INFLUÊNCIA DE PRODUTOS QUÍMICOS E DE MATERIAIS NA QUALIDADE DA ÁGUA DE CONSUMO HUMANO - TESTES REALIZADOS NA EPAL- Maria João G.

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "INFLUÊNCIA DE PRODUTOS QUÍMICOS E DE MATERIAIS NA QUALIDADE DA ÁGUA DE CONSUMO HUMANO - TESTES REALIZADOS NA EPAL- Maria João G."

Transcrição

1 INFLUÊNCIA DE PRODUTOS QUÍMICOS E DE MATERIAIS NA QUALIDADE DA ÁGUA DE CONSUMO HUMANO - TESTES REALIZADOS NA EPAL- Maria João G. BENOLIEL 1 RESUMO Nas últimas décadas tem havido uma crescente preocupação respeitante os efeitos que os produtos químicos e materiais usados no sistema de abastecimento de água podem ter na qualidade da água, através da produção de sabores, cor, turvação, do crescimento de bactérias ou libertação de substâncias perigosas. A garantia da sua adequabilidade a sistemas de abastecimento de água é obtida com recurso a ensaios. Na presente comunicação apresenta-se a metodologia seguida pela EPAL, para garantir a qualidade dos produtos químicos e materiais a aplicar, de modo a não haver alterações na qualidade da água distribuída e salvaguardar a saúde do consumidor. Palavras-Chave : Abastecimento de água, materiais, produtos químicos, qualidade da água, Normas Europeias 1 Engª Química, Chefe do Sector de Apoio Técnico e Qualidade, da Divisão de Laboratórios, Empresa Portuguesa das Águas Livres, S.A., Lisboa, Portugal Representante de Portugal no CEN/TC 164/WG3 1

2 1 - INTRODUÇÃO Na gestão da qualidade da água em sistemas de abastecimento, tem necessariamente que se ter em linha de conta de que estamos perante um reactor complexo, onde se estabelecem trocas entre o meio e os materiais presentes (ferro, aço, cimento, plásticos, etc), originando alterações derivadas de mecanismos electroquímicos, fenómenos biológicos, oxidação, corrosão, etc. Os produtos químicos e materiais usados em sistemas de abastecimento de água, desde o tratamento, o transporte, a armazenagem até à distribuição, podem interferir na qualidade da água de formas diferentes: - Alteração das características físicas e organolépticas da água, p.ex. cor, sabor e turvação; - Alteração nas características químicas da água; - Desenvolvimento bacteriológico/actividade microbiológica; - Migração de substâncias tóxicas a partir de materiais orgânicos, como p. ex. revestimentos e tubagens plásticas; - Migração de substâncias tóxicas a partir de materiais não orgânicos, tais como cimentíceos e metálicos. De modo a avaliar o nível ou grau de alterações na qualidade da água, tem de se recorrer a métodos adequados nos quais devem ser contemplados factores que permitam estabelecer à escala laboratorial um sistema tão próximo quanto possível do real. Entre outros são de particular importância a razão superfície do produto/volume de água do ensaio, as características da água usada no ensaio (p.ex. o ph da água tem um papel dominante na dissolução de metais tais como chumbo e latão) e o tempo de duração dos ensaios.. A EPAL, numa atitude de preocupação e responsabilidade quanto à qualidade de serviço e por conseguinte qualidade da água, realiza acções de prevenção da contaminação da água com origem nos equipamentos e materiais utilizados nas redes adutoras e de distribuição e dos reagentes utilizados no tratamento. Par este efeito procede-se ao controlo sistemático de produtos químicos usados no tratamento e de revestimentos aplicados nos reservatórios e está a ser implementado a metodologia adequada aos ensaios a tubagens e componentes, para avaliar a sua influência na qualidade da água abastecida. 2 - LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO NACIONAL E EUROPEIA RELATIVA A PRODUTOS E MATERIAIS EM CONTACTO COM A ÁGUA Legislação nacional e Directivas Comunitárias Em Portugal não existe enquadramento legal que estabeleça critérios de aceitação de materiais em contacto com a água, no que respeita efeitos na qualidade da água. A preocupação relativa a este assunto está no entanto expressa, no Decreto Lei 74/90 relativo a água para consumo humano e no Decreto Regulamentar 23/95. 2

3 O Decreto-Lei 74/90 estabelece, no artº 20- Materiais e processos de tratamento, pontos 1 e 2, o seguinte: - Os materiais em contacto com a água nos sistemas de abastecimento que estejam em contacto com a água para consumo humano não podem provocar alterações na qualidade e têm de corresponder às especificações definidas por portaria conjunta dos Ministros responsáveis pelas áreas do Ambiente, de Obras Públicas, Transportes e Comunicações e da Saúde. - Os compostos e produtos químicos destinados ao tratamento de água para consumo humano serão regulamentados por portaria conjunta dos Ministros responsáveis pelas áreas do Ambiente e Saúde. O Projecto de revisão do Decreto-Lei 74/90 (Versão Out 97), relativo à qualidade das águas, além de contemplar as disposições acima referidas, inclui no artº 25, um ponto suplementar: Compete ao IPQ, consultada a DGS, promover as acções necessárias para a certificação da qualidade dos materiais, substâncias e produtos químicos utilizados no tratamento de água e nos sistemas de abastecimento, garantindo a sua adequação para o fim em vista, nomeadamente no que diz respeito à protecção da saúde pública. O Decreto Regulamentar nº 23/95, de 23 de Agosto, actualiza a legislação existente em matéria de sistemas públicos e prediais de distribuição de água, aprovando os princípios gerais a que devem obedecer a respectiva concepção, construção e exploração. Relativamente à natureza de materiais, inclui as seguintes disposições: Rede de distribuição Artº 30, ponto 1 - As condutas de distribuição de água podem ser de fibrocimento, PVC, betão armado, polietileno de média ou alta densidade, poliéster reforçado com fibra de vidro, ferro fundido, aço ou outros materiais que reunam as necessárias condições de utilização Artº Sempre que o material das condutas seja susceptível de ataque interno ou externo deve prever-se a sua conveniente protecção de acordo com a natureza do agente agressivo. 2- No caso de protecção interna devem ser usados produtos que não afectem a potabilidade da água. Ramais de ligação: Artº 28- Os ramais de ligação podem ser de PVC, de polietileno de média ou alta densidade, de ferro fundido dúctil ou de outros materiais que reunam as necessárias condições de utilização 3

4 Instalações complementares- Reservatórios Artº 72º alínea d)- Utilizar materiais não poluentes ou tóxicos em contacto permanente ou eventual com a água Sistemas de distribuição predial- rede predial de água fria e água quente Artº As tubagens e acessórios que constituem as redes interiores podem, entre outros, ser de cobre, aço inoxidável, aço galvanizado ou PVC rígido, este último no caso de canalizações de água fria não afectas a sistemas de combate a incêndios. 2- Nas redes exteriores de água fria, as tubagens e acessórios podem ser de ferro fundido, fibrocimento, polietileno ou PVC rígido. A Directiva nº 80/778/CEE relativa à Qualidade das Águas destinadas ao Consumo Humano e a proposta de revisão (J.O. nº C131 de , p.5), estabelecem por seu lado que: Os Estados-membros adoptarão todas as medidas necessárias para garantir que quaisquer substâncias utilizadas no tratamento de água destinada a consumo humano e quaisquer impurezas associadas a estas substâncias não permaneçam na água em concentrações superiores às necessárias para os fins a que se destinam e não reduzam, directa ou indirectamente o nível de protecção da saúde humana previsto no âmbito da directiva Normalização Portugal não dispõe de Normas relativas a produtos químicos consumidos em estações de tratamento de água, assim como sobre a influência de materiais em contacto com a água de consumo humano, pelo que, no contexto de normalização a nível Europeu, a Entidade Coordenadora do Sistema Nacional de Gestão de Qualidade (Instituto Português de Qualidade), procede à adopção das Normas Europeias como Normas Portuguesas. O Comité Europeu de Normalização (CEN) tem vindo a preparar Normas Europeias (EN s) no domínio do saneamento básico, sendo a actividade relativa ao abastecimento de água desenvolvida pela Comissão Técnica Europeia de Normalização - CEN/TC 164. O Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), na qualidade de Organismo Sectorial em Saneamento Básico, tem promovido a representação portuguesa nesta Comissão Técnica assim como em diversos grupos de trabalho. Nos últimos anos têm sido elaboradas normas CEN em que estabelecem os requisitos de materiais para abastecimento de água potável, nomeadamente de ferro fundido dúctil, fibrocimento e betão (NP EN 545, EN 639, EN 640, EN 641, EN 642 e EN 512). No entanto, não são contemplados os ensaios a executar para avaliar os efeitos na qualidade da água (ROCHA et al, 1997). As actividades normativas respeitantes os Efeitos dos Materiais e Produtos em contacto com a água potável é feita no âmbito dos seguintes Grupos de Trabalho, da CEN/TC164: 4

