UNIÃO DINÂMICA DE FACULDADE CATARATAS FACULDADE DINÂMICA DAS CATARATAS CURSO DE ENGENHARIA AMBIENTAL

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1 UNIÃO DINÂMICA DE FACULDADE CATARATAS FACULDADE DINÂMICA DAS CATARATAS CURSO DE ENGENHARIA AMBIENTAL AVALIAÇÃO DA QUALIDADE MICROBIOLÓGICA DA ÁGUA DOS RESERVATÓRIOS DOMÉSTICOS DO BAIRRO 1 DE MAIO DA CIDADE DE FOZ DO IGUAÇU/PR CRISTIANO FURE DE FRANÇA Foz do Iguaçu - PR 2008

2 i CRISTIANO FURE DE FRANÇA AVALIAÇÃO DA QUALIDADE MICROBIOLÓGICA DA ÁGUA DOS RESERVATÓRIOS DOMÉSTICOS DO BAIRRO 1 DE MAIO DA CIDADE DE FOZ DO IGUAÇU/PR Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à banca examinadora da Faculdade Dinâmica de Cataratas UDC, como requisito parcial para obtenção de grau de Engenharia Ambiental. Profª. Orientadora: Marlene Cristina de Oliveira Laurindo Foz do Iguaçu PR 2008

3 ii TERMO DE APROVAÇÃO UNIÃO DINÂMICA DE FACULDADES CATARATAS AVALIAÇÃO DA QUALIDADE MICROBIOLOGICA DA ÁGUA DOS RESERVATÓRIOS DOMÉSTICOS DO BAIRRO 1 DE MAIO DA CI DADE DE FOZ DO IGUAÇU/PR TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO PARA OBTENÇÃO DO GRAU DE BACHAREL EM ENGENHARIA AMBIENTAL Aluno: Cristiano Fure de França Orientadora: Profª. Marlene Cristina de Oliveira Laurindo Nota Final Banca Examinadora: Profª Profª Foz do Iguaçu, 2 de Dezembro 2008.

4 Dedico este trabalho a todos meus familiares e amigos. iii

5 iv AGRADECIMENTOS A Deus, que sempre iluminou a minha caminhada. A minha orientadora Marlene Cristina de Oliveira Laurindo pelo estimulo e atenção que me concedeu durante o curso. Aos colegas de trabalho pelo incentivo e troca de experiências. A todos os meus familiares e amigos pelo apoio e colaboração. Agradeço também aos meus professores que no decorrer do curso estiveram me auxiliando nos estudos.

6 v A felicidade só se completa se for construída todos os dias, e renovada a cada novo momento porque ser feliz não e ter tudo na vida, mas ter motivos para adicionar algo novo na vida.. Lyah dos Anjos

7 vi SUMÁRIO RESUMO... 9 ABSTRACT INTRODUÇÃO Objetivos Objetivo geral Objetivos específicos Justificativa REFERENCIAL TEÓRICO Água Importância da Água Qualidade da Água Água para consumo humano Norma de qualidade da água para consumo humano Organismos indicadores de contaminação Bactérias heterotróficas Bactérias do grupo coliforme Avaliação de risco da qualidade da água Doenças por transmissão hídrica Desinfecção MATERIAIS E MÉTODOS Caracterização da área de estudo Caracterização da localidade Levantamento dos dados Procedimentos para coleta nas residências Metodologia das análises Quantificação de bactérias heterotróficas Determinação de coliformes RESULTADOS E DISCUSSÃO Determinação de bactérias heterotróficas Determinação de bactérias do grupo coliformes CONCLUSÕES REFERÊNCIA BIBLIOGRAFICA ANEXO A ANEXO B ANEXO C ANEXO D ANEXO E... 71

8 vii LISTA DE TABELAS Tabela 1: Padrão microbiológico de potabilidade da água para consumo...humano Tabela 2: Sistema de distribuição Tabela 3: Números mínimos de amostras Tabela 4: Principais doenças de veiculação hídrica Tabela 5: Endereços conforme ordem de coleta Tabela 6: Características dos reservatórios domésticos Tabela 7: Resultado da quantificação das bactérias heterotróficas Tabela 8: Presença de bactérias do grupo coliformes Tabela 9: Bactérias do grupo coliformes Tabela 10: Bactérias do grupo coliformes... 51

9 viii LISTA DE FIGURAS Figura 1: Bairro 1 de maio Figura 2: Reservatório de plástico tipo polietileno Figura 3: Reservatório tipo fibrocimento ou cimento-amianto instalado no lado externo da residência Figura 4: reservatório tipo fibrocimento ou cimento-amianto instalado dentro da residência Figura 5: Coleta no interior de uma das residências Figura 6: Coleta da amostra de água na saída do reservatório Figura 7: Amostras de águas dos reservatórios, que foram analisadas Figura 8: Materiais utilizados para analise de bactérias heterotróficas Figura 9: meio de cultura sendo diluído Figura 10: Período de encubação Figura 11: Placas de Pétri com bactérias do grupo coliformes totais... 44

