato de que as mulheres são mais emotivas e intuitivas, o que também influencia na escolha pelo curso e, consequentemente, na escolha pela profissão. Antes mesmo de pensar na escolha pela profissão, um adolescente já sabe que determinadas áreas são mais propensas a mulheres ou a homens, pois estão submergidos numa cultura que não é neutra e dita silenciosamente os gêneros profissionais. É só pensar nas indústrias da algumas cidades interioranas dos estados do sul do país: hoje, ainda a grande maioria de trabalhadores de indústrias voltadas ao segmento agrícola do setor da produção são homens. A pesquisa que será apresentada no subtítulo 6 visa conhecer a influência cultural dominante na escolha pela profissão conforme o gênero. No século XIX, mulheres estudantes de matemática publicavam seus trabalhos sob pseudônimos masculinos a fim de conseguirem créditos acadêmicos e que seus trabalhos fossem aceitos pela sociedade, que era totalmente machista. X ANPED SUL, Florianópolis, outubro de p.11

12 No Brasil, na década de 40, o futebol foi proibido para as mulheres, decreto este do Estado Novo. A explicação para tal fato era totalmente discriminatória, afirmando que o futebol era: exacerbador do espírito combativo e da agressividade, qualidade incompatíveis com o temperamento e o caráter feminino e também pelos perigos que pudesse causar a futura maternidade (CHASSOT, 2003, p. 28). Fato mais intrigante, ainda, é revelado por Chassot (2003, p. 28), que traz o relato da professora Yeda Pinheiro Dick, docente da UFRGS, que sofreu protestos quando seu nome foi proposto à Congregação da Escola de Engenharia para ser professora, fato este ocorrido no ano de Os motivos para tal tentativa de veto estavam diretamente relacionados ao sexismo: que se uma mulher ingressasse no quadro de professores, o ensino viraria de pernas para o ar. Hoje, segundo a pesquisa da psicóloga Selena Garcia Greca, especialista em Orientação Vocacional e Profissional (CZENUSLIAK, 2012), para cada 63 mulheres que se matriculam em cursos de Pedagogia existe um homem matriculado. Esse dado mostra que, para modificar o pensamento generificado e preconceituoso no tocante à profissão, o tempo e as inquietações sociais são as melhores ferramentas que, por sua vez, ajudam a constituir a história e transformam a cultura. 5. A pesquisa: processo de levantamento de dados Para Rapkiewicz (1998, p. 171), da mesma forma como as mulheres são consideradas incompetentes nas áreas científicas, assim também o são na área tecnológica, que é coisa de homem. Esses fatores acentuam a ideia de que as mulheres, em geral, são incompetentes para a ciência e a tecnologia. O que a grande maioria das pessoas não sabe é que os primeiros computadores foram operados por mulheres que "computavam 5 ". Essas pioneiras eram formadas em matemática e ciências, com doutorado em matemática. Mas como a maioria das contribuições das mulheres para a informática foi na área de software 5 O termo computar significa realização de cálculos para os cientistas (LUBAR, 1998). X ANPED SUL, Florianópolis, outubro de p.12

13 [...] elas permanecem invisíveis na forma como a história da informática é contada. Talvez porque esta história seja contada na maioria das vezes com base na evolução do hardware e suas diferentes gerações (RAPKIEWICZ, 1998). Diante de todos esses fatores se julgou pertinente tal pesquisa, a qual se deu por meio de questionário e entrevista, com duas turmas de alunos de um curso técnico numa escola da região sul do país, sendo uma turma do primeiro módulo e a outra, do quinto. A pesquisa será, portanto, qualitativa e quantitativa, pois ao mesmo tempo em que se preocupa em quantificar os resultados, se preocupa também mediante as entrevistas com aspectos da realidade que não podem ser quantificados, centrando se na compreensão e explicação dos relatos. Para que fosse possível verificar quais das áreas da tecnologia da informação que os alunos desejavam seguir, foi desenvolvido um trabalho em que pesquisaram sobre doze profissões da área da TI mais comuns na região. Os alunos deveriam pesquisar dados como: funções realizadas, ambiente de trabalho, conhecimentos necessários, ofertas de vagas, dentre outras características de cada função. Para que o salário não influenciasse, teriam que considerar que todas as profissões teriam a mesma remuneração, pensando apenas em amar o que se faz. Na relação entregue aos alunos, havia as profissões que se utilizam mais da lógica, matemática e raciocínio e as que mais se utilizam das inter relações, sendo elas: Programador(a), Analista de Sistemas, Web Designer, Instrutor(a)/Professor(a) de TI, Administrador de Banco de Dados, Secretária, Gerente de TI, Consultor de Informática, Administrador de Redes, Analista de Suporte Técnico, Analista de Segurança e Analista de Negócios. Inicialmente, o questionário foi submetido à turma do módulo 1, com quinze alunos, em que alguns alunos do sexo masculino optaram por áreas mais voltadas a estética, como designer: X ANPED SUL, Florianópolis, outubro de p.13

14 Figura 1 Resultado Pesquisa 1º. Módulo CTI Fonte: Pires; Timmermann; Depois se percebeu que seria necessário submetê lo a uma turma que já tivesse convivido mais no universo da informática. A pesquisa foi então submetida ao 5º e último módulo com nove alunos. Os resultados foram distintos se usado mesmo critério de análise da turma anterior pois homens escolheram as funções mais racionais e as mulheres, funções que trabalham sobretudo com inter relações: Figura 2 Resultado Pesquisa 5º. Módulo CTI Fonte: Pires; Timmermann; X ANPED SUL, Florianópolis, outubro de p.14

15 6. Análise conclusiva a partir da pesquisa realizada Num primeiro momento de análise, após ler os questionários, a concepção foi confusa. A princípio a pesquisa seria realizada apenas com os alunos do primeiro módulo, mas a resposta foi inesperada e não confirmouou o levantamento teórico e as observações das inter relações nas salas de aula do curso. Supunha se, conforme o modelo cultural desta cidade, que nenhum menino fosse optar pela área de web design, o que não ocorreu porque comparada com as demais que foram elencadas, no contexto local, é uma das que menos se utiliza de lógica, razão e é oposta ao hardware, parte física dos computadores, na maioria das vezes preferidas pelo sexo masculino. Quatro meninos optaram pela área (figura 1). Nenhuma menina optou por profissões como secretária ou instrutor (a) / professor (a) de TI. Quando os alunos do 1º módulo foram entrevistados, percebeu se que mesmo tendo sido mostradas as tarefas diárias dos profissionais de TI de cada área, a maioria priorizou fazer o que gosta. Verbos como gosto, quero, interessar e até mesmo criar foram mencionados durante toda a conversa. Como estão ingressando na área, os alunos possuem muitas expectativas e principalmente as meninas querem impressionar. Esse verbo foi mencionado várias vezes por elas durante as entrevistas, assim como o termo chamar atenção. Nesse momento começaram a se confirmar os dados da revisão bibliográfica e das observações feitas. Percebeu se a preocupação exacerbada das meninas em impressionar pais e familiares mediante suas notas, suas ações e de seu espaço como profissionais, de sua constituição como cidadãs, até mesmo como forma de compensar a aposta feita pela família. Os resultados podem ser visualizados no gráfico abaixo: X ANPED SUL, Florianópolis, outubro de p.15

