Maurício Pires Augusto

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1 Um estudo sobre as motivações e orientações de usuários e programadores brasileiros de software livre. Maurício Pires Augusto Universidade Federal do Rio de Janeiro Instituto COPPEAD de Administração Mestre em Administração Orientador: César Gonçalves Neto, Ph.D. Rio de Janeiro, RJ Brasil 2003

2 ii Um estudo sobre as motivações e orientações de usuários e programadores brasileiros de software livre. Maurício Pires Augusto Dissertação submetida ao corpo docente do Instituto COPPEAD de Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro UFRJ, como parte dos requisitos necessários para obtenção do grau de Mestre. Aprovada por: Prof. - Orientador César Gonçalves Neto, Ph.D. Prof. Donaldo de Souza Dias, D. Sc. Prof. Anne-Marie Maculan, Ph.D. Rio de Janeiro, RJ Brasil 2003

3 iii FICHA CATALOGRÁFICA Augusto, Maurício Pires. Um estudo sobre as motivações e orientações de usuários e programadores brasileiros de software livre / Maurício Pires Augusto. Rio de Janeiro: UFRJ/COPPEAD, xii, 99 p.; il. Dissertação (Mestrado) Universidade Federal do Rio de Janeiro, COPPEAD, Orientador: César Gonçalves Neto. 1. Software Livre. 2. Código Aberto. 3. Tese (Mestr. UFRJ/ COPPEAD). 4. Gonçalves Neto, César. I. Título.

4 iv DEDICATÓRIA À Elaine, namorada, noiva e esposa, que participou de todas as etapas do curso de mestrado, pelo amor, apoio e compreensão em todos os momentos. Ao meu filho Gabriel, que ainda está para chegar, com quem espero compartilhar os frutos deste esforço. Aos meus pais, José e Rosa, e ao meu irmão Marcelo, pelos exemplos de dignidade e obstinação.

5 v AGRADECIMENTOS Ao meu grande amigo Leonardo Chueri, por ter me mostrado a importância da ideologia dentro da comunidade do software livre. Ao meu orientador Prof. César Gonçalves Neto, pela paciência e contribuições nos momentos certos.

6 vi RESUMO AUGUSTO, Maurício Pires. Um estudo sobre as motivações e orientações de usuários e programadores brasileiros de software livre. Orientador: César Gonçalves Neto. Rio de Janeiro: UFRJ/COPPEAD, Dissertação (Mestrado em Administração). O conceito do software livre é tão antigo quanto a própria história da indústria de software. Entretanto, somente nos últimos anos houve um aumento no interesse acadêmico e comercial sobre o assunto. O que caracteriza um software livre é a possibilidade de se usar, modificar e redistribuir novas versões dos programas. Isto só é possível se o código-fonte, aquele que pode ser lido pelas pessoas, estiver disponível. Além disso, é baseado predominantemente em contribuições voluntárias sem um suporte organizacional tradicional. O presente estudo buscou entender quais são as motivações e orientações de usuários e desenvolvedores brasileiros de software livre. Através dos dados obtidos pela aplicação de um questionário on-line foi possível identificar que estes indivíduos buscam principalmente aumentar o conhecimento em computação e, ainda, que existem grupos distintos que valorizam em maior ou menor intensidade alguns aspectos como: o ganho de reputação através de contribuições de código ou da ajuda a outros usuários, o fato de que usar ou desenvolver o software livre representa uma diversão, a melhoria de empregabilidade e o desenvolvimento em horas vagas. Ainda foram identificados indivíduos que recebem alguma forma de pagamento ou têm a obrigação de usar ou desenvolver os programas, além da expectativa de que seja possível vender produtos ou serviços associados ao software livre.

7 vii ABSTRACT AUGUSTO, Maurício Pires. Um estudo sobre as motivações e orientações de usuários e programadores brasileiros de software livre. Orientador: César Gonçalves Neto. Rio de Janeiro: UFRJ/COPPEAD, Dissertação (Mestrado em Administração). Free software concept is as old as the history of software industry. However, only in recent years the academy and commercial firms have demonstrated interest in the subject. Free software is software that one can use, modify and redistribute and this can only be done if source code is available. Besides, free software is based primarily on individual voluntary contributions without a traditional organizational support. The present study aims the understanding of motivations and orientations of Brazilian users and developers of free software. A web-survey was developed and results show that users and programmers want to increase their personal knowledge base through participation on free software project but also that there are distinct groups with different motivations like reputation gains, fun, increased job opportunities and using non-work hours. Indeed, there are some individuals that actually receive some form of payment or feel some obligation to use or develop these programs, besides the wish to sell products or services related to free software.

