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1 ASSOCIAÇÃO CULTURAL E EDUCACIONAL DE GARÇA FACULDADE DE CIÊNCIAS HUMANAS CURSO DE BACHARELADO EM TURISMO RA: TURISMO DE AVENTURA: ANÁLISES E QUESTIONAMENTOS SOBRE O PROCESSO DE CRIAÇÃO DA EXPERIÊNCIA TURÍSTICA. UMA BUSCA PELO DESENVOLVIMENTO DA REGIÃO TURÍSTICA DO ALTO CAFEZAL. GARÇA-SP 2012

2 ASSOCIAÇÃO CULTURAL E EDUCACIONAL DE GARÇA FACULDADE DE CIÊNCIAS HUMANAS CURSO DE BACHARELADO EM TURISMO TURISMO DE AVENTURA: ANÁLISES E QUESTIONAMENTOS SOBRE O PROCESSO DE CRIAÇÃO DA EXPERIÊNCIA TURÍSTICA. UMA BUSCA PELO DESENVOLVIMENTO DA REGIÃO TURÍSTICA DO ALTO CAFEZAL. Trabalho apresentado ao curso de bacharelado em turismo pela Faculdade de Ciências Humanas de Garça FAHU, como requisito parcial para o desenvolvimento da disciplina de Metodologia Científica e do Programa de Iniciação Científica - PIC da Associação Cultural e Educacional de Garça ACEG Orientador: Prof. Msc. Rodrigo Amado dos Santos GARÇA-SP 2012

3 TURISMO DE AVENTURA: ANÁLISES E QUESTIONAMENTOS SOBRE O PROCESSO DE CRIAÇÃO DA EXPERIÊNCIA TURÍSTICA. UMA BUSCA PELO DESENVOLVIMENTO DA REGIÃO TURÍSTICA DO ALTO CAFEZAL. RESUMO: O objetivo deste trabalho cientifico é mostrar como a atividade turística de aventura se apropria, usufrui e oferece produtos e serviços, através do consumo de recurso naturais, a relação que o fenômeno turístico, independentemente de sua tipologia, segmentação e porte, estabelece para com o meio ambiente, transparecendo características e cuidados que essa ação deve ter ao estabelecer vínculos com recursos naturais, quais tipos de experiência, vivência e valores que este é capaz de possibilitar aos indivíduos que usufruem de seus produtos, serviços e infraestruturas e de como esse atrativo turístico se bem planejado pode ser positivo tanto para o turista quanto para a comunidade local e o ecossistema levando em consideração os princípios da sustentabilidade, tentando assim compreender e delimitar um arquétipo para os indivíduos que se predispõem a consumir esse tipo de turismo e se, há a possibilidade, de planejarmos esse tipo de atividade para a região de Marília. Palavras-chave: Aventura. Marília. Recursos Naturais. Sustentabilidade. Turismo. JUSTIFICATIVA: O setor turístico é um dos que mais cresce em todo mundo em virtude do seu papel relevante no desenvolvimento econômico e social nas localidades que este assume figuração importante no processo de gestão e operacionalização de condutas, princípios e normativas ligadas a questão de políticas públicas. Prova disso, de acordo com a Organização Mundial de Turismo OMT (2009), é o crescimento exponencial experimentado entre os anos de 2000 a 2008, onde as viagens internacionais cresceram 4,2% ao ano, proporcionando as áreas por ela afetadas um fluxo total de 922 milhões de turista em 2008, acompanhado de uma renda de aproximadamente US$ 5 trilhões. Dentro do contexto da cadeia produtiva do turismo, muitas de suas atividades se ligam a apropriação e o usufruto de características, recursos e atrativos inerentes aos espaços naturais, já que em muitos casos tais atividades necessitam utilizar recursos naturais para o desenvolvimento de práticas, serviços e produtos a serem ofertados aos turistas. Nesse contexto, um ponto interessante e que vai ao encontro da narrativa explicitada acima é a necessidade do homem em buscar espaços naturais. Tal premissa apresentasse enquanto uma constante em uma sociedade pautada por desenvolvimentos tecnológicos e capitalistas que propõem um usufruto/consumo quase que irrestrito dos recursos oriundos do meio ambiente em benefício/acumulo de capital 1. 1 RUSCHMANN, Doris. Turismo Sustentado para a preservação do patrimônio ambiental Revista Turismo em análise. São Paulo: ECA USP, 1992.

4 Nesse sentido, inúmeras são as práticas que a atividade turística propõe quando esta se apropria das características e peculiaridades do espaço natural. O ecoturismo e turismo de aventura são exemplos pertinentes, desde que bem planejados e monitorados, da utilização sustentável do meio ambiente. Afinal, são atividades que enfocam passeios através de trilhas, montanhismo, mergulho, rafting, entre outros, para assim conseguir uma aproximação do homem com a natureza, tentando sempre manter o equilíbrio para que não se agrida o meio ambiente. Para tanto, Ruschmann (1994, pág. 35) chama a atenção para (...) determinar restrições de acesso e desenvolvimento; impor cotas ou custos extras que limitem a instalação de equipamentos receptivos; delegar poder de decisão às autoridades competentes, responsabilizando-as (...) pelas decisões que envolvem o desenvolvimento" 2. No entanto, é preciso avançar rumo a metas mais ambiciosas, para um modelo de maior complexidade, estruturando novos valores e com um suporte imenso de conhecimentos científicos e tecnológicos, um modelo não voltado apenas para a diminuição de impactos ambientais, mas especialmente para criação de um novo limiar de desenvolvimento, no qual, além de se perseguir a viabilidade da atividade turística, procura-se satisfazer as necessidades das comunidades, dos turistas e dos que operam negócios com um critério de sustentabilidade. É importante destacar que esse tipo de medida não impede o desenvolvimento do turismo, e sim o reorienta (MOLINA, 2001) Dessa maneira, a utilização dos recursos naturais deve ser feita de forma consciente para que próximas gerações possam usufruir desses recursos. Como quaisquer atividades, em especial àquelas desenvolvidas em áreas naturais, há a possibilidade de se produzir impactos tanto positivos quanto negativos. Tudo dependerá do modo como seu planejamento, implantação e monitoramento forem organizados. Afinal de contas, o turismo é uma atividade que se bem planejada e desenvolvida pode trazer as populações locais amplos benefícios, como oportunidade de diversificação e consolidação econômica, geração de empregos, conservação ambiental, valorização da cultura, conservação ou recuperação da auto estima da comunidade local, e poderá tentar alcançar um modelo sustentável de desenvolvimento, desde que ocorra em áreas naturais, beneficiando o meio 2 Ver: RUSCHMANN, Doris. O planejamento do turismo e a proteção do meio ambiente. São Paulo: ECA/USP, 1994.

