SEGURANÇA DO TRABALHO: Aplicações ao Servidor Público do DER

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1 DEPARTAMENTO DE ESTRADAS DE RODAGEM DIRETORIA ADMINISTRATIVO FINANCEIRA COORDENADORIA DE RECURSOS HUMANOS Gerência de Segurança Ocupacional SEGURANÇA DO TRABALHO: Aplicações ao Servidor Público do DER MÔNICA KRISTINA FOLTRAN MARCON Engenheira Civil Engenheira de Segurança do Trabalho

2 HISTÓRICO DE LEGISLAÇÃO EM SEGURANÇA DO TRABALHO Revolução Industrial Inglaterra, século XVIII; CF de 1937; Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), 1943.

3 SITUAÇÃO DO BRASIL NA SEGUNDA METADE DO SÉC. XX: Modernização da indústria. Obras de construção civil: infra- estrutura. Aumento no número de acidentes e doenças do trabalho. Entre 1975 e 1976: 10% dos trabalhadores sofreram acidentes (trabalho formal).

4 NORMAS REGULAMENTADORAS Lei n o /1.977: altera o cap. V da CLT, relativo à Segurança e Medicina do Trabalho. Portaria/MTE n o /1.978: Cria as Normas Regulamentadoras (NR s). Atualmente: 33 urbanas e 5 rurais.

5 CONSTITUIÇÃO FEDERAL DO BRASIL, DE 1988: Cap. II - DOS DIREITOS SOCIAIS Art. 7º. São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: (...) XXII redução dos riscos inerentes ao trabalho por meio de normas de saúde, higiene e segurança; XXIII adicional de remuneração para as atividades penosas, insalubres ou perigosas, na forma da lei;

6 DOS SERVIDORES PÚBLICOS EC n o. 18/98 Art. 39 A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão conselho de política de administração e remuneração de pessoal, integrado por servidores designados pelos respectivos Poderes. (...) 3º. Aplica-se aos servidores ocupantes de cargo público o disposto no Art. 7º, IV, VII, VIII, IX, XII, XIII, XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, XX, XXII,, e XXX, podendo a lei estabelecer requisitos diferenciados de admissão quando a natureza do cargo o exigir.

7 CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DO PARANÁ Cap. II DOS SERVIDORES PÚBLICOS CIVIS Art. 33 O Estado e os Municípios instituirão conselho de política de administração e remuneração de pessoal, integrado por servidores designados pelos respectivos Poderes. (...) 3º. Aplica-se aos servidores ocupantes de cargos públicos o disposto no art. 7º., IV, VII, VIII, IX, XII, XIII, XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, XX, XXII e XXX, da Constituição Federal, podendo a lei estabelecer requisitos diferenciados de admissão quando a natureza do cargo exigir.

8 CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DO PARANÁ Art. 34 São direitos dos servidores públicos, entre outros: (...) XIV redução dos riscos inerentes ao trabalho por meio de normas de saúde, higiene e segurança; XV adicional de remuneração para as atividades penosas, insalubres ou perigosas, na forma da lei;

9 Lei n o /93 Art. 4º. Para os efeitos desta lei, são consideradas atividades e operações insalubres aquelas que, por sua natureza, métodos ou condições de trabalho, exponham os servidores a agentes nocivos à saúde, acima dos limites de tolerância fixados, em razão da natureza e intensidade do agente.

10 Lei n o /93 Art. 5º. Para os efeitos desta lei, são consideradas atividades ou operações perigosas aquelas que, por sua natureza, condições ou métodos de trabalho, impliquem no contato permanente com inflamáveis, sistema elétrico de potência, geração, transmissão e medição, radiação ionizante,, explosivos, fiscalização, medições, coletas e amostras em rios e reservatórios, medições e monitoramentos em rios e lagos, em condições de risco acentuado.

11 Lei n o /93 Art. 15 Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da administração pública, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte, a perda ou a redução da capacidade para o trabalho, permanente ou temporária.

