UM ROMÂNTICO EM FEIRA DE SANTANA: FRANCISCO DE SALES BARBOSA

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1 UM ROMÂNTICO EM FEIRA DE SANTANA: FRANCISCO DE SALES BARBOSA Cintia Portugal de Almeida (UEFS) Sou filho d este paiz do sol, como o todos vós, que não podeis comigo dizer que o sois do sol e neto da lua... ou do diabo e causa um aperto no coração ver manhãs tão frias sem um raio de luz, sem um canto de passarinho. [...] Tenho um mundo de idéias grotescas Haffmanicas dançando na minha cabeça e não ter espaço no periódico para extravasá-las... Isto me faz mal... Queria ser hoje Hugartis, Taviers, Gavarni, para vingar-me com pincel ou lápis phantástico d insulto... Que roubou-me todos os raios do meu sol... 1 O Romantismo assumiu feições particulares: revolucionário e anti revolucionário, progressista e reacionário, oscilando conforme as circunstâncias. Ainda para o poeta Sales Barbosa, o romantismo foi um movimento que tinha consciência de seu caráter transitório e historicamente ambíguo. Neste contexto, Francisco de Sales Barbosa, o poeta feirense floresce na literatura de jornal, na qual faz uma extensão de sua vida, evidenciando sua preocupação com, a injustiça social, a escravidão e a educação, onde faz uso da literatura como forma de expressar o raro, o inusitado, e a ironia romântica como no trecho seguinte: [...] Sabemos como aquelle patusco de sábio antigo que não passamos de um tolo e que há n esta Feira muita gente e mesmo da que se desvanece de seus títulos honrosos, scientíficos mais tolo ainda. [...] Temos razões de sobra para aborrecimentos. Um arrastar de pés muito cedo n uma casa vizinha, em reparo, um tropel de bestas pela rua, cada qual d ellas mais bem armadas de um chocalho, uma promessa à cumprir com os rapazes do Progresso, uma manhã remelosa, que promette uma tarde mais enjoativa e depois...a estupidez de certos assignantes.. 2 O pouco caso de Sales pelos assinantes, no trecho do periódico é revelado no desprezo da realidade material, pois a verdadeira realidade é o espírito. O caráter um ISBN:

2 tanto agressivo do jornalista feirense se revela pela fonte da etimologia de Ironia: a ira! Como Sócrates, Sales desvaloriza- se e valoriza o adversário para que esse caia na própria presunção. Representa, apesar de não ser ator, o herói do inconformismo. A relação do poeta feirense com o texto e o seu amor incondicional aos ideais românticos parece ter sido pautado pela intensidade de uma paixão desmedida, pela busca aflita e prazerosa por algo que, de tão admirado, se intui quase inatingível. Em sua importante atuação destaca-se na literatura dos periódicos, ao absorver, tanto na forma quanto no conteúdo, aspectos profundos do romantismo popular nordestino, ao incorporar os três personagens: o poeta; o jornalista, e o acadêmico abolicionista: assume a vida como um papel e Feira de Santana, como modelo e o âmago do mundo, tendo a vida real, presente, como uma máscara já há muito utilizada, que perdeu seu poder de atração e encanto. I - SINHAZINHA DO SERTÃO E SUA POPULAÇÃO ROMANESCA Em 1872, Quase 15 mil pessoas, isto é 28% da população de Feira de Santana, eram de ascendência européia, sendo o maior predomínio de portugueses, nada ou pouco ligavam ao cruzamento entre raças diferentes. O casamento, ou simplesmente a coabitação, restringia-se em regra a pessoa de nível econômico idêntico, antes do que somente a individuo da mesma origem racial. Assim enquanto os brancos mais ricos, em geral se casavam dentro do seu próprio grupo racial, os brancos de classe inferiores misturavam-se facilmente com pretos e mulatos. 3 A época descrita por Poppino retrata com transparência o período vivido por Sales: a Feira do século XIX. Nesta mesma época, José de Alencar, em Minas de Prata, descreve as condições imprescindíveis para se efetuar uma união, e ao mesmo tempo desmonta-se, na idealização do romantismo. O livro de Alencar é uma espécie de modelo de romance histórico, no qual se expressa através de uma narrativa romântica e se constitui como referência para a história da literatura: 122

