SUMÁRIO CAPA ENTREVISTA FRUTAS FRESCAS PROCESSAMENTO AGROINDÚSTRIA MEIO AMBIENTE. setembro 2006 SEÇÕES EM DEFESA DA FRUTICULTURA SONHO REAL

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3 CAPA SUMÁRIO setembro 2006 PRODUÇÃO PerformanceCG Foto Morangos em Água Guto Estúdio ENTREVISTA 08 EM DEFESA DA FRUTICULTURA Entrevista com Betinho Rosado, presidente da Frente Parlamentar de Fruticultura. FRUTAS FRESCAS 16 SONHO REAL Roraima implanta produção de frutas e quer ser nova referência nacional em cinco anos. PROCESSAMENTO 19 PROCESSAMENTO AGREGA VALOR Diversificação para atrair consumidores é a saída para o crescente mercado de frutas processadas. AGROINDÚSTRIA 27 ESPERANÇA DAS GOIABAS Lançamento do guatchup no mercado interno lança novas oportunidades para a goiabicultura. MEIO AMBIENTE 34 PROTEÇÃO DA MATA Cuidados com a mata ciliar protegem água e polinizadores. SEÇÕES 04 editorial 06 espaço do leitor 12 campo de notícias no pomar Lançamentos, dicas, normas e leis do setor. tecnologia Processo de desidratação de frutas convive com técnicas elementares e sofisticadas. opinião Carla Salomão analisa o crescente mercado de orgânicos. agenda 34 Panorama dos principais acontecimentos do trimestre. Acontecimentos do trimestre. especial 3 a FLV Ibraf reúne na mesa de negociação produtores nacionais e compradores internacionais. artigo técnico Manejo pode controlar fungos que prejudicam exportação da castanha-do-brasil. 44 campo & cultura 45 produtos e serviços 46 fruta na mesa Sabor e aroma de pêssego.

4 editorial OPORTUNIDADES À VISTA Frutas em deliciosas combinações sucos, sobremesas, barras de cereais, passas, desidratadas agregam valor e abrem tendências no Exterior e no Brasil. A qualquer momento, elas estão presentes na rotina das pessoas graças à tecnologia, que desenvolve processos e equipamentos. O mercado se expande e o produtor deve estar atento às oportunidades oferecidas como no caso do guatchup, agora lançado nacionalmente, que surge como uma nova forma de se comer goiabas. E muitas oportunidades de negócio se concretizam em feiras como a 3 a. FLV, quando compradores internacionais participaram de rodadas de negócios e conheceram de perto a qualidade e o potencial da fruticultura nacional em expansão constante. As fronteiras da fruticultura se ampliam e vão encontrar em Boa Vista, capital do estado de Roraima, ambiente propício para a implantação de um novo pólo fruticultor, de forma semelhante ao Vale do São Francisco. Frutas como uva, manga e maracujá, além das locais, como açaí e bacaba, poderão chegar com mais facilidade à mesa do consumidor da região Norte, que tem difícil acesso a elas em virtude da distância das demais áreas produtivas. As frutas roraimenses miram também o mercado de países próximos, como Caribe e Venezuela. No campo ou na cidade, a vida se fará melhor com a manutenção das matas ciliares, áreas de preservação permanente, que desempenham papel importante para abrigo de polinizadores e outras espécies, além da prevenção do assoreamento. Mas o papel mais vital, maior motivo para cuidarmos da mata ciliar, é a manutenção de nascentes, córregos e rios. Afinal sem água, sem vida. Boa leitura e até a próxima! fale conosco REDAÇÃO para enviar sugestões, comentários, críticas e dúvidas Marlene Simarelli Editora ASSINATURA a assinatura é gratuita e para solicitar seu exemplar ou pelo telefone (11) ANUNCIOS para anunciar na Frutas e Derivados ou pelo telefone (11) DIRETOR PRESIDENTE Moacyr Saraiva Fernandes VICE PRESIDENTE Aristeu Chaves Filho TESOUREIRO José Benedito de Barros DIRETORES Carlos Prado (Superintendente Nordeste) Roland Brandes (Superintendente Sul) Etélio de Carvalho Prado, Jean Paul Gayet, Paulo Policarpo Mello Gonçalves, Waldyr S. Promicia. CONSELHEIROS Luiz Borges Jr., André Luiz Grabois Gadelha, Américo Tavares, Carla Castro Salomão, Dirceu Colares, Fernando Brendaglia de Almeida, Francisco Cipriano de Paula Segundo, James C. Bryon, Sylvio Luiz Honório, Washington Dias. COMITÊ TÉCNICO-CIENTÍFICO Antônio Ambrósio Amaro (Presidente) Admilson B. Chitarra, Alberto Carlos de Queiroz Pinto, Aldo Malavasi, Anita Gutierrez, Carlos Ruggiero, Fernando Mendes Pereira, Geraldo Ferreguetti, Heloísa Helena Barreto de Toledo, José Carlos Fachinello, José Fernando Durigan, José Luiz Petri, José Rozalvo Andrigueto, Josivan Barbosa de Menezes, Juliano Aires, Lincoln C. Neves Filho, Luiz Carlos Donadio, Osvaldo Kiyoshi Yamanishi, Rose Mary Pio, Tales Wanderley Vital. COMITÊ DE MARKETING Jean Paul Gayet (Presidente) Paulo Policarpo Mendes Gonçalves, Pedro Carvalho Burnier, Waldyr S. Promicia, Elis Simone Ferreira Fernandes, Fabio Nino, James Howard Beeny, Angela Maria Maciel da Rocha, Sergio Abreu, Rogério de Marchi. CONSELHO EDITORIAL Moacyr Saraiva Fernandes Maurício de Sá Ferraz Valeska de Oliveira COORDENAÇÃO Luciana Pacheco EDIÇÃO Marlene Simarelli MTb REDAÇÃO Beth Pereira, Marlene Simarelli, Samara Monteiro REVISÃO Vera Bison COLABORARAM NESTA EDIÇÃO Luciana Pacheco (texto). PUBLICIDADE José Carlos Pimenta Telefone (11) PRODUÇÃO DE CONTEÚDO ArtCom Assessoria de Comunicação R. Reginaldo Sales, sala 2 - Vila Maria CEP Campinas - SP Telefone (19) DIREÇÃO DE ARTE E PRODUÇÃO GRÁFICA Performance Design Gráfico S/C Ltda. Rua Tobias Monteiro, Sala 02 - Jd. Aeroporto CEP São Paulo - SP Telefones (11) / CIRCULAÇÃO Distribuição gratuita do IBRAF - Instituto Brasileiro de Frutas Telefone: (11) IMPRESSÃO E ACABAMENTO Copypress Distribuição: nacional. Tiragem: exemplares. Frutas e Derivados é uma publicação trimestral do IBRAF - Instituto Brasileiro de Frutas, distribuída a profissionais ligados ao setor. Os artigos assinados não refletem, necessariamente, a opinião do Instituto. Para a reprodução do artigo técnico e do artigo opinião, é necessário solicitar autorização dos autores. A reprodução das demais matérias publicadas pela revista é permitida, desde que citados os nomes dos autores, a fonte e a devida data de publicação.

