ESCOLA JUDICIÁRIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO

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2 MÓDULO I PRESCRIÇÃO

3 Curso para Servidores Módulo I - Prescrição Supervisão Jurídica: Dr. ESCOLA JUDICIÁRIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO

4 CONTEÚDO PROGRAMÁTICO Causas de extinção da punibilidade Conceito de prescrição Fundamentos políticos Momento para reconhecimento da prescrição Imprescritibilidade Espécies de prescrição Prescrição da pretensão punitiva Propriamente dita Termo inicial e Interrupção Comunicabilidade da interrupção e crime pressuposto Causas suspensivas ou impeditiva Superveniente, subsequente ou intercorrente Retroativa Prescrição da pretensão executória Termo inicial Causas modificadoras do curso prescricional Prescrição virtual e medidas de segurança Prescrição no crime de deserção.

5 CAUSAS DE EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE A Prescrição é uma das causas de extinção da punibilidade CÓDIGO PENAL MILITAR CÓDIGO PENAL COMUM ART. 123 EXTINGUE-SE A PUNIBILIDADE: I PELA MORTE DO AGENTE II PELA ANISTIA OU INDULTO III- PELA RETROATIVIDADE DA LEI QUE NÃO MAIS CONSIDERA O FATO COMO CRIMINOSO IV PELA PRESCRIÇÃO V PELA REABILITAÇÃO VI PELO RESSARCIMENTO DO DANO, NO PECULATO CULPOSO (ART. 303, 4º). PARÁGRAFO ÚNICO: A EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE DE CRIME, QUE É PRESSUPOSTO, ELEMENTO CONSTITUTIVO OU CIRCUNSTÂNCIA AGRAVANTE DE OUTRO, NÃO SE ESTENDE A ESTE. NOS CRIMES CONEXOS, A EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE DE UM DELES NÃO IMPEDE, QUANTOS AOS OUTROS, A AGRAVAÇÃO DA PENA RESULTANTE DA CONEXÃO. ART. 107 EXTINGUE-SE A PUNIBILIDADE: I PELA MORTE DO AGENTE II PELA ANISTIA, GRAÇA OU INDULTO III PELA RETROATIVIDADE DA LEI QUE NÃO MAIS CONSIDERA O FATO COMO CRIMINOSO IV PELA PRESCRIÇÃO, DECADÊNCIA OU PEREMPÇÃO V- PELA RENÚNCIA DO DIREITO DE QUEIXA OU PELO PERDÃO ACEITO, NOS CRIMES DE AÇÃO PRIVADA VI PELA RETRATAÇÃO DO AGENTE NOS CASOS EM QUE A LEI ADMITE IX PELO PERDÃO JUDICIAL, NOS CASOS PREVISTOS EM LEI

6 Prescrição da Ação Disciplinar Militar CAPÍTULO XIV DISPOSIÇÕES FINAIS ARTIGO 85 - A ação disciplinar da administração prescreverá em 5 (cinco) anos, contados da data do cometimento da transgressão disciplinar. 1º - A punibilidade da transgressão disciplinar também prevista como crime prescreve nos prazos estabelecidos para o tipo previsto na legislação penal, salvo se esta prescrição ocorrer em prazo inferior a 5 (cinco) anos. 2º - A interposição de recurso disciplinar interrompe a prescrição da punibilidade até a solução final do recurso.

7 PRAZOS PRESCRICIONAIS CÓDIGO PENAL MILITAR Art A prescrição da ação penal, salvo o disposto no 1º deste artigo, regula-se pelo máximo da pena privativa de liberdade cominada ao crime, verificando-se: I - em trinta anos, se a pena é de morte; II - em vinte anos, se o máximo da pena é superior a doze; III - em dezesseis anos, se o máximo da pena é superior a oito e não excede a doze; IV - em doze anos, se o máximo da pena é superior a quatro e não excede a oito; V - em oito anos, se o máximo da pena é superior a dois e não excede a quatro; VI - em quatro anos, se o máximo da pena é igual a um ano ou, sendo superior, não excede a dois; VII em dois anos, se o máximo da pena é inferior a um ano. Art A prescrição, antes de transitar em julgado a sentença final, salvo o disposto no 1o do art. 110 deste Código, regula-se pelo máximo da pena privativa de liberdade cominada ao crime, verificando-se: I - em vinte anos, se o máximo da pena é superior a doze; II - em dezesseis anos, se o máximo da pena é superior a oito anos e não excede a doze; III - em doze anos, se o máximo da pena é superior a quatro anos e não excede a oito; IV - em oito anos, se o máximo da pena é superior a dois anos e não excede a quatro; V - em quatro anos, se o máximo da pena é igual a um ano ou, sendo superior, não excede a dois; VI - em 3 (três) anos, se o máximo da pena é inferior a 1 (um) ano. CÓDIGO PENAL COMUM

8 PRESCRIÇÃO PENAL Trata-se da perda da pretensão punitiva (antes do trânsito em julgado) ou da pretensão executória (depois do trânsito em julgado) em face da inércia do estado. Alexandre Salim - Manual de Direito Penal. Prescrição penal pode ser entendida como a perda do jus puniendi (ou do jus punitionis, no caso de incidir sobre a pretensão executória da pena) do estado em razão de sua inércia em satisfazê-la durante os prazos estipulados pela lei. Cícero Coimbra e Marcelo Streifinger - Manual de Direito Penal Militar.

9 FUNDAMENTOS DA PRESCRIÇÃO 1. Irrelevância dos fatos após determinado período; 2. Emenda do delinquente; 3. Sanção à inércia do Estado; 4. Dispersão das provas; 5. Expiação temporal; 6. Outras teorias...

