TÍTULO: RELAÇÃO DE ALUNOS QUE CONSIDERAM A PAUSA NO TREINAMENTO DE HIPERTROFIA MUSCULAR

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1 TÍTULO: RELAÇÃO DE ALUNOS QUE CONSIDERAM A PAUSA NO TREINAMENTO DE HIPERTROFIA MUSCULAR CATEGORIA: EM ANDAMENTO ÁREA: CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E SAÚDE SUBÁREA: EDUCAÇÃO FÍSICA INSTITUIÇÃO: FACULDADE DE JAGUARIÚNA AUTOR(ES): PAULO ADRIANO MORAES DOS SANTOS, LUIS FERNANDO DE CARVALHO, RODOLFO CESAR MARIANO ORIENTADOR(ES): RODRIGO FERRARESSO

2 Musculação e hipertrofia: qual o conhecimento sobre os intervalos conhecidos pelos praticantes dessa modalidade? Introdução O fenômeno do século XXI, quando se fala em atividade física e aderência pela população, foi a instalação das academias de ginástica nas grandes e pequenas cidades, sendo uma opção bem aceita pela sociedade dentro de seus variados objetivos, seja para a promoção da saúde ou para fins estéticos. Objetivos comuns nos programas de treinamento de força são os aperfeiçoamentos na função, tais como força muscular aumentada, potência e resistência muscular localizada (Kraemer e Koziris, 1992). Muitos programas de treinamento têm sido criados a fim de diversificar as atividades nas academias, porém os exercícios resistidos (como também se denomina a musculação) sempre estiveram envolvidos na maioria deles, geralmente adaptada quanto às formas de cargas exercidas e modelos de treinamento reinventados ao longo da história. O planejamento na prescrição de exercícios é vital para o sucesso de qualquer programa de treinamento de força, e devemos levar em conta alguns princípios, como: princípio da individualidade biológica (cada individuo terá resultados diferentes) e princípio da sobrecarga que está relacionado ao volume (número de séries, número de repetições, número de grupos musculares e número de exercícios) e a intensidade (aumento da carga, aumento da velocidade de execução, aumento da amplitude de movimento e diminuição do intervalo entre as séries). A recuperação entre as séries de um exercício, entre os exercícios e entre as sessões de treinamento é um fator importante para o sucesso do programa. Os períodos de descanso permitidos entre as séries e entre os exercícios durante uma sessão de treinamento são em grande parte determinados pelos objetivos do treinamento do programa de treinamento. A socialização no ambiente das academias As academias tornaram-se uma opção para a população urbana que adere ao exercício físico com o intuito de obter melhoras em seu bem-estar geral. (Saba, 2001)

3 Os motivos nos quais as pessoas procuram por atividade física estão vinculados à saúde, estética e ao contato social. As academias onde são realizados os treinos, muitas vezes são ambientes descontraídos que favorecem a interação entre os praticantes. Um programa de treinamento de musculação tem alguns componentes como, por exemplo, o número de séries e repetições, a carga e não menos importante a pausa de recuperação entre as séries do exercício, e são nessas pausas que acontecem as conversas e interação entre os praticantes. Segundo Bossi, 2008: As influências sociais também tem um papel importante na manutenção da atividade física, pois esse suporte social torna-se um fator motivacional ao praticante, para manter o interesse em continuar fisicamente ativo. Os alunos que começam a fazer da musculação uma prática rotineira e regular costumam frequentar a academia no mesmo horário, o que proporciona um maior contato com o mesmo grupo de pessoas, sendo quase impossível não haver contato direto ou indireto entre esse grupo, assim causando uma socialização natural. É comum encontramos as famosas panelinhas, grupos de pessoas que tem gostos em comum, sendo que treinam juntos, se ajudam, geralmente de faixas etárias semelhantes, em conversas sobre diversos assuntos do cotidiano, que se estende ao longo do treino, assim podendo comprometer o resultado final do programa. Os motivos que levam a aderência aos treinos de hipertrofia Nos dias atuais, o modelo de uma aparência bela estipulada pela mídia vem sendo cada vez mais exigido em nossa sociedade, sendo ela o indivíduo com um perfil atlético (hipertrofiado) ou um perfil magro, sendo esses reconhecidos como um corpo saudável, muitas vezes erroneamente, pois nem sempre um corpo sarado reflete um indivíduo saudável.