10 9 FRANÇA, F, Cristiano. Avaliação da qualidade microbiológica da água dos reservatórios domésticos do bairro 1 de maio da ci dade de Foz do Iguaçu/PR, Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Engenharia Ambiental) - Faculdade Dinâmica de Cataratas. RESUMO A água é essencial para a vida humana. Seu fornecimento está relacionado com aspectos ambientais, econômicos e sociais, tendo em vista a sua estreita ligação com a manutenção da saúde de seus consumidores, enquanto bem estar físico, mental e social. Tão importante quanto o tratamento é a manutenção da qualidade da água, através de um armazenamento domiciliar isento de contaminantes que atenuem os padrões de potabilidade. A garantia do consumo humano da água, segundo padrões de potabilidade adequados é questão relevante para a saúde pública no Brasil, a Portaria nº. 518 de 25 de março de 2004 do Ministério da Saúde (MS) definem os valores máximos permissíveis para as características bacteriológicas, organolípticas, físicas e químicas da água potável Desta forma o presente trabalho analisou a qualidade da água consumida no bairro 1 de Maio, Foz do Iguaçu através da quantificação de bactérias heterotróficas e presença e ausência de coliformes totais alojadas em reservatório domiciliar. Observou-se que a qualidade da água em relação de quantidade de bactérias heterotróficas, as amostras estão dentro dos padrões da portaria. 518 de 25 de março de 2004, já com relação à presença de coliformes 30 % dos reservatórios apresentaram coliformes totais isto devido a falta de manutenção e higienização dos reservatórios domésticos. Palavras-Chave: Análises Bacteriológicas bactérias heterotróficas- desinfecção.

11 10 FRANCE, F, Cristiano. Evaluation of the microbiological quality of the water of the domestic reservoirs of the quarter 1 of May of the city of estuary of the Iguaçu/PR, Work of Conclusion of Course (Bacharelado in Ambient Engineering) - Dynamic College of Cataracts. ABSTRACT The water is essential for the life human. Its supply is related with ambient, economic and social aspects in view of, its narrow linking with the maintenance of the health of its consumers, while welfare physicist, mental and social. So important how much the treatment is the maintenance of the quality of the water, through an exempt domiciliary storage of contaminantes that attenuate the potabilidade standards. The guarantee of the human consumption of the water, as adequate standards of potabilidade are excellent question for the public health in Brazil, Portaria nº. 518 of 25 of March of 2004 of the Ministry of Saúde (MS) define the permissible maximum values for the bacteriological characteristics, organolipticas, physical and chemical of drinking waters In such a way the present work analyzed the quality of the water consumed in the quarter 1 of May, Estuary of the I guaçu through the quantification of heterotróficas bacteria and presence and absence of lodged total coliformes in domiciliary reservoir. With this we can observe that the quality of the water with relation of amount of heterotróficas bacteria all the samples are inside of the standards of would carry. 518 of 25 of March of 2004, already with regard to the presence of coliformes 30% of the reservoirs had presented total coliformes this due a lack of maintenance and hygienic cleaning of the domestic reservoirs. Keywords: Bacteriological analyses - bacteria heterotróficas- disinfection

12 11 1. INTRODUÇÃO A água é considerada potável quando pode ser consumida pelos seres humanos. Limpar e tratar a água é processos caro e complexo, destinado a eliminar da água os agentes de contaminação que possam causar algum risco para a saúde, tornando-a potável. Um dos principais problemas que surgiram neste século é a crescente contaminação da água. Grande parte dos reservatórios domiciliar estão contaminados, principalmente em regiões mais populosas. O sistema de distribuição de água da cidade de Foz do Iguaçu / PR tem um nível de atendimento urbano de 98,99% de água tratada, tão importante quanto o tratamento é a manutenção da qualidade da água, através de um armazenamento domiciliar isento de contaminantes que atenuem os padrões de potabilidade.

13 12 A qualidade da água depende de vários fatores químicos físicos e microbiológicos, o tratamento realizado pela Companhia de Saneamento do Paraná (SANEPAR), garante a qualidade da água até a chegada nas residências. Há uma preocupação em saber a qualidade da água acondicionada nos reservatórios domésticos, principalmente as de origem microbiológicas. A quantificação de bactérias heterotróficas é um importante instrumento que auxiliar na determinação das condições de higiene dos reservatórios, uma vez que as mesmas estão relacionadas diretamente com o aumento da disponibilidade de matéria orgânica alterando a qualidade através do sabor e do odor desagradável. A presença de coliformes totais e fecais também são bioindicadores de prováveis fontes de alteração na qualidade da água. 1.1 Objetivos Objetivo geral Analisar a qualidade da água consumida no bairro 1 de Maio, Foz do Iguaçu através da quantificação de bactérias heterotróficas e presença e ausência de coliformes totais alojadas em reservatório domiciliar Objetivos específicos Analisar a qualidade de água armazenada nos reservatórios domésticos através de parâmetros microbiológicos; Verificar condições e localização das caixas de água;

14 13 Propor melhorias estruturais e higiênicas em residências com alteração nos padrões de potabilidade. 1.2 Justificativa Apesar de todos os esforços para armazenar e diminuir o seu consumo, a água está se tornando, cada vez mais, um bem escasso, e sua qualidade se deteriora cada vez mais rápido, a falta de consciência das pessoas que a água é fator limitante à vida constituindo elemento bioquímico essencial ao ser vivo. Quando contaminada por agentes patogênicos, pode ser veículo de propagação de doenças humanas como febre tifóide, cólera, candidíase, giardíase, amebíase, hepatite A e desinteria. Uma forma de detecção desses microorganismos é a análise microbiológica da água. Permitindo a determinação quantitativa e qualitativa de bactérias do grupo coliformes e a presença de bactérias heterotróficas.