12 Lei n o /93 Art. 16 Considera-se acidente de trabalho, nos termos do artigo 15, as seguintes entidades mórbidas: I doença profissional, assim entendida a produzida ou desencadeada pelo exercício de trabalho peculiar a determinada atividade e constante da relação de que trata o Anexo II do Decreto Federal n o. 611, de 21 de julho de II doença do trabalho, assim entendida a adquirida ou desencadeada em função de condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relaciona diretamente, desde que constante da relação mencionada no inciso I.

13 1º. Não serão consideradas como doença do trabalho: a) A doença degenerativa; b) A inerente a grupo etário; c) A que não produz incapacidade laborativa; d) Doença endêmica adquirida por servidores habitantes de região em que ela se desenvolva, salvo comprovação de que resultou de exposição ou contato direto determinada pela natureza do trabalho. 2º. Em caso excepcional, constatando-se que a doença não incluída na relação prevista nos incisos I e II resultou de condições especiais em que o trabalho é executado e com ele se relaciona diretamente, o órgão pericial oficial do Estado deve considerá-lo acidente do trabalho.

14 Art Equiparam-se ao acidente do trabalho: I o acidente ligado ao trabalho que, embora não tenha sido a causa única, haja contribuído diretamente para a morte do servidor, para a perda ou redução da sua capacidade para o trabalho ou produzido lesão que exija atenção médica para a sua recuperação; II o acidente sofrido pelo servidor no local e no horário do trabalho, em conseqüência de: a) Ato de agressão, sabotagem ou terrorismo praticado por terceiro ou companheiro de trabalho; b) Ofensa física intencional, inclusive de terceiro por motivo de disputa relacionada com o trabalho; c) Ato de imprudência, de negligência ou de imperícia de terceiro, ou de companheiro de trabalho; d) Ato de pessoa privada do uso da razão; e) Desabamento, inundação, incêndio e outros casos fortuitos decorrentes de força maior.

15 III a doença proveniente de contaminação acidental do servidor no exercício de sua atividade; IV o acidente sofrido, ainda que fora de local e horário de trabalho: a) Na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade do Estado; b) Na prestação espontânea de qualquer serviço ao Estado para lhe evitar prejuízo ou proporcionar proveito; c) Em viagem a serviço do Estado, inclusive para estudo, quando financiada por este, dentro de seus planos para melhor capacitação de mão-de-obra, independente do meio de locomoção utilizado, inclusive veículo de propriedade do servidor; d) No percurso da residência para o local de trabalho ou deste para aquela, qualquer que seja o meio de locomoção, inclusive veículo da propriedade do servidor.

16 CONDIÇÕES INSEGURAS São defeitos, deficiências ou irregularidades técnicas nas instalações físicas, máquinas ou equipamentos. Ex.: piso escorregadio, ruído e trepidações excessivas, falta de ordem e limpeza, instalações elétricas precárias, falta de manutenção periódica em máquinas e equipamentos.

17 ATOS INSEGUROS São atitudes, atos, ações ou comportamentos do servidor contrários às normas de segurança e que colocam em risco a própria saúde ou integridade física, e a de terceiros. Relacionado com falha humana. Ex.: atos de exibicionismo, ingestão de bebidas alcoólicas antes ou durante o horário de trabalho, improviso de ferramentas e mobiliário, não realização de inspeções de rotina em máquinas e equipamentos.

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24 RISCOS AMBIENTAIS AGENTES FÍSICOS - São diversas formas de energia a que possam estar expostos os trabalhadores, tais como: ruído, vibrações, pressões anormais, temperaturas extremas, radiações ionizantes,, radiações não ionizantes, infra-som e ultra-som.

25 RISCOS AMBIENTAIS AGENTES QUÍMICOS - São as substâncias, compostos ou produtos que possam penetrar no organismo pela via respiratória, nas formas de poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases ou vapores, ou que, pela natureza da atividade de exposição, possam ter contato ou ser absorvidos pelo organismo através da pele (contato) ou por ingestão.

26 RISCOS AMBIENTAIS AGENTES BIOLÓGICOS - Consideram- se agentes biológicos as bactérias, fungos, bacilos, parasitas, protozoários, vírus, dentre outros.