10 O homem que ensinava burros a falar.

11 Certa vez, um camponês cansado da pobreza resolveu espalhar pelo reino que podia ensinar burros a falar.

12 Entusiasmado o Rei logo mandou chamá-lo e ofertou-lhe moradia, comida e empregados se ele realmente conseguisse fazer um burro falar...

13 O Camponês então explicou que precisaria de vinte anos para ensinar o burro a falar

14 O Rei concordou, mas, advertiu-o: Se em vinte anos o burro não estiver falando,mando cortar-lhe a cabeça!

15 Vendo o desespero de sua mulher, o camponês a tranquilizou: Em vinte anos, ou já morri eu, ou já morreu o burro, ou já morreu o Rei...

16 DA IMPRESCRITIBILIDADE ART. 5º TODOS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI... XLII - A PRÁTICA DO RACISMO CONSTITUI CRIME INAFIANÇÁVEL E IMPRESCRITÍVEL, SUJEITO À PENA DE RECLUSÃO, NOS TERMOS DA LEI; (Lei nº 7.716, de 5 de Janeiro de Define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor. XLIV - CONSTITUI CRIME INAFIANÇÁVEL E IMPRESCRITÍVEL A AÇÃO DE GRUPOS ARMADOS, CIVIS OU MILITARES, CONTRA A ORDEM CONSTITUCIONAL E O ESTADO DEMOCRÁTICO; (Título II, da Lei 7.170/83 - Define os crimes contra a segurança nacional, a ordem política e social, estabelece seu processo e julgamento e dá outras providências.)

17 A TORTURA E O ESTATUTO DE ROMA DECRETO Nº 4.388/ Promulga o Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional. Artigo 29 Imprescritibilidade Os crimes da competência do Tribunal não prescrevem. Art. 7º, 1, f Tortura. e) Por "tortura" entende-se o ato por meio do qual uma dor ou sofrimentos agudos, físicos ou mentais, são intencionalmente causados a uma pessoa que esteja sob a custódia ou o controle do acusado; este termo não compreende a dor ou os sofrimentos resultantes unicamente de sanções legais, inerentes a essas sanções ou por elas ocasionadas;

18 POSIÇÃO DO TRIBUNAIS SUPERIORES SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL SUBORDINAÇÃO NORMATIVA DOS TRATADOS INTERNACIONAIS À CONSTITUIÇÃODA REPÚBLICA. - No sistema jurídico brasileiro, os tratados ou convenções internacionais estão hierarquicamente subordinados à autoridade normativa da Constituição da República. Em consequência, nenhum valor jurídico terão os tratados internacionais, que, incorporados ao sistema de direito positivo interno, transgredirem, formal ou materialmente, o texto da carta política.

19 ESPÉCIES DE PRESCRIÇÃO JUS PUNIENDIS X JUS PUNITIONIS PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA (PPP) X PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO EXECUTÓRIA (PPE)

20 CÓDIGO PENAL MILITAR Art A prescrição refere-se à ação penal ou à execução da pena. CÓDIGO PENAL Prescrição antes de transitar em julgado a sentença Art A prescrição, antes de transitar em julgado a sentença final,... Prescrição depois de transitar em julgado sentença final condenatória Art A prescrição depois de transitar em julgado a sentença condenatória regulase...

21 PPP Obsta o exercício da ação penal PPE Extingue somente a pena Apaga todos os efeitos penais de eventual condenação já proferida Todos os demais efeitos da condenação restam intactos Não serve como pressuposto de reincidência Não se rescinde a sentença penal que funciona como pressuposto da reincidência.

22 EFEITOS PENAIS E EXTRAPENAIS Efeitos Penais: Cumprimento da sanção e Reincidência Efeitos Extrapenais na Justiça Militar Art São efeitos da condenação: I - tornar certa a obrigação de reparar o dano resultante do crime; Perda em favor da Fazenda Nacional II - a perda, em favor da Fazenda Nacional, ressalvado o direito do lesado ou de terceiro de boa-fé: a) dos instrumentos do crime, desde que consistam em coisas cujo fabrico, alienação, uso, porte ou detenção constitua fato ilícito; b) do produto do crime ou de qualquer bem ou valor que constitua proveito auferido pelo agente com a sua prática. Efeitos Extrapenais na Justiça Comum Art São efeitos da condenação: I - tornar certa a obrigação de indenizar o dano causado pelo crime; I - a perda em favor da União, ressalvado o direito do lesado ou de terceiro de boa-fé: a) dos instrumentos do crime, desde que consistam em coisas cujo fabrico, alienação, uso, porte ou detenção constitua fato ilícito; b) do produto do crime ou de qualquer bem ou valor que constitua proveito auferido pelo agente com a prática do fato criminoso. [...] Art São também efeitos da condenação: I - a perda de cargo, função publica ou mandato eletivo, nos crimes praticados com abuso de poder ou violação de dever para com a Administração Publica quando a pena aplicada for superior a quatro anos; [...]

23 PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA A prescrição da pretensão punitiva só poderá ocorrer antes de a sentença penal transitar em julgado e tem como consequência a eliminação de todos os efeitos do crime. César Roberto Bitencourt. Código Penal Militar Art A prescrição da ação penal, salvo o disposto no 1º deste artigo, regula-se pelo máximo da pena privativa de liberdade cominada ao crime,... 1º: sentença condenatória, de que somente o réu tenha recorrido. Código Penal Art A prescrição, antes de transitar em julgado a sentença final, salvo o disposto no 1º do art. 110 deste Código, regula-se pelo máximo da pena privativa de liberdade cominada ao crime,... 1º sentença condenatória com trânsito em julgado para a acusação ou depois de improvido seu recurso.