15 14 2. REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 Água Segundo a Organização das Nações Unidas ONU ( 1992), a água é a seiva de nosso planeta, ela é condição essencial de vida de todo vegetal, animal ou ser humano, a utilização da água implica respeito à lei, sendo que o equilíbrio e o futuro de nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra, a água deve ser manipulada com racionalidade e precaução. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis. O planejamento e gestão da água impõe um

16 15 equilíbrio entre a sua proteção e as necessidades econômica, sanitária e social, (ONU, 1992). Com o olhar voltado para a história das águas no Brasil, podemos considerar que: o Código de Águas Brasileiro, criado com a finalidade de estabelecer o regime jurídico das águas no Brasil, dispõe sobre sua classificação e utilização, bem como sobre o aproveitamento do potencial hidráulico, fixando as respectivas limitações administrativas de interesse público. O Código aprovado em 1934, as águas brasileiras são definidas como águas públicas, que podem ser de uso comum ou dominial (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental, CETESB, 2008). A garantia do consumo humano da água, segundo padrões de potabilidade adequados é questão relevante para a saúde pública no Brasil, a Portaria nº. 518 de 25 de março de 2004 do Ministério da Saúde (MS) definem os valores máximos permissíveis para as características bacteriológicas, organolépticas, físicas e químicas da água potável (BRASIL, 2004). Segundo o Sistema Nacional de Informação sobre Saneamento SNIS (2003), na última década, a quantidade de água distribuída aos brasileiros cresceu 30%, mas quase dobrou a proporção de água sem tratamento de 3,9% para 7,2%. 2.2 Importância da Água Segundo Dantas e Morais (2005), atualmente, há uma preocupação geral com o futuro do planeta Terra e com o abastecimento de água para as

17 16 populações, principalmente, com a disponibilidade de mananciais em condições de vazões disponíveis e com a qualidade da água. Para Andreoli, Ferreira e Donha (2004), a água é a substância que existe em maior quantidade nos seres vivos e é responsável por setenta por cento (70%) do peso do corpo humano. Além de entrar na constituição dos tecidos, a água é o solvente que transporta as substâncias não aproveitadas pelo organismo. No entanto para Freitas (2003), a água é um elemento essencial para o nosso dia-a-dia e, mais ainda, durante a pratica de atividades esportivas, é importante para a sobrevivência do homem: o corpo humano é constituído por 80% de água, sendo ela a responsável pelo transporte de nutrientes e substâncias para dentro e fora das células, além de controlar a temperatura corporal e eliminar substratos tóxicos advindos do metabolismo energético. 2.3 Qualidade da Água Inúmeras são as impurezas que se encontram nas águas naturais, várias delas inócuas, pouco desejáveis e algumas extremamente perigosas. No caso das águas subterrâneas, diversos fatores podem comprometer sua qualidade, o destino final do esgoto doméstico e industrial em fossas e tanques sépticos, a disposição inadequada de resíduos sólidos urbanos e industriais, postos de combustíveis, criação de animais, lavagem de máquinas usadas na agricultura, representam fontes de contaminação por bactérias e vírus patogênicos, parasitas, substâncias orgânicas e inorgânicas nocivas aos seres vivos (SILVA e ARAUJO, 2003).

18 17 Segundo Passador e Freitas (2001), a água encontrada na natureza possui uma série de impurezas, que definem suas características físicas, químicas e biológicas. Ao cair em forma de chuva, já carrega impurezas do próprio ar. Ao atingir o solo seu grande poder de dissolver e carrear substâncias altera ainda mais suas qualidades. Dentre o material dissolvido encontram-se as mais variadas substâncias como, por exemplo, substâncias calcárias e magnesianas que tornam a água dura; substâncias ferruginosas que dão cor e sabor diferentes à mesma resultante das atividades humanas, tais como produtos industriais, que a tornam imprópria ao consumo. Por sua vez, a água pode carrear substâncias em suspensão, tais como partículas finas dos terrenos por onde passa e que dão turbidez à mesma; pode também carrear substâncias animadas, como algas, que modificam seu sabor, ou ainda, quando passam sobre terrenos sujeitos à atividade humana, podem levar em suspensão microorganismos patogênicos (PASSADOR e FREITAS, 2001). Segundo Sá et al. (2005), a água constitui atualmente umas das principais preocupações mundiais no que diz respeito aos seus usos preponderantes e à sua manutenção como uns bens de total interesse para todos, quantidade e qualidade adequada para consumo. Conforme Pegoraro (2006), água potável e saneamento são instrumentos de saúde e, limitações na aplicação de conceitos e normas que reduzem os riscos sanitários associados com o abastecimento de água contaminados, com agentes de natureza microbiológica ou química, expõem a população a riscos de doenças e mortes com consideráveis perdas econômicas e políticas.

