Integração entre Gestão Ambiental e Gestão de Projetos no Setor da Construção no Brasil: Estudos de Caso

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1 Integração entre Gestão Ambiental e Gestão de Projetos no Setor da Construção no Brasil: Estudos de Caso Autoria: Ivete Rodrigues, Wanderley Carneiro, Eduardo Cavalcante Fontenelle, Liége Mariel Petroni Resumo: O trabalho trata da integração entre a gestão de projetos e a gestão ambiental no setor de construção no Brasil, a partir de revisão bibliográfica sobre o tema, enriquecida com dados empíricos extraídos de dois estudos de caso em empresas representativas: Comércio e Construções Camargo Corrêa e Construtora Andrade Gutierrez. Os resultados indicam que o tema é importante tanto para a literatura quanto para as empresas estudadas, pois ambas implantaram, a partir de 1999, sistemas integrados de gestão. Os modelos adotados são consistentes, em grande parte, com a metodologia de projetos preconizada pelo Project Management Body of Knowledge (PMBOK Guide), do PMI Project Management Institute. Também há forte aderência as normas ISO, tais como ISO e A motivação para o processo de integração partiu de necessidades de mercado e de requisitos legais, bem como por demanda de grandes clientes. Nota-se, pelo estudo, que as grandes empresas do setor, como as estudadas parecem estar estruturadas formalmente para tratar o assunto, porém não nos permite afirmar se o mesmo acontece nas médias e pequenas empresas do setor. Espera-se que o estudo, ao identificar boas práticas de gestão ambiental integrada à gestão de projetos, contribua significativamente para esse setor da economia. 1. Introdução Temas relacionados ao meio ambiente vêm ganhando muito espaço em todos os canais de comunicação, o que demonstra bastante preocupação das autoridades, das empresas, e de quase todos os segmentos da sociedade. Como conseqüência de tão ampla divulgação, a área ambiental passou a ser alvo constante da mídia e, conseqüentemente, observada mais de perto pela sociedade e autoridades. O reflexo disso vem acontecendo paulatinamente, mas muita coisa já é realidade, inclusive sob o ponto de vista jurídico, como, por exemplo, as leis ambientais. Qualquer processo que transforma matéria prima e gera algum tipo de resíduo tem potencial capacidade de causar impacto ao meio ambiente. Esse impacto será maior ou menor em função dos ajustes em seu processo de produção. Por isso, eles devem seguir critérios técnicos, baseado nas características da matéria prima, nas atividades de transformação do produto final e dos resíduos que o processo produz. Dentro desse contexto, os diversos segmentos produtivos vêm tentando adequar-se às normas de produção consideradas ambientalmente corretas, seja desenvolvendo EIAs Estudos de Impacto Ambiental, seja adequando-se à norma ISO (norma internacional para gerenciamento de sistemas ambientais) ou atendendo outras regras que a legislação impõe. Por outro lado, o que se observa é que, embora estes esforços sejam importantes para informar os processos de decisão no tocante às questões ambientais, ainda são insuficientes enquanto ferramentas práticas para ajudar as organizações no dia-a-dia de seus projetos e operações. Em outras palavras, a integração entre os processos de gerenciamento ambiental e os processos de gerenciamento de projetos e operações ainda permanece frágil. A construção civil é uma das áreas mais importantes para o desenvolvimento do país, considerada referência no caso da gestão de projetos, já que utiliza modelos de gestão apropriados para esse tipo de empreendimento. Também produz índices de referências muito bem ajustados, que servem de guia para a economia geral do país, como por exemplo, o INCC (Índice Nacional da Construção Civil). Apesar de tudo isso, a construção civil ainda possui 1

2 sérios problemas no que diz respeito à gestão ambiental. Não obstante a resolução CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente) nº 307, que estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos resíduos do setor, este aspecto ainda vem sendo tratado pela grande maioria das empresas com descuido, ou seja, o que se vê nas obras é uma miscelânea de restos de materiais, que muitas vezes são descartados em lixões sem nenhum tratamento prévio. Uma das possíveis causas deste problema é a falta de integração entre os preceitos da gestão ambiental e os processos de gestão de projetos adotados. Diante desse cenário, destacamos nosso eixo problemático apoiado em duas questões:! Como a área da construção civil tem se posicionado em relação à gestão ambiental? e ainda,! Como tem sido a adequação da gestão ambiental ao modelo de gerenciamento de projetos seguidos pelas empresas desse setor? 2. Justificativa Na cidade de São Paulo são produzidas, diariamente, 17 mil toneladas de entulho provenientes da construção civil, enquanto o lixo domiciliar corresponde a aproximadamente 8 mil toneladas (Téchne, 2004). Levando esses volumes em consideração, percebe-se que a construção civil é responsável por aproximadamente dois terços do lixo produzido em São Paulo e, considerando a dinâmica do crescimento populacional e das políticas públicas adotadas no Brasil, acredita-se que esse quadro seja semelhante nas outras grandes cidades brasileiras. Esse, dentre outros aspectos tais como poluição sonora, atmosférica, contaminação de mananciais, etc., faz com que o potencial de impacto ambiental desse setor da economia seja algo preocupante. A gestão ambiental na construção civil, desta forma, é um grande desafio para o setor, que agora vem com força de lei, por causa da Resolução CONAMA 307, citada na introdução. Constata-se, também, que os planos de gestão ambiental das empresas, baseados em EIAs (Estudos de Impacto Ambiental) e ISO 14001, não dizem "como fazer", mas apenas "o que se deve fazer". Sendo assim, um estudo que possa identificar boas práticas de gestão ambiental integrada à gestão de projetos poderá contribuir significativamente para esse setor da economia e também para a sociedade civil como um todo. 3. Objetivos 3.1 Geral: Investigar as medidas relativas à gestão ambiental que vem sendo tomadas pelas empresas que atuam no setor de construção civil, à luz de sua integração com as metodologias modernas de gestão de projetos, principalmente a do PMI - Project Management Institute. 3.2 Específicos:! Identificar os processos de gestão ambiental aplicados pelas companhias de construção civil;! Verificar as aplicações de um modelo de gestão ambiental, bem como do cumprimento das novas normas ambientais e sua integração com as metodologias de gestão de projetos deste setor; 4. Metodologia 4.1 Tipo de Pesquisa: 2

