A CADEIA PRODUTIVA DE CARNE BOVINA NO BRASIL MERCADO INTERNACIONAL E NACIONAL

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "A CADEIA PRODUTIVA DE CARNE BOVINA NO BRASIL MERCADO INTERNACIONAL E NACIONAL"

Transcrição

1 A CADEIA PRODUTIVA DE CARNE BOVINA NO BRASIL MERCADO INTERNACIONAL E NACIONAL José Alberto de Àvila Pires Engenheiro Agrônomo, Coordenador Técnico/Bovinocultura de Corte da EMATER/MG Avenida Raja Gabaglia, Bairro Luxemburgo Belo Horizonte Minas Gerais Fone: (31) Fax: (31) INTRODUÇÃO Ao conjunto da produção de bens e serviços intermediários e finais realizados antes, dentro e depois da porteira, dá-se o nome de cadeia produtiva. A noção sobre cadeias produtivas e o conhecimento das relações entre seus segmentos são necessários, pois além de evidenciar onde o poder econômico é exercido, revelam as especificidades técnicas e econômicas ocorrentes e mostram ainda, que, para todos os agentes econômicos, é imprescindível conhecer e levar em conta a estrutura dinâmica técnico-financeira dos setores e ramos que as compõem, objetivando a competitividade no mercado (Amaral, 2000). A ocorrências das doenças da vaca louca e da febre aftosa na Europa está afetando de forma marcante o mercado e a cadeia produtiva de carne bovina no mundo inteiro. Segundo Talamani (2001), o rico mercado consumidor europeu e demais países desenvolvidos determinará como os sistemas de produção agropecuária vão operar. O objetivo do consumidor europeu é consumir alimentos saudáveis com o mínimo de riscos à saúde, que sejam produzidos sob conceitos de respeito ao ambiente e ao bem estar animal, de preferência oriundos de unidades de produção estruturados nos moldes de organização familiar. Diante desta nova realidade do mercado de carne bovina, este trabalho procura mostrar os futuros potenciais dos mercados internacional e nacional, e analisar a importância do criador, o pecuarista que faz exclusivamente a produção de bezerros de corte para venda logo após a desmama/apartação, com a base de sustentação de toda a cadeia produtiva da pecuária bovina de corte.

2 2 MERCADO INTERNACIONAL Principais Países Produtores, Exportadores e Importadores Dados publicados pelo ANUALPEC 2000 mostram que a população bovina mundial encontra-se concentrada em dez países com cerca de 850 milhões de cabeças, 80,30% do rebanho total, e o Brasil se desponta como o maior rebanho bovino comercial, (154,5 milhões de cabeças), já que a Índia por questões religiosas não utiliza seu rebanho bovino para produção de carne. Quanto à produção mundial de carne bovina, os dez países maiores produtores são responsáveis por cerca de 36 milhões de toneladas ano, aproximadamente 73% do volume total produzido. Os maiores produtores são os Estados Unidos com cerca de 11,5 a 12,0 milhões de toneladas ano (24,5%) e o Brasil com 6,5 a 7,0 milhões (14,3%). No cenário das exportações, nove países respondem por 93% das exportações mundiais, cerca de 6,4 milhões de toneladas ano. Os destaques são para a União Européia com 2,2 milhões de toneladas ano (32,5%), a Austrália com 1,3 milhões (19%) e os Estados Unidos com 985 mil toneladas (14,4%). O Brasil, embora colocado entre o 6º e 7º lugar no ranking dos países exportadores mundiais de carne bovina, durante quase toda a década de 90, vem ampliando substancialmente sua participação no mercado. Com as desvalorizações cambiais em 1999 e mais recentemente em 2001, e o avanço do programa de erradicação da febre aftosa, estimativas preliminares indicam que o Brasil poderá exportar cerca de 700 mil toneladas já em Caso isto ocorra, o Brasil irá para o 4º lugar, atrás da União Européia, Austrália e Estados Unidos. Os esforços do Governo e da iniciativa privada são para que o Brasil consiga exportar 1 (Hum) milhão de toneladas de carne bovina, por ano, no curto prazo. Quanto às importações, sete países Estados Unidos, Japão, União Européia, Rússia, Canadá, Coréia do Sul e México aparecem como responsáveis por 89% do mercado com um volume aproximado de 5,0 a 5,5 milhões de toneladas de carne importada por ano. O destaque se refere ao fato de que estes países se encontram no bloco dos países livres da febre aftosa, impondo rigorosas barreiras sanitárias à carne bovina proveniente de países ainda sujeitos à febre aftosa. E é exatamente para poder participar como exportador, deste rico mercado consumidor, que o Brasil vem se empenhando na erradicação da febre aftosa.

3 III Simpósio de Produção de Gado de Corte - 3 Consumo Mundial per capita Comparado O consumo mundial de carne bovina tem sido influenciado por questões que vão desde a preocupação dos consumidores com a saúde, com a conservação do meio ambiente e, principalmente pelas mudanças nos preços relativos das carnes concorrentes, especialmente a carne de frango. Na década de 90, o crescimento do consumo de carne de aves nos Estados Unidos foi de 27,73%, no Brasil de 59,63%, e na União Européia de 15,50%. Neste período, o consumo de carne bovina permaneceu estável nos Estados Unidos e União Européia, teve um pequeno crescimento no Brasil (7,6%) e aumentou significativamente no Japão e Coréia do Sul (41,97%) (ANUALPEC, 2000). Aliás, um maior crescimento do consumo per capita de carne bovina tem sido observado em toda Ásia. Em alguns países da União Européia tem sido observada uma queda drástica em função dos diversos problemas sanitários dos rebanhos (vaca louca, febre aftosa, dioxina) e nos países da antiga União Soviética devido a problemas econômicos e políticos. Somente com a doença da vaca louca estimase uma queda de 15% no consumo de carne bovina na Europa, o que irá corresponder a cerca de 1 (Hum) milhão de toneladas/ano Preços A Tabela 1 mostra os preços dos mercados internos para arroba do boi gordo, praticados no Brasil (base São Paulo), na Argentina, Uruguai e Estados Unidos. Estes preços são nominais, expressos em dólares norte americanos, sendo portanto afetados por mudanças nas taxas de câmbio, como a que ocorreu no Brasil à partir de Em 2001, a desvalorização do Real (R$) frente ao Dólar (US$) mantém as cotações da arroba do boi gordo no Brasil, variando de US$ 18,00 (safra) a US$ 20,00 por arroba (entressafra).

4 4 Tabela 1 - Preços no Mercado Mundial de Gado (US$/arroba de boi gordo) Países Média Brasil 26,19 22,79 24,40 23,77 18,57 23,14 Argentina 24,72 25,95 28,11 31,75 24,80 27,07 Uruguai 24,44 23,93 24,58 26,31 22,65 24,38 Estados Unidos 45,75 44,60 45,38 43,24 46,62 45,12 OBSERVAÇÃO a) Para cálculos, foram considerados 62% de rendimento de carcaça para os Estados Unidos e 52% para Argentina, Uruguai e Brasil. b) Brasil: Preço à vista em São Paulo. c) Uma arroba = 15 kg de carcaça Fonte: ANUALPEC/2.000 (FNP. Consultoria e Comércio Ltda.) O que se observa é que estes preços são menores no Brasil, Argentina e Uruguai onde o sistema de alimentação predominante é baseado em pastagens. Já nos Estados Unidos, onde a alimentação predominante é baseada em grãos (confinamento), os preços pagos aos produtores foram, na média dos cinco anos considerados (1995/99), cerca de 95% maiores do que no Brasil e 67% do que na Argentina. Custos de Produção Considerando-se a produção exclusiva à pasto, uma planilha de custo de produção foi desenvolvida pela CEPEA/Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo (USP)/Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ) Piracicaba (SP) em 1994, envolvendo o ciclo completo da bovinocultura de corte a cria, a recria e a engorda. Chegou-se a um custo operacional total de US$ 13,13 por arroba (PREÇOS AGRÍCOLAS, 1994). Adotando-se este mesmo modelo de análise de custo de produção, o ANUALPEC 2000 publicou em abril/2000, resultados referentes a 1999, de uma série de estudos de custos considerando-se, isoladamente, os sistemas de CRIA, o de RECRIA/ENGORDA, e o de

5 III Simpósio de Produção de Gado de Corte - 5 CRIA/RECRIA/ENGORDA. Os sistemas de produção foram ainda classificados em extensivos, semi-intensivo e intensivo, e de acordo com o tamanho do rebanho em uma única propriedade: pequenas (500 UA); médias (1.500 UA) e grandes (7.500 UA). NOTA: 1 UA (Unidade Animal) igual a 450 kg de peso vivo. De uma maneira geral, na maioria dos casos (56%), os custos por arroba produzida variam de US$ 12,00 a US$ 15,00, com um mínimo de US$ 9,00 e um máximo de US$ 16,00. Principais Importadores e Preços Como o comércio de qualquer produto, o comércio de carne bovina depende das vantagens comparativas em termos de custos de produção, que estão diretamente relacionadas com a disponibilidade de terra, boas pastagens, de grãos e condições climáticas favoráveis. Neste contexto, a posição do Brasil como exportador tem se firmado cada vez mais. E o avanço do programa de controle e erradicação da febre aftosa está dando um novo incentivo às exportações. As exportações brasileiras de carne industrializada e in natura, por países ou regiões de destino, nos anos 1996 a 1999, são mostradas nas Tabelas 2 e 3. Os países da União Européia (Reino Unido, Países Baixos, Itália, Alemanha e Espanha) são os principais países de destino das exportações do Brasil, tanto de carne in natura quanto de carne industrializada. Os Estados Unidos se destaca como maior importador de carne industrializada. Observa-se que, apesar do crescimento no volume de carne exportada pelo Brasil nos últimos anos, verificou-se um queda dos preços. Para carne industrializada esta queda foi de 21,17% em 1999 comparativamente a 1998, e para carne in natura esta queda foi ainda maior 41,5% no período de 1996/1999.