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6 ESPAÇO DO LEITOR Gostaria de parabenizar o Conselho Editorial da Revista Frutas e Derivados pela beleza de trabalho gráfico e pela qualidade dos artigos publicados. Esta revista será de grande importância não só para mim, mas, também, para os meus estudantes, tanto em nível de graduação em Agronomia e Engenharia de Alimentos, como em Pós-graduação, em nível de Doutorado em Agronomia e Mestrado em Tecnologia de Alimentos com área de concentração em Frutas Tropicais. Prof. Raimundo Wilane de Figueiredo Departamento de Tecnologia de Alimentos do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Ceará Como pequeno agricultor e fruticultor aqui do sul das Minas Gerais, fico entusiasmado com a riqueza da primeira edição e com a perspectiva dos benefícios que esta revista poderá nos trazer de moderna tecnologia. Que o bom Deus irrigue essa iniciativa para que ela frutifique. Ivan Antônio de Freitas Muzambinho - MG Gostaria de deixar meus parabéns pelo excelente conteúdo da publicação. Com assuntos inteligentes, a revista proporciona o avanço das tecnologias do agronegócio frutícola gerando renda aos produtores e frutas com qualidade na mesa do consumidor brasileiro e do exterior. Paulo Ramon Mocelin Fiscal Federal Agropecuário Superintendencia Federal de Agricultura no Distrito Federal Gostei bastante da segunda edição pelas entrevistas bem elaboradas com pessoas do ramo. Tomara que esse seja um meio de comunicação que retrate e discuta com isenção, realidade e verdade, os assuntos que afligem a fruticultura de forma geral. E, principalmente, no tocante a situação ou posição dos supermercadistas perante os produtores, para que estes compradores sejam conscientes da fragilidade dos produtores face à sua força econômica. Sérgio Prado Frigo Agropastoril Moria Ltda. Parabéns pela excelência da revista, em cujas reportagens são apresentados assuntos de grande interesse dos fruticultores e dos candidatos a fruticultores. Aloísio A. B. Rolim Belo Horizonte - MG Prezados amigos, gostaria de parabenizá-los pela excelente entrevista com o Sr. Sussumu Honda que colocou de maneira clara e objetiva a real situação do produtor de fruta com o varejo, identificando os desafios que temos a vencer e as oportunidades de negócios em nosso dia-adia. Por outro lado, a diversidade de matérias e o rico conteúdo das mesmas vêm fortalecer a importância do nosso setor. Marcelo Holtz Gte.Comercial Del Monte Fresh São Paulo - SP Parabéns pelas excelentes matérias abordadas na revista. Com toda certeza esta irá enriquecer mais ainda a área da fruticultura! Eliane Makimoto São Paulo - SP Parabenizo pela iniciativa em lançar uma revista, cuja qualidade, vista via internet, é exemplar, no contexto e imagem. Gilberto Barbosa São Paulo - SP 6

7 ESPAÇO DO LEITOR Gostaríamos de parabenizá-los pela qualidade e importância das matérias veiculadas nesta revista, que será de grande utilidade para nossos graduandos em Engenharia Agronômica. Gisele Zutin Castelani Biblioteca Setorial de Ciências Agrárias da Universidade Federal de São Carlos - Campus Araras - SP Parabenizo-lhes pela execelente qualidade do conteúdo publicado nas edições veiculadas até o momento. É uma grande contribuição ao setor da fruticultura! ENDEREÇO ESCREVA PARA Avenida Ipiranga, º andar CEP São Paulo SP FAX (11) ERRATA Na seção ESPECIAL, da edição nº 02, página 44, o crescimento do consumo de banana orgânica na Alemanha foi de 162,5% e não 36% conforme publicado. Luciane Ballardin Caxias do Sul, RS 7

8 ENTREVISTA BETINHO ROSADO ARQUIVO PESSOAL EM DEFESA DA FRUTICULTURA Carlos Alberto de Sousa Rosado é natural de Mossoró, Rio Grande do Norte, cidade conhecida nacionalmente por sua produção de frutas, principalmente de melão. Economista, professor universitário e engenheiro agrônomo, Betinho Rosado começou sua vida pública como secretário estadual de Agricultura, em Após assumir diversos cargos públicos em seu Estado, elegeu-se deputado federal pela primeira vez, em Filiado ao PFL desde 1986, está em seu terceiro mandato, sendo que sua vida pública sempre esteve vinculada à luta pela defesa da indústria, do comércio, da ciência e tecnologia, e agricultura. Por isso, foi indicado para assumir a presidência da Frente Parlamentar da Fruticultura Brasileira FPFB, conquista do setor, para representá-lo no Congresso Nacional, após três anos de negociações. Oficialmente constituída a partir de fevereiro deste ano, a Frente é formada por 206 parlamentares, entre deputados e senadores e, tem conseguido se firmar para a defesa dos interesses do setor. Frutas e Derivados - O senhor é de um Estado onde a fruticultura tem muita importância para a economia local e nacional. Em sua opinião, a política agrícola atual beneficia ou prejudica a fruticultura? Por quê? Betinho Rosado - O potencial de geração de empregos na fruticultura é formidável. Considerando esse ângulo, as políticas governamentais estão muito aquém do que a sociedade brasileira preci- 8