19 18 A preservação da qualidade das águas é uma necessidade universal que exige séria atenção por parte das autoridades sanitárias, sendo indispensável à realização de exames bacteriológicos rotineiros, para a avaliação da qualidade da água a ser consumida (GUEDES et al. 2004). É necessário ter a segurança que a qualidade de água que passa pelo hidrômetro e a mesma que é consumida na torneira do consumidor (CAMILOTTI e GONÇALVES, 2003). A água, mesmo após um tratamento eficiente, está freqüentemente, sujeita a contaminação quando é armazenada em reservatórios domiciliares (cisternas e caixa de água) contaminados por falta de limpeza (GUEDES et al. 2004). 2.4 Água para consumo humano Segundo o Ministério da Saúde (2007), o conceito de qualidade da água relaciona-se a seu uso e características por ela apresentadas, determinadas pelas substâncias presentes. A cada uso corresponde uma qualidade e quantidade, necessárias e suficientes. Seu padrão de potabilidade é composto por um conjunto de parâmetros que lhe confere qualidade própria para o consumo humano. Segundo Brasil (2006), a água potável não deve conter microorganismos patogênicos e deve estar livre de bactérias indicadoras de contaminação fecal. Os indicadores de contaminação fecal, tradicionalmente aceitos, pertencem a um grupo de bactérias denominadas coliformes. A principal representante deste grupo é a bactéria Escherichia coli.

20 19 Em tese, do ponto de vista tecnológico qualquer água pode ser tratada, porém nem sempre a custo acessível. Daí decorre o conceito de tratabilidade da água, relacionado à viabilidade técnico-econômica do tratamento, visando dotar a água de determinadas características que permitam ou potencializem determinado uso. Assim, água potabilizável é aquela que em função de suas características in natura pode ser dotada de condições de potabilidade mediante processos de tratamento viáveis do ponto de vista técnico-econômico (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2007). Conforme o Ministério da Saúde (2007), o tratamento da água em si não garante a manutenção da condição de potabilidade, haja vista que sua qualidade pode se deteriorar entre o tratamento, reservação, distribuição e consumo. Cabe também destacar que várias substâncias, como metais pesados e agrotóxicos, não são efetivamente removidas em processos convencionais de tratamento, bem como alguns organismos patogênicos de difícil remoção e detecção em águas tratadas como os protozoários. O padrão brasileiro de potabilidade é composto por: padrão microbiológico; padrão de turbidez para a água pós-filtração ou pré-desinfecção; padrão para substâncias químicas que representam risco à saúde (inorgânicas, orgânicas, agrotóxicos, desinfetantes e produtos secundários da desinfecção); padrão de radioatividade; padrão de aceitação para consumo humano. A Portaria nº 518/2004 do Ministério da Saúde estabelece que sejam determinados, na água, para aferição de sua potabilidade, a presença de coliformes totais e termotolerantes de preferência Escherichia coli e a contagem de bactérias

21 20 heterotróficas. A mesma portaria recomenda que a contagem padrão de bactérias não deva exceder a 500 Unidades Formadoras de Colônias por 1 mililitro de amostra 500/UFC/ml, (BRASIL, 2006). 2.5 Norma de qualidade da água para consumo humano Segundo a Portaria n 518, de março de 2004 do Mini stério da Saúde, estabelece os procedimentos e responsabilidades relativas ao controle e vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade, e dá outras providências; No capítulo I das descrições preliminares:.art. 2º. Toda a água destinada ao consumo humano deve obedecer ao padrão de potabilidade e está sujeita à vigilância da qualidade da água. Capítulo II das definições: Art. 4º. Para os fins a que se destina esta Norma, são adotadas as seguintes definições: I - água potável água para consumo humano cujos parâmetros microbiológicos, físicos, químicos e radioativos atendam ao padrão de potabilidade e que não ofereçam riscos à saúde; IV - controle da qualidade da água para consumo humano conjunto de atividades, exercidas de forma contínua pelo(s) responsável(is) pela operação de sistema ou

22 21 solução alternativa de abastecimento de água, destinadas a verificar se a água fornecida à população é potável, assegurando a manutenção desta condição; V - vigilância da qualidade da água para consumo humano conjunto de ações adotadas continuamente pela autoridade de saúde pública para verificar se a água consumida pela população atende à esta Norma e para avaliar os riscos que os sistemas e as soluções alternativas de abastecimento de água representam para a saúde humana. Capítulo IV - do padrão de potabilidade Art.11º. A água potável deve estar em conformidade com o padrão microbiológico conforme a Tabela 1. Tabela 1 - Padrão microbiológico de potabilidade da água para consumo humano PARÂMETRO VMP (1) Água para consumo humano (2) Escherichia coli ou coliformes termotolerantes (3) Ausência em 100ml Água na saída do tratamento Coliformes totais Ausência em 100ml Água tratada no sistema de distribuição (reservatórios e rede) Escherichia coli ou coliformes termotolerantes (3) Ausência em 100ml Coliformes totais Sistemas que analisam 40 ou mais amostras por mês: Ausência em 100ml em 95% das amostras examinadas no mês; Sistemas que analisam menos de 40 amostras por mês: Apenas uma amostra poderá apresentar mensalmente Resultado positivo em 100ml Fonte: MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2004.