6 Tabela 2 Exportações Brasileiras de Carne Bovina Industrializada*, por Destino Países m US$ Ton. US$/t m US$ Ton. US$/t m US$ Ton. US$/t m US$ Ton. US$/t Estados Unidos 52,776 19,351 2,727 63,451 22,041 2,879 95,683 31,178 3, ,335 47,108 2,342 Reino Unido 81,210 32,459 2,502 91,524 36,081 2, ,325 39,495 2, ,770 50,384 2,139 Itália 18,087 4,333 4,175 5,153 1,420 3,629 13,629 3,135 4,348 12,906 3,473 3,716 Alemanha 14,863 4,308 3,450 13,283 4,031 3,296 14,746 4,521 3,262 12,676 4,265 2,972 França 9,338 2,623 3,560 7,024 2,960 2,373 8,560 3,100 2,761 11,312 3,825 2,957 Jamaica 4,427 1,834 2,414 8,067 3,294 2,449 8,956 3,641 2,460 9,104 4,227 2,154 Porto Rico 6,825 2,826 2,415 6,593 2,606 2,530 8,701 3,413 2,550 8,328 4,171 1,997 Países Baixos 11,440 4,507 2,538 5,629 2,287 2,461 7,985 2,839 2,813 8,012 3,174 2,524 Canadá 4,604 1,889 2,438 6,393 2,554 2,503 3,693 1,479 2,498 6,052 2,957 2,046 Japão 2, ,961 1, ,761 1, ,858 2,748 1,061 2,591 Bélgica , , ,954 2, ,363 Outros 29,991 12,588 2,383 22,694 9,602 2,363 29,175 12,288 2,374 26,208 12,575 2,084 Total Proces. 236,323 87,650 2, ,816 87,596 2, , ,050 2, , ,008 2,305 Total Eq. Carc** 219, , , ,021 * - A partir de 1996 inclui preparações alimentícias e conservas bovinas. ** - Para a conversão em equivalente carcaça, o total processado foi multiplicado pelo fator 2,5.

7 III Simpósio de Produção de Gado de Corte - 7 Tabela 3 - Exportações Brasileiras de Carne Bovina In natura, por Destino Países m US$ Ton. US$/t m US$ Ton. US$/t m US$ Ton. US$/t m US$ Ton. US$/t Resfriada s/ Osso 41,828 6,486 6,449 48,534 7,935 6,116 57,262 10,839 5, ,422 31,083 3,778 Países Baixos 13,351 1,870 7,140 16,979 2,397 7,083 24,257 3,643 6,658 31,855 6,049 5,266 Reino Unido 9,140 1,478 6,185 15,489 2,401 6,451 8,688 1,414 6,146 17,688 3,637 4,863 Alemanha 6, ,026 3, ,086 2, ,762 11,549 2,598 4,445 Espanha 1, ,224 1, ,582 2, ,550 9,242 1,937 4,771 Suíça 4, ,377 4, ,463 5,791 1,073 5,395 7,602 1,438 5,287 Outros 7,611 1,334 5,706 6,987 1,577 4,429 12,984 3,687 3,522 39,486 15,424 2,560 Congelada s/osso 152,469 40,166 3, ,712 44,476 3, ,176 69,876 3, , ,471 2,730 Países Baixos 45,319 9,968 4,546 45,391 11,306 4,015 63,081 15,886 3,971 85,400 23,320 3,662 Itália 39,127 10,168 3,848 42,964 11,606 3,702 51,419 13,935 3,690 56,780 19,079 2,976 Espanha 22,626 6,208 3,645 13,425 4,505 2,980 21,314 6,924 3,079 40,801 11,059 3,689 Hong Kong 6,472 2,648 2,444 5,635 2,559 2,202 7,858 3,332 2,358 26,496 12,643 2,096 Reino Unido 10,033 2,487 4,033 9,769 2,881 3,391 8,898 3,492 2,548 18,502 8,984 2,059 Alemanha 8,131 1,638 4,963 4,397 1,042 4,221 8,711 2,088 4,173 17,124 4,674 3,664 Chile ,660 3,434 1,672 2,054 12,320 8,794 1,401 Israel 3,239 1,701 1,904 8,810 4,134 2,131 15,093 7,112 2,122 10,356 5,704 1,816 Outros 17,522 5,347 3,277 16,707 6,073 2,751 39,367 15,435 2,550 58,367 25,215 2,315 Total Original 194,297 46,657 4, ,295 52,441 3, ,595 80,850 3, , ,740 2,944 Total Eq. Carc* 60,648 68, , ,720 * - Eq. Carcaça = Carne sem osso x 1,3 FONTE: ANUALPEC/2000

8 Tendências Segundo análise de SAFRAS & MERCADO - BOIS & CARNES, a ocorrência das doenças da vaca louca e febre aftosa na Europa indicam uma mudança radical no mercado internacional de carne bovina, nos próximos anos. Somente com a doença da vaca louca espera-se uma queda de 600 mil toneladas/ano na produção e de 300 mil toneladas/ano nas exportações de carne bovina da Europa. No caso da febre aftosa, como o abate e eliminação das carcaças tem sido a forma de se buscar a erradicação desta doença, a produção de carne e couro bovino para consumo fica reduzida. Assim, as exportações da Europa de 900 mil toneladas/ano poderão cair ao nível inferior de 400 mil toneladas em São 500 mil toneladas de carne bovina que deixarão de atender mercados do Leste Europeu, das ex-repúblicas Soviéticas, Oriente Médio e Ásia. Se o Brasil conquistar 200 mil toneladas/ano do mercado que não estará sendo atendido pela Europa, o que é o mínimo esperado neste momento, as vendas de carne bovina pelo Brasil crescerão 34% em relação ao ano de 2000 (578,5 mil toneladas). Mas para atender este crescimento de mercado o Brasil terá que se mostrar competitivo na produção de carne bovina através de maior produtividade, melhor qualidade e preços compatíveis com o mercado. Por exemplo, para o caso das doenças da vaca louca e febre aftosa, a questão não é ter ou não ter estas doenças no Brasil, mas ser competente na execução de medidas preventivas que evite sua ocorrência. MERCADO NACIONAL Principais Estados Produtores (Rebanho, Produção e Rendimento) A Tabela 4 mostra os dez Estados brasileiros maiores produtores de carne bovina, com 82,11% do rebanho bovino existente e 80,8% do volume anual de carne produzida Em alguns Estados a baixa taxa de abate, como Minas Gerais (14,21%) e Mato Grosso do Sul (15,89%) indica que estes Estados são exportadores de animais vivos para abate em outros Estados, que por isto, apresentam altas taxas de abate. Este é o caso de São Paulo (35,84%), reconhecidamente importador de boi gordo para abate, do Mato Grosso do Sul, Minas Gerais (Triângulo Mineiro) e Goiás. O

9 III Simpósio de Produção de Gado de Corte - 9 Estado da Bahia (29,74% de taxa de abate) importa principalmente boi gordo de Minas Gerais, Goiás. Quando comparado com os países de pecuária bovina mais evoluída, o baixo rendimentos da atividade, de quase todos os Estados expresso pela taxa de abate, está associado a um sistema de exploração extensiva, com problemas na alimentação dos animais, em especial às pastagens, ao melhoramento genético, à sanidade e manejo do rebanho. Tabela 4 - Brasil/Principais Estados Produtores de Carne Bovina Estado Efetivo (mil cab.) Abate (mil. cab) Taxa Abate (%) Produção Preço - (t) Mato Grosso do Sul , ,7 21,00 Minas Gerais , ,6 22,00 Goiás , ,6 21,00 Mato Grosso , ,7 20,80 Rio Grande do Sul , ,2 21,80 São Paulo , ,7 24,42 Paraná , ,8 22,20 Bahia , ,9 22,40 Pará , ,9 20,30 Tocantins , ,1 20,60 TOTAL , xxx xxx BRASIL , xxx xxx % 82,11 80,76 xxx 80,80 xxx xxx Fonte: ANUALPEC/2.000 (FNP. Consultoria e Comércio Ltda.) Evolução dos Rebanhos Regionais A Tabela 5 permite concluir que, dentro da Tabela da evolução dos rebanhos bovinos brasileiros, a participação das regiões Nordeste, Sul e Sudeste está diminuindo, ao mesmo tempo em que está aumentando as participações do Centro-Oeste e região Norte. A região Norte, por ser uma região de ocupação mais tardia, o seu rebanho bovino quase que triplicou (aumentou de 4,2% para 11,3%) entre os anos de 1985 a 1995, em relação ao total do rebanho brasileiro.