24 PRAZOS PRESCRICIONAIS CÓDIGO PENAL MILITAR Art A prescrição da ação penal, salvo o disposto no 1º deste artigo, regula-se pelo máximo da pena privativa de liberdade cominada ao crime, verificando-se: I - em trinta anos, se a pena é de morte; II - em vinte anos, se o máximo da pena é superior a doze; III - em dezesseis anos, se o máximo da pena é superior a oito e não excede a doze; IV - em doze anos, se o máximo da pena é superior a quatro e não excede a oito; V - em oito anos, se o máximo da pena é superior a dois e não excede a quatro; VI - em quatro anos, se o máximo da pena é igual a um ano ou, sendo superior, não excede a dois; VII em dois anos, se o máximo da pena é inferior a um ano. Art A prescrição, antes de transitar em julgado a sentença final, salvo o disposto no 1o do art. 110 deste Código, regula-se pelo máximo da pena privativa de liberdade cominada ao crime, verificando-se: I - em vinte anos, se o máximo da pena é superior a doze; II - em dezesseis anos, se o máximo da pena é superior a oito anos e não excede a doze; III - em doze anos, se o máximo da pena é superior a quatro anos e não excede a oito; IV - em oito anos, se o máximo da pena é superior a dois anos e não excede a quatro; V - em quatro anos, se o máximo da pena é igual a um ano ou, sendo superior, não excede a dois; VI - em 3 (três) anos, se o máximo da pena é inferior a 1 (um) ano. CÓDIGO PENAL COMUM

25 PENA MÁXIMA EM ABSTRATO Incidem: Majorantes, minorantes, tentativa. Por exemplo: Art Se o homicídio é culposo: Pena - detenção, de um a quatro anos. [...] Multiplicidade de vítimas 2º Se, em consequência de uma só ação ou omissão culposa, ocorre morte de mais de uma pessoa ou também lesões corporais em outras pessoas, a pena é aumentada de um sexto até metade. outro exemplo: Provocação direta ou auxílio a suicídio Art Instigar ou induzir alguém a suicidar-se, ou prestar-lhe auxílio para que o faça, vindo o suicídio consumar-se: Pena - reclusão, de dois a seis anos. [...] Redução de pena 3 Se o suicídio é apenas tentado, e da tentativa resulta lesão grave, a pena é reduzida de um a dois terços. Sempre o máximo do aumento possível ou mínimo da redução aplicável

26 Código Penal Militar Tentativa II - tentado, quando, iniciada a execução, não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente. Pena de tentativa Parágrafo único. Pune-se a tentativa com a pena correspondente ao crime, diminuída de um a dois terços, podendo o juiz, no caso de excepcional gravidade, aplicar a pena do crime consumado. Código Penal Art Tentativa II - tentado, quando, iniciada a execução, não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente. Pena de tentativa Parágrafo único - Salvo disposição em contrário, pune-se a tentativa com a pena correspondente ao crime consumado, diminuída de um a dois terços.

27 Não incidem: Agravantes e atenuantes (arts. 70 e 72 do CPM ou 61, 62 e 65 do CPB), o concurso de crimes e o crime continuado (arts. 79 e 80 do CPM ou 69,70 e 71 do CPB); Reincidência. Súmula 220 do STJ: A reincidência não influi no prazo da ppp, somente da ppe. Art. 70. São circunstâncias que sempre agravam a pena, quando não integrantes ou qualificativas do crime: I - a reincidência; II - ter o agente cometido o crime: a) por motivo fútil ou torpe; b) para facilitar ou assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de outro crime; Art São circunstâncias que sempre agravam a pena, quando não constituem ou qualificam o crime: I - a reincidência; II - ter o agente cometido o crime: a) por motivo fútil ou torpe; b) para facilitar ou assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de outro crime;

28 Direito Penal Militar Concurso de crimes Agente, mediante uma ou mais condutas (ação ou omissão), pratica dois ou mais delitos iguais ou não. (numa festa atira e mata A e logo em seguida, atira e causa lesões corporais gravíssimas em B) Crime continuado Crimes da mesma espécie com identidade de condições de tempo, lugar, maneira de execução. (Apresenta diversos atestados médicos falsos...) Direito Penal Comum Concurso material de crimes Agente, mediante mais de uma conduta (ação ou omissão), pratica dois ou mais delitos iguais ou não. (numa festa atira e mata A e logo em seguida, atira e causa lesões corporais gravíssimas em B) Concurso formal de crimes Agente mediante uma conduta (ação ou omissão) pratica dois ou mais crimes idênticos ou não. (acidente de trânsito em que A mata B, C e D) Crime continuado Crimes da mesma espécie com identidade de condições de tempo, lugar, maneira de execução. (Empregado que furta semanalmente R$ 20,00 da empresa)

29 CONCURSO DE CRIMES X CRIME CONTINUADO Art. 125 do CPM 3º no caso de concurso de crimes ou de crime continuado, a prescrição é referida, não à pena unificada, mas à de cada crime considerado isoladamente. Art. 119 do CP No caso de concurso de crimes, a extinção da punibilidade incidirá sobre a pena de cada um, isoladamente. Na hipótese de concurso de crimes, a extinção quer da punibilidade, quer da pretensão executória do Estado é considerada a partir da pena de cada um deles isoladamente...(stf, Habeas Corpus 71983/SP Min. Rel. Marco Aurélio) Súmula 497 Quando se tratar de crime continuado, a prescrição regula-se pela pena imposta na sentença, não se computando o acréscimo decorrente da continuação.