3 Em que se cava o passado para enterrar uma esperança. [...] Mas era pobre, como a donzela: o que impedia que se quisessem ternamente e se jurassem em segredo eterna fé e amor. Ricos das esperanças e afetos que lhe enchiam os corações, com esse tesouro desafiaram o futuro envolviam os dias sorrindo e cada vez mais embebendo-se um outro, de modo que já não eram duas, mais uma só alma repartida em dois corpos. 4 A passagem denota grande capacidade de fabulação, o senso das situações reais, elemento comum da terceira geração romântica e seus conflitos acerca do posicionamento de Arnold Hauser: [...] Nada se apresentava aos românticos livre de características conflitantes; a natureza problemática de sua situação histórica e o embate íntimo de seus sentimentos reflete-se em todas as suas declarações. A vida moral da humanidade transcorre em meio a conflitos desde tempos imemoriais; quanto mais diferenciada a vida social do homem, mais violentos foram o choque entre o ego e o mundo, entre o instinto e a razão, passado e presente. 5 Eis o romântico e sua essência, que rejeita o ideal harmônico da visão classicista, que reside antes na contradição. Se por um lado é presidido por uma vontade de totalização e integração, numa visão quase utópica, por outro lado, opõe a tudo que a sociedade lhe impõe. A insatisfação com a sociedade desenvolve-se profunda e aguda. Sales experimenta como todo romântico, ver no sentido mais profundo. Polêmico, ele não foge à tônica da sua época, como também não consegue se livrar dos seus textos irônicos e das marcas de seu tempo. II EU QUERIA SER HOJE HOGARTH, GAVARNI Quem é Hogarth? Pinturas intituladas Marriage à La Mode,e em.1745 seguiram-se as gravuras baseadas nestas pinturas. A sátira de Hogarth ao casamento por dinheiro, os detalhes sobre a vida das classes abastadas, a sua maestria na apresentação de cenas complexas encontram provavelmente a sua mais alta expressão. Durante os últimos anos de sua vida envolveu-se em polêmicas de caráter político. Com o controverso político reformista britânico Jonh Wilker, que Hogarth 123

4 tinha satirizado numa gravura em que o representou com uma peruca em forma de corno e um barrote simbólico de liberdade que transformou num halo para si próprio. Quem é Gavarni? Paul Gavarni caricaturista nascido em Paris, também ilustrou os romances de Balzac ( ) seus lápis afinados e inteligentes que trazem o gosto do amargo mostram o poder de ironia com a descrição dos prazeres ruidosos e o lado grotesco da vida familiar e da humanidade em geral. Não bastava ser poeta, jornalista, acadêmico e abolicionista, Sales Barbosa, também queria usar o lápis fantástico de Hogarth e Gavarni...O discurso e o seu personagem já não lhe bastava como forma de expressão, ele buscava retratá-los de um modo mais profundo, que só um romântico da terceira geração pode caracterizar, até capturar os xis, em vários risos, mesmo que estes tragam a ironia ou mesmo a sua etimologia: a ira. III - EMBARQUE NA FEIRA DE SANTANA: SÉCULO XIX Em 1876, começou a historia do trem na cidade. Nesta data o romântico, Sales Barbosa, adolescente com 14 anos de idade vibra com festa que era a chegada do trem, um sinônimo de modernidade para Feira de Santana: deslocando-se até a estação da velha, localidade nos fundos da Igreja, Matriz de Sant Ana. A Avenida Senhor dos Passos, a Rua Direita (Conselheiro Franco) e entre as duas, a Rua do Meio, hoje, Sales Barbosa, o poeta da boêmia, que denomina,,uma das ruas centrais e comerciais de Feira de Santana O Romântico Sales começou as atividades jornalísticas bem cedo, estreando em 1874, quando publicou juntamente com Onésimo Ferreira de Araújo o jornal humorístico e literário denominado A PARASITA. Aos 17 anos fundou o ECHO FEIRENSE, semanário com o colega e também poeta, Libânio de Moraes, em Feira de Santana-BA Em 29 de janeiro de 1862, nasce Francisco de Sales Barbosa filho do Tenente e comerciante João Barbosa e Alexandrina Moraes Barbosa. Matriculou-se na Faculdade de Direito em Recife na fase em que a mocidade acadêmica se empenhava na campanha abolicionista a que aderiu com os tantos outros colegas baianos, foi jornalista, orador, e poeta. Tendo publicado em edição: 1886, 124

