UNIVERSIDADE DE MACAU FACULDADE DE DIREITO. Licenciatura em Direito (Língua Portuguesa) DIREITO CRIMINAL 3 Ano Ano Lectivo de 2013/2014

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1 UNIVERSIDADE DE MACAU FACULDADE DE DIREITO Licenciatura em Direito (Língua Portuguesa) DIREITO CRIMINAL 3 Ano Ano Lectivo de 2013/2014 PROGRAMA E BIBLIOGRAFIA Parte I Questões Fundamentais Título I O Direito Penal estadual e a sua Ciência. Especificidades do Direito Penal no sistema jurídico da RAEM 1.º Capítulo O Direito Penal em Sentido Formal I. Conceito de Direito Penal. 1. Definição e designação. Direito Penal ou Direito Criminal. 2. Direito Penal e ius puniendi. II. O âmbito do Direito Penal. Delimitação do objecto de estudo da disciplina Direito criminal. 1. Direito penal substantivo, direito processual penal e direito penal executivo. 2. A parte geral do direito penal e as suas componentes. 3. Objecto de estudo do Direito Criminal. 1

2 2.º Capítulo A Localização do Direito Penal no Sistema Jurídico I. Direito Penal intra-estadual e direito internacional penal. II. O direito penal como parte do direito público. O Direito Penal da RAEM à luz do princípio um país dois sistemas. III. O direito penal perante os outros ramos do direito. 3.º Capítulo A Ciência Conjunta do Direito Penal I. Da enciclopédia das ciências criminais à ciência conjunta do direito penal. II. A evolução do estatuto das ciências criminais. III. O estatuto das ciências criminais no quadro do Estado de Direito contemporâneo e de um sistema jurídico-penal teleológico-funcional e racional (Figueiredo Dias). 1. Dogmática jurídico-penal, política criminal e criminologia. 4.º Capítulo Enunciação dos princípios gerais do Direito Penal da RAEM I. O princípio da intervenção do Direito Penal como ultima ratio. II. O princípio da legalidade. III. O princípio da culpa. IV. O princípio da humanização das sanções criminais e a ideia de proporcionalidade entre a gravidade da conduta e a gravidade da sanção. V. O princípio da jurisdicionalidade na aplicação das sanções penais. Título II Função e limites do direito penal 5.º Capítulo O comportamento criminal e a sua definição. O conceito material de crime I. A compreensão científica do crime empreendida pela criminologia. 1. Perspectiva endógena. A escola positiva italiana. 2. Perspectiva exógena A escola franco-belga. 2

3 2.2. A sociologia criminal A teoria interaccionista ou do labeling approach A criminologia crítica. II. O conteúdo material do conceito de crime. 1. A perspectiva positivista-legalista. 2. A perspectiva positivista sociológica. 3. A perspectiva moral (ético)-social. 4. A perspectiva racional: a função de tutela subsidiária de bens jurídicos dotados de dignidade penal (bens jurídico-penais) Uma primeira aproximação à noção de bem jurídico. Evolução Bem jurídico, sistema social e sistema jurídico-constitucional Orientação defendida e consequências. 5. O critério da necessidade ( ou da carência ) de tutela penal Necessidade de tutela penal e princípio jurídico-constitucional da proporcionalidade em sentido amplo O problema das imposições constitucionais implícitas de criminalização O princípio da não intervenção moderada e o movimento da descriminalização. III. O paradigma penal das sociedades democráticas contemporâneas e os desafios que enfrenta. 1. O direito penal perante a denominada sociedade do risco. 2. A crise da razão técnico-instrumental do pensamento ocidental. 3. Vias de evolução do paradigma penal actual Restrição da função penal à tutela de direitos individuais. A escola de Frankfurt Funcionalização intensificada da tutela do risco (o direito penal do risco ) Via intermédia. 4. Vias de adequação do paradigma penal à propalada sociedade do risco O problema do bem jurídico O problema da responsabilidade dos entes colectivos A estrutura típica dos crimes contra bens jurídicos colectivos. 3