10 10 Tabela 5 - Evolução do Rebanho Brasileiro de Bovinos por Regiões (em 1000 cabeças) Região NE CO SU SE NO TOTAL FONTE: CNA/SEBRAE Consumo Per Capita O consumo de carne bovina é influenciado principalmente pela renda per capita da população, pelo preço da carne bovina e pelo preço das demais carnes, suas substitutas. Paralelamente, a influência pode vir da mudança das preferências dos consumidores. As análises da demanda da carne bovina, utilizam a carne de frango e a carne suína como produtos substitutos, mostrando que a redução nos preços de quaisquer dessas carnes reduz a demanda de carne bovina. Os dados levantados mostram que, no Brasil, durante toda a década de 90, enquanto a carne bovina apresentou um crescimento de 7,6%, o consumo de carne suína cresceu 38,36% e o de carne de frango 59,63%. Os dados apresentados mostram ainda que o consumo per capita de carne bovina variou na década de 90 de um mínimo de 36,79kg/hab./ano (em 1998) até um máximo de 40,7 kg em 2000 (estimativa). Estudo realizado pela CNA/SEBRAE projetou o consumo de carne bovina no Brasil para três cenários: baixo crescimento (PIB anual crescendo, em média a 2%, entre 1999 e 2010); médio crescimento (PIB anual crescendo, em média, a 4%, entre 1999 e 2010); e alto crescimento (PIB anual crescendo, em média, a 6%, entre 1999 e 2010). Os resultados mostram a expressiva quantidade de carne bovina que vai ser necessária para satisfazer o consumo doméstico em 2010, caso as hipóteses do modelo de previsão se confirmem: 7,4 milhões de toneladas, no cenário de baixo crescimento; 8,3 milhões de toneladas, em caso de médio crescimento; e 9,3 milhões de toneladas, para alto crescimento da renda.

11 III Simpósio de Produção de Gado de Corte - 11 Em termos de consumo per capita, haveria um incremento bastante limitado no cenário atual de 37kg/hab/ano para 40 kg/hab./ano, aumentando substancialmente, entretanto, caso prevalecesse o cenário intermediário (45 kg/hab./ano) ou o otimista, em que se atingiria 50 kg/hab./ano. CADEIA PRODUTIVA Valor da Produção, Emprego, Renda A cadeia produtiva de bovinos de corte, envolve as seguintes fases: 1ª Fase : Antes do Sistema Biológico de Produção ("Antes da Porteira"): material genético (reprodutores, semem e embrião); indústria de insumos (produtos veterinários, rações, adubos); indústria de máquinas e equipamentos; comercialização de animais. 2ª Fase : Dentro do Sistema Biológico de Produção ("Dentro da Porteira"):Dentro da estrutura da cadeia produtiva de bovinos de corte, o ciclo biológico de produção é caracterizado pelas atividades de cria, recria e engorda. A atividade de cria compreende a reprodução e o crescimento do bezerro até a desmama, que ocorre entre seis e oito meses de idade. A fase de recria vai da desmama ao início da reprodução das fêmeas ou ao início da fase de engorda dos machos, sendo a de mais longa duração, enquanto a engorda, quando feita no regime predominante de pasto, tem duração de 6 a 8 meses. Estas atividades da produção é que dão as características dos pecuaristas classificados ou denominados CRIADORES (cria), RECRIADORES (recria) e INVERNISTAS (engorda). 3ª Fase : Depois do Sistema Biológico de Produção ("Depois da Porteira"): frigoríficos e matadouros; indústria de couros (curtumes); indústria de calçados e manufaturados; indústria química e farmacêutica; indústria de rações. Para mostrar o valor da bovinocultura de corte, no Brasil, o Conselho Nacional de Pecuária de Corte (CNPC) realizou um levantamento das estimativas de pessoal empregado/ocupado, número

12 12 de estabelecimentos do sistema integrado da pecuária bovina, indústria e comércio, e do faturamento bruto de cada segmento da cadeia produtiva, para o ano de e as previsões para o ano (Tabelas 6, 7 e 8) (DBO Rural, 1995). Integração A estrutura básica da cadeia produtiva, onde tudo começa e se desenvolve, é o chamado ciclo biológico de produção e caracterizado pelas chamadas atividades de cria, de recria e de engorda. Estas fases da produção são as que dão as características dos produtores, também chamados de pecuaristas, e classificados, ou denominados CRIADORES (cria), RECRIADORES (recria) e INVERNISTAS (engorda). Os criadores tem uma influência marcante na eficiência produtiva de todo o ciclo biológico da cadeia produtiva da carne bovina. A atividade de cria tende a se concentrar na pequena produção, em áreas de terras mais fracas e pequenas propriedades. O nível de conhecimento e a capacidade de uso de tecnologia é BAIXA. Na maioria dos casos, os animais não recebem nenhum tipo de alimentação além do pasto (capim). Como conseqüência, é baixa a taxa de nascimentos de bezerros por ano (50%), e estes bezerros, na sua grande maioria, são de qualidade inferior 120 a 150 kg de peso vivo aos 7-8 meses de idade (apartação). Esta baixa eficiência dos criadores é um sério complicador para o desenvolvimento das outras fases de produção, a recria e a engorda. Tabela 6 - Número de Estabelecimentos do Sistema Integrado da Pecuária Bovina, Indústria e Comércio Ano de Especificação Quantidade Estabelecimento com Atividades Pecuárias Área Ocupada em Hectares População Bovina Indústrias de Carnes e Derivados 742 Indústria de Armazenagem Frigorífica 99 Estabelecimentos de Comércio Varejista de Carnes Indústrias Curtidoras 558 Indústrias de Calçados 4.150

13 III Simpósio de Produção de Gado de Corte - 13 Tabela 7 - Pessoal Empregado Atividade Pessoas Ocupadas Produção Animal (IBGE-1.990) Indústria de Carnes Comércio Varejista Indústria de Couros Indústria de Calçados Tabela 8 - Faturamento Atividade Faturamento (US$ milhões) Produção Total de Carnes (1) Exportação de Carnes Produção Total de Couros (1) Produção de Calçados Exportação de Calçados Total (1) Incluem os montantes exportados. Diversos pesquisadores concluíram que, do ponto de vista econômico, o desempenho reprodutivo é cinco vezes mais importante para o crescimento, e pelo menos, 10 vezes mais importante que a qualidade da carne. Por outro lado, a relevância do crescimento do bezerro na fase pré-desmama, nas regiões tropicais, é salientada por outros pesquisadores, que argumentam que nesta fase ocorre a mais alta taxa de incremento de peso na vida do animal, que atinge aos 7 meses de idade 25 a 35% do peso final de abate, enquanto necessita mais de 30 a 40 meses para completar o desenvolvimento. A fases de recria e engorda, individualmente, ou associadas concentram-se quase sempre em áreas/propriedades maiores e de terras de fertilidade média a alta, especialmente a fase de engorda. Já a verticalização total das três fases do processo produtivo cria, recria e engorda é realizada por uma pequena parcela de pecuaristas, quase sempre em grandes propriedades. Na suinocultura industrial, moderna e atual, cada etapa do ciclo biológico da produção é desenvolvida por um produtor especializado. A

14 14 atividade de cria é feita pelo chamado matrizeiro, um tipo de suinocultor especializado nesta atividade (cria), que possui apenas o rebanho de reprodução (matrizes e reprodutores) e cuida especificamente da produção e venda de leitões desmamados. Na seqüência, o chamado suinocultor terminador compra estes leitões desmamados (machos e fêmeas) e faz a sua engorda e venda para abate. De uma forma geral, historicamente, na bovinocultura de corte cada etapa do ciclo biológico da produção é executada por diferentes pecuaristas. Ao se admitir esta especialização dos pecuaristas para cada uma das etapas do ciclo cria, recria e engorda é importante destacar o papel da pequena e média produção, desenvolvida pelo criador/produtor do bezerro de corte. Como o recriador/terminador (invernista) não desenvolve a atividade de cria, há uma dependência clara entre estes tipos diferentes de pecuaristas: os recriadores/terminadores dependem fundamentalmente do criador para a produção do bezerro, e o criador depende do recriador/terminador para a compra dos bezerros. Com isto, fica claro que atenção especial precisa ser dada aos pequenos e médios criadores de bezerros de corte para venda logo após a desmama. À eles precisam ser levadas informações técnicas e recursos (crédito rural, principalmente) para que estes criadores possam produzir e disponibilizar para o mercado (vender) um BEZERRO DE CORTE DE QUALIDADE, e em quantidade (melhorias na reprodução dos rebanhos) e com isto assegurar o incremento da produção de carne bovina. Sem este envolvimento dos pequenos e médios criadores, toda a cadeia produtiva ficará comprometida. Inclusive, a falta de bezerros de corte tem sido freqüentemente um dos mais, senão o principal fator de entrave ao crescimento e desenvolvimento de produção de carne bovina no Brasil. Competitividade Para se traçar um cenário desejado para a cadeia produtiva da bovinocultura de corte, o mais realista possível, temos que considerá-la diante da Tabela de globalização da economia. A abertura econômica iniciada no Brasil em 1.992, a criação do MERCOSUL, a redução de impostos no comércio exterior e as profundas modificações no sistema financeiro nacional revelam que há um processo crescente de

15 III Simpósio de Produção de Gado de Corte - 15 modificações internas, principalmente, no sentido de adequação da economia brasileira à realidade mundial. O que se observou após a implantação do Plano Real (1.994), foi um período de fortes alterações na economia e que estão influenciando de forma acentuada todo o meio produtivo. Para a bovinocultura de corte, este processo de redirecionamento da economia brasileira revela a necessidade de novos conceitos na produção e comercialização. Independente destas alterações observadas na economia como um todo (Brasil e mundial), o cenário tendencial da cadeia produtiva já recomenda, por si só, alterações profundas para toda a cadeia produtiva, como forma de sobrevivência do setor, alterações estas caracterizadas pela busca da competitividade através de maior produtividade, melhor qualidade dos produtos, e custos compatíveis com o mercado. Mas o que é ser competitivo na exploração de bovinos de corte, no Brasil? O conceito de competitividade aqui adotado será definido como um processo de adoção contínua de inovações nas esferas tecnológicas, organizacional e institucional/legal, dotando determinado segmento econômico de poder de concorrência no mercado interno e externo de forma sustentável. (Perosa, 1998). No caso do Brasil, a necessidade de tornar a exploração de bovinos de corte mais competitiva dentro do mercado de carnes, está trazendo grandes mudanças dentro da porteira naquilo que se convencionou chamar de PRODUÇÃO DE NOVILHO PRECOCE. Ao lado destas inovações dentro da porteira, estão também surgindo as chamadas Alianças Mercadológicas, inovações para fora da porteira e que definem a parceria entre pecuaristas criadores (agricultura familiar/pequenos produtores), Recriadores /Invernistas/Confinadores, Frigoríficos e Varejo Final (Supermercados, Açougues e Casas de Carnes) voltadas para a produção e comercialização de carne bovina de qualidade (carne de novilho precoce). Dentro deste enfoque COMPETITIVIDADE, aspectos ligados a uma melhor ARTICULAÇÃO da cadeia produtiva de bovinos de corte se mostram de fundamental importação. E é na busca desta MELHOR ARTICULAÇÃO que tem surgido as chamadas ALIANÇAS MERCADOLÓGICAS.

