Pós-Graduação em Qualidade, Ambiente e HACCP

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1 ISAL Instituto Superior de Administração e Línguas Pós-Graduação em Qualidade, Ambiente e HACCP Relatório final Luís Alberto Jardim Santos Funchal, 27 de Janeiro de 2009 Página 1 de 60

2 Introdução Considerações Iniciais A trilogia, Qualidade, Ambiente e HACCP é uma base disposta em documentos normativos e legislativos que são uma ferramenta essencial para um crescimento e desenvolvimento sustentável da economia do nosso país e em especial da nossa Região Autónoma. Com o modelo económico em fase de estagnação com o fim da economia de escala, a economia baseada num desenvolvimento sustentável é fundamental ao desenvolvimento social, sendo este o caminho por nós a percorrer. Depois da era fordiana dos produtos estandardizados fabricados em massa, eis chegada a era da dúvida, a era da.idade Qualidade, sustentabilidade, competitividade e Produtividade, e diferenciação (Coriat) Objectivos e Metodologia O Trabalho desenvolvido teve como objectivo fundamental aplicar numa Empresa todos os Conceitos e matérias abordadas nesta Pós-Graduação, nomeadamente a implementação de um Sistema de Gestão da Qualidade com base da NP EN 1SO 9001: 2008, que foi o qual mais me dediquei, por ir ao encontro da minha actividade Profissional actual. O sistema de gestão da Qualidade foi implementado com sucesso na Empresa na qual actualmente exerço a minha actividade profissional Avelino Farinha & Agrela S.A., neste trabalho descrevo todo o processo de implementação do sistema, bem como a abordagem por processos adoptada. Página 2 de 60

3 Foi desenvolvido um programa de Gestão Ambiental a ser aplicado numa Empresa do ramo hoteleiro, a um hotel, e no âmbito do HACCP foi implementado um plano HACCP numa empresa comercializadora de Peixe-Espada Preto. Estes dois últimos trabalhos foram abordados apenas do ponto de vista teórico e académico. Esta abordagem quanto aos trabalhos, teve como principal objectivo abranger na minha Pós- Graduação os principais sectores Económicos existentes da Região Autónoma da Madeira. Desde a Construção Civil que para além de ser o sector de actividade onde estou ligado profissionalmente, foi ao longo destes últimos 20 Anos o impulsor da Economia regional, a Hotelaria que é a base do sector turístico regional, com uma forte competitividade actual resultante de uma ascensão de novos mercados concorrentes, mercados esses que privilegiam a Massa a Qualidade. E finalmente ao a gastronomia tradicional madeirense, sendo o Peixe-Espada Preto, neste campo o produto mais destacado. Organização do Trabalho O Trabalho encontra-se dividido em 3 Partes, sendo a 1ª parte dedicada a implementação de um Sistema de Gestão da Qualidade numa Empresa do ramo da Construção Civil, A 2ª parte aborda um programa de gestão Ambiental aplicado a um Hotel e a 3ª parte a implementação de um plano de HACCP numa Empresa comercializadora de Peixe-Espada Preto. Página 3 de 60

4 Referências Bibliográficas NP EN ISO 9001: 2000 Sistemas de Gestão da Qualidade Requisitos; NP EN ISO 9001: 2008 Sistemas de Gestão da Qualidade Requisitos; NP EN ISO 9000: 2005 Sistemas de Gestão da Qualidade Fundamentos e Vocabulário; NP EN ISO 19011: 2003 Linhas de orientação para auditorias a sistemas de gestão da qualidade e/ou de gestão ambiental; NP EN ISO 9004: 2000 Sistemas de Gestão da Qualidade Linhas de orientação para melhoria de desempenho; NP 4433: 2005 Linhas de Orientação para a documentação de sistemas de gestão da qualidade; NP EN ISO 14001: Sistemas de Gestão da Ambiental; NP EN ISO 10002:2007 Gestão da Qualidade, Satisfação dos Cientes, Linhas de orientação para o tratamento de reclamações nas organizações; NP EN ISO 10005: Sistema de Gestão da Qualidade, Linhas de orientação para planos de qualidade; NP EN ISO 10019: Linhas de orientação para a selecção de consultores de sistemas de gestão da qualidade e para a utilização dos seus serviços; Codex alimentarius princípios gerais de higiene alimentar CE 852/2004: higiene dos géneros alimentícios DL 113/2006: regime sancionatório aplicável DL 28/84: punição de actividades delituosas contra a economia DL 433/82: regime de contra-ordenações Guia para o controlo da segurança alimentar em Restaurantes europeus ISO 22000: 2005; Página 4 de 60