5 ambiente e as comunidades visitadas e que promova o aprendizado, respeito e consciência sobre aspectos ambientais e culturais, gerando harmonia e equilíbrio entre os seguintes fatores: resultados econômicos, mínimos impactos ambientais e culturais, e satisfação do cliente e da comunidade. De acordo com o Ministério do Turismo (2012), o Brasil é referencia mundial não só por sua biodiversidade e belezas naturais, mas também pelo interesse do governo em um programa de qualificação, normalização e certificação do setor turístico, desenvolvido em resposta à grande informalidade dessa área de atuação. Nesse contexto, surge O Programa Aventura Segura fruto de convênio com o SEBRAE, ABETA e Ministério do Turismo vai ao encontro de uma necessidade de um mercado em expansão 3. Desta forma, este abrangerá: um conjunto de ações de fortalecimento institucional, geração e disseminação de conhecimento, qualificação de pessoas e empresas, subsídio à certificação de profissionais e empresas do segmento. Tais ações embasam-se no intuito de dar ênfase na importância de um planejamento coerente, capaz de proporcionar uma aventura segura. É dever da empresa gerenciar esses impactos de forma sua visão e missão se tornem o mais consciente possível dos efeitos, positivos e/ou negativos, que sua ações podem ocasionar nas características e peculiaridades dos recursos e atrativos naturais que suas estruturas usufruem para a construção e normatização dos produtos e dos serviços a serem ofertados, sempre tendo em vista, o objetivo de, através de ações planificadoras, aprimorar os impactos positivos e buscar ações para diminuir ou compensar impactos negativos. Dessa maneira, a situação problema deste trabalho será a busca pelo entendimento sobre como as experiências turísticas se formam e se propagam nesse tipo de atividade, buscando, assim, compreender e delimitar um arquétipo para os indivíduos que se predispõem 3 Eis alguns dados interessantes do crescimento do turismo de aventura no Brasil de acordo com o Ministério do Turismo; Gasto médio de viajantes no turismo de aventura cresce 161%. Após seis anos apostando em qualificação e certificação, o Programa Aventura Segura já apresenta números significativos e que fazem do ecoturismo e do turismo de aventura excelentes opções de lazer e de investimentos. Relatório do projeto indica que o tíquete médio por cliente, ou seja, o valor que o turista costuma gastar por atividade durante um dia de viagem, cresceu 161% entre 2008 e Passou de R$ 112 para R$ 293. E o faturamento total do mercado, que era de R$ 491, 5 milhões, saltou para R$ 515,8 milhões em Esses números positivos torna o mercado mais competitivo e atrai novos públicos, não somente os mais jovens como também famílias, pessoas com deficiências e grupos da melhor idade sabendo que estarão participando de uma atividades totalmente regularizadas, seguras e com profissionais treinados e qualificados (MINISTÉRIO DO TURISMO, 2012).

6 a consumir esse tipo de turismo e se, há a possibilidade, de planejarmos esse tipo de atividade para a região de Marília. OBJETIVO: Mostrar como a atividade turística de aventura se apropria, usufrui e oferece produtos e serviços, através do consumo de recurso naturais, a relação que o fenômeno turístico PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS: Após a utilização de pesquisas bibliográficas, mostrar a utilidade da atividade turística na região de Marília. Através de pesquisas históricas das regiões que possuem turismo de aventura, saber qual a melhor forma de fazer divulgação de Marília, e utilizar os diversos canais de divulgações para isso. Etapa 01: Pesquisas Bibliográficas: Internet, livros, revistas, artigos científicos, imagens, etc. Etapa 02: Coleta de dados. Etapa 03: Entrega do material para correção. Etapa 04: Formatação dos dados prévios. Etapa 05: Finalização geral do projeto.

7 Cronograma de execução ANOS 2012 Meses Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro Etapas Etapa 01 Etapa 02 Etapa 03 Etapa 04 Etapa 05 Etapas ANOS 2013 Meses Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro Etapa 01 Etapa 02 Etapa 03 Etapa 04 Etapa 05

8 Cronograma de execução ANOS 2014 Meses Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro Etapas Etapa 01 Etapa 02 Etapa 03 Etapa 04 Etapa 05

9 REFERENCIAL BIBLIOGRAFICO LINDBERG, K. Ecoturismo: uma guia para planejamento e gestão. 5.ed. São Paulo: SENAC, MINISTÉRIO DO TURISMO. Panorama do turismo mundial. Disponível em: ndicadores/downloads_estatisticas/estatxstica_e_indicadores_de_turismo_no_mund o_-_2009_1 3_.pdf. Acesso em: 28.mai.2012 MOLINA, S. Turismo e ecologia. Bauru: Edusc, 2001.

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