16 16 Vale ressaltar dentro destas alianças a importância de uma perfeita integração entre o criador e o terminador. Isto porque para se chegar a um novilho precoce, definido como um "bovino jovem" de dois a dois e meio anos de idade até quatro dentes incisivos permanentes (as pinças), peso mínimo de quinze arrobas líquidas (225 kg de carcaça quente) e acabamento de carcaça com no minimo 1mm e no maximo de 10 mm de gordura, precisa-se partir de um bezerro de qualidade. Ao se admitir a especialização dos pecuaristas ou para a CRIA ou para a ENGORDA, pode-se afirmar com segurança que o sucesso da produção de novilho precoce passa, OBRIGATORIAMENTE, por um apoio ao CRIADOR que, antes de mais nada precisa saber (também) o que é novilho precoce e quais as vantagens para ele/criador, traz a produção de BEZERROS DE QUALIDADE. À este criador precisa ser levadas informações para que ele possa produzir um bezerro de corte de QUALIDADE, tendo como padrão/referência um bezerro de corte que por ocasião da desmama/apartação dos 7 a 8 meses de idade, atinja peso vivo superior a 180 kg (6 arrobas). Outro fato importante é a existência de um mercado em FRANCO CRESCIMENTO para compra de bezerro de qualidade. O próprio desafio da produção de novilho precoce, com redução da idade de abate de 4 a 5 anos do tradicional boi de corte, para 2,0 a 2,5 anos do novilho precoce, estará DOBRANDO a pressão de compra de bezerro de corte pelos tradicionais invernistas ou confinadores. Há muito a realização dos leilões de bovinos (gado de corte) demonstram claramente uma valorização do bezerro de corte de qualidade, que atinge cotações de preços por arroba de bezerro, de 25% superiores ao preço da arroba do boi gordo. Assim para os atuais preços médios anuais da arroba do boi gordo de R$ 40,00, um bezerro de corte de qualidade, de apartação (7-8 meses de idade), com peso vivo de 180 kg (6 arrobas) alcança no mercado preço de R$ 300,00 por cabeça, ou seja, R$ 50,00 por arroba de bezerro. Produzir bezerros de qualidade se tornou um dos mais atrativos investimentos para a bovinocultura de corte. E isto precisa ser discutido com os CRIADORES.

17 III Simpósio de Produção de Gado de Corte REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS AMARAL, R.A. Cadeia Produtiva de Carne Bovina: organizar para competir. Informe Agropecuário da EPAMIG, Vol. 21, nº 205, jul/ago ANUALPEC Anuário da Pecuária Brasileira: FNP Consultoria & Comércio, p. DBO Rural. A Revista de Negócios do Criador. Ano 13, n.º 174-A, fevereiro/95. PREÇOS AGRICOLAS. Revista de Mercados e Negócios Agropecuários. Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz /FEALQ. Ano 8, vol. 98, dezembro SAFRAS & MERCADO Boi & Carnes. Publicação Quinzenal sobre Tendências de Mercados. Disponível site Consultado em 21 maio TALAMANI, D.J.D. Lições de um sistema insensível. AGROANALYSIS. Revista de Agronegócios da FGV. Vol. 21, n.º 3, março 2001.

18 18

DEPEC Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos CARNE BOVINA NOVEMBRO DE 2015

DEPEC Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos CARNE BOVINA NOVEMBRO DE 2015 DEPEC Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos CARNE BOVINA NOVEMBRO DE 2015 PRODUTOS PARTICIPAÇÃO NA PRODUÇÃO Produção de carnes NACIONAL - USDA - mil ton DO COMPLEXO CARNES - 2014 Carne Bovina

Leia mais

Brasil como maior exportador mundial de carne bovina: conquistas e desafios

Brasil como maior exportador mundial de carne bovina: conquistas e desafios Brasil como maior exportador mundial de carne bovina: conquistas e desafios João Ricardo Albanez Superintendente de Política e Economia Agrícola, Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de

Leia mais

Mercado do Boi Gordo

Mercado do Boi Gordo Mercado do Boi Gordo Perspectivas para os próximos anos SIC Esteio - RS Agosto 2006 Fabiano R. Tito Rosa Scot Consultoria Índice 1. Brasil: país pecuário 2. Comportamento dos preços internos 3. Perspectivas

Leia mais

O Complexo Agroindustrial da Carne Bovina. Prof. Dr. João Batista Padilha Junior Departamento de Economia Rural - UFPR

O Complexo Agroindustrial da Carne Bovina. Prof. Dr. João Batista Padilha Junior Departamento de Economia Rural - UFPR O Complexo Agroindustrial da Carne Bovina Prof. Dr. João Batista Padilha Junior Departamento de Economia Rural - UFPR Aspectos abordados Carne no mundo (Visão Geral) Histórico: ambiente institucional e

Leia mais

CARNE BOVINA DESEMPENHO DE 2008 E PERSPECTIVAS PARA 2009 17/07/2009

CARNE BOVINA DESEMPENHO DE 2008 E PERSPECTIVAS PARA 2009 17/07/2009 CARNE BOVINA DESEMPENHO DE 2008 E PERSPECTIVAS PARA 2009 17/07/2009 MERCADO INTERNACIONAL O Brasil teve uma performance impressionante na produção de carnes nos últimos anos: tornou-se o maior exportador

Leia mais

ANGUS: Fábio Schuler Medeiros. Médico Veterinário, D. Sc Gerente Nacional do Programa Carne Angus Certificada Associação Brasileira de Angus

ANGUS: Fábio Schuler Medeiros. Médico Veterinário, D. Sc Gerente Nacional do Programa Carne Angus Certificada Associação Brasileira de Angus ANGUS: Rentabilidade e mercado Fábio Schuler Medeiros Médico Veterinário, D. Sc Gerente Nacional do Programa Carne Angus Certificada Associação Brasileira de Angus Nossos Questionamentos... Como está a

Leia mais

Suinocultura - Análise da Conjuntura Agropecuária

Suinocultura - Análise da Conjuntura Agropecuária Suinocultura - Análise da Conjuntura Agropecuária fevereiro de 2013. 1 - Considerações Iniciais A Suinocultura é uma das atividades da agropecuária mais difundida e produzida no mundo. O porco, espécie

Leia mais

PRODUÇÃO DE CARNE BOVINA E CONSUMO INTERNO BRASILEIRO

PRODUÇÃO DE CARNE BOVINA E CONSUMO INTERNO BRASILEIRO PRODUÇÃO DE CARNE BOVINA E CONSUMO INTERNO BRASILEIRO WESP-GUTERRES, Caroline 1 ; TEIXEIRA, José Domingos Lemos 1 ; ARALDI,Daniele Furian 2 Palavras-Chave: Brasil. Consumo de carne. Bovinocultura. Introdução

Leia mais

Panorama Geral da Ovinocultura no Mundo e no Brasil

Panorama Geral da Ovinocultura no Mundo e no Brasil Revista Ovinos, Ano 4, N 12, Porto Alegre, Março de 2008. Panorama Geral da Ovinocultura no Mundo e no Brasil João Garibaldi Almeida Viana 1 Os ovinos foram uma das primeiras espécies de animais domesticadas

Leia mais

Conjuntura Macroeconômica e Setorial

Conjuntura Macroeconômica e Setorial Conjuntura Macroeconômica e Setorial O ano de 2012 foi um ano desafiador para a indústria mundial de carnes. Apesar de uma crescente demanda por alimentos impulsionada pela contínua expansão da renda em

Leia mais

JURANDI MACHADO - DIRETOR. Cenário Carnes 2014/2015

JURANDI MACHADO - DIRETOR. Cenário Carnes 2014/2015 JURANDI MACHADO - DIRETOR Cenário Carnes 2014/2015 Oferta e Demanda de Carne Suína CARNE SUÍNA 2014 (a)* no Mundo (Mil toneladas) 2015 (b)* Var % (b/a) PRODUÇÃO 110.606 111.845 1,12 CONSUMO 109.882 111.174

Leia mais

MERCADO E ESTRATÉGIAS DE COMERCIALIZAÇÃO DA CARNE BOVINA: ALIANÇAS MERCADOLÓGICAS E INTEGRAÇÃO DA CADEIA PRODUTIVA

MERCADO E ESTRATÉGIAS DE COMERCIALIZAÇÃO DA CARNE BOVINA: ALIANÇAS MERCADOLÓGICAS E INTEGRAÇÃO DA CADEIA PRODUTIVA MERCADO E ESTRATÉGIAS DE COMERCIALIZAÇÃO DA CARNE BOVINA: ALIANÇAS MERCADOLÓGICAS E INTEGRAÇÃO DA CADEIA PRODUTIVA Feliciano Nogueira de Oliveira Médico Veterinário MSc e Coordenador Técnico da EMATER-MG