23 22 (1) Valor Máximo Permitido. (2) água para consumo humano em toda e qualquer situação, incluindo fontes individuais como poços, minas, nascentes, dentre outras. (3) a detecção de Escherichia coli deve ser preferencialmente adotada. 1º A amostragem deve obedecer aos seguintes requisitos (TABELAS 2 e 3): I. distribuição uniforme das coletas ao longo do período; e II. representatividade dos pontos de coleta no sistema de distribuição (reservatórios e rede), combinando critérios de abrangência espacial e pontos estratégicos, entendidos como aqueles próximos a grande circulação de pessoas (terminais rodoviários, terminais ferroviários, etc.) ou edifícios que alberguem grupos populacionais de risco (hospitais, creches, asilos, etc.), aqueles localizados em trechos vulneráveis do sistema de distribuição (pontas de rede, pontos de queda de pressão, locais afetados por manobras, sujeitos à intermitência de abastecimento, reservatórios, etc.) e locais com sistemáticas notificações de agravos à saúde tendo como possíveis causas agentes de veiculação hídrica. Na tabela 2 são apresentadas o numero mínimo de amostra a serem coletada em função da população abastecida. Tabela 2: Numero de amostra a serem coletada em função da população abastecida SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO (RESERVATÓRIOS E REDE) PARÂMETRO < hab a hab. População abastecida a hab. > hab. Coliformes totais 10 1 para cada 500 hab. Fonte: MINISTÉRIO DA SAÚDE, (1 para cada hab.) (1 para cada habitantes) Máximo de 1.000

24 23 Na saída de cada unidade de tratamento devem ser coletadas, no mínimo, 2 (duas) amostras semanais, recomendando-se a coleta de, pelo menos, 4 (quatro) amostras semanais. Na tabela 3 são apresentados os números mínimos de amostras e freqüência mínima de amostragem para o controle da qualidade da água de solução alternativa, para fins de análises físicas, químicas e microbiológicas, em função do tipo de manancial e do ponto de amostragem. Tabela 3: Números mínimos de amostras para controle da qualidade da água. Parâmetro Tipo de manancial Saída do tratamento para (água canalizada) Número de amostras retiradas no ponto de consumo (para cada 500 hab.) Freqüência de Amostragem Cor Turbidez ph e coliformes totais(²) CRL (²)(³) Superficial 1 1 Semanal Subterrâneo 1 1 Mensal Superficial ou Subterrâneo 1 1 Diário Fonte: MINISTÉRIO DA SAÚDE, (1) Devem ser retiradas amostras em, no mínimo, 3 pontos de consumo de água. (2) Para veículos transportadores de água para consumo humano, deve ser realizada 1 (uma) análise de CRL em cada carga e 1 (uma) análise, na fonte de fornecimento, de cor, turbidez, PH e coliformes totais com freqüência mensal, ou outra amostragem determinada pela autoridade de saúde pública. (3) Cloro residual livre. Segundo o Ministério da Saúde (2007), alguns organismos causam sérios agravos à saúde, por vezes letais, a exemplo da febre tifóide, cólera, hepatite. Outros são responsáveis por conseqüências mais amenas, como diarréias

25 24 provocadas por rotavírus e Cryptosporidium que podem se agravar quando acometidos por grupos vulneráveis, como idosos, crianças subnutridas ou indivíduos imunocomprometidos. Embora possível, a associação de doenças causadas por helmintos com o consumo de água é menos nítida, sendo o consumo de alimentos e o contato com solos contaminados os modos de transmissão mais freqüentes Organismos indicadores de contaminação Segundo Teixeira e Leal (2002), nos últimos anos, surgiram novos desafios no campo do controle de doenças de veiculação hídrica associadas ao tratamento e ao abastecimento de água. Agentes patogênicos como protozoários Cryptosporidium e Giárdia, enterovírus, cianobactérias, além das bactérias heterotróficas, estão associados, direta ou indiretamente, à inúmeras doenças de veiculação hídrica. Estes patógenos são exemplos de microrganismos que não têm sido eficientemente eliminados das águas de abastecimento por meio do tratamento convencional da água de abastecimento ou, ainda, que têm provocado a contaminação do sistema de distribuição, Segundo o Ministério da Saúde (2007) a identificação dos microrganismos patogênicos na água é, quase sempre, morosa, complexa e onerosa. Por tal razão, tradicionalmente recorre-se à identificação dos organismos indicadores de contaminação, na interpretação de que sua presença indicaria a introdução de matéria de origem fecal (humana ou animal) na água e, portanto, o risco potencial da presença de organismos patogênicos. Um organismo indicador ideal deveria preencher os seguintes requisitos: ser de origem exclusivamente fecal; apresentar maior resistência que os patogênicos aos efeitos adversos do meio

