O presente documento é uma contribuição do Japão sobre o tema Avaliação de desempenho ambiental com vistas à ecoeficiência

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1 Tradução coordenada por Elie Politi Senai SP 8/1 O presente documento é uma contribuição do Japão sobre o tema Avaliação de desempenho ambiental com vistas à ecoeficiência Este documento destina-se à divulgação de informações. AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO AMBIENTAL COM VISTAS À ECOEFICIÊNCIA Hiroshi YOKOYAMA Departamento de Política Ambiental da Companhia Hitachi Ltda. Resumo Para se resolver questões ambientais nas organizações, é importante levar em conta o equilíbrio da EPE (Avaliação de Desempenho Ambiental), da tecnologia limpa e da gestão ambiental. Para a implantação de uma EPE, é necessário selecionar e mensurar indicadores adequados como, por exemplo, a quantidade de emissão de CO 2. Entre os gases que provocam aquecimento global, o CO 2 obteve na análise de seis gases levada a efeito no Japão em 1990 a marca de 91,6%. Os gases provenientes da indústria, aparelhos eletrodomésticos e transporte situam-se, respectivamente, em 50%, 26% e 24%. Em 1988, houve uma alteração na Lei de Conservação de Energia no Japão. Nas fábricas, as estações destinadas ao gerenciamento de energia aumentaram de para Escritórios, hospitais e escolas foram incluídos nessas cifras. No tocante a produtos, o Top Runner Method (Programa de Otimização do Consumo de Energia) estabeleceu critérios de avaliação para o funcionamento de televisores, videocassetes, geladeiras, dispositivos de iluminação,... As ferramentas empregadas pelas tecnologias limpas são: LCA (Avaliação do Ciclo de Vida); DFE (Projetos com Preocupações Ecológicas); normas para utilização de materiais ecológicos;... Com a tecnologia LCA, é possível minimizar a carga de CO 2 no ciclo de vida, num determinado estágio, através de uma simulação. Em novembro de 1998, o Japão iniciou um projeto governamental chamado LCA, que terá a duração de cinco anos e um orçamento de 1,5 milhão de dólares/yens. A Comissão encarregada do projeto japonês DFE começou seus trabalhos em outubro de A cooperação da indústria, governo e instituições educacionais é muito importante. A gestão ambiental deve incorporar essas ferramentas para conseguir ecoeficiência. Devem ser incorporados e alinhados também os regulamentos, normas e planos de ação voluntária. Palavras-chave EPE (Avaliação de Desempenho Ambiental), EPI (Indicador de Desempenho Ambiental), Emissão de CO 2, LCA (Avaliação do Ciclo de Vida), DFE (Projetos com Preocupações Ecológicas) e Materiais Ecológicos. 1

2 Tradução coordenada por Elie Politi Senai SP 8/2 INTRODUÇÃO A norma EPE (Avaliação de Desempenho Ambiental) encontra-se em estágio final de elaboração na comissão técnica da ISO/TC207 (Organização Internacional de Normas/TC207). Na norma EPE (ISO14031), define-se EPE como um processo que visa a facilitar decisões gerenciais sobre o desempenho ambiental de uma organização por meio da seleção de indicadores, coleta e análise de dados, avaliação de informações de acordo com critérios de desempenho ambiental, divulgação, revisão e aperfeiçoamento desse processo. O EPI (Indicador de Desempenho Ambiental) fornece especificamente informações sobre o desempenho ambiental de uma organização. Por exemplo: se a emissão de CO 2 for escolhida como EPI (Indicador de Desempenho Ambiental), a EPE (Avaliação de Desempenho Ambiental) pode ser utilizada como ferramenta para o sistema de gestão ambiental. Existem algumas ferramentas de tecnologia limpa que devem ser incorporadas pela gestão ambiental com vistas à ecoeficiência. São elas: LCA (Avaliação do Ciclo de Vida), DFE (Projetos com Preocupações Ecológicas), DEM (Programa de Avaliação de Desmontabilidade), REM (Programa de Avaliação de Reciclabilidade), normas para materiais ecológicos e normas para substâncias químicas. No presente artigo são discutidos os seguintes assuntos: EPI de emissão de CO 2 no Japão como indicador de desempenho operacional, tecnologia LCA (Avaliação do Ciclo de Vida) e normas para materiais ecológicos. A AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO AMBIENTAL E O SISTEMA DE GESTÃO Para se resolver questões ambientais, a EPE (Avaliação de Desempenho Ambiental) é uma ferramenta e um processo que permitem alinhar melhor a tecnologia limpa e o sistema de gestão. De acordo com a norma ISO14031, a Figura 1 mostra que o EI (Indicador de Desempenho) é formado pelo ECI (Indicador de Condição Ambiental) e pelo EPI (Indicador de Desempenho Ambiental). O EPI (Indicador de Desempenho Ambiental), por sua vez, é formado pelo OPI (Indicador Operacional) e pelo MPI (Indicador de Desempenho Gerencial). Figura 1: Indicador Ambiental 2

