CARTA ABERTA DE INTENÇÕES DO II ENCONTRO DOS MUNICÍPIOS PARA COORDENAÇÃO DO ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE EM CASA

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1 CARTA ABERTA DE INTENÇÕES DO II ENCONTRO DOS MUNICÍPIOS PARA COORDEN DO ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE EM CASA Aos trinta dias do mês de novembro do ano de dois mil e sete, reuniram-se no município de São José dos Campos, Governo Estadual, Municípios do Vale do Paraíba, Poder Judiciário Estadual, Ministério Público Estadual, Conselhos Tutelares, CMDCA, Defensoria Pública, Polícia Civil e Polícia Militar, representantes das organizações, movimentos sociais e empresariais para realização do II Encontro dos Municípios para Coordenação do Atendimento Sócio educativo ao Adolescente EM CASA, coordenado pela Fundação CASA/SP e Fórum da Cidadania Contra a Violência Instituto São Paulo Contra a Violência para discutir como melhorar a aplicação das medidas sócioeducativas aos adolescentes do Vale do Paraíba e sensibilizar empresários e sociedade civil para construção de parcerias que auxiliem o ingresso dos jovens no mercado de trabalho. A Sra. Presidente da Fundação CASA/SP apresentou mapeamento da região do Vale do Paraíba, para fundamentar as oficinas temáticas distribuídas em grupos de trabalho e serem identificadas as prioridades de ação para implementação em curto, médio e longo prazo. Em Plenária, após discussão nos grupos de trabalhos, foram deliberadas as seguintes ações: OFICINA I ASSISTÊNCIA SOCIAL Discute metas de municipalização e atendimento aos adolescentes em conflito com a lei, com foco nas medidas sócio educativas em meio aberto (Liberdade Assistida e Prestação de Serviços à Comunidade), marco legal do SINASE, SUAS, articulação e construção da rede sócio assistencial. 1 Articular as forças do município para fortalecer o processo de sensibilização para a construção do modelo de atenção integral ao adolescente, de acordo com o previsto no ECA, SINASE e SUAS, estabelecendo pacto entre o Poder Executivo, o Poder Judiciário, o Poder Legislativo, Conselhos de Direitos, Conselhos de Políticas Públicas e sociedade civil organizada, incluindo a temática do adolescente na agenda pública social de forma efetiva Municipalizar as medidas sócio educativas de meio aberto de 35 municípios da região (exceção de Jacareí, Caraguatatuba e São Sebastião, que já alcançaram a municipalização), com abertura para consórcios intermunicipais, onde houver necessidade Fórum da Cidadania Contra A Violência CMDCA CMAS DRAS (Divisão Regional de Assistência Social) Conselho Tutelar Ministério Público Poder Judiciário Médio prazo (dezembro de 2008)

2 2 No processo de municipalização, o Conselho de Direitos congregará também o papel de articulador para a integração de políticas públicas, respondendo ao diagnóstico municipal Envolver os 39 municípios da região na discussão do tema Fórum da cidadania contra a violência Conselho de Direitos (1 semestre de 2008) 3 Oferecer assistência técnica, supervisão e assessoria aos municípios com atendimento municipalizado pelo posto em meio aberto, visando a transferência e construção conjunta de saberes por meio de referenciais adquiridos para qualificação continuada aos profissionais envolvidos na execução de medidas sócio-educativas Oferta aos 39 municípios da região Entidades conveniadas A partir da municipalização 4 Aprimorar o atendimento aos adolescentes que estejam cumprindo medidas sócio-educativas, adolescentes egressos e suas famílias, por meio do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) no município. Atendimento a 100% dos adolescentes dos 39 municípios da região Gestores municipais DRADS CMAS Curto prazo (1 semestre de 2008) Indicações: Meta de vocação regional, trabalho e renda para o grupo de formação profissional Constituir grupo de monitoramento destas propostas OFICINA II: GRUPO SAÚDE Tem como foco o atendimento à saúde dos adolescentes em conflito com a lei, com ênfase nas políticas de atendimento à saúde mental e drogadição, bem como, Saúde: direito do adolescente e dever do Estado 1 Capacitar profissionais de saúde da e da Rede Municipal para o trabalho com adolescentes - Formar multiplicadores - Identificar e diferenciar usuário e dependente de drogas - Executar trabalhos preventivos - Garantir o atendimento especializado à saúde do adolescente -