27 ERGONOMIA É a ciência que estuda a interação homem- ambiente de trabalho, visando propiciar uma solicitação adequada dos trabalhadores, de modo a se alcançar uma otimização do sistema do trabalho, respeitando-se porém, as características psicofisiológicas individuais daqueles, e prevenindo o desgaste prematuro de suas potencialidades profissionais.

28 RISCOS ERGONÔMICOS Ventilação inadequada. Iluminação deficiente. Ruído. Levantamento de peso. Lay-Out desfavorável. Mobiliários com regulagem de altura.

29 ATIVIDADES E OPERAÇÕES INSALUBRES INSALUBRE Adjetivo que expressa a qualidade daquilo que é: não salubre, não saudável, aquilo que causa doença ou doentio. A insalubridade será caracterizada através de perícia técnica no local e das atividades profissionais, realizada por médico do trabalho ou engenheiro de segurança do trabalho.

30 LIMITES DE TOLERÂNCIA Análise Quantitativa: Ruído contínuo ou intermitente, ruído de impacto, calor radiante, agentes químicos (ppm( ou mg/m 3 ), poeiras minerais (asbestos, manganês, sílica livre cristalizada).

31 AVALIAÇÃO QUALITATIVA Não há limites de tolerância: Pressões hiperbáricas,, agentes químicos e agentes biológicos.

32 VERIFICAÇÃO FÍSICA DOS LOCAIS DE TRABALHO Radiações não-ionizantes,, vibrações, frio e umidade.

33 ATIVIDADES E OPERAÇÕES PERIGOSAS PERIGOSO aquilo que causa ameaça ou perigo. Risco à integridade física do trabalhador. Inflamáveis (grupo de embalagens). Explosivos. Radiações Ionizantes. Eletricidade.

34 UTILIZAÇÃO DE EPI s Equipamento de Proteção Individual É destinado à proteção do trabalhador contra doenças ou acidentes que possam ser desencadeados no ambiente de trabalho, na inviabilidade de eliminação dos riscos através de medidas de proteção coletiva.

35 PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS (PPRA) DER Processo de implantação do documento-base; Reconhecimento, antecipação, controle e monitoramento de agentes nocivos; Identificação dos riscos por função análise qualitativa e quantitativa; Estabelecimento de metas (cronograma); Diminuição do número de acidentes e doenças ocupacionais;

36 PPRA Trabalho em conjunto, envolvendo a participação de todos os servidores e da CIPA, onde houver; Exemplo de agentes a serem quantificados: ruído, temperatura, umidade e iluminação. Exemplo de agentes a serem qualificados: biológicos, químicos e perigosos

37 PROCESSO DE IMPLANTAÇÃO DA CIPA NO DER Objetiva proporcionar aos servidores do DER melhores condições no ambiente de trabalho; Equipe treinada curso de 20h, com noções de segurança e saúde ocupacional; Fazer com que a CIPA se torne uma importante colaboradora no trabalho conjunto com o DER/PR.

38 ORDEM DE CONTROLE DE RISCOS AMBIENTAIS 1) Medidas de caráter administrativo/organizacionais (Programas de qualidade total, OHSAS 18001:2007); 2) Medidas de proteção coletiva; 3) Medidas de proteção individual; 4) Pagamento de indenizações por danos à saúde ou integridade física.

39 O MÉTODO 5 S

40 1º. S - SEIRI SENSO DE UTILIZAÇÃO: Separar o útil do inútil, eliminando o desnecessário.

41 2º. S - SEITON SENSO DE ARRUMAÇÃO: Identificar e arrumar tudo, para que qualquer pessoa possa localizar facilmente.

42 3º. S - SEISO SENSO DE LIMPEZA: Manter um ambiente sempre limpo, eliminando as causas da sujeira e aprendendo a não sujar.

43 4º. S - SEIKETSU SENSO DE SAÚDE E HIGIENE: Manter um ambiente de trabalho sempre favorável à saúde e higiene.

44 5º. S - SHITSUKE SENSO DE AUTO-DISCIPLINA: Fazer dessas atitudes, ou seja, da metodologia, um hábito, transformando os 5 S num modo de vida.

45 OBRIGADA! Eng a. Mônica K. Foltran Marcon (41) Sede DER/PR CRH: 3º. Andar, sala 14.

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