5 GT 3- Efeitos dos Materiais em contacto com água potável GT 9- Tratamento de água potável De acordo com o relatório do secretariado do CEN/TC 164/DOC N 813 de Novembro 1997, estão a ser preparadas ou já disponíveis algumas Normas: Relativas a produtos químicos usados no tratamento de água potável: Normas publicadas por CEN/TC 164: 24 Documentos em fase de revisão ou em inquérito no âmbito da CEN ou do TC/164: 68 Documentos em preparação pelo GT 9: 9 Relativas a efeitos de materiais em contacto com a água Documentos em fase de revisão ou inquérito no âmbito da CEN ou da TC 164: 3 Documentos em preparação pelo GT 3: 9 Documentos que aguardam Investigação pré-normativa: PRODUTOS E MATERIAIS USADOS NO SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA DA EPAL O sistema de abastecimento da EPAL assenta em duas captações superficiais (Albufeira de Castelo de Bode e Valada/Rio Tejo), numa nascente (Olhos de Água no rio Alviela) e em 12 captações subterrâneas utilizadas de forma descontínua. A água proveniente das captações superficiais é tratada em duas estações de tratamento instaladas na Asseiceira e em Vale da Pedra, projectadas de acordo com a qualidade da água bruta. Na ETA da Asseiceira a linha de tratamento inicia-se com pré-oxidação, utilizando cloro, seguindo-se remineralização com hidróxido de cálcio e anidrido carbónico, coagulação utilizando sulfato de alumínio, fitração dupla camada com areia e antracite, correcção de agressividade com hidróxido de cálcio e desinfecção final com cloro para garantir um residual adequado durante a adução. A linha de tratamento de Vale da Pedra inclui uma grelha fixa e macrotamização, pré-oxidação, utilizando cloro, coagulação, com utilização de sulfato de alumínio, floculação, decantação e filtração com areia. Sempre que se verifica agravamento da qualidade de água bruta, pode ser adicionado carvão activado em pó. Na secagem de lamas é utilizado polielectrólito. A água proveniente das captações subterrâneas é sujeita a desinfecção por cloro ou por hipoclorito de sódio, antes de serem introduzidas no sistema de adução. Em alguns pontos da rede de distribuição estão instalados postos de cloragem, para garantir o residual de cloro. A adução compreende 346 km de condutas distribuídas por 3 subsistemas: - Aqueduto Alviela: Transporta água de 114 km a partir da captação de Olhos de Água - Aqueduto Tejo: com 42 km de extensão - Aqueduto de Castelo de Bode: Com um percurso de 92 km desde a ETA da Asseiceira a Vila Franca de Xira. 5

6 O sistema de distribuição no Concelho de Lisboa tem uma extensão de cerca de km incluindo ramais e 17 reservatórios. Os materiais usados no sistema de distribuição da EPAL são o betão armado, fibrocimento, aço, ferro fundido dúctil, ferro fundido cinzento, aço galvanizado, polietileno de alta densidade, poliéster reforçado a fibra de vidro e outros (p.ex chumbo). No sistema de adução os materiais usados são o betão armado e o ferro fundido. No Quadro 1 apresentam-se os diferentes materiais usados na rede de distribuição de Lisboa, assim como o comprimento de tubagem, de acordo com dados fornecidos pelo Sistema de cadastro da EPAL. Quadro 1 Materiais aplicados na rede de distribuição a Lisboa Materiais ZB (m) ZM (m) ZA (m) ZS (m) Fibrocimento Betão armado Ferro fundido dúctil Ferro fundido cinzento Aço galvanizado Aço Polietileno alta densidade Poliester reforçado a fibra de vidro Outros (chumbo, latão, bronze,etc) ENSAIOS EXECUTADOS PARA A AVALIAR A INFLUÊNCIA NA QUALIDADE DA ÁGUA Produtos químicos usados no tratamento Conforme anteriormente referido os produtos químicos usados pela EPAL, nas linhas de tratamento são: Hidróxido de cálcio, Sulfato de alumínio líquido, Cloro líquido, Hipoclorito de sódio, Dióxido de carbono, Polielectrólito de acrilamida, Ácido sulfúrico e Carvão activado A qualidade dos produtos a usar no tratamento de água tem de estar de acordo com as exigências das normas portuguesas ou europeias em vigor, de modo a garantir a ausência de substâncias tóxicas na água ou que estejam presentes em concentrações inferiores aos valores máximos exigidos por lei (Dec-Lei 74/90). O Caderno de Encargos constitui uma peça fundamental na pré-selecção dos produtos a adquirir, sendo desde logo exigidos, pela EPAL, os requisitos técnicos considerados convenientes, sendo de destacar os seguintes: Certificado Internacional de aprovação do produto para uso no tratamento de água destinada ao consumo humano, emitido por entidade idónea na área da saúde pública; 6

7 Certificado de análise do produto para os parâmetros exigidos no CE; Especificação dos valores máximos admissíveis para as características do produto exigidos no CE; Certificado de Análise a apresentar trimestralmente contada a partir do início de fornecimento nos quais constarão os resultados médios das análises efectuadas durante o período considerado. Durante a vigência do contrato de fornecimento a EPAL reserva-se o direito de proceder ao número de amostragens que entender necessárias à confirmação da qualidade do produto. Na preparação do Caderno de Encargos tem-se em consideração as recomendações constantes no documento elaborado pelo Comité Técnico de Normalização CEN/TC 164, Draft Guidelines for the Purchase of Water Treatment Chemicals (DOC CEN/TC164/WG9 N220). Indicam-se nos Quadros 2 e 3 as Normas Europeias ou Projectos de Normas disponíveis para os produtos aplicados nas linhas de tratamento da EPAL, assim como os valores máximos admissíveis para substâncias tóxicas, tal como definidas na Directiva 80/778/EEC. Os teores em pesticidas, hidrocarbonetos aromáticos polinucleares e cianetos não são relevantes para estes produtos, pelo que não são estabelecidos concentrações máximas admissíveis. A proposta de Norma relativa ao uso de dióxido de carbono não estabelece valores máximos para substâncias tóxicas Sempre que não existem valores normativos, a EPAL segue o princípio de que as substâncias tóxicas, presentes em produtos químicos usados no tratamento de água, tendo em consideração a taxa de tratamento, não podem dar origem a um aumento da sua concentração na água, superior a 10% do VMA estabelecido no Dec-Lei 74/90. Quadro 2 Normas Europeias ou Projectos de Normas relativas a produtos químicos usados no tratamento de água da EPAL Produto Normas Substâncias Tóxicas Hidróxido de cálcio PrEN Pb, As, Se, Sb, Cd, Cr e Ni Sulfato de alumínio líquido EN 878 Pb, As, Hg, Se, Sb, Cd, Cr e Ni Hipoclorito de sódio pr EN 901 Pb, As, Hg, Se, Sb, Cd, Cr e Ni Cloro líquido Pr EN 937 Hg Dióxido de carbono pr EN 936 Pb, As, Hg, Se, Sb, Cd, Cr e Ni Ácido sulfúrico EN 899 Pb, As, Hg, Se, Sb, Cd, Cr e Ni Carvão Activado em pó Pr EN Pb, As, Hg, Se, Sb, Cd, Cr, Ni, cianetos e PAH s Polímero de acrilamida Pr EN 1407 monómero de acrilamida 7

8 Quadro 3 Concentrações máximas para substâncias tóxicas presentes em produtos usados no tratamento de água Parâmetros Hidróxido Cálcio mg/kg (tipo A/B) Sulfato Alumínio mg/kg Al (Tipo 1/2/3) Hipoclorito de sódio mg/kg de Cl disp. (1) Cloro líquido mg/kg (2) (tipo 1/2) Ácido sulfúrico mg/kg Carvão act. Pó mg/kg Polímero de acrilamida mg/g Antimónio 4/4 20/40/ Arsénio 5/20 14/40/ Cádmio 2/2 3/50/ Chumbo 25/50 40/200/ Crómio 20/20 30/700/ Mercúrio 0.3/0.5 4/10/ / Níquel 20/20 20/700/ Selénio 4/4 20/40/ Cianetos PAHs (3) Acrilamida * (1) De acordo com uma taxa de tratamento de 15 mg cloro disponível por litro de água (2) De acordo com uma taxa de tratamento de 0.4 mg/l (3) Soma de fluoranteno, benzo(b)fluoranteno, benzo(k)fluoranteno, benzo(a)pireno, benzo(ghi)perileno, indeno(1,2,3-cd)pireno Nos últimos anos os laboratórios da EPAL têm procedido ao controlo sistemático de substâncias tóxicas em hidróxido de cálcio, sulfato de alumínio e hipoclorito de sódio. Durante 1998 está a ser implementada a análise de substâncias tóxicas em cloro líquido, carvão activado em pó, polielectrólito e ácido sulfúrico. Os métodos de ensaio utilizados na determinação dos parâmetros acima referidos, seguem, sempre que tecnicamente possível, Normas portuguesas e/ou europeias, com recurso aos seguintes métodos instrumentais: - Cádmio, chumbo, crómio, níquel: espectrometria de absorção atómica com forno de grafite, na presença de modificador de matriz - Antimónio, arsénio e selénio: espectrometria de absorção atómica com formação de hidretos - Mercúrio: espectrometria de absorção atómica sem chama-vapor frio - Cianetos: espectrometria de absorção molecular - PAHs: Extracção e quantificação por cromatografia líquida de alta resolução - Pesticidas: extracção e quantificação por cromatografia gasosa - Acrilamida: Cromatografia líquida de alta resolução 4.3. Materiais usados no revestimento de reservatórios Os materiais usados no revestimento dos reservatórios são, desde há alguns anos, sujeitos a critérios de selecção que inclui a avaliação do seu efeito nas características 8

