ÁGUA E SAÚDE PÚBLICA. Estratégia de Desenvolvimento do Sector de Aguas de Moçambique.

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1 Públicas e Habitação 1 CONGRESSO DE ENGENHEIROS DE LÍNGUA PORTUGUESA ÁGUA E SAÚDE PÚBLICA Estratégia de Desenvolvimento do Sector de Aguas de Moçambique. DNA 18 OUTUBRO 2012 Maputo, October Outubro de

2 Públicas e Habitação CONTEÚDO DA APRESENTAÇÃO 1. Objectivos Estratégicos do Sector 2. Acções prioritárias 3. Estratégias e instrumentos orientadores 4. Desafios. Maputo, Outubro de

3 Públicas e Habitação OBJECTIVOS ESTRATÉGICOS Abastecimento de Água Rural Abastecimento de Água Urbana Saneamento Rural Saneamento Urbano Gestão de Recursos Hídricos Aumentar a provisão e acesso a água potável nas zonas rurais e vilas para 69% da população, servindo a 13,5 Milhões de pessoas no ano Aumentar a provisão e acesso a água potável nas zonas urbanas e vilas para 70% da população, servindo a 4.0 Milhões de pessoas no ano Aumentar a provisão de serviços de saneamento para 48% da população, nas zonas rurais servindo a 8 Milhões de pessoas em Aumentar a provisão de serviços de saneamento para 80%, nas zonas urbanas servindo a 7 Milhões de pessoas em Assegurar a gestão integrada e sustentável dos recursos hídricos desenvolvendo e mantendo as infraestruturas hidráulicas que garantam a disponibilidade de água para responder as demandas de água para satisfação das necessidades básicas da população, ao desenvolvimento socio-económico e a mitigação dos impactos negativos das cheias e secas. Maputo, Outubro de

4 Públicas e Habitação INSTRUMENTOS DE ORIENTAÇÃO NO SETOR DE ÁGUAS 1991 LEI DE ÁGUAS 2000/2005 PROGRAMA NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DO SECTOR DE ÁGUAS (Consolidação das Reformas na Água Urbana) 1995/2007 NOVA POLÍTICA DE ÁGUAS 2007 ESTRATÉGIA NACIONAL DE GESTAO DE RECURSOS HÍDRICOS 2000/2015 OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO DO MILÉNIO (ODM) 2006/2015 PLANO ESTRATÉGICO DO SUB - SECTOR DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA E SANEAMENTO RURAL 2010/2015 PROGRAMA NACIONAL DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA E SANEAMENTO RURAL (PRONASAR) 2011 ESTRATÉGIA NACIONAL DE ÁGUA E SANEAMENTO URBANO Maputo, Outubro de

5 Públicas e Habitação ESTRUTURA INSTITUCIONAL DO SECTOR DE ÁGUAS Conselho Nacional de Água Conselho de Ministros CRA (Entidade Reguladora) Ministério das Obras Públicas e Habitação Governos Provinciais Administração Regional de Águas Direção Nacional de Águas FIPAG AIAS Direções Provinciais de Obras Públicas e Habitação Unidade Gestora e Executora de Aquisições Departamentos de Água e Saneamento Depto de Estudos Estratégicos Depto de Recursos Hídricos Depto de Água e Saneamento Depto de Obras Hidráulicas Depto dos Rios Internacionais Depto de Planificação Depto de Administração e Finanças Repartição de Recursos Humanos Maputo, Outubro de

6 Públicas e Habitação EVOLUÇÃO DOS ÍNDICES DE COBERTURA COM VISTA AO ALCANCE DOS OBJECTIVOS DE DESENVOLVIMENTO DO MILÉNIO Cobertura em Abastecimento de Água e Saneamento e Higiene (ODM) % % % AA Rural (*) 30 56,6 70 AA Urbana AA Total 31 60,7 70 S&H Rural 16 41,6 50 S&H Urbano S&H Total (*) Índices baseados em 500 habitantes por fonte. A partir de Janeiro de 2013 o Índice de cobertura passará a 300 habitantes por fonte. Maputo, Outubro de