5 o livro de poesias CAVATINAS. Aloísio de Carvalho Filho, transcreveu, em coletânea de Poetas Baianos, a poesia Teus pés : Apoiado na bibliografia do trabalho de pesquisas observa-se a marca do poeta feirense e o veículo existente entre o humor romântico e as pequenas comparações à sociedade local, tendo em vista sua condição de estudante. Assim acontece um romântico em Feira de Santana, Sales Barbosa, seguindo os moldes de Victor Hugo.. A originalidade do poeta e sua própria experimentação com o romantismo configuram em apelos regionalistas. Com a dissonância hugoana se observa na sua literatura tensão e humor/tragédia e a comédia que desequilibra o clássico do estilo e do gênero. Mantendo um distanciamento perceptível dos condoreiros diferenciando assim as outras gerações da terceira geração romântica, na qual viveu Sales. IV - O ABOLICIONISTA No soneto Morta e Fome, Sales mostra-se indignado, com o sofrimento da escrava, ele consegue retratar as marcas profundas da cultura escravista: MORTA DE FOME Sales Barbosa Em fria solidão um corpo no abandono Jazia esfarrapado, em chaga convertido De quando em vez bramia horrífico gemido Igual ao de um cão magríssimo sem dono Ó santos corações que nunca tendes sono P`ra vigiar aonde acaso esta caído Aquele que possue o músculo abatido Da vida ao temporal de rígido abandono Fizeste bem de ir balsamar a pobre Mãe que traz ao seio o seu penhor mais nobre De suas ambições um filho pequenino! Ela viera só, fugida... Por ter fome Há quatro dias que seu filho já não come, Porque assim o quis o seu senhor...maldito! 125

6 No soneto Morta de Fome, Sales relata o caso de uma escrava fugida, encontrada quase morta, com um filho pequeno, a quem o patrão havia determinado como castigo passar vários dias com fome.o poeta é envolvente, demonstra indignação, aproxima-se da escrava e a reconhece como digna cidadã afastada pelo olhar social objetivamente situado para além da sensibilidade. O poeta feirense até ergueu sua voz na arena da liberdade que foi o teatro Santa Isabel. Luiz Anselmo da Fonseca, no seu livro: Escravidão, Clero e Abolicionismo,, diz: é muito forte em Feira de Santana o império da escravidão. Reside ali um médico ilustre e um escritor laborioso escrevendo contra à pena dos açoites. Naquela ocasião nasceu um clube da abolição nos anseios de quebrar grilhões, queimar troncos à porta de senzalas, acolher fugitivos, gritar contra a lei dos açoites, libertar os escravos buscando a fraternidade entre os homens. O padre e o poeta pagaram tão cedo o tributo à morte, o ancião sobreviveu até 1901,viu a tão esperada abolição, e na inauguração da Biblioteca Pública Municipal (em 1831), dr remédios Monteiro saudava seus entes queridos, Sales Barbosa e Pe. Ovídio. 6 Sempre unidos, o padre, o médico e o poeta importantes personagens, os heróis do período romântico, época que marcou profundamente a história da humanidade. V- O ACADÊMICO Estudante, Sales Barbosa freqüentava o círculo da Faculdade de Direito, em Recife, onde recebeu informações que modificaram suas concepções de mundo. E durante esse período a Rua do Meio, rua central de Feira, passou a ser o cenário da boêmia e acolheu o jovem acadêmico para discussões calorosas e repletas de ideais românticos. Rua do Meio, que segundo o artigo: Feira passado Presente e Futuro, descrito por,hugo Navarro Silva,com uma série de denominações tais com: zona alegre; bagatela;:mangue e finalmente, Rua Sales Barbosa, que segundo o período observado no artigo as características do século XIX.:[...] Ali jogava-se o lixo e a criadagem,em eras remotas, ao cair da noite, derramava os penicões que recolhiam mal dissimuladas a um canto da casa, os despejos de toda família, o que os obrigava os valorosos de então a proteger a austeridade olfativa com rapé, principalmente no 126