9 organolépticas, microbiológicas e químicas da água abastecida. De um modo geral, nas operações de reparação de reservatórios antigos utilizam-se argamassas e acabamentos cimentíceos, enquanto que nos reservatórios mais recentes procedeu-se à aplicação de tintas epóxidas em cima de betão. Numa primeira avaliação da adequabilidade dos revestimentos que se pretendem aplicar em contacto com a água potável, é solicitado aos fornecedores a composição química do produto, certificado emitido por organismo oficial, de aprovação do seu uso em sistemas de abastecimento de água e certificados de análises de testes de influência na qualidade da água incluindo de toxicidade. Uma vez analisados os documentos acima mencionados, os Laboratórios da EPAL procedem a ensaios de influência na qualidade da água, seguindo o método da Norma Britânica BS 6920, que se descreve sucintamente: As amostras do produto a submeter a ensaio são aplicadas em placas de material inerte ou em suporte cimentíceo, sendo a razão entre a superfície a entrar em contacto com a água do ensaio e o volume da água do ensaio da ordem de 1.5 dm -1 ( mm 2 /1Litro). As amostras são lavadas em água corrente durante cerca de 1 hora, lavadas com água de ensaio e imersas em água destilada ou desionizada por um período de 24 horas. As mesmas amostras são de seguida imersas em água para mais seis períodos sequenciais de extracção incluindo um período de 72 horas e concluindo com um período de 24 horas. As análises são efectuadas na amostra correspondente ao último extracto. Sempre que o suporte dos provetes seja material cimentíceo procede-se a um pré-tratamento das amostras até o ph estabilizar. Os parâmetros a analisar na água em contacto com o material, dependem da constituição do produto a analisar, no entanto os seguintes parâmetros são, regra geral, analisados: sabor, cor, turvação, crescimento microbiológico, ph, alumínio, antimónio, arsénio, bário, cádmio, crómio, ferro, chumbo, manganês, mercúrio, níquel, selénio e carbono orgânico total. O material é aceite sempre que os resultados obtidos sejam inferiores aos valores máximos estabelecidos na Norma BS 6920-Parte 1 (1996). No âmbito da Grupo de Trabalho CEN/TC 164/WG3 foi preparado um projecto de Norma Europeia que contempla ensaios para avaliar a influência de materiais por migração (EN ), pelo que a EPAL vai proceder no corrente ano, à realização dos testes de acordo com a metodologia proposta Materiais usados nas tubagens Os materiais usados em sistemas de abastecimento de água, são fundamentalmente: betão e argamassas de ligantes hidráulicos e seus componentes (cimentos, inertes, água, adições, adjuvantes e fibras) plásticos, compósitos de matriz polimérica e elastómeros; metais, especialmente aços para armaduras passivas e de pré-esforço, ferro fundido e aço não-ligado. Com estes materiais fabricam-se os produtos- tubos, uniões, acessórios- constituintes 9

10 das tubagens ou condutas as quais com elementos especiais (caixas de visita, válvulas) integram os sistemas de abastecimento de água (FERREIRA, 1997). Como referido anteriormente, os materiais mais usados no sistema de abastecimento da EPAL são, pelo facto de ser uma rede antiga, o betão, o fibrocimento, o ferro fundido cinzento e o ferro fundido dúctil com argamassa de cimento. No entanto, a aplicação de novos tipos de tubagem de materiais plásticos e de materiais para reabilitação de condutas, tem suscitado a preocupação de garantir que não influenciem a qualidade da água distribuída. Os materiais tradicionais tais como o betão, o ferro fundido dúctil revestido a argamassa de cimento e o fibrocimento são utilizados desde há décadas no fabrico de canalizações destinadas ao transporte de água potável. No entanto, por não representarem perigo para a saúde do consumidor, não foi até à data desenvolvido um protocolo de ensaios para testar o seu efeito na qualidade da água. O aparecimento de novas ligas metálicas ou a utilização de novos produtos no fabrico de cimento conduziu à necessidade de investigação nesta área, a qual está a ser realizada através de projectos co-normativos desenvolvidos no âmbito de Grupo CEN/TC 164/WG3. No respeitante ensaios para avaliar a influência de materiais orgânicos na qualidade da água, existem referenciais normativos de outros países, normas AFNOR, BS, DIN, citando apenas as mais importantes a nível europeu. No âmbito das actividades do CEN/TC 164/WG3, foram preparadas dois projectos de normas, estando a decorrer a sua aprovação (pr EN ; pr EN ). Os Laboratórios da EPAL não dispõem ainda de métodos desenvolvidos para estudar a adequabilidade de novos materiais a sistemas de abastecimento de água, numa perspectiva de influência na qualidade da água, no entanto têm-se baseado em critérios de selecção regulamentados em outros países da Europa, que a seguir se apresentam: Apreciação de certificados de adequabilidade para uso em contacto com a água potável, com referência a normas e metodologia seguida, apresentados pelos fornecedores do material, incluindo boletins de ensaio de testes de influência na qualidade da água; Apreciação de certificado de testes de toxicidade; Solicitação ao fabricante/fornecedor da composição detalhada das matérias primas e produto final assim como processo de fabrico. Verificação da conformidade com base em listas de substâncias autorizadas em países europeus positive lists ; Identificação e apreciação de Normas e Regulamentos existentes em países europeus, para os materiais em estudo; Execução de ensaios de avaliação do efeito na qualidade da água, de acordo com Normas CEN ou de Normas de países europeus, recorrendo, a laboratórios europeus certificados para o efeito (p.ex. CRECEP, KIWA, WRC). Os parâmetros de qualidade da água a analisar, tendo em atenção com a composição do material a ensaiar, são: Parâmetros organolépticos e físicos- Cor, sabor e turvação Parâmetros mibrobiológicos 10

11 Migração de substâncias tóxicas- metais e compostos orgânicos Execução de ensaios de toxicidade, se considerado necessário, recorrendo a laboratórios europeus certificados para o efeito. 5. CONCLUSÕES Os testes de influência de produtos químicos e de materiais na qualidade da água, já realizados na EPAL comprovam a importância desta medida, como meio de suporte técnico na selecção dos produtos que correspondem às especificações exigidas por Lei e proceder à sua aquisição numa perspectiva custo-qualidade. Esta matéria, em virtude das implicações que pode ter na qualidade da água distribuída e por conseguinte na saúde do consumidor, deve ser objecto de diplomas legais, harmonizados com os outros países da Europa, que estabeleçam as disposições específicas a que devem obedecer os materiais e objectos utilizados em instalações de distribuição de água, nomeadamente: - Lista de substâncias cuja utilização é autorizada no fabrico; - Limites específicos de migração de certos constituintes; Considera-se fundamental que as entidades distribuidoras de água, para efeitos de adjudicação de produtos e materiais em contacto com a água, estabeleçam critérios de qualidade que contemplem os efeitos na qualidade da água. Esta medida conduzirá também a que os fornecedores/produtores tenham preocupações sobre esta matéria, nomeadamente a origem do produto a fornecer, qualidade das matérias primas e processos de fabrico. Alguns dos aspectos mais relevantes a ter em conta, são: Os cadernos de encargos, destinados à adjudicação de produtos e materiais para uso em sistemas de abastecimento de água, devem contemplar a conformidade do produto com Normas Europeias ou com normas de outros países europeus; Ο fornecedor/fabricante deve fornecer boletins de ensaio relativos a análises resultantes de testes de influência na qualidade da água, efectuados por instituições, nacionais ou europeias, certificadas para o efeito; Α qualidade dos reagentes deve ser verificada, sempre que possível, antes da adjudicação e durante o fornecimento. BIBLIOGRAFIA BS Suitability of non-metalic products for use in contact with water intended for human consumption with regard to their effect on the quality of the water. DIRECTIVA 80/778/EEC: Council Directive of 15th July 1980 relating to the Quality of Water intended for Human consumption. EN 878: Chemicals used for treatment of water intended for human consumption- Aluminium sulphate. EN 899:1996- Chemicals used for treatment of water intended for human consumptionsulfuric acid. 11

12 FERREIRA, M.J.E. - Instalações laboratoriais para verificação da qualidade dos materiais e produtos, in Anais do Seminário sobre Qualidade de Sistemas de Abastecimento de Água, Lisboa (Portugal), Nov.1997, pp pr EN 936: Chemicals used for treatment of water intended for human consumptioncarbon dioxide. pr EN 937: Chemicals used for treatment of water intended for human consumptionchlorine. pr EN : Influence of organic materials on water intended for human consumption- Determination of odour and flavour in piping systems- Part 1- Test method. pr EN 1407: Chemicals used for treatment of water intended for human consumption- Anionic and non-ionic. pr EN 12518: Chemicals used for treatment of water intended for human consumptionhig-calcium lime. pr EN 12903: Chemicals used for treatment of water intended for human consumptionpowdered activated carbon. pr EN :1997- Influence of materials on water intended for human consumption- Influence due to mifgration- Part 1: Test method for factory made products (except metallic and cementicious products). pr EN : Influence of materials on water intended for human consumption- Organic materials- piping systems- Colour and turbidity assessment of water- Part 1: Test method. ROCHA, A. et al- Qualidade de tubagens para sistemas de abastecimento de água, in Anais do Seminário sobre Qualidade de Sistemas de Abastecimento de Água, Lisboa (Portugal), Nov.1997, pp

GLOSSÁRIO MICROBIOLÓGICOS FÍSICO-QUÍMICOS PARÂMETROS PARÂMETROS

GLOSSÁRIO MICROBIOLÓGICOS FÍSICO-QUÍMICOS PARÂMETROS PARÂMETROS PARÂMETROS MICROBIOLÓGICOS Coliformes Fecais (E.Coli), Enterococos, Clostrídios Perfringens Os organismos pertencentes a este grupo estão presentes nas matérias fecais de todos os animais de sangue quente.