30 CAUSAS DE REDUÇÃO DO PRAZO PRESCRICIONAL Direito Penal Militar Redução Art São reduzidos de metade os prazos da prescrição, quando o criminoso era, ao tempo do crime, menor de vinte e um anos ou maior de setenta. Direito Penal Comum Redução dos prazos de prescrição Art São reduzidos de metade os prazos de prescrição quando o criminoso era, ao tempo do crime, menor de 21 (vinte e um) anos, ou, na data da sentença, maior de 70 (setenta) anos

31 CONTAGEM DO PRAZO Contagem de prazo Art. 16. No cômputo dos prazos inclui-se o dia do começo. Contam-se os dias, os meses e os anos pelo calendário comum. Contagem de prazo Art O dia do começo inclui-se no cômputo do prazo. Contam-se os dias, os meses e os anos pelo calendário comum. Um prazo de dois anos que comece em 10 de abril de 2000, terminará em 09 de abril de 2002.

32 RECURSO EXCLUSIVO DA DEFESA = TRÂNSITO EM JULGADO PARA ACUSAÇÃO Código Penal Militar Superveniência de sentença condenatória de que somente o réu recorre 1º sobrevindo sentença condenatória, de que somente o réu tenha recorrido, a prescrição passa a regular-se pela pena imposta, e deve ser logo declarada, sem prejuízo do andamento do recurso se, entre a última causa interruptiva do curso da prescrição ( 5 ) e a sentença, já decorreu tempo suficiente. Código Penal 1º A prescrição, depois da sentença condenatória com trânsito em julgado para a acusação ou depois de improvido seu recurso, regula-se pela pena aplicada, não podendo, em nenhuma hipótese, ter por termo inicial data anterior à da denúncia ou queixa.

33 TERMO INICIAL DA PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA Termo inicial da prescrição da ação penal 2º A prescrição da ação penal começa a correr: A) do dia em que o crime se consumou; B) no caso de tentativa, do dia em que cessou a atividade criminosa; C) nos crimes permanentes, do dia em que cessou a permanência; D) nos crimes de falsidade, da data em que o fato se tornou conhecido. Termo inicial da prescrição antes de transitar em julgado a sentença final Art A prescrição, antes de transitar em julgado a sentença final, começa a correr: I - do dia em que o crime se consumou; II - no caso de tentativa, do dia em que cessou a atividade criminosa; III - nos crimes permanentes, do dia em que cessou a permanência; IV - nos de bigamia e nos de falsificação ou alteração de assentamento do registro civil, da data em que o fato se tornou conhecido. V - nos crimes contra a dignidade sexual de crianças e adolescentes, previstos neste código ou em legislação especial, da data em que a vítima completar 18 (dezoito) anos, salvo se a esse tempo já houver sido proposta a ação penal.

34 PROBLEMA O Sd PM Jurandir encontrava-se previa e nominalmente escalado das 18h45 de 21NOV12 às 07h do dia 22NOV12, na função de motorista da VTR I-26225, tendo como encarregado o Sd PM Jairo. Por volta das 01h45 do dia 22NOV12, o acusado deslocou-se sozinho com o intuito de verificar um alarme disparado em uma loja próxima, não mais retornando. Já na sede do pelotão, quando o encarregado por lá compareceu, encontrou jogado em uma cadeira o armamento, o cinturão operacional e o colete balístico, sendo que constatou que o armário do Sd PM Jurandir encontrava-se aberto com indicativos claros de que o mesmo havia abandonado o serviço. Apenas com base nessas informações, quando ocorreria a prescrição? E se condenado à pena mínima de 03 (três) meses de detenção, com recurso exclusivo da Defesa?

35 SUSPENSÃO X INTERRUPÇÃO DA PPP Interrupção: devolve o prazo integralmente Suspensão: retoma de onde parou 4º A prescrição da ação penal não corre: I - enquanto não resolvida, em outro processo, questão de que dependa o reconhecimento da existência do crime; II - enquanto o agente cumpre pena no estrangeiro. Causas impeditivas da prescrição Art Antes de passar em julgado a sentença final, a prescrição não corre: I - enquanto não resolvida, em outro processo, questão de que dependa o reconhecimento da existência do crime; II - enquanto o agente cumpre pena no estrangeiro.

36 SUSPENSÃO DA PRESCRIÇÃO DO RÉU REVEL CÓDIGO DE PROCESSO PENAL Art Se o acusado, citado por edital, não comparecer, nem constituir advogado, ficarão suspensos o processo e o curso do prazo prescricional, podendo o juiz determinar a produção antecipada das provas consideradas urgentes e, se for o caso, decretar prisão preventiva, nos termos do disposto no art. 312.

37 RÉU NO EXTERIOR DIREITO PENAL MILITAR CARTA CITATÓRIA DIREITO PENAL Art Estando o acusado no estrangeiro, mas em lugar sabido, a citação far-se-á por meio de carta citatória, cuja remessa a autoridade judiciária solicitará ao ministério das relações exteriores, para ser entregue ao citando, por intermédio de representante diplomático ou consular do brasil, ou preposto de qualquer deles, com jurisdição no lugar onde aquêle estiver. A carta citatória conterá o nome do juiz que a expedir e as indicações a que se referem as alíneas b, c e d, do art Art Estando o acusado no estrangeiro, em lugar sabido, será citado mediante carta rogatória, suspendendo-se o curso do prazo de prescrição até o seu cumprimento.

38 CAUSAS DE INTERRUPÇÃO CÓDIGO PENAL MILITAR Art. 125: 5º - O curso da prescrição da ação penal interrompe-se: I - pela instauração do processo; II - pela sentença condenatória recorrível. CÓDIGO PENAL Causas interruptivas da prescrição Art O curso da prescrição interrompe-se: I - pelo recebimento da denúncia ou da queixa; [...]