4 Contudo, esses motivos vêm desenvolvendo uma aderência aos treinos de hipertrofia, muitas vezes priorizando a estética e o culto ao corpo, em vez de uma alternativa para o aumento da qualidade de vida e saúde, causando certo modismo pela prática esportiva. O treinamento contra resistência está entre o tipo de exercício mais conhecido e praticado entre todas as modalidades de treinamento. Apesar de algumas pessoas que se exercitam regularmente praticarem apenas atividades aeróbicas, muitas outras estão adicionando o treinamento contra resistência a seus programas. Este tipo de exercício pode ser a atividade mais importante que uma pessoa executa para preservar e melhorar a sua qualidade de vida. Nada fortalece tanto os músculos, articulações e ossos como o treinamento contra resistência. (BOSSI, 2008) Devido a forte influência da mídia, seja por competições esportivas, filmes, seriados ou da moda onde os melhores são sempre aqueles que aderem ao físico pletórico, houve um desencadeamento nos grandes centros de treinamento, entre eles as academias de musculação, onde os frequentadores buscam um corpo perfeito por meio dos treinos hipertróficos. Portanto, o público adepto aos treinos de hipertrofia muscular vem deixando o intuito de alcançar saúde e a qualidade de vida visando um único fim estético, muitas vezes recorrendo aos anabolizantes, hábitos alimentares não saudáveis e horas de treinos excessivos sem o acompanhamento de um profissional, podendo chegar a casos extremos de uma patologia irreversível, overtrainning ou até mesmo ao óbito. Um grande motivo pela grande aderência ao treinamento muscular voltado para hipertrofia se da pelo bem estar físico e social causado, assim como cita LIBERALI 2008: Na sociedade moderna, o perfil de aparência e saúde ressalta a estética como um fator almejado de bem estar físico e social, motivando indivíduos a aderirem a programas de musculação nas academias. Para Monteiro (2000), a musculação vem sendo muito procurada por proporcionar um aprimoramento do condicionamento físico, da massa muscular, redução da massa gorda e melhora na qualidade de vida.

5 Segundo Nahas (2001), citado por Bossi, 2008: as pessoas estão se exercitando por diferentes razões, geralmente uma combinação de vários motivos. Nas sociedades modernas, os valores de aptidão física, corpo esbelto e magreza, principalmente, estão em alta. As razões mais citadas para se exercitar são: controle de peso; estética corporal; prevenção ou controle de hipertensão e doenças cardiovasculares; controle do estresse, depressão e ansiedade; diversão e recreação; fortalecimento da autoestima; socialização". A interação social nas academias X o sucesso do treino de hipertrofia O ganho de massa muscular causado pelo treinamento de força se tornou o principal objetivo dos praticantes de musculação da atualidade. Segundo a literatura, as pausas recomendadas para o treinamento de hipertrofia giram em torno de um a dois minutos de descanso. Para Fleck e Simão (2008, p.164 apud Crewther et al., 2005), citados por Forno 2011: intervalos entre 1 a 2 minutos quando o objetivo for a hipertrofia muscular. Os períodos de descanso devem ser manipulados com cuidados, pois assim durante o treinamento, o indivíduo não tenha uma tensão desnecessária e inadequada. Porem, observamos que a maioria do publico não segue essa pausa, sequer tem informação acerca disso, visto que é um fator determinante para o sucesso do treinamento. Os intervalos são utilizados para as conversas paralelas, que se estendem e prejudicam o objetivo do praticante, que muitas vezes não enxerga o resultado dos períodos passados dentro da academia e acaba culpando outros fatores do que seu próprio comprometimento com a pausa seguida errada. Os profissionais envolvidos devem orientar sobre o fundamento da pausa adequada, assim como o exercício em si, esclarecer sobre o objetivo do treino e o estimulo correto para gerar uma mudança no perfil do aluno, tanto fisiológico quanto pessoal, evidenciando um melhor rendimento no programa de treinamento desse indivíduo.