Leia mais

Qualidade da água da rede de abastecimento

Qualidade da água da rede de abastecimento Qualidade da água da rede de abastecimento Relatório do 2º trimestre de 2011 1- Introdução O Decreto-lei nº 306/2007 de 27 de Agosto, estabelece o regime da qualidade da água destinada ao consumo humano,

Leia mais

1. RESUMO DOS RESULTADOS OBTIDOS NAS ESTAÇÕES DE TRATAMENTO DE ÁGUA E SISTEMAS INDEPENDENTES DE ÁGUA DO CONCELHO DE VIMIOSO

1. RESUMO DOS RESULTADOS OBTIDOS NAS ESTAÇÕES DE TRATAMENTO DE ÁGUA E SISTEMAS INDEPENDENTES DE ÁGUA DO CONCELHO DE VIMIOSO 1. RESUMO DOS RESULTADOS OBTIDOS NAS ESTAÇÕES DE TRATAMENTO DE ÁGUA E SISTEMAS INDEPENDENTES DE ÁGUA DO CONCELHO DE VIMIOSO Nos quadros seguintes apresenta-se um resumo global dos resultados s para a água

Leia mais

Controlo da Qualidade da Água de Abastecimento Público Concelho de Oliveira de Azeméis

Controlo da Qualidade da Água de Abastecimento Público Concelho de Oliveira de Azeméis Gestão da Qualidade Controlo da Qualidade da Água de Abastecimento Público Concelho de Oliveira de Azeméis Cláudia Silva Ferreira n.º 3294 - LEAL Objectivos Assegurar a qualidade da água para consumo humano

Leia mais

RELATÓRIO TRIMESTRAL 1. INTRODUÇÃO

RELATÓRIO TRIMESTRAL 1. INTRODUÇÃO RELATÓRIO TRIMESTRAL 1. INTRODUÇÃO O controlo analítico da qualidade das Águas de Abastecimento, no Município de Arraiolos durante o período de Outubro a Dezembro de 2006, foi realizado pelos laboratórios

Leia mais

Recomendação ERSAR n.º 03/2010

Recomendação ERSAR n.º 03/2010 Recomendação ERSAR n.º 03/2010 PROCEDIMENTO PARA A COLHEITA DE AMOSTRAS DE ÁGUA PARA CONSUMO HUMANO EM SISTEMAS DE ABASTECIMENTO (Substitui a Recomendação IRAR n.º 08/2005) Considerando que: O procedimento

Leia mais

PROGRAMA DE CONTROLO DA QUALIDADE DA ÁGUA (PCQA) - 2014

PROGRAMA DE CONTROLO DA QUALIDADE DA ÁGUA (PCQA) - 2014 PROGRAMA DE CONTROLO DA QUALIDADE DA ÁGUA (PCQA) - 2014 RESULTADOS DA QUALIDADE DA ÁGUA CONCELHO DE PONTA DELGADA SISTEMA DE ABASTECIMENTO: MOSTEIROS, BRETANHA E REMÉDIOS Os resultados das análises definidas

Leia mais

PROGRAMA DE CONTROLO DA QUALIDADE DA ÁGUA (PCQA) - 2014

PROGRAMA DE CONTROLO DA QUALIDADE DA ÁGUA (PCQA) - 2014 PROGRAMA DE CONTROLO DA QUALIDADE DA ÁGUA (PCQA) - 2014 RESULTADOS DA QUALIDADE DA ÁGUA CONCELHO DE PONTA DELGADA SISTEMA DE ABASTECIMENTO: MOSTEIROS - NORTE Os resultados das análises definidas para o

Leia mais

Oxidação + remoção por precipitação química

Oxidação + remoção por precipitação química ETA - ESQUEMA DE TRATAMENTO PARÂMETROS A ACTUAR OPERAÇÕES OU PROCESSOS UNITÁRIOS Ferro/manganésio Turvação Parâmetros microbiológicos Sólidos suspensos totais Equilíbrio calco-carbónico Oxidação da matéria

Leia mais

CIRCULAR nº 8/2009. 1. Política de acreditação para actividades de amostragem. Assunto: Acreditação de actividades de amostragem

CIRCULAR nº 8/2009. 1. Política de acreditação para actividades de amostragem. Assunto: Acreditação de actividades de amostragem PORTUGUESE ACCREDITATION INSTITUTE Rua António Gião, 2-5º 2829-53 CAPARICA Portugal Tel +35.22 948 20 Fax +35.22 948 202 acredita@ipac.pt www.ipac.pt CIRCULAR nº 8/2009 Assunto: Acreditação de actividades

Leia mais

Tratamento de Água. Numa estação de tratamento de água, o processo ocorre em etapas:

Tratamento de Água. Numa estação de tratamento de água, o processo ocorre em etapas: Tratamento de Água Definição Tratamento de Água é um conjunto de procedimentos físicos e químicos que são aplicados na água para que esta fique em condições adequadas para o consumo, ou seja, para que

Leia mais

02/08/2015. Padrões de potabilidade TRATAMENTO DA ÁGUA. Tratamento da água. Tratamento da água. Tratamento da água

02/08/2015. Padrões de potabilidade TRATAMENTO DA ÁGUA. Tratamento da água. Tratamento da água. Tratamento da água Padrões de potabilidade A água própria para o consumo deve obedecer certos requisitos: TRATAMENTO DA ÁGUA Professor: André Luiz Montanheiro Rocha Disciplina: Gestão de Recursos Naturais 2ª COLÉGIO ESTADUAL

Leia mais

Águas do Douro e Paiva SA O novo ciclo da água Complexo de Lever

Águas do Douro e Paiva SA O novo ciclo da água Complexo de Lever Águas do Douro e Paiva SA O novo ciclo da água Complexo de Lever Página 1 Complexo de Lever é responsável pelo abastecimento de água a mais de 1,4 O milhões de habitantes de 13 municípios Accionistas da

Leia mais

A solução Integrada para o tratamento de Água para Consumo Humano

A solução Integrada para o tratamento de Água para Consumo Humano A solução Integrada para o tratamento de Água para Consumo Humano A solução Integrada para o tratamento de Água para Consumo Humano A legislação nacional relativa à qualidade da água para consumo humano

Leia mais

E 373 Inertes para Argamassa e Betões. Características e verificação da conformidade. Especificação LNEC 1993.

E 373 Inertes para Argamassa e Betões. Características e verificação da conformidade. Especificação LNEC 1993. 1.1. ÂMBITO Refere-se esta especificação a agregados para betão. Agregados para betão são os constituintes pétreos usados na composição de betões nomeadamente areias e britas. 1.2. ESPECIFICAÇÕES GERAIS

Leia mais

Temas a apresentar. Marcação CE na generalidade Directiva de Produtos de Construção. Enquadramento

Temas a apresentar. Marcação CE na generalidade Directiva de Produtos de Construção. Enquadramento Marcação Centro Cultural de Macieira de Cambra, Vale de Cambra 25 de Março 2011 Temas a apresentar Marcação CE na generalidade Directiva de Produtos de Construção Legislação aplicável Enquadramento SGS

Leia mais

4.4.2. Controlo da descarga das águas residuais produzidas

4.4.2. Controlo da descarga das águas residuais produzidas 3.1.5. Pontos de emissão 3.1.5.1. Águas residuais e pluviais O efluente após tratamento na ETAL, é descarregado para um sistema de drenagem colectivo (ED1), e encaminhado para ETAR Municipal de Angra do

Leia mais

4.º Aditamento à LICENÇA AMBIENTAL. n.º 161/2008, de 13 de Outubro de 2008

4.º Aditamento à LICENÇA AMBIENTAL. n.º 161/2008, de 13 de Outubro de 2008 4.º Aditamento à LICENÇA AMBIENTAL n.º 161/2008, de 13 de Outubro de 2008 Nos termos da legislação relativa à Prevenção e Controlo Integrados da Poluição (PCIP), é emitido o 4.º Aditamento à Licença Ambiental

Leia mais

III ENCONTRO TÉCNICO PONTA DELGADA. 19 de Maio de 2000 TOMO II

III ENCONTRO TÉCNICO PONTA DELGADA. 19 de Maio de 2000 TOMO II III ENCONTRO TÉCNICO PONTA DELGADA 19 de Maio de 2000 TOMO II ÍNDICE Pág. 1 Introdução... 1 2 Caracterização de uma Água... 2 3 Legislação... 3 3.1 Disposições Gerais... 3 3.2 Águas Doces Superficiais

Leia mais

Capítulo I Água potável, mineral e de mesa

Capítulo I Água potável, mineral e de mesa Ciência Alimentar e Saúde Composição de Alimentos II Capítulo I Água potável, mineral e de mesa Água Potável deve ser transparente, sem cor, sem odor, livre de microorganismos patogénicos (baixo em microorganismos

Leia mais

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E QUÍMICAS DA ÁGUA ADUZIDA A LISBOA -INFLUÊNCIA NA QUALIDADE DA ÁGUA DISTRIBUÍDA- RESUMO

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E QUÍMICAS DA ÁGUA ADUZIDA A LISBOA -INFLUÊNCIA NA QUALIDADE DA ÁGUA DISTRIBUÍDA- RESUMO CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E QUÍMICAS DA ÁGUA ADUZIDA A LISBOA -INFLUÊNCIA NA QUALIDADE DA ÁGUA DISTRIBUÍDA- Maria João BENOLIEL 1, Maria Augusta CAVACO 2, Sandra GANCHO 3 RESUMO O presente trabalho tem por

Leia mais

RESOLUÇÃO CRH Nº 10 /09, DE 03 DE DEZEMBRO DE 2009.