39 EXEMPLO O Sd PM Jurandir, às 13h do dia 31de agosto de 2010, na reserva de armas do BPMM, nesta capital, após acalorada discussão com sua esposa, a civil Jacinta, pelo telefone, foi repreendido pelo Sd PM Jairo, seu colega de guarnição, tendo, num rompante de raiva, chamado o colega de farda para acertarem as diferenças na rua, em frente à OPM. Denunciado em 1º de fevereiro de 2011, pelo crime de desafio para duelo (art. 224, do CPM), a denúncia não foi recebida, tendo o representante do Parquet recorrido da decisão para o Tribunal. Em 25 de agosto de 2013, transitou em julgado o RSE interposto, favorável ao recebimento da denúncia.

40 PROBLEMA MODIFICADO Oferecida a denúncia em 1º de fevereiro de 2011, com base no caput do art. 224, do CPM, constou que o Sd PM Jurandir, às 13h do dia 31 de agosto de 2010, na reserva de armas do BPMM, nesta capital, após acalorada discussão com usa esposa, a civil Jacinta pelo telefone, foi repreendido pelo Sd PM Jairo, seu colega de guarnição, tendo, num rompante de raiva, chamado o colega de farda para acertarem as diferenças na rua, em frente à OPM. A denúncia foi recebida em 03 de fevereiro de Em 03 de março de 2011, o D. Representante do ministério público, aditou a denúncia para corrigir que a discussão ao telefone não teria sido com a esposa, porém, com a cunhada, a civil Jacirema. Recebido o aditamento em 13 de março de 2011, pergunta-se quando ocorreria a prescrição?

41 INTERRUPÇÃO POR ADITAMENTO POR FATO NOVO TJ-PE - apelação APL PE (TJ-PE) Data de publicação: 11/02/2009 Ementa: PENAL E PROCESSO PENAL. Apelação criminal. Lesão corporal seguida de morte. Prescrição. Interrupção, com o aditamento da denúncia. Inocorrência. Mérito. Materialidade e autoria evidenciadas nos autos. Dosimetria da pena adequada. Inaplicabilidade do art. 129, 4º DO CP. APELO IMPROVIDO. Decisão unânime. 1. Na hipótese dos autos, houve interrupção da prescrição com o aditamento da denúncia, relativa a fato novo, que deu ensejo à alteração da capitulação do crime descrito na denúncia (de lesão corporal grave para lesão corporal seguida de morte). Em consequência, não transcorreu o lapso prescricional, porquanto, do aditamento até a sentença, passaram-se aproximadamente 8 anos. AgRg no REsp / SP AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL 2008/ PENAL. ADITAMENTO DA DENÚNCIA. AUSÊNCIA DE MODIFICAÇÃO SUBSTANCIAL DA EXORDIAL ACUSATÓRIA. PRESCRIÇÃO.INTERRUPÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. 12. O aditamento da denúncia somente acarreta a interrupção da prescrição quando importar em modificação substancial do conteúdo da exordial acusatória, como a inclusão de novos fatos criminosos e de novos corréus. 3. No caso dos autos, o aditamento da vestibular acusatória limitou-se a apenas retroagir a data do último ato delituoso e a corrigir o montante desviado, não podendo, pois, ser marco interruptivo do lapso prescricional.

42 INTERRUPÇÃO PELA SENTENÇA CONDENATÓRIO RECORRÍVEL CÓDIGO PENAL MILITAR Art. 125: 5º - O curso da prescrição da ação penal interrompe-se: I - pela instauração do processo; CÓDIGO PENAL art. 117 do CP: IV - pela publicação da sentença ou acórdão condenatórios recorríveis; II - pela sentença condenatória recorrível.

43 ACÓRDÃO COMO MARCO INTERRUPTIVO Nº 7589/11 MJG HABEAS CORPUS Nº /SP EXMO. SR. MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI PENAL. HABEAS CORPUS. PRESCRIÇÃO. ACÓRDÃO CONFIRMATÓRIO DA CONDENAÇÃO QUE AGRAVA A PENA DO RÉU, DE MANEIRA ALTERAR O LAPSO PRESCRICIONAL. HIPÓTESE DE MAJORAÇÃO DA PENA RECLUSIVA, COM MODIFICAÇÃO DO PRAZO PRESCRICIONAL. NOVO MARCO INTERRUPTIVO CONSTITUÍDO. EXTINÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA NÃO VERIFICADA. - NA LINHA DE PRECEDENTES DA SUPREMA CORTE, PARA QUE SE INTERROMPA O CURSO DA PRESCRIÇÃO, É NECESSÁRIA A ALTERAÇÃO SUBSTANCIAL DA SENTENÇA CONDENATÓRIA, CONFERINDO NOVA TIPIFICAÇÃO AO FATO OU, COMO NA ESPÉCIE, AUMENTANDO A PENA DE FORMA A MODIFICAR, IGUALMENTE, O PRAZO PRESCRICIONAL. [...] Desse modo, para que se interrompa o curso da prescrição é necessária a alteração substancial da sentença condenatória, conferindo nova tipificação ao fato ou aumentando a reprimenda de forma a modificar, igualmente, o prazo da prescrição, como ocorrido na espécie.

44 ART. 117 DO CÓDIGO PENAL Causas interruptivas da prescrição Art O curso da prescrição interrompe-se: I - pelo recebimento da denúncia ou da queixa; II - pela pronúncia; III - pela decisão confirmatória da pronúncia; IV - pela sentença condenatória recorrível; IV - pela publicação da sentença ou acórdão condenatórios recorríveis; [...] Código de Processo Penal Art O juiz, fundamentadamente, pronunciará o acusado, se convencido da materialidade do fato e da existência de indícios suficientes de autoria ou de participação. Pronunciado o réu, poderá recorrer em sentido estrito (art. 581, IV) ao Tribunal Competente que, confirmando a pronúncia, ensejará nova interrupção do prazo prescricional. Súmula 191 do STJ: A pronúncia é causa interruptiva da prescrição, ainda que o Tribunal do Júri venha a desclassificar o crime.