5 Sistema de Gestão da Qualidade com base da NP EN 1SO 9001: 2008, aplicado a Avelino Farinha & Agrela S.A. Página 5 de 60

6 MANUAL DE GESTÃO AFA Avelino Farinha e Agrela, S.A. SEDE: Parque Empresarial da Zona Oeste, Lote Câmara de Lobos Tel.: Fax: Site: ELABORADO: VERIFICADO: APROVADO: Revisão: 00 Data: 2008/12/03 Este Manual de Gestão é propriedade da AFA, S.A. É proibida a reprodução (total ou parcial), assim como a entrega a terceiros, deste Manual, sem autorização do Responsável da Qualidade. Página 6 de 60

7 ÍNDICE 1. PROMULGAÇÃO DO MANUAL GESTÃO DO MANUAL E OBJECTIVOS APRESENTAÇÃO E ORGANIZAÇÃO DA AVELINO FARINHA & AGRELA S.A POLÍTICA DA QUALIDADE E OBJECTIVOS APRESENTAÇÃO DO SISTEMA DE GESTÃO DA QUALIDADE Página 7 de 60

8 PROMULGAÇÃO DO MANUAL O presente Manual de Gestão constitui uma forma de apresentação do Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ) da AVELINO FARINHA & AGRELA S.A., em conformidade com a Norma NP EN ISO 9001:2000 e legislação em vigor. O âmbito do SGQ abrange também: O Controlo de Produção em Fábrica (CPF) dos Agregados para Betão, Agregados para Misturas Betuminosas e tratamentos superficiais para estradas, aeroportos e outras áreas de circulação e Agregados não ligados para trabalhos de Engenharia Civil e construção de estradas, de acordo com as normas NP EN 12620:2004, NP EN 13043:2004 e NP EN 13242:2005, respectivamente. O Controlo de Produção em Fábrica (CPF) das Misturas Betuminosas, a sua especificação bem como os ensaios do tipo iniciais, de acordo com as normas EN :2006 Bituminous mixtures. Material specifications. Part 21: Factory Production Control, EN :2006 Bituminous mixtures. Material specifications. Part 1: Asphalt Concrete e EN Bituminous mixtures. Material specifications. Part 20: Type Testing, respectivamente. A certificação do Betão de acordo com a NP EN 206-1:2007 Especificação, desempenho, produção e conformidade, no centro de produção dos Canhas Concelho da Ponta do Sol. Com a aprovação do Manual de Gestão pela Administração, é promulgado o Sistema de Gestão da Qualidade. Compete à Administração divulgar, cumprir e fazer cumprir as determinações que constam deste Manual. A Administração nomeia como seu representante em matéria de Qualidade o Administrador do Pelouro Administrativo e Financeiro, atribuindo-lhe a responsabilidade de assegurar o bom funcionamento das actividades relacionadas com a definição, desenvolvimento, manutenção e melhoria dos processos associados ao Sistema de Gestão da Qualidade. O Representante da Página 8 de 60