8 viii Lista de Figuras Quadro 1: Licenças de distribuição de software livre...13 Quadro 2: Cronologia do software livre...16 Quadro 3: Modelos para análise de sistemas...20 Quadro 4: Stakeholders e seus papéis...30 Quadro 5: Motivações no desenvolvimento do software livre...32 Quadro 6: Mecanismos de proteção da propriedade intelectual...37

9 ix Lista de Gráficos Gráfico 1: Idade da amostra e anos de utilização de software livre...54 Gráfico 2: Profissão da amostra...55 Gráfico 3: Função desempenhada por cada indivíduo...56 Gráfico 4: Local de utilização...56 Gráfico 5: Análise de correspondência entre idade, local, tempo, função e profissão...57 Gráfico 6: Motivações de usuários e desenvolvedores...61 Gráfico 7: Scree Plot dos autovalores...63 Gráfico 8: Dendrograma utilizando o método Ward...66 Gráfico 9: Funções discriminantes canônicas...69

10 x Lista de Tabelas Tabela 1: Estatísticas descritivas dos fatores motivacionais...59 Tabela 2: Autovalores da análise fatorial...62 Tabela 3: Correlação entre os fatores e as variáveis motivacionais...64 Tabela 4: Teste multivariado de significância...68 Tabela 5: Análise e teste das funções discriminantes...68 Tabela 6: Matriz de Estrutura...69 Tabela 7: Média dos fatores em cada cluster...70 Tabela 8: Valor da função nos centróides...70 Tabela 9: Coeficientes da função discriminante canônica...70 Tabela 10: Média das variáveis por cluster...71 Tabela 11: Média dos fatores para os clusters 3 e Tabela 12: Média das variáveis dos clusters 3 e Tabela 13: Dados demográficos dos clusters...75

11 xi Sumário 1 Introdução Objetivos Relevância do Estudo Delimitações do Estudo Revisão da Literatura Código-fonte Histórico Free Software Foundation Linux Open Source Initiative Freeware e Shareware Outros softwares livres: Caso Lego Mindstorms Evolução do software livre Modelo para análise do movimento Categoria Qualificação (O quê?) Categoria Transformação (Como?) Categoria Stakeholders (Quem?) Categoria Ambiente (Quando e onde?) Categoria Visão de Mundo (Por quê?) Participação brasileira na comunidade Conectiva OpenOffice.org.br Debian-br Kurumin CIPSGA Projeto Software Livre RS Metodologia do Estudo Tipo de Pesquisa Universo e a amostra Coleta de dados...50

12 xii 3.4 Análise dos dados Limitações Resultados Análise descritiva dos respondentes Análise das variáveis motivacionais Identificação dos grupos Análise fatorial Análise de Clusters Dados demográficos dos Clusters Conclusões Resultados aplicáveis ao software livre Resultados aplicáveis à indústria do software Resultados aplicáveis à área de inovação tecnológica Limitações e sugestões para estudos futuros Referências Bibliográficas Glossário Anexos... 98

13 1 Introdução O software livre pode ser encarado como uma questão de princípios ideológicos, onde se busca a liberdade em usar e modificar programas de computador, ou sobre uma ótica estritamente tecnológica, onde é possível desenvolver programas de qualidade superior a partir da disponibilidade do seu código-fonte. Todavia, não deve ser visto como uma questão de preço. Software livre não é software grátis esclareceu Richard Stallman (1996), um dos principais gurus do movimento. O que caracteriza um software livre é, basicamente, a possibilidade de modificação e redistribuição dos programas, o que somente é possível se o código-fonte aquele que pode ser lido pelo homem estiver disponível. Assim sendo, com a posse do código-fonte, um desenvolvedor poderá estudar os programas, adaptá-los às suas necessidades, adicionar melhorias, criar e redistribuir novas versões. O modelo de desenvolvimento do software livre traz algumas mudanças fundamentais em relação ao modelo utilizado tradicionalmente pela indústria. Os programas são escritos por uma comunidade de desenvolvedores que utiliza a Internet como meio de comunicação. Normalmente, a participação nos projetos é voluntária e não há contrapartida pecuniária pelo trabalho desenvolvido. Por fim, o código-fonte é tornado público através de licenças específicas que garantem sua utilização, modificação e posterior redistribuição sem encargo algum. O modelo de desenvolvimento e distribuição do software livre, porém, não é recente. Sua origem pode ser associada ao desenvolvimento dos primeiros computadores e à comunidade de cientistas e engenheiros que os utilizavam. Grande parte do que se entende por Ciência da Computação existe hoje em dia graças a colaborações de softwares livres. A implementação dos protocolos de comunicação TCP/IP desenvolvida pela Universidade de Berkeley foi usada como base e, por vezes, fonte direta de diversas implementações escritas desde então e contribuiu de forma decisiva para a rápida difusão da Internet. O servidor Apache, usado na publicação de páginas Web, e o roteador de mensagens Sendmail são também exemplos de contribuições do movimento. Porém, somente nos últimos anos e devido principalmente ao sucesso do sistema operacional Linux, o tema teve maior exposição e vários artigos foram escritos sobre o assunto.

