REGIMENTO GERAL DOS CURSOS DE PÓS GRADUAÇÃO " LATO SENSU"

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1 UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PELOTAS PRÓ REITORIA ACADÊMICA ASSESSORIA DE PÓS GRADUAÇÃO E PESQUISA REGIMENTO GERAL DOS CURSOS DE PÓS GRADUAÇÃO " LATO SENSU"

2 CAPÍTULO I DOS CURSOS E SEUS OBJETIVOS Art. 1º A Universidade Católica de Pelotas oferece cursos de especialização com o objetivo de aprofundar a qualificação profissional no contexto de área específica do conhecimento. Art. 2º Distinguem se dois tipos de cursos de especialização: os que visam à especialização de professores, principalmente à qualificação de docentes para o magistério superior do Sistema Federal de Ensino, e os que objetivam tão somente formar profissionais especialistas. Art. 3º Os cursos voltados a habilitar ao magistério devem obedecer ao disposto na Resolução nº 12/83 do Conselho Federal de Educação; os demais, matéria de autonomia das instituições de ensino, na conformidade com a Lei 5.540/68, o Regimento Geral da Universidade e a legislação própria, se houver. Art. 4º Os cursos de pós graduação "lato sensu" são designados conforme a área específica estudada. Art. 5º Na organização dos cursos, devem ser observados os seguintes princípios: a) qualidade nas atividades de ensino e na produção científica; b) busca de atualização contínua nas áreas do conhecimento; c) flexibilidade curricular que atenda à disponibilidade de tendências e áreas do conhecimento. Art. 6º Só podem ser admitidos aos cursos de especialização os candidatos que comprovem ter concluído graduação plena.

3 Art. 7º Os cursos de especialização poderão promover intercâmbio com instituições acadêmicas, culturais, empresariais e com a sociedade em geral, visando à maior interação com a comunidade, resguardado o projeto institucional da Universidade.

4 CAPÍTULO II DO FUNCIONAMENTO DOS CURSOS Art. 8º O projeto de um curso de especialização tem origem na respectiva Escola cuja secretaria forma o processo e o envia, já com a manifestação do Diretor, à Assessoria de Pós Graduação e Pesquisa que o examina à luz da legislação pertinente, submetendo o, após, à consideração da Pró Reitoria Acadêmica e, posteriormente, à aprovação do Conselho Universitário. Art. 9º O projeto deve conter as seguintes informações: a) dados de identificação, com o nome do curso, nível, patrocínio, execução, período de realização e total de horas aula (duração); b) justificativa em que se demonstra a relevância da sua atuação na área; c) objetivo geral e objetivo específico; d) especificação da clientela (delimitação, requisitos básicos para a inscrição e critérios para a seleção de candidatos), número de vagas (mínimo e máximo), número de turmas, estrutura curricular (disciplinas com as respectivas cargas horárias e os professores que as irão ministrar, com o curriculum vitae de cada um), ementas e o sistema de avaliação; e) fases do projeto e cronograma, indicando os passos referentes à preparação, execução e avaliação; f) descrição sucinta das instalações, equipamentos e recursos bibliográficos a serem utilizados pelo curso; g) indicação, quando cabível, da participação e, quando necessário, da anuência de empresas, instituições e conselhos profissionais e de classe na organização e/ou apoio aos cursos; h) previsão orçamentária apresentada pela coordenação do curso, em formulários próprios elaborados pela Assessoria de Planejamento e Controle, que deverá manifestarse, também, quanto a exeqüibilidade financeira para ser posteriormente aprovado pelo Conselho Universitário. Art. 10 O projeto de cada curso deve ser submetido às Pró Reitorias Acadêmica e Administrativa, com antecedência mínima de 90 dias da data do seu inicío, sendo após enviado ao Conselho Universitário para aprovação. Parágrafo Único No caso de reedição, há necessidade de refazer se o orçamento para que as Pró Reitorias Acadêmica e Administrativa encaminhem ao Conselho Universitário para aprovação.

5 Art. 11 O número mínimo de inscritos necessários para viabilizar um curso deve constar no projeto, que é analisado pela Assessoria de Planejamento e Controle, sob o aspecto orçamentário. Parágrafo 1º Cabe às secretarias de cada curso informar aos candidatos que, caso o número de inscritos não atinja o mínimo, o curso não será oferecido, devendo a Universidade devolver o valor da inscrição. Parágrafo 2º Exceções somente poderão ser aceitas mediante parecer conclusivo da Assessoria de Planejamento e Controle quanto à sustentação financeira do curso. Art. 12 Os docentes dos cursos de pós graduação lato sensu devem ter a titulação de doutor, mestre ou livre docente. Parágrafo 1º Com aprovação do Conselho Universitário podem lecionar docentes não portadores da titulação mencionada no caput deste artigo, se sua qualificação for de especialista. Parágrafo 2º O número de docentes especialistas não poderá ultrapassar 1/3 do corpo docente. Parágrafo 3º A aprovação de professor especialista somente terá validade para o curso de especialização para o qual tiver sido aceito. Art. 13 Os cursos a serem realizados nos termos da resolução nº 12/83 do Conselho Federal de Educação devem incluir 60 horas de disciplina de formação didáticopedagógica. Art. 14 Os cursos de especialização têm a duração mínima de 360 horas aula, não podendo a sua integralização curricular exceder a duração de 2 anos. Art. 15 Cada disciplina tem sua carga horária expressa em créditos correspondendo cada crédito a 15 horas de aula teórica ou prática ou trabalho equivalente.