9 ENTREVISTA BETINHO ROSADO sa. Os problemas vão desde a falta de crédito para a produção, da logística da distribuição e da movimentação dos produtos, aos incentivos à exportação e às facilidades para o consumo interno. A fruta é alimento, e dos mais saudáveis. Portanto, deve ser incluída nesse grande mercado, que é a merenda escolar. Veja, ainda, que não conseguimos exportar para a Argentina por falta de ação da política externa e, constantemente, estamos sob solicitação de embargos às nossas exportações para a União Européia, por causa do descaso nas respostas àquela comunidade. Frutas e Derivados - Quais os principais benefícios da MP do Bem para a fruticultura? Betinho Rosado - A Lei /2005 traz no seu bojo enormes facilidades para as exportações de maneira geral, e a exportação de frutas está incluída. Especificamente por demanda dos produtores de frutas, conseguimos incluir nessa lei o Art. 49, que permite a isenção do PIS/Pasep e da Cofins para as embalagens produzidas no Brasil e destinadas à exportação. Nas frutas, o valor da embalagem é absolutamente significativo no preço do produto final, sendo que em alguns casos pode representar até 20%. Frutas e Derivados - O benefício da isenção tributária de 10% para embalagens de frutas precisa de regulamentação. Como está o andamento do processo? Betinho Rosado - Essa isenção tributária foi um marco para toda a fruticultura brasileira e para todo o setor exportador brasileiro e, principalmente, para a indústria das embalagens. No entanto, nos deparamos com o que achávamos mais fácil: a regulamentação do processo. Praticamente, já perdemos as safras deste ano e isso significa que somos obrigados a importar caixas de outros países, exportando também os recursos que deveriam estar na nossa região. Com os impostos cobrados nas embalagens hoje, as caixas produzidas no Brasil não têm preço para concorrer com as importadas. Lamentavelmente, o governo do presidente Lula não compreendeu bem o que o Congresso Nacional aprovou e retarda a aplicação da lei, quando não regulamenta o artigo 49. Ao colocar na lei que precisa ser regulamentado pelo Poder Executivo por meio de decreto e de instrução normativa, coube à Receita Federal cortar na própria carne a renúncia fiscal relativa aos justos benefícios cedidos à fruticultura. E cortar na própria carne é possível, mais que vai doer, vai doer. Considerando a geração de empregos na fruticultura, as políticas governamentais estão muito aquém do que a sociedade precisa. Frutas e Derivados - Como presidente da Frente Parlamentar de Fruticultura, qual é o seu maior desafio? Por quê? Betinho Rosado - O maior desafio da Frente é mobilizar as forças vivas da nossa sociedade para, com ações competentes, aumentarmos o consumo das frutas. É preciso haver mudança do hábito alimentar na primeira infância e termos leis de incentivo e benefício à merenda escolar e à educação alimentar. Também é importante desenvolver campanhas de nutrição com incentivo ao consumo de frutas regionais, dando à fruta a condição de alimento e não de complemento alimentar. Na esfera do Congresso Nacional, é preciso elaborar a legislação de apoio a esse necessário crescimento e desenvolvimento para haver a desoneração de tributação nas cadeias produtivas da fruticultura. Temos que lutar para obter financiamentos, aos mesmos níveis que são dados às culturas dos grãos, com adequação à periodicidade da suas produções. A vertente política, como a Frente Parlamentar, visto que setor tem um elevado respaldo nas vertentes técnicas, científicas e administrativas, vem para produzir o efeito da maturidade representativa e consistência política como grupo de pressão organizado e articulado que passa a atuar por meio das forças do Poder Legislativo Frutas e Derivados - O que o fruticultor pode esperar da Frente Parlamentar? Betinho Rosado - Uma constante mobilização 9

10 ENTREVISTA BETINHO ROSADO em defesa dos interesses da agricultura e da fruticultura do Brasil. E isso se dará por meio das ações parlamentares nos debates nas Comissões Permanentes, audiências públicas, na apreciação e votação dos projetos de lei, nos pronunciamentos em fóruns e encontros, que tratem de economia, agricultura, educação, ciência e tecnologia, responsabilidade social, etc., dentro e fora do Congresso Nacional. O maior desafio da Frente é mobilizar as forças vivas da sociedade para, com ações competentes, aumentarmos o consumo de frutas Frutas e Derivados - O senhor citou vários benefícios para o produtor trazidos pela Frente Parlamentar. Mas, como o produtor pode reivindicar/solicitar ajuda à Frente? Betinho Rosado - As ações citadas decorreram de problemas diagnosticados pela base que encontraram soluções na legislação. As reuniões nas diversas regiões do Brasil, com diversos grupos de fruticultores, garantirão atualização permanente dos problemas do setor, com ação correspondente da Frente Parlamentar da Fruticultura. O produtor também pode se mobilizar por meio de entidades organizadas, como associações, cooperativas, sindicatos, institutos, sociedades setorias das cadeias temáticas ou produtivas, que venham a se manifestar sobre todo e qualquer assunto pertinente ao setor, que possam ser canalizados pelo Ibraf para a Câmara Setorial da Fruticultura e, em seguida, para a Frente Parlamentar. Frutas e Derivados - Uma de suas frentes de trabalho está voltada para a energia elétrica, custo importante para irrigantes. O Projeto de Lei n o 6.834/ 2006 propõe tarifa reduzida aos agricultores e os desobriga da instalação de medidor para acesso a taxas especiais. Em quanto o senhor prevê a redução para os irrigantes? Betinho Rosado - Na conta de energia elétrica, o consumidor já paga um adicional para universalização e otimização do consumo de energia elétrica. Esses recursos podem e devem ser utilizados para atender a essa demanda da agricultura, que é a instalação de medidor para acesso às taxas especiais. Quando esse dispositivo estiver em funcionamento, haverá uma expansão nas atividades de irrigação, principalmente as ligadas aos pequenos agricultores. A redução da tarifa nesse período de aproximadamente nove horas diárias é de 90% do custo da energia e, portanto, os benefícios serão imensuráveis pelo volume de pequenos agricultores que o adotarão. Frutas e Derivados - A fruticultura vem trabalhando para o registro de produtos para pequenas culturas. Como a Frente Parlamentar pode ajudar neste processo? Betinho Rosado - Esse tem sido um grande problema. Existe um conselho formado pelos ministérios da Agricultura, Meio Ambiente e Saúde que aprova os defensivos a serem usados em cada cultura, que devem estar em conformidade com as exigências da União Européia. Porém, há dificuldade para tomada de decisão desse colegiado. Um dos motivos das infestações de pragas tem sido justamente a falta de alternativas dos produtos usados. O registro de produtos é fundamental para o moderno processo de comercialização. O consumidor brasileiro e, principalmente, o internacional necessitam do registro desses produtos, que traz embutido as características e a forma em que se deu a produção. Frutas e Derivados - Sabemos que a Espanha está solicitando à União Européia um boicote à entrada de produtos vegetais e animais brasileiros. Como pode a Frente Parlamentar atuar neste contexto? Betinho Rosado - A maior parte das frutas comercializadas no Brasil já tem a isenção do ICMS. A maçã e a pêra, frutas importadas há 20 anos, e para as quais se justificava cobrança do ICMS, ainda não. Elas passaram a ser produzidas no Brasil e hoje geram um excedente exportável. Não há mais nenhuma justificativa para a cobrança desse imposto. O único Estado brasileiro que resiste a essa isenção é Pernambuco, e a Frente Parlamentar já contatou a secretaria de Finanças e o governador Mendonça Filho para resolvermos essa questão. 10