Leia mais

Desempenho da Agroindústria em 2004. histórica iniciada em 1992. Como tem sido freqüente nos últimos anos (exceto em 2003), os

Desempenho da Agroindústria em 2004. histórica iniciada em 1992. Como tem sido freqüente nos últimos anos (exceto em 2003), os Desempenho da Agroindústria em 2004 Em 2004, a agroindústria obteve crescimento de 5,3%, marca mais elevada da série histórica iniciada em 1992. Como tem sido freqüente nos últimos anos (exceto em 2003),

Leia mais

INFORMATIVO MENSAL LAPBOV Junho de 2014

INFORMATIVO MENSAL LAPBOV Junho de 2014 Nº 27 Oferta restrita e preços firmes no mês da Copa Frigoríficos, supermercados e churrascarias já têm motivos para comemorar com os resultados da Copa do churrasco. Ainda que não seja um movimento capaz

Leia mais

INDÚSTRIA DE ALIMENTAÇÃO ANIMAL

INDÚSTRIA DE ALIMENTAÇÃO ANIMAL INDÚSTRIA DE ALIMENTAÇÃO ANIMAL Em 2011: Registrou incremento de 5,2% Em 2011, o setor cresceu 5,2%, movimentou R$ 40 bilhões em insumos e produziu 64,5 milhões de toneladas de ração e 2,35milhões de suplementos

Leia mais

Cadeia Produtiva do Leite. Médio Integrado em Agroindústria

Cadeia Produtiva do Leite. Médio Integrado em Agroindústria Médio Integrado em Agroindústria A importância da cadeia do leite A cadeia do leite e de seus derivados desempenha papel relevante no suprimento de alimentos e na geração de emprego e renda, se igualando

Leia mais

Instituto Matogrossense de Economia Agropecuária RETROSPECTIVA DE 2012 E PERSPECTIVAS PARA 2013

Instituto Matogrossense de Economia Agropecuária RETROSPECTIVA DE 2012 E PERSPECTIVAS PARA 2013 Instituto Matogrossense de Economia Agropecuária RETROSPECTIVA DE 2012 E PERSPECTIVAS PARA 2013 dezembro, 2012 Índice 1. Algodão 2. Soja 3. Milho 4. Boi Gordo 5. Valor Bruto da Produção ALGODÃO Mil toneladas

Leia mais

BOVINOCULTURA DE CORTE

BOVINOCULTURA DE CORTE ISS 36-9 BOVINOCULTURA DE CORTE Os preços médios da arroba do boi e da vaca, em Mato Grosso do Sul, no mês de fevereiro, foram de R$8,8 e R$,99, respectivamente. Em relação ao mês anterior, houve um avanço

Leia mais

Carlos Eduardo Rocha Paulista Grupo JBS S/A. Desafio da Industria Brasileira

Carlos Eduardo Rocha Paulista Grupo JBS S/A. Desafio da Industria Brasileira Carlos Eduardo Rocha Paulista Grupo JBS S/A Desafio da Industria Brasileira Carlos Eduardo Rocha Paulista Zootecnista FAZU Msc. Melhoramento Genético UNESP MBA em Marketing FEA USP AUSMEAT Curso de Formação

Leia mais

Programa Nelore Brasil e seu Impacto Econômico

Programa Nelore Brasil e seu Impacto Econômico Programa Nelore Brasil e seu Impacto Econômico II Congreso Ganadero Nacional CORFOGA 2008 Prof. Dr. Raysildo B. Lôbo ANCP, USP Crescimento da Pecuária de Corte Brasileira: produção de carne e abate 71,0%

Leia mais

Mercado internacional da carne bovina: a visão da indústria

Mercado internacional da carne bovina: a visão da indústria VII Seminário ABMR&A da Cadeia Produtiva de Carne Bovina Feicorte 2007 Mercado internacional da carne bovina: a visão da indústria Médica Veterinária Andréa Veríssimo M. Appl. Sc. Farm Management Lincoln

Leia mais

Milho - Análise da Conjuntura Agropecuária

Milho - Análise da Conjuntura Agropecuária Milho - Análise da Conjuntura Agropecuária Outubro de 2012. MUNDO O milho é o cereal mais produzido no mundo. De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a produção média do

Leia mais

Sistemas de Produção de Leite Prof. Geraldo Tadeu dos Santos

Sistemas de Produção de Leite Prof. Geraldo Tadeu dos Santos Sistemas de Produção de Leite Prof. Geraldo Tadeu dos Santos É Exite uma grande diversidade dos sistemas de produção de leite praticados nos vários países produtores Argentina Austrália Nova Zelândia É

Leia mais

SECRETARIA DE ESTADO DE AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO SUBSECRETARIA DO AGRONEGÓCIO. PERFIL DO AGRONEGÓCIO BRASILEIRO Janeiro/2015

SECRETARIA DE ESTADO DE AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO SUBSECRETARIA DO AGRONEGÓCIO. PERFIL DO AGRONEGÓCIO BRASILEIRO Janeiro/2015 SECRETARIA DE ESTADO DE AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO SUBSECRETARIA DO AGRONEGÓCIO PERFIL DO AGRONEGÓCIO BRASILEIRO Janeiro/2015 2 ÍNDICE 03. Apresentação 04. População Rural 05. Habitantes no

Leia mais

PRODUTO CARNES PERÍODO: 29/09 a 03/10/2003. Carne bovina

PRODUTO CARNES PERÍODO: 29/09 a 03/10/2003. Carne bovina PRODUTO CARNES PERÍODO: 29/09 a 03/10/2003 Carne bovina A estimativa da Conab para a produção brasileira de carne bovina, no ano de 2003, as previsões quanto às importações, exportações e a disponibilidade

Leia mais

PROGRAMA REFERENCIAL DE QUALIDADE ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DA PECUÁRIA BOVINA DE MINAS GERAIS. Hélio Machado. Introdução

PROGRAMA REFERENCIAL DE QUALIDADE ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DA PECUÁRIA BOVINA DE MINAS GERAIS. Hélio Machado. Introdução Capítulo 34 Gestão da pecuária bovina de Minas Gerais PROGRAMA REFERENCIAL DE QUALIDADE ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DA PECUÁRIA BOVINA DE MINAS GERAIS Hélio Machado Introdução Minas Gerais tem uma área de 58

Leia mais

ATUAL SITUAÇÃO DA PECUÁRIA DE CORTE NO BRASIL

ATUAL SITUAÇÃO DA PECUÁRIA DE CORTE NO BRASIL ATUAL SITUAÇÃO DA PECUÁRIA DE CORTE NO BRASIL Empresa Júnior de Nutrição de Ruminantes NUTRIR FCA-UNESP-FMVZ INTRODUÇÃO CONCEITOS BÁSICOS CENÁRIO DADOS MERCADO DO BOI CONSIDERAÇÕES FINAIS CONCEITOS BÁSICOS

Leia mais

PERFIL DO AGRONEGÓCIO MUNDIAL SUBSECRETARIA DO AGRONEGÓCIO

PERFIL DO AGRONEGÓCIO MUNDIAL SUBSECRETARIA DO AGRONEGÓCIO PERFIL DO AGRONEGÓCIO MUNDIAL SUBSECRETARIA DO AGRONEGÓCIO Março/2013 2 ÍNDICE 03. Apresentação 04. População Mundial 05. População ocupada 06. PIB Mundial 07. PIB per capita Mundial 08. Exportação Mundial

Leia mais

VALORIZAÇÃO DO BEZERRO ATRAI ATENÇÃO PARA A CRIA

VALORIZAÇÃO DO BEZERRO ATRAI ATENÇÃO PARA A CRIA Ano 6 - Edição 25 Agosto 2014 VALORIZAÇÃO DO BEZERRO ATRAI ATENÇÃO PARA A CRIA Por Prof. Dr. Sergio De Zen, Pesquisador; Equipe Pecuária de Corte As cotações praticadas em todos os elos da cadeia pecuária

Leia mais

em números Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento

em números Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento agronegócio brasileiro em números Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento 2010 ranking Ranking Brasileiro da Produção e Exportação Fonte: USDA e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Leia mais

Ciclo pecuário. Comportamento de preços

Ciclo pecuário. Comportamento de preços Comportamento de preços... Continuação da aula anterior 3 fenômenos de preço Sazonalidade: seca e águas / safra entre safra Ciclo da pecuária: Flutuação de preços que ocorre periodicamente na comercialização

Leia mais

A produção mundial e nacional de leite - a raça girolando - sua formação e melhoramento

A produção mundial e nacional de leite - a raça girolando - sua formação e melhoramento A produção mundial e nacional de leite - a raça girolando - sua formação e melhoramento Duarte Vilela chgeral@cnpgl.embrapa.br Audiência Pública - 18/05/2010 Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento

Leia mais

BRASIL. Francisca Peixoto

BRASIL. Francisca Peixoto BRASIL Francisca Peixoto INTRODUÇÃO BRASIL Um dos principais fornecedores de alimentos e matériasprimas do mundo Dotação única em recursos naturais Política agropecuária alinhada com estratégia nacional