16 Homens; Web Designer; 4 Mulheres; Web Designer; 4 Homens; Gerente de TI; 2 Homens; Programador; 2 Homens Mulheres Homens; Analista de Segurança; 1 Homens; Administrador de Homens; Analista Redes; 1 Sup. Técnico; 1 Figura 3 Gráfico de escolhas entre as diferentes profissões da TI conforme o gênero (CTI Módulo 1) Fonte: Pires; Timmermann; Imbricações culturais ou fator biológico? O resultado da pesquisa para os alunos concluintes do curso que já haviam cursado os componentes referente à lógica e a programação de computadores foi mais próximo às conclusões e fatos da revisão bibliográfica, porém, revelando no mínimo duas novas formas de propagação do mito da incapacidade lógica e racional feminina. As meninas do 5º. módulo optaram por profissões que se utilizam mais do interrelacionamento, comunicação e afeto, como a instrutor (a) / professor (a) de TI, secretário (a) e analista de sistemas este último é um misto de relacionamento com o cliente e raciocínio lógico. Apenas uma mulher escolheu a programação. Palavras como ajudar, ensinar, contato com o cliente foram mencionadas com frequência em suas falas e a preocupação com impressionar já não foi tão acentuada. Algumas meninas mencionaram o fato de terem concebido sua escolha em conversas e relatos de amigas que já exerceram determinada profissão e gostaram, como por exemplo, secretária. X ANPED SUL, Florianópolis, outubro de p.16

SEMANA 3 A CONTRIBUIÇAO DOS ESTUDOS DE GÊNERO

SEMANA 3 A CONTRIBUIÇAO DOS ESTUDOS DE GÊNERO SEMANA 3 A CONTRIBUIÇAO DOS ESTUDOS DE GÊNERO Autor (unidade 1 e 2): Prof. Dr. Emerson Izidoro dos Santos Colaboração: Paula Teixeira Araujo, Bernardo Gonzalez Cepeda Alvarez, Lívia Sousa Anjos Objetivos:

Leia mais

Palavras-chave: Formação de professores; Justificativas biológicas; Dificuldades de escolarização

Palavras-chave: Formação de professores; Justificativas biológicas; Dificuldades de escolarização OS MECANISMOS DE ATUALIZAÇÃO DAS EXPLICAÇÕES BIOLÓGICAS PARA JUSTIFICAR AS DIFICULDADES NO PROCESSO DE ESCOLARIZAÇÃO: ANÁLISE DO PROGRAMA DE ALFABETIZAÇÃO LETRA E VIDA Cristiane Monteiro da Silva 1 ; Aline

Leia mais

Os gargalos para o ingresso e a permanência das mulheres no mercado de TI, no Brasil Bárbara Castro

Os gargalos para o ingresso e a permanência das mulheres no mercado de TI, no Brasil Bárbara Castro Os gargalos para o ingresso e a permanência das mulheres no mercado de TI, no Brasil Bárbara Castro Dra. em Ciências Sociais (UNICAMP) Bom dia, Primeiramente gostaria de cumprimentar a todos e a todas

Leia mais

Inserção de mulheres na docência em teologia: um estudo quantitativo

Inserção de mulheres na docência em teologia: um estudo quantitativo Inserção de mulheres na docência em teologia: um estudo quantitativo Neiva Furlin Resumo O objetivo deste artigo é apresentar alguns resultados da pesquisa de mestrado em andamento, que se insere dentro

Leia mais

Simone de Sousa Barbosa e Silva

Simone de Sousa Barbosa e Silva PROGRAMA DE AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM ESCOLAR PAAE (SEE/MG): POLÍTICA PÚBLICA EDUCACIONAL ATINENTE AOS DIREITOS SOCIAIS E ESTRATIFICAÇÃO DO WELLFARE STATE, A SERVIÇO DA LUTA POR JUSTIÇA SOCIAL, OU MERA

Leia mais

TÍTULO: A IMPORTÂNCIA DA INCLUSÃO DE CRIANÇAS PORTADORAS DE NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS NO ENSINO REGULAR

TÍTULO: A IMPORTÂNCIA DA INCLUSÃO DE CRIANÇAS PORTADORAS DE NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS NO ENSINO REGULAR TÍTULO: A IMPORTÂNCIA DA INCLUSÃO DE CRIANÇAS PORTADORAS DE NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS NO ENSINO REGULAR CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS SUBÁREA: PEDAGOGIA INSTITUIÇÃO: FACULDADE

Leia mais

4 EIXOS ORGANIZADORES DOS CONTEÚDOS HISTÓRIA GEOGRAFIA ENSINO RELIGIOSO. Informações, Comunicação e Interação

4 EIXOS ORGANIZADORES DOS CONTEÚDOS HISTÓRIA GEOGRAFIA ENSINO RELIGIOSO. Informações, Comunicação e Interação 1 TÍTULO DO PROJETO Bíblia Sagrada Livro de Provérbios. 2 SÉRIE/CICLO 3ª Série 1ª Etapa do 2º Ciclo 3 AUTORA Rosângela Cristina Novaes Balthazar Curso: Pedagogia 6º Período Noite E-mail: rocryss@yahoo.com.br

Leia mais

Gênero, ética e sentimentos: A resolução de conflitos no campo da educação

Gênero, ética e sentimentos: A resolução de conflitos no campo da educação PROGRAMA ÉTICA E CIDADANIA construindo valores na escola e na sociedade Gênero, ética e sentimentos: A resolução de conflitos no campo da educação Valéria Amorim Arantes 1 Brigitte Ursula Stach Haertel

Leia mais

O olhar do professor das séries iniciais sobre o trabalho com situações problemas em sala de aula

O olhar do professor das séries iniciais sobre o trabalho com situações problemas em sala de aula O olhar do professor das séries iniciais sobre o trabalho com situações problemas em sala de aula INTRODUÇÃO Josiane Faxina Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho Câmpus Bauru e-mail: josi_unesp@hotmail.com

Leia mais

A ESCOLA E O LIVRO INFANTIL NA FORMAÇÃO DO GOSTO LITERÁRIO

A ESCOLA E O LIVRO INFANTIL NA FORMAÇÃO DO GOSTO LITERÁRIO A ESCOLA E O LIVRO INFANTIL NA FORMAÇÃO DO GOSTO LITERÁRIO Sílvia Cristina Fernandes Paiva 1 Ana Arlinda Oliveira 2 A leitura literária na escola Podemos afirmar que a leitura é fundamental para construção

Leia mais

AÇÕES DE COMBATE A HOMOFOBIA NAS ESCOLAS DO PÓLO DO CEFAPRO (CENTRO DE FORMAÇÃO E ATUALIZAÇÃO DE PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO) DE TANGARÁ DA SERRA-MT

AÇÕES DE COMBATE A HOMOFOBIA NAS ESCOLAS DO PÓLO DO CEFAPRO (CENTRO DE FORMAÇÃO E ATUALIZAÇÃO DE PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO) DE TANGARÁ DA SERRA-MT AÇÕES DE COMBATE A HOMOFOBIA NAS ESCOLAS DO PÓLO DO CEFAPRO (CENTRO DE FORMAÇÃO E ATUALIZAÇÃO DE PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO) DE TANGARÁ DA SERRA-MT RELATO DE EXPERIÊNCIA Introdução Marcos Serafim Duarte

Leia mais

Entendendo o que é Gênero

Entendendo o que é Gênero Entendendo o que é Gênero Sandra Unbehaum 1 Vila de Nossa Senhora da Piedade, 03 de outubro de 2002 2. Cara Professora, Hoje acordei decidida a escrever-lhe esta carta, para pedir-lhe ajuda e trocar umas