7 momento em que os recipientes eram levados para os matos. Bares e cabarés para uns motivo de alegria e devaneios, para outros, vergonha e desassossego. 7 VI - ESPELHO... ESPELHO MEU... Procura-se; um homem de estatura mediana, de aproximadamente 24 anos, pele branca, orelhas de abano, cabelos castanho- escuros e encaracolados, que usa óculos pequenos e redondos, tem nariz comprido, queixo pontiagudo e lábios muito finos. Costuma vestir-se como um paletó escuro (dois números a mais), magérrimo por natureza. Para os coronéis, um perigo; para o povo, um herói. Aqui, informar o paradeiro, o mesmo conseguiu o louvável 2º lugar, do CONCURSO DO HOMEM MAIS FEIO: Feira de Santana, O Correio Hontem, perante uma junta, para este fim nomeado, effectuou-se, no escritório D esta redação, a apuração final: primeiro Phar. Francisco Urbino da Costa (02 senhores): 156 votos; Sales Barbosa 127- Ladislau Simões Ferreira etc. Salvador, Morre Sales Barbosa, 27 anos, dois meses antes da abolição publica o jornal de noticias Folha do Norte:.Por mais uma vez, na imprensa daquela cidade, Sales Barbosa e Líbano de Moraes, dois BONITOS talentos feirense e dois corações amantíssimos de sua terra: clamaram pela fundação, ali de uma biblioteca, cuja patriotismo a serviços devem receber a gratidão dos feirense. O poeta, Sales passa do feio ao bonito, do grotesco ao sublime. Talvez acreditando na arte da encenação romântica, genuinamente brasileiro, antes de tudo, um nordestino profundamente inspirado no palco romanesco, de Feira de Santana. No final do século XIX, o feio na sua forma de expressão apropriou-se dos exageros nas expressões faciais: Tamanho das orelhas, da calvície, do queixo da testa e adjetivação que Cyrano usa para caracterizar seu nariz [...] Será bambo... ou tromba?;um bico de coruja... Torto?Terá feições de aborto?tem cor terrena ou mórbida?ou tem forma obscena?gaboso músculo; nariz chato, rombudo, arrinco, desnazado, semelhante ao apêndice, grande. (p.52/53) 127

8 Cyrano, feio e poeta, hábil em seu trabalho com as palavras- Cristiano, bonito, mas falho na eloqüência e na inteligência. São suas estas palavras: [...] Não quero falar, pois falta-me talento...o estilo de hoje em dia é meu maior tormento. 8 Quando se duvida entre os presumidos culpados, condena-se o mais feio. (Imp.Valério) Não é recente na justiça criminal a discriminação contra o mais feioso.sales, o feio :revelou uma visão crítica do mal do -século ;pregou ideais republicanos e abolicionistas e satirizou a sociedade capitalista. O conceito de grotesco, segundo os padrões do romântico, pode ser visto, em algumas de suas expressões mais conhecidas no período, como uma marca que explora o risco romântico dessa forma Victor Hugo se apresenta como feio no cenário feirense, como uma base e pertinência histórica. Os diálogos entre Sales e Victor Hugo, portanto não se baseiam num mero jogo de (influência), ou seja, numa química-literária como afirma Sergio Buarque, ainda que por ele proceda de uma matriz européia, sua essência está pautada no regionalismo. O feio SALES BARBOSA, apenas buscou inspiração e não concorrentes para sai condição (Quasimodo). No qual a sua oratória e o seu olhar estavam voltados para sua região disforme (escravista) com seu clima sagrado. Utilizando o grotesco verbal, Sales chega mais próximo do humor negro do período que estava vivendo: VII - QUEM É VOCÊ?... O MOMO O poeta questionou, desmoralizou e destruiu o velho princípio clássico da imitação de modelos antigos. Daí o surgimento de uma poética da invenção e da novidade como busca permanente de expressão, de cada momento, de cada sentimento, de cada paixão, como algo único que não pode mais se repetir. No soneto ALCOVA, Sales surpreende, ao trazer o momo ; fôlego para a brincadeira no ninho: 128

