WORKSHOP RENOVAÇÃO DO CERTIFICADO DE ENTIDADE FILANTRÓPICA (CEAS) PARA ENTIDADES DE EDUCAÇÃO

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1 WORKSHOP RENOVAÇÃO DO CERTIFICADO DE ENTIDADE FILANTRÓPICA (CEAS) PARA ENTIDADES DE EDUCAÇÃO Palestrante: KILDARE MEIRA São Paulo, 19 de março de 2012.

2 1ª EXPOSIÇÃO: PROCEDIMENTO DE RENOVAÇÃO DO CEAS

3 COMO DEVE SER O REQUERIMENTO DE RENOVAÇÃO? (em tese) VIA SISCEBAS (substitui o requerimento físico) Passos: Solicitar e emitir o Certificado Digital de sua entidade mantenedora. Solicitar acesso no Sistema de Segurança Digital, como descrito neste Manual; Cadastramento

4 QUANDO SE APRESENTA O REQUERIMENTO DE RENOVAÇÃO DO CERTIFICADO? Com a antecedência mínima de 6 (seis) meses do termo final de validade do certificado em vigor.

5 E SE O PEDIDO ANTERIOR ESTIVER PENDENTE DE JULGAMENTO? O processo não julgado não impede a entidade de protocolizar novo requerimento de renovação, pois uma tempestivamente protocolados, a entidade tem pleno saber das validades de seus certificados, caso sejam deferidos.

6 CASUÍSTICA : Exemplo padrão Último CEAS deferido tem validade até 31/12/2009 O protocolo tempestivo do requerimento de renovação se deu em 30/12/2009 O protocolo tempestivo do requerimento de renovação se deu em 30/12/2009 O próximo protocolo tempestivo deverá ocorrer até 30/6/2012 (como é sábado orienta-se fazer até 29/6) INFORMAÇÕES QUE SERÃO ANALISADAS: 2011

7 QUAL É O PERÍODO DE COMPROVAÇÃO DOS REQUISITOS PARA PLEITEAR A RENOVAÇÃO? O período de comprovação de análise dos requisitos para concessão e renovação do certificado, que antes da publicação da nova lei era dos 3 (três) anos anteriores ao requerimento de renovação (ou concessão), passa a ser de apenas 1 (um) ano antes do requerimento (Art. 3º da Lei n /09)

8 PRAZO DE VALIDADE DA CERTIFICAÇÃO A certificação terá validade de3 (três) anos, contados a partir da publicação da decisão no D.O.U. que deferir sua concessão, permitida sua renovação por iguais períodos (Art. 5 o, do Decreto 7.237/2010)

9 EFEITOS (I) DA DECISÃO DE RENOVAÇÃO Para os requerimentos protocolados no prazo de 6 meses de antecedência, o efeito da decisão contará: I - do término da validade da certificação anterior, se a decisão for favorável ou se a decisão for desfavorável e proferida até o prazo de seis meses; e II - da data da publicação da decisão, se esta for desfavorável e proferida após o prazo de seis meses. Comentário: A morosidade da Administração não entidade. (Art.6 o do Decreto 7.237/2010) prejudicará a

10 EFEITOS (II) DA DECISÃO DE RENOVAÇÃO Para os requerimentos protocolados APÓS o prazo de 6 meses de antecedência, o efeito da decisão contará: I - do término da validade da certificação anterior, se o julgamento ocorrer antes do seu vencimento; e II - da data da publicação da decisão, se esta for proferida após o vencimento da certificação. ATENÇÃO: Na hipótese do II, a entidade não usufruirá os efeitos da certificação no período compreendido entre o término da sua validade e a data de publicação da decisão, independentemente do seu resultado (Art.7 o do Decreto 7237/2010).

