A EVOLUÇÃO DA MASTIGAÇÃO

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1 CEFAC CENTRO DE ESPECIALIZAÇÃO EM FONOAUDIOLOGIA CLÍNICA MOTRICIDADE ORAL A EVOLUÇÃO DA MASTIGAÇÃO LUCIANA HARUMI OBA SÃO PAULO 1999

2 Resumo Várias pesquisas têm sido feitas acerca da função mastigatória. O presente estudo teórico partiu do questionamento a respeito da evolução da mastigação ao longo dos tempos, enfocando-se a cultura em que o homem esteve inserido. Foi realizado um levantamento bibliográfico sobre o tema, constatando as modificações anatômicas do homem, desde a sua descida da árvore, até a atualidade, passando por cada um dos gêneros humanos encontrados pela Arqueologia. Dois grandes eventos marcaram a história da mastigação: a Revolução Neolítica, com o início da agricultura e da domesticação dos animais, e a Revolução Industrial, com a industrialização do alimento. Revisando os acontecimentos históricos e as mudanças ocorridas no homem, é necessário que seja feita uma reflexão sobre a alimentação atual e as transformações físicas observadas. Esta pesquisa é dedicada especialmente a fonoaudiólogos, odontólogos e a todos os que queiram conhecer sobre a evolução da mastigação. 1

3 Abstract Many research has been done about the masticatory function and further alterations. This theoretical study started with the questioning about the masticatory evolution through the ages, focalizing the man's culture of each period. It was made a bibliographic study about the topic, finding out the man's anatomic changes, since his descend from the tree, until the present time, passing through each human species found by the Archaeology. Two big events marked the mastication history: the Neolithic Revolution, with the beginning of the agriculture and the animal domestication, and the Industrial Revolution, with the food industrialization. Reviewing the historical occurrence and the changes happened in man, it is necessary to make a reflection about the present alimentation and the observed physical changes. This research is specially dedicated to speech therapists, dentists and all the people that wants to know about the mastication evolution. 2

4 Dedico esta monografia aos meus pais, que me incentivaram sempre, a percorrer um caminho até o fim, por mais que seja difícil. 3

5 Agradeço ao Márcio pelo apoio e pelas noites mal dormidas, aos amigos que revisaram o trabalho com tanto carinho, e ao CEFAC pela oportunidade de desenvolver este projeto. 4

6 Sumário Introdução... 6 Justificativa De onde surgiu a "evolução"? A evolução do homem...10 A escala evolutiva do homem A alimentação na Antigüidade Os vertebrados Os invertebrados O açúcar Cogumelos Os cereais Os vegetais Os frutos A evolução da mastigação Características crânio-faciais na atualidade Anatomia do sistema estomatognático Fisiologia das funções estomatognáticas Considerações Finais Referências Bibliográficas

7 Introdução Várias pesquisas têm sido realizadas a respeito da função mastigatória, sua forma e suas alterações. Mas, será que estas alterações são realmente "alterações" ou poderão ser apenas indícios da evolução atuando sobre o homem? O presente estudo teórico tem como objetivo fazer uma revisão literária da evolução do homem e sua mastigação, enfatizando as modificações estruturais crâniofaciais ocorridas. Justificativa A idéia inicial deste estudo surgiu a partir da escassa literatura a respeito e do grande interesse em conhecer um pouco mais sobre a função mastigatória e as estruturas nela envolvidas, sobre o ponto de vista histórico e evolutivo. Atualmente o conhecimento sobre a evolução do homem é bastante evidente com a Arqueologia e a descoberta de fósseis, podendo-se traçar as características de nossos antepassados primitivos. Nota-se a partir de suas estruturas crânio-faciais, que houve modificações ao longo dos tempos, relacionadas (ou não) aos padrões alimentares de cada época. Levantando-se as possíveis relações entre as estruturas crânio-faciais e a alimentação da época, pode-se repensar se as modificações destas estruturas observadas na atualidade são alterações que necessitam ser adequadas ou são indícios da evolução do homem. Este estudo é dirigido a fonoaudiólogos, odontólogos e a todos que queiram conhecer um pouco mais sobre a história da mastigação. 6