9 ALCOVA Sales Barbosa Engraçado bijou de um gosto raro, Caçoila perfumada de sorriso, Por qualquer preço não se acha caro, Entrar-se ai nesse ideal de paraíso Momo como o calor de um beijo dado, A medo no carmin de um lábio fino Como é lindo esse berço o do noivado, Todo feito de rosas, de amavio Toda enlevada nesse brinco estava, A noiva formosíssima; se achava, Talvez no baudoir de um passarinho Foi quando ele entrou disse, brando, Com a fala doce de quem está cantando, Eis aqui, meu amor, o nosso ninho! Momo é a personificação do sarcasmo, elemento central de uma farsa no qual os costumes sociais são questionados por um humor, em que a irreverência e crítica são ingredientes imprescindíveis, e os súditos dos momos no século xix eram jornalistas, boêmios, e,antes de mais nada foliões intelectuais, marginais que militavam em prol da cultura negra. Desde a década de 1870 os jornais da corte percebiam o folião mercadológico de festa popular, destinando um espaço cada vez maior a cobertura dos festejos de momo. Os pufes convocando-os a orgia, a loucura e ao prazer. Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disse, mas defenderei até a morte o direito de direito de dizê-las. (Voltaire) Para livrar o homem da perdição eterna, a sociedade impõe regras, e talvez Sales tenha incomodado bastante a pacata Feira do século XIX. Agitador, polêmico e irreverente, ele sacudiu o meio e inaugurou o romantismo em Feira de Santana. E Michel Foucault interroga-se: mas, que há, enfim de tão perigoso no fato de as pessoas falarem de seus discursos e proliferarem indefinidamente? Onde afinal está o perigo? (2001, p. 8) Para está indignação formula a hipótese que em toda sociedade é organizada e redistribuída. Assim Foucault leva-nos a 129

10 entender que não se tem o direito de dizer tudo, [...] qualquer um não pode falar qualquer coisa (2001, p. 9) Fica claro que na sociedade há uns que podem e aqueles que não podem falar, ou escrever tudo como, Sales Barbosa, o romântico e seu afiado discurso Tomando como exemplo o jornalista com o trecho de Foucault [...] Não se pode dizer tudo! Sales tornou-se vulnerável ao expor-se, ao buscar em si mesmo a viver o imperativo de Descartes: Conhece-te a ti mesmo e assim ser sujeito de si ;atreveu-se a fazer de si mesmo instrumento de conhecimento. Seria em termos, um sujeito que perde seus poderes precisamente porque a experiência se apodera dele 9. Assim descobre-se o poder que ter a palavra e a isso a Bíblia alerta: A vida e a morte estão sob poder da palavra 10. Cabe ao romântico redigir seu testemunho de verdade preenchendo a lacunas que possam dar sentido ao seu ser. Nos periódicos, em muitos casos constava a fonte de onde eram extraídos os textos, mas em geral, omitia-se essa informação mesmo porque era uma prática comum não se colocar o nome do autor. 11 Sales agitou a terra e o meio, a natureza e a gente feirense traduzindo sentimentos e emoções mais íntimos e profundos. A sua lírica é rica e variada, inspirando-se ora na natureza, ora na religião, ou no amor, até em si, em face ao período vivido, sobretudo no exercício do ser grotesco- verbal onde seu coração estava sempre pronto a extravasar as tristezas e sofrimentos de todos os dias, imprimindo- lhe uma ironia mordaz Quanto a sua obra, o poeta conferiu- lhe uma base essencialmente regional. Pode-se dizer que Sales Barbosa descreveu vários aspectos históricos, sociais, e psicológicos na sua literatura de jornal, bem como as mudanças ocorridas no século XIX, contudo nos ciclos expostos por Afrânio Coutinho precipita-se ao afirmar que o nordeste sofria (influências) diálogos direto da literatura francesa e que embora considere as influências estrangeiras importantes, ele sugere que seja deixado de lado a passividade do absorver os valores, que não seja o regional. Quando, o poeta dialoga com: Voltaire e Victor Hugo observa-se que o romântico feirense não esta livre de qualquer (influência), no entanto o diálogo busca apenas um referencial, no contexto histórico mundial, e que o olhar do poeta está (em casa) voltado para a romântica Feira de Santana e não para a França. 130