4 6.º Capítulo Fundamento, sentido e finalidades da pena criminal I. O problema dos fins da pena criminal. 1. Teorias absolutas. A pena como instrumento de retribuição. 2. Teorias relativas. A pena como instrumento de prevenção A pena como instrumento de prevenção geral A pena como instrumento de prevenção especial ou individual A concertação agente-vítima. O novo paradigma político-criminal da restorative justice. 3. Teorias mistas ou unificadoras Teorias em que reentra a ideia de retribuição e teorias da prevenção integral. II. O problema dos fins das penas na sua relação com uma determinada concepção de Estado. 1. Breve referência à evolução das finalidades e justificação da pena no direito penal português Das Ordenações ao Código Penal de O Código Penal de 1982 e a reforma de Breve referência à evolução das finalidades e justificação da pena no direito penal chinês Do direito penal imperial ao direito penal revolucionário O Código Penal de 1979 e a reforma de III Finalidades e limites das penas à luz do Código Penal de Macau. 1. A natureza exclusivamente preventiva das finalidades da pena As exigências da prevenção geral positiva ou de integração como ponto de partida As exigências da prevenção especial, nomeadamente, da prevenção especial positiva ou de socialização como ponto de chegada. 2. A culpa como limite inultrapassável da pena. 7.º Capítulo Fundamento, sentido e finalidades da medida de segurança criminal I. As medidas de segurança criminais no sistema sancionatório. 1. A medida de segurança como consequência derivada das limitações impostas pelo princípio da culpa. 4

5 2. Monismo e dualismo. II. Finalidades e legitimação da medida de segurança. 1. O problema das finalidades A prevenção especial como finalidade prevalente A prevenção geral como finalidade secundária. 2. O problema da legitimação. Princípios a que deve subordinar-se a concepção e aplicação das medidas de segurança Princípio da legalidade Princípio do facto ilícito típico Princípio da perigosidade criminal defesa de um interesse comunitário preponderante Princípio da proporcionalidade em sentido amplo ( proibição do excesso) e em sentido estrito ( adequação) Princípio da jurisdicionalidade. III O relacionamento da pena com a medida de segurança. 8.º Capítulo Os limites do direito penal I. Direito penal e direito contravencional. II. O direito penal e o emergente direito de mera ordenação social (direito das contraordenações) : penas criminais e coimas. 1. Do direito penal administrativo ao direito de mera ordenação social. 2. Fundamentos e sentido da autonomização do direito de mera ordenação social Autonomia material do ilícito Autonomia da sanção. 3. Reflexão crítica sobre o direito de Macau à luz da problemática em torno das contraordenações ; as infracções administrativas e o seu Regime Geral. III. Direito penal e direito disciplinar: penas criminais e sanções (medidas) disciplinares. IV. Direito penal e direito processual penal: penas criminais e sanções (medidas) de ordenação ou conformação processual. V. Direito penal e direito privado: penas criminais e penas privadas. 5

6 Título III A Lei penal e a sua aplicação 9.º Capítulo O princípio da legalidade da intervenção penal I. O princípio nullum crimen, nulla poena sine lege. 1. Função, sentido e fundamentos. 2. Nullum crimen sine lege. 3. Nulla poena sine lege. II. Consequências (efeitos) do princípio da legalidade. 1. No plano da extensão. 2. No plano da fonte. 3. No plano da determinabilidade. 4. No plano da analogia. 5. No plano da retroactividade. III. As normas penais em branco. 10.º Capítulo A interpretação e integração da lei penal I. Interpretação e analogia no direito penal II. Â mbito da proibição da analogia 11.º Capítulo O âmbito de validade temporal da lei penal I. Aplicação da lei penal no tempo e princípio da irretroactividade. II. Determinação do tempus delicti. III. Â mbito de aplicação do princípio da irretroactividade. O princípio da aplicação da lei mais favorável. IV. O problema das leis temporárias. 12.º Capítulo O Â mbito de validade espacial da lei penal I. O sistema de aplicação da lei penal no espaço. Princípios constitutivos. 6