26 25 ambiente e processos de tratamento; ser removido e/ou inativado por meio do tratamento da água, pelos mesmos mecanismos e na mesma proporção que os patogênicos; apresentar-se em maior número que os patogênicos; ser de fácil identificação; não se reproduzir no meio ambiente. Na avaliação da eficiência do tratamento na remoção ou inativação de organismos patogênicos, o pressuposto do emprego de organismos indicadores é o de que a ausência dos indicadores expressa à ausência dos patogênicos. A presença dos indicadores pode indicar falhas ou insuficiência no tratamento (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2007). Em geral, no tratamento da água as bactérias e vírus são inativados no processo de desinfecção, enquanto os protozoários e helmintos são, preponderantemente, removidos por meio da filtração. Os organismos apresentamse na seguinte ordem crescente de resistência à desinfecção: bactérias, vírus, protozoários, helmintos. Rigorosamente, os coliformes só se prestam ao papel de indicadores da inativação de bactérias patogênicas por meio da desinfecção. Portanto, na aferição da qualidade bacteriológica da água tratada, a ausência de coliformes totais é indicador adequado e suficiente da eficiência do tratamento, haja vista que apresentam uma taxa de decaimento (inativação) similar ou inferior à dos coliformes termotolerantes e da E. coli,(ministério DA SAÚDE, 2007).

27 Bactérias heterotróficas Segundo Teixeira e Leal (2002), as bactérias heterotróficas são responsáveis pela formação de biofilmes nas redes de distribuição de água, que, por sua vez, fornecem proteção para microrganismos patogênicos contra a inativação por agentes desinfetantes, levando à contaminação das águas de abastecimento no sistema de distribuição. Tais organismos incluem mais frequentemente Pseudomonas, Spirillum, Corinebacterium, Arthrobacter etc. Populações substanciais de tais organismos, ocorrendo em suprimentos de água potável, podem representar riscos à saúde dos consumidores, pois embora a maioria deles não seja considerada patogênica, tais microrganismos podem atuar como invasores secundários, evidenciando assim, a necessidade do controle da população microbiana geral em água potável (BRASIL, 2006). Segundo Paulo (2007), as bactérias heterotróficas (heterótrofas ou quimiorganotróficas) requerem a presença de uma fonte de carbono orgânica préformada em seu meio de crescimento, como substrato oxidável para a produção de ATP e para síntese de seus componentes estruturais e funcionais. Portanto, as bactérias heterotróficas dependem direta ou indiretamente de organismos autotróficos para obterem substratos oxidáveis. A glicose é a fonte de carbono mais comum, a partir da qual compostos orgânicos como carboidratos, aminoácidos, lipídios e vitaminas podem ser sintetizados. Existem vários fatores que afetam o crescimento dos biofilmes nas redes de distribuição de água, como, por exemplo, temperatura, velocidade, tempo de residência da água nos condutos e o tipo de tratamento. O tipo de agente

28 27 desinfetante e o valor residual mantido nas redes de distribuição têm um papel fundamental como obstáculo ao crescimento das bactérias heterotróficas e, conseqüentemente, na formação de biofilmes (TEIXEIRA e LEAL, 2002). Segundo Santos (1999), embora a maioria das bactérias heterotróficas da flora natural da água não seja considerada patogênica, é importante que sua densidade seja mantida sob controle, pois densidade muito elevadas de microorganismo na água podem causar: A) Riscos a saúde dos consumidores, pois algumas bactérias podem atuar como patógenos oportunistas. B) Deterioração da qualidade da água, ocasionando odores e sabores desagradáveis e produzindo limbo ou películas. C) Influência inibidora de alguns microorganismos, os quais, quando presentes em números elevados, podem impedir a detecção de coliformes. Segundo Santos (1999), a determinação da densidade de bactérias heterotróficas em águas é um importante instrumento auxiliar no controle bacteriológico para: a) avaliação das condições higiênicas e de proteção de poços, fontes, reservatórios, piscinas e sistemas de distribuição de água para consumo humano. b) avaliação da eficiência das diversas etapas de operação de estações de tratamento de água na remoção de bactérias. c) estimativa da biomassa de bactérias heterotrófica, presente em corpos de água. d) determinação de possíveis causas de deterioração da qualidade da água; e) avaliação das condições higiênicas e da eficiência de operação.