9 Gestão é também responsável por reportar à Administração o desempenho do Sistema de Gestão da Qualidade desenvolvido na organização. Cabe-lhe ainda promover, em toda a organização, a consciencialização relativa aos requisitos do Cliente. O Representante da Gestão nomeado pela Administração representa a AVELINO FARINHA & AGRELA S.A. em todas as questões relativas à Qualidade e coordena as acções entre as várias áreas da organização. A Administração da AVELINO FARINHA & AGRELA S.A., delega no Responsável das Centrais de Produção a responsabilidade pelo Controlo de Produção em Fábrica dos Agregados, Betão Betuminoso e Controlo de produção do Betão. GESTÃO DO MANUAL E OBJECTIVOS 2.1 GESTÃO DO MANUAL O presente Manual está dividido em 5 capítulos. É elaborado e verificado pelo Responsável da Qualidade, e aprovado pela Administração. Estas fases são registadas na capa do Manual. O Gestor da Qualidade deve assegurar a sua actualização, mantendo o original, devidamente assinado, em suporte de papel e distribuindo-o de forma electrónica, disponibilizando-o no servidor da empresa. 2.2 OBJECTIVO O objectivo deste Manual é: - Apresentar a Política da Qualidade da AVELINO FARINHA & AGRELA S.A. e a organização adoptada para dar cumprimento aos requisitos da Norma NP EN ISO 9001:2000 (suporte do nosso compromisso em termos de Qualidade); - Promulgar e descrever o seu Sistema de Gestão da Qualidade e Controlo de Produção em Fábrica, definindo o seu campo de aplicação e as respectivas exclusões. Este Manual inclui os processos e procedimentos estabelecidos para dar resposta a cada requisito das Normas de Referência; Página 9 de 60

10 - Descrever os processos da AVELINO FARINHA & AGRELA S.A., para o estabelecimento, a manutenção e melhoria contínua do Sistema de Gestão e evidenciar a interacção entre os mesmos; - Apresentar o Sistema de Gestão da Qualidade e Controlo de Produção em Fábrica aos Colaboradores e a Entidades Externas, a fim de demonstrar a sua conformidade com as Normas de Referência e evidenciar a organização implementada. APRESENTAÇÃO E ORGANIZAçÃO DA AVELINO FARINHA & AGRELA S.A. 3.1 APRESENTAÇÃO DA AVELINO FARINHA & AGRELA S.A. A Avelino Farinha & Agrela, S.A. iniciou a sua actividade, em 1980, na Região Autónoma da Madeira, seu mercado preferencial e onde tem os seus principais clientes. Tendo começado por actuar no sector da construção civil obras particulares - cedo a empresa sentiu necessidade de expandir e diversificar a sua actividade e âmbito de actuação, alargando-a inicialmente ao ramo das obras públicas e, mais recentemente, ao sector da promoção imobiliária. Esta diversificação de áreas de intervenção tem-se verificado ao longo dos tempos, de uma forma criteriosa e alicerçada no rigor técnico-financeiro, de modo a permitir um crescimento sólido e economicamente sustentado. Desse modo, Avelino Farinha & Agrela, S.A. cria logo em o Departamento de Construção Civil e Obras Públicas e adquire novos e modernos equipamentos, o que lhe permite a auto-suficiência, tanto ao nível da produção como do transporte, e centrar, definitivamente, a sua actividade nas obras públicas de grande vulto, participando na construção das principais Vias-Rápidas da Madeira, que constituem o núcleo fundamental das acessibilidades e da rede viária da Região. Hoje, a empresa dispõe de sofisticados e modernos equipamentos e de uma mão-de-obra especializada (quadros técnicos e operários) em áreas tão distintas como as da construção de estradas, edifícios, obras hidráulicas e marítimas, saneamento básico, obras subterrâneas (particularmente túneis) e geotecnia. Página 10 de 60

11 São, hoje, já bem visíveis, em termos de credibilidade e implantação no mercado, os resultados da aposta feita na reestrutução empreendida, especialmente pela inovação demonstrada pelo seu departamento de obras subterrâneas e geotecnia (sondagens, pregagens, perfuração de túneis), bem como pelo reforço e qualificação dos seus recursos humanos. Actuação e âmbito de intervenção estes que lhe permitiram assegurar uma importante posição no Ranking das maiores empresas regionais e um significativo crescimento do seu volume de negócios. No entanto, porque a actividade empresarial é dinâmica e em constante mutação, especialmente num mundo globalizado, a Avelino Farinha & Agrela, S.A. prepara-se, agora, para enfrentar novos e maiores desafios, desta vez apostando decisivamente na procura de novos mercados e na sua internacionalização PRINCIPAIS OBRAS - Estradas Construção da Circular à Cidade do Funchal/Cota 200 2ª Fase Construção da Via Rápida Câmara de Lobos Ribeira Brava 2º Troço 1ª e 2ª Fase Construção da E.R. 101 Entre a Calheta e Prazeres 3ª Fase Construção da EM 529 entre os sítios da Vargem e Torreão e Ligação entre Moledos e Torreão - Madalena do Mar - Túneis Variante à Vila da Calheta 1ª Fase - Túneis Variante à E.R. 104 Vila da Ribeira Brava 2ª Fase Troço II Construção da E.R. 101 Entre a Calheta e Prazeres 2ª Fase - Túneis Construção da Variante à E.R. 107 Túnel entre a Ribeira da Lapa e Curral das Freiras Construção da Via Expresso Faial Santana 1ª Fase Túneis - Edifícios Construção do Hotel Calheta Beach Hotel * * * * Construção do Hipermercado Modelo dos Viveiros - Funchal Concepção Construção de Habitação Social no Paúl do Mal 56 Fogos Execução de 30 Fogos na Freguesia do Curral das Freiras Centro Cívico da Serra d Agua Concepção/Construção do Complexo Desportivo do C.S. Marítimo Pavilhão e Estruturas Construção do Complexo Desportivo do C. D. Nacional Construção do Centro Desportivo da Ribeira Brava Página 11 de 60