8 1. De onde surgiu a "evolução"? 1 O mundo vivo é muito diversificado e a questão da origem da vida é tão antiga quanto o próprio homem. Acreditava-se que cada espécie vivente teria surgido independentemente, por um ato de criação divina especial, tendo exatamente as mesmas características apresentadas hoje. Foi na Grécia Antiga que surgiram os primeiros indícios de uma atitude científica. Seus pensadores, apesar de terem tido esplêndidas intuições de que as plantas, por exemplo, precediam os animais de alguma maneira na escala evolutiva, e que as formas perfeitas tomavam o lugar das menos perfeitas, acreditavam que estas surgiam espontaneamente da água ou da terra. Essa era a doutrina da geração espontânea. Com a decadência do Império Grego, as especulações a respeito da origem da vida foi abandonada por mais de vinte séculos. Durante este período não se expressou um só pensamento novo sobre o assunto. Na Europa Medieval, disseminava-se a idéia de que as espécies eram fixas e imutáveis, criadas uma a uma por poder divino: "E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida: e o homem foi feito alma vivente." (Gênesis, 2:7). Quando não citavam a Bíblia, os homens daquela época recorriam à explicação de que os animais se formavam por fermentação, ou que, por exemplo, a carcaça de um cavalo morto produzia vespas. Em 1668, um naturalista italiano de nome Francisco Redi resolveu colocar à prova tal doutrina disseminada por séculos: cobriu uma carne com uma gaze fina e expôs às moscas. Com isso as larvas surgiram na gaze, e não na carne como era esperado. Assim, Redi conseguiu derrubar a secular idéia de que a vida era gerada a partir de carne putrefada, mostrando que toda forma viva só poderia surgir de outra forma viva preexistente. Suas conclusões, entretanto, não foram aceitas de imediato. 1 Os dados contidos neste capítulo foram retirados do livro: Darwin, vida e pensamentos publicado em 1997 pela editora Martin Claret. 7

9 Lentamente, nos séculos XVI e XVII, iniciaram-se os estudos sobre a embriologia que posteriormente comprovariam a teoria da evolução de Darwin. Nessa época, surgiu a idéia da existência de uma cadeia de espécies sucessivas ascendendo em linha reta. Esta concepção esteve no pensamento evolucionista até que Jean-Baptiste de Lamarck, um professor de origem francesa, defendeu que as linhas de descendência biológica eram ramificadas ao invés de linerares, mostrando que a relação entre as espécies não eram de descendência direta. Lamarck foi muito criticado pois, apesar de suas idéias serem corretas, suas explicações eram dedutivas e subjetivas. Seu conceito de evolução compreendia quatro leis que teorizavam que a vida tendia a aumentar o volume de todo corpo vivo e de todas as suas partes até um certo limite determinado pelas necessidades desse corpo, as novas necessidades nos animais davam origem a novos órgãos, o desenvolvimento destes órgãos seria proporcional ao seu uso, sendo que as novas aquisições eram transmitidas à descendência. Somente a partir do século XVIII foi adotado, gradativamente, o método científico de observação e indução. Em 1809, nascia Charles Darwin que viria a ser o grande teorista da evolução. Desde criança, Darwin se interessava pelos encantos da natureza. Passava horas observando as diversas espécies existentes e colecionava pequenos insetos. Seu interesse pela área foi crescendo com o passar dos anos até que um dia foi convidado a assumir o cargo de naturalista a bordo do Beagle, um veleiro de Sua Majestade que se preparava para um cruzeiro ao redor da América do Sul. Sua expedição durou cinco anos, e diariamente Darwin observava atentamente as espécies que lhe passavam sob os olhos, anotando em seu diário todos os detalhes possíveis que comprovassem ou não suas hipóteses. Após anos de estudos e revisões de suas anotações, publicou em 1859, seu grande livro A Origem das Espécies, traduzido posteriormente para mais de trinta línguas. 8