3 2 Criar um grupo para avaliação e monitoramento das ações propostas do 2º Encontro EM CASA - Garantir a execução das ações propostas - Formular novas ações - - Secretarias Municipais de Educação, de Assistência Social, de Saúde e do Esporte - CMDCA - Conselho Tutelar - Conselhos Municipais de Saúde, de Educação e de Assistência Social - Terceiro Setor 3 Traçar o perfil epidemiológico do adolescente - Criar programas de prevenção e políticas de atenção à saúde do adolescente - - Universidades - Terceiro Setor - Outros parceiros 4 Estabelecer fluxo e protocolo de atendimento a saúde do adolescente em cada município - Garantir a inserção da fundação casa no SUS - Assegurar a continuidade do tratamento aos adolescentes com problemas de saúde - - Ministério da Saúde 5 Desenvolver programa de combate ao tabagismo - Sensibilizar adolescentes, sócio-educadores e profissionais de saúde - Fazer cumprir a lei, proibindo o fumo em repartições públicas - Implantar o programa de tratamento para fumantes - - Universidades - Terceiro Setor - Outros parceiros Curto

4 6 Intensificar a interação entre a e os órgãos sociais para envolver a família - Favorecer que a família possa acompanhar o desenvolvimento social e de saúde do adolescente - Propiciar à família orientação e acesso à rede sócio-assistencial (SUS e SUAS) - - Secretaria de Educação, de Assistência Social, de Saúde e do Esporte do Município - CMDCA - Conselho Tutelar - Conselhos Municipais de Saúde, de Educação e de Assistência Social - Secretarias Estaduais - Terceiro Setor - Universidades Médio 7 Implantar o centro de atendimento psicossocial de álcool e droga (CAPS-AD), em infanto-juvenil, em todos os municípios obedecendo aos parâmetros e normas técnicas de cálculo populacional - Garantir assistência em saúde mental e tratamento em dependência química para adolescentes - - Ministério da Saúde Médio e Longo Prazos 8 Elaborar projetos destinados a programas de saúde, a serem financiados pelo Fundo Municipal da Criança e do Adolescente, com verbas provenientes da renúncia fiscal - Obter recursos para implementar projetos de saúde integral destinados aos adolescentes - CMDCA - - Setor privado e de Assistência Social OFICINA III: GRUPO PEDAGÓGICO Estabelece metas de atendimento público nas áreas educacionais, desportivas e culturais, bem como, discutir o empreendedorismo, a empregabilidade e a formação profissional entre os adolescentes Oficinas I e III 1 Promover um fórum de discussão, junto a atores estratégicos dos três setores da sociedade, sobre a escolarização do adolescente a relação desta com o perfil dos jovens atendidos pela Alcançar o maior número de municípios do Vale do Rio Paraíba do Sul, Litoral Norte e Serra da Mantiqueira, tendo como objetivo elevar o nível de escolaridade para potencializar o não ingresso dos jovens na Fundação como ação preventiva. Todos os atores sociais (representantes governamentais e não governamentais) envolvidos no processo educacional

5 2 Adequar o modelo de escolarização da - unidades de internação, e Secretaria de Estado de Educação Proporcionar a compatibilidade entre idade e série em término de semestre para o EJA. SEE 3 Capacitação dos professores da rede estadual para atuarem com o projeto específico da Fundação Atingir 100% dos educadores da rede (e da Fundação) que atuam na Fundação SEE Curto, Médio e Longo Prazos 4 Intercâmbio de ações de esporte, cultura e lazer entre Fundação e as escolas da rede Divulgação do Trabalho da Fundação Atender o pressuposto da política de atendimento institucional quanto ao seu princípio de mobilização e articulação da opinião pública Fundação e seus parceiros Curto e s 5 Inserção de um programa de valores humanos em todo atendimento sócio-educativo e nas escolas Envolver o maior número de participantes, tendo como objetivo o fortalecimento de atitudes e posturas dos jovens, pais e equipes Toda a comunidade sócio-educativa Oficina II 1 Realizar iniciativas específicas para envolver demais partes interessadas visando discutir com maior profundidade o tema da educação profissionalizante, propostas para ampliar a oferta de cursos, oportunidades de trabalho para os jovens bem como troca de experiências em execução - Produzir um diagnóstico regional ao fim do encontro planejado - Consolidar um núcleo permanente para pensar estrategicamente ações ligadas ao tema - Todas as Prefeituras municipais / Secretarias de desenvolvimento econômico (e afins) do Vale do Rio Paraíba do Sul - SERT - PATs - Sindicatos - Federações - Associações empresariais (comerciais e industrial) - - ONGs (fornecedoras de cursos profissionalizantes) Médio (12 meses)