Leia mais

BNDES ÁREA DE OPERAÇÕES INDUSTRIAS 1 - AO1 SUINOCULTURA GERÊNCIA SETORIAL DE AGROINDÚSTRIA

BNDES ÁREA DE OPERAÇÕES INDUSTRIAS 1 - AO1 SUINOCULTURA GERÊNCIA SETORIAL DE AGROINDÚSTRIA ÁREA DE OPERAÇÕES INDUSTRIAS 1 - AO1 GERÊNCIA SETORIAL DE AGROINDÚSTRIA Data: 20/12/95 N o 6 BNDES SUINOCULTURA INTRODUÇÃO Em termos humanos, a carne suína é a mais consumida no mundo. No Brasil, o consumo

Leia mais

Palestras Scot Consultoria

Palestras Scot Consultoria Palestras Scot Consultoria índice palestras scot consultoria As melhores e mais fiéis informações de mercado vão até você temas 3 pecuária de corte e seus derivados temas 5 pecuária de leite e derivados

Leia mais

O potencial da carne bovina brasileira nos circuitos não aftósicos

O potencial da carne bovina brasileira nos circuitos não aftósicos O potencial da carne bovina brasileira nos circuitos não aftósicos Professor: Raphael Rocha Formado em Administração, especialista em Marketing, pela UFRJ, com MBA em Gestão de Negócios, Comércio e Operações

Leia mais

PRODUÇÃO E PERPECTIVAS DA CADEIA DO LEITE NA AGRICULTURA FAMILIAR. Eng. Agr. Breno Kirchof

PRODUÇÃO E PERPECTIVAS DA CADEIA DO LEITE NA AGRICULTURA FAMILIAR. Eng. Agr. Breno Kirchof PRODUÇÃO E PERPECTIVAS DA CADEIA DO LEITE NA AGRICULTURA FAMILIAR Eng. Agr. Breno Kirchof SITUAÇÃO MUNDIAL PRODUÇÃO MUNDIAL LEITE VACA - 599,6 bilhões de litros leite/ano CRESCIMENTO PRODUÇÃO - 1% a 2%

Leia mais

O impacto do touro no rebanho de cria

O impacto do touro no rebanho de cria Algumas contas simples podem constatar que o touro de cria é um fator de produção de extrema relevância A realidade de mercado atual exige do pecuarista competência para se manter no negócio, e visão estratégica

Leia mais

Oportunidades de Mercado na Visão do Serviço Florestal Brasileiro

Oportunidades de Mercado na Visão do Serviço Florestal Brasileiro Oportunidades de Mercado na Visão do Serviço Florestal Brasileiro - 2º Congresso Florestal do Tocantins - André Luiz Campos de Andrade, Me. Gerente Executivo de Economia e Mercados do Serviço Florestal

Leia mais

Atlas Digital de MINAS GERAIS 1 de 18

Atlas Digital de MINAS GERAIS 1 de 18 Atlas Digital de MINAS GERAIS 1 de 18 Características Agropecuárias A sociedade brasileira viveu no século XX uma transformação socioeconômica e cultural passando de uma sociedade agrária para uma sociedade

Leia mais

fls. 776 Se impresso, para conferncia acesse o site http://esaj.tjsc.jus.br/esaj, informe o processo 0300287-79.2015.8.24.0175 e o cdigo 353F682.

fls. 776 Se impresso, para conferncia acesse o site http://esaj.tjsc.jus.br/esaj, informe o processo 0300287-79.2015.8.24.0175 e o cdigo 353F682. fls. 776 fls. 777 fls. 778 fls. 779 fls. 780 fls. 781 fls. 782 fls. 783 1/107 LAUDODEAVALIAÇÃO ECONÔMICA fls. 784 2/107 Códigodoimóvel NomedoImóvel Endereço Bairro Cidade UF Proprietário Documento RegistrodeImóveis

Leia mais

Alta do dólar reforça aumento dos custos de produção

Alta do dólar reforça aumento dos custos de produção Alta do dólar reforça aumento dos custos de produção Por Prof. Dr. Sergio De Zen e Graziela Correr; Equipe Pecuária de Corte Se, de um lado, a forte alta do dólar frente ao Real tem contribuído para elevar

Leia mais

A Segurança Alimentar num país de 200 milhões de habitantes. Moisés Pinto Gomes Presidente do ICNA

A Segurança Alimentar num país de 200 milhões de habitantes. Moisés Pinto Gomes Presidente do ICNA A Segurança Alimentar num país de 200 milhões de habitantes Moisés Pinto Gomes Presidente do ICNA O uso da terra no Brasil Evolução das Áreas de Produção Milhões de hectares 1960 1975 1985 1995 2006 Var.

Leia mais

O papel da APROSOJA na promoção da sustentabilidade na cadeia produtiva da soja brasileira

O papel da APROSOJA na promoção da sustentabilidade na cadeia produtiva da soja brasileira O papel da APROSOJA na promoção da sustentabilidade na cadeia produtiva da soja brasileira Clusters para exportação sustentável nas cadeias produtivas da carne bovina e soja Eng Agrônomo Lucas Galvan Diretor

Leia mais

Milho Período: 16 a 20/03/2015

Milho Período: 16 a 20/03/2015 Milho Período: 16 a 20/03/2015 Câmbio: Média da semana: U$ 1,00 = R$ 3,2434 Nota: A paridade de exportação refere-se ao valor/sc desestivado sobre rodas, o que é abaixo do valor FOB Paranaguá. *Os preços

Leia mais

Panorama Atual e Plano de Desenvolvimento para a Caprinovinocultura

Panorama Atual e Plano de Desenvolvimento para a Caprinovinocultura Panorama Atual e Plano de Desenvolvimento para a Caprinovinocultura Francisco Edilson Maia Presidente da Comissão Nacional de Caprinos e Ovinos CNA Presidente da Câmara Setorial e Temática de Ovinos e

Leia mais

PRODUTO CARNES PERÍODO: 15 a 19/09/2003. Carne bovina

PRODUTO CARNES PERÍODO: 15 a 19/09/2003. Carne bovina PRODUTO CARNES PERÍODO: 15 a 19/09/2003 Carne bovina A estimativa da Conab para a produção brasileira de carne bovina, no ano de 2003, as previsões quanto às importações, exportações e a disponibilidade

Leia mais

ANÁLISE DAS EXPORTAÇÕES MATO-GROSSENSES Janeiro a Dezembro / 2007

ANÁLISE DAS EXPORTAÇÕES MATO-GROSSENSES Janeiro a Dezembro / 2007 ANÁLISE DAS EXPORTAÇÕES MATO-GROSSENSES / 2007 1- Balança Comercial Mato Grosso continua tendo superávit na Balança Comercial registrando em 2007 um expressivo saldo de US$ 4,38 bilhões valor que representa

Leia mais

A SUSTENTABILIDADE ECONÔMICA E SOCIAL DA PRODUÇÃO DE FRANGOS E SUÍNOS EM SANTA CATARINA E NO BRASIL

A SUSTENTABILIDADE ECONÔMICA E SOCIAL DA PRODUÇÃO DE FRANGOS E SUÍNOS EM SANTA CATARINA E NO BRASIL A SUSTENTABILIDADE ECONÔMICA E SOCIAL DA PRODUÇÃO DE FRANGOS E SUÍNOS EM SANTA CATARINA E NO BRASIL Jonas Irineu dos Santos Filho Pesquisador da Embrapa Suínos e Aves O consumo de proteína animal no mundo

Leia mais

Agronegócio. Realidade e Perspectivas Foco no ARROZ. Araranguá SC, Fevereiro de 2014 Vlamir Brandalizze. 41 3379 8719 brandalizze@uol.com.

Agronegócio. Realidade e Perspectivas Foco no ARROZ. Araranguá SC, Fevereiro de 2014 Vlamir Brandalizze. 41 3379 8719 brandalizze@uol.com. Agronegócio Realidade e Perspectivas Foco no ARROZ Araranguá SC, Fevereiro de 2014 Vlamir Brandalizze 41 3379 8719 brandalizze@uol.com.br GRÃOS Produção (milhões de T. USDA - Fevereiro de 2014; Projeções

Leia mais

RUI EDUARDO SALDANHA VARGAS VICE Presidente. Estimativas, Mercados e Desafios para a Exportação de Carne Suína Brasileira

RUI EDUARDO SALDANHA VARGAS VICE Presidente. Estimativas, Mercados e Desafios para a Exportação de Carne Suína Brasileira RUI EDUARDO SALDANHA VARGAS VICE Presidente Estimativas, Mercados e Desafios para a Exportação de Carne Suína Brasileira Localização da Suinocultura Norte e Nordeste Abates: 2% Exportações: 0% Matrizes

Leia mais

Índice de Confiança do Agronegócio

Índice de Confiança do Agronegócio Índice de Confiança do Agronegócio Terceiro Trimestre 2014 Principais Resultados:» Índice de Confiança do Agronegócio» Índice da Indústria (antes e depois da porteira)» Índice do Produtor Agropecuário

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DE UM BOM PROJETO NA PECUÁRIA DE CORTE. A idéia de projeto, em qualquer atividade econômica é bastante elástica. Em geral um projeto é

A IMPORTÂNCIA DE UM BOM PROJETO NA PECUÁRIA DE CORTE. A idéia de projeto, em qualquer atividade econômica é bastante elástica. Em geral um projeto é A IMPORTÂNCIA DE UM BOM PROJETO NA PECUÁRIA DE CORTE. A idéia de projeto, em qualquer atividade econômica é bastante elástica. Em geral um projeto é resultado de um estudo minucioso do ambiente onde se

Leia mais

A visão de longo prazo contempla: Produção Exportações líquidas Estoques. Área plantada Produtividade Consumo doméstico (total e per capita)

A visão de longo prazo contempla: Produção Exportações líquidas Estoques. Área plantada Produtividade Consumo doméstico (total e per capita) Fornecer aos agentes envolvidos no agronegócio, notadamente as indústrias de insumos agropecuários e de alimentos, além dos produtores, Governo e academia, informações estratégicas sobre a dinâmica futura