Leia mais

A EDUCAÇÃO INCLUSIVA COMO OBJETIVO DE UMA GESTÃO DEMOCRÁTICA

A EDUCAÇÃO INCLUSIVA COMO OBJETIVO DE UMA GESTÃO DEMOCRÁTICA A EDUCAÇÃO INCLUSIVA COMO OBJETIVO DE UMA GESTÃO DEMOCRÁTICA Rozieli Bovolini Silveira 1 Diane Santos de Almeida 2 Carina de Souza Avinio 3 Resumo: A educação inclusiva e processo de educação de pessoas

Leia mais

A PRESENÇA MASCULINA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: REFLEXÕES INTRODUTÓRIAS

A PRESENÇA MASCULINA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: REFLEXÕES INTRODUTÓRIAS A PRESENÇA MASCULINA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: REFLEXÕES INTRODUTÓRIAS Nilson Sousa Cirqueira 1 - UESB José Valdir Jesus de Santana 2 - UESB Grupo de Trabalho - Educação da Infância Agência Financiadora: Não

Leia mais

LISTA DE EXERCÍCIOS RECUPERAÇÃO. 1. Quais foram as principais características da escolástica? Cite alguns de seus pensadores.

LISTA DE EXERCÍCIOS RECUPERAÇÃO. 1. Quais foram as principais características da escolástica? Cite alguns de seus pensadores. LISTA DE EXERCÍCIOS RECUPERAÇÃO 1. Quais foram as principais características da escolástica? Cite alguns de seus pensadores. 2. Como acontecia a aprendizagem nas escolas no período medieval? Quem era apto

Leia mais

PROCESSO SELETIVO DE TRANSFERÊNCIA DE ALUNOS E PORTADOR DE DIPLOMA DE GRADUAÇÃO PRIMEIRO SEMESTRE - 2016 ANEXO VI CURSO DE PSICOLOGIA 1º PERÍODO

PROCESSO SELETIVO DE TRANSFERÊNCIA DE ALUNOS E PORTADOR DE DIPLOMA DE GRADUAÇÃO PRIMEIRO SEMESTRE - 2016 ANEXO VI CURSO DE PSICOLOGIA 1º PERÍODO 1 Conteúdos conceituais ANEXO VI CURSO DE PSICOLOGIA 1º PERÍODO CONSTRUÇÃO DO PENSAMENTO PSICOLÓGICO Definição dos conceitos de conhecimento científico e de senso comum; Estudo do processo de obtenção

Leia mais

Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Sociologia

Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Sociologia Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Ensino Médio Elaborar uma proposta curricular para implica considerar as concepções anteriores que orientaram, em diferentes momentos, os

Leia mais

DOS ESTUDOS DE GÊNERO ÀS TEORIAS QUEER: DESDOBRAMENTOS DO FEMINISMO E DO MOVIMENTO LGBT NA PSICOLOGIA SOCIAL

DOS ESTUDOS DE GÊNERO ÀS TEORIAS QUEER: DESDOBRAMENTOS DO FEMINISMO E DO MOVIMENTO LGBT NA PSICOLOGIA SOCIAL DOS ESTUDOS DE GÊNERO ÀS TEORIAS QUEER: DESDOBRAMENTOS DO FEMINISMO E DO MOVIMENTO LGBT NA PSICOLOGIA SOCIAL Profª Drª Juliana Perucchi Universidade Federal de Juiz de Fora Desde os primeiros estudos que

Leia mais

DISCRIMINAÇÃO NO SÉCULO XXI. Palavras-Chave: discriminação - preconceito - consciência - reflexão - ação

DISCRIMINAÇÃO NO SÉCULO XXI. Palavras-Chave: discriminação - preconceito - consciência - reflexão - ação DISCRIMINAÇÃO NO SÉCULO XXI Fabiana Inês Bertani Professora de Ensino Fundamental Ronise Lucia Gottardi Aimi Professora de Ensino Fundamental Resumo Este artigo contempla parte das reflexões realizadas

Leia mais

Discurso do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, na cerimônia em comemoração ao Dia Internacional da Mulher

Discurso do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, na cerimônia em comemoração ao Dia Internacional da Mulher , Luiz Inácio Lula da Silva, na cerimônia em comemoração ao Dia Internacional da Mulher Palácio do Planalto, 12 de março de 2003 Minha cara ministra Emília Fernandes, Minha cara companheira Benedita da

Leia mais

II ENCONTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA BAHIA A EDUCAÇÃO COMO MATRIZ DE TODAS AS RELAÇÕES HUMANAS E SOCIAIS SALVADOR, BA 2013

II ENCONTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA BAHIA A EDUCAÇÃO COMO MATRIZ DE TODAS AS RELAÇÕES HUMANAS E SOCIAIS SALVADOR, BA 2013 II ENCONTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA BAHIA A EDUCAÇÃO COMO MATRIZ DE TODAS AS RELAÇÕES HUMANAS E SOCIAIS SALVADOR, BA 2013 TEMÁTICA: EDUCAÇÃO, QUESTÃO DE GÊNERO E DIVERSIDADE EDUCAÇÃO

Leia mais

TÍTULO V DOS NÍVEIS E DAS MODALIDADES DE EDUCAÇÃO E ENSINO CAPÍTULO II DA EDUCAÇÃO BÁSICA. Seção I Das Disposições Gerais

TÍTULO V DOS NÍVEIS E DAS MODALIDADES DE EDUCAÇÃO E ENSINO CAPÍTULO II DA EDUCAÇÃO BÁSICA. Seção I Das Disposições Gerais TÍTULO V DOS NÍVEIS E DAS MODALIDADES DE EDUCAÇÃO E ENSINO CAPÍTULO II DA EDUCAÇÃO BÁSICA Seção I Das Disposições Gerais Art. 22. A educação básica tem por finalidades desenvolver o educando, assegurar-lhe

Leia mais

A ABORDAGEM DO ESPORTE NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: UMA ANÁLISE DO CONTEXTO

A ABORDAGEM DO ESPORTE NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: UMA ANÁLISE DO CONTEXTO A ABORDAGEM DO ESPORTE NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: UMA ANÁLISE DO CONTEXTO SEDORKO, Clóvis Marcelo (UEPG) FINCK, Silvia Christina Madrid (UEPG) A hegemonia do esporte na Educação Física Escolar A disciplina

Leia mais

AS RELAÇÕES DE GÊNERO NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

AS RELAÇÕES DE GÊNERO NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS AS RELAÇÕES DE GÊNERO NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS Deiseane Louise Santos Oliveira (PPGE/UFAL) Resumo A preocupação com a temática surgiu a partir de uma prática interventiva em que atuei como bolsista

Leia mais

O PLÁGIO E A AUTORIA NO ENSINO SUPERIOR BRASILEIRO: ENTRE O SER E O NÃO SER AUTOR

O PLÁGIO E A AUTORIA NO ENSINO SUPERIOR BRASILEIRO: ENTRE O SER E O NÃO SER AUTOR O PLÁGIO E A AUTORIA NO ENSINO SUPERIOR BRASILEIRO: ENTRE O SER E O NÃO SER AUTOR Alline dos Santos Rodrigues da Mata * Monaliza Alves Lopes* Rosy-Mary Magalhães de Oliveira Sousa** FACULDADE ALFREDO NASSER

Leia mais

4ª. Apostila de Filosofia História da Filosofia: Filosofia Grega: Período Helenístico Filosofia Medieval. Introdução

4ª. Apostila de Filosofia História da Filosofia: Filosofia Grega: Período Helenístico Filosofia Medieval. Introdução 1 4ª. Apostila de Filosofia História da Filosofia: Filosofia Grega: Período Helenístico Filosofia Medieval Introdução O último período da Filosofia Grega é o Helenístico (Sec. III a.c.-vi d.c.). É um período

Leia mais

Idealismo - corrente sociológica de Max Weber, se distingui do Positivismo em razão de alguns aspectos:

Idealismo - corrente sociológica de Max Weber, se distingui do Positivismo em razão de alguns aspectos: A CONTRIBUIÇÃO DE MAX WEBER (1864 1920) Max Weber foi o grande sistematizador da sociologia na Alemanha por volta do século XIX, um pouco mais tarde do que a França, que foi impulsionada pelo positivismo.