3 Para a classificação da pesquisa, toma-se como base a taxonomia apresentada por Vergara (1990), que a qualifica em relação a dois aspectos: quanto aos fins e quanto aos meios. Quanto aos fins, a pesquisa é explicativa, pois tem como objetivo principal tornar algo inteligível, justificar-lhe os motivos. Quanto aos meios de investigação, o estudo de caso foi a opção dos autores, pois, de acordo com Yin (2001, p. 28), esta é a estratégia mais adequada quando faz-se uma questão do tipo como ou por que sobre um conjunto contemporâneo de acontecimentos sobre o qual o pesquisador tem pouco ou nenhum controle. Estas condições parecem perfeitamente aplicáveis ao presente trabalho tendo em vista que o objeto de estudo é o entendimento de como um fenômeno recente (a integração entre gestão ambiental e gestão de projetos) está sendo implementado nos seios das organizações. O estudo de caso tem sido extensivamente usado na pesquisa social, especialmente nas disciplinas que possuem uma forte orientação para a prática como a Administração. Todavia, é preciso registrar que o método tem algumas limitações, especialmente quanto ao fato de fornecer pouca base para generalizações científicas uma vez que, por estudar um ou alguns casos, não se constitui em amostra da população e, por isso, não há possibilidade de generalizações. 4.2 Casos Estudados No que diz respeito à seleção dos casos estudados, Merriam (1998) enfatiza que, ao se tratar de uma pesquisa qualitativa, o uso de amostra não probabilística é o mais indicado. Portanto, foi usada uma amostra intencional, que consistiu em identificar e selecionar empresas onde fosse possível obter as informações necessárias para o estudo. Desta forma, a pesquisa foi feita junta ao setor da construção civil, por tratar-se de um setor de alto impacto no meio ambiente e que, tradicionalmente, utiliza técnicas de gestão de projetos, principalmente aquelas preconizadas pelo PMI Project Management Institute. Dentro do setor, foram escolhidas duas empresas pela sua representatividade e liderança, a saber: Construtora Camargo Corrêa e Construtora Andrade Gutierrez. Os participantes da pesquisa foram selecionados em função dos conhecimentos sobre a metodologia de gerenciamento de projetos, bem como das informações de que dispunham sobre a implantação do sistema de gestão ambiental na empresa. 4.3 Procedimentos de Coleta dos Dados A técnica de coleta de dados primários foi a entrevista semi-estruturada, por possibilitar perguntas mais flexíveis e por deixar emergir a visão do entrevistado. Também foi utilizada a análise documental para a coleta de dados secundários. A revisão da literatura forneceu elementos para a estruturação um roteiro para as entrevistas, abordando os seguintes aspectos: Caracterização geral da empresa: quantidade de obras, número de funcionários, faturamento anual, tipo de obras que realiza; Caracterização da empresa face ao sistema de gestão ambiental; Caracterização da empresa face ao sistema de gestão de projetos; Processos de integração entre o sistema de gestão ambiental e de gestão de projetos; Outros comentários. 5. Revisão Bibliográfica 5.1 Gestão Ambiental na Construção Civil 3

4 Em 1993 algumas entidades americanas, entre elas o DEPA (Danish Environmental Protection Agency), de quem foi a iniciativa, começaram a preparar um guia específico para os aspectos ambientais nos projetos de construção civil. Em 1996 foi publicada a versão preliminar de um Manual de Administração Ambiental para Projetos de Construção Civil. A finalização ocorreu em 1997, já com o estabelecimento de regras claras para o uso sustentável do meio ambiente no que tange aos projetos de construção civil. Nos EUA, a área de construção civil já incorpora uma nova disciplina, a Administração Ambiental, cujo objetivo é promover a tecnologia limpa nos projetos. Segundo Pilvang & Sutherland (1998), isso implica em implementar uma nova estratégia para alcançar uma redução gradual do consumo de recursos bem como dos impactos das atividades da construção sobre o meio ambiente. Segundo Hendrickson & Horvath (2000) o grande problema que a área de construção civil causa é a grande quantidade de emissões de partículas e o grande volume de resíduos produzidos. Em consonância com esses autores, uma pesquisa internacional feita pela Civil Engineering Research Foundation (CERF), entidade ligada ao American Society of Civil Engineers (ASCE) dos Estados Unidos, mostra que a questão ambiental é uma das maiores preocupações dos líderes do setor (Figura 1), logo atrás de informática. Figura 1. Principais preocupações dos líderes da construção civil De acordo com Pinto (1999) appud Ângulo et alli (2001), a indústria da construção e demolição é responsável por mais de 50% da massa de resíduos urbanos. Embora já existam no mercado empresas interessadas em explorar o negócio de reciclagem desse tipo de resíduo, além do frete pelo seu transporte, as experiências brasileiras estão limitadas em ações das municipalidades que buscam reduzir os custos e o impacto ambiental negativo da deposição do enorme massa de entulho (média de 0,5 ton/hab. ano). A variabilidade de sua composição se caracteriza como um dos maiores problemas para manejo desses produtos. Segundo Ângulo et alli (2001), a reciclagem na construção civil pode gerar inúmeros benefícios, dentre os quais ele destaca a redução de: - Recursos naturais não-renováveis, quando substituídos por resíduos reciclados; - Áreas necessárias para aterro; - Consumo de energia durante o processo de produção; - Poluição: por exemplo, para a indústria de cimento, que reduz a emissão de gás carbônico utilizando escória de alto forno em substituição ao cimento portland (John, 1999). Para se atingir o desenvolvimento sustentável em se tratando dos resíduos da construção civil, deve-se contemplar a reciclagem, bem como, uma metodologia criteriosa e cautelosa de P&D, torna-se fundamental para um mercado efetivo desses resíduos. 4