6 Art. 16 Os créditos relativos a cada disciplina de um curso realizado nos termos da Resolução nº 12/83 CFE só serão conferidos ao estudante que tiver aproveitamento equivalente a, no mínimo, 70%, aferido em processo formal de avaliação, e freqüência de, pelo menos, 75%. (Res.nº4/97 CNE que altera o art.5º da Res.nº12/83 CFE) Art. 17 O rendimento escolar de cada estudante será expresso em conceitos com a seguinte equivalência numérica (Resolução nº040/96 da UCPel) e descritiva: A = 9,0 a 10,0 B = 8,0 a 8,9 C = 7,0 a 7,9 D = 6,0 a 6,9 E = 5,0 a 5,9 F = 0,0 a 4,9 (Excelente) (Muito Bom) (bom) (Insuficiente) (Sofrível) (Rendimento nulo) Art. 18 Os cursos de especialização devem funcionar, de preferência, nos períodos previstos no Calendário Escolar para os cursos de graduação.

7 CAPÍTULO III DA COORDENAÇÃO DOS CURSOS Art. 19 A direção da escola responsável pela elaboração do projeto deve indicar o coordenador executivo, que será nomeado pelo Reitor, ouvida a Pró Reitoria Acadêmica. Art 20 São atribuições do coordenador: a) responsabilizar se pela fidelidade aos objetivos do curso; b) atender ao corpo docente e ao corpo discente nos assuntos específicos do curso; c) promover a divulgação do curso; d) efetivar o recrutamento e a seleção dos participantes; e) providenciar a infra estrutura necessária ao perfeito andamento das atividades previstas; f) proporcionar assistência ao professor; g) acompanhar e controlar o desenvolvimento dos conteúdos ministrados no curso; h) prover e controlar o material de consumo necessário ao funcionamento do projeto ; i) controlar o fiel cumprimento do calendário; j) elaborar relatórios; l) providenciar a elaboração de atestados e certificados; m) controlar a aplicação dos recursos financeiros previstos no projeto; n) efetuar prestação de contas.

8 CAPÍTULO IV DA ADMISSÃO AOS CURSOS E MATRÍCULA DOS CANDIDATOS Art. 21 Os cursos de especialização estão abertos a formados em nível superior (graduação plena) que preencham as seguintes condições: a) atendam aos critérios estabelecidos e divulgados para cada curso; b) tenham pago a taxa de inscrição. Art. 22 Para inscrever se em curso de especialização, o candidato deve apresentar os seguintes documentos: a) 1 foto 3 x 4 b) cópia do diploma de graduação, autenticado; c) histórico escolar do curso superior; d) curriculum vitae comprovado e) carteira de identidade; f) certificado de reservista Art. 23 O estudante selecionado deve requerer matrícula em todas as disciplinas que compõem o currículo do curso, dentro do prazo estabelecido no projeto. Art. 24 A inscrição e a matrícula são efetuadas na secretaria da Assessoria de Pós Graduação e/ou na secretaria de seu próprio curso.

9 CAPÍTULO V DA MONOGRAFIA Art. 25 O projeto de um curso de especialização pode estabelecer o requisito de apresentação de trabalho monográfico ao final das disciplinas teóricas, para obtenção do certificado de conclusão. Parágrafo 1º A avaliação da monografia deve ser feita por banca examinadora indicada pela coordenação. Parágrafo 2º Os alunos devem entregar à coordenação do curso 2 (dois) exemplares da monografia (original e cópia) e um artigo a ser submetido à Comissão Editorial para possível publicação em periódico. Art. 26 Após o término das disciplinas teóricas, o aluno tem um prazo de 2 (dois) meses improrrogáveis para a entrega da monografia. Art. 27 Se o estudante discordar do conceito atribuído pela banca examinadora da sua monografia, terá o prazo de 48 (quarenta e oito) horas para entrar com o recurso de revisão do conceito, dirigido ao coordenador do curso que constituirá banca para a revisão.