7 Públicas e Habitação ABASTECIMENTO DE ÁGUA E SANEAMENTO RURAL OBJECTIVOS DE DESENVOLVIMENTO DO MILÉNIO HARMONIZAÇÃO E ALINHAMENTO DE ESTRATÉGIAS Fundo Comum Contribuição dos parceiros e Governo Todos os outros Programas / Projectos Financiados por parceiros fora do Fundo Comum Maputo, Outubro de

8 Públicas e Habitação ABASTECIMENTO DE ÁGUA E SANEAMENTO RURAL PROJECTOS SUPERIORES A 10 MILHÕES DE USD Visão Mundial UNICEF Iniciativa 1 Milhão MCA JICA EQUIPAMENTOS DE FUROS BID JICA SUSTENTABILIDADE BAD Maputo, Outubro de

9 Públicas e Habitação ABASTECIMENTO DE ÁGUA RURAL Fontes Dispersas + PEC Sistemas de Abastecimento de Água Rural (Gestor Selecionado) Comunidades das províncias de Maputo, Gaza e Zambézia Qualidade da Água Maputo, Outubro de

10 Públicas e Habitação SANEAMENTO RURAL Saneamento Total Liderado pela Comunidade (SANTOLIC) Infraestruturas de Saneamento Rural (Saneamento Seguro) Comunidades Premiadas em Manica Conceito de aldeias LIFECAS (livres de fecalismo a céu aberto) IMPACTO Diminuição das doenças diarreicas Aumento do número de matrículas especialmente entre as meninas Diminuição de fontes contaminadas Maputo, Outubro de

11 Públicas e Habitação ABASTECIMENTO DE ÁGUA URBANA Fundo de Investimento e Património do Abastecimento de Água (FIPAG) Administração de Infraestruturas de Água e Saneamento (AIAS) 20 Grandes Cidades 130 Pequenas Cidades e Vilas Depósito QUELIMANE ERREGO CHIMOIO MAPUTO/ETA Captação 1 CHOMBA MAPUTO/adutora Maputo, Outubro de 2012 MOAMBA 11

12 Públicas e Habitação SANEAMENTO URBANO Saneamento - BEIRA ETAR - BEIRA Drenagem - QUELIMANE Maputo, Outubro de

13 RECURSOS HÍDRICOS: CONTEXTO NACIONAL 104 bacias hidrográficas, das quais 13 são bacias A precipitação media anual é 980 mm ( mm) Distribuição espacial e temporal irregular 216 MMm 3 de escoamento anual (90% no Zambeze, Norte e Centro-Norte) Ciclicamente afectado por cheias, secas e ciclones

14 RECURSOS HÍDRICOS: CONTEXTO REGIONAL Partilha 9 das 15 bacias internacionais na SADC 116 MMm 3 gerados países de montante (>50%) Progressiva redução dos caudais de fronteira e qualidade de água Forte Dependência dos escoamentos provenientes dos países de montante.

15 MOÇAMBIQUE E OS RIOS INTERNACIONAIS Implicações da Localização Geogáfica do País Redução do fluxo de água na fronteira, devido ao aumento de usos à montante. Dependência em relação aos países de montante devido a baixa capacidade de armazenamento de água em território nacional. Inviabilização de projectos nacionais dependentes da disponibilidade de água. Susceptível de receber água de baixa qualidade e poluição. (actividade agrícola e industrial) Aumento da intrusão salina na foz dos rios devido a redução dos escoamentos (rios Zambeze, Limpopo, Maputo, Incomati e Pungwe) Vulnerabilidade a eventos extremos: Cheias e Secas.

16 GESTÃO DE RECURSOS HÍDRICOS COMPARTILHADOS: Acordos Internacionais Acordos para a cooperação na protecção, uso e utilização conjunta e sustentável dos recursos hídricos com base no Protocolo Regional. Acordo para o estabelecimento de Comissõess Conjuntas com os Paises Vizinhos. (Bilaterais ou por Bacias) Acordo de Criação do Comite Tecnico de Gestao das Barragens da Bacia do Zambeze (Moc, Zimbabwe e Zambia) Acordos para a implementacao de projectos conjuntos de gestao e desenvolvimento de recursos hidricos compartilhados