Leia mais

Questão (1) - Questão (2) - A origem da palavra FILOSOFIA é: Questão (3) -

Questão (1) - Questão (2) - A origem da palavra FILOSOFIA é: Questão (3) - EXERCICÍOS DE FILOSOFIA I O QUE É FILOSOFIA, ETIMOLOGIA, ONDE SURGIU, QUANDO, PARA QUE SERVE.( 1º ASSUNTO ) Questão (1) - Analise os itens abaixo e marque a alternativa CORRETA em relação ao significado

Leia mais

FORMAÇÃO CONTINUADA DOS PROFESSORES DE MATEMÁTICA DO IFAL INSTITUTO FEDERAL DE ALAGOAS: REFLETINDO SOBRE OS TEMPOS E OS ESPAÇOS

FORMAÇÃO CONTINUADA DOS PROFESSORES DE MATEMÁTICA DO IFAL INSTITUTO FEDERAL DE ALAGOAS: REFLETINDO SOBRE OS TEMPOS E OS ESPAÇOS ISSN 2316-7785 FORMAÇÃO CONTINUADA DOS PROFESSORES DE MATEMÁTICA DO IFAL INSTITUTO FEDERAL DE ALAGOAS: REFLETINDO SOBRE OS TEMPOS E OS ESPAÇOS José André Tavares de Oliveira Instituto Federal de Alagoas

Leia mais

O BRINCAR, A BRINCADEIRA, O JOGO, A ATIVIDADE LÚDICA E A PROPOSTA PEDAGÓGICA PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL

O BRINCAR, A BRINCADEIRA, O JOGO, A ATIVIDADE LÚDICA E A PROPOSTA PEDAGÓGICA PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL O BRINCAR, A BRINCADEIRA, O JOGO, A ATIVIDADE LÚDICA E A PROPOSTA PEDAGÓGICA PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL Josiane Lima Zanata (Seduc) josianezanata@hotmail.com Ivani Souza Mello (UFMT) ivanimello1@hotmail.com

Leia mais

DESAFIOS PARA FORMAÇÃO DE UM DOCENTE DE DESENHO INDUSTRIAL Sandra Lúcia de Oliveira Martins

DESAFIOS PARA FORMAÇÃO DE UM DOCENTE DE DESENHO INDUSTRIAL Sandra Lúcia de Oliveira Martins DESAFIOS PARA FORMAÇÃO DE UM DOCENTE DE DESENHO INDUSTRIAL Sandra Lúcia de Oliveira Martins INTRODUÇÃO A permanente a preocupação com a formação docente e a falta de prática em sala de aula, que não conduz

Leia mais

Workshop da FAEL. aborda direitos humanos. e papel do educador

Workshop da FAEL. aborda direitos humanos. e papel do educador Workshop da FAEL aborda direitos humanos e papel do educador No 15 workshop da Faculdade Educacional da Lapa - FAEL, os acadêmicos do curso de pedagogia tiveram a oportunidade de aprender e praticar os

Leia mais

A música como elemento facilitador no processo de inclusão social: um olhar sobre os projetos socioculturais de Piracicaba

A música como elemento facilitador no processo de inclusão social: um olhar sobre os projetos socioculturais de Piracicaba A música como elemento facilitador no processo de inclusão social: um olhar sobre os projetos socioculturais de Piracicaba Andréia Miranda de Moraes Nascimento, UNIMEP, chicobororo@gmail.com Mariana de

Leia mais

CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA

CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA RELAÇÃO DE RESUMOS DE MONOGRAFIAS E ARTIGOS DE PÓS- GRADUAÇÃO Lato sensu Curso: Língua Inglesa/2005 Nome Aluno(a) Título Monografia/Artigo Orientador/Banca Annelise Lima

Leia mais

Max WEBER. Apresentando Max Weber. Principais contribuições: 1864-1920 TEMPOS MODERNOS OS CAMINHOS DA RACIONALIDADE

Max WEBER. Apresentando Max Weber. Principais contribuições: 1864-1920 TEMPOS MODERNOS OS CAMINHOS DA RACIONALIDADE Max WEBER 1864-1920 TEMPOS MODERNOS Apresentando Max Weber Principais contribuições: OS CAMINHOS DA RACIONALIDADE O PROTESTANTISMO E O ESPÍRITO DO CAPITALISMO O MUNDO DESENCANTADO Apresentando Max Weber

Leia mais

FEMINIZAÇÃO E PRECARIZAÇÃO: EMBATES DA PROFISSÃO DOCENTE

FEMINIZAÇÃO E PRECARIZAÇÃO: EMBATES DA PROFISSÃO DOCENTE FEMINIZAÇÃO E PRECARIZAÇÃO: EMBATES DA PROFISSÃO DOCENTE Camila Emanuella Pereira Neves IE/UFMT- camilaemanuella@hotmail.com Orientador: Prof. Dr. Edson Caetano IE/UFMT caetanoedson@hotmail.com RESUMO

Leia mais

EDUCAÇÃO INFANTIL E RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS: A LEI NO PAPEL, A LEI NA ESCOLA Aline de Assis Augusto UFJF

EDUCAÇÃO INFANTIL E RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS: A LEI NO PAPEL, A LEI NA ESCOLA Aline de Assis Augusto UFJF EDUCAÇÃO INFANTIL E RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS: A LEI NO PAPEL, A LEI NA ESCOLA Aline de Assis Augusto UFJF Resumo A presente pesquisa se debruça sobre as relações étnico-raciais no interior de uma escola

Leia mais

SECRETARIA EXECUTIVA DE DESENVOLVIMENTO E ASSISTÊNCIA SOCIAL - SEDAS GERÊNCIA DE PLANEJAMENTO, PROJETOS E CAPACITAÇÃO TEXTO I

SECRETARIA EXECUTIVA DE DESENVOLVIMENTO E ASSISTÊNCIA SOCIAL - SEDAS GERÊNCIA DE PLANEJAMENTO, PROJETOS E CAPACITAÇÃO TEXTO I TEXTO I Igualdade de Gênero no Enfrentamento à Violência Contra a Mulher As desigualdades são sentidas de formas diferentes pelas pessoas dependendo do seu envolvimento com a questão. As mulheres sentem

Leia mais

PALAVRAS-CHAVE: Formação de professor, Estágio, Identidade.