11 O Romantismo e o poeta, Francisco de Sales Barbosa passaram despercebidos pela maioria dos baianos, em especial pela cidade de Feira de Santana, na qual nasceu, e onde o feirense tem como referência, uma rua comercial com seu nome. Resgatar a memória de Francisco de Sales Barbosa é refazer a historia de quem se constitui história na literatura e na imprensa da cidade. NOTAS 1 O Progresso, 1885, n.3. 2 Barbosa, F.S; O Progresso; Poppino, 1950, p Alencar, p Hauser, 1995, p Fonseca, 1887, p Tribuna Popular: Rostand, 1976, p Larrosa. 2004, p Provérbios 18, Sodré, 1999, p RESUMO Durante a minha pesquisa que teve inicio no dicionário de feira de Santana, no século XIX, um nome me chamou atenção: Sales Barbosa. Em resposta ao meu estimulo busquei os trabalhas de investigação e a localização de textos: na pasta do Monsenhor Renato Galvão, Padre Ovídio, Dr. Remédios Monteiro e no livro da Conferência do Desembargador Filinto Bastos, bem como jornais veiculados à época: Folha do Norte ate chegar nos periódicos fundados pelo poeta na cidade de origem. Teóricos do Romantismo como Afrânio Coutinho e Arnold Hauser constituem um material importante para discussão e reflexão sobre o poeta do romantismo. Portanto resgatar a memória de Sales Barbosa é refazer a história de quem se constituiu história na Literatura e na imprensa da cidade. PALAVRAS- CHAVE: Sales Barbosa. Romantismo. Feira de Santana ABSTRACT During my research that had it beginning at Feira de Santana dictionary, in the 20th century, a name called my attention: Sales Barbosa. Answering my stimulus I searched the works of investigation and localization of texts: Lord Renato Galvão s folder, Padre Ovídio, Dr. Remédios Monteiro e the Jodge Filinto Bastos conference book, as well as 131

12 journals vehiculated that age: Folha do Norte, until the journals founded by the poet of the origin city. Romanticism Theorists as Afranio Coutinho e Arnold Hauser constitute an important material for discussion and reflexion about the romantic poet. Therefore, to bring back the Sales Barbosa s memory is to remake the history of who constituted himself a history in Literature and in city s press. KEYWORDS: Sales Barbosa. Romanticism. Feira de Santana. REFERÊNCIAS ALENCAR, José de. As minas de prata. São Paulo; IND. 262p. BASTOS, F.J.F recordações e votos- Conferncia, BRITO C. A. Oliveira. OLIVEIRA, Arcênio José. Memórias: periódicos feirenses 1977/1888 / m 487- Feira de Santana: fundação senhor dos passos, núcleo de preservação da memória feirense, CIDADE, Jornais da Tribuna Feirense, Folha do Norte e Folha do Estado. Feira de Santana. COUTINHO, Afrânio, J. Galante de. Enciclopédia de literatura brasileira, São Paulo: Global; Rio de Janeiro: Fundação Biblioteca Nacional, Academia Brasileira de Letras, 2001:2v. Descrição: Poeta. FOUCAULT, M. A ordem do discurso. São Paulo; Edições Loyola, 1996 HAUSER, Arnold, Historia Social da arte e da literatura. Arnold Houser (tradução Alvaro Cabral)- São Paulo: Martins Fontes, LARROSA, Jorge. A operação ensaio: sobre o ensaiar e o ensaiar-se no pensamento, na escrita e na vida. Educação e Realidade, Vol. 29, no, 1 (jan.7jun.), 2004,P.169 NATIONAL, Gallery de Londres, Encounters: New Art from old Paula Reg After Hogarth POPINO, Rollie. E. Feira de Santana. Ed. Itapoá P. 249 ROSTAND, Edmond. Cyrano de Bergerac. São Paulo; Abril Cultura, 1976, 1 ed. 132

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