10 A teoria da seleção natural de Darwin baseia-se na convicção de que cada nova variedade, e posteriormente, cada nova espécie seria produzida e mantida por ter determinada vantagem em relação àquelas com que compete, e conseqüentemente as formas menos favorecidas seriam extintas. Portanto, a seleção natural atuaria exclusivamente conservando e acumulando as variações orgânicas ou inorgânicas úteis a cada indivíduo em todos os períodos da vida. Para Darwin, todo tipo de mutabilidade seria causada, direta ou indiretamente, por condições de vida modificadas, sendo que a mutação de uma espécie era independente de todas as outras. Sua teoria, no caso do homem, refere que logo que um antigo membro da grande série dos Primatas, começou a viver menos em árvores e mais no chão, pela alteração da forma de obter alimento, houve a modificação de seu modo de se deslocar, tornando-se mais quadrúpede ou bípede. Só o homem se tornou bípede, assumindo uma postura ereta, tendo assim o livre uso das mãos adaptadas para agir de acordo com os seus desejos. Para poder melhor utilizá-las, houve o aperfeiçoamento dos movimentos finos e do tato, e a necessidade de manter-se firme sobre os pés, transformaram-nos planos, onde o dedo grande foi se modificando. As diversas intervenções pelas quais o homem no estado mais rudimentar se tornou tão notável, foram resultado direto do desenvolvimento de seus poderes de observação, memória, curiosidade, imaginação e raciocínio. Cabe aqui ressaltar que a evolução defendida por Darwin ocorria ao longo de séculos, onde a seleção natural atuando sem cessar, de geração em geração, vai acumulando pequenas diferenças que originarão uma variação importante na espécie. O capítulo a seguir apresentará um breve histórico evolutivo do homem. 9

11 2. A evolução do homem Na natureza, a evolução de novas formas de vida e de novas espécies é resultado de modificações hereditárias acumuladas, como vimos no capítulo anterior, visando melhor adaptação do animal ao seu meio ambiente, para que possa haver a perpetuação da espécie. Tais mudanças são contínuas, graduais, progressivas e orientadas, ocorrendo várias modificações simultâneas em muitos caracteres do corpo de um animal, alterando sua forma geral. O ambiente, segundo Mussolini (1969), tem o papel de apresentar constantemente, desafios às espécies, que podem responder tanto com uma modificação adaptativa como com a extinção. No homem, a adaptação ao ambiente ocorre em parte através do desenvolvimento, e modificação da sua tradição aprendida e da cultura. O homem, ao invés de desenvolver grandes mudanças em seu fenótipo 2 (como garras, presas e peles como os outros animais), criou roupas, ferramentas, armas e tradições. O equipamento e as defesas do homem são exteriores ao seu corpo, podendo assim, manipulá-los quando lhe for conveniente e deixá-los de lado quando não houver a necessidade de seu uso. Sua manufatura, seu manuseio e utilização não são herdadas biologicamente, mas sim aprendidas de forma gradual com o grupo social a que o indivíduo pertence. Childe (1966) faz referência à complexidade do sistema nervoso à medida que se sobe na escala evolutiva. Os órgãos se tornam cada vez mais especializados para perceber diferentes tipos de modificações no ambiente (visão, audição, olfato, tato e gustação). Ao mesmo tempo, o número e variedade dos movimentos que uma criatura pode realizar aumentou devido à especialização dos músculos e seus nervos motores. Com isso, pode-se variar os movimentos de acordo com as modificações externas, aperfeiçoando assim, a capacidade de adaptação da criatura ao seu meio. 2 Fenótipo: é a variedade de características que pode aparecer em um indivíduo. Compreendem aspectos morfológicos e fisiológicos (Cesar e Sezar, 1990). 10

12 Dobzhansky (1968) coloca que a própria Natureza fornece provas da evolução humana. Existem provas anatômicas, como a semelhança entre o macaco, o gorila e o homem, como a visão estereoscópica e em cores, a perda da mobilidade da orelha externas, a substituição do focinho por um rosto, a redução do olfato, perda de pêlos táteis, ocorrência do ciclo menstrual, ausência de estação de acasalamento, nascimento de um filhote de cada vez, cuidados maternos, entre outros. Como diferenças anatômicas, o autor cita o polegar, que no homem é grande e muito funcionante, o sono realizado deitado, crescimento lento, maturidade sexual tardia, dependência infantil prolongada e o papel do macho como responsabilidade principal. Há provas também, da embriologia, onde o autor cita a Lei de Boer, que refere que quanto mais jovem o embrião, mais se nota a semelhança entre diversas espécies de animais. Como provas de vestígio, pode-se destacar a representação da musculatura humana presente nos gorilas; o apêndice vermiforme é uma parte do intestino dos animais herbívoros, e o cóccix, remanescente da cauda. Observa-se ainda, segundo o autor, provas da fisiologia e genética, como as funções básicas: respiração, digestão, excreção ou reprodução. O homem apresentou grandes modificações ao longo de sua evolução no que diz respeito ao seu cérebro e a complexidade de seu sistema nervoso, que compensaram seu corpo frágil. As modificações evolucionárias que ocorreram no homem estão intimamente ligadas às suas modificações culturais, e estas, às modificações ambientais. Será desenvolvido a seguir, um breve levantamento da escala evolutiva do homem, evidenciando-se alguns pontos relevantes a respeito de sua cultura e seus costumes. 11