PALAVRAS-CHAVE: Formação de professor, Estágio, Identidade. RELATÓRIOS DE ESTÁGIO: CONTRIBUIÇÕES PARA A CONSTITUIÇÃO DA IDENTIDADE DO PROFESSOR DE PORTUGUÊS BORGES, Ana Maria de Miranda Marques/UFG anamariademiranda2@gmail.com MORAES, Eliana Melo Machado/CAJ-UFG

Leia mais

A FORMAÇÃO DO PROFISSIONAL DA EDUCAÇÃO INFANTIL

A FORMAÇÃO DO PROFISSIONAL DA EDUCAÇÃO INFANTIL A FORMAÇÃO DO PROFISSIONAL DA EDUCAÇÃO INFANTIL Maria das Graças Oliveira Faculdade de Educação, Universidade Estadual de Campinas, Campinas/SP, Brasil. Resumo Este texto é parte de uma Tese de Doutorado

Leia mais

XI Encontro de Iniciação à Docência

XI Encontro de Iniciação à Docência 4CCAEDHMT01-P A IMPORTÂNCIA EPISTEMOLÓGICA DA METODOLOGIA DE PESQUISA NAS CIÊNCIAS SOCIAIS Ozilma Freire dos Santos (1) Deyve Redyson (3). Centro de Ciências Aplicadas e Educação/Departamento de Hotelaria/MONITORIA

Leia mais

UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO VICE-REITORIA DE ENSINO ACADÊMICA PRÓ-REITORIA DE ENSINO CENTRO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO VICE-REITORIA DE ENSINO ACADÊMICA PRÓ-REITORIA DE ENSINO CENTRO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO VICE-REITORIA DE ENSINO ACADÊMICA PRÓ-REITORIA DE ENSINO CENTRO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA EDITAL 01/2015 PROCESSO SELETIVO PARA PROFESSOR TUTOR A DISTÂNCIA A Reitoria da Universidade

Leia mais

Caracterização Cronológica

Caracterização Cronológica Caracterização Cronológica Filosofia Medieval Século V ao XV Ano 0 (zero) Nascimento do Cristo Plotino (204-270) Neoplatônicos Patrística: Os grandes padres da igreja Santo Agostinho ( 354-430) Escolástica:

Leia mais

ORIGENS E POSSIBILIDADES DO CONHECIMENTO

ORIGENS E POSSIBILIDADES DO CONHECIMENTO ORIGENS E POSSIBILIDADES DO CONHECIMENTO Ao longo da aventura em busca do conhecimento, vamos nos deparar com diferentes correntes de pensamento. Conhece-las é o caminho para podermos conhecer o mundo

Leia mais

Anais do VII Seminário Fazendo Gênero 28, 29 e 30 de 2006

Anais do VII Seminário Fazendo Gênero 28, 29 e 30 de 2006 Gênero e Sexualidade nas Práticas Escolares ST 07 Priscila Gomes Dornelles i PPGEdu/UFRGS Educação Física escolar - aulas separadas entre meninos e meninas - relações de gênero Distintos destinos : problematizando

Leia mais

UM OLHAR SOBRE A IDENTIDADE SURDA

UM OLHAR SOBRE A IDENTIDADE SURDA UM OLHAR SOBRE A IDENTIDADE SURDA Márcia do Socorro E. da Silva 1 INTRODUÇÃO Há uma luta pela prevalência sobre os poderes e os saberes que operam nas sociedades e o palco desta luta é o meio social como

Leia mais

MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DA EDITORA MODERNA

MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DA EDITORA MODERNA MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DA EDITORA MODERNA Professor, nós, da Editora Moderna, temos como propósito uma educação de qualidade, que respeita as particularidades de todo o país. Desta maneira, o apoio ao

Leia mais

UM ESTUDO SOBRE A IMPLEMENTAÇÃO DA PRÁTICA COMO COMPONENTE CURRICULAR NOS CURSOS DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA

UM ESTUDO SOBRE A IMPLEMENTAÇÃO DA PRÁTICA COMO COMPONENTE CURRICULAR NOS CURSOS DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA UM ESTUDO SOBRE A IMPLEMENTAÇÃO DA PRÁTICA COMO COMPONENTE CURRICULAR NOS CURSOS DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA Flávia Sueli Fabiani Marcatto Universidade Estadual Paulista - Unesp - Rio Claro

Leia mais

HOMOAFETIVIDADE FEMININA NO BRASIL: REFLEXÕES INTERDISCIPLINARES ENTRE O DIREITO E A LITERATURA

HOMOAFETIVIDADE FEMININA NO BRASIL: REFLEXÕES INTERDISCIPLINARES ENTRE O DIREITO E A LITERATURA HOMOAFETIVIDADE FEMININA NO BRASIL: REFLEXÕES INTERDISCIPLINARES ENTRE O DIREITO E A LITERATURA Juliana Fabbron Marin Marin 1 Ana Maria Dietrich 2 Resumo: As transformações no cenário social que ocorreram

Leia mais

Ana Paula Vitelli, Ph.D. Reunião do Comitê de RH, Britcham 08 de Outubro, 2013 São Paulo SP

Ana Paula Vitelli, Ph.D. Reunião do Comitê de RH, Britcham 08 de Outubro, 2013 São Paulo SP Ana Paula Vitelli, Ph.D. Reunião do Comitê de RH, Britcham 08 de Outubro, 2013 São Paulo SP Introdução Do que estamos falando? Um grupo específico de mulheres Uma visão Pesquisa de Doutorado na FGV EAESP

Leia mais

MENOS ASSISTENCIALISMO, MAIS PEDAGOGIA. Moysés Kuhlmann: carências da educação infantil vão desde instalações à formação dos professores.

MENOS ASSISTENCIALISMO, MAIS PEDAGOGIA. Moysés Kuhlmann: carências da educação infantil vão desde instalações à formação dos professores. MENOS ASSISTENCIALISMO, MAIS PEDAGOGIA Moysés Kuhlmann: carências da educação infantil vão desde instalações à formação dos professores. 2 Ao lado das concepções do trabalho pedagógico para a infância,

Leia mais

A Sala de Recurso Multifuncional na voz dos professores da Sala Comum

A Sala de Recurso Multifuncional na voz dos professores da Sala Comum A Sala de Recurso Multifuncional na voz dos professores da Sala Comum Prefeitura Municipal de Joinville 152.andreia@gmail.com Introdução e Fundamentação Teórica Nos últimos anos, as Salas de Recursos Multifuncionais

Leia mais

O HOMEM DE VERDADE 1 : Olhando pelas lentes pelas quais vêem as mulheres

O HOMEM DE VERDADE 1 : Olhando pelas lentes pelas quais vêem as mulheres Introdução O HOMEM DE VERDADE 1 : Olhando pelas lentes pelas quais vêem as mulheres Sonia de Alcantara IFRJ/UGB sonia.alcantara@ifrj.edu.br Letícia Mendes Pereira, Lohanna Giovanna Gonçalves da Silva,

Leia mais

MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DA EDITORA MODERNA

MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DA EDITORA MODERNA MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DA EDITORA MODERNA Professor, nós, da Editora Moderna, temos como propósito uma educação de qualidade, que respeita as particularidades de todo o país. Desta maneira, o apoio ao

Leia mais

SIGNIFICADOS DE GÊNERO NO COTIDIANO ESCOLAR DE UMA ESCOLA PÚBLICA MUNICIPAL DE SÃO PAULO

SIGNIFICADOS DE GÊNERO NO COTIDIANO ESCOLAR DE UMA ESCOLA PÚBLICA MUNICIPAL DE SÃO PAULO SIGNIFICADOS DE GÊNERO NO COTIDIANO ESCOLAR DE UMA ESCOLA PÚBLICA MUNICIPAL DE SÃO PAULO TELLES, Edna de Oliveira - USP GE: Gênero, Sexualidade e Educação / n.23 Agência Financiadora: Não contou com financiamento.