7 II. O conteúdo e o modo de combinação dos princípios constitutivos. 1. O princípio básico da territorialidade. Determinação do locus ou sedes delicti. 2. Princípios complementares. 2.1.O princípio da defesa (da protecção) dos interesses nacionais: no direito penal de Macau, o princípio da defesa dos interesses da RAEM O princípio da nacionalidade: no direito penal de Macau, o princípio da residência O princípio da universalidade O princípio da administração supletiva ou subsidiária da justiça penal: uma lacuna no sistema de Macau? 13.º Capítulo O âmbito de validade pessoal da lei penal I. Princípio geral. II. As imunidades e as isenções. III. O problema da responsabilidade penal das pessoas colectivas. 7

8 Bibliografia especialmente recomendada: Jorge de Figueiredo Dias: Direito Penal. Parte Geral. Tomo I. Questões Fundamentais. A Doutrina Geral do Crime, Coimbra Editora, Temas Básicos da Doutrina Penal, Coimbra Editora, Oportunidade e sentido de um Código Penal para Macau, in, Jornadas de Direito Penal, Boletim da Faculdade de Direito de Macau, Maria Leonor Esteves Assunção: Princípios de direito penal e direitos e garantias processuais penais dos residentes de Macau no contexto da Lei Básica, in Revista de Administração de Macau, n.os 19/20, Âmbito de aplicação espacial da lei penal de Macau. Problemas afins..., in Jornadas de Direito Penal, Boletim da Faculdade de Direito da Universidade de Macau, O modelo de Direito Penal que o Estatuto do Tribunal Penal Internacional Permanente inaugura, in Boletim da Faculdade de Direito da Universidade de Macau, Júlio Pereira: Comentário à Lei Penal Chinesa, Livros do Oriente, Macau, Teresa Pizarro Beleza: Direito Penal, 1.ºvolume, AAFDL, 1998 (2.ª edição). Teresa Pizarro Beleza e Frederico Lacerda da Costa Pinto: O regime legal do erro e as normas penais em branco (Ubi Lex Distinguit), Almedina, Américo Taipa de Carvalho: Direito Penal, Parte Geral Questões Fundamentais. Teoria Geral do Crime. 2. a edição. Coimbra Editora, Germano Marques da Silva: Direito Penal Português, Parte Geral, volume I, Verbo, Teresa Lancry Albuquerque e Sousa Robalo: Justiça Restaurativa Um Caminho para a Humanização do Direito, Juruá, Brasil,

9 Parte II A Doutrina Geral do Crime Título I A Construção da doutrina do crime (facto punível) 14.º Capítulo Questões fundamentais I. Sentido, método e estrutura da conceitualização do facto punível II. Escolas Clássica, Neoclássica e Finalista. III. A construção teleológico-funcional e racional do conceito de facto punível 1. Fundamento 2. Breve referência às dificuldades a que conduz a teoria da acção. A teoria da realização do tipo de ilícito ou da acção típica ( Figueiredo Dias) como alternativa à teoria da acção 3. As categorias dogmáticas 3.1. O tipo de ilícito Tipicidade, ilicitude e causas de justificação O problema da localização sistemática do dolo e da negligência 3.2. O tipo de culpa Significado e função da culpa na construção da doutrina do facto punível Tipos de culpa: dolo e negligência As propostas sistemáticas referentes à responsabilidade como categoria diversa da culpa 3.3. A punibilidade Título II Os Factos Puníveis Dolosos de Acção Subtítulo I O Tipo de Ilícito 9