12 - Obras Hidráulicas e Marítimas Ampliação do Cais do Paúl do Mar Construção da Protecção Marginal e Passeio Marítimo do Jardim do Mar Construção do Porto de Recreio da Calheta Intervenção na Zona Balnear de Ponta Delgada CENTROS DE PRODUÇÃO - Central de Produção dos Prazeres Agregados Betão - Central de Produção dos Canhas Agregados Betão Betuminosos - Central de Produção da Ribeira Brava - Agregados Betão LABORATÓRIO PRINCIPAIS ENSAIOS Desde 1998, a Avelino Farinha & Agrela, S.A. investiu num Laboratório, de forma a assegurar internamente a realização de ensaios aos produtos fornecidos. Durante o ano de 2005, foram criadas novas instalações para o Laboratório, tendo sido feito um investimento em novos equipamentos, que permitiram alargar a gama de ensaios realizados: - Em obra Estudos de Compactação Recolha de amostras Recolha de provetes Determinação da baridade de areia pelo método da garrafa de areia - Solos / Agregados Página 12 de 60

13 Classificação Unificada de Solos Classificação para fins Rodoviários Granulometrias Ensaios de Compactação tipo Proctor Ensaios C.B.R. Equivalentes de areia Limites de Plasticidade Limite de Consistência Massas Volúmicas Absorção de água Teor em Água - Betão Estudos de Composições Ensaios de Compressão Simples Pesos específicos Absorção de água - Misturas Betuminosas 3.2 ORGANIGRAMA Estudos de Composições Ensaios de Marshall Teor Óptimo em betume Pesos específicos Absorção de água A responsabilidade, autoridade e a relação mútua de todo o pessoal que influi na Qualidade, estão definidas e documentadas na AVELINO FARINHA & AGRELA S.A. sob forma de um organigrama e de descrições de funções, documentos esses que se encontram validados e divulgados pela organização. Estes documentos, ao serem divulgados, permitem contribuir para que sejam atingidos os objectivos definidos e para melhorar o envolvimento, motivação e comprometimento dos Colaboradores da AVELINO FARINHA & AGRELA S.A.. Página 13 de 60

14 Encontra-se representado em seguida o Organigrama Geral da Empresa. Existem Organigramas definidos por cada Direcção, validados e divulgados pela Administração. Conselho de Administração Assistente do C. Administração Assessoria Jurídica Secretariado Gestão da Qualidade Laboratório Direcção Comercial Direcção de Produção Direcção de Manutenção Direcção Administrativa, Financeira e Património Direcção Negócios Imobiliários Direcção de Recursos Humanos O processo PS.RH.01 Definição da Estrutura Organizacional descreve a constituição da estrutura organizacional da AVELINO FARINHA & AGRELA S.A. e a sua divulgação. De acordo com o modelo organizacional acima representado, a AVELINO FARINHA & AGRELA S.A. definiu, para cada função, a respectiva "Descrição de Funções", que inclui: requisitos mínimos de competência (qualificações, experiência, formação específica); principais actividades/descrição das tarefas; plano de substituição; hierarquia. Esta informação encontra-se arquivada no Departamento de Recursos Humanos. Esta informação é o principal mecanismo para garantir o pleno conhecimento de cada função e a forma como cada colaborador contribui para o Sistema de Gestão da AVELINO FARINHA & AGRELA S.A., na sua globalidade. POLÍTICA DA QUALIDADE E OBJECTIVOS Página 14 de 60