29 28 A Contagem Padrão de Bactérias é muito importante durante o processo de tratamento da água, visto que permite avaliar a eficiência das várias etapas do tratamento. (BRASIL, 2006) Bactérias do grupo coliforme Denomina-se de bactérias do grupo coliforme bacilos gramnegativos, em forma de bastonetes, aeróbios ou anaeróbios facultativos que fermentam a lactose a 35-37ºC, produzindo ácido, gás e aldeído em um prazo de horas. É também oxidase-negativa e não formam esporos, (BRASIL, 2006). Segundo Brasil (2006), a razão da escolha desse grupo de bactérias como indicador de contaminação da água deve-se aos seguintes fatores: estão presentes nas fezes de animais de sangue quente, inclusive os seres humanos; sua presença na água possui uma relação direta com o grau de contaminação fecal; são facilmente detectáveis e quantificáveis por técnicas simples e economicamente viáveis, em qualquer tipo de água; possuem maior tempo de vida na água que as bactérias patogênicas intestinais, por serem menos exigentes em termos nutricionais, além de ser incapazes de se multiplicarem no ambiente aquático; são mais resistentes à ação dos agentes desinfetantes do que os germes patogênicos. É importante, conhecer a densidade de bactérias, tendo em vista que um aumento considerável da população bacteriana pode comprometer a

30 29 detecção de organismos coliformes. Embora a maioria dessas bactérias não seja patogênica, pode representar riscos à saúde, como também, deteriorar a qualidade da água, provocando odores e sabores desagradáveis, (BRASIL, 2006). 2.6 Avaliação de risco da qualidade da água O termo risco é definido como característica de uma situação ou ação em que dois ou mais efeitos são possíveis, mas que o efeito particular que ocorrerá é incerto e pelo menos uma das possibilidades é indesejável (COVELLO e MERKHOFER, 1993 apud MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2007). Devem ser enfatizados, na definição de risco, os termos incertos e indesejáveis. Nesse conceito, uma situação de abastecimento de água pode conduzir a diferentes e incertos efeitos sobre a saúde do usuário, alguns benéficos e outros nocivos, logo indesejáveis, (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2007) Na verdade, não se sabe a qualidade de água nos reservatórios domiciliares, de onde o produto tratado e monitorado é realmente consumido pela população, a manutenção da qualidade da água distribuída exige pessoal especializado para chegar potável ao consumidor: no entanto, leigos no assunto administram, no dia-a-dia, os prédios e a maioria das residências (AGUILA et al. 2000). Segundo o Ministério da Saúde (2007), os perigos associados às ligações e instalações prediais podem ser: Vazamentos e infiltrações na ligação e no ramal predial; Mau estado de conservação e manutenção dos reservatórios;

31 30 Ligações cruzadas: vazamentos nas redes e conexões de água e esgotos; erros de execução com interconexões entre as redes de água e esgotos; reservatórios subterrâneos mal protegidos, em nível inferior às caixas coletoras de esgotos dos prédios; por aparelhos sanitários; por torneiras de pias e lavatórios mal instalados. 2.7 Doenças por transmissão hídrica A água de má qualidade gera altos índices de doenças infecciosas, como esquistossomose, dengue, febre amarela e malária, doenças de pele e doenças diarréias, cólera e febre tifóide. Aproximadamente 80% de todas as doenças de origem hídrica e mais de um terço das mortes em países em desenvolvimento são causados pelo consumo de água contaminada (QUEIROZ, PEREIRA e CARDOSO, 2004). A perspectiva de infecção de uma doença de veiculação hídrica apresenta distintas características quando cotejada á contaminação por agentes químicos, dificultando o estabelecimento de concentrações mínimas de patogênicos. A infecção varia intrinsecamente com virulência do patogênico, a dose infectante e a resistência imunológica do individuo, (DANIEL et al. 2001) Na tabela 4 são apresentadas as principais doenças de veiculação hídrica e os respectivos agentes etiológicos, sintomas usuais e fonte contaminação. A mesma contempla as moléstias cujos agentes etiológicos ou vetores desenvolvem parte do ciclo biológico na água. Nesse viés, inserem-se as verminoses e as doenças transmitidas por isentos que ainda grassam em diversas regiões do Pais (DANIEL et al. 2001).

32 31 Tabela 4 Principais doenças de veiculação hídrica Doença Agente etiológico Sintomas Fontes de Febre tifóide e paratifóide Salmonella typhi Salmonella paratyphi A e B Febre elevada, diarréia contaminação Fezes humanas Disenteria bacilar Shigella dysenteriae Diarréia Fezes humanas Disenteria mebiana Entamoeba histolytica Diarréia, abscessos no fígado e intestino delgado Cólera Vibrio cholerae Diarréia e desidratação Fezes humanas Fezes humanas e águas costeiras Giardíase Giardia lamblia Diarréia, náusea, indigestão, flatulência Fezes humanas e de animais Hepatite A e B Vírus da hepatite A e B Febre, icterícia Fezes humanas Poliomielite Vírus da poliomielite Paralisia Fezes humanas Criptosporidiose Gastroenterite Cryptosporidium parvum, Cryptosporidium muris Escherichia coli, Campylobacter jejuni, Yersinia enterocolitica, Aeromonas hydrophila, Rotavírus e outros vírus entéricos Diarréia, anorexia, dor intestinal, náusea, indigestão, flatulência Diarréia Fezes humanas e de animais Fezes humanas Fonte: Cohn et al. (1999) apud Daniel (2001) 2.8 Desinfecção Os microrganismos presentes na água, quando em grande número, além de representarem risco à saúde podem ocasionar outros problemas, tais como:

33 32 deterioração da qualidade da água, com desenvolvimento de odores e sabores desagradáveis, produção de limo ou películas, (BRASIL, 2006). Segundo Vieira e Morais (2005), no início do século XX, após vários surtos epidémicos de cólera e febre tifóide na Europa, se desenvolveram meios técnicos e legais para a desinfecção da água em sistemas públicos de abastecimento. Estabelecia-se, assim, a larga escala e de forma simples, o controlo de doenças transmitidas por via hídrica, causadas por contaminação microbiológica. Conforme o Ministério da Saúde (2007), destruição ou inativação de microrganismos ocorre pela aplicação de um agente desinfetante. Os mais empregados são os oxidantes químicos. Como cloro, dióxido de cloro e ozônio, e a radiação ultravioleta. Na escolha do agente desinfetante deve-se considerar: potencial desinfetante, potencial de manutenção de residuais desinfetantes, formação de subprodutos secundários tóxicos, potencial de geração de odor e sabor, custo, complexidade de operação e manutenção. Os principais perigos para o processo de tratamento de água decorrentes da desinfecção são provenientes, essencialmente, do doseamento incorrecto de desinfectante e do tempo de contacto insuficiente da água com o desinfectante. Podem ser de origem química e microbiológica dependendo do evento que possa ter ocorrido, (VIEIRA e MORAIS, 2005). A inativação dos microrganismos normalmente, em ordem crescente de resistência à desinfecção, apresenta-se as bactérias, os vírus, os protozoários e os helmintos praticamente imunes, (MINISTÉRIO DA SAUDE, 2007). Segundo Lunardão (2008), de acordo com a portaria de número 518 do Ministério da Saúde, publicada dia 25 de março de 2004, que é a portaria válida para as normas e padrões de potabilidade de água destinada ao consumo humano

34 33 em todo o território nacional, o número de bactérias E. coli em amostras de 100 ml de água deve ser zero e a concentração mínima de cloro residual livre em qualquer ponto da rede de distribuição deverá ser de 0,2 mg/l de água..

35 34 3. MATERIAIS E MÉTODOS 3.1 Caracterização da área de estudo A cidade de Foz do Iguaçu está localizada no extremo Oeste do Paraná, - Latitude: 25 32' 45", Longitude: 54 53' 07", possui uma população de 260 mil habitantes e tem nos setores de turismo e comércio suas principais divisas. Ocupa uma área de 433,3 km² e está situada na divisa entre Brasil, Argentina e Paraguai, formando um delta na união dos Rios Paraná e Iguaçu (CITYBRASIL, 2008). Na figura 1 é apresentada uma a vista aérea do bairro 1 de maio.

36 35 Fonte: GOOGLE Earth, Figura 1: Bairro 1 de maio 3.2 Caracterização da localidade O bairro 1 de Maio foi escolhido aleatoriamente e fica localizado na região leste da cidade, ao lado do distrito industrial, é também conhecido como mutirão isso porque as residências foram construídas pelas próprias famílias sendo que uma família ajudava a outra em forma de mutirão, o bairro possui cerca de 200 residências, sendo que, 80% possuem reservatório doméstico. Na tabela 5 estão os endereços das 10 residências escolhidas para as coletas de água conformem ordem alfabética de coleta.

37 36 Tabela 5: Endereços conforme ordem de coleta. Reservatório Endereços das residências A Rua: Afonso Ferreira n 09 B Rua: Afonso Ferreira n 17 C AL: Guilherme Hubner n 08 D AL: Guilherme Hubner n 17 E AL: Antonio soares n 08 F AL: Antonio soares n 18 G AL: Hugo Shineider n 03 H AL: Hugo Shineider n 21 I AL: Miguel Carvalho n 20 J AL: Miguel Carvalho n 15 Através de dialogo informal com moradores das residências mencionadas na tabela 5, obtiveram-se algumas informações sobre as características dos reservatórios (tabela 6). Na tabela 6 são apresentadas às características dos reservatórios domiciliares amostrados.

38 37 Tabela 6: Características dos reservatórios domésticos. Reservatório Tipo do material Localização A Cimento-amianto Fora da residência Período que foi feito a ultima lavagem 3 messes B Cimento-amianto Dentro da residência 7 messes C Plástico polietileno Fora da residência 1 ano e 6 messes D Cimento-amianto Fora da residência 6 messes E Cimento-amianto Dentro da residência 5 messes F Plástico polietileno Dentro da residência G Cimento-amianto Fora da residência Caixa nova 1 semana de uso 4 messes H Cimento-amianto Dentro da residência 3 messes I Plástico polietileno Dentro da residência 9 meses J Cimento-amianto Dentro da residência Mais de 10 anos Na área estudada foram encontrados diferentes reservatórios domésticos que são apresentados nas figuras 2, 3 e 4. Figura 2: Reservatório de plástico tipo polietileno. tipos de

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