13 A escala evolutiva do homem Figura 1: Evolução humana. Cunha & Montanari (s/d). Segundo Darwin, o homem apresentava um ancestral comum, muito próximo aos macacos. Desse ancestral, evoluiu um gênero denominado Australopithecines 3. Os Australopithecines têm seu registro fóssil mais antigo datado de aproximadamente quatro milhões de anos. Surgiram no continente africano de onde nunca saíram, desaparecendo há aproximadamente um milhão de anos. Basicamente, o que caracterizou o gênero foi o bipedismo, a posição ereta, a baixa capacidade craniana, baixa estatura, entre outras. Mussolini (1969) cita o trabalho de Weidenreich, que considera que o bipedismo se desenvolveu antes de qualquer modificação importante ao nível do cérebro e do crânio. Isso trouxe grandes vantagens ao gênero, como a liberação dos membros superiores para a criação e uso de instrumentos. 3 A nomenclatura: Australopithecines, Australopithecineos e Australopithecus varia de autor para autor. 12

14 Os Australopithecines têm a arcada dentária mais reduzida, principalmente ao nível do complexo canino-pré-molar, ao passo que os molares são grandes e, segundo Mussolini (1969) de aspecto primitivo. Há certa redução da porção anterior de sua face, relacionada à diminuição dos incisivos e caninos. Isso se deve ao fato de que provavelmente os Australopithecines tenham utilizado seus instrumentos para proteção (o que justificaria a diminuição dos caninos que nos macacos são evidenciados e utilizados para se protegerem de outros animais), mas não para o preparo de alimentos (necessitando de grandes molares para a trituração de tubérculos e raízes). Atualmente são conhecidas sete diferentes espécies de Australopithecines: A. ramindus (4,4 a 4 milhões de anos), A. anamensis (3,4 a 3,1 milhões de anos), A. afarensis (3 a 2,4 milhões de anos), A. africanus (2,8 a 2,3 milhões de anos), A. aethiophicus (2,6 a 2,4 milhões de anos), A. robustus (1,8 a 1,6 milhões de anos) e A. boisei (1,8 a 0,96 milhões de anos). Apenas algumas dessas espécies serão aqui citadas, pois muitos dos fósseis não apresentam ainda um estudo mais detalhado. O A. anamensis possuía um peso de 45 a 60 Kg, uma caixa craniana pequena semelhante a dos macacos, e a dentição composta por grandes dentes caninos, sem faceta cortante e com espesso esmalte. Vivia numa mistura de savana aberta com floresta. O A. afarensis vivia nas savanas do nordeste da África, na Etiópia e em Laetoli na Tanzãnia. Tinha a face parecida com a dos macacos, com ossos da crista supraorbitária bastante salientes. Seu peso variava entre 25 e 60 Kg, sendo que as fêmeas eram menores que os machos. O crânio era similar ao do chimpanzé, mas sua arcada dentária estava entre a forma retangular de outros símios e a forma parabólica do homem. Os ossos das pernas e pélvis sugerem o bipedismo e seu grande dedo do pé, embora ainda comprido já se apresentava em linha com os outros dedos. 13

15 O A. africanus vivia num ambiente extremamente árido, com poucas árvores e arbustos, junto a grutas onde existiam água o que permitia maior hipótese de sobrevivência. Pesavam entre 30 a 40 Kg. Através de sua análise dentária, descobriu-se que se alimentava de frutas, raízes e ocasionalmente de carne; sua arcada tinha formato parabólico, e seus molares também eram semelhante ao dos humanos. O A. robustus pesava aproximadamente 45 Kg. Apresentava arcada dentária em forma de parábola, os incisivos eram muito pequenos, os molares bastante largos e os pré-molares com espessa camada de esmalte; havia grande desgaste nos dentes sugerindo uma dieta rude e vegetariana. Sua face era plana, sem fronte e com vastas sobrancelhas, os ossos da face eram maciços e portanto, pesada. Suas mãos eram muito parecidas com as do homem atual, com longa palma capaz de fazer movimentos e manipular os objetos. O A. boisei viveu durante um dos períodos glaciares da Terra. O clima áspero em que viveu fez com que sua dieta fosse mais dura, à base de frutas e plantas. Para isso, o A. boisei tinha um maxilar maciço e músculos fortes para que pudesse mastigar, o que fez com que ficasse com partes mais rígidas na face (da fronte para trás) e cristas; sua arcada dentária era parabólica com molares extremamente largos, pré-molares com esmalte espesso e caninos e incisivos pequenos; os dentes eram muito desgastados devido à consistência dura de sua alimentação. Pilbeam (1977) compara o crânio de um gorila (A) e um Australopithecines boisei (B). O hominídeo tem incisivos e caninos pequenos e a face mais aplainada que o símio (Fig.2). As cristas ósseas para a ligação dos músculos temporais e do pescoço são menores no hominídeo (Segundo Le Gros Clark, 1964). Figura 2: Comparação entre gorila e A. Boisei. Pilbeam (1977) 14