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12 CAMPO DE NOTÍCIAS Luciana Pacheco e Samara Monteiro Açaí na Cadeira do Dentista O açaí saiu da culinária para o consultório do dentista. A pesquisadora da Universidade Federal do Pará, Danielle Emmi, descobriu e criou um produto, cuja matéria-prima é o corante do açaí, para uso odontológico. O produto, quando em contato com os dentes, ajuda a visualização das placas bacterianas. Primeiramente, queremos disseminar o uso do produto nos consultórios dentários e, num segundo momento, fazer disso um produto para ser usado no domicílio do paciente. Assim, ele fará uma escovação mais correta, explicou a pesquisadora. O produto não tem efeitos colaterais, por ser derivado de um componente natural. O lançamento comercial ainda não tem prazo previsto, pois está em fase de negociação para produção por empresas. ABNT Lança Norma Sobre Segurança na Cadeia Produtiva de Alimentos A Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT lançou, em agosto, a ABNT NBR ISO 22000, que estabelece requisitos para sistema de gestão de segurança na cadeia de suprimento de alimentos e abrange diversos setores, incluindo frutas frescas, processadas e desidratadas. A nova norma substitui a ABNT NBR Sistema de gestão da análise de perigos e pontos críticos de controle Segurança de alimentos, publicada em Referência para toda a cadeia proutiva de alimentos, a ABNT NBR ISO agrega valor às organizações. Entre os benefícios resultantes de sua implementação, destacam-se: comunicação organizada e objetiva entre parceiros comerciais; otimização de recursos; melhoria da documentação; melhor planejamento e menos inspeção pós-processual; larga aplicabilidade, porque a norma é focada em resultados finais, entre outros. Todas as organizações, mesmo as de porte muito pequeno, podem implementar um sistema de gestão de segurança de alimentos em conformidade com a ABNT NBR ISO Estas, porém, precisam demonstrar sua capacidade de controlar ameaças à segurança alimentar para o fornecimento consistente de produtos seguros no momento do consumo humano. Organizações que já conquistaram certificados para seus sistemas de gestão da qualidade poderão estender a certificação para a ABNT NBR ISO Para mais informações sobre a certificação, ligue para (21) , no Rio de Janeiro, ou (11) , em São Paulo. Ou escreva para Sancionada Lei da Agricultura Familiar Diretrizes e políticas diferenciadas para a agricultura familiar, como juros mais baixos do que os praticados no caso de agricultura empresarial, estão estabelecidas na nova Lei de Agricultura Familiar, sancionada em julho deste ano pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A lei beneficiará cerca de 20 milhões de produtores que trabalham na agricultura familiar, de acordo com o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura Contag, Manoel dos Santos. Segundo dados do Palácio do Planalto, a agricultura familiar representa 10% do Produto Interno Bruto do Brasil PIB, responde por 70% da mão-de-obra no campo e é responsável por 40% da produção agropecuária. A lei classifica como agricultura familiar os produtores, donos de propriedades de 15 a 100 hectares, dependendo da região. Por exemplo, na região Sul, a área pode variar de 15 a 20 hectares, já, nas regiões Norte e Nordeste, a área considerada pode chegar a 100 hectares. Castanha Contra Raios de Sol Pesquisa da Universidade de Brasília UnB com os compostos sintetizados a partir do líquido da castanha de caju - LCC -, mostraram-se eficazes contra danos provocados pelos raios solares. As substâncias obtidas pelos pesquisadores foram capazes de absorver a radiação solar UVA e UVB, com fatores de proteção entre 7 e 9. Resultados satisfatórios foram obtidos em testes com animais de laboratório, mas ainda não há perspectivas para a elaboração de um creme de proteção solar para uso em humanos. O LCC é um subproduto do beneficiamento da castanha do caju, largamente utilizado no Exterior para a produção de lubrificantes, tintas, vernizes e outras aplicações de grande valor agregado. Percebemos que o LCC é constituído por substâncias que poderiam ser modificadas, a fim de produzir compostos capazes de absorver a radiação solar, conta Maria Lucilia dos Santos, professora do Instituto de Química da UnB. A pesquisadora enfatiza que o óleo da castanha de caju não deve, em hipótese nenhuma, ser usado na forma natural para proteção contra raios solares. O LCC puro não tem as mesmas propriedades dos compostos sintetizados e pode provocar queimaduras graves, se utilizado na exposição ao sol, porque é cáustico e corrosivo. Nova Rota Vai Ligar o Ceará à Bélgica Uma nova linha de navegação promete facilitar o escoamento da safra de frutas do Nordeste, com economia de tempo e conseqüente redução de custo para os exportadores. A companhia dinamarquesa Maersk Line, que já está operando no Terminal Portuário do Pecém, localizado em a 56 quilômetros de Fortaleza, vai colocar um navio para a ligação Ceará-Porto de Zeebrugge, na Bélgica, com freqüência semanal. 12