5 No Brasil, a resolução CONAMA nº 307, aprovada em 05/07/2002, criou instrumentos para a solução de alguns problemas causados pelo resíduos da construção civil. Ela definiu responsabilidades e deveres e abriu caminho para as normas técnicas, tanto para o correto manejo dos resíduos como para uso pós-reciclagem (Pinto, 2004). Por força desta lei, as construtoras serão obrigadas a apresentar, junto com o projeto de liberação da obra, um outro de remoção e destinação compromissada do entulho. Essa resolução não define os parâmetros operacionais para as construtoras, mas estabelece regras para que cada agente envolvido no processo de geração de resíduos não agrida o ambiente. Ela prioriza a não geração de resíduos (Techne, 2004). 5.2 Gestão Ambiental versus Gestão de Projetos De acordo com Boland (2001), em material didático desenvolvido sob os auspícios da Oficina Internacional do Trabalho / Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (OIT/PNUMA) com vistas à capacitação de profissionais no tema, a administração do meio ambiente pode ser classificada em três estágios distintos, partindo do geral para o específico, a saber: Setores gerais: objetivos da empresa e objetivos ecológicos, o âmbito e a estrutura do meio ambiente, a interação entre a natureza, a sociedade e a empresa, planos de prevenção ambiental e avaliação de impacto no meio ambiente; Setores de projetos: preparação, realização, inspeção e avaliação de projetos; Setores de produção: gestão da produção e do meio ambiente, concepção e desenho de produtos, escolha de tecnologias, manejo de resíduos e de sistemas de produção. No que diz respeito ao estágio de projetos, de interesse específico deste trabalho, a obra apresenta uma nova divisão e propõe atividades de gestão ambiental em cada uma delas: Desenvolvimento do projeto: 1) elaborar estudo de impacto ambiental (EIA); 2) elaborar estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental do projeto; 3) determinar a seleção das tecnologias; 4) montar a equipe do projeto; 5) preparar para a operação do projeto; Execução do Projeto: 1) antecipar os possíveis problemas futuros ao meio ambiente para prevenir ou minimizar seus efeitos; 2) elaborar lista das tarefas para a proteção do meio ambiente baseada no EIA e garantir que as mesmas sejam realizadas, 3) administrar os recursos humanos, materiais, subcontratados e relações com a comunidade; Controle e avaliação do Projeto: 1) Elaborar lista de controle a partir da matriz de atividade x impactos aos meios ambientes físico, biológico e social; 2) Fazer informes periódicos sobre os impactos ao meio ambiente e as ações tomadas para remediá-los; 3) fazer a avaliação dos impactos ambientais do projeto, especificando os problemas de meio ambiente detectados e os métodos usados para diminuir os impactos; 4) Elaborar plano de transição do projeto para a produção e/ou operação. Entretanto, para Ridgdway (1999) a falta de integração entre os processos de gestão ambiental mais amplos e os processos de gestão de projetos é um entrave a ser superado. Para a autora, embora o Estudo de Impactos Ambientais (EIA) seja uma ferramenta útil para a identificação dos impactos ambientais e de elaboração de mecanismos de resposta, não é útil para a implementação das ações requeridas, que ocorrem ao longo do ciclo de vida do projeto. Isto ocorre porque o EIA não é focado nos processos de gestão de projetos: planejamento, implementação, controle, encerramento e avaliação. O mesmo ocorre com a norma ISO 5

6 Não obstante sua importância em definir um rigoroso processo de identificação de impactos ambientais, de ranqueamento destes impactos de acordo com sua importância, de recomendações para mitigação dos riscos ambientais, a norma não provê um guia detalhado sobre o como fazer. Visando uma maior integração entre gestão ambiental e gestão de projetos, a autora propõe o modelo apresentado na Figura 2. Fases do Projeto de Construção Civil Planejamento / Design Implementação/ Construção Acompanhamento /Controle Encerramento/ Avaliação Ferramentas de Gestão Ambiental Estudo de Impacto Ambiental Avaliação de riscos ambientais Licenças Ambientais Análise de Ciclo de Vida de Produto Programa de Gerenciamento Ambiental Sistema de Gerenciamento Ambiental (ISO 14001) Acompanhamento da construção Auditoria Ambiental Estudo de Impacto Ambiental Avaliação de riscos ambientais Licenças Ambientais Análise de Ciclo de Vida de Produto Estudo de Impacto Ambiental Reabilitação Ambiental Figura 2 O Ciclo de Vida do Projeto e o uso de ferramentais ambientais Fonte: Bridgway, B., O Project Management Institute (PMI), respeitada entidade não governamental com representação em vários países, cujo objetivo é estudar e padronizar técnicas de gestão de projetos, visando trazer para a realidade dos gerentes de projetos a preocupação ambiental, incluiu, em seu guia específico para a construção civil, o chamado Project Management Body of Knowledge (PMBOK Guide, 2000), um capítulo que trata da Gestão Ambiental em Projetos. De acordo com esse guia, o gerenciamento ambiental em projetos inclui os processos requeridos para assegurar que os impactos que envolvem a execução do projeto fiquem dentro dos limites declarados e requeridos por permissão legal. De acordo com o PMI- PMBOK Construction 2003, a gestão ambiental em projetos envolve três processos:! Planejamento ambiental: consiste em identificar as características do ambiente onde se dará a construção; quais padrões ambientais são relevantes para o projeto; determinar quais impactos o projeto irá trazer ao meio ambiente; e como identificar e satisfazer os padrões ambientais (tabela 1).! Segurança ambiental: avaliação dos resultados do gerenciamento ambiental sobre bases formais para prover a segurança de que o projeto irá satisfazer padrões ambientais relevantes (tabela 2).! Controle ambiental: Monitorar resultados específicos do projeto para determinar se eles estão de acordo com os padrões ambientais estabelecidos e também identificar caminhos para eliminar causas insatisfatórias de performance. Esses processos 6