16 A quadro abaixo demonstra um resumo das características de alguns dos Australopithecines descritos acima: Quadro 1: Características de alguns dos Australopithecines. A. ramidus A. afarensis A. africanus A. boisei A. robustus Período em milhões de anos atrás Distribuição Leste da África Leste/Sul da África 5 a 4 4 a 3 3 a 2 2,5 a 1 2 a 1,5 Leste da África Leste da África Sul da África Locomoção bípede/arbórea bípede/arbórea bípede bípede bípede Alimentação vegetal/onívora vegetal/onívora vegetal/onívora vegetal vegetal Volume do crânio em cm3-380 a a a a 530 Altura em metros - 1 a 1,5 1 a 1,5 1,5 1,5 Entre 6 e 4 milhões de anos atrás, teria ocorrido a separação entre a linhagem que deu origem aos macacos antropóides (chimpanzé e gorila) e a outra que deu origem ao primeiro homem moderno, o Homo habilis. Este, possuía uma característica única: a capacidade de produzir e utilizar artefatos ósseos e líticos (de pedra). Acredita-se que entre 3 e 1 milhão de anos atrás, pelo menos dois grupos de hominídeos disputavam as mesmas pastagens. De um lado, o Australopithecines mais robusto, com mandíbulas e dentes muito desenvolvidos. De outro, o pequeno Homo habilis com suas ferramentas escavadoras e um cérebro mais desenvolvido. A luta pelo espaço físico e pela obtenção de alimentos levou à sobrevivência de apenas uma das linhagens, a mais inteligente. O H. habilis tinha aproximadamente 1 metro de altura, era exclusivamente bípede. Sua alimentação era basicamente composta de produtos de origem vegetal, 15

17 suplementada com alimentos de origem animal. Entre as fontes de proteína animal destaca-se o tutano de ossos, que provavelmente era coletado de animais mortos. Os utensílios empregados eram instrumentos muito simples, produzidos a partir de pedra ou de ossos. Os ossos serviam para escavar o solo em busca de raízes e as pedras serviam para diferentes funções, como: quebrar ossos para a obtenção de tutano, corte de ervas e gramas, talhar madeira, caçar pequenos animais e defesa. As pedras eram lascadas e preparadas para diferentes fins. Com o desenvolvimento dessa técnica teve início a Indústria da Pedra Lascada (ou Idade da Pedra Lascada). Entre 1,8 e 1,6 milhões de anos começa a aparecer no registro fóssil um novo elemento, de estatura maior, estrutura locomotora mais eficiente, braços mais curtos, capacidade craniana maior e uma postura mais ereta. O H. habilis começa a desaparecer por volta de 1,5 milhões de anos dando lugar a seu sucessor, o Homo erectus. O H. erectus, já há um milhão de anos atrás, estava amplamente distribuído pela África, Ásia e Europa, passando por ambientes muito adversos, Figura 3: Mapa de distribuição do H. Erectus. Cunha & Montanari (s/d). como o frio da Europa, as regiões áridas da África e a distante China. Foram, portanto, capazes de adaptar esses diferentes ambientes a seu modo de vida (Fig.3). Um importante marco para a história da humanidade foi a descoberta do fogo. Para o H. erectus, o fogo trouxe a possibilidade de controlar o ambiente, cozinhar os alimentos tornando-os mais macios e saborosos, afugentar predadores, encurralar caça, produzir armas, entre outros. Childe (1966) enfatiza que com a conquista do fogo, os hominídeos não tinham mais seus movimentos restritos a um número limitado de climas e suas atividades não 16