15 4.1 POLÍTICA DA QUALIDADE A AVELINO FARINHA & AGRELA S.A. Avelino Farinha & Agrela, pretende ser reconhecida pela excelência e melhoria contínua dos serviços que presta aos seus Clientes, tendo como princípio orientador a satisfação das suas necessidades e expectativas, bem como preservar a integridade dos seus Colaboradores. É com esta orientação que pretendemos consolidar a nossa posição no mercado e garantir, deste modo, o crescimento sustentado da actividade e rendibilidade da empresa, no sector altamente competitivo da construção civil e obras públicas. A política de qualidade e segurança, envolve todos os colaboradores, que se comprometem a respeitar os seguintes princípios: Fazer o nosso trabalho bem feito, e à primeira; Qualidade é obrigação de todos os colaboradores, seja qual for a sua função; Dar ênfase às acções preventivas procurando evitar a ocorrência de acidentes, problemas de saúde no trabalho; Somos 100% responsáveis no desempenho das nossas funções; Prevenir a ocorrência de não conformidades, através do planeamento das nossas actividades em todas as suas vertentes; Assegurar o cumprimento dos requisitos legais e regulamentares aplicáveis a actividade bem como respeitar a norma ISO/IEC 17025:2005; Promover, acompanhar e reavaliar os objectivos, na busca da melhoria contínua dos nossos serviços e das pessoas e consequentemente da eficácia do nosso Sistema de Gestão. 4.2 OBJECTIVOS DA QUALIDADE Página 15 de 60

16 Anualmente, são definidos e validados pela Administração os Objectivos da Qualidade, que visam a concretização da Política da Qualidade. Assim, os Objectivos são oriundos do planeamento estratégico da AVELINO FARINHA & AGRELA S.A. e da sua Política, visando a melhoria da eficácia da organização. A definição, planeamento e acompanhamento da concretização dos objectivos é efectuado de acordo com o processo PG.SP Planeamento Estratégico. Este processo descreve de igual modo a metodologia para realização da Revisão pela Gestão. APRESENTAÇÃO DO SISTEMA DE GESTÃO DA QUALIDADE 5.1 ÂMBITO Produção e expedição de: Agregados para betão: Agregado0/4 (Pó de Pedra); Agregado 0/4 (Areia Britada); Agregado 4/12 (Brita 1) e Agregado 8/32 (Brita 2); Agregados para misturas betuminosas: Agregado0/4 (Pó de Pedra), Agregado 4/12 (Brita 1) e Agregado 8/32 (Brita 2); Agregados não ligados para trabalhos de Engenharia Civil e construção de estradas: Agregado0/4 (Pó de Pedra), Agregado 4/12 (Brita 1), Agregado 8/32 (Brita 2); Agregado 20/40 (Brita 3) e Agregado 0/40 (Tout-Venant); Betão pronto; Betão Betuminoso: AC 32 base 50/70 (MB); AC 20 bin 50/70 (MB); AC 20 reg 50/70 (MBD); AC 14 surf 50/70 (BB) e AC 14 reg 50/70 (BBsb). Controlo de Produção em Fábrica dos Agregados e Betão Betuminoso 5.2 NORMAS DE REFERÊNCIA NP EN ISO 9001:2000 Sistemas de Gestão da Qualidade. Requisitos NP EN 12620:2004 Agregados para Betão NP EN 13043:2004 Agregados para misturas betuminosas e tratamentos superficiais para estradas, aeroportos e outras áreas de circulação Página 16 de 60