7 interagem um com o outro e também com as outras áreas do conhecimento que estão envolvidas na gestão de projetos de construção (tabela 3). Tabela 1 - Atividades do processo de planejamento ambiental de acordo com o PMBOK Entrada Ferramentas e Técnicas Saídas Declaração do Escopo Benchmarking Plano de gestão ambiental Contratos e provisões Fluxogramação Atualização do escopo Padrões e regulamentações Seleção de alternativas Input de outros processos Permissões Análise de stakeholders Checklists Política ambiental da organização Características do local e da região Características da execução do projeto Informações históricas Saídas de outros processos Planejamento da gestão dos riscos Definições das operações ambientais Tabela 2 - Atividades do processo de segurança ambiental de acordo com o PMBOK Entrada Ferramentas e Técnicas Saídas Plano de gestão ambiental Reciclagem Melhorias ambientais Definição das operações Ferramentas e técnicas de ambientais Resultados de medições e controles ambientais planejamento ambiental Auditoria ambiental Conscientização Tabela 3 - Atividades do processo de controle ambiental de acordo com o PMBOK Entrada Ferramentas e Técnicas Saídas Impactos ambientais e resultados Ferramentas e técnicas de Melhorias ambientais de trabalho controle da qualidade Plano de gestão ambiental Processos e técnicas de controle Decisões de aceitação de riscos Definição das operações Ações corretivas e retrabalho ambientais Checklists Finalização do checklists Feedback dos stakeholders Ajuste de Processos O sucesso da gestão de projetos está diretamente ligado à integração de suas áreas de conhecimento, bem como a uma metodologia clara e ajustável e que toda a equipe tenha domínio (Verzuh, 2001). Nesse contexto, o modelo do PMI, a resolução CONAMA nº 307, as pesquisas do setor e a tradição em gestão de projetos que essa área apresenta, trazem bons subsídios para que as empresas de construção civil possam implementar a gestão ambiental com sucesso. 6. Análise dos Casos Estudados 6.1 Caracterização Geral das Empresas Como já dito anteriormente, foram escolhidas para estudo duas empresas: a Construções e Comércio Camargo Corrêa S/A e a Construtora Andrade Gutierrez S/A. A seguir é apresentado um quadro sintético que caracteriza ambas as organizações. 7

8 Tabela 4 Características principais das empresas estudadas nos casos Caso 1 Caso 2 Camargo Corrêa Setor: construção civil Porte: grande Faturamento anual: não informado Classificação quanto à origem do capital: empresa nacional Número Total de Funcionários: não informado Número de Funcionários alocados à área de gestão ambiental: no escritório central há 3 pessoas: uma coordenadora, 1 engenheiro ambiental e 1 geólogo, bem como 1 consulta externa. Nas obras há técnicos, biólogos, engenheiro florestal, dependendo do tipo e porte da obra. Normalmente, são técnicos em meio ambiente. Este número varia, mas, em geral, são 2 técnicos por obra. Número e tipo das obras em andamento: atualmente 24 obras Atua em obras de construção pesada (hidrelétrica, transportes, obras industriais, saneamento, dentre outras) e edificações. Andrade Gutierrez Setor: construção civil (construção pesada) Porte: grande Faturamento anual: R$ ,00 Classificação quanto à origem do capital: empresa nacional Número Total de Funcionários: Número de Funcionários alocados à área de gestão ambiental: no escritório central, há uma equipe de 12 pessoas para o SGI (Qualidade, Meio Ambiente, Saúde e Segurança), sendo composta por engenheiros e técnicos. Nos empreendimentos, o número de profissionais alocados à gestão ambiental varia muito em função das exigências dos clientes e do grau de complexidade das questões e exigências ambientais. Há, pelo menos, um Gerente do SGI e um Técnico Ambiental. Número e tipo das obras em andamento: atualmente 20 Obras. Atua em obras de construção pesada (Hidrelétrica, Termoelétrica, Industriais, Rodovias, Metroviárias, Viadutos, Barragens, Irrigação, dentre outras). 6.2 A Política e a Gestão Ambientais Camargo Corrêa Há uma política de meio ambiente assinada pela presidência que orienta todos os processos de gestão ambiental da organização. Esta política envolve aspectos tais como: preservação e proteção ambiental, de forma a evitar poluição e degradação ambiental, visando harmonização com o meio ambiente e a população do entorno; conscientização dos colaboradores, cumprimento das leis; acompanhamento e aprimoramento contínuo nas obras; responsabilização, inclusive do gerente de obra, sobre eventuais danos ambientais e não conformidade com a legislação e com a política ambiental da empresa. A empresa foi uma das primeiras do setor a ter uma área específica para meio ambiente. Além desta coordenação central, a preocupação foi disseminada para as obras e hoje, para cada uma delas, há um profissional de meio ambiente responsável por fazer a articulação com o sistema de gestão ambiental. Há apoio de todos os diretores para as políticas e para o sistema de gestão ambiental, até porque esta hoje é uma condição de mercado para obtenção de financiamentos, participação em licitações, etc. Além dos aspectos específicos da gestão de empreendimentos, que serão abaixo detalhados, a política ambiental contempla aspectos gerais, válidos para todas as obras, voltados à educação ambiental, que é um grande foco de investimento. Boa parte dos resultados que a empresa apresenta hoje é devida à educação ambiental. 8

