A PRÁTICA DE PROJETOS ESCOLARES COMO MEIO DE APRENDIZAGEM: UMA EXPERIENCIA EM BARRA DO GARÇAS (MT)

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1 A PRÁTICA DE PROJETOS ESCOLARES COMO MEIO DE APRENDIZAGEM: UMA EXPERIENCIA EM BARRA DO GARÇAS (MT) Rosinei Borges de Mendonça UFMT-Araguaia Adriana Queiroz do Nascimento UFMT-Araguaia INTRODUÇÃO: A prática de projetos nos ambientes escolares tem incentivado os alunos do ensino fundamental e médio a serem inseridos na pesquisa científica que tem ampliado o interesse pela Geografia. Uma das experiências que pode ser mostrada a partir da construção de um artigo está relacionada às práticas desenvolvidas durante o período em que os alunos de geografia passam a vivenciar o ambiente escolar nos estágios. Assim, considerando a necessidade de desenvolver projetos escolares que incentivam os alunos a entrarem em contato direto com as categorias de analise da geografia e ao mesmo tempo estimulá-los a se interessarem por essa ciência, os acadêmicos em fase final de estágio desenvolveram projetos juntamente com os professores que os acompanharam na escola campo. Dessa forma, os acadêmicos do curso de licenciatura em Geografia foram inseridos na proposta temática desenvolvida na escola Norberto Schwantes em Barra do Garças MT que teve como tema: Arte e Cultura. Assim, o presente artigo realizado em 2013/2 na disciplina de estágio supervisionado III propõe uma reflexão sobre a importância do desenvolvimento dos projetos nos ambientes escolares partindo da experiência vivenciada pelos alunos do segundo ano A que fizeram uma pesquisa qualitativa sobre as opções de lazer existentes na cidade. 1

2 Para tanto, os alunos da sala foram divididos em dois grupos contendo cinco pessoas em cada um deles, com as seguintes temáticas: Peixinho Campestre, Porto do Baé e Águas Quentes, porém, este último grupo foi deslocado pelos gestores da escola para desenvolver outra atividade. Cada grupo ficou responsável por observar e relatar a partir de vídeo ou mesmo cartazes os pontos turísticos da cidade. Com a experiência mostrada através vídeo e cartazes produzida pelos alunos foi possível traduzir a significância desses espaços de Lazer para a interação/entretenimento da sociedade, mas que também proporciona o despertar dos alunos para o aprendizado em geografia. O LAZER E A SUA IMPORTÂNCIA TEMÁTICA FRENTE À CONSTRUÇÃO DE PROJETOS ESCOLARES O Lazer no dia-a-dia pode ser descanso para alguns para outros pode ser divertimento o que pode ser interessante para um indivíduo e pode ser desinteressante para outras pessoas. Para Dumazedier, apud Fernandes&Becker (2007, p.12) O lazer consiste em um conjunto de ocupações que o indivíduo pode se entregar de livre vontade, para repousar, divertir-se e entreter-se. Ele também serve para desenvolver a informação ou formação desinteressada, a participação social voluntária ou a livre capacidade criadora, do embaraço das obrigações profissionais, familiares e sociais. O lazer é muito importante em nossa sociedade, a vivência do lazer entre os indivíduos é uma pratica vivenciada em várias culturas. O tempo livre pode desenvolver práticas de campo ou apenas repousar sem praticar nenhuma atividade, cada indivíduo vai pensar sobre o que ele vai ou não fazer em seu momento de lazer. Segundo Fernandes &Becker: (2007, p.12) A palavra lazer deriva do latim licere e significa ser lícito, ser permitido. Define-se como uma forma de utilizar o tempo dedicando-se a uma atividade que se goste de fazer, o que não significa que seja sempre a mesma. Essa atividade pode ser, como, por exemplo, jogos, teatros, esportes, turismo, ócio, leituras, musicas e passeio. 2