13 Alain Tulpin, diretor da Tulpin, empresa de logística especializada em frutas, com sede em Ostende, a 20 quilômetros de Zeebrugge, e responsável pela operação, afirma que esta rota é a mais curta entre o Brasil e a Europa leva 8 dias e Zeebrugge não é um porto congestionado, além de estar localizado no centro entre Paris, Londres, Amsterdã e Alemanha, grandes consumidores de frutas tropicais. Com essa nova rota, Alain acredita que o monopólio do porto de Roterdam vai diminuir e os exportadores terão a facilidade de exportar para qualquer país europeu, sem que o importador holandês influencie este fluxo de exportação. Ele ressalta, também, que a rota mais curta é uma oportunidade do Brasil de competir com os países africanos, como Costa do Marfim, Senegal, Ghana e Camarões. Brasil Amplia Área Plantada com Produção Integrada de Frutas Levantamento divulgado pela Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo SDC do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, mostra que o Brasil tem hoje uma área plantada de 40,4 mil hectares de frutas sob o Sistema de Produção Integrada, contra 35 mil hectares até julho de A produção atual chega a 1,1 milhão de toneladas, envolvendo, entre outras variedades, 60% da área cultivada com maçãs, 36% da área plantada com uvas e 35% de manga no pólo de fruticultura do Vale do São Francisco. De acordo com a Coordenação de Produção Integrada e Rastreabilidade da SDC, atualmente, estão sendo conduzidos 23 projetos de produção integrada de frutas em 14 estados, atingindo 17 espécies frutíferas. As atividades desenvolvidas resultaram na adesão de produtores ao sistema. Entre os principais benefícios, a PIF reduz os custos de produção devido à economia de 40% no uso de fertilizantes no cultivo da maçã, por exemplo. No caso da uva fina de mesa, em 2005, foi possível racionalizar o uso de agrotóxicos com redução média de 42% de fungicidas, 89% de inseticidas e acaricidas e 100% de herbicidas. O sistema permite, ainda, aumento da produtividade, alta qualidade da fruta produzida, economia do uso da água de irrigação, aumento da infiltração de água no solo e conseqüente elevação do lençol freático. A PIF tem outras vantagens, como a diminuição dos processos erosivos e o incremento na diversidade e população de inimigos naturais de pragas e doenças. Sistema de Consulta para o Comércio Internacional O Ibraf firmou parceria com a Blue Book Services, empresa norteamericana, que oferece uma série de serviços para facilitar e proteger o comércio entre empresas da fruticultura. A parceria permitirá aos associados do Instituto solicitar, gratuitamente, consultas do perfil e o histórico de compras de possíveis empresas importadoras para saber se há alguma restrição, como atraso ou falta de pagamento. Os dados da avaliação das empresas são fornecidos por clientes, que avaliam o método de pagamento e o comprometimento em realizar o negócio. As consultas também podem ser realizadas diretamente pelo site da Blue Book porém mediante pagamento, com valor proporcional à quantidade de informação requisitada. Consumo de Melão na Europa Aumenta Graças às Importações do Hemisfério Sul Os avanços em logística beneficiaram o comércio entre os diferentes hemisférios e o melão foi a fruta que melhor se adaptou ao transporte. Ainda que a Europa consuma 80% do melão no verão, conforme a revista Fruittoday, há alguns anos se observa uma tendência de crescimento nas vendas durante o resto do ano, que corresponde às importações do hemisfério sul. Atualmente, a tendência do consumidor é procurar por tamanhos de melão até 1,5 kg, de acordo com as necessidades das famílias. Na Europa, como exemplo os supermercados ingleses, mais da metade do melão comercializado é de quarta gama (ou minimamente processado) em bandejas de 200 gramas, com diversas variedades de melão (charentais, pele de sapo, amarelo etc.). Estudo para o Aumento do Tempo de Conservação da Fruta Pesquisadores do Departamento de Matemática Aplicada da Universidade Politécnica de Cartagena UPCT, Espanha, desenvolveram um modelo matemático, que permite aumentar o tempo de conservação dos produtos hortifrutícolas. Segundo fontes da própria instituição, esta pesquisa ajuda a conservar a qualidade das frutas e verduras em conserva, que são submetidas a atmosferas modificadas, aumentando o período de permanência dos produtos nas prateleiras dos supermercados em perfeito estado de conservação. O pesquisador Sergio Amat, diretor do Departamento de Matemática Aplicada, ressaltou que o modelo combina concentrações de oxigênio, gás carbônico e temperatura adequadas para que frutas e verduras envasa-das cheguem em perfeito estado na mesa do consumidor. O objetivo do trabalho, segundo Francisco Artés Fernández, do grupo de Pós-colheita e Refrigeração, é prever quanto tempo o produto fica em perfeito estado de conservação, mesmo depois de seu recolhimento, sem utilizar aditivos tóxicos e produtos indevidos. fonte: 13