9 Os procedimentos ambientais, aplicados em todas as atividades da obra, resultam em materiais, equipamentos e sistemas adequados, como por exemplo: uso de sabões biodegradáveis nas limpezas em geral e em oficinas; implantação de bacias sedimentadoras e caixas separadoras de água/óleo em plantas; oficinas, áreas de lavagem e lubrificação, possibilitando a venda do óleo coletado para reciclagem; instalação e operação de máquinas recicladoras de concreto, possibilitando o reaproveitamento de agregados; entre outros. Nas operações de equipamentos que produzem emissões gasosas e de particulados são implantados sistemas que evitam a poluição do ar, como filtros de manga em equipamentos de perfuração e silos de cimento, sistemas de despoeiramento no processo de britagem e, principalmente, a adequada manutenção preditiva e preventiva dos equipamentos utilizados nas obras. Há desde treinamento de colaboradores, para que funcionem como multiplicadores da política ambiental da organização, até promoção de concursos de frases. Por exemplo, no ano passado, houve o concurso o lixo que é um luxo, onde os familiares dos colaboradores puderam também participar. Existe, ainda, um book ambiental, onde todas boas práticas são registradas. A empresa não participa de discussões em fóruns formais com os concorrentes. Mas há um trabalho de disseminação das boas práticas por meio da participação em prêmios promovidos por outras instituições. Essa é uma forma de quem estiver interessado no assunto poder conhecer o trabalho e trocar experiências. Há também palestras e trocas de experiências com o cliente Andrade Gutierrez S/A (AG) Além de parceira em grandes obras executadas em consórcio, a AG possui uma política e procedimentos bastante semelhantes à da Camargo Corrêa. Na AG, o assunto meio ambiente também tem o apoio da alta direção, sendo que existe uma área ligada diretamente à presidência que coordena os assuntos de qualidade, meio ambiente, segurança do trabalho e saúde ocupacional, em todas as fases dos projetos. Todas as ações ambientais decorrem de uma política ambiental que, na AG, é definida como Política da Qualidade, Meio Ambiente, Segurança e Saúde Ocupacional. Esta política estabelece como compromissos o desempenho empresarial competitivo, a melhoria contínua de seus processos e produtos, a prevenção da poluição, a segurança e a saúde das pessoas, o atendimento aos requisitos legais, normativos e outros requisitos aplicáveis. Com isso, visa a satisfação dos clientes, acionistas, funcionários, parceiros, fornecedores e da comunidade. (Andrade Gutierrez, 2004) Existem programas básicos voltados para a educação ambiental nos empreendimentos da empresa, especialmente como pré-requisito para implantação de coleta seletiva, programa 5S, redução do consumo de recursos naturais, dentre outros programas. Na visão da empresa, a educação ambiental em todos os níveis é peça fundamental para a conscientização de todos os colaboradores quanto à importância das questões ambientais, fator chave para a implantação, manutenção e melhoria de um padrão de excelência como o da ISO A Gestão de Projetos Camargo Correa S/A A Camargo Correa adota, desde 1999, um modelo de gestão de projetos para a empresa chamado SIGO Sistema Integrado de Gestão de Obra. Esse modelo foi baseado no PMBOK (Project Management Body of Knowledge) do PMI Project Management Institue, porém adaptado à cultura da empresa e aos procedimentos que já haviam sido desenvolvidos anteriormente. Foi usado também como base o PNQ Plano Nacional da Qualidade e, num 9

10 segundo momento, a norma ISO 9000:2000, que trata de gestão da qualidade. Na época, ainda não existia o PMBOK específico para a área de construção civil e que aborda a questão da gestão ambiental. Na Camargo Corrêa a implantação de um modelo de gestão de projetos foi importante para definir um padrão e, a partir daí, ter registros e avaliações de pontos falhos. Hoje, quando se fala de um determinado tema ou assunto numa obra, a outra obra entende muito mais facilmente, porque é produto do mesmo padrão metodológico. Por exemplo, quando se usa o termo stakeholders, isso é entendido de forma homogênea entre as diversas obras. A metodologia está difundida ao nível dos gestores e de supervisores. Para todo processo de gestão (contrato, tempo, recursos, etc.), há, além das atividades que devem ser feitas e dos indicadores, as ferramentas a serrem utilizadas. Normalmente, estas ferramentas são as informações que chegam até os demais colaboradores. Em termos de indicadores, há aqueles ao nível do empreendimento, que são desdobrados até o colaborador. Há uma ferramenta chamada célula de trabalho, onde são definidas as metas associadas ao empreendimento e que, mês a mês, são apuradas. Quando há obra em consórcio, o sistema de gestão completo não é implantando, mas a parte relativa à gestão ambiental o é Andrade Gutierrez S/A A Andrade Gutierrez adota em seus empreendimentos um modelo de gestão chamado SGI Sistema de Gestão Integrada. Esse modelo se baseia no atendimento simultâneo aos requisitos da Norma ISO 9001:2000, que trata da gestão da qualidade; da ISO 14001:1996, que trata do sistema de gestão ambiental; e da especificação OHSAS 18001:1999, que trata do sistema de gestão de segurança e saúde ocupacional. Esse modelo foi desenvolvido e implementado na AG antes da publicação do capítulo do PMBOK da construção civil que trata da gestão ambiental. Mesmo assim, o SGI tem muitos procedimentos parecidos com os previstos no PMBOK, inclusive pelo fato de usar como base a estrutura analítica de projeto EAP- como ferramenta de gestão. A AG começou a adotar as práticas específicas de Gestão de Projetos baseadas no modelo do PMI/PMBOK em 2003, num projeto corporativo específico, passando desde então a estruturar os projetos de melhoria corporativos da empresa seguindo toda a documentação necessária para as fases de iniciação, planejamento, execução, controle e encerramento de cada projeto. O uso desse modelo causou uma melhor organização dos projetos, onde foi evidenciada a otimização dos recursos envolvidos e, conseqüentemente, melhores resultados. Essa metodologia foi adotada para os projetos desenvolvidos pelas áreas corporativas da empresa, onde gerentes e técnicos estão envolvidos. Quando a obra faz parte de um consórcio, processo que se caracteriza pela criação de uma nova empresa com CGC diferente, os processos do MSGI podem ser implementados de acordo com o tipo de contrato e da negociação que for feita com a empresa parceira, nessa situação o empreendimento segue as normas do MSGI ou se o acordo for pelas normas de empresa parceira elas devem estar conformes aquelas da AG. 6.4 Processos e Ferramentas de Gestão Ambiental adotadas no Sistema Integrado Camargo Correa S/A A empresa Camargo Corrêa adota procedimentos integrados de gestão de projetos, baseados no PMBOK e no PNQ, e de gestão ambiental, baseados na ISO 9000, ISO e OHSAS Estes procedimentos podem ser apreciados na tabela abaixo. 10