Leia mais

O talento é seu. A gente só aperfeiçoa. Conheça: est.edu.br

O talento é seu. A gente só aperfeiçoa. Conheça: est.edu.br O talento é seu. A gente só aperfeiçoa. EXTENSÃO Conheça: est.edu.br PROGRAMA DE EXTENSÃO A Faculdades EST é vinculada à Rede Sinodal de Educação, identificada com a Igreja Evangélica de Confissão Luterana

Leia mais

Formação, desafios e perspectivas do professor de música

Formação, desafios e perspectivas do professor de música Formação, desafios e perspectivas do professor de música João Alderlei Leite da Silva email: joaoderlei17@hotmail.com Lucas Roberto Guedes email: lucasrobertoguedes@gmail.com Verônica Agnelli Chiarelli

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAMPA CAMPUS JAGUARÃO CURSO DE PEDAGOGIA

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAMPA CAMPUS JAGUARÃO CURSO DE PEDAGOGIA PLANO DE ENSINO 2011-1 DISCIPLINA: Estudos filosóficos em educação I - JP0003 PROFESSOR: Dr. Lúcio Jorge Hammes I DADOS DE IDENTIFICAÇÃO Carga Horária Teórica: 60 (4 créditos) II EMENTA Aborda os pressupostos

Leia mais

Conceitos de gênero, etnia e raça: reflexões sobre a diversidade cultural na educação escolar

Conceitos de gênero, etnia e raça: reflexões sobre a diversidade cultural na educação escolar Conceitos de gênero, etnia e raça: reflexões sobre a diversidade cultural na educação escolar Juliana Keller Nogueira, Delton Aparecido Felipe, Teresa Kazuko Teruya (UEM) Educação escolar, formação de

Leia mais

Roteiro 8. FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA Estudo Aprofundado da Doutrina Espírita Programa Filosofia e Ciência Espíritas

Roteiro 8. FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA Estudo Aprofundado da Doutrina Espírita Programa Filosofia e Ciência Espíritas Roteiro 8 FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA Estudo Aprofundado da Doutrina Espírita Programa Filosofia e Ciência Espíritas 1 Objetivos Realizar estudo sobre Jesus, com base nos critérios históricos. Analisar

Leia mais

Transcrição de Entrevista n º 22

Transcrição de Entrevista n º 22 Transcrição de Entrevista n º 22 E Entrevistador E22 Entrevistado 22 Sexo Masculino Idade 50 anos Área de Formação Engenharia Electrotécnica E - Acredita que a educação de uma criança é diferente perante

Leia mais

DIRETRIZES PARA ELABORAÇÃO DE ARTIGOS CIENTÍFICOS. FAIBI Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ibitinga

DIRETRIZES PARA ELABORAÇÃO DE ARTIGOS CIENTÍFICOS. FAIBI Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ibitinga DIRETRIZES PARA ELABORAÇÃO DE ARTIGOS CIENTÍFICOS FAIBI Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ibitinga Ibitinga/ SP 2010 SUMÁRIO 1 OBJETIVO... 3 2 REGRAS GERAIS... 3 2.1 DAS FINALIDADES... 3 2.2

Leia mais

Projetos Acadêmicos de Pesquisa-Ação em Educação

Projetos Acadêmicos de Pesquisa-Ação em Educação BIBLIOGRAFIA AURAUX, Sylvain. (1992). A revolução tecnológica da gramatização. Tradução para Língua Portuguesa. Campinas: UNICAMP. BAUER, Martin; GASKELL, George. (2002). Pesquisa qualitativa com texto,

Leia mais

CONCEPÇÃO DE CURRÍCULO EM CURSOS DE LICENCIATURA EM QUÍMICA: UM ESTUDO DE CASO

CONCEPÇÃO DE CURRÍCULO EM CURSOS DE LICENCIATURA EM QUÍMICA: UM ESTUDO DE CASO CONCEPÇÃO DE CURRÍCULO EM CURSOS DE LICENCIATURA EM QUÍMICA: UM ESTUDO DE CASO VAITEKA, SANDRA; FERNANDEZ, CARMEN Instituto de Química da Universidade de São Paulo, Brasil; Programa de Pós Graduação Interunidades

Leia mais

TÓPICOS DE UM PRÉ-PROJETO

TÓPICOS DE UM PRÉ-PROJETO Prof. Dr. Eduardo Braga 1 1 Introdução TÓPICOS DE UM PRÉ-PROJETO Iniciar a redação colocando alguns antecedentes do assunto/tema/problema escolhido. Expor as justificativas e razões para a escolha do tema

Leia mais

SEQUÊNCIA DIDÁTICA SOBRE RAÇA E DISCRIMINAÇÃO RACIAL

SEQUÊNCIA DIDÁTICA SOBRE RAÇA E DISCRIMINAÇÃO RACIAL SEQUÊNCIA DIDÁTICA SOBRE RAÇA E DISCRIMINAÇÃO RACIAL DISCIPLINA: SOCIOLOGIA O propósito desta sequência didática é discutir com e/em interação com os jovens-alunos, a questão do preconceito racial e o

Leia mais

A EDUCAÇÃO SEXUAL NA PRIMEIRA INFÂNCIA: FORMAÇÃO CONTINUADA PARA PROFESSORES DE EDUCAÇÃO INFANTIL EM UMA PROPOSTA DE RESPEITO ÀS DIFERENÇAS.

A EDUCAÇÃO SEXUAL NA PRIMEIRA INFÂNCIA: FORMAÇÃO CONTINUADA PARA PROFESSORES DE EDUCAÇÃO INFANTIL EM UMA PROPOSTA DE RESPEITO ÀS DIFERENÇAS. A EDUCAÇÃO SEXUAL NA PRIMEIRA INFÂNCIA: FORMAÇÃO CONTINUADA PARA PROFESSORES DE EDUCAÇÃO INFANTIL EM UMA PROPOSTA DE RESPEITO ÀS DIFERENÇAS. Michele Ignacio Pires Orientadora: Profª Drª Aura Helena Ramos

Leia mais

Trabalhando a convivência a partir da transversalidade

Trabalhando a convivência a partir da transversalidade PROGRAMA ÉTICA E CIDADANIA construindo valores na escola e na sociedade Trabalhando a convivência a partir da transversalidade Cristina Satiê de Oliveira Pátaro 1 Ricardo Fernandes Pátaro 2 Já há alguns

Leia mais

AMBIENTES ONLINE: que formato tem o ambiente que os jovens procuram online?

AMBIENTES ONLINE: que formato tem o ambiente que os jovens procuram online? AMBIENTES ONLINE: que formato tem o ambiente que os jovens procuram online? Edgar Marcucci Reis 1 Jéssica Naiara dos Santos Batista 2 Resumo: O artigo apresenta uma visão sobre os ambientes online encontrados

Leia mais

APOSTILA DE FILOSOFIA E ÉTICA NAS ORGANIZAÇÕES

APOSTILA DE FILOSOFIA E ÉTICA NAS ORGANIZAÇÕES APOSTILA DE FILOSOFIA E ÉTICA NAS ORGANIZAÇÕES 2º. Bimestre Capítulos: I Ética: noções e conceitos básicos II Processo de Decisão Ética III - Responsabilidade Social Apostila elaborada pela Profa. Ana

Leia mais

A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA AS MULHERES, DESIGUALDADE DE GÊNERO, EDUCAÇÃO E JUVENTUDE COMO CATEGORIAS DE ARTICULAÇÃO

A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA AS MULHERES, DESIGUALDADE DE GÊNERO, EDUCAÇÃO E JUVENTUDE COMO CATEGORIAS DE ARTICULAÇÃO A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA AS MULHERES, DESIGUALDADE DE GÊNERO, EDUCAÇÃO E JUVENTUDE COMO CATEGORIAS DE ARTICULAÇÃO Ideojane Melo Conceição 1 - UNEB Grupo de trabalho - Educação e Direitos Humanos Agencia

Leia mais

HIPÓTESES E VARIÁVEIS. Profª Selene Herculano. UFF-ICHF-GSO Sociologia, out 2014

HIPÓTESES E VARIÁVEIS. Profª Selene Herculano. UFF-ICHF-GSO Sociologia, out 2014 HIPÓTESES E VARIÁVEIS Apontamentos para aula de Métodos e Técnicas de Pesquisa Social Profª Selene Herculano UFF-ICHF-GSO Sociologia, out 2014 HIPÓTESES Hipóteses são afirmações provisórias, enunciadas

Leia mais

ADOÇÃO NO CONTEXTO DA HOMOPARENTALIDADE: SIGNIFICAÇÕES DE ESTUDANTES DE PSICOLOGIA.