Leia mais

SUPLEMENTAÇÃO DE BEZERROS DE CORTE

SUPLEMENTAÇÃO DE BEZERROS DE CORTE SUPLEMENTAÇÃO DE BEZERROS DE CORTE Nos primeiros meses de vida os bezerros obtêm grande parte dos nutrientes de que precisa do leite materno, que é de fácil digestão para o animal que ainda é jovem. Em

Leia mais

Local: Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo Campo Grande/MS Data: 4 e 5 de Maio de 2015

Local: Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo Campo Grande/MS Data: 4 e 5 de Maio de 2015 Local: Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo Campo Grande/MS Data: 4 e 5 de Maio de 2015 Realizadores A empresa é localizada em Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul e tem seu foco na prestação

Leia mais

Responsabilidades Secretaria de Defesa Agropecuária

Responsabilidades Secretaria de Defesa Agropecuária Responsabilidades Secretaria de Defesa Agropecuária Prevenção, controle e erradicação de doenças e pragas animais e vegetais de interesse econômico e de importância para a saúde pública. Assegurar a sanidade,

Leia mais

Índices Zootécnicos Taxa de mortalidade 1,0% Idade de abate do boi gordo ou venda do animal Taxa de desfrute 45,81%

Índices Zootécnicos Taxa de mortalidade 1,0% Idade de abate do boi gordo ou venda do animal Taxa de desfrute 45,81% CUSTO DE PRODUÇÃO DE BOVINOCULTURA DE CORTE EM UMUARAMA/PR. Com a iniciativa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem (SENAR) e o Centro

Leia mais

INFORMATIVO MENSAL LAPBOV

INFORMATIVO MENSAL LAPBOV Cenário positivo para a pecuária Paranaense. Com pequena participação nas exportações brasileiras de carne bovina, o Paraná vem registrando aumento nas vendas externas acima do crescimento médio nacional,

Leia mais

Perspectivas para as Carnes Bovina, de Frango e Suína 2013-2014

Perspectivas para as Carnes Bovina, de Frango e Suína 2013-2014 Perspectivas para as Carnes Bovina, de Frango e Suína 2013-2014 Brasil PARTICIPAÇÃO NO SUPRIMENTO MUNDIAL DE CARNES 2013 Bovino Frango Suíno Produção 2º 3º 4º Consumo 2º 3º 5º Exportação 2º 1º 4º Fonte:

Leia mais

Comercialização e Marketing da Carne Ovina

Comercialização e Marketing da Carne Ovina Comercialização e Marketing da Carne Ovina Carlos Vilhena Vieira Engenheiro Agrônomo Universidade Federal de Viçosa MG 1984. Especialização FGV Administração Rural. Consultor em Melhoramento e Seleção

Leia mais

Figura 01 - Evolução das exportações de suínos de Santa Catarina no período de 2010 a 2014 - US$ Milhões.

Figura 01 - Evolução das exportações de suínos de Santa Catarina no período de 2010 a 2014 - US$ Milhões. Crise na Ucrânia: dificuldades e potencialidades para o setor de carne suína e milho em Santa Catarina Glaucia Padrão, Dr.ª Analista de Economia, Epagri/Cepa Reney Dorow, Msc. Analista de Mercado, Epagri/Cepa

Leia mais

Ano V - Edição 34 Agosto 2014

Ano V - Edição 34 Agosto 2014 da pecuária de leite Ano V - Edição 34 Agosto 2014 PODER DE COMPRA AUMENTA NO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2014 Por Pedro de Lima, equipe Gado de Leite Cepea O poder de compra do pecuarista de leite esteve maior,

Leia mais

InfoCarne Informativo Sinduscarne: Notícias do setor da carne Edição 27

InfoCarne Informativo Sinduscarne: Notícias do setor da carne Edição 27 21 de Dezembro de 2015 InfoCarne Informativo Sinduscarne: Notícias do setor da carne Edição 27 Nesta Edição Destaque Guia para o Exportador é lançado na FIEMG / apoio do Sinduscarne A FORÇA DA INDÚSTRIA

Leia mais

OPORTUNIDADES PARA A PRODUÇÃO DE LEITE NO BRASIL

OPORTUNIDADES PARA A PRODUÇÃO DE LEITE NO BRASIL OPORTUNIDADES PARA A PRODUÇÃO DE LEITE NO BRASIL 1. Produção de Leite Rodrigo Sant`Anna Alvim 1 O Brasil conta com um setor leiteiro que vem crescendo substancialmente nos últimos anos. Grande importador

Leia mais

estação de monta Escolha do Leitor

estação de monta Escolha do Leitor estação de monta Realmente existe importância na gestão da fazenda e benefício para o produtor que se utiliza do período reprodutivo? Luís Adriano Teixeira* 32 - ABRIL 2015 A Estação de monta (EM) período

Leia mais

Pressão de Seleção. Touros Jovens CEIP (20%) Machos avaliados (100%)

Pressão de Seleção. Touros Jovens CEIP (20%) Machos avaliados (100%) O Qualitas Programa de melhoramento genético da raça Nelore Reconhecido, aprovado e auditado pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) Autorizado a emitir o CEIP a partir de 2002 O

Leia mais

As Interações entre os Agentes da Cadeia Produtiva da Pecuária de Corte no Brasil: implicações para a sustentabilidade Dr. Guilherme Cunha Malafaia

As Interações entre os Agentes da Cadeia Produtiva da Pecuária de Corte no Brasil: implicações para a sustentabilidade Dr. Guilherme Cunha Malafaia As Interações entre os Agentes da Cadeia Produtiva da Pecuária de Corte no Brasil: implicações para a sustentabilidade Dr. Guilherme Cunha Malafaia Embrapa Gado de Corte Estrutura da Apresentação A Estrutura

Leia mais

Balança Comercial do Rio Grande do Sul Janeiro 2014. Unidade de Estudos Econômicos UNIDADE DE ESTUDOS ECONÔMICOS

Balança Comercial do Rio Grande do Sul Janeiro 2014. Unidade de Estudos Econômicos UNIDADE DE ESTUDOS ECONÔMICOS Balança Comercial do Rio Grande do Sul Janeiro 2014 Unidade de Estudos Econômicos O COMÉRCIO EXTERIOR DO RS EM JANEIRO Exportações Apesar do bom crescimento de Produtos Alimentícios e Máquinas e Equipamentos,

Leia mais

INFORMATIVO MENSAL LAPBOV

INFORMATIVO MENSAL LAPBOV Com o mercado aquecido, agosto tem pouca variação O custo da produção na pecuária de corte aumentou no primeiro semestre deste ano, mais que em todo o ano de 2012. Com a alta do dólar, o cenário da exportação

Leia mais

Por que o Agronegócio é o Negócio do Brasil?

Por que o Agronegócio é o Negócio do Brasil? Por que o Agronegócio é o Negócio do Brasil? Prof. Samuel Ribeiro Giordano, Dr.Sc. Coordenador de Projetos do Pensa Programa de Agronegócios da Universidade de São Paulo-Brasil srgiorda@usp.br www.fia.com.br/pensa

Leia mais

AGRONEGÓCIO NO MUNDO PRINCIPAIS PLAYERS

AGRONEGÓCIO NO MUNDO PRINCIPAIS PLAYERS AGRONEGÓCIOS AGRONEGÓCIO NO MUNDO PRINCIPAIS PLAYERS Argentina Estados Unidos Indonésia Brasil Canadá Russia Índia Japão Austrália China México Área Agricultável > 30 milhões de ha População urbana > 80

Leia mais

redução dos preços internacionais de algumas commodities agrícolas; aumento dos custos de

redução dos preços internacionais de algumas commodities agrícolas; aumento dos custos de Desempenho da Agroindústria No fechamento do primeiro semestre de 2005, a agroindústria registrou crescimento de 0,3%, taxa bastante inferior à assinalada pela média da indústria brasileira (5,0%) no mesmo

Leia mais

Análise da Conjuntura Agropecuária

Análise da Conjuntura Agropecuária Análise da Conjuntura Agropecuária Ano 2012/13 PECUÁRIA DE CORTE MUNDO No ano de 2011 o Brasil perdeu a condição de maior exportador mundial de carne bovina para os Estados Unidos. Neste ano, os EUA exportaram

Leia mais

Integração Agricultura - Pecuária. Produção de Carne em Confinamento

Integração Agricultura - Pecuária. Produção de Carne em Confinamento Integração Agricultura - Pecuária Produção de Carne em Confinamento Integração Agricultura Pecuária. Agricultor Pecuarista. Agricultura 1990 2006 IBGE, Elaboração MB Agro IBGE, Elaboração MB Agro Porque

Leia mais

Agronegócio Internacional

Agronegócio Internacional Boletim do Agronegócio Internacional Agronegócio Internacional Recordistas de vendas no valor total exportado pelo Brasil jan-jul 2014/2013 Edição 03 - Agosto de 2014 O agronegócio representou 44% das

Leia mais

Sistemas de Produção em Pecuária de Corte Análise Crítica. Lívio Ribeiro Molina MSc;DSc. Escola de Veterinária - UFMG

Sistemas de Produção em Pecuária de Corte Análise Crítica. Lívio Ribeiro Molina MSc;DSc. Escola de Veterinária - UFMG Sistemas de Produção em Pecuária de Corte Análise Crítica Lívio Ribeiro Molina MSc;DSc. Escola de Veterinária - UFMG As organizações empresariais fracassam por um desses motivos: Sistema sem paixão; Paixão