45 COMUNICABILIDADE DA INTERRUPÇÃO E PRESCRIÇÃO DO CRIME PRESSUPOSTO CÓDIGO PENAL MILITAR Código penal Art Art º a interrupção da prescrição produz efeito relativamente a todos os autores do crime; e nos crimes conexos, que sejam objeto do mesmo processo, a interrupção relativa a qualquer deles estende-se aos demais. 1º - excetuados os casos dos incisos V e VI deste artigo, a interrupção da prescrição produz efeitos relativamente a todos os autores do crime. Nos crimes conexos, que sejam objeto do mesmo processo, estende-se aos demais a interrupção relativa a qualquer deles.

46 CRIME PRESSUPOSTO CÓDIGO PENAL MILITAR Art. 123 CÓDIGO PENAL Art. 108 Parágrafo único. A extinção da punibilidade de crime, que é pressuposto, elemento constitutivo ou circunstância agravante de outro, não se estende a este. Nos crimes conexos, a extinção da punibilidade de um deles não impede, quanto aos outros, a agravação da pena resultante da conexão. A extinção da punibilidade de crime que é pressuposto, elemento constitutivo ou circunstância agravante de outro não se estende a este. Nos crimes conexos, a extinção da punibilidade de um deles não impede, quanto aos outros, a agravação da pena resultante da conexão.

47 CRIME ANTECEDENTE O Informativo 494 do STJ, a 5ª turma registra: Prescrição. Crime antecedente. Lavagem de dinheiro. A extinção da punibilidade pela prescrição quanto aos crimes antecedentes não implica o reconhecimento da atipicidade do delito de lavagem de dinheiro (art. 1º da lei n /1998) imputado ao paciente. Nos termos do art. 2º, II, 1º da lei mencionada, para a configuração do delito de lavagem de dinheiro não há necessidade de prova cabal do crime anterior, mas apenas a demonstração de indícios suficientes de sua existência. Assim sendo, o crime de lavagem de dinheiro é delito autônomo, independente de condenação ou da existência de processo por crime antecedente. Precedentes citados do STF: HC PR, dje 25/8/2011; HC SP, dje 6/2/2009; do STJ: HC RJ, dje 17/12/2010; resp PR, dje 17/5/2010; HC MS, dje 19/12/2008; apn 458-SP, dje 18/12/2009, e HC SP, dje 10/11/2008. Hc MG, rel. Min. Jorge mussi, julgado em 27/3/2012.

48 ESPÉCIES DE PRESCRIÇÃO PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA PROPRIAMENTE DITA RETROATIVA INTERCORRENTE PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO EXECUTÓRIA

49 PPP PROPRIAMENTE DITA Capez, F. in Manual de Direito Penal

50 PPP RETROATIVA

51 PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE, SUBSEQUENTE OU SUPERVENIENTE

52 MARCO INICIAL DA PPP INTERCORRENTE CÓDIGO PENAL MILITAR Art º Sobrevindo sentença condenatória, de que sòmente o réu tenha recorrido, a prescrição passa a regular-se pela pena imposta, e deve ser logo declarada, sem prejuízo do andamento do recurso se, entre a última causa interruptiva do curso da prescrição ( 5 ) e a sentença, já decorreu tempo suficiente. CÓDIGO PENAL Art º a prescrição, depois da sentença condenatória com trânsito em julgado para a acusação ou depois de improvido seu recurso, regula-se pela pena aplicada, não podendo, em nenhuma hipótese, ter por termo inicial data anterior à da denúncia ou queixa.

53 EXEMPLO Consta da denúncia que o Sd PM Jurandir, na data dos fatos com 20 (vinte) anos, usando da condição de policial militar para impressionar e manter a vítima em erro, prometeu intermediar processo de aposentadoria da civil Jacynta junto ao INSS. No dia 23 de março de 2003, a civil Jacynta foi abordada pelo miliciano que lhe propôs intermediar seu processo de aposentadoria junto ao INSS. Aceita a proposta pela vítima, naquela mesma data, no dia 30 de março de 2003, a vítima encontrou novamente o acusado para entregar-lhe os documentos solicitados e três cheques no valor de R$ 300,00 (trezentos) reais cada, taxa cobrada pelo Sd PM Jurandir pelos serviços que nunca seriam prestados. Descoberta a farsa foi o Sd PM Jurandir denunciado em 04 de abril de 2004 pelo crime do art. 251, caput do CPM. Recebida a denúncia em 16 de maio de 2004, o processo seguiu trâmite normal até a fase de alegações escritas. Conclusos os autos para julgamento em 12 de agosto de 2004, o defensor protocolou petição requerendo o arquivamento do feito em razão do crime estar prescrito. O MM. Juiz de Direito não recebeu a petição com base no art. 378 do CPPM. Impetrado Habeas Corpus junto ao TJMSP em 13 de agosto de 2004, o J. Relator concedeu a suspensão do processo liminarmente inaudita altera pars. Em 23 de agosto de 2014 o Habeas Corpus foi julgado. Qual deveria ser o resultado?