RESOLUÇÃO CRH Nº 10 /09, DE 03 DE DEZEMBRO DE 2009. RESOLUÇÃO CRH Nº 10 /09, DE 03 DE DEZEMBRO DE 2009. Dispõe sobre a obrigatoriedade de realização de Análises Físico-químicas e Bacteriológicas com parâmetros físico-químicos e bacteriológicos específicos,

Leia mais

Jornal Oficial das Comunidades Europeias. (Actos cuja publicação é uma condição da sua aplicabilidade)

Jornal Oficial das Comunidades Europeias. (Actos cuja publicação é uma condição da sua aplicabilidade) L 331/1 I (Actos cuja publicação é uma condição da sua aplicabilidade) DECISÃO N. o 2455/2001/CE DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO de 20 de Novembro de 2001 que estabelece a lista das substâncias prioritárias

Leia mais

Implementação da Directiva Quadro da Água (DQA)

Implementação da Directiva Quadro da Água (DQA) WORKSHOP Análise e Monitorização Química do Estado da Água Perspectivas para os Laboratórios Implementação da Directiva Quadro da Água (DQA) Directiva das Águas Subterrâneas Decreto Lei nº 208/2008 Implementação

Leia mais

O ENVOLVIMENTO DOS TRABALHADORES NA ASSOCIAÇÃO EUROPEIA

O ENVOLVIMENTO DOS TRABALHADORES NA ASSOCIAÇÃO EUROPEIA PARECER SOBRE O ENVOLVIMENTO DOS TRABALHADORES NA ASSOCIAÇÃO EUROPEIA (Proposta de Regulamento sobre o Estatuto da AE e Proposta de Directiva que completa o estatuto da AE no que se refere ao papel dos

Leia mais

CET 303 Química Aplicada. Relatório: Visita técnica Estação de tratamento de água ETA 3 Capim Fino, em Piracicaba. Data da visita: 02.04.

CET 303 Química Aplicada. Relatório: Visita técnica Estação de tratamento de água ETA 3 Capim Fino, em Piracicaba. Data da visita: 02.04. Universidade Estadual de Campinas Faculdade de Tecnologia - FT Curso de Especialização em Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável CET 303 Química Aplicada Relatório: Visita técnica Estação de tratamento

Leia mais

ESTAÇÃO TRATAMENTO DE ÁGUA - ETA

ESTAÇÃO TRATAMENTO DE ÁGUA - ETA ESTAÇÃO TRATAMENTO DE ÁGUA - ETA Americana conta com duas unidades de captação e recalque que retiram do Rio Piracicaba cerca de 1000l/s de água e encaminham para o processo de tratamento no bairro Cordenonsi,

Leia mais

ACSS ACSS. ACSS Unidade de Instalações e Equipamentos. Especificações técnicas para Gás Combustível em Edifícios Hospitalares.

ACSS ACSS. ACSS Unidade de Instalações e Equipamentos. Especificações técnicas para Gás Combustível em Edifícios Hospitalares. Guia para Especificações técnicas para Gás Combustível em Edifícios Hospitalares ET 02/2006 V. 2013 ACSS Administração Central do Sistema de Saúde, IP ACSS ACSS Unidade de Instalações e Equipamentos Especificações

Leia mais

Materiais / Materiais I

Materiais / Materiais I Materiais / Materiais I Guia para o Trabalho Laboratorial n.º 4 CORROSÃO GALVÂNICA E PROTECÇÃO 1. Introdução A corrosão de um material corresponde à sua destruição ou deterioração por ataque químico em

Leia mais

DIRECTIVA 98/83/CE DO CONSELHO de 3 de Novembro de 1998 relativa à qualidade da água destinada ao consumo humano

DIRECTIVA 98/83/CE DO CONSELHO de 3 de Novembro de 1998 relativa à qualidade da água destinada ao consumo humano L 330/32 PT Jornal Oficial das Comunidades Europeias 5.12.98 DIRECTIVA 98/83/CE DO CONSELHO de 3 de Novembro de 1998 relativa à qualidade da água destinada ao consumo humano O CONSELHO DA UNIÃO EUROPEIA,

Leia mais

SISTEMA MULTIMUNICIPAL DE SANEAMENTO DO ALGARVE ETAR DA BOAVISTA

SISTEMA MULTIMUNICIPAL DE SANEAMENTO DO ALGARVE ETAR DA BOAVISTA SISTEMA MULTIMUNICIPAL DE SANEAMENTO DO ALGARVE ETAR DA BOAVISTA Paginação.indd 1 10/03/18 16:21 SISTEMA MULTIMUNICIPAL DE SANEAME 1. CONCEPÇÃO DA INFRAESTRUTURA A ETAR da Boavista contempla o tratamento

Leia mais

Lista de Documentos Normativos de janeiro a distribuir aos Correspondentes IPQ

Lista de Documentos Normativos de janeiro a distribuir aos Correspondentes IPQ Lista de Documentos Normativos de janeiro a distribuir aos Correspondentes IPQ DNP CEN ISO/TS 15875-7:2014 Sistemas de tubagens de plástico para instalações de água quente e fria Polietileno reticulado

Leia mais

ACSS ACSS. Gás combustível em edifícios hospitalares. do Sistema de Saúde, IP ET 02/2006 V. 2010. Especificações Técnicas para. Administração Central

ACSS ACSS. Gás combustível em edifícios hospitalares. do Sistema de Saúde, IP ET 02/2006 V. 2010. Especificações Técnicas para. Administração Central Especificações Técnicas para Gás combustível em edifícios hospitalares ACSS Administração Central do Sistema de Saúde, IP ET 02/2006 V. 2010 Administração Central ACSS do Sistema de Saúde Ministério da

Leia mais

Processo de COAGULAÇÃO-FLOCULAÇÃO

Processo de COAGULAÇÃO-FLOCULAÇÃO Mestrado Integrado de Engenharia do Ambiente Processo de COAGULAÇÃO-FLOCULAÇÃO # Projecto FEUP # Ano Lectivo 2012/2013 Grupo MIEA102_02: Catarina Seabra Cacheira João Pedro Sousa Santos José Pedro Neto

Leia mais

TRATAMENTO DA ÁGUA. Professora: Raquel Malta Química 3ª série - Ensino Médio

TRATAMENTO DA ÁGUA. Professora: Raquel Malta Química 3ª série - Ensino Médio TRATAMENTO DA ÁGUA Professora: Raquel Malta Química 3ª série - Ensino Médio Água poluída: água inadequada para beber ou para fazer nossa higiene. Diversas substâncias naturalmente presentes na água são

Leia mais

A seguir, far-se-á a descrição das unidades operacionais dos referidos sistemas:

A seguir, far-se-á a descrição das unidades operacionais dos referidos sistemas: 3.4 MURIAÉ Projeto Preparatório para o Gerenciamento dos Recursos Hídricos do Paraíba do Sul Os sistemas de abastecimento de água e de esgotamento sanitário da cidade de Muriaé são operados e mantidos

Leia mais

Transporte da água 2009

Transporte da água 2009 Enquadramento do tema Na ETA trata-se a água captada, tornando-a potável, porém a água tem que ser transportada da zona de captação até à ETA e da ETA até à torneira do consumidor. Essa função é assegurada

Leia mais

3.9 VISCONDE DE RIO BRANCO

3.9 VISCONDE DE RIO BRANCO 3.9 VISCONDE DE RIO BRANCO Projeto Preparatório para o Gerenciamento dos Recursos Hídricos do Paraíba do Sul Em Visconde de Rio Branco, o sistema público de abastecimento de água é operado e mantido pela

Leia mais

Conselho Regional de Química 4ª Região

Conselho Regional de Química 4ª Região PARECER TÉCNICO EMENTA: PARECER SOBRE OS EFEITOS DA PORTARIA Nº 518, DE 25/03/2004, DO MINISTÉRIO DA SAÚDE, BEM COMO AS AÇÕES QUE DEVERÃO SER TOMADAS PELOS ÓRGÃOS DE VIGILÂNCIA DA QUALIDADE DA ÁGUA E PELAS

Leia mais

EN 13795. Contributo. A elaboração da Norma A situação actual Estrutura e Objectivos EN 13795 e as suas partes constituintes EN13795 FAPOMED SA 2

EN 13795. Contributo. A elaboração da Norma A situação actual Estrutura e Objectivos EN 13795 e as suas partes constituintes EN13795 FAPOMED SA 2 EN 13795 Campos cirúrgicos, batas cirúrgicas e fatos de ambiente controlado, classificados como dispositivos médicos para doentes profissionais de saúde e equipamentos EN 13795 Contributo A elaboração

Leia mais

Indicadores Ambientais

Indicadores Ambientais Indicadores Ambientais / Desempenho Em, publicámos o nosso primeiro Relatório Ambiental, como forma de divulgar os nossos esforços e resultados na área da protecção ambiental. A presente publicação deve

Leia mais

Relatório da Missão do PNQS 2013 a Portugal

Relatório da Missão do PNQS 2013 a Portugal Relatório da Missão do PNQS 2013 a Portugal Abastecimento de Água de Lisboa EPAL - Empresa Portuguesa das Águas Livres S/A ETA ASSEICEIRA Fotos opcionais Lisboa Quinta feira, 12 Dez 2013 Grupo 4 Nome Empresa

Leia mais

Termo de Referência Processo nº 34/15 Edital nº 27/15 Pregão 17/15. Obs.: O preço desse item deverá ser considerado por quilo na base seca.