ADOÇÃO NO CONTEXTO DA HOMOPARENTALIDADE: SIGNIFICAÇÕES DE ESTUDANTES DE PSICOLOGIA. ADOÇÃO NO CONTEXTO DA HOMOPARENTALIDADE: SIGNIFICAÇÕES DE ESTUDANTES DE PSICOLOGIA. Mayara Martins Alves; mayaram.alves@hotmail.com Shayanne Rodrigues Diniz; shayannediniz@icloud.com Tatiana Cristina Vasconcelos;

Leia mais

æ opinião PROJETAR DEVE SER DIVERTIDO! Yopanam Rebello

æ opinião PROJETAR DEVE SER DIVERTIDO! Yopanam Rebello æ opinião PROJETAR DEVE SER DIVERTIDO! Yopanam Rebello PROJETAR DEVE SER DIVERTIDO! Yopanan Rebello a Parece que hoje em dia muitos profissionais esqueceram o que é projetar. A falsa urgência, a pressa,

Leia mais

Resenha temática: do posicionamento autoral (papel de autor) à produção do gênero acadêmico

Resenha temática: do posicionamento autoral (papel de autor) à produção do gênero acadêmico Resenha temática: do posicionamento autoral (papel de autor) à produção do gênero acadêmico Eveline Mattos Tápias-Oliveira Vera Lúcia Batalha de Siqueira Renda Maria do Carmo Souza de Almeida Maria de

Leia mais

Dicas para você trabalhar o livro Menino brinca de boneca? com seus alunos

Dicas para você trabalhar o livro Menino brinca de boneca? com seus alunos Dicas para você trabalhar o livro Menino brinca de boneca? com seus alunos Caro professor, Este link do site foi elaborado especialmente para você, com o objetivo de lhe dar dicas importantes para o seu

Leia mais

FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDÔNIA NÚCLEO DE EDUCAÇÃO CURSO DE PEDAGOGIA 3º PERÍODO A INCLUSÃO SOCIAL NA ESCOLA

FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDÔNIA NÚCLEO DE EDUCAÇÃO CURSO DE PEDAGOGIA 3º PERÍODO A INCLUSÃO SOCIAL NA ESCOLA FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDÔNIA NÚCLEO DE EDUCAÇÃO CURSO DE PEDAGOGIA 3º PERÍODO A INCLUSÃO SOCIAL NA ESCOLA Adenilton Santos Moreira* RESUMO Este trabalho analisa a Inclusão social como a capacidade

Leia mais

COLÉGIO MARISTA - PATOS DE MINAS 3º ANO DO ENSINO MÉDIO - 2013 Professor (a): ROGÉRIO MANOEL FERREIRA. 2ª Recuperação Autônoma Questões de SOCIOLOGIA

COLÉGIO MARISTA - PATOS DE MINAS 3º ANO DO ENSINO MÉDIO - 2013 Professor (a): ROGÉRIO MANOEL FERREIRA. 2ª Recuperação Autônoma Questões de SOCIOLOGIA COLÉGIO MARISTA - PATOS DE MINAS 3º ANO DO ENSINO MÉDIO - 23 Professor (a): ROGÉRIO MANOEL FERREIRA 2ª Recuperação Autônoma Questões de SOCIOLOGIA Questão - Sobre o significado de consciência coletiva

Leia mais

SEXISMO EM MEIO ESCOLAR

SEXISMO EM MEIO ESCOLAR SEXISMO EM MEIO ESCOLAR Seminário Évora Sexismo Avaliação negativa e atos discriminatórios baseados no sexo, no género ou na orientação sexual Historicamente marcado por relações de poder dos homens sobre

Leia mais

EDUCAÇÃO E DESENVOLVIMENTO INTEGRAL DA CRIANÇA NA PRIMEIRA INFÂNCIA: O CAMPO DAS RESPONSABILIDADES

EDUCAÇÃO E DESENVOLVIMENTO INTEGRAL DA CRIANÇA NA PRIMEIRA INFÂNCIA: O CAMPO DAS RESPONSABILIDADES EDUCAÇÃO E DESENVOLVIMENTO INTEGRAL DA CRIANÇA NA PRIMEIRA INFÂNCIA: O CAMPO DAS RESPONSABILIDADES Ao longo de muitos séculos, a educação de crianças pequenas foi entendida como atividade de responsabilidade

Leia mais

11º FÓRUM DE EXTENSÃO E CULTURA DA UEM TRABALHO INFANTIL E O PROJETO BRINCADEIRAS COM MENINOS E MENINAS DE E NA RUA.

11º FÓRUM DE EXTENSÃO E CULTURA DA UEM TRABALHO INFANTIL E O PROJETO BRINCADEIRAS COM MENINOS E MENINAS DE E NA RUA. 11º FÓRUM DE EXTENSÃO E CULTURA DA UEM TRABALHO INFANTIL E O PROJETO BRINCADEIRAS COM MENINOS E MENINAS DE E NA RUA. Luisa de Oliveira Demarchi Costa (apresentadora) 1 Cléia Renata Teixeira Souza (coordenadora)

Leia mais

A Computação e as Classificações da Ciência

A Computação e as Classificações da Ciência A Computação e as Classificações da Ciência Ricardo de Almeida Falbo Metodologia de Pesquisa Departamento de Informática Universidade Federal do Espírito Santo Agenda Classificações da Ciência A Computação

Leia mais

1. O feminino e a publicidade: em busca de sentido

1. O feminino e a publicidade: em busca de sentido 1. O feminino e a publicidade: em busca de sentido No estudo da Comunicação, a publicidade deve figurar como um dos campos de maior interesse para pesquisadores e críticos das Ciências Sociais e Humanas.

Leia mais

Gênero e Religião. Karina Kosicki Bellotti Pós-Doutoranda em História IFCH/UNICAMP Correio eletrônico: karinakbellotti@yahoo.com

Gênero e Religião. Karina Kosicki Bellotti Pós-Doutoranda em História IFCH/UNICAMP Correio eletrônico: karinakbellotti@yahoo.com Gênero e Religião Karina Kosicki Bellotti Pós-Doutoranda em História IFCH/UNICAMP Correio eletrônico: karinakbellotti@yahoo.com SOUZA, Sandra Duarte de. (org.) Gênero e Religião no Brasil: Ensaios Feministas.