17 SEDE: Parque Empresarial da Zona Oeste, Lote Câmara de Lobos Tel.: Fax: Site: ELABORADO: VERIFICADO: APROVADO: Revisão: 00 Data: 15/05/2007 Este Manual de Gestão é propriedade da AFA, S.A. É proibida a reprodução (total ou parcial), assim como a entrega a terceiros, deste Manual, sem autorização do Responsável da Qualidade. CONTROLO DE DOCUMENTOS INTERNOS POLITICA DE QUALIDADE A AFA Avelino Farinha & Agrela, pretende ser reconhecida pela excelência e melhoria contínua dos serviços que presta aos seus Clientes, tendo como principio orientador a satisfação das suas necessidades e expectativas, bem como preservar a integridade dos seus Colaboradores. É com esta orientação que pretendemos consolidar a nossa posição no mercado e garantir, deste modo, o crescimento sustentado da actividade e rendibilidade da empresa, no sector altamente competitivo da construção civil e obras públicas. A política de qualidade e segurança, envolve todos os colaboradores, que se comprometem a respeitar os seguintes princípios: Fazer o nosso trabalho bem feito, e à primeira; Qualidade é obrigação de todos os colaboradores, seja qual for a sua função; Dar ênfase às acções preventivas procurando evitar a ocorrência de acidentes, problemas de saúde no trabalho; Somos 100% responsáveis no desempenho das nossas funções; Prevenir a ocorrência de não conformidades, através do planeamento das nossas actividades em todas as suas vertentes; Assegurar o cumprimento dos requisitos legais e regulamentares aplicáveis a actividade bem como respeitar a norma ISO/IEC 17025:2005; Promover, acompanhar e reavaliar os objectivos, na busca da melhoria contínua dos nossos serviços e das pessoas e consequentemente da eficácia do nosso Sistema de Gestão. O Presidente do Conselho de Administração 16 de Novembro de 2006 Número: PQ.01 Revisão: 00 Data: Página: 1/14 PS.AP.01 Selecção de Fornecedores PS.RH.01 Definição da Estrutura Organizacional PS.AP.02 Compras PS.RH.02 Formação PN.CD Concepção e desenvolvimento PS.EX.01- Extracção de Pedra PS.LC.01 Controlo dos DMM PS.AP.03 Recepção, Armazenamento de Materiais e Avaliação de Fornecedores PS.MO.01 Avaliação da Satisfação de Clientes PN.BE Produção e Expedição de Betuminosos PN.AG Produção e Expedição de Agregados PN.CO Produção e Expedição de Betão PN.LC Venda e realização de ensaios laboratoriais PS.MO.02 Auditorias PS.MA Manutenção de Equipamentos e Instalações PS.MA.01 Manutenção de equipamentos e instalações INPUTS - Orientações estratégicas para o ano; - Necessidades e expectativas de Clientes e análise do mercado; - Requisitos legais aplicáveis e outros ; - Decisões tomadas na reunião anterior de Revisão pela Gestão; - Reclamações de clientes e não conformidades internas; PG.MC Melhoria - Acompanhamento dos objectivos; Contínua - Indicadores de desempenho dos Processos, conformidade do produto e do SGQ em geral; - Eficácia do SGQ ; - Análise dos relatórios de Auditorias (internas e externas); - Análise das acções correctivas e preventivas em curso (avaliação do seu estado); - Análise dos questionários de satisfação dos Clientes e de outros retornos de informação do Cliente; - Novos projectos ou oportunidades de melhoria; Decide Participa (*) Ver descrição detalhada 1- Definição da Estratégia (Visão, Missão e Valores). Estratégia 2 Validação da Estratégia. Estratégia 3 Divulgação da Estratégia. (*) Estratégia 4 Definição e validação da Política da Qualidade e do Código de Ética. Política da Qualidade Código de Ética 5 Definição e validação dos Objectivos da Qualidade anuais. (*) Objectivos da Qualidade 6 - Divulgação dos Objectivos da Qualidade aos responsáveis de área nas Reuniões de Gestão. (*) Objectivos da Qualidade Acta Mod.01.PG.SP NP EN 13242:2005 Agregados para materiais não ligados ou tratados com ligantes hidráulicos utilizados em trabalhos de engenharia civil e na construção rodoviária (Directiva 89/106/CEE) EN :2006 Bituminous mixtures. Material specifications. Part 21: Factory Production Control, EN :2006 Bituminous mixtures. Material specifications. Part 1: Asphalt Concrete EN Bituminous mixtures. Material specifications. Part 20: Type Testing NP EN 206-1:2007 Especificação, desempenho, produção e conformidade do Betão 5.3 EXCLUSÕES AO SISTEMA DE GESTÃO DA QUALIDADE A AVELINO FARINHA & AGRELA S.A. não faz quaisquer exclusões a requisitos da cláusula 7 da NP EN ISO 9001: ESTRUTURA DOCUMENTAL MANUAL DE GESTÃO AFA Avelino Farinha e Agrela, S.A. Nível 2 Mapeamento de processos MAPEAMENTO GERAL DE PROCESSOS Nível 3 Descrição de processos PG.SP Planeamento Estratégico PG.MC Melhoria Contínua (Não Conformidades, Reclamações, Acções Correctivas e Preventivas) PS.RH. Recursos Humanos PS.MO. Monitorização e Medição PLANEAMENTO ESTRATÉGICO Número: PG.SP Revisão: 00 Data: Página: 1/7 V. Descrição Nível 1 Política da Qualidade C L I E N T E C L I E N T E Processos a Montante VI. Responsáveis Adm RQ A RA/GP PS.AP Compras VII Impressos Associados ELABORADO: VERIFICADO: APROVADO: Mod.02.MG.01 Data: Revisão: 1 I. FINALIDADE Este procedimento define o modo de elaboração, codificação, validação, distribuição, implementação, alteração / anulação, controlo e arquivo dos documentos relativos ao Sistema de Gestão da Qualidade. II. CAMPO DE APLICAÇÃO Este procedimento aplica-se a todos os documentos e registos integrados no Sistema de Gestão da Qualidade. III. GESTOR DO PROCESSO NA Nível 3 Procedimentos IV. VOCABULÁRIO E ABREVIATURAS Documentação Interna Documentação emitida pela AFA Documento Dados com significado e respectivo meio de suporte. Instrução Descrição detalhada dos métodos de realização das actividades técnicas/operativas desenvolvidas para assegurar a gestão do SGQ. Manual de Gestão Manual que reúne os processos e procedimentos do Sistema de Gestão da Qualidade. Instruções de Trabalho Planos Nível 4 Instruções de trabalho, planos de inspecção e ensaios operativos ELABORADO VERIFICADO APROVADO Página 17 de 60