11 Tabela 5 - Processos e ferramentas de gestão ambiental adotadas pela Camargo Corrêa nos seus projetos Fase de Planejamento Fase de Acompanhamento e Controle Fase de Encerramento e Avaliação 1) Plano geral de gestão ambiental para a construção: são identificados os principais aspectos e impactos da atividade, bem como as medidas prevencionistas a serem adotadas 2) Análise de risco complementar do empreendimento: são considerados os fatores ambientais específicos do empreendimento, bem como é feita uma análise dos requisitos do cliente 3) Levantamento inicial de todas as atividades que comportam o empreendimento: as atividades são quebradas em etapas menores e, depois de levantados os aspectos e impactos ambientais, é feita a classificação: freqüência, severidade, importância, aspectos legais e partes interessadas 4) Plano de atendimento à emergência: requisito da norma para atividades de alto impacto. 5) Plano de Stakeholders x Comunicação: identifica os stakeholders e define as atividades para envolver a comunidade 6) Metodologia Construtiva: consideração de impactos ambientais na definição da metodologia construtiva, dependendo do porte da obra 1) Verificação no empreendimento: é checada a aplicabilidade de todos os aspectos que foram previamente identificados e das medidas preventivas 2) APT Análise Prevencionista da Tarefa: ferramenta para que o colaborador possa entender e ser treinado quanto aos aspectos e impactos associados à atividade dele 3) Folha de Qualimetria: inspeção periódica nas frentes de serviço feita pelos profissionais de meio ambiente das obras. 4) Inspeção Periódica: feita pelo pessoal da área de meio ambiente do escritório central, verifica documentos e também, por amostragem, faz verificação em campo. 5) Patrulha ambiental: aplicada a algumas obras, os profissionais de diversas áreas se reúnem, determinado dia do mês, para fazer uma patrulha. É uma inspeção, com ckeck-list, que também gera as providências necessárias. 6) IAO Instrumento de Acompanhamento de Obras: reunião semanal, cujo objetivo principal é avaliar o prazo e o andamento dos empreendimentos. Usa-se esta reunião também para verificação dos aspectos ambientais. 7) Documentação: integrada com o SAP, através do módulo chamado QM, de qualidade. 8) Implementação das atividades do Plano de Comunicação e de Stakeholders: tais como semanas de meio ambiente, atendimento às escolas públicas da região, melhoria de infraestrutura da comunidade local, etc. 9) Administração de terceiros: treinamento nos aspectos e impactos das atividades que são feitas no canteiro. Para cada fornecedor são listados os aspectos legais que ele tem que atender e são checadas as evidências deste atendimento. 1) Relatório Final de verificação: o objetivo é verificar se ficou tudo em ordem como deveria ficar. Tudo que tinha de ser desmobilizado foi desmobilizado e se as áreas que tinham de ser recuperadas foram recuperadas Andrade Gutierrez S/A A Andrade Gutierrez adota procedimentos integrados de gestão de projetos, baseados no PMBOK e no SGI, baseados na ISO 9000, ISO e OHS Estes procedimentos podem ser apreciados na tabela abaixo. 11

12 Tabela 6 - Processos e ferramentas de gestão ambiental adotadas pela Andrade Gutierrez nos seus projetos Fase de Planejamento Fase de Acompanhamento e Controle Fase de Encerramento e Avaliação 1) Plano geral de gestão ambiental para a construção: É feita a EAP do projeto descrevendo os principais processos, pacotes de trabalho, atividades e tarefas. 2) Levantamento dos aspectos e impactos ambientais do empreendimento: são identificados os aspectos e impactos e avaliados suas significâncias, bem como é feita uma análise dos requisitos legais e do cliente para cada processo descrito na EAP. 3) Plano de atendimento à emergência: requisito da norma para as situações de emergências ambientais identificadas no levantamento de aspectos e impactos ambientais. 5) Plano de Comunicação: existe um procedimento sistêmico para esse processo. É gerado um plano para definir os meios e responsáveis pela comunicação no empreendimento com cliente, funcionários, comunidade e governo. 1) APR Análise de Prevenção de Risco: ferramenta para que o colaborador possa entender e ser treinado quanto aos aspectos e impactos associados à atividade dele. 2) Controles e monitoramentos: adoção de procedimentos operacionais, programa de treinamentos e medidas preventivas na gestão da área ambiental. 3) Análise de não conformidade: faz parte das normas. Identificada pelo PDCA e quando ocorre demanda uma ação imediata. É feita pelas inspeções periódica nas frentes de serviço feita pelos profissionais de meio ambiente das obras. 4) Verificação no empreendimento: Através de diagnósticos, auditorias internas e externas. 5) Documentação: Os resultados do sistema de acompanhamento são registrados nos documentos específicos do sistema e disponibilizados para consulta interna. 6) Administração de terceiros: treinamento nos aspectos e impactos das atividades que são feitas no canteiro. Para cada fornecedor são listados os aspectos legais que ele tem que atender e são checadas as evidências deste atendimento. Eles devem se enquadrar ao MSGI. 1) Relatório Final de verificação: Não é feito um relatório final específico que demonstra quais foram os impactos previstos e que ocorreu e seus respectivos tratamentos. No decorrer da obra são identificados, avaliados e tratados. 2) É feito um checklist sobre as licenças ambientais do empreendimento que deverão ser encerradas junto aos orgãos de controle ambientais. Como se pode observar pelas tabelas 5 e 6, os procedimentos de ambas as empresas são bastante similares, uma vez que se baseiam nas exigências da ISO (item da Norma) para identificação e atendimento de toda a legislação ambiental aplicável a cada um de seus empreendimentos. Ambas as empresas, no que diz respeito aos aspectos jurídicos e de legislação, recorrem a uma empresa jurídica especializada que realiza, no início de cada obra, o levantamento da legislação e requisitos legais relacionados a meio ambiente nos níveis Federal, Estadual e Municipal; sendo esse levantamento acompanhado e atualizado mensalmente em função de alterações nessa legislação. Também há bastante semelhança no que diz respeito aos modelos de gestão integrada de ambas as empresas: SGI, na Andrade Gutierrez e SIGO, na Camargo Correa. Os sistemas adotados buscam padronizar a forma de atendimento, pelos empreendimentos, das várias exigências e requisitos para certificação segundo a ISO 14001, ISO 9001 e OHSAS Os inputs normativos são desdobrados em planos de execução específicos para cada tipo de empreendimento que, por sua vez, são desenvolvidos para orientar a execução de todas as tarefas críticas, onde o foco é o como fazer. Esta etapa de desdobramento é imortante para atingir a linguagem do colaborador e facilitar o treinamento e uso pela equipe operacional envolvida na tarefa. 12