11 PROVA DO REQUERIMENTO DE RENOVAÇÃO O PROTOCOLO dos requerimentos de renovação servirá como prova da certificação até o julgamento do processo pelo Ministério competente. Esta regra também se aplica aos requerimentos de renovação redistribuídos (protocolados e não julgados antes da Lei /2009) Esta regra não se aplica aos requerimentos de renovação protocolados fora do prazo legal ou com certificação anterior tornada sem efeito, por qualquer motivo (Art.8 o do Decreto 2.237/2010).

12 E ENQUANTO O PEDIDO NÃO FOR JULGADO... Será garantida a validade enquanto o pedido não for julgado. Isto facilita a vida em relação à necessidade de certidão sobre a vigência do CEAS junto aos bancos nos casos de renovação pendente, pois não será mais necessária a certidão do órgão concessor, bastando a posse do protocolo da renovação e o print da internet mostrando a pendência do julgamento para assegurar a situação de regularidade perante terceiros.

13 REQUISITOS PARA A RENOVAÇÃO DO CERTIFICADO QUEM PODE REQUERER? pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, reconhecidas como entidades beneficentes de assistência social com a finalidade de prestação de serviços nas áreas de assistência social, saúde ou educação; constituição, mínima, de 12 meses, salvo se a entidade tiver convênio com o SUAS ou SUS. Nesse caso, esse prazo pode ser reduzido para 6 meses;

14 REQUISITOS PARA A RENOVAÇÃO DO CERTIFICADO prever, em seus atos constitutivos, em caso de dissolução ou extinção, a destinação do eventual patrimônio remanescente a entidade sem fins lucrativos congêneres ou a entidades pública; e obedecer ao princípio da universalidade do atendimento, sendo vedado dirigir suas atividades exclusivamente a seus associados ou a categoria profissional.

15 COMO FICAM AS PARCERIAS? As ações poderão ser executadas por meio de parcerias entre entidades privadas, sem fins lucrativos, que atuem nas áreas previstas, firmadas mediante ajustes ou instrumentos de colaboração, que prevejam a corresponsabilidade das partes na prestação dos serviços, obedecendo aos requisitos do art. 3 o, 3 º, 4 º do Decreto 7.237/2010. ATENÇÃO: As demonstrações contábeis são segregadas.

16 2ª EXPOSIÇÃO: O RELATÓRIO DE FILANTROPIA DE UMA ENTIDADE EDUCACIONAL

17 DOCUMENTAÇÃO - GERAL 1)comprovante de inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica - CNPJ; 2)cópia da ata de eleição dos dirigentes e do instrumento comprobatório de representação legal, quando for o caso. 3)cópia do ato constitutivo registrado, que demonstre o cumprimento dos requisitos previstos no art. 3 o da Lei n o , de 2009; e 4)relatório de atividades desempenhadas no exercício fiscal anterior ao requerimento, destacando informações sobre o público atendido e os recursos envolvidos.

18 DOCUMENTAÇÃO DAS ENTIDADES DE EDUCAÇÃO: I - Documentação da MANTENEDORA: 5) demonstrações contábeis e financeiras devidamente auditadas por auditor independente, na forma da legislação tributária aplicável.

19 DOCUMENTAÇÃO DAS ENTIDADES DE EDUCAÇÃO: II - Documentação da INSTITUIÇÃO DE EDUCAÇÃO: 6) o ato de credenciamento regularmente expedido pelo órgão normativo do sistema de ensino; 7) relação de bolsas de estudo e demais ações assistenciais e programas de apoio a alunos bolsistas, com identificação precisa dos beneficiários; 8) plano de atendimento, com indicação das bolsas de estudo e ações assistenciais e programas de apoio a alunos bolsistas, durante o período pretendido de vigência da certificação;

20 DOCUMENTAÇÃO DAS ENTIDADES DE EDUCAÇÃO: II - Documentação da INSTITUIÇÃO DE EDUCAÇÃO : 9) regimento ou estatuto; e 10) identificação dos integrantes do corpo dirigente, destacando a experiência acadêmica e administrativa de cada um. (Art.29 do Decreto 7.237/2010)

21 CRITÉRIOS QUANTITATIVOS EXIGIDOS PARA A CONCESSÃO DO CERTIFICADO A entidade de educação deverá aplicar anualmente em gratuidade, pelo menos 20% (vinte por cento) da receita anual efetivamente recebida nos termos da Lei n o 9.870, de 23 de novembro de 1999 (Art. 13 da Lei /09 e art. 24, do Decreto 7.237/2010).