3 Nas suas diferentes formas o lazer é de suma importância para vivência de interação entre as pessoas, permitindo além do descanso e do divertimento, o desenvolvimento pessoal e social. No entanto tem que haver uma qualidade de infraestrutura que proporciona esses aspectos para o ser humano. A atividade de lazer decorre do tempo livre, portanto, introduzir o conceito de lazer nos projetos desenvolvidos na escola é de suma importância para que o aluno possa refletir sobre a necessidade de pensar no lugar enquanto categoria de analise da geografia e nos espaços de lazer enquanto tema que valoriza a cidade em que vive e também estimulá-lo a refletir sobre a necessidade do descanso e seu divertimento. A PRÁTICA DE PROJETO EM AMBIENTES ESCOLARES A pesquisa dos alunos da escola Escola Estadual Deputado Norberto Schwantes vem de encontro a uma necessidade nos ambientes escolares: mostrar à comunidade os espaços de lazer que existem em Barra do Garças - MT. É importante que o professor e todos na escola incentivem o aluno a fazer pesquisa. Para o presente estudo, à definição de pesquisa parte da ideia de Bagno (2010,p.11) onde afirma que: pesquisa é uma palavra que nos veio do espanhol. Este por sua vez herdou- a do latim. Havia em latim o ver perquiro que significa procurar;buscar com cuidado; procurar por toda parte; informar-se; inquirir; perguntar; indagar bem, aprofundar na busca. O participio passa do desse verbo latino era perquisitum.por alguma lei da fonética histórica. O primeiro R se transformou em s na passagem do latim para o espanhol, dando o verdo pesquisar que conhecemos hoje. Perceba que o significado desse verbo em latim insiste na idéia de uma busca feita com cuidado e profundidade. Nada tem a haver, portanto, com trabalho superficial, feitos só para dar nota. A partir da prática de projetos, podemos ver o quanto a pesquisa é importante na escola, a partir dela podemos conhecer os avanços da ciência e vemos ainda que os avanços tecnológicos estão crescendo a cada dia devido as pesquisa realizadas. Segundo Bagno (2010, p.21); 3

4 Se quisermos que nossos alunos tenham algum sucesso na sua atividade futura seja ela tipo que for:cientifica, artística, comercial, industrial, técnica religiosa, intelectual, é fundamental e indispensável que aprendam a pesquisar. É só aprenderão a pesquisar se os professores souberem ensinar. Conforme Demo (2011, p.14) o educar pela pesquisa passa por pelo menos por quatros pressupostos cruciais: A convicção de que a educação pela pesquisa é a especificidade mais própria da educação escolar e acadêmica, o reconhecimento de que o questionamento reconstrutivo com qualidade formal e política é o cerne do processo de pesquisa, necessidade de fazer da pesquisa atitude cotidiana no professor e no aluno e a definição de educação como processo de formação da competência histórica humana. O aluno tem que ser incentivando pela escola a fazer pesquisa e não ficar somente dentro da sala de aula, é importante para comunidade escolar e para os pais ter uma integração maior entre a escola e à família com amostra de projetos. Assim, o professor tem que incentivar os alunos a fazer pesquisa. A PRÁTICA DA PESQUISA EM SALA DE AULA Partindo-se do conceito discutido em sala sobre a importância do lazer para a sociedade e considerando que a cidade de Barra do Garças-MT é uma cidade turística frente aos recursos naturais bem como com a promoção de espaços nas áreas centrais estarem vinculados a bares ou mesmo arena para shows, o professor encontra um campo vasto na própria cidade para desenvolver projetos que levem esses espaços de lazer para a sala de aula. Dessa forma, os alunos do Segundo ano da escola Norberto Schuwants foram estimulados a desenvolverem o projeto sobre as práticas de lazer em Barra do Garças-MT. A turma foi dividida em dois grupos tendo as seguintes temáticas: Peixinho Campestre, Porto do Baé. 4

5 O estagiário em seu desenvolvimento de estágio, construiu um projeto que pôde ser desenvolvido com os alunos da escola, nesse projeto procurou-se destacar o Lazer enquanto prática para a cidade. Assim, esse projeto foi inserido na temática da escola Arte e Cultura, e sua construção além de notas (dois pontos na média final do bimestre), proporcionaria um espaço para a mostra realizada na escola para a comunidade escolar. Para que tal projeto fosse desenvolvido, o acompanhamento das atividades teve a colaboração do professor de Geografia da Escola que o contribuiu com a construção do projeto e com o contato direto feito com alunos disponibilizando um tempo de 15 minutos, todos os dias, antes do início das aulas. Esse foi o método que deu certo. Penso que foi valido essa reuniões antes de começar as aulas, pois não marcava reuniões estipulando horários já que se fosse uma reunião marcada fora da sala de aula correria o risco de muitos talvez não comparecerem, então pensei na didática de conversar com todos antes do início das aulas. Acredito que houve pontos positivos nestas reuniões, senti nas conversas que houve motivação dos alunos em relação à pesquisa. Segundo Demo (2011, p.20) a educação deve formar a autonomia crítica criativa do sujeito histórico competente. O aluno não é um objeto de estudo, é sujeito histórico do processo de trabalho. De acordo com Demo (2011, p.20) O professor e o aluno devem trabalhar em conjunto, o docente não deve passar para os mesmos uma imagem autoritária, mas ao mesmo tempo não deve perder o controle dos alunos para não virar uma bagunça, agir sim, com autoridade, mas sem exageros com competência e dedicação na orientação dos alunos. O docente tem que motivar o aluno a ter confiança nos trabalhos a serem desenvolvidos na sala de aula e em suas pesquisas. O professor e o aluno devem entrar em harmonia para se construir um melhor aprendizado para todos. Como afirma Demo (2011, pg.21) a experiência do aluno será sempre valorizada, inclusive a relação natural hermenêutica de conhecer a partir do conhecido. O que se aprende na escola deve aparecer na vida 5