18 O SGQ encontra-se documentado de acordo com a seguinte estrutura: Manual de Gestão (MG) estabelece o objectivo e campo de aplicação do SGQ, detalhes e justificações para as exclusões, a Política, Estrutura Organizacional, inclui os procedimentos estabelecidos para o Sistema, assim como a descrição dos processos e da sua interacção. O Manual inclui a totalidade do Sistema implementado na AVELINO FARINHA & AGRELA S.A.. NÍVEL 1 Política da Qualidade Descreve as orientações gerais da organização em termos de Qualidade. NÍVEL 2 Processos Sequência de actividades definidas para concretizar a gestão da organização. Encontra-se descrita no Mapeamento Geral de Processos, apresentado no ponto 5.5. NÍVEL 3 A AVELINO FARINHA & AGRELA S.A. optou por considerar procedimentos e processos, de modo distinto: Procedimentos modo especificado de realizar uma actividade: os procedimentos descrevem as actividades, responsabilidades e controlos necessários à gestão da conformidade dos produtos e serviços. Descrição de processos estes documentos consistem num desdobramento dos processos definidos no Mapeamento Geral de Processos. A apresentação de processos e procedimentos encontra-se descrita no ponto 5.6. Na AVELINO FARINHA & AGRELA S.A., existem 3 tipos de processos: Processos de Gestão (PG) Reagrupam todas as actividades concebidas para agir sobre o funcionamento e a dinâmica da melhoria contínua da organização. Permitem orientar e assegurar a coerência dos processos de negócio e de suporte. Processos de Negócio (PN) Página 18 de 60