14 NO POMAR Samara Monteiro IAC LANÇA MARACUJÁ-ROXO Maracujá roxo-avermelhado com pintas brancas é coisa que nossos bisavós nunca imaginariam ver. Mas, graças ao melhoramento genético, acaba de ser lançado pelo Instituto Agronômico de Campinas IAC. Com sabor muito mais doce e pouca acidez, o IAC-Paulista é adequado para a diversificação dos pomares nacionais e indicado para o mercado interno e para a agroindústria. Um dos produtores que testou a fruta conseguiu, também, comercializá-la para o Exterior, via avião. Por navio, sabemos que a fruta não resiste, explica a pesquisadora do IAC, Laura Maria Molina Melleti. A coloração da casca que desperta a curiosidade tem explicação: a cor roxa é proveniente do cruzamento do maracujá roxinho nativo com o maracujá-amarelo, de quem herdou o tamanho grande, pesa entre 100 a 160 g. Outra curiosidade é sua polpa, de cor amarelo-alaranjada, que representa cerca de 47% do fruto, diz a pesquisadora. O maracujá-roxo tem produtividade média de 25 t/ha/ ano, pequena se comparada com outras variedades, como o IAC 227, por exemplo, que produz em torno de 40 a 45t/ha/ano. Por isso, consideramos que esta seja uma fruta exótica, como era a pinha há mais ou menos 15 anos, e deva ser vendida por unidade para o público classe A, dos grandes centros consumidores: São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, enfatiza a pesquisadora. O IAC-Paulista é indicado para produção no centro-sul do País, porque se desenvolve melhor em clima ameno. Os meses de julho e agosto são adequados ao plantio. As mudas já estão à disposição dos produtores. Mais informações sobre onde comprar pelo telefone (19) ARQUIVO IAC CRISTIANO JOÃO ARIOLI 14 FEROMÔNIOS SEXUAIS CONTROLAM PRAGAS DA MAÇÃ Formulação de feromônios para controle de pragas da maçã. Uma nova formulação que utiliza feromônios sexuais foi criada por pesquisadores da Embrapa Uva e Vinho, no Rio Grande do Sul, em parceria com a Isca Tecnologias, para o controle da lagarta-enroladeira Bonagota cranaodes (Lepidóptera: Tortricidae) e da mariposa oriental Grapholita molesta (Lepidóptera: Torticidae) na cultura da macieira. Será a primeira formulação a ser comercializada no mercado brasileiro, contendo, num mesmo liberador, feromônios para o controle de duas pragas simultaneamente. Segundo o pesquisador Agenor Mafra Neto, da Isca, até o momento, o uso do feromônio sexual da lagarta-enroladeira e da mariposa oriental, de forma conjunta, permitiu uma redução de, no mínimo, 50% do número de aplicações de inseticidas nos pomares, com perdas na colheita equivalentes ao manejo com base no uso de inseticidas tóxicos. Se estes dados forem extrapolados a 50% da área cultivada no Brasil (35 mil hectares), resultaria em 28 toneladas a menos de produtos tóxicos aplicados. Para que a técnica seja eficaz no manejo das pragas, o pesquisador Marcos Botton, da Embrapa Uva e Vinho, Bento Gonçalves, RS, aconselha a atentar para alguns fatores: o uso de feromônios para o controle de pragas deve ser feito complementarmente ao uso de inseticidas químicos; os feromônios sexuais são mais eficazes em situações de baixa infestação das pragas-alvo; ao decidir fazer uso da formulação, o produtor precisa observar a condição do pomar, que deve ser homogêneo, possuir uma superfície mínima de 5 hectares e não ser inclinado. É, também, aconselhável reforçar o número de armadilhas de monitoramento de adultos na área tratada, além de complementar essa avaliação com a análise de frutos danificados, a fim de verificar se o tratamento deve ser complementado com alguma aplicação de inseticida.

15 TÉCNICAS AUMENTAM PRODUTIVIDADE DO MELÃO A busca para solucionar o problema da moscaminadora do melão é constante. Outro desafio é o aumento de produtividade da fruta. E como um está ligado ao outro, os cuidados tomados devem estar atrelados. Mudanças no uso de irrigação convencional para gotejamento e a aplicação de adubos, via água de irrigação, elevam a produtividade do melão de 12 t/ha para cerca de 30 t/ha. É o que constataram pesquisadores da Embrapa Semi-Árido. Segundo o pesquisador José Maria Pinto, a introdução das inovações da produção integrada de frutas (PIF) pode ajudar o agricultor a economizar cerca de R$ 546,00 por hectare, com fertilizantes. O PIF orienta a aplicação de insumos na época adequada e na quantidade exigida pela cultura. A diminuição de custos vai da quantidade de água até os diferentes ingredientes na adubação das plantas. O uso da uréia, por exemplo, cai de 376 kg/ha para 156 kg/ha; o do potássio diminui de 133 kh/ha para 80 kg/ha; quanto às doses de nitrogênio, fósforo e potássio, as reduções registradas com a fertirrigação foram de 141%, 233% e 66%, respectivamente, enfatiza o pesquisador. Outro ponto levantado no estudo é a eficiência no uso de água. Costuma-se irrigar o melão por meio de sulcos, mas a pesquisa propõe o sistema de irrigação por gotejamento, que ajuda a economizar quase 45% de água e, conseqüentemente, reduz o consumo de energia elétrica, explica Costa. De acordo com ele, os melões produzidos, segundo o modelo do PIF, ultrapassam em uma semana a vida útil de armazenamento dos melões cultivados de forma tradicional. A mosca-minadora também tem sido um desafio Novas técnicas e bom manejo aumentam a produtividade e controlam a mosca no cultivo do melão. ARQUIVO NOLEN para a produção de melão. O pesquisador da Embrapa Agroindústria Tropical, Raimundo Braga, alerta: levantamentos recentes no Nordeste apontam um incremento dos custos de produção superior a 10% somente para o controle da mosca-minadora, e não tem solucionado o problema. Por isso, o pesquisador ensina que, para prevenir e controlar a doença, são necessárias algumas medidas de curto e longo prazos: 1. Colocar em prática todas as técnicas preconizadas pelo manejo integrado de pragas; 2. Plantar novos cultivos sempre na direção contrária ao vento, a fim de reduzir a migração de adultos de áreas mais velhas para as mais novas, no caso de cultivos escalonados; 3. Estabelecer novos campos em áreas afastadas pelo menos 8 a 10 quilômetros dos plantios já infestados com praga; 4. Realizar o repouso dos campos, evitando plantar mais de uma vez na mesma área durante a mesma safra; 5. Fazer a rotação de culturas, utilizando milho ou sorgo como alternativas;e destruir e incorporar os restos culturais do meloeiro imediatamente após a colheita. Como ações de longo prazo, o pesquisador sugere o desenvolvimento de projetos de pesquisa focados na bioecologia da praga, o controle biológico, cultural, químico e o fortalecimento da transferência de tecnologias. 15