10 Secção I Os Tipos Incriminadores 15.º Capítulo O Tipo Objectivo de Ilícito I. Questões gerais 1. Tipo de garantia, tipo de erro e tipo de ilícito 2. Desvalor de acção e desvalor de resultado 3. Elementos típicos descritivos e normativos 4. Tipos abertos, elementos valorativos globais e adequação social II. A construção dos tipos incriminadores 1. O autor 1.1. Princípio geral O problema da responsabilidade penal dos entes colectivos 1.3. O autor individual. Crimes comuns e crimes específicos 2. A conduta. Crimes de resultado e crimes de mera actividade 3. O bem jurídico. Crimes de dano e crimes de perigo; crimes simples e crimes complexos 4. Tipos de tipicidade 4.1. Crimes fundamentais, crimes qualificados e crimes privilegiados 4.2. Crimes instantâneos, crimes duradouros (ou permanentes) e crimes habituais 4.3. Crimes de empreendimento (ou de atentado) 4.4. Crimes qualificados (ou agravados) pelo resultado. Do versari in re illicita ao crime preterintencional. A agravação da pena pelo resultado prevista no art. 17º do Código Penal 16.º Capítulo A imputação objectiva do resultado à conduta I. Sentido do problema II. Primeiro degrau ou patamar : a categoria da causalidade teoria das condições equivalentes (conditio sine qua non) III. Segundo degrau ou patamar : a causalidade jurídica teoria da adequação IV. Terceiro degrau ou patamar : a conexão de risco 1. Criação de um risco não permitido 2. A potenciação do risco 10

11 3. A concretização do risco não permitido no resultado típico 4. A produção de resultados não cobertos pelo fim de protecção da norma V. O problema da causalidade virtual VI. Problemas especiais 17.º Capítulo O tipo subjectivo de ilícito I. A construção do tipo subjectivo de ilícito. Elementos II. O dolo do tipo 1. A estrutura do dolo do tipo 2. O momento intelectual do dolo 2.1. O conhecimento das circunstâncias de facto 2.2. A previsão do decurso do acontecimento. Problemas: o erro sobre o processo causal, o dolus generalis, a aberratio ictus vel impetus e o error in persona vel objecto 2.3. O conhecimento da proibição legal 3. O momento volitivo do dolo 3.1. O dolo directo 3.2. O problema do dolo eventual 4. A conexão entre o dolo do tipo e a sua realização Nota: Análise do tipo de ilícito negligente (p. 16 do Programa) Secção II Os tipos justificadores (causas de justificação ou de exclusão da ilicitude) 18.º Capítulo Questões fundamentais I. Especificidade dos tipos justificadores face aos tipos incriminadores relativamente ao problema da ilicitude 1. Complementaridade funcional e diversidade estrutural. Consequências 2. Causas de justificação e princípio da unidade da ordem jurídica II. Tentativas de sistematização das causas de justificação 11

12 III. Elementos subjectivos dos tipos justificadores IV. A aceitação errónea de uma situação objectiva de justificação V. O efeito das causas de justificação 19.º Capítulo A Legítima Defesa I. Fundamento. II. Requisitos art. 31º do Código Penal 1. A situação de legítima defesa Agressão de interesses juridicamente protegidos do agente ou de terceiro A actualidade da agressão A ilicitude da agressão 2. A acção de defesa A necessidade do meio A necessidade da defesa O elemento subjectivo III. O auxílio necessário IV. O direito de legítima defesa jurídico-civil 20.º Capítulo Os Estados de Necessidade Justificantes I. O direito de necessidade do art. 33º do Código Penal 1. Fundamento 2. A situação de necessidade 3. O princípio do interesse preponderante 3.1. Pontos de vista relevantes para a ponderação 3.2. A sensível superioridade do interesse salvaguardado 4. A adequação do meio 5. O auxílio de terceiro 6. Requisitos subjectivos II. O conflito de deveres justificante do art. 35º do Código Penal 12