13 Todas as obras de grande porte que assim exigir são precedidas de um estudo de impacto ambiental (EIA), sendo que a reponsabilidade pela realização desse estudo e o posterior licenciamento ambiental dependem do tipo de negociação e contratação entre as empresas e o cliente. Ou seja, existem situações em que o próprio cliente se encarrega do EIA, e também há casos em que essa responsabilidade cabe à empresa executante. Neste último caso, via de regra, as empresas estudadas contratam empresas especializadas e experientes no assunto. As duas empresas em estudo possuem um ou mais profissionais especializados nas obras para gerenciar os aspectos relacionados ao meio ambiente. Cabe a esse profissional a implementação e a disseminação correta dos procedimentos descritos no sistema de gestão integrada. 6.5 A Desafios da Integração entre Gestão de Projetos e Gestão Ambiental Camargo Corrêa Quando o modelo de gestão SIGO foi desenvolvido em 1999, já existia na Camargo Corrêa um processo no âmbito de Segurança do Trabalho. O desafio foi incorporá-lo ao novo modelo. Ao longo do tempo, foi incorporado também ao modelo o processo de Segurança em Meio Ambiente. Em 2003, a empresa deu início à implementação da ISO num empreendimento de construção de uma refinaria para a Petrobrás em Paulínia, a REPLAN. Buscou-se um processo integrado que atendesse não só a ISO 14001, mas também à norma de segurança OHSAS e ISO Foi o primeiro empreendimento da empresa que buscou a certificação de forma integrada. Desta forma, os critérios da norma ISO foram incorporados ao sistema de gestão, o SIGO, sendo trazidos, para dentro do modelo, todos os requisitos que, porventura, ainda não estivessem sendo atendidos. Na prática, verificou-se que quase todos os requisitos já eram atendidos, mas não da forma organizada e registrada que a norma solicita. O objetivo da empresa, atualmente, é migrar esse novo modelo integrado adotado na REPLAN para duas obras de hidrelétrica no Sul do País, que já são certificadas pelo ISO A disseminação da metodologia integrada de gestão de projetos e gestão ambiental não ocorre de forma uniforme na Camargo Corrêa. Há três diretorias de projetos: energia, indústria e transportes. Dentro da diretoria de indústria, o objetivo maior hoje é fazer isso nas obras junto à Petrobrás, porque isso vai ser um requisito obrigatório nos próximos anos e a empresa já quer se antecipar a isso. Na diretoria de energia, como já existe a ISO 9000, a intenção é incorporar as outras normas para não ficar descompassado. Porém, na diretoria de transportes ainda não há uma definição de como se fazer isso. A Camargo Corrêa encontrou maior dificuldade na sua área de indústria, pois trata-se de uma diretoria relativamente nova na empresa, onde vários profissionais vieram do mercado e ainda não têm pleno conhecimento da cultura interna. Isso traz um desafio que é, além de implementar o modelo, transmitir toda a cultura organizacional a ele associada. Porém, a exigência dos clientes, como, por exemplo, a Petrobrás, fortalece a adoção do modelo integrado. A mesma dificuldade não ocorreu na diretoria de energia, porque a maioria das pessoas já era da empresa há bastante tempo, já conhecia as ferramentas. Foi, então, um processo mais natural, apesar de os empreendimentos terem um porte maior. Além destes aspectos, outras dificuldades encontradas são a estrutura da organização e a resistência das pessoas ao novo modelo. No que diz respeito à estrutura organizacional, ela é funcional e, portanto, verticalizada, o que impede que a área de gestão ambiental tenha uma penetração horizontal em todas as diretorias. A área também não está vinculada diretamente à presidência e sim a uma das diretorias. Desta forma, é sempre preciso que as políticas, normas e procedimentos retornem à linha hierárquica para que daí sejam disseminadas para baixo. 13