Termo de Referência Processo nº 34/15 Edital nº 27/15 Pregão 17/15. Obs.: O preço desse item deverá ser considerado por quilo na base seca. Termo de Referência Processo nº 34/15 Edital nº 27/15 Pregão 17/15 Objeto: LOTE 1: Fornecimento parcelado de 5 (cinco) toneladas de Ortopolifosfato a 55%. Obs.: O preço desse item deverá ser considerado

Leia mais

MINISTÉRIO DO AMBIENTE, DO ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO E DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL

MINISTÉRIO DO AMBIENTE, DO ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO E DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL Diário da República, 1.ª série N.º 164 27 de Agosto de 2007 5747 h) Dar apoio na resolução de problemas ligados à aplicação do regime jurídico do funcionalismo público; i) Exercer as competências previstas

Leia mais

O PLANO DE SEGURANÇA DA ÁGUA EMPRESA ÁGUAS DO VOUGA

O PLANO DE SEGURANÇA DA ÁGUA EMPRESA ÁGUAS DO VOUGA O PLANO DE SEGURANÇA DA ÁGUA EMPRESA ÁGUAS DO VOUGA Ana CAMACHO 1, Fausto OLIVEIRA 2 RESUMO A aplicação de princípios de avaliação e de gestão de riscos, complementa o controlo realizado através da monitorização

Leia mais

Aplicação dos Sistemas de Segurança a Alimentar nos circuitos de transformação dos Alimentos de Origem Animal. Fernando Cavaco

Aplicação dos Sistemas de Segurança a Alimentar nos circuitos de transformação dos Alimentos de Origem Animal. Fernando Cavaco Aplicação dos Sistemas de Segurança a Alimentar nos circuitos de transformação dos Alimentos de Origem Animal Fernando Cavaco Decreto-Lei 67/98, de 18 de Março Estabeleceu as normas gerais de higiene dos

Leia mais

MATERIAIS EMPREGADOS NAS REDES DE ESGOTOS SANITÁRIOS

MATERIAIS EMPREGADOS NAS REDES DE ESGOTOS SANITÁRIOS MATERIAIS EMPREGADOS NAS REDES DE ESGOTOS SANITÁRIOS 1 - INTRODUÇÃO. A escolha do material a empregar (tipo de tubulação) nas redes coletoras de esgotos sanitários é função das características dos esgotos,

Leia mais

Relatório de Ensaios Nr: 8357 Versão: 1.0 Pag 1 de 5 Boletim Definitivo

Relatório de Ensaios Nr: 8357 Versão: 1.0 Pag 1 de 5 Boletim Definitivo Relatório de s Nr: 8357 Versão: 1.0 Pag 1 de 5 Escherichia coli 0 Número/0mL 0 Método Interno (PTM 4) (14-01-2011) Bactérias coliformes (coliformes totais) 0 Número/0mL 0 Método Interno (PTM 4) (14-01-2011)

Leia mais

3.3 CATAGUASES. Quanto ao sistema de esgotamento sanitário, a responsabilidade pela sua operação e manutenção cabe a Prefeitura local.

3.3 CATAGUASES. Quanto ao sistema de esgotamento sanitário, a responsabilidade pela sua operação e manutenção cabe a Prefeitura local. Da caixa de areia a água chega às quatro câmaras onde estão interligadas as tubulações de sucção das bombas, essas unidades de bombeamento são em número de quatro, cada uma com capacidade de recalque de

Leia mais

OBSERVAÇÃO: O USUÁRIO É RESPONSÁVEL PELA ELIMINAÇÃO DAS REVISÕES ULTRAPASSADAS DESTE DOCUMENTO

OBSERVAÇÃO: O USUÁRIO É RESPONSÁVEL PELA ELIMINAÇÃO DAS REVISÕES ULTRAPASSADAS DESTE DOCUMENTO Página 1 de 12 DESCRIÇÃO DAS REVISÕES REV DATA ALTERAÇÃO OBSERVAÇÃO 00 14/05/09 19/12/09 Emissão inicial Estruturação geral Emissão Aprovada N/A OBSERVAÇÃO: O USUÁRIO É RESPONSÁVEL PELA ELIMINAÇÃO DAS

Leia mais

Normas Europeias para Projecto de Estruturas Metálicas

Normas Europeias para Projecto de Estruturas Metálicas CENFIM, Trofa 6 de Maio de 2014 Normas Europeias para Projecto de Estruturas Metálicas Rui Ferreira Alves O Sector da Construção no contexto da União Europeia Sector estratégico: relevante para promover

Leia mais

A MARCAÇÃO CE PARA PRODUTOS DE CONSTRUÇÃO CONCRETA 2009. Exponor, 23 de Outubro de 2009

A MARCAÇÃO CE PARA PRODUTOS DE CONSTRUÇÃO CONCRETA 2009. Exponor, 23 de Outubro de 2009 A MARCAÇÃO CE PARA PRODUTOS DE CONSTRUÇÃO CONCRETA 2009 Exponor, 23 de Outubro de 2009 ÍNDICE 1. Objectivos da Directiva dos Produtos de Construção (DPC) 2. Elementos fundamentais da DPC 3. Sistemas de

Leia mais

Tratamento de água para indústria de refrigerantes

Tratamento de água para indústria de refrigerantes Tratamento de água para indústria de refrigerantes Dra. Sonia Maria Costa Celestino Engenheira Química - Pesquisadora em Ciência e Tecnologia de Alimentos Embrapa Cerrados Tel.: (61) 3388-9957 email: sonia.costa@cpac.embrapa.br

Leia mais

AGRICULTURA BIOLÓGICA, AUTO- SUFICIÊNCIA E SEGURANÇA ALIMENTAR POLITICAS DE APOIO À SEGURANÇA ALIMENTAR

AGRICULTURA BIOLÓGICA, AUTO- SUFICIÊNCIA E SEGURANÇA ALIMENTAR POLITICAS DE APOIO À SEGURANÇA ALIMENTAR AGRICULTURA BIOLÓGICA, AUTO- SUFICIÊNCIA E SEGURANÇA ALIMENTAR POLITICAS DE APOIO À SEGURANÇA ALIMENTAR Ana Paula Bico Out, 2011 POLITICAS DE APOIO À SEGURANÇA ALIMENTAR 2 perspectivas: Redução da dependência

Leia mais

Pesquisador em Saúde Pública Prova Discursiva INSTRUÇÕES

Pesquisador em Saúde Pública Prova Discursiva INSTRUÇÕES Vigilância em Saúde Ambiental Pesquisador em Saúde Pública Prova Discursiva 1. Você recebeu do fiscal o seguinte material: INSTRUÇÕES a) Este Caderno de Questões contendo o enunciado das 2 (duas) questões

Leia mais

Composição. Paredes. Cobertura. Parafusos. Fundo. Betonagem da base. Juntas

Composição. Paredes. Cobertura. Parafusos. Fundo. Betonagem da base. Juntas Depósitos em Aço Composição Paredes Chapa de aço galvanizada a quente, ondulada em perfil 18/76-R18 de desenho especial que lhe confere grande resistência e capacidade forte da chapa. Isto deve-se essencialmente

Leia mais

DIRECÇÃO DE COMPROVAÇÃO DA QUALIDADE DIRECÇÃO DE PRODUTOS DE SAÚDE DIRECÇÃO DE INSPECÇÃO E LICENCIAMENTO. Soluções Concentradas para Hemodiálise

DIRECÇÃO DE COMPROVAÇÃO DA QUALIDADE DIRECÇÃO DE PRODUTOS DE SAÚDE DIRECÇÃO DE INSPECÇÃO E LICENCIAMENTO. Soluções Concentradas para Hemodiálise DIRECÇÃO DE COMPROVAÇÃO DA QUALIDADE DIRECÇÃO DE PRODUTOS DE SAÚDE DIRECÇÃO DE INSPECÇÃO E LICENCIAMENTO Soluções Concentradas para Hemodiálise ENQUADRAMENTO O INFARMED, I.P., enquanto Autoridade Competente

Leia mais

3.1. JUIZ DE FORA. 3.1.1 Sistema Existente de Abastecimento de Água

3.1. JUIZ DE FORA. 3.1.1 Sistema Existente de Abastecimento de Água A adução é feita por gravidade, partindo da barragem que garante a submergência de duas tubulações que encaminham a água captada a duas estruturas de controle (Foto 2), ambas construídas em concreto armado,

Leia mais

Norma aplicada ao Vestuário para Bloco Operatório EN 13795

Norma aplicada ao Vestuário para Bloco Operatório EN 13795 3as Jornadas APHH 1 Norma aplicada ao Vestuário para Bloco Operatório EN 13795 Alexandra Coelho 2 Fabrico de Dispositivos Médicos PME Líder ISO 9001 ISO 13485 Marcação CE, Dispositivos Médicos classe I

Leia mais

RELATÓRIO ANUAL DO CONTROLO DA QUALIDADE DA ÁGUA PARA CONSUMO HUMANO

RELATÓRIO ANUAL DO CONTROLO DA QUALIDADE DA ÁGUA PARA CONSUMO HUMANO RELATÓRIO ANUAL DO CONTROLO DA QUALIDADE DA ÁGUA PARA CONSUMO HUMANO Antes de imprimir este documento, pense na sua responsabilidade e compromisso com o AMBIENTE. 1 ÍNDICE SUMÁRIO EXECUTIVO... 3 1. INTRODUÇÃO...