13 21º Capítulo Os Consentimentos Justificantes I. O consentimento real ou efectivo (ou, simplesmente consentimento) 1. Fundamento 2. O problema do estatuto dogmático-sistemático do consentimento 3. Requisitos ou pressupostos de eficácia do consentimento justificante art. 37.º do Código Penal 3.1. O carácter pessoal e a disponibilidade do bem jurídico lesado 3.2. A não contrariedade do facto consentido aos bons costumes 3.3. O acto de autodeterminação II. O consentimento presumido 1. Fundamento 2. Requisitos ou pressupostos de eficácia 22.º Capítulo Outras Causas de Justificação I. Detenção em flagrante delito II. Acção directa III. O direito de correcção Subtítulo II O Tipo de Culpa Secção I A Fundamentação da Culpa 23.º Capítulo Questões Básicas da Doutrina da Culpa I. A história dogmática do conceito - breve referência II. Conteúdo material da culpa jurídico-penal 24.º Capítulo O Tipo de Culpa Doloso 13

14 I. Culpa e tipo de culpa doloso II. Dolo e falta de consciência do ilícito (erro sobre a ilicitude) 1. Compreensão do problema a sua solução face ao direito penal de Macau 2. O critério de autonomia da falta censurável de consciência do ilícito e a culpa dolosa 3. Delimitação da falta de consciência do ilícito e suas espécies III. Elementos especiais dos tipos de culpa dolosos Secção II A Negação da Culpa 25.º Capítulo A Inimputabilidade I. A inimputabilidade em razão de anomalia psíquica o art. 19.º do Código Penal 1. Fundamento a inimputabilidade como obstáculo à comprovação da culpa (Figueiredo Dias) 2. Elementos 2.1. A conexão biopsicológica as psicoses, a oligofrenia, as psicopatias, neuroses e anomalias sexuais e as perturbações profundas da consciência 2.2. A conexão normativo-compreensiva 2.3. A conexão fáctica ( típica) 3. O problema da imimputabilidade diminuída 4. A actio libera in causa II. A inimputabilidade em razão da idade art. 18.º do Código Penal 1. Fundamento 2. Regime 26.º Capítulo A Inexigibilidade I. Fundamento e âmbito da desculpa II. O estado de necessidade desculpante art. 34.º do Código Penal 1. Perigo actual e não removível de outro modo 2. Os bens susceptíveis de lesão 3. A cláusula de inexigibilidade e o seu significado 4. O elemento subjectivo 14

15 5. A possibilidade de atenuação especial ou de dispensa de pena 6. A aceitação errónea de uma situação de estado de necessidade desculpante III. O excesso de legítima defesa desculpante art. 32º n.º 2 do Código Penal 27.º Capítulo A Falta de Consciência do Ilícito não Censurável I. A falta de consciência do ilícito como causa de exclusão da culpa art. 16.º do Código Penal 1. Fundamento a consciência jurídica recta (Figueiredo Dias) 2. Requisitos II. O problema da atenuação da culpa a atenuação extraordinária facultativa 28.º Capítulo A Obediência indevida desculpante I. Fundamento a concordância prática dos interesses conflituantes II. Requisitos art. 36.º do Código Penal Nota: Análise do tipo de culpa negligente (p. 16 do Programa) Subtítulo III A punibilidade 29.º Capítulo I. Fundamento a dignidade penal do facto II. Punibilidade e carência de pena Título III Os Crimes Negligentes 30.º Capítulo Fundamentos Gerais I. Fundamento dogmático e político-criminal II. Relação entre negligência e dolo 15