16 FRUTAS FRESCAS SONHO REAL A fruticultura espalha-se pelo Vale do Rio Branco, em Boa Vista, capital de Roraima, mobilizando iniciativa privada, universidade e Poder Público. Marlene Simarelli Fotos Leandro Neves/UFRR Das primeiras plantas à primeira colheita, as uvas do Vale do Rio Branco. Numa área de transição entre a floresta Amazônica e as savanas do cerrado brasileiro, com chuvas abundantes e bem definidas durante seis meses do ano e temperaturas médias de 33 ºC, está surgindo um novo pólo de fruticultura: o Vale do Rio Branco. Nessa região, o paranaense de Cascavel, Airton Antonio Soligo, criava gado em Boa Vista, onde está há duas décadas. Uma visita à região produtora de frutas em Petrolina, PE, no Vale do São Francisco, mudou o rumo de sua história e influenciou definitivamente a história de Boa Vista. A similaridade das regiões, o alto índice de luminosidade de Roraima e a possibilidade de atender aos mercados de Manaus e Caribe, há apenas 500 quilômetros de distância, me impulsionaram a plantar frutas, explica Soligo. O projeto iniciado em 2004 compreende 18 hectares de uvas das variedades Itália, Thompson e Festival e 70 hectares de mangas das variedades Palmer. Estão em implantação 80 hectares de bananas prata e gran naine, além de quatro hectares de goiaba Paluma. O pioneiro Soligo conta que já fez duas colheitas de uvas, de qualidade boa e mercado assegurado. A iniciativa de Airton Soligo não parou aí. Seu sonho, plano e persistência transformaram-se no projeto Vale do Rio Branco. Hoje, o projeto é uma parceria da Prefeitura Municipal de Boa Vista, Ministério da Agricultura, Banco da Amazônia e Universidade Federal de Roraima. O produtor lembra que a decisão política da ex-prefeita Tereza Jucá, em 2004, que chamou para si o projeto, não pode ser esquecido. O Vale do Rio Branco produzirá citros (lima ácida e laranja para suco e mesa), uva, banana, abacaxi e coco. O plano piloto agrega 85 produtores, numa área de 250 hectares, com pomares formados e em formação. A previsão é che- 16

17 gar a 2,5 mil hectares em cinco anos. A Prefeitura fornece tecnologia, assistência técnica e mudas, a título de empréstimo para pagamento após a primeira colheita, a ser feito em mudas de frutíferas ou o equivalente monetário para realimentar o projeto. Com a concepção do Vale do Rio Branco feito de maneira semelhante ao Vale do São Francisco, quebramos o paradigma da produção de uvas no Brasil, comemora Manoel Eliseu Alves, secretário municipal de Desenvolvimento Agrícola. MARCA REGISTRADA As frutas produzidas no Vale do Rio Branco já têm marca registrada para divulgação no Brasil e no exterior. São as Frutas Frescas da Amazônia ou Amazon Fresh Fruits. Soligo observa que as pesquisas mostram que a palavra Amazônia é o segundo nome mais falado no mundo, por isso patenteamos a marca e profetiza: daqui a cinco anos, Roraima estará totalmente inserida no contexto nacional como novo pólo de produção de frutas. Para atingir essa meta, Alves afirma que foram investidos R$ 6 milhões na implantação do projeto, sendo que 40% foram destinados à construção do Centro de Difusão de Tecnologia da Fruticultura. Com inauguração prevista para o final do ano, o Centro receberá o nome do viticultor gaúcho Angelo Soligo, em homenagem ao pai do idealizador do Vale do Rio Branco, Airton Soligo. Alves explica que o Centro será gerido pela Embrapa, Universidade Federal de Roraima e pelos produtores, numa parceria público-privada. Soligo ressalta que o Centro é auto-sustentável porque terá 28 hectares de diversas variedades de frutas para pesquisas, que serão vendidas, e também promoverá cursos de treinamento. O maior desafio para a produção de frutas em Roraima é a falta de mão-de-obra especializada, observa Soligo. A solução será o treinamento já iniciado pelo próprio secretário municipal, especialista em fruticultura da região do São Francisco, onde atuou durante 20 anos. O fruticultor Roberto Tadashi concorda e acrescenta que está pagando o preço do pioneirismo. Também produtor de café em Minas Gerais, Tadashi começou a cultivar melancias há três anos e uva há um, dentro do Projeto Vale do Rio Branco. Tadashi garante que a melancia tem sido rentável 17