10 CAPÍTULO VI DA REPROVAÇÃO E DO APROVEITAMENTO DE ESTUDOS ANTERIORES Art. 28 É considerado reprovado o estudante que não apresentar a monografia no prazo constante do artigo 26. Art. 29 É permitido o aproveitamento de até 3 disciplinas, respeitada a equivalência do nível de estudos, do conteúdo, do número de créditos, e da aprovação, conforme Resolução nº040 desta Universidade. Parágrafo 1º Os pedidos de aproveitamento devem ser solicitados por meio de requerimento, via SDRA, ao coordenador do curso, no ato da matrícula, anexando os comprovantes necessários exigidos por aquela seção de documentação e registros acadêmicos. Parágrafo 2º O Coordenador do curso exara o seu parecer com base neste Regimento, encaminhando o processo ã Assessoria de Pós Graduação e Pesquisa para os devidos registros, a qual, por seu turno, o submete à Pró Reitoria Acadêmica para homologação. Art. 30 Em cursos de especialização de fluxo contínuo, o aluno reprovado em até 2 (duas) disciplinas pode cursá las isoladamente na edição seguinte e somente nela, mediante inscrição e matrícula regulares, não estando sujeito ao processo de seleção. Parágrafo Único No caso de não apresentação de monografia ou de reprovação nela, o aluno submete se ao mesmo processo descrito no "caput".

11 CAPÍTULO VII DO RELATÓRIO Art. 31 Concluído o curso, a coordenação tem o prazo máximo de 3 (três) meses para encaminhar à Assessoria de Pós Graduação e Pesquisa o relatório para que, com base nele, sejam confeccionados os certificados. Art. 32 O relatório deve conter os seguintes itens: a) dados de identificação, com o nome do curso, nível, patrocínio, execução, processo do projeto com a data de aprovação pelo Conselho Universitário, duração (horas aula), datas de início e término; b) objetivos propostos e atingidos; c) disciplinas ministradas e carga horária cumprida; d) especificação dos seguintes itens:. documentação exigida para a inscrição;. critérios de seleção, número de vagas (oferecidas e preenchidas);. relação de inscritos (anexar fichas de inscrição);. relação dos selecionados;. evasão;. relação nominal dos aprovados com o histórico escolar; (conceito, freqüência, nome da disciplina, carga horária, nome do professor e titulação);. relação nominal dos reprovados;. xerox dos certificados já com o registro da SDRA;. e relação nominal das monografias com os respectivos autores. e) corpo docente com as seguintes informações:. relação nominal com a respectiva titulação e o curriculum vitae sucinto com xerox do diploma de maior grau. f) currículo do curso com as ementas das disciplinas, os planos de ensino e as folhas de chamada; g) metodologia; h) recursos: humanos, materiais e financeiros; i) histórico e apreciação crítica do curso; j) demonstrativo financeiro, (anexar o documento fornecido pela Seção de Contabilidade). l) processos acadêmicos, desistências de vagas, dispensas de disciplinas e outros. m) correspondências recebidas e expedidas.

12 CAPÍTULO VIII DO CERTIFICADO Art. 33 Para obter o certificado de especialista, o estudante deve satisfazer às seguintes exigências: a) estar aprovado em todas as disciplinas, obedecidos os artigos 16 e 17 deste Regimento; b) ter a monografia aprovada, quando prevista no projeto; c) ter cumprido as demais exigências regimentais. Art. 34 Ao aluno que não tiver concluído o curso, será fornecido um atestado de freqüência e conceito das disciplinas cursadas com aprovação. Art. 35 O certificado de conclusão, expedido pela Assessoria de Pós Graduação e Pesquisa, é registrado na Seção de Documentação e Registros Acadêmicos e deve conter o respectivo histórico escolar do qual constam obrigatoriamente: a) a relação das disciplinas, sua carga horária, o conceito obtido pelo aluno, a freqüência, o nome e a titulação dos professores por elas responsáveis; b) o critério adotado para a avaliação do aproveitamento; c) o período em que o curso foi ministrado; d) a declaração de que o curso cumpriu todas as disposições da Resolução 12/83 do CFE, se for o caso de especialização para magistério. e) data da reunião do Conselho Universitário em que foi aprovado o curso. Parágrafo 1º Somente serão expedidos os certificados dos cursos de especialização, mediante entrega do Relatório Final do curso pelo seu coordenador, após conferência dos dados efetuada pela Assessoria de Pós Graduação e Pesquisa. Parágrafo 2º Podem ser expedidos atestados de participação do aluno no curso, uma vez que eles não utilizem termos que possam sugerir aprovação em conceitos e freqüência tampouco citando disciplinas isoladas, incluindo se aí a monografia. Parágrafo 3º Todo o atestado é expedido pela APGP, com as informações fornecidas pela coordenação do curso.

13 CAPÍTULO IX DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 36 O coordenador do curso juntamente com a direção da respectiva escola tomarão as decisões necessárias referentes aos casos omissos, ouvida a Pró Reitoria Acadêmica. Art. 37 As disposições anteriores relativamente ao ensino de pós graduação lato sensu ficam revogadas no ato da aprovação e publicação do presente Regimento. Art. 38 O presente Regimento entra em vigor na data de sua aprovação pelo Conselho Universitário. REVISADO PELO CONSELHO DE PÓS GRADUAÇÃO EM 20/11/96 REVISADO PELA ASSESSORIA JURÍDICA DA REITORIA EM 28/10/97 APROVADO PELO CONSELHO UNIVERSITÁRIO EM 18/12/97 i:\latosensu\regulam.doc

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