22 E QUANDO NÃO SE ATINGE... No ato de renovação da certificação, as entidades de educação que não tenham aplicado em gratuidade o percentual mínimo, poderão compensar o percentual devido no exercício imediatamente subsequente com acréscimo de 20% (vinte por cento) sobre o percentual a ser compensado. ATENÇÃO: Esta regra alcança tão somente as entidades que tenham aplicado pelo menos 17% (dezessete por cento) em gratuidade em cada exercício financeiro a ser considerado (Art. 17 da Lei /09).

23 CRITÉRIOS QUALITATIVOS EXIGIDOS DA ENTIDADE PARA A CONCESSÃO DO CERTIFICADO I - demonstrar adequação às diretrizes e metas estabelecidas no Plano Nacional de Educação - PNE, na forma do art. 214 da Constituição Federal; II - atender a padrões mínimos de qualidade, aferidos pelos processos de avaliação conduzidos pelo Ministério da Educação; e III - oferecer bolsas de estudo nas proporções legais. (Art. 13 da Lei /09 e art. 24, do Decreto 7.237/2010)

24 CRITÉRIOS SOBRE AS BOLSAS DE ESTUDO PROPORCIONALIDADE As bolsas de estudos a serem computadas como aplicação em gratuidade pela entidade deverão ser ofertadas nas seguintes proporções: a) no mínimo, uma bolsa de estudo integral para cada 9 (nove) alunos pagantes da educação básica (PROUNI SUFICIENTE); e b) bolsas parciais de 50% (cinquenta por cento), quando necessário para o alcance do número mínimo exigido (Art. 24, do Decreto 7.237/2010).

25 CRITÉRIOS SOBRE AS BOLSAS DE ESTUDO DEFINIÇÃO A bolsa de estudo refere-se às semestralidades ou anuidades escolares fixadas na forma da lei, vedada a cobrança de taxa de matrícula e de custeio de material didático (Art. 14, da Lei /2009).

26 CRITÉRIOS SOBRE AS BOLSAS DE ESTUDO PERFIL DOS BENEFICIÁRIOS Aluno cuja renda familiar mensal per capita não exceda o valor de 1 1/2 (um e meio) salário mínimo: bolsa de estudo integral. Aluno cuja renda familiar mensal per capita não exceda o valor de 3 (três) salários mínimos: bolsa de estudo parcial (Art. 14, da Lei /2009).

27 CRITÉRIOS SOBRE AS BOLSAS DE ESTUDO SELEÇÃO DOS BENEFICIÁRIOS Ter em conta o perfil socioeconômico aluno e os seguintes critérios: - proximidade da residência; - sorteio; e - outros critérios contidos no plano de atendimento da entidade e/ou definidos pelo MEC ATENÇÃO: Compete à entidade aferir as informações relativas ao perfil socioeconômico do candidato (Art. 27 do Decreto).

28 CRITÉRIOS SOBRE AS BOLSAS DE ESTUDO POSSIBILIDADE DE COMPLEMENTAÇÃO Para o cumprimento das proporções previstas, a entidade poderá contabilizar o montante destinado a ações assistenciais, ensino gratuito da educação básica em unidades específicas, programas de apoio a alunos bolsistas, tais como transporte, uniforme, material didático, além de outros, definidos em regulamento, até o montante de 25% (vinte e cinco por cento) da gratuidade prevista no caput (Art. 24 do Decreto 7.237/2010 e art. 13 da Lei /2009).