14 Uma estrutura matricial poderia favorecer a melhor disseminação das políticas e processos de gestão ambiental ao longo de todas as áreas corporativas. No tocante às pessoas, como todo processo de mudança, é lento e deve vencer as resistências que o novo modelo possa trazer Andrade Gutierrez A integração entre os processos de gestão ambiental (segundo a ISO 14001) e de gestão de projetos (PMBOK Construction 2003) ainda não ocorre totalmente na AG. A maior dificuldade atual para uma total integração é que os modelos e requisitos da ISO e do PMBOK têm estruturas, nomenclaturas e abrangências (dentro do ciclo de vida do projeto) diferentes. Observa-se que o PMBOK tende a ter uma visão mais larga e abrangente para o uso de ferramentas de gestão ambiental, contemplando todas as fases do projeto (conforme já visto na figura 2), estando a parte de gestão ambiental do SGI da AG mais focada atualmente nas fases de Implementação/Construção e de Acompanhamento/Controle dos projetos (empreendimentos). Apesar dessa diferença, o modelo SGI da AG, que nasceu em função das normas já citadas, traz muitos conceitos de gestão do PMI, como por exemplo o conceito de Estrutura Analítica do Projeto EAP - e sua hierarquia de trabalho descrita, conforme a necessidade do nível de detalhe, em processo, pacote de trabalho, atividade e tarefa. 7 Conclusões As empresas estudadas Andrade Gutierrez e Camargo Correa têm se posicionado de maneira pró-ativa em relação às exigências legais. Possuem um conjunto de certificações entre as quais as ISO 9000, e OHSAS 18001, que tratam de gestão da qualidade, gestão ambiental e gestão de segurança e saúde ocupacional. No caso específico da Camargo Correa esta integração está sendo feita, de forma piloto, em um de seus empreendimentos. As empresas estudadas empreendem seus projetos fazendo uso dessas três áreas de forma integrada. No caso da AG, essas ações estão formalizadas em manual MSGI, que serve de base para toda a empresa. Esse manual foi avaliado pelos autores como muito bem estruturado e segundo o responsável pela parte ambiental da obra, ele é plenamente aplicável às obras. No caso da Camargo Correa, o trabalho de integração da gestão ambiental à gestão de projetos foi desenvolvido em conjunto com uma empresa de consultoria e resultou no SIGO Sistema de Gestão Integrada de Obras. Na Andrade Gutierrez o coordenador responsável pela parte ambiental ocupa uma posição de destaque na hierarquia da empresa, ficando posicionado logo abaixo da presidência. O engenheiro responsável pela aplicação do MSGI na obras possui uma ligação direta a ele. Esse modelo dá agilidade ao processo de comunicação e decisões a serem tomadas na área ambiental. Embora a Camargo Correa tenha uma área de gestão ambiental bastante consolidada, ela não ocupa a mesma posição de destaque na hierarquia. Está subordinada a uma das diretorias, qual seja, a Diretoria de Tecnologia e Engenharia, que é responsável pelo desenvolvimento tecnológico e excelência na gestão de projetos, visando a perpetuação e a manutenção da unicidade da empresa. A vinculação é lógica mas, se por um lado, permite uma maior integração entre os processos de gestão de projetos e gestão ambiental, por outro esbarra na capacidade de disseminação de tais processos ao longo de todas as diretorias interessadas, principalmente se considerarmos que a estrutura é funcional e não matricial. No que diz respeito à integração entre a gestão de projetos e a gestão ambiental há um uma valorização clara por ambas as empresas sobre esta necessidade. Tanto a Camargo Corrêa quanto a Andrade Gutierrez vem, desde 1999, desenvolvendo esforços e 14

15 procedimentos formalizados neste sentido. Há desafios ainda a serem enfrentados, tais como a disseminação desta visão integrada ao longo de todos os empreendimentos e também junto aos colaboradores. Este desafio está amparado num processo forte de educação ambiental que ambas as organizações adotam e apontam como de extrema importância para que as metodologias e procedimentos não fiquem apenas no papel, mas que sejam efetivamente utilizadas no dia-a-dia dos empreendimentos. O PMI / PMBOK tem importância para as duas empresas, sendo que seus modelos de gestão integrada, naquilo que é pertinente, possuem pontos de contato claros com a metodologia preconizada por este instituto. Inclusive, cabe aqui ressaltar, que alguns dos funcionários, tanto da Camargo Correa quanto da AG, já possuem a certificação individual PMP- Project Management Professional, instituída pelo PMI. A nova área de gestão ambiental criada pelo PMI para o PMBOK da construção civil ainda é algo recente. Por isso, como o esforço de integração empreendido por ambas as empresas foi anterior a esta nova publicação do PMI, ela ainda não vem sendo aplicada, o que não quer dizer, necessariamente, que os processos não sejam similares. Segundo ambas as empresas, os processos já estão bastante aderentes, necessitando apenas de um período de adaptação. Esta nova pubicação do PMI, específica para a construção civil, é entendida como uma referência importante para o aprimoramento contínuo do sistema integrado. O que se pode notar foi que as empresas estudadas realizaram com sucesso um esforço muito grande para se adequarem às normas e exigências legais. Por atuarem de forma ampla no mercado de grandes construções, inclusive fora do país, elas demonstram estar bem estruturadas no que se refere às exigências ligadas ao meio ambiente e a gestão de seus projetos. Constatou-se pelo estudo que os problemas ambientais que a literatura cita como componentes dessa área se mostraram muito bem trabalhados em empresas de grande porte como a Andrade Gutierrez e a Camargo Correa. Recomenda-se que um estudo em empresas de médio e pequeno porte seja desenvolvido para averiguar qual o perfil das ações que as mesmas adotam. Referências Bibliográficas ÂNGULO, S. C; ZONDAN, S. E; JOHN, V. M. Desenvolvimento sustentável e a reciclagem de resíduos na construção civil. Disponível em: Capturado em 20/04/2004. BOLAND, R. G. A (org.). Capacitación Administración del Medio Ambiente Livro 2 Administración de Proyectos e el Medio Ambiente. Genebra, Ed. Alfaomega, CONAMA. Resolução nº 307. Disponible em capturado em 20/04/2004. HENDRICKSON, C; HORVARTH, A. Resource use and environmental emissions of U.S. contrution sectors. Journal of construtction engeneering and management. January/February JOHN, V. A construção, o meio ambiente e a reciclagem. Disponível em: Capturado em 20/04/

16 KERZNER, H. Project management: a system approach to planing, scheduling and controlling. New York: John Wiley, MAXIMIANO, A. C. A. Administração de projetos: como transformar idéias em resultados. São Paulo: Atlas, 2002, pp 281. MERRIAN, S. Qualitative research and case study applications in education. São Francisco, Jossey-Bass, PILVANG, C; SUTHERLAND I. Environmental management in project design. Building Research & Information, (2), PINTO, T. P. A nova legislação para resíduos da construção. Téchne, 2004 (82), PMBOK. Guide to de Project Management Body of Knowledge, A, 2000, Project Management Institute, Newton Square Pennsylvania. PMBOK Construction. Guide to de Project Management Body of Knowledge, A, 2003, Project Management Institute, Newton Square Pennsylvania. RIDGWAY, Bronwyn. The Project Cycle and the role of EIA and EMS. Journal of Environmental Assessment Policy and Management. Vol. 1, nº 4, December, 1999, pp TECHNE. A nova lei do lixo. Revista Techne, Janeiro de VERGARA, S. H. C. Projetos e Relatórios de Pesquisa em Administração. São Paulo: 5ª e. Atlas, VERZUH, E. MBA Compacto, Gestão de Projetos. Rio de Janeiro: Campus, 2000, 398 pp. YIN, Robert K. Estudo de caso: planejamento e métodos. Porto Alegre, Ed. Bookman,

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