3 Tradução coordenada por Elie Politi Senai SP 8/3 Alguns exemplos de MPI (Indicador de Desempenho Gerencial) são mostrados no anexo. A Figura 2 mostra a quantidade de emissão de CO 2 no Japão e no mundo como exemplo de OPI (Indicador Operacional). No que diz respeito a questões de aquecimento global, a emissão de CO 2 deveria sofrer uma redução maior no Japão do que na média mundial, uma vez que de seis gases emitidos no Japão o CO 2 representa 91,6%, ao passo que no mundo todo o patamar é de 64%. Figura 2. Aquecimento global A Figura 3 mostra a distribuição de CO 2 no Japão em A indústria, os aparelhos eletrodomésticos e o transporte atingem, respectivamente, os patamares de 50%, 26% e 24%. Figura 3: Emissão de CO 2 no Japão (388 milhões de quilos de óleo cru em 1995) 3

4 Tradução coordenada por Elie Politi Senai SP 8/4 No que diz respeito à indústria, a Lei de Conservação de Energia foi revisada em 1998 e será fortalecida em O número de estações destinadas ao gerenciamento de energia, que utilizaram grande quantidade de eletricidade, foram expandidas de (cada uma com consumo superior a 2.000kWh por mês) para (cada uma com consumo superior a 600kWh por mês). Essas estações deverão elaborar um plano de economia de energia, com a duração de três a cinco anos, e submetê-lo ao governo local. Com relação aos aparelhos eletrodomésticos e transporte, o desafio é chegar à taxa estabelecida em meta, com a maior eficiência na economia de energia que o produto atualmente comercializado consegue alcançar. LCA (AVALIAÇÃO DO CICLO DE VIDA) LCA é um programa utilizado para minimizar a carga ambiental de um produto, dentro de seu ciclo de vida, num estágio determinado, através de simulação numérica. A Figura 4 mostra esse processo. Figura 4: Avaliação do Ciclo de Vida A carga ambiental por exemplo, CO 2 como fator de poluição do ar e consumo de água como fator de recurso seria calculada através da comparação entre as lavadoras de roupa novas e antigas, conforme aparece na Figura 5. Em 1998, foi iniciado no Japão um projeto governamental, com a duração de cinco anos, chamado LCA. O Ministério de Comércio e Indústria Internacionais contribui com uma verba de 1,5 milhão de dólares/yens. Esse projeto possui uma Comissão de Base de Dados, uma Comissão de Estudo de Inventários e uma Comissão de Impacto Ambiental. Estão envolvidos com o presente projeto sete professores, cinco instituições nacionais e nove empresas. A Tabela 1 mostra a composição da Comissão de Estudos de Inventários. Tabela 1: Rede da Comissão de Estudo de Inventários JSIMM (Indústria e Maquinários), FGAJ (Vidro Plano), FEPC (Companhia de Energia Elétrica), JBMA (Máquinas de Escritório), JISF (Ferro e Aço), JEMA (Fabricantes de Produtos Elétricos), JCFA (Fibras Químicas), JAMA (Automóveis), JGA (Gás), JPA (Petróleo), PAJ (Papel), EIAJ (Eletricidade), 4