18 precisavam ser totalmente determinadas pela luz do sol. Ao alimentar ou apagar o fogo, ao transportá-lo e usá-lo, o homem afastou-se revolucionariamente do comportamento de outros animais. Afirmou sua humanidade e se fez homem (Childe, 1966, p.63). O H. erectus é a primeira espécie do homem efetivamente caçador. Para que a caça tornasse mais eficiente, foi desenvolvido um trabalho em grupo, e conseqüentemente a criação de um sistema de comunicação foi imprescindível. O êxito da caça só podia ser obtido através da observação prolongada e precisa dos hábitos dos animais. O hominídeo precisava aprender as estações adequadas para a caça de cada animal, decifrando assim o calendário dos céus, observando as fases da lua e os movimentos das estrelas, para associá-los à abundância ou não de cada caça ou planta a ser colhida. O convívio em comunidade foi importante para que a cultura se formasse e para que os conhecimentos fossem transmitidos de geração para geração. Assim, houve a criação de uma linguagem, e possivelmente da fala, para que as experiências de todo o grupo pudessem ser partilhadas e transmitidas aos seus descendentes. A partir de 500 mil anos atrás, encontra-se registros fósseis de homens modernos, muito próximos ao homem atual: o Homo sapiens. Foram encontradas duas espécies desse gênero, com pequenas peculiaridades cada uma, na qual dividiremos em: H. sapiens neanderthalensis (homem de Neandertal) e H. sapiens sapiens. O homem de Neandertal vivia principalmente na Europa, em grupos bem organizados. Coletavam plantas, caçavam e viviam em grupos. Alguns achados sugerem que o homem de Neandertal possuía uma postura mística em relação à natureza (foram achados crânios de urso cuidadosamente sepultados junto a registros neandertais), enterrando seus mortos, cobrindo-os com pedras e terra e colocando-os próximo ao fogo para que pudesse aquecê-los; a sepultura era ainda, abastecida com ferramentas e carne. 17

19 Shapiro (1982) cita a importância do desenvolvimento craniano do homem de Neandertal e a combinação de seus traços. A arcada ocular sobre os olhos é muito saliente e forma uma barra contínua, a testa inclina-se acentuadamente para trás, o occipital é proeminente com grossas projeções ósseas que indicavam uma musculatura do pescoço bem desenvolvida, a face se projeta para diante trazendo o nariz e os dentes bem para frente, sem entretanto a projeção de queixo ausente na espécie. Os fósseis encontrados do H. sapiens sapiens datam de 200 mil anos atrás, distribuídos pela África, Europa e Ásia. Duas hipóteses são defendidas a respeito de seu surgimento: a primeira postula que a espécie teria surgido na África e teria se dispersado para os outros continentes, substituindo ou se misturando às populações arcaicas que ali viviam; a segunda hipótese defende que o H. sapiens sapiens teria se originado nos diferentes continentes, sendo fruto da evolução de grupos de H. erectus que colonizaram estes locais. O H. sapiens sapiens tem o esqueleto muito semelhante ao dos homens atuais, com a presença nítida de um queixo, testa alta, nuca abaulada e base do crânio com formato anatômico para melhor movimentação de cabeça, favorecendo, segundo Cunha e Montanari (s/d) uma melhora na comunicação verbal. Childe (1966) relata que a espécie era melhor equipada para enfrentar o ambiente do que qualquer dos grupos anteriores. O H. sapiens sapiens aprendeu a manufaturar várias ferramentas adaptadas a usos particulares, idealizando inclusive, ferramentas para confecção de ferramentas, utilizando osso, marfim e pedra. Sua caça era organizada de tal maneira que grande número de indivíduos se mobilizavam para cercar manadas de mamutes, que ao passar entre as montanhas cobertas de gelo, tinham seus movimentos reduzidos pelo frio. Assim, além da organização entre eles, o H. sapiens sapiens demonstrava uma capacidade de premeditar atos a partir de conhecimentos anteriores e transmití-los aos seus descendentes. 18