Leia mais

Courobusiness em Alagoas

Courobusiness em Alagoas Courobusiness em Alagoas Descrição Atração e instalação de empreendimentos de curtumes para o desenvolvimento e consolidação da cadeia produtiva do couro no Estado de Alagoas. Entidades responsáveis Célula

Leia mais

Indicadores IBGE. Estatística da Produção Pecuária. Junho de 2015. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBGE

Indicadores IBGE. Estatística da Produção Pecuária. Junho de 2015. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBGE Indicadores IBGE Estatística da Produção Pecuária Junho de 2015 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBGE Presidenta da República Dilma Roussef Ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão Nelson

Leia mais

A aceleração da inflação de alimentos é resultado da combinação de fatores:

A aceleração da inflação de alimentos é resultado da combinação de fatores: SEGURIDADE ALIMENTARIA: apuesta por la agricultura familiar Seminario: Crisis alimentaria y energética: oportunidades y desafios para América Latina e el Caribe O cenário mundial coloca os preços agrícolas

Leia mais

Mercado Mundial de Carne Ovina e Caprina

Mercado Mundial de Carne Ovina e Caprina Mercado Mundial de Carne Ovina e Caprina Brasília, julho de 2007 Matheus A. Zanella 1 Superintendência Técnica da CNA Este artigo apresenta um panorama dos principais indicadores do mercado mundial de

Leia mais

Caracterização do Mercado Internacional de Carne de Frango Brasil X Estados Unidos

Caracterização do Mercado Internacional de Carne de Frango Brasil X Estados Unidos Caracterização do Mercado Internacional de Carne de Frango Brasil X Estados Unidos Danusa de Paula Sousa Estudante de Graduação Esalq/USP CPF: 936 619 161-49 R. Barão de Piracicamirim, 512. B. Vila Independência

Leia mais

CONJUNTURA ECONÔMICA

CONJUNTURA ECONÔMICA CONJUNTURA ECONÔMICA A conjuntura econômica do último mês foi marcada por aceleração dos principais índices de inflação em todo Brasil. Em janeiro, o IPCA avançou 1,24% em nível de Brasil, esta foi a maior

Leia mais

Índice de Confiança do Agronegócio

Índice de Confiança do Agronegócio Índice de Confiança do Agronegócio Primeiro Trimestre 2015 Principais Resultados:» Índice de Confiança do Agronegócio» Índice da Indústria (antes e depois da porteira)» Índice do Produtor Agropecuário

Leia mais

A utilização da vaca F1: visão da EMATER-MG INTRODUÇÃO

A utilização da vaca F1: visão da EMATER-MG INTRODUÇÃO A utilização da vaca F1: visão da EMATER-MG 1Elmer Ferreira Luiz de Almeida; 2José Alberto de Àvila Pires 1 Coordenador Técnico Bovinocultura de Leite da EMATER-MG 2Coordenador Técnico Bovinocultura de

Leia mais

Perspectivas de Mercado

Perspectivas de Mercado Perspectivas de Mercado Estratégico Nível Gestão Gerencial Nível Caixa Nível Operacional Pecuária Custos de Corte Tecnologia do uso da informa ção Alcides Torres Insumos Bens de Fabiano R. Tito Rosa Scot

Leia mais

XIX CONGRESSO DE PÓS-GRADUAÇÃO DA UFLA 27 de setembro a 01 de outubro de 2010

XIX CONGRESSO DE PÓS-GRADUAÇÃO DA UFLA 27 de setembro a 01 de outubro de 2010 OTIMIZAÇÃO DA EFETIVIDADE DE HEDGE NA COMPRA DE MILHO POR MEIO DE CONTRATOS FUTUROS PARA PRODUÇÃO DE BOVINOS DE CORTE RESUMO GUSTAVO DE SOUZA CAMPOS BADARÓ 1, RENATO ELIAS FONTES 2 ; TARCISIO GONÇALVES

Leia mais

Aspectos recentes do Comércio Exterior Brasileiro

Aspectos recentes do Comércio Exterior Brasileiro Aspectos recentes do Comércio Exterior Brasileiro Análise Economia e Comércio / Integração Regional Jéssica Naime 09 de setembro de 2005 Aspectos recentes do Comércio Exterior Brasileiro Análise Economia

Leia mais

PROJEÇÕES DO AGRONEGÓCIO Brasil 2009/10 a 2019/20

PROJEÇÕES DO AGRONEGÓCIO Brasil 2009/10 a 2019/20 PROJEÇÕES DO AGRONEGÓCIO Brasil 2009/10 a 2019/20 AGE - ASSESSORIA DE GESTÃO ESTRATÉGICA Chefe da AGE: Derli Dossa. E-mail: derli.dossa@agricultura.gov.br Equipe Técnica: José Garcia Gasques. E-mail: jose.gasques@agricultura.gov.br

Leia mais

O espaço rural brasileiro 7ºano PROF. FRANCO AUGUSTO

O espaço rural brasileiro 7ºano PROF. FRANCO AUGUSTO O espaço rural brasileiro 7ºano PROF. FRANCO AUGUSTO Agropecuária É o termo utilizado para designar as atividades da agricultura e da pecuária A agropecuária é uma das atividades mais antigas econômicas

Leia mais

Indústria avícola paranaense

Indústria avícola paranaense Indústria avícola paranaense Evoluçã o do consumo de fãrelo de sojã e milho pãrã criãçã o de frãngos no Pãrãnã Ana Luiza Lodi analuiza.lodi@intlfcstone.com Thadeu Silva thadeu.silva@intlfcstone.com Natália

Leia mais

Moacyr Bernardino Dias-Filho Embrapa Amazônia Oriental www.diasfilho.com.br Importância das pastagens na pecuária brasileira A maioria (> 90%) do rebanho é criado a pasto Pastagem é a forma mais econômica

Leia mais

UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL UNIJUI CURSO DE BACHARELADO EM CIÊNCIAS ECONÔMICAS GÉSSICA SANABRIA CARLOTO

UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL UNIJUI CURSO DE BACHARELADO EM CIÊNCIAS ECONÔMICAS GÉSSICA SANABRIA CARLOTO 1 UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL UNIJUI CURSO DE BACHARELADO EM CIÊNCIAS ECONÔMICAS GÉSSICA SANABRIA CARLOTO CARNE BOVINA: EVOLUÇÃO DA PRODUÇÃO, DAS EXPORTAÇÕES E FATORES

Leia mais

MERCADO INTERNACIONAL DA CARNE BOVINA

MERCADO INTERNACIONAL DA CARNE BOVINA REVISTA CIENTÍFICA ELETRÔNICA DE MEDICINA VETERINÁRIA - ISSN 1679-7353 P UBLICAÇÃO C IENTÍFICA DA F ACULDADE DE M EDICINA V ETERINÁRIA E Z OOTECNIA DE G ARÇA/FAMED A NO III, NÚMERO, 06, JANEIRO DE 2006.

Leia mais

17ª TRANSPOSUL FEIRA E CONGRESSO DE TRANSPORTE E LOGÍSTICA

17ª TRANSPOSUL FEIRA E CONGRESSO DE TRANSPORTE E LOGÍSTICA 17ª TRANSPOSUL FEIRA E CONGRESSO DE TRANSPORTE E LOGÍSTICA PALESTRA FALTA DE COMPETITIVIDADE DO BRASIL FRENTE AO MERCADO EXTERNO JOSÉ AUGUSTO DE CASTRO Porto Alegre, 24 de JUNHO de 2015 2 - TEORIAS No

Leia mais

Economia Brasileira e o Agronegócio Riscos e Oportunidades. Roberto Giannetti da Fonseca Maio 2015

Economia Brasileira e o Agronegócio Riscos e Oportunidades. Roberto Giannetti da Fonseca Maio 2015 Economia Brasileira e o Agronegócio Riscos e Oportunidades Roberto Giannetti da Fonseca Maio 2015 Cenário Macro Econômico Brasileiro 2015 Economia em forte e crescente desequilibrio Deficit Fiscal 2014

Leia mais

Indicadores IBGE. Estatística da Produção Pecuária. Dezembro de 2014. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBGE

Indicadores IBGE. Estatística da Produção Pecuária. Dezembro de 2014. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBGE Indicadores IBGE Estatística da Produção Pecuária Dezembro de 2014 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBGE Presidenta da República Dilma Roussef Ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão

Leia mais

AGROINDÚSTRIA. O BNDES e a Agroindústria em 1998 BNDES. ÁREA DE OPERAÇÕES INDUSTRIAIS 1 Gerência Setorial 1 INTRODUÇÃO 1.

AGROINDÚSTRIA. O BNDES e a Agroindústria em 1998 BNDES. ÁREA DE OPERAÇÕES INDUSTRIAIS 1 Gerência Setorial 1 INTRODUÇÃO 1. AGROINDÚSTRIA BNDES FINAME BNDESPAR ÁREA DE OPERAÇÕES INDUSTRIAIS 1 Gerência Setorial 1 O BNDES e a Agroindústria em 1998 INTRODUÇÃO Este informe apresenta os principais dados sobre os desembolsos do BNDES

Leia mais

SEMINÁRIO INSTITUTO FERNANDO HENRIQUE CARDOSO (ifhc)

SEMINÁRIO INSTITUTO FERNANDO HENRIQUE CARDOSO (ifhc) SEMINÁRIO INSTITUTO FERNANDO HENRIQUE CARDOSO (ifhc) O novo mundo rural e o desenvolvimento do Brasil Marcos Sawaya Jank Diretor Executivo Global de Assuntos Corporativos São Paulo, 12 de novembro de 2014

Leia mais