18 FRUTAS FRESCAS e está animado com a perspectiva de exportação para Venezuela e Caribe, que consomem frutas chilenas. É um mercado de 37 milhões de pessoas, se consideramos também Manaus, estima o secretário municipal, Manoel Alves. PLANO MAIOR O Vale do Rio Branco faz parte de um plano maior. É o Arranjo Produtivo Local da Fruticultura, cujo principal objetivo é consolidar e implantar o cultivo de banana, abacaxi, citrus, coco e uva, além de fortalecer as frutas regionais de caju, açaí, cupuaçu, taperebá (ou cajá), buriti, murici e bacaba conhecido como achocolatado da mata por seu sabor e aspecto leitoso de cor escura, após processado e gelado. A afirmação é de Leandro Camargo Neves, coordenador do Programa Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos e chefe do Departamento de Fitotecnia, do Centro de Ciências Agrária da Universidade Federal de Roraima. A viabilização do APL, nascido há cerca oito anos, começou há três, e se tornou o segundo lugar na pauta do agronegócio estadual, segundo Neves, que também atua como coordenador técnico da Câmara Setorial de Fruticultura do Estado. A implantação da viticultura, com matrizes do Vale do São Francisco, é considerada como o passo mais ousado. Fui chamado de louco quando cheguei para ajudar a implantar a fruticultura no Estado, mais ainda por causa da viticultura, recorda. Dos vários projetos dentro do APL Estadual da Fruticultura de Roraima, Neves acredita que o mais importante é o de viticultura. Não tanto pelo seu tamanho atual, pois banana, manga, coco e abacaxi são bem maiores, mas em termos de desafio tecnológico. Afinal, o centro-sul brasileiro só fala do açaí e do cupuaçu aqui da região Norte, comenta. Segundo ele, já foram colhidas 150 toneladas da fruta. Com produtividades dignas do Nordeste (aproximadamente 30 a 35 toneladas por hectare). Para o ano de 2007, estão previstos mais 150 hectares irrigados com uva de mesa das variedades Itália, Itália sem semente, Crimpson Seedless, Benitaka e uma pequena parcela de Rubi. Há também o projeto do coco que visa aproveitar a fruta para a fabricação da farinha e uso na indústria de panificação. A farinha de coco, consorciada com o trigo, melhora o aspecto nutricional do pão e aumenta naturalmente a vida de prateleira, sem alteração de sabor, afirma Neves. O plantio de coco é feito em sistemas agroflorestais, quase sem retirada da vegetação nativa, para evitar o ataque de pragas à produção. Neves frisa que a fruticultura para Roraima, por ser área de transição, é preservacionista e respeita as florestas nativas, o que é uma grande vantagem em relação aos demais estados amazônicos. Neves observa que o objetivo é colocar frutas com valor agregado embalada ou processada para o mercado, com quantidade e qualidade necessárias apontadas em pesquisa mercadológica já realizada. O mercado para as frutas? Neves sabe bem para onde seguirão. Temos o mercado Manauara Manga, maracujá, banana, dendê, açai... do viveiro à colheita, Roraima se prepara para a fruticultura. (Manaus) com quase dois milhões de habitantes e também as regiões Sul e Sudeste, pois como estamos na região Norte, vamos atuar nas janelas de plantio, quando não há as frutas. Ele observa também que pretendem conquistar e ampliar mercados com as fruteiras nativas da Amazônia, que são ricas em anti-oxidantes e anti-radicais livres e por isso são consideradas excelentes alimentos funcionais. 18

19 Mercados brasileiro e internacional apontam para crescimento constante do segmento de frutas processadas, que busca diversificação para atrair consumidores. Beth Pereira 19

20 PROCESSAMENTO As frutas processadas foram incorporadas à rotina das pessoas, em forma de sucos e polpas, conservas ou desidratadas, como castanhas, água de coco, sorvetes, refrigerantes, confeitos, drinques, néctares, refrescos, barras de cereais, cereais matinais e petiscos. Mas há outras apresentações em misturas com vegetais, com soja, com leite e iogurtes; os produtos minimamente processados, as frutas congeladas, além de itens sofisticados, como molhos à base de frutas, novos tipos de energéticos e sobremesas. O segmento entrou na era da diversificação, para atender a nichos de mercados diferenciados. A evolução das frutas processadas no Brasil e no mundo aponta o caminho da agregação de valor. Tanto que o mercado de frutas industrializadas é bem maior do que o de frutas in natura. Segundo dados do International Trade Center, as frutas frescas tropicais movimentam internacionalmente US$ 8,6 bilhões. Se forem considerados os produtos agroindustrializados, esse valor sobe para US$ 23 bilhões. Quando eu coloco uma uva-passa em uma barrinha ou em um cereal, o valor pelo qual eu vendo o cereal é bem maior, explica o presidente do Instituto Brasileiro de Fruticultura Ibraf e da Câmara Setorial de Fruticultura do Ministério da Agricultura, Moacyr Saraiva Fernandes. MERCADO EXPORTADOR Para se ter uma idéia do crescimento desse mercado, pesquisa divulgada recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBGE revela que a venda de sucos no mercado interno cresceu mais do que a de refrigerantes e a tendência aponta para contínua expansão. No caso do Brasil, Fernandes diz que as frutas representam uma grande oportunidade econômica. Para mostrar o potencial do setor, cita o último recenseamento de 2004, no qual 74% da população pertencente às classes D e E. Quando se fala em sucos para beber, essa faixa consome apenas 26%. Se aumentar o poder aquisitivo dessa faixa, espera-se que as vendas cresçam na mesma proporção, diz. As fábricas existentes podem não ter condições de suprir uma grande demanda, observa. A perspectiva de consumo mundial de alimentos nos países ricos deve se manter constante com poucas ARQUIVO NATIVITA ARQUIVO NATIVITA exceções, como o consumo de sucos, néctares e drinques à base de frutas, pois, segundo o presidente do Ibraf, são produtos que atendem às necessidades do mundo moderno, com praticidade e até substituindo refrigerantes, observa. Já, nos países subdesenvolvidos, a maior ou menor demanda depende da inserção da população no mercado de consumo. De acordo com Fernandes, as exportações brasileiras estão basicamente concentradas em sucos de laranjas (mais de US$ 1bilhão), porém as indústrias de outros setores estão sendo habilitadas para atender à demanda externa. Conforme explica, a proposta é sair do patamar anual de US$ 75 milhões, gerados pelas exportações de polpas e concentrados de outras frutas tropicais, como maçã e uva, para US$ 200 milhões, até 2010, por meio do Programa de Promoção das Exportações das Frutas Brasileiras e Derivados, iniciativa do Ibraf com a Agência de Promoção de Exportações e Investimentos Apex-Brasil. Outras ações para impulsionar o crescimento desse mercado são a capacitação de empresas e a adequação de produtos, visando à adoção de gestão pela qualidade, segundo as exigências dos mercados, por meio do Plano de Desenvolvimento Setorial de Frutas Processadas, resultado de parceria entre a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial ABDI com o Ibraf. Dessa forma, esperamos apoiar com mais efetividade a adequação das indústrias para elas se internacionalizarem com mais facilidade. Frutas tropicais desidratadas para mercado interno. Frutas em barrinhas de cereais, alto valor agregado. 20

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