TEMA: PDM Digital Uma metodologia para a conversão analógico-digital e integração em SIG

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1 Autores: Fernando Cruz - Rui Teixeira - Instituição: Câmara Municipal de Salvaterra de Magos Palavras chave: Cartografia digital, PDM, integração em SIG. Sessão temática: ST7 - Planeamento e ordenamento do território TEMA: PDM Digital Uma metodologia para a conversão analógico-digital e integração em SIG INTRODUÇÃO A presente comunicação pretende divulgar uma metodologia para a conversão analogico-digital do PDM do Município de Salvaterra de Magos, ratificado por RCM n.º 145/2000, de O objectivo da conversão analogico-digital consistiu em obter um documento digital capaz de integrar, simultaneamente, informação de carácter espacial as peças cartográficas e a correspondente informação descritiva o regulamento, garantindo o rigor cartográfico apropriado ao nível de análise pretendido, aliados à facilidade de consulta e a baixo custo. Este objectivo foi totalmente conseguido permitindo, neste momento, a consulta do documento por parte dos técnicos e decisores da Câmara Municipal. A realização do projecto teve por princípio a melhor utilização dos meios técnicos e humanos disponíveis na Câmara, explorando o know how e a experiência existentes.

2 1. METODOLOGIA A metodologia teve em conta os seguintes aspectos fundamentais: (i) Scanning e georeferenciação das plantas fundamentais e dos elementos anexos ao Plano (planta de Ordenamento, Condicionantes, REN e outras); (ii) Utilização de cartografia digital oficial disponível (topográfica e ortofotomapas) na escala 1:10000 do IPCC; (iii) Estruturação da informação geográfica: construção de catálogos de objectos para a vectorização da informação; (iv) Digitalização em ambiente multicódigo, de forma interpretativa e exploração das potencialidades da cartografia oficial, evitando deste modo a produção de polígonos slivers (v) Validação da informação produzida e resolução de erros de geometria: undershoot, overshoot, áreas abertas, etc (vi) Integração em SIG usando as potencialidades da multicodificação; (vii) Análise espacial: geração de consultas espaciais simples ou cruzadas gerando cartografia temática cuja finalidade pretende auxiliar o planeamento e gestão municipais; (viii) Produção de saídas gráficas; (ix) Disponibilização da informação em software de visualização para utilizadores não experientes. Podem apontar-se como vantagens da metodologia utilizada, a rápida concretização do projecto, o uso das potencialidades da cartografia topográfica oficial e as facilidades de 2

3 integração, de análise e disponibilização da informação digital em SIG e uma rápida difusão da informação em software desktop SIG, com grande rigor cartográfico. 3. EXPLORAÇÃO O objectivo fundamental do PDM digital, como cópia fiel do documento original, é proporcionar uma melhor leitura e facilidade de consulta do mesmo, para todos os interessados, designadamente, os políticos, os técnicos, os munícipes e o público em geral. Como se sabe, as modernas tecnologias de informação geográfica proporcionam, com êxito, aos referidos interlocutores, uma consulta objectiva e completa do PDM enquanto documento director das políticas de desenvolvimento de um município. Essa possibilidade integradora advém do facto de se poder consultar, para cada classe ou categoria de espaço, bem como para qualquer entidade espacial do PDM as possibilidades, condicionantes ou outras restrições ao crescimento/desenvolvimento urbanístico e visualizá-las simultaneamente em modo cartográfico, regulamentar e/ou multimédia. Assim, um PDM digital permite dois modos de exploração da sua informação, designadamente através de: Consultas com visualização; Saídas gráficas. Relativamente às consultas de visualização estas poderão consistir apenas na visualização espacial e/ou alfanumérica da informação ou em formas mais complexas e cruzadas de informação, obedecendo a condições ou restrições segundo, critérios específicos. No que respeita à primeira possibilidade, e tendo em conta que a maioria dos técnicos e munícipes pretende apenas visualizar determinadas áreas do território municipal, com o 3

4 intuito de consultar a proposta de zonamento do Plano, para efeitos de viabilidade de construção, por exemplo, optou-se por disponibilizar a informação digital através de um viewer com potencialidades de consulta, disponível gratuitamente no mercado, sendo instalado em diversos computadores. Modos de visualização da informação digital de um PDM Quando a complexidade das consultas já ultrapassa a simples visualização há necessidade de recurso ao software de desenvolvimento. A título de exemplo suponha-se que se pretende consultar todas as estradas que passem por áreas urbanas. 4

5 + = Rede Nacional de Estradas Rede Municipal de Estradas Estradas Nacionais e Municipais Intersect + = Estradas Nacionais e Municipais contidas em Áreas Urbanas e Urbanizáveis Áreas Urbanas Áreas Urbanizáveis Áreas Urbanas e Urbanizáveis Consulta cruzada: Todas as estradas contidas em áreas urbanas. Consulta: Visualizar e calcular o peso da REN na freguesia de Salvaterra de Magos. 5

6 O recurso a ferramentas de consulta cruzada permite obter os resultados pretendidos conforme a primeira figura da página anterior. Imagine-se que se pretende analisar o peso da REN na freguesia de Salvaterra de Magos do Ribatejo. A construção e o resultado da consulta pode ser visualizado na segunda figura da página anterior. No que se refere às saídas gráficas estas constituem documentos como complemento importante à análise digital e à fundamentação dos pareceres dos técnicos e à decisão dos políticos. Embora as peças fundamentais do Plano publicadas em DR estejam na escala 1:25000, assegura-se o rigor cartográfico próprio da escala 1: Escala 1: Escala 1: Veja-se o rigor permitido, à esquerda, pela digitalização na escala 1:25000 e o correspondente quando digitalizado na escala 1:10000, à direita. 6

7 Eis um exemplo de uma saída gráfica. 4. CONCLUSÕES No contexto da Sociedade da Informação, que caracteriza o período da nossa existência, as vantagens de um Plano, enquanto documento digital, são óbvias para a Administração e para o Cidadão, podendo enumerar apenas as mais evidentes: Actualização permanente e facilitada Divulgação mais facilitada Facilidade de manipulação Integração de informação alfanumérica e cartográfica Integração de informação de diversas proveniências 7

8 Saídas gráficas de qualidade Melhor apoio à decisão e capacidade de resposta da Administração A existência de um PDM digital num Município pressupõem a disponibilidade de alguns recursos informáticos (hardware e software específicos), de cartografia actualizada, de qualidade e de recursos humanos com know-how. O cumprimento destes requisitos e tendo em conta que a conversão analogico-digital ter sido feita internamente com os recursos da casa, foi factor decisivo para o bom êxito do trabalho apresentado. A experiência adquirida aconselha a que quer o trabalho de digitalização seja feito internamente no Município, quer seja encomendado exteriormente, é recomendável o permanente acompanhamento da equipa responsável pela elaboração do Plano, ou de um elemento desta. Concluiu-se, também, que é indispensável a existência de uma base cartográfica digital (vectorial e/ou ortofotocartográfica), preferencialmente multicodificada de acordo com as normas do IPCC, com o rigor geométrico adequado à respectiva escala, a fim de garantir a correcta delimitação e implantação das classes e categorias de espaço. O rigor cartográfico e a clareza de leitura de uma planta do PDM, possíveis através das tecnologias digitais, são os melhores trunfos para uma correcta tomada de decisão. 8

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