19 Têm um impacto directo sobre a satisfação dos clientes. Reagrupam as actividades ligadas à obtenção do Produto. Estes processos iniciam-se e terminam com a ligação ao Cliente. Processos de Suporte (PS) Não criam valor directamente perceptível ao Cliente externo, mas são necessários ao funcionamento da organização. NÍVEL 4 Aos procedimentos e descrição de processos podem estar ainda associados: Instruções de Trabalho - detalham o processo de trabalho e indicam como, quando, onde e por quem uma tarefa deverá ser executada assim como o que deve ficar registado. Registos da Qualidade - documentos que expressam resultados obtidos ou fornecem evidência das actividades realizadas. Estes documentos, não constituindo um nível de documentação à parte, constituem outputs de todos os processos e procedimentos e encontram-se associados aos restantes níveis. Página 19 de 60

20 5.5 INTERACÇÃO ENTRE OS PROCESSOS E PROCEDIMENTOS A interacção entre os Processos e Procedimentos encontra-se definida no Mod.02.MG Mapeamento Geral de Processos, representado de seguida: MAPEAMENTO GERAL DE PROCESSOS PG.SP Planeamento Estratégico PG.MC Melhoria Contínua (Não Conformidades, Reclamações, Acções Correctivas e Preventivas) PS.RH. Recursos Humanos PS.RH.01 Definição da Estrutura Organizacional PS.RH.02 Formação PS.MO. Monitorização e Medição PS.MO.01 Avaliação da Satisfação de Clientes PS.MO.02 Auditorias C L I E N T E PN.CD Concepção e desenvolvimento PS.EX.01- Extracção de Pedra PN.BE Produção e Expedição de Betuminosos PN.AG Produção e Expedição de Agregados PN.CO Produção e Expedição de Betão C L I E N T E PS.LC.01 Controlo dos DMM PN.LC Venda e realização de ensaios laboratoriais PS.AP.01 Selecção de Fornecedores PS.AP Compras PS.AP.02 Compras PS.AP.03 Recepção, Armazenamento de Materiais e Avaliação de Fornecedores PS.MA Manutenção de Equipamentos e Instalações PS.MA.01 Manutenção de equipamentos e instalações Página 20 de 60

21 5.6 APRESENTAÇÃO DOS PROCESSOS E PROCEDIMENTOS Planeamento Estratégico (PG.SP) Este processo de gestão tem como objectivo assegurar a definição de orientações estratégicas (Política), desdobrá-las em objectivos, planeá-los com vista à melhoria do desempenho da organização. Rever o Sistema de Gestão implementado, com vista à sua melhoria contínua. Gestor do Processo: Administração Documentação Associada: PG.SP Planeamento Estratégico Melhoria Contínua Não Conformidades, Reclamações, Acções Correctivas e Preventivas (PG.MC) Este processo de gestão tem como objectivo definir a metodologia para: - identificar, registar e tratar ocorrências (incluindo Não Conformidades e reclamações de Clientes); - definir, implementar e acompanhar acções correctivas e preventivas. Gestor do Processo: Administração Documentação Associada: PG.MC Melhoria Contínua Não Conformidades, Reclamações, Acções Correctivas e Preventivas Concepção e Desenvolvimento do Betão (PN.CD.01) Este processo de negócio tem como objectivo conceber e desenvolver betão. Gestor do Processo: Coordenador do Laboratório Documentação Associada: PN.CD.01 Concepção e Desenvolvimento do Betão Página 21 de 60

22 Concepção e Desenvolvimento de Misturas Betuminosas (PN.CD.02) Este processo de negócio tem como objectivo conceber e desenvolver misturas betuminosas. Gestor do Processo: Coordenador do Laboratório Documentação Associada: PN.CD.02 Concepção e Desenvolvimento de Misturas Betuminosas Produção e Expedição de Agregados (PN.AG) Este processo de negócio tem como objectivo definir o modo como é realizada produção e expedição de agregados para clientes internos ou externos à empresa Avelino Farinha & Agrela, S.A.. Gestor do Processo: Responsável pelas Centrais de Produção Documentação Associada: PN.AG Produção e Expedição de Agregados Produção e Expedição de Betão (PN.CO) Este processo de negócio tem como objectivo definir o modo como é realizada produção e expedição de betão para clientes internos ou externos à empresa Avelino Farinha & Agrela, S.A.. Gestor do Processo: Responsável pelas Centrais de Produção Documentação Associada: PN.CO Produção e Expedição de Betão Produção e Expedição de Misturas Betuminosas (PN.BE) Página 22 de 60

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