17 GESTÃO DOS RECURSOS HÍDRICOS: Dependência e Armazenamento Administracoes Regionais de Aguas (ARAs) Gerado em Mocambique Escomaneto Medio Anual (Mm3) Gerado a Montante Total do Escoamento Annual % Gerado em Mocambique Capacidade Nacional de Armazenamento (volume útil) Em Volume (Mm3) Em % South 3,800 17,000 20, , Centre 18,400 1,200 19, , Zambeze 18,000 88, , , Centro-Norte 35, , Norte 24,900 10,000 34, TOTAL 100, , ,500 46% 45, As Regiões Sul e a bacia de Zambeze dependem mais do escoamento gerado nos países vizinhos ( 80%)

18 GESTÃO DOS RECURSOS HÍDRICOS: Dependência e Armazenamento (Mm 3 ) Regiões Hídricas Sul Centro Zambéze Centro Norte Norte Gerado Fora do País Gerado em Moçambique Armazenamento

19 Gestão dos Recursos Hídricos Descentralização ARA-Centro (1998) ARA-Zambeze ( ) ADMINISTRAÇÕES REGIONAIS DE ÁGUAS (Personalidade Jurídica Autonomias administrativa, financeira e patrimonial) ARA-Sul (1993) ARA-Norte (2006) ARA-Centro Norte ( )

20

21 Comparação de Caudais Afluentes em Goba BPL e Efluente na BPL (m3/s) Ano: 2007/ Cacaudais (m3/s) Datas Telemetria Caudal A fluente E-10 Go ba(m3/s) Caudal A fluente B P L(m3/s) Caudal Efluente B P L(m3/s) Hidrometria Sep-08 Aug-08 Jul-08 Jun-08 May-08 Apr-08 Mar-08 Feb-08 Jan-08 Dec-07 Nov-07 Oct-07 Sep

22 Segurança da Barragem: Manutenção Operação e Manutenção de Barragens DNA

23 Cadastro, Licenciamento e Gestão dos Usos/Alocações

24 Impactos Ambientais Monitoramento da Qualidade de Água e Ambiente

25 Estratégia Nacional de Gestão de Recursos Hídricos Água para Uso Primário Água para o Desenvolvimento Água e Ambiente Agricultura Saneamento Rural Saneamento Urbano Abastecimento Água Rural Saneamento Rural Abastecimento Água Urbano Saneamento Urbano Energia Transporte (navegação) Pescas Turismo Caudais Ecológicos Poluição da Água Gestão Integrada de Recursos Hídricos 25

26 Estratégia Nacional de Gestão de Recursos Hídricos (Componentes Estratégicas) 1. Política e Lei de Águas 2. Capacitação Institucional e Desenvolvimento de Recursos Humanos Consciencialização Pública e Participação das Partes Interessadas Uso Sustentável e Equitativo dos Recursos Hídricos e Mitigacão Eficiente de Cheias e Secas 1 s t Q t r 2 n d Q t r 3 r d Q t r 4 t h Q t r 3. Dados, Informação e Conhecimentos sobre a Água 7. Rios Internacionais 6. Água e Ambiente 5. Economia, Investimentos e Finanças 4. Desenvolvimento dos Recursos Hídricos

27 ESTRATÉGIA NACIONAL DE GIRH: Acções Prioritárias Estratégia > 5 Anos - Curto 10 Anos - Médio >15 Anos - Longo Legais Institucionais Finanças/Economia Género Leis Políticas, Regulamentos Tipo Natureza Estatuto Recursos Humanos Gestão Integrada de Recursos Hídricos Base de Gestão : Bacia Hidrográfica 27

28 Pilares da Estratégia: Satisfação das necessidades básicas do consumo humano. Saneamento Seguro e Sustentável. Água usada eficientemente para o desenvolvimento económico. Água para a conservação do meio ambiente. Redução da vulnerabilidade a cheias e secas. Promoção da paz e integração regional e garantia de água para o desenvolvimento de Moçambique.

29 Acções Estratégicas à Curto Prazo (Infrastruturas Hidráulicas) Desenvolver Planos de Bacia. Reabilitar e construir pequenas barragens para assegurar a disponibilidade de água para o abastecimento de água rural e urbano (uso doméstico), irrigação, criação de gado e produção de energia hidroeléctrica, de entre outros usos. Dar prioridade à reabilitação e manutenção das barragens e diques existentes em resposta ao crescimento da demanda. Estabelecer e manter o cadastro das obras hidráulicas no País barragens e açudes, diques, sistemas de captação de água e irrigação.