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DA MÚSICA NAS AULAS DE LÍNGUA PORTUGUESA DA TURMA DE 9º ANO DA ESCOLA RAIMUNDO PEREIRA DO NASCIMENTO

A IMPORTÂNCIA DA MÚSICA NAS AULAS DE LÍNGUA PORTUGUESA DA TURMA DE 9º ANO DA ESCOLA RAIMUNDO PEREIRA DO NASCIMENTO A IMPORTÂNCIA DA MÚSICA NAS AULAS DE LÍNGUA PORTUGUESA DA TURMA DE 9º ANO DA ESCOLA RAIMUNDO PEREIRA DO NASCIMENTO 0 1 A IMPORTÂNCIA DA MÚSICA NAS AULAS DE LÍNGUA PORTUGUESA DA TURMA DE 9º ANO DA ESCOLA

Leia mais

Palavras-chave: Política de Acesso. Inclusão. Formação Docente. Libras. Surdos.

Palavras-chave: Política de Acesso. Inclusão. Formação Docente. Libras. Surdos. A POLÍTICA DE ACESSO DO ALUNO SURDO NO ENSINO BRASILEIRO E SEUS IMPACTOS NA FORMAÇÃO DOCENTE Profa. Ms. Renata Borges da Silva UMC 1 rebosi@gmail.com Profa. Ms. Fernanda de Cássia Rodrigues Pimenta UNICID

Leia mais

Diversidade Cultural X Estereótipos: Discursos Ideológicos em Livros Didáticos para o ensino de Língua Inglesa

Diversidade Cultural X Estereótipos: Discursos Ideológicos em Livros Didáticos para o ensino de Língua Inglesa Diversidade Cultural X Estereótipos: Discursos Ideológicos em Livros Didáticos para o ensino de Língua Inglesa Mary Clevely Mendes Programa de Iniciação Científica UEG / CNPq Orientador (Pesquisador-líder):

Leia mais

CONCEPÇÕES MATEMÁTICA APRESENTADAS POR PROFESSORES DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM PSICOPEDAGOGIA

CONCEPÇÕES MATEMÁTICA APRESENTADAS POR PROFESSORES DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM PSICOPEDAGOGIA CONCEPÇÕES MATEMÁTICA APRESENTADAS POR PROFESSORES DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM PSICOPEDAGOGIA Jacqueline Oliveira de Melo Gomes Faculdade de Formação de Professores da Mata Sul / FAMASUL-PE jacomgomes@yahoo.com.br

Leia mais

EMENTAS DAS DISCIPLINAS OFERECIDAS NO CURSO DE PEDAGOGIA Catálogo 2012

EMENTAS DAS DISCIPLINAS OFERECIDAS NO CURSO DE PEDAGOGIA Catálogo 2012 EP107 Introdução à Pedagogia Organização do Trabalho Pedagógico Ementa: O objetivo das ciências da educação. O problema da unidade, especificidade e autonomia das ciências da educação. A educação como

Leia mais

Simon Schwartzman. A evolução da educação superior no Brasil diferenças de nível, gênero e idade.

Simon Schwartzman. A evolução da educação superior no Brasil diferenças de nível, gênero e idade. A educação de nível superior superior no Censo de 2010 Simon Schwartzman (julho de 2012) A evolução da educação superior no Brasil diferenças de nível, gênero e idade. Segundo os dados mais recentes, o

Leia mais

CURSO: LICENCIATURA EM CIÊNCIAS DA RELIGIÃO EMENTA DAS DISCIPLINAS

CURSO: LICENCIATURA EM CIÊNCIAS DA RELIGIÃO EMENTA DAS DISCIPLINAS CURSO: LICENCIATURA EM CIÊNCIAS DA RELIGIÃO EMENTA DAS DISCIPLINAS PRODUÇÃO E RECEPÇÃO DE TEXTOS Lingüística Textual : Recepção e Produção de Textos Visão Sistemática e Particular. Gêneros e Estruturas

Leia mais

O papel da mulher na construção de uma sociedade sustentável

O papel da mulher na construção de uma sociedade sustentável O papel da mulher na construção de uma sociedade sustentável Sustentabilidade Socioambiental Resistência à pobreza Desenvolvimento Saúde/Segurança alimentar Saneamento básico Educação Habitação Lazer Trabalho/

Leia mais

CONTATOS Web: http://filosofojr.wordpress.com email: grupophipsi@gmail.com Telefone: 11 98237.4645 (tim 2 com o editor responsavel)

CONTATOS Web: http://filosofojr.wordpress.com email: grupophipsi@gmail.com Telefone: 11 98237.4645 (tim 2 com o editor responsavel) 1 Editorial - Sob um Novo Olhar N.2 Edição Geral Erisvaldo Correia (MTB: 68.624/SP) Camila Infante Edição Executiva Lucia Silva Vânia Sousa Comitê Editorial Osvaldo Rinaldi Lucia Silva Flabiana Kyriakis

Leia mais

FILOSOFIA. Fernando Pessoa FILOSOFIA

FILOSOFIA. Fernando Pessoa FILOSOFIA Fernando Pessoa FILOSOFIA FILOSOFIA Se há um assunto eminentemente filosófico é a classificação das ciências. Pertence à filosofia e a nenhuma outra ciência. É só no ponto de vista mais genérico que podemos

Leia mais

As pesquisas podem ser agrupadas de acordo com diferentes critérios e nomenclaturas. Por exemplo, elas podem ser classificadas de acordo com:

As pesquisas podem ser agrupadas de acordo com diferentes critérios e nomenclaturas. Por exemplo, elas podem ser classificadas de acordo com: 1 Metodologia da Pesquisa Científica Aula 4: Tipos de pesquisa Podemos classificar os vários tipos de pesquisa em função das diferentes maneiras pelo qual interpretamos os resultados alcançados. Essa diversidade

Leia mais

RESENHAS. BECKER, Fernando. A origem do conhecimento e a aprendizagem escolar. Porto Alegre: Artmed, 2003, 116 p.

RESENHAS. BECKER, Fernando. A origem do conhecimento e a aprendizagem escolar. Porto Alegre: Artmed, 2003, 116 p. Linguagem & Ensino, Vol. 8, Nº 2, 2005 (275-285) RESENHAS BECKER, Fernando. A origem do conhecimento e a aprendizagem escolar. Porto Alegre: Artmed, 2003, 116 p. Resenhado por Márcia Cristina Greco OHUSCHI

Leia mais

A FORMAÇÃO DE SUJEITOS CRÍTICOS NO ENSINO SUPERIOR: UM POSSÍVEL CAMINHO PARA A TRANSFORMAÇÃO SOCIAL. Marijara de Lima Monaliza Alves Lopes

A FORMAÇÃO DE SUJEITOS CRÍTICOS NO ENSINO SUPERIOR: UM POSSÍVEL CAMINHO PARA A TRANSFORMAÇÃO SOCIAL. Marijara de Lima Monaliza Alves Lopes A FORMAÇÃO DE SUJEITOS CRÍTICOS NO ENSINO SUPERIOR: UM POSSÍVEL CAMINHO PARA A TRANSFORMAÇÃO SOCIAL Marijara de Lima Monaliza Alves Lopes FACULDADE ALFREDO NASSER INSTITUTO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO III PESQUISAR

Leia mais

Curso: PEDAGOGIA Período Letivo: 2011/1

Curso: PEDAGOGIA Período Letivo: 2011/1 Universidade Anhanguera - Uniderp Centro de Educação a Distância ROTEIRO DE ATIVIDADES MATRIZ DISCIPLINAR Data da aula: 24/03/2010 Curso: PEDAGOGIA Período Letivo: 2011/1 Semestre: 1º Disciplina: Professor

Leia mais