Leia mais

Relatório Parcial Expedição Rio Doce Pontos de Coleta Previamente Fixados pelos colaboradores da UFscar

Relatório Parcial Expedição Rio Doce Pontos de Coleta Previamente Fixados pelos colaboradores da UFscar Relatório Parcial Expedição Rio Doce Pontos de Coleta Previamente Fixados pelos colaboradores da UFscar Pontos em que a expedição da UnB participou do processo de coleta de água e sedimento entre os dias

Leia mais

Os setores industriais geradores de materiais secundários e resíduos com potencial de uso em fertilizantes contendo micronutrientes

Os setores industriais geradores de materiais secundários e resíduos com potencial de uso em fertilizantes contendo micronutrientes Os setores industriais geradores de materiais secundários e resíduos com potencial de uso em fertilizantes contendo micronutrientes Sérgio Pompéia Workshop A Cadeia produtiva do setor industrial de fertilizantes

Leia mais

ENG. ELVIRA LÍDIA STRAUS SETOR DE RESÍDUOS SÓLIDOS INDUSTRIAIS

ENG. ELVIRA LÍDIA STRAUS SETOR DE RESÍDUOS SÓLIDOS INDUSTRIAIS 4a Reunião Ordinária do GT Interinstitucional sobre Uso de Resíduos Industriais Indicados como Matéria-Prima para Fabricação de Produtos Fornecedores de Micronutrientes Utilizados como Insumo Agrícola

Leia mais

PROJECTO DA REDE DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA

PROJECTO DA REDE DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA PROJECTO DA REDE DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA CONSTRUÇÃO DE ARRUAMENTO DESDE A ROTUNDA DANMARIE - LÉS - LYS À AV. ENGº CASTRO CALDAS - A2 ARCOS DE VALDEVEZ ÍNDICE 1) Planta de Localização 2) Termo de Responsabilidade

Leia mais

Artigo. Resumo. Abstract. Introdução. Materiais e Métodos. 64 Revista Analytica Agosto/Setembro 2013 nº 66

Artigo. Resumo. Abstract. Introdução. Materiais e Métodos. 64 Revista Analytica Agosto/Setembro 2013 nº 66 Artigo Caracterização e Classificação de Resíduo Gerado na Indústria de Metal-Mecânica Characterization and Classification of Waste Generated in Metal-Mechanical Industry Resumo O objetivo do presente

Leia mais

Química das Águas - parte 2

Química das Águas - parte 2 QUÍMICA AMBIENTAL Química das Águas - parte 2 - Parâmetros de qualidade das águas Definições Importância Métodos analíticos Prof. Rafael Sousa Departamento de Química UFJF 1º período de 2015 Recapitulando...

Leia mais

ESTUDO DA REMOÇÃO DE MATÉRIA ORGÂNICA DISSOLVIDA NA ÁGUA DO RIO CÁVADO

ESTUDO DA REMOÇÃO DE MATÉRIA ORGÂNICA DISSOLVIDA NA ÁGUA DO RIO CÁVADO ESTUDO DA REMOÇÃO DE MATÉRIA ORGÂNICA DISSOLVIDA NA ÁGUA DO RIO CÁVADO Filomena PEIXOTO (1) ; Chia-Yau CHENG (2) RESUMO A remoção da matéria orgânica natural dissolvida (MOND) tem sido encarada como a

Leia mais

PLANO DE PREVENÇÃO E GESTÃO DE RESÍDUOS DE CONSTRUÇÃO E DEMOLIÇÃO

PLANO DE PREVENÇÃO E GESTÃO DE RESÍDUOS DE CONSTRUÇÃO E DEMOLIÇÃO PLANO DE PREVENÇÃO E GESTÃO DE RESÍDUOS DE CONSTRUÇÃO E DEMOLIÇÃO ÍNDICE 1.- INTRODUÇÃO... 3 2.- ESPECIFICAÇÕES SOBRE AS OPERAÇÕES DE GESTÃO DE RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO E DEMOLIÇÃO... 3 3.- PLANO DE PREVENÇÃO

Leia mais

COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS. Proposta de DIRECTIVA DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO

COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS. Proposta de DIRECTIVA DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS Bruxelas, 15.01.2001 COM(2001) 12 final 2001/0018 (COD) Proposta de DIRECTIVA DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO que altera pela vigésima quarta vez a Directiva do 76/769/CEE

Leia mais

GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS QUÍMICOS NOS LABORATÓRIOS DO SEMAE - SÃO LEOPOLDO

GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS QUÍMICOS NOS LABORATÓRIOS DO SEMAE - SÃO LEOPOLDO GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS QUÍMICOS NOS LABORATÓRIOS DO SEMAE - SÃO LEOPOLDO Organização e Gestão dos Serviços de Saneamento: Recursos Humanos, Políticas Públicas e Educação Juliana Chaves Maristela Pessolano

Leia mais

Controlo Operacional em Sistemas Públicos de Abastecimento de Água

Controlo Operacional em Sistemas Públicos de Abastecimento de Água Série GUIAS TÉCNICOS 10 Controlo Operacional em Sistemas Públicos de Abastecimento de Água Autoria: Cristina Rodrigo, José Leal Lopes, Marta Saúde, Raquel Mendes e Regina Casimiro CONTROLO OPERACIONAL

Leia mais

Valongo- 24 de abril de 2014. Ana Heitor ana.heitor@arsnorte.min-saude.pt

Valongo- 24 de abril de 2014. Ana Heitor ana.heitor@arsnorte.min-saude.pt Ana Heitor ana.heitor@arsnorte.min-saude.pt Água, o princípio de todas as coisas Tales de Mileto, 625 a.c. Ideias são sementes Há 2.000 anos, a população mundial correspondia a 3% da população actual,

Leia mais

RELATÓRIO ANUAL DO CONTROLO DA QUALIDADE DA ÁGUA PARA CONSUMO HUMANO

RELATÓRIO ANUAL DO CONTROLO DA QUALIDADE DA ÁGUA PARA CONSUMO HUMANO 2012 RELATÓRIO ANUAL DO CONTROLO DA QUALIDADE DA ÁGUA PARA CONSUMO HUMANO 1. INTRODUÇÃO 2013 R A 1. INTRODUÇÃO A ERSARA, enquanto autoridade competente para a qualidade da água destinada ao consumo humano,

Leia mais

Pág. 1. COMISSÃO PERMANENTE DE SELEÇÃO - COPESE PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO - PROGRAD CONCURSO VESTIBULAR 2009 2ª Fase PROVA DE QUÍMICA

Pág. 1. COMISSÃO PERMANENTE DE SELEÇÃO - COPESE PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO - PROGRAD CONCURSO VESTIBULAR 2009 2ª Fase PROVA DE QUÍMICA Questão 1: As bebidas alcoólicas contêm etanol e podem ser obtidas pela destilação do álcool (ex. whiskey e vodka) ou pela fermentação de uma variedade de produtos como frutas e outros vegetais (ex. vinho

Leia mais

INÍCIO DE OPERAÇÃO DO SISTEMA: A primeira etapa entrou em operação em 1975 e a segunda, em 1982.

INÍCIO DE OPERAÇÃO DO SISTEMA: A primeira etapa entrou em operação em 1975 e a segunda, em 1982. SISTEMA TAPACURÁ INÍCIO DE OPERAÇÃO DO SISTEMA: A primeira etapa entrou em operação em 1975 e a segunda, em 1982. UNIVERSO DE ATENDIMENTO: Produz, aproximadamente, 36% do volume distribuído na Região Metropolitana

Leia mais

O sistema ora descrito apresenta as seguintes unidades operacionais: O sistema conta com dois mananciais, ambos com captações superficiais:

O sistema ora descrito apresenta as seguintes unidades operacionais: O sistema conta com dois mananciais, ambos com captações superficiais: 3.8 SÃO JOÃO NEPOMUCENO Projeto Preparatório para o Gerenciamento dos Recursos Hídricos do Paraíba do Sul A Companhia de Saneamento de Minas Gerais - COPASA, é o órgão responsável pela operação e manutenção

Leia mais

Qualidade da Água. paraconsumo Humano. Decreto-Lei nº 306/2007, de 27 de Agosto

Qualidade da Água. paraconsumo Humano. Decreto-Lei nº 306/2007, de 27 de Agosto Qualidade da Água paraconsumo Humano Decreto-Lei nº 306/2007, de 27 de Agosto Relatório 2011-2012 ÍNDICE Mensagem do Presidente 5 Sumário Executivo 7 1. Sistema de Abastecimento da EPAL 9 2. Plano de

Leia mais

A experiência da gestão directa

A experiência da gestão directa Gestão da Água em meio urbano no quadro regional, caminho para o futuro? A experiência da gestão directa Modelos de Gestão atuais, as diferentes visões e os resultados atuais. Caracterização do Concelho

Leia mais

ORIENTAÇÃO DE GESTÃO N.º 1/2010

ORIENTAÇÃO DE GESTÃO N.º 1/2010 ORIENTAÇÃO DE GESTÃO N.º 1/2010 APROVADA POR DELIBERAÇÃO DA COMISSÃO DIRECTIVA DE 19-03-2010 Altera o nº 4 da Orientação de Gestão nº 7/2008 e cria o ANEXO III a preencher pelos Beneficiários para registo

Leia mais

Após passar pela unidade de recepção a água bruta segue para a etapa de Coagulação/Floculação, na qual recebe a adição de um agente coagulante.