6 Objetivo Este artigo tem como objetivo avaliar a porcentagem de indivíduos praticantes de musculação que seguem os intervalos pré-estabelecidos pelo profissional de Educação Física, de acordo com as características de pausa para o treino que visa hipertrofia muscular, além de verificar na literatura qual o intervalo mais adequado para esse para os ganhos hipertróficos. Metodologia Este estudo será realizado, de acordo com Marconi e Lakatos (2001), por meio de uma pesquisa de campo juntamente com uma revisão na literatura acerca dos intervalos propostos para o treinamento de hipertrofia muscular. Na coleta de dados, será utilizado o questionário (GIL, 2002). As perguntas elaboradas referem-se aos intervalos que os praticantes de musculação no segmento hipertrofia realizam, se seguem o intervalo estipulado pelo profissional de Educação Física e se são orientados sobre a importância do intervalo correto para a obtenção de melhores resultados. O questionário será aplicado para praticantes de musculação que estejam objetivando hipertrofia muscular, das cidades de Pedreira-SP, Mogi- Guaçu e Mogi-Mirim. Ressalta afirmar que este estudo irá passar pelo Comitê de Ética da Faculdade de Jaguariúna (Jaguariúna, SP). Bibliografia ROSÁRIO, F. R.; LÍBERALI, R. Perfil de saúde e antropométrico dos indivíduos iniciantes da prática da musculação. São Paulo, TOSCANO, J. J. O. Academia de Ginástica: um serviço de saúde latente. Brasília, MARIN D.P.; FIGUEIRA JUNIOR A.J.; OTTON R. Influência de três intervalos entre séries sobre o desempenho neuromuscular no treinamento com pesos. Ver. Bras. Ci. E Mov. 2012; 20(4): SCUDESE E.; SENNA G. W.; SCARTONI F.R.; SIMÃO R.F. A influência de diferentes recuperações entre as séries no treinamento de força. R. Bras. Ci. e Mov 2011;19(2): RODRIGUES, C. E. C. Musculação: métodos e sistemas. Rio de Janeiro: Editora SprintLTDA, BARROSO, R; ROSCHEL, H; GIL S; TRICOLI, V. Número de repetições e

7 intensidade relativa em membros superiores e inferiores: implicações para o treinamento. R. Bras. Ci. e Mov. 2011; 19(1): LEITE R.D. et al. A Influência da ordem dos exercícios sobre a resposta do hormônio do crescimento e cortisol. R. Bras. Ci. e Mov. 2010;18(1): CRUZAT, V. F; ROGERO, M. M; BORGES, M. C; TIRAPEGUI, J. Aspectos atuais sobre estresse oxidativo, exercícios físicos e suplementação. R. Bras. De Med. Esporte Vol. 13, Nº5 - Set/Out, BUCCI, M.; VINAGRE, E.C; CAMPOS, G.E.R; CURI, R.; PITHON-CURI, T. C. Efeitos do treinamento concomitante hipertrofia e endurance no músculo esquelético. R. Bras. Ci. e Mov. 2005; 13(1): Fernandes, T; SOCI, U. P. R.; ALVES, C. R.; CARMO, E. C.; BARROS, J. G.; OLIVEIRA, E. M. Determinantes moleculares da hipertrofia do músculo esquelético mediados pelo treinamento físico: estudo de vias de sinalização. R. Mackenzie de Ed. Física e Esporte 2008, 7 (1):

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