6 2 Promover a capacitação dos instrutores atentos à inclusão de novos ofícios, tácitos e empíricos - Realizar iniciativas nos próximos 6 meses que promovam a capacitação Parceiros Curto prazo (6 meses) 3 Articular com o SENAI para expandir as experiências locais bem sucedidas para os demais municípios dessa região Ampliação dos programas já existentes - SENAI (coordenadores locais) - Unidades 4 Melhorar a formação básica dos jovens, discutindo aspectos multidisciplinares e comportamentais básicos com atitude, postura, asseio, pró-atividade, comunicação, ética, cidadania, saúde, bem estar, empreendedorismo e empregabilidade, por meio da inserção destes aspectos no currículo dos cursos profissionalizantes, ampliando a formação para além da profissional e técnica. Checar nos próximos 6 meses se os cursos profissionais estão refletindo os demais aspectos - - Entidades - SENAI - SENAC - ONGs fornecedoras de cursos 5 Agilizar a saída dos jovens para cursos externos, por meio do estreitamento da relação entre a unidade e o Poder Judiciário - Obter a autorização do Poder Judiciário em tempo hábil - (coordenadores das unidades) - Poder judiciário 6 Criar uma incubadora em parceria com o SEBRAE para estimular o empreendedorismo - Apropriação de experiências de incubadoras bem sucedidas na região - Associação com essas incubadoras - Inclusão no currículo de capacitação um módulo para formar empreendedores - SEBRAE -

7 7 Resolver em caráter emergencial o problema de empregabilidade - Formalizar iniciativas de inclusão profissional - Criar um cadastro mapeando empresas com responsabilidade social propícias a empregar jovens egressos (SERT e ) - Articular com o Instituto Ethos empresas para incluir os jovens egressos - Formalizar parcerias com instituições de estágio CIEE, CIESP, FIESP entre outros - Criar um programa de acompanhamento dos egressos para evitar reincidência e a melhor inserção social possível, por meio de parceria com o CREAS e CRAS - - Instituto Ethos - Empresas da região - Associação de estágios OFICINA IV: GRUPO JUSTIÇA E SEGURANÇA Discute a integração das instituições no atendimento aos adolescentes e cumprimento das medidas sócio educativas. 1 Implantação de unidade regional de semiliberdade em São José dos Campos 1 unidade para até 20 adolescentes em local a ser estudado Estado, Município, Sociedade e Ministério Público, Judiciário e Curto prazo 2 Reconhecimento de paternidade Capacitação da equipe psicossocial da para realizar o trabalho inicial de reconhecimento Ministério Público Poder Judiciário Defensoria Pública. 3 Ampliação da aplicação dos princípios da Justiça Restaurativa Realização de seminários regionais para a divulgação, aplicação e ampliação. Estado Município Sociedade e Ministério Público Poder Judiciário Defensoria pública.

8 4 Ampliação da adoção de medidas terapêuticas para casos de drogadição Ampliar as experiências da Capital para todo o Estado Secretaria Estadual de Saúde. 5 Custódia de adolescentes femininas infratoras Criação de uma DIJU na região que sirva à custódia de adolescentes infratoras Secretaria de Segurança Pública SP 6 Dinamização da movimentação de adolescentes custodiados Encaminhamento de proposta de alteração da forma de movimentação à Corregedoria Geral - Criação do controle de vagas e Tribunal de Justiça 7 Escolta de adolescentes Estudo de viabilidade da criação de agentes da especialmente treinados para a escolta de adolescentes infratores e re-aparelhamento material e humano das Polícias Civil e Militar para atendimento das necessidades dos adolescentes infratores Secretaria de Segurança Pública - SP 8 Aparelhamento dos Cartórios da Infância e Juventude Aparelhamento material e humano dos cartórios das regiões onde serão implantadas as unidades de internação. Tribunal de Justiça 9 Definição quanto à localização e necessidade da sexta unidade a ser implantada no Vale do Paraíba Estudo sobre a localização e necessidade de implantação da sexta unidade de internação a ser implantada na região.

9 10 Garantia dos direitos da infância e da adolescência nas cidades onde as unidades de internação estão sendo implantadas. Designação de defensor público para atuar na área da infância e adolescência nas cidades que recebem as unidades de internação, e incremento do convênio de assistência judiciária nas cidades não assistidas. Defensoria Pública OAB 11 Formação profissional dos adolescentes internados na região Efetivação da proposta implantação de cursos de formação profissional nas unidades de internação Sociedade Civil Sistema S 12 Garantia do cumprimento das metas acordadas no encontro. Criação de uma comissão de acompanhamento das medidas propostas na carta de intenção produzida no encontro Representantes do Estado, Município, Sociedade e Ministério Público, Judiciário e, Defensoria pública. Os diversos segmentos envolvidos implementarão as ações, em parcerias, respeitadas as competências específicas de cada setor, e manifestam, por este documento, sua intenção em cooperar e acompanhar os resultados decorrentes dessas ações. São José dos Campos, 30 de novembro de 2007

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