Após passar pela unidade de recepção a água bruta segue para a etapa de Coagulação/Floculação, na qual recebe a adição de um agente coagulante. 61 Após passar pela unidade de recepção a água bruta segue para a etapa de Coagulação/Floculação, na qual recebe a adição de um agente coagulante. Coagulação/Floculação: Logo na chegada da água bruta ocorre

Leia mais

ACSS ACSS. ACSS Unidade de Instalações e Equipamentos. Especificações técnicas para Ar Comprimido Industrial em EdifíciosHospitalares.

ACSS ACSS. ACSS Unidade de Instalações e Equipamentos. Especificações técnicas para Ar Comprimido Industrial em EdifíciosHospitalares. Guia para Especificações técnicas para Ar Comprimido Industrial em EdifíciosHospitalares ET 08/2010 V. 2013 ACSS Administração Central do Sistema de Saúde, IP ACSS ACSS Unidade de Instalações e Equipamentos

Leia mais

A GESTÃO DE RESÍDUOS NO SECTOR DA PRODUÇÃO DE ÁGUA PARA CONSUMO HUMANO. - Introdução à implementação de um Sistema de Gestão de Resíduos -

A GESTÃO DE RESÍDUOS NO SECTOR DA PRODUÇÃO DE ÁGUA PARA CONSUMO HUMANO. - Introdução à implementação de um Sistema de Gestão de Resíduos - A GESTÃO DE RESÍDUOS NO SECTOR DA PRODUÇÃO DE ÁGUA PARA CONSUMO HUMANO - Introdução à implementação de um Sistema de Gestão de Resíduos - Raquel N. FIGUEIREDO Eng.ª Ambiente, Águas do Cávado, SA, Lugar

Leia mais

Ministério dos Petróleos

Ministério dos Petróleos Ministério dos Petróleos Decreto Lei nº 10/96 De 18 de Outubro A actividade petrolífera vem assumindo nos últimos tempos importância fundamental no contexto da economia nacional, constituindo por isso,

Leia mais

Relatório Técnico caracterização laboratorial de solos

Relatório Técnico caracterização laboratorial de solos Relatório Técnico caracterização laboratorial de solos Dados das amostras: Tipo: Solos de uso Agrícola; Proprietário: Sinergeo - Soluções Aplicadas Em Geologia, Hidrogeologia E Ambiente Lda Endereço: Edificio

Leia mais

Anexo Técnico de Acreditação Nº L0335-1 Accreditation Annex nr.

Anexo Técnico de Acreditação Nº L0335-1 Accreditation Annex nr. Rua António Gião, 2-5º 2829-53 CAPARICA Portugal Tel +35.22 948 2 Fax +35.22 948 22 Anexo Técnico de Acreditação Nº L335- A entidade a seguir indicada está acreditada como Laboratório de Ensaios, segundo

Leia mais

M1 DIRECTIVA DO CONSELHO de 10 de Setembro de 1984 relativa à publicidade enganosa e comparativa. (JO L 250 de 19.9.1984, p. 17)

M1 DIRECTIVA DO CONSELHO de 10 de Setembro de 1984 relativa à publicidade enganosa e comparativa. (JO L 250 de 19.9.1984, p. 17) 1984L0450 PT 12.06.2005 002.001 1 Este documento constitui um instrumento de documentação e não vincula as instituições B M1 DIRECTIVA DO CONSELHO de 10 de Setembro de 1984 relativa à publicidade enganosa

Leia mais

TABELA ANEXA AO DECRETO Nº.14.824 1 - PREÇOS REFERENTES AOS SERVIÇOS DE ÁGUA

TABELA ANEXA AO DECRETO Nº.14.824 1 - PREÇOS REFERENTES AOS SERVIÇOS DE ÁGUA TABELA ANEXA AO DECRETO Nº14824 1 - PREÇOS REFERENTES AOS SERVIÇOS DE ÁGUA 11 Para execução de ligação de água em tubos de plásticos, com reenchimento da escavação e repavimentação da faixa de rolamento

Leia mais

Rio Catucá (Barragem de Botafogo), Cumbe, Pilão, Tabatinga, Conga, Arataca/Jardim e ainda os Rios Pitanga e Utinga.

Rio Catucá (Barragem de Botafogo), Cumbe, Pilão, Tabatinga, Conga, Arataca/Jardim e ainda os Rios Pitanga e Utinga. SISTEMA BOTAFOGO INÍCIO DE OPERAÇÃO DO SISTEMA: 1986 (1ª etapa) UNIVERSO DE ATENDIMENTO: Produz, aproximadamente, 17% do volume distribuído na Região Metropolitana do Recife, abrangendo Igarassu (parcialmente),

Leia mais

GESTÃO, TRATAMENTO E REUTILIZAÇÃO DE EFLUENTES LÍQUIDOS. José dos Santos Santiago (*)

GESTÃO, TRATAMENTO E REUTILIZAÇÃO DE EFLUENTES LÍQUIDOS. José dos Santos Santiago (*) GESTÃO, TRATAMENTO E REUTILIZAÇÃO DE EFLUENTES LÍQUIDOS José dos Santos Santiago (*) RESUMO: Apresenta-se, neste artigo, a metodologia a seguir para gerir, tratar a reutilizar os efluentes industriais,

Leia mais

A marcação CE nos Produtos da Construção

A marcação CE nos Produtos da Construção A marcação CE nos Produtos da Construção Para lançar as bases para a implementação da marcação CE nos produtos da construção, isto é, nos produtos destinados a serem permanentemente incorporados em obras

Leia mais

Projeto Heróis da Água Fase III - 2014/2015

Projeto Heróis da Água Fase III - 2014/2015 O projeto O Projeto Heróis da Água é promovido pela EMAS de Beja e pela Câmara Municipal de Beja, enquadra-se na área da sensibilização e educação ambiental. O projeto mantem-se pelo 3.º ano e continua

Leia mais

Projecto WONE - Ferramenta para a Gestão de Perdas

Projecto WONE - Ferramenta para a Gestão de Perdas Seminário A Gestão da Água no Sector Público e Residencial Projecto WONE - Ferramenta para a Gestão de Perdas Coruche, 21 março 2014 AGENDA 1. CONTEXTO DO PAÍS 2. SITUAÇÃO DA EPAL E ESTRATÉGIA ADOTADA

Leia mais

Coeficientes de distribuição de metais pesados em solos de São Paulo. Luís Reynaldo F. Alleoni ESALQ/USP Dep. de Ciência do Solo

Coeficientes de distribuição de metais pesados em solos de São Paulo. Luís Reynaldo F. Alleoni ESALQ/USP Dep. de Ciência do Solo Coeficientes de distribuição de metais pesados em solos de São Paulo Luís Reynaldo F. Alleoni ESALQ/USP Dep. de Ciência do Solo Definição de metais pesados Química - grande grupo de elementos com: densidade

Leia mais

Ministério dos Petróleos

Ministério dos Petróleos Ministério dos Petróleos Decreto executivo nº 12/05 de 12 de Janeiro Considerando o disposto no Decreto nº 39/00. de 10 de Outubro, sobre a protecção do ambiente no decurso das actividades petrolíferas

Leia mais

Locais de Trabalho Seguros e Saudáveis. Enquadramento Legal

Locais de Trabalho Seguros e Saudáveis. Enquadramento Legal AICCOPN Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas Locais de Trabalho Seguros e Saudáveis - Obrigações Gerais do Empregador SERVIÇOS DE ENGENHARIA/SEGURANÇA AICCOPN - 07 de Junho de

Leia mais

PORTARIA N.º 744-A/99

PORTARIA N.º 744-A/99 MINISTÉRIOS DA SAÚDE E DO AMBIENTE PORTARIA N.º 7-A/99 P DE DE AGOSTO Aprova os programas de acção específicos para evitar ou eliminar a poluição proveniente de fontes múltiplas de mercúrio. A Directiva

Leia mais

2. REQUISITOS DAS ARGAMASSAS PARA REPARAÇÃO

2. REQUISITOS DAS ARGAMASSAS PARA REPARAÇÃO ESTUDO DE ARGAMASSAS DE CAL HIDRAULICA DE REFECHAMENTO DE JUNTAS DE PEDRAS José Domingos Costa Cimpor Argamassas Grupo Cimpor Portugal jdcosta@cimpor.com Ana Pérez Lobato Morteros de Galicia,S.L. Grupo

Leia mais

Política da Qualidade da Canoliva:

Política da Qualidade da Canoliva: catálogo geral A CANOLIVA é uma empresa que comercializa todo o tipo de mercadoria para águas residuais, pluviais e potáveis que estejam de acordo com as normas e regulamentos aplicáveis. Política da Qualidade

Leia mais

Anexo Técnico de Acreditação Nº L0252-1 Accreditation Annex nr.

Anexo Técnico de Acreditação Nº L0252-1 Accreditation Annex nr. Rua António Gião, 2-5º 2829-53 CAPARICA Portugal Tel +35.22 948 20 Fax +35.22 948 202 Anexo Técnico de Acreditação Nº L0252- A entidade a seguir indicada está acreditada como Laboratório de Ensaios, segundo

Leia mais

Especificação de materiais de construção no âmbito do ProNIC. 23 de Outubro 2009

Especificação de materiais de construção no âmbito do ProNIC. 23 de Outubro 2009 Especificação de materiais de construção no âmbito do ProNIC 23 de Outubro 2009 INDÍCE Apresentação geral do projecto ProNIC Objectivos, conteúdos, funcionalidades Contributos do ProNIC para a correcta

Leia mais