5 Tradução coordenada por Elie Politi Senai SP 8/5 JEIDA (Indústria Eletrônica), CIAJ (Comunicações), JAF (Alumínio), JCA (Cimento), BCS (Construção Civil), JMIA (Mineração), JAPIA (Peças Automotivas), JCSA (Redes de Lojas), JCIA (Indústria Química), JGPMIA (Indústria de Máquinas para a Área de Petróleo e Gás), JRA(Borracha). O programa LCA deve ser uma das ferramentas indispensáveis à tecnologia limpa. DFE (PROJETOS COM PREOCUPAÇÕES ECOLÓGICAS) A proposta de padrões internacionais para o programa DFE está sendo discutida há anos na norma ISO/TC207. A Comissão encarregada do programa japonês DFE começou seus trabalhos em outubro de Em fevereiro de 1999, a estrutura do programa DFE, desenvolvida pelos japoneses, foi adotada como foco de discussões pelo grupo de gestão ambiental na reunião da norma ISO/TC207 em Londres. Essa estrutura compreende: introdução, abrangência, definições, questões gerais, interfaces com documentos da norma ISO/TC207 e plano de implantação. O plano de implantação segue as linhas do modelo PDCA (Planeje, Execute, Avalie, Implante). MATERIAIS ECOLÓGICOS As normas para utilização de materiais ecológicos constituem também uma ferramenta indispensável para o desenvolvimento da tecnologia limpa. A empresa Hitachi Ltda. procede à avaliação total dos materiais plásticos, classificando-os em A( ), B( ), C() ou D (X) através da comparação dos seguintes quesitos: consumo de energia; simplicidade e segurança; reciclabilidade; propriedades; e custo. Eles utilizam o conceito D para classificar materiais cuja utilização é praticamente proibida. CONCLUSÃO A EPE (Avaliação do Desempenho Ambiental), o LCA (Avaliação do Ciclo de Vida), o DFE (Projetos com Preocupações Ecológicas), bem como as normas para utilização de materiais ecológicos, são ferramentas importantes para a ecoeficiência. A seleção e elaboração de indicadores adequados para a EPE e a criação de uma base de dados para o LCA são os primeiros passos indispensáveis para prosseguir os trabalhos. Para desenvolver esses programas, é necessária a cooperação da indústria, do governo e das instituições educacionais. Como exemplo, poderíamos citar o projeto LCA, que está sendo desenvolvido no Japão. A gestão ambiental deve incorporar essas ferramentas com vistas à ecoeficiência. Regulamentos, normas, planos de ação voluntária, objetivos e metas devem ser igualmente incorporados e alinhados. 5

6 Tradução coordenada por Elie Politi Senai SP 8/6 Figura 5: LCA para Lavadora de Roupa com Dispositivo de Economia de Água Figura 6: Normas para Utilização de Materiais Ecológicos 6

7 Tradução coordenada por Elie Politi Senai SP 8/7 ANEXO Definição de expressões Meio Ambiente: Circunvizinhança em que uma organização opera, incluindo ar, água, solo, recursos naturais, flora, fauna, seres humanos e suas inter-relações ISO EP (Desempenho Ambiental) Resultado da gestão dos aspectos ambientais de uma organização ISO/FDIS MPI (Indicador de Desempenho Ambiental) Indicador que fornece informações sobre os esforços de gestão de uma organização no sentido de influenciar seu desempenho ambiental. Exemplos de MPI (Indicador de Desempenho Ambiental) ISO/FDIS Implantação de políticas e programas: - número de objetivos e metas atingidos; - número de funcionários que registram exigências ambientais em seus perfis profissionais; - número de sugestões de melhoria ambiental encaminhadas pelos funcionários; - número de produtos destinados à desmontagem, reciclagem ou reutilização; - número de produtos contendo instruções de uso e descarte ecologicamente seguros. Conformidade: - grau de conformidade com os regulamentos; - número de multas e punições, ou o peso do custo dessas medidas para as organizações; - número e freqüência das auditorias específicas realizadas; - número de auditorias concluídas x auditorias previstas; - número de ações emergenciais levadas a efeito. Desempenho financeiro: - custos que estão relacionados com aspectos ambientais de um produto ou de um processo; - retorno de investimento dos projetos de melhoria ambiental; - economia conseguida através de redução na utilização de recursos, prevenção da poluição ou reciclagem de resíduos; - aumento de receita com a venda de um novo produto ou subproduto concebido com vistas a atender a objetivos de desempenho ambiental ou de projetos ecológicos; 7

8 Tradução coordenada por Elie Politi Senai SP 8/8 - verbas para pesquisa e desenvolvimento aplicadas a projetos de relevância ambiental. Relações com a comunidade: - número de pesquisas de opinião ou comentários a respeito de assuntos de interesse ambiental; - número de comunicados à imprensa sobre o desempenho ambiental da organização; - número de programas ou materiais de educação ambiental oferecidos à comunidade; - recursos aplicados no apoio a programas ambientais da comunidade; - número de sites contendo matérias sobre meio ambiente. 8

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