29 CRITÉRIOS SOBRE AS BOLSAS DE ESTUDO IDENTIFICAÇÃO DOS BENEFICIÁRIOS DAS BOLSAS A identificação dos beneficiários passou a ser exigida partir do relatório de atividades desenvolvidas no exercício de É necessária a apresentação de relatórios semestrais ou anuais, de acordo com a periodicidade de seu calendário escolar e acadêmico, informando sobre o preenchimento das bolsas de estudo. (Artigos 29, 30 e 31 do Decreto 7.237/2010)

30 CRITÉRIOS RELEVANTES PARA A RENOVAÇÃO ASPECTOS CONTÁBIL E FINANCEIRO PLANO DE ATENDIMENTO O requerimento será analisado sob o aspecto contábil e financeiro e, em relação ao conteúdo do plano de atendimento, será verificado o cumprimento das metas do PNE, de acordo com as diretrizes e critérios de prioridade definidos pelo Ministério da Educação. (Art. 29, 1 o do Decreto 7.237/2010)

31 OBJETIVO DO PLANO DE ATENDIMENTO Demonstrar que a concessão de bolsas, ações assistenciais e programas de apoio aos alunos bolsistas adequam-se às diretrizes e metas estabelecidas no Plano Nacional de Educação - PNE (Art. 25, 1 o do Decreto 7.237/2010)

32 CONTEÚDO DO PLANO DE ATENDIMENTO Descrição das ações e medidas assistenciais desenvolvidas pela entidade para cumprimento da gratuidade, bem como no planejamento destas ações e medidas para todo o período de vigência da certificação a ser concedido ou renovado. O montante destinado a ações assistenciais e programas de apoio a alunos bolsistas deverá estar previsto no plano de atendimento, de forma discriminada e com identificação dos beneficiários (Art. 25, do Decreto 7.237/2010)

33 É possível interpretar a utilização do Prouni das seguintes formas: A entidade de educação superior só terá garantido os critérios do Prouni se também atuar na educação básica ou em outra área distinta da educação; e numa leitura que despreze inteiramente a sistemática da Lei nº /05, algum intérprete munido de má fé fiscalista poderia reduzir o critério normativo a ser aplicado às instituições de ensino superior ao artigo 10 da Lei nº /05 (Art. 13, 6 o da Lei /2009 Decreto 2.237/2010).

34 INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR QUE PARTICIPA DO PROUNI Para as instituições que aderiram ao PROUNI, a regra de regência será aquela descrita no art. 11 da Lei n /05, uma vez que o texto não foi revogado.

35 OUTRAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR Para as instituições de ensino superior que não participam do Prouni, a regra a ser aplicada será aquela descrita no art. 10 da Lei n , de 13 de janeiro de 2005.

36 PERGUNTAS E RESPOSTAS FREQUENTES Quando devo protocolar a minha próxima renovação de CEAS, pois meu pedido anterior ainda está pendente de análise? Quais os efeitos da decisão do meu processo pendente de julgamento do MEC sobre a próxima renovação? Quais documentos e relatórios anexar ao pedido de renovação? Por que o balanço de 2011 é fundamental para quem vai protocolar pedido de renovação do CEAS? Como fazer o Relatório de Filantropia de entidades de educação? -Posso usar no relatório bolsas parciais diferentes de 25%, 50% e 100%? Quais os critérios para a concessão de bolsas aproveitáveis no pedido de renovação do CEAS? Quais requisitos preciso atender para usar as atividades de assistência social no meu pedido de renovação do CEAS?

37 PERGUNTAS E RESPOSTAS FREQUENTES Quais requisitos devem ser atendidos pelos convênios com outras entidades privadas para estes serem usados no pedido de renovação de CEAS? -- Quais requisitos devo atender se aderir ao Prouni? - Estou sem CND, isso pode prejudicar minha renovação do CEAS?

38 OBRIGADO PELA ATENÇÃO! KILDARE MEIRA Contatos:

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