6 A pesquisa que foi feita pelos alunos destacaram diferentes espaços para práticas de lazer na cidade, um grupo ficou responsável pelos levantamentos no Peixinho Campestre que é um clube, um espaço de lazer freqüentado pela família que deseja passar o dia inteiro desenvolvendo atividades esportivas em piscinas. Outro local visitado pelos alunos foi o Porto do Baé que é um espaço multiuso composto de arquibancada livre. Nos encontros de organização do projeto, procurava discutir com alunos assuntos sobre o projeto tirando as duvidas e articulando com eles como a proposta seria desenvolvida, e quais as fases estavam sendo construídas, para complementar as várias reuniões, também houve troca de s. Nestas reuniões procurava incentiválos a desenvolver esse projeto da escola estimulando-os a não pensar somente na nota, mas irem além descobrindo novos conhecimentos. Através da pesquisa procurei mostrar para os alunos a importância da pesquisa para a própria vida. Bagno (2010, pg. 19) vai dizer que sem pesquisa não há ciência, muito menos tecnologia. Todas as grandes empresas do mundo de hoje possuem departamentos chamados Pesquisa e Desenvolvimento (P&D). A pesquisa é de suma importância para o avanço de todas as atividades em nosso meio. Bagno (2010, p.19) em sua fala vai dizer se não houvesse pesquisa, todas as grandes invenções e descoberta cientificas não teriam acontecidos. Isso mostra que só se consegue algo novo pesquisando. Assim, como resultado dessas atividades, os alunos responsáveis por mostrar o Porto do Baé construíram um vídeo através de pesquisa de campo e também documental o outro grupo utilizou outra técnica de pesquisa teórica desenvolvendo registros fotográficos que foram expostos em cartazes. A apresentação final ocorreu na amostra de vídeo e cartazes no estande da Geografia para toda comunidade da Escola Deputado Norberto Schwantes. Integrados, estagiário e alunos fizeram um trabalho na mostra que demonstrou participação entre 6

7 todos envolvidos. A amostra pedagógica que foi apresentada pelos alunos do 2 ano no estande da Geografia foi muito visitado pela comunidade que visualizou os cartazes com fotos que mostraram o Peixinho Campestre e o Porto do Baé e o trabalho realizado pelos alunos. CONSIDERAÇÕES FINAIS Os trabalhos feitos pelos alunos da Escola Deputado Norberto Schwantes para a realização do Projeto arte e cultura, foi um trabalho muito valoroso. Os alunos pesquisaram sobre o lazer em Barra do Garças-MT nos diferentes espaços de lazer da cidade como no Peixinho Campestre e no Porto do Baé mostrando a importâncias de seus espaços para comunidade local e geral da cidade através de vídeo e cartazes e imagens. Essa experiência com os alunos foi muito significativo para mim pois, observando o desenvolvendo do projeto Arte e Cultura percebi que ao serem motivados os alunos podem se dedicar e se envolver nas práticas de projetos. Em suma, podemos afirmar que a escola tem que incentivar os alunos a fazer pesquisa essa é uma prática muito importante para formação do aluno e para o seu crescimento pessoal e acadêmico, assim, acaba adquirindo conhecimento e a cada dia vai descobrindo nova pesquisa a ser feita. Com esse trabalho, foi possível mostrar aos alunos de uma forma mais significativa as categorias de analise geográfica tais como a paisagem, que motiva o aluno a refletir sobre o conhecimento que esta ciência proporciona. REFERÊNCIAS: 7

8 BAGNO, Marcos. Pesquisa na Escola: o que é e como se faz. ed.24. São Paulo: Ed.Loyola, DEMO, Pedro. Educar pela pesquisa. 9 ed. Campinas SP: Autores associados, Disponível em:<http://www.coisasdematogrosso.com.br/site/cidades/> Acesso: dia 27. fev Disponível em:< 27.fev FERNANDES, Blasckesi Rodrigo & BeckeElsbeth Leia Spode. Geografia, Espaço e Lazer.Ciências Humanas, Santa Maria. v. 8, n. 1, p , Disponível em: Acesso em: 27 fev

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