54 EXEMPLO Vamos supor que o Sd PM Jurandir apresentasse 10 atestados falsos, utilizando formulário de um hospital público, para justificar 10 faltas ao serviço. Concurso de crimes Art. 79. Quando o agente, mediante uma só ou mais de uma ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes, idênticos ou não, as penas privativas de liberdade devem ser unificadas. Se as penas são da mesma espécie, a pena única é a soma de tôdas; se, de espécies diferentes, a pena única e a mais grave, mas com aumento correspondente à metade do tempo das menos graves, ressalvado o disposto no art. 58. Crime continuado Art. 80. Aplica-se a regra do artigo anterior, quando o agente, mediante mais de uma ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes da mesma espécie e, pelas condições de tempo, lugar, maneira de execução e outras semelhantes, devem os subseqüentes ser considerados como continuação do primeiro. Mesmo condenado à pena mínima (dois anos de reclusão), sua pena poderia somar 20 (vinte) anos em razão do cúmulo material operado. Pergunta-se: como calcular a prescrição nesse caso?

55 PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA VIRTUAL, EM PERSPECTIVA, PROJETADA OU ANTECIPADA A prescrição da pretensão punitiva virtual (subespécie da PPP) é, como dissemos, construção doutrinária e jurisprudencial (jurisprudência da primeira instância), de acordo com a qual, tendo-se conhecimento do fato, bem como das circunstâncias que seriam levadas em conta quando o juiz fosse graduar a pena e chegando-se a uma provável condenação, tomar-se-ia por base essa pena virtualmente considerada e far-se-ia a averiguação de possível prescrição, quando então não haveria interesse em dar-se andamento em ação penal que de antemão pudesse encerrar com a extinção da punibilidade. Luiz Flávio Gomes Súmula 438 do STJ: É inadmissível a extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão punitiva com fundamento em pena hipotética, independentemente da existência ou sorte do processo penal.

56 PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO EXECUTÓRIA - PPE Prescrição da execução da pena ou da medida de segurança que a substitui Art A prescrição da execução da pena privativa de liberdade ou da medida de segurança que a substitui (art. 113) regula-se pelo tempo fixado na sentença e verifica-se nos mesmos prazos estabelecidos no art. 125, os quais se aumentam de um terço, se o condenado é criminoso habitual ou por tendência. Prescrição depois de transitar em julgado sentença final condenatória Art A prescrição depois de transitar em julgado a sentença condenatória regula-se pela pena aplicada e verifica-se nos prazos fixados no artigo anterior, os quais se aumentam de um terço, se o condenado é reincidente.

57 TERMO INICIAL DA PPE 1º Começa a correr a prescrição: a) do dia em que passa em julgado a sentença condenatória ou a que revoga a suspensão condicional da pena ou o livramento condicional; b) do dia em que se interrompe a execução, salvo quando o tempo da interrupção deva computar-se na pena.. Art No caso do art. 110 deste Código, a prescrição começa a correr: I - do dia em que transita em julgado a sentença condenatória, para a acusação, ou a que revoga a suspensão condicional da pena ou o livramento condicional; II - do dia em que se interrompe a execução, salvo quando o tempo da interrupção deva computar-se na pena.

58 PENA CUMPRIDA É PENA EXTINTA CÓDIGO PENAL MILITAR Art º No caso de evadir-se o condenado ou de revogar-se o livramento ou desinternação condicionais, a prescrição se regula pelo restante tempo da execução. CÓDIGO PENAL Prescrição no caso de evasão do condenado ou de revogação do livramento condicional Art No caso de evadir-se o condenado ou de revogar-se o livramento condicional, a prescrição é regulada pelo tempo que resta da pena.

59 SUSPENSÕES E INTERRUPÇÕES DA PPE CÓDIGO PENAL MILITAR Art º O curso da prescrição da execução da pena suspende-se enquanto o condenado está preso por outro motivo, e interrompese pelo início ou continuação do cumprimento da pena, ou pela reincidência. CÓDIGO PENAL Art. 116 Parágrafo único - Depois de passada em julgado a sentença condenatória, a prescrição não corre durante o tempo em que o condenado está preso por outro motivo. Art O curso da prescrição interrompe-se: [...] V - pelo início ou continuação do cumprimento da pena; VI - pela reincidência.

60 REDUÇÃO DO PRAZO NA PPE CÓDIGO PENAL MILITAR CÓDIGO PENAL Redução Redução dos prazos de prescrição Art São reduzidos de metade os prazos da prescrição, quando o criminoso era, ao tempo do crime, menor de vinte e um anos ou maior de setenta. Art São reduzidos de metade os prazos de prescrição quando o criminoso era, ao tempo do crime, menor de 21 (vinte e um) anos, ou, na data da sentença, maior de 70 (setenta) anos.

61 CAUSA DE AUMENTO DO PRAZO DA PPE CÓDIGO PENAL MILITAR CÓDIGO PENAL Art A prescrição da execução da pena privativa de liberdade ou da medida de segurança que a substitui (art. 113) regula-se pelo tempo fixado na sentença e verifica-se nos mesmos prazos estabelecidos no art. 125, os quais se aumentam de um terço, se o condenado é criminoso habitual ou por tendência. Art A prescrição depois de transitar em julgado a sentença condenatória regula-se pela pena aplicada e verifica-se nos prazos fixados no artigo anterior, os quais se aumentam de um terço, se o condenado é reincidente.

62 DIREITO PENAL MILITAR Art. 78 2º Considera-se criminoso habitual aquêle que: a) reincide pela segunda vez na prática de crime doloso da mesma natureza, punível com pena privativa de liberdade em período de tempo não superior a cinco anos, descontado o que se refere a cumprimento de pena; Habitualidade reconhecível pelo juiz b) embora sem condenação anterior, comete sucessivamente, em período de tempo não superior a cinco anos, quatro ou mais crimes dolosos da mesma natureza, puníveis com pena privativa de liberdade, e demonstra, pelas suas condições de vida e pelas circunstâncias dos fatos apreciados em conjunto, acentuada inclinação para tais crimes. Criminoso por tendência 3º Considera-se criminoso por tendência aquêle que comete homicídio, tentativa de homicídio ou lesão corporal grave, e, pelos motivos determinantes e meios ou modo de execução, revela extraordinária torpeza, perversão ou malvadez. Crimes da mesma natureza 5º Consideram-se crimes da mesma natureza os previstos no mesmo dispositivo legal, bem como os que, embora previstos em dispositivos diversos, apresentam, pelos fatos que os constituem ou por seus motivos determinantes, caracteres fundamentais comuns. DIREITO PENAL COMUM Reincidência Art Verifica-se a reincidência quando o agente comete novo crime, depois de transitar em julgado a sentença que, no País ou no estrangeiro, o tenha condenado por crime anterior.