30 Acções Estratégicas à Médio e Longo Prazos implementar, em paralelo com as grandes barragens, um programa de construção de barragens de pequena e média dimensão em todo o país; garantir uma operação e manutenção adequadas, bem como o monitoramento da segurança estrutural das obras; preparar planos de contingência para grandes barragens, considerando a possibilidade de colapsos das mesmas; preparar, aprovar e garantir a implementação dos regulamentos sobre a segurança de barragens; construir novas barragens de média e grande dimensão.

31 DESAFIOS Acesso Universal Continuar investimentos Melhorar a qualidade dos serviços Assegurar a sustentabilidade dos investimentos Adoptar mecanismos que atraiam cada vez mais o Sector Privado a investir no Sector Continuar com as Reformas institucionais e legal por forma a habilitar o Sector a responder aos desafios. Fevereiro de

32 OBRIGADA! 32

33 ANEXO Barragens Existentes e Planificadas

34 GESTÃO DOS RECURSOS HÍDRICOS: Armazenamento: Principais Barragens Nome Barragem Pequenos Libombos Rio Cidade / Vila Próxima Capacidade Actual (Mm 3 ) Umbeluzi Maputo 360 Corrumana Sábie Moamba 884 Macarretane (Barragem de Elevação) Limpopo Chokwé 4 Massingir Elefantes Chokwé Mavuzi Revué Chimoio 1,2 Muda- Nhaurire Muda Nhamatanda 60 Chicamba Revué Chimoio Objectivo Abastecimento Urbano Irrigação e Hidroeléctrica (1,7 MW) Irrigação e Hidroeléctrica (14,5 MW) Irrigação Irrigação e Hidroeléctrica (40 MW) Hidroeléctrica Irrigação e Abastecimento de Água Hidroeléctricae Abastecimento Urbano Situação Operacional Operacional, Requer comportas Operacional Operacional, reabilitação descargas de fundo Operacional Operacional Operacional

35 GESTÃO DOS RECURSOS HÍDRICOS: Armazenamento: Principais Barragens (Cont.) Nome Barragem Rio Cidade / Vila Próxima Capacidade Actual (Mm 3 ) Chimoio Mezingaze Chimoio 0,3 Objectivo Abastecimento Urbano Situação Fora de serviço Xitunga Chitamba Vanduzi 1 Irrigacao Operacional Cahora Bassa Zambeze Tete Nampula Monapo Nampula 4 Hidroeléctrica (2775 MW) e Irrigação Abastecimento Urbano Operacional Operacional Assoreada Messica Monapo Namialo 47 Irrigação Operacional Nacala Muecula Nacala 4,4 Cuamba (Mini Cahora) Lúrio Cuamba 3 Chipembe Montepuez Montepuez 24 Locume Lucheringo Lichinga 1,9 Abastecimento Urbano Hidroeléctrica e Abastec. de Água Irrigação Hidroeléctrica e Abast.de Água Em reabilitação Operacional Fora de serviço Operacional

36 GESTÃO DOS RECURSOS HÍDRICOS: BARRAGENS PLANIFICADAS CURTO PRAZO Nome Barragem Açude de Ressano Garcia Rio Cidade / Vila Próxima Capacidade Actual (Mm 3 ) Incomáti Ressano Garcia 0,20 Objectivo Abastecimento Urbano e Irrigação Nhacangara Nhacangara Bárue 200 Metuchira Metuchira Nhamatanda 10 Gorongosa Nhandare Gorongosa 0,03 Mphanda Nkuwa Zambeze Tete 840 Abastecimento Urbano e Irrigação Abastecimento de água e Irrigação Energia e Abastecimento de água Hidroeléctrica (1300Mw) e Abastecimento Urbano

37 GESTÃO DOS RECURSOS HÍDRICOS: BARRAGENS PLANIFICADAS S CURTO PRAZO (cont.) Nome Barragems Rio Cidade / Vila Próxima Capacidade Actual (Mm 3 ) Objectivo Sanhute Sanhute Nacala 29.4 Abastecimento Cidades Nacala-Velha- Porto Lúrio 2 Quedas Lúrio Chiúre e Namuno Produzir energia electrica (170MW) Mugeba Lua Alto Mulócuè Irrigação 35000ha, energia (100MW)

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