16 III. Negligência consciência e negligência inconsciente IV. Estrutura dogmática do facto negligente 1. O tipo de ilícito 2. O tipo de culpa 3. A doutrina do duplo escalão 31.º Capítulo O Tipo de Ilícito Negligente I. Violação de um dever objectivo de cuidado (ou criação de um risco não permitido) e imputação objectiva II. Critérios concretizadores do cuidado objectivamente devido 1. Normas jurídicas de comportamento 2. Normas do tráfego 3. A concreta figura-padrão 4. O cuidado em domínios altamente especializados 5. A chamada negligência na assunção ou aceitação 6. O princípio da confiança 7. Critérios individualizadores 8. O problema do tipo de ilícito subjectivo III. Os tipos justificadores 1. Questões gerais 2. Os concretos tipos justificadores 32.º Capítulo O Tipo de Culpa Negligente I. Considerações gerais II. Capacidades pessoais III. Exigibilidade IV. O problema da negligência grosseira. Título IV Os Crimes de Omissão 33.º Capítulo 16

17 Questões Fundamentais I. A Omissão como forma específica de realização típica II. A distinção entre acção e omissão III. A distinção entre crimes puros (ou próprios) e impuros (ou impróprios) de omissão IV. A equiparação da omissão à acção nos crimes impróprios ou impuros de omissão art. 9º do Código Penal V. A atenuação especial da pena nos crimes impróprios de omissão 34.º Capítulo O Ilícito-típico dos Crimes de Omissão I. O tipo incriminador objectivo 1. Elementos comuns a todo o crime de omissão 1.1. A chamada situação típica e a ausência da acção esperada 1.2. A capacidade individual de acção 2. O problema da imputação objectiva nos crimes impróprios de omissão 2.1. A posição de garante A teoria formal do dever jurídico e das posições de garantia A teoria das funções A teoria material-formal deveres de protecção e assistência a um bem jurídico carecido de amparo, deveres de vigilância e segurança face a uma fonte de perigos II. O tipo de ilícito subjectivo 1. O dolo do tipo omissivo 2. A negligência do tipo omissivo III. Os tipos justificadores 17

18 35.º Capítulo A Culpa nos Crimes de Omissão I. A fundamentação da culpa dolosa II. A exclusão da culpa dolosa III. A culpa negligente Título V Formas Especiais de surgimento do crime (em particular nos crimes dolosos de acção) I. Estádios de realização do crime (iter criminis) 1. A resolução criminosa 2. Actos preparatórios 3. A tentativa II. Elementos da tentativa 1. A resolução 2. Actos de execução III. A delimitação da tentativa punível 1. O agente 2. O facto a tentativa impossível IV. A punibilidade da tentativa V. A desistência 1. Fundamento 2. Requisitos I. A autoria 1. Doutrina geral breve referência 2. Formas de autoria A autoria imediata A co-autoria 36.º Capítulo Tentativa 37.º Capítulo A Comparticipação 18

19 Requisitos A autoria mediata (ou moral) Requisitos - casos de autoria mediata A instigação Requisitos casos de instigação 3. Regras comuns às formas de autoria II. A Cumplicidade (participação) 1. Fundamento 2. A acessoriedade da participação 3. Formas de cumplicidade 4. Participação e tentativa III. Problemas comuns à autoria e à cumplicidade 1. Comparticipação e circunstâncias 2. Comparticipação necessária 3. O erro sobre o papel do comparticipante 19

20 Bibliografia Especialmente Recomendada: Jorge de Figueiredo Dias: Direito Penal. Parte Geral. Tomo I. Questões Fundamentais. A Doutrina Geral do Crime, Coimbra Editora, Temas Básicos da Doutrina Penal, Coimbra Editora, Teresa Pizarro Beleza: Direito Penal, 2.ºvolume, AAFDL, 1998 (2.ª edição). Claus Roxin: Problemas Fundamentais do Direito Penal, 3.ª edição, Ed. Vega, José António Veloso: Erro em direito penal, 2.ª edição, AAFDL, Aulas teóricas e práticas Teresa Lancry A. S. Robalo Mestre em ciências jurídicas (FDUM); Licenciada em Direito (FDUL) 20

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