63 PENAS DE REFORMA, SUSPENSÃO DO EXERCÍCIO OU MULTA CÓDIGO PENAL MILITAR Prescrição no caso de reforma ou suspensão de exercício Art Verifica-se em quatro anos a prescrição nos crimes cuja pena cominada, no máximo, é de reforma ou de suspensão do exercício do posto, graduação, cargo ou função. CÓDIGO PENAL Art A prescrição da pena de multa ocorrerá: I - em 2 (dois) anos, quando a multa for a única cominada ou aplicada; II - no mesmo prazo estabelecido para prescrição da pena privativa de liberdade, quando a multa for alternativa ou cumulativamente cominada ou cumulativamente aplicada.

64 PRESCRIÇÃO DA MEDIDA DE SEGURANÇA CÓDIGO PENAL MILITAR Art A prescrição da execução da pena privativa de liberdade ou da medida de segurança que a substitui (art. 113) regula-se pelo tempo fixado na sentença e verifica-se nos mesmos prazos estabelecidos no art. 125, os quais se aumentam de um terço, se o condenado é criminoso habitual ou por tendência DIREITO PENAL COMUM Prescrição da Medida de Segurança - Informativo nº Período: 12 de março de DIREITO PENAL. PRESCRIÇÃO DE MEDIDA DE SEGURANÇA. A prescrição da medida de segurança imposta em sentença absolutória imprópria é regulada pela pena máxima abstratamente prevista para o delito. O CP não cuida expressamente da prescrição de medida de segurança, mas essa é considerada uma espécie do gênero sanção penal. Assim considerada, sujeita-se às regras previstas no CP relativas aos prazos prescricionais e às diversas causas interruptivas da prescrição. O STF já se manifestou nesse sentido ao entender que incide o instituto da prescrição na medida de segurança, estipulando que é espécie do gênero sanção penal e se sujeita, por isso mesmo, à regra contida no artigo 109 do Código Penal (RHC SP, Primeira Turma, DJ de 2/12/2005). RHC RJ, Rel. Min. Jorge Mussi, julgado em 6/2/2014.

65 PRESCRIÇÃO DAS PENAS RESTRITIVAS DE DIREITOS CÓDIGO PENAL Prescrição das penas restritivas de direito Parágrafo único - Aplicam-se às penas restritivas de direito os mesmos prazos previstos para as privativas de liberdade.

66 PRESCRIÇÃO NO CRIME DE INSUBMISSÃO E DESERÇÃO CÓDIGO PENAL MILITAR Prescrição no caso de insubmissão Art A prescrição começa a correr, no crime de insubmissão, do dia em que o insubmisso atinge a idade de trinta anos. Prescrição no caso de deserção Art No crime de deserção, embora decorrido o prazo da prescrição, esta só extingue a punibilidade quando o desertor atinge a idade de quarenta e cinco anos, e, se oficial, a de sessenta.

67 INSUBMISSÃO E DESERÇÃO Insubmissão Deserção Art Deixar de apresentar-se o convocado à incorporação, dentro do prazo que lhe foi marcado, ou, apresentando-se, ausentar-se antes do ato oficial de incorporação: Pena - impedimento, de três meses a um ano. Art Ausentar-se o militar, sem licença, da unidade em que serve, ou do lugar em que deve permanecer, por mais de oito dias: Pena - detenção, de seis meses a dois anos; se oficial, a pena é agravada.

68 PENAS ACESSÓRIAS CÓDIGO PENAL MILITAR Penas Acessórias Art. 98. São penas acessórias: CÓDIGO PENAL MILITAR Imprescritibilidade das penas acessórias I - a perda de pôsto e patente; II - a indignidade para o oficialato; III - a incompatibilidade com o oficialato; Art É imprescritível a execução das penas acessórias. IV - a exclusão das fôrças armadas; V - a perda da função pública, ainda que eletiva; VI - a inabilitação para o exercício de função pública; VII - a suspensão do pátrio poder, tutela ou curatela; VIII - a suspensão dos direitos políticos.

69 PENAS ACESSÓRIAS NO DIREITO PENAL COMUM Art São também efeitos da condenação I - a perda de cargo, função publica ou mandato eletivo, nos crimes praticados com abuso de poder ou violação de dever para com a Administração Publica quando a pena aplicada for superior a quatro anos; I - a perda de cargo, função pública ou mandato eletivo a) quando aplicada pena privativa de liberdade por tempo igual ou superior a um ano, nos crimes praticados com abuso de poder ou violação de dever para com a Administração Pública b) quando for aplicada pena privativa de liberdade por tempo superior a 4 (quatro) anos nos demais casos. II - a incapacidade para o exercício do pátrio poder, tutela ou curatela, nos crimes dolosos, sujeitos à pena de reclusão, cometidos contra filho, tutelado ou curatelado; III - a inabilitação para dirigir veículo, quando utilizado como meio para a prática de crime doloso Parágrafo único - Os efeitos de que trata este artigo não são automáticos, devendo ser motivadamente declarados na sentença. Na PPP não subsistem os efeitos extrapenais, porém, na PPE sim.