20 Com a abundância da caça, a espécie aprendeu a trocar sua mercadoria por ferramentas, apesar do comércio não ser a base da economia da época, pois o H. sapiens sapiens ainda era coletor de alimentos. A partir do momento em que a espécie conseguiu controlar seu ambiente, não houve a necessidade de permanecer nômades. Algumas comunidades como os Kwakiutl da Colúmbia Britânica, viviam em casas de madeira, agrupadas em aldeias. Morgan (1925) cita que no extremo Oriente e na Oceania, haviam aldeias onde as casas eram construídas sobre a água, a partir de estacas de madeira e plataformas colocadas nos lagos. Um aspecto que Childe (1966) ressalta é a atividade artística dos caçadores que entalhavam figuras em pedra ou marfim, modelavam animais em barro, decoravam armas com desenhos formais, enfeitavam paredes das cavernas com baixo-relevo e pintavam cenas no teto. A representação perfeita dos animais indica que os caçadores os haviam observado por longos períodos, conhecendo detalhes de sua anatomia. Com isso, torna-se evidente os conhecimentos adquiridos pela espécie e a sua transmissão de geração para geração, instruindo seus rebentos, tanto por representações gráficas como por uma língua desenvolvida na sociedade. Childe (1966) descreve ainda, a importância da elaboração de um conjunto de regras tradicionais para a convivência em grupo, regras que podem ser transformadas de acordo com a realidade em que a comunidade se insere em cada momento. Com a linguagem, o homem passou a ser capaz de utilizar o raciocínio abstrato para representar e antecipar ações que ainda não aconteceram, podendo planejar o que será realizado, predizer os resultados e suas conseqüências e hipotetizar possíveis falhas. Pode-se dizer portanto, que o progresso na cultura substituiu as suas novas evoluções orgânicas do homem. 19

21 Mas por que a espécie H. sapiens neanderthalensis desapareceu? Entre 60 e 40 mil anos atrás, as duas espécies conviveram simultaneamente na Europa. Três hipóteses são levantadas acerca do desaparecimento do homem de Neandertal, segundo relatam Cunha e Montanari (s/d): A primeira delas supõe que as duas espécies competiam pelo ambiente, sendo que o H. sapiens sapiens, por causa da sua cultura mais avançada e da sua indústria extinguiu o homem de Neandertal. A segunda hipótese refere que o homem de Neandertal era extremamente adaptado ao clima frio, e com o término da era das glaciações, o homem moderno teria levado vantagem no que diz respeito à adaptação aos vários tipos de ambientes. A terceira hipótese cogita um possível intercruzamento entre as espécies, com prevalência das características do homem moderno, uma vez que este apresentava um padrão cultural mais desenvolvido. O quadro abaixo compara as características crânio-faciais entre as duas espécies: H. sapiens H. sapiens sapiens neanderthalensis Crânio achatado Testa curta (a) Osso supraorbital bastante expandido (b) Órbitas oculares grandes (c) Face projetada para frente (d) Ausência de queixo Osso occipital achatado (e) Ossos longos espessos e curvos Ossos longos com grandes áreas para ligação dos músculos Crânio abaulado Testa evidenciada (a) Ausência ou redução acentuada do osso supraorbital (b) Órbitas oculares pequenas (c) Face curta (d) Presença de queixo Osso occipital abaulado (e) Ossos longos mais delgados Ossos longos com pouca superfície para ligação dos músculos Quadro 2: Comparação entre H. sapiens neanderthalensis e H. sapiens sapiens e Figura 4: Esquema comparativo entre o crânio do H. sapiens neanderthalensis e H. sapiens sapiens. Cunha & Montanari (s/d). d 20

22 Pilbeam (1977) compara a arcada dentária de um gorila à de um homem moderno. Nota-se que no gorila a arcada tem formato retangular, incisivos e caninos muito grandes, com espaço entre eles onde o canino da arcada Figura 5: Comparação entre arcada dentária de um gorila e do homem. Pilbeam (1977). inferior oclui (Fig. 5). Com este padrão de oclusão, o gorila provavelmente não mastiga da mesma maneira que o homem; este fato pode ser comprovado também pelo formato e posicionamento dos côndilos das articulações das duas espécies, na qual o ramo da mandíbula do gorila é muito mais longo e inclinado que o do homem, realizando principalmente movimentos verticais de mastigação. Frisch (1965) conclui em seu estudo, que houve redução, tanto morfológica, como métrica, dos terceiros molares (superiores e inferiores), desde o hominídeo até o homem atual. Com o estudo da evolução humana, pode-se observar que várias características sofreram mudança ao longo dos tempos, diretamente relacionadas às alterações do ambiente (e a necessidade de constantes readaptações), da cultura e da alimentação. A seguir será apresentado um capítulo a respeito da evolução da mastigação e algumas considerações a respeito da alimentação na atualidade. 21

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