14 2 Os primeiros textos publicados tentaram recuperar e retratar a gênese do movimento, os principais personagens e suas contribuições. A maior parte da literatura restante trata de discussões sobre a qualidade, confiabilidade e segurança dos softwares livres e comparações entre estes e os seus equivalentes proprietários. Todavia, as pesquisas científicas na área são poucas e normalmente baseadas em dados históricos de cada projeto. Existem análises demográficas, da qualidade do software e alguns levantamentos de quem é o desenvolvedor de software livre. No Brasil, o software livre encontra-se bastante difundido em função da interconectividade promovida pela Internet. Vários governos estaduais, sobretudo o do Rio Grande do Sul, têm buscado os softwares livres como alternativa ao software proprietário. O paranaense Marcelo Tosatti é atualmente responsável pela manutenção da versão estável do Linux e já existem várias empresas que utilizam o software livre no seu modelo de negócios, principalmente através da oferta de serviços. Entretanto, até o momento, pouca ou nenhuma pesquisa foi feita sobre a participação do desenvolvedor brasileiro, quem ele é e qual o seu grau de contribuição. A fim de pousar uma luz sobre o movimento no país, este estudo exploratório pretende traçar um perfil dos brasileiros que compõem o movimento e buscar quais são as motivações que levam estas pessoas a doar seu tempo e sua produção intelectual para a comunidade do software livre. Os membros da comunidade do software livre tendem a desempenhar papéis distintos, de acordo com suas habilidades e conhecimentos de programação. Os desenvolvedores escrevem software para atender a uma necessidade particular. Os usuários testam e provêm um feedback valioso. Outros usuários podem aprender a usar o software e escrever documentação para ajudar novos usuários. Outros, ainda, podem prover novos casos de uso que não foram antecipados pelos desenvolvedores. Neste contexto, este trabalho pretende responder à seguinte pergunta: "Por que estes indivíduos participam de projetos de software livre?" Para ajudar a respondê-la, será apresentada uma revisão da literatura sobre o assunto e os resultados da aplicação de uma pesquisa que busca levantar o perfil do usuário e desenvolvedor brasileiro de software livre.

15 3 1.1 Objetivos O objetivo deste trabalho é identificar os aspectos motivacionais que levam os indivíduos a desenvolver e utilizar software livre. Para atingir este objetivo final foi desenvolvido um questionário com base na literatura existente sobre o assunto. Através da análise das respostas do questionário, espera-se retratar um perfil, ainda que aproximado, dos participantes brasileiros de projetos de software livre, sejam eles desenvolvedores ou usuários dos programas. Para atingir o propósito final, é necessário que este trabalho seja capaz de responder aos seguintes objetivos intermediários: 1. Mostrar a importância que o software livre tem apresentado dentro da indústria de software em geral e o interesse que o tema tem despertado junto à academia. 2. Apresentar os diversos papéis que podem ser desempenhados tanto por empresas e organizações, quanto por indivíduos, no desenvolvimento e adoção de softwares livres. 3. Definir se é possível identificar grupos distintos de usuários e desenvolvedores quanto aos fatores motivacionais que os levam a utilizar o software livre. 1.2 Relevância do Estudo A grande expansão na utilização do software livre representa um motivo válido para se estudar o movimento. Vários governos nacionais têm mostrado seu apoio à adoção do software livre, sendo a China o exemplo mais expressivo. Empresas como a IBM, Sun e Oracle estão investindo grandes quantias na adaptação de seus produtos a plataformas livres, trazendo melhorias ao próprio software livre através da depuração do código, além do aumento na base instalada de usuários. Outras empresas utilizam-no como base em suas operações, como o site de vendas Amazon e a ferramenta de pesquisa Google. O entusiasmo na adoção do software livre pode, então, ser quantificado:

16 4 O servidor web Apache é utilizado em 62% de todos os sites ativos da Internet de acordo com a pesquisa mensal da Netcraft 1 ; O Linux é utilizado em 27% dos servidores de rede e seu market share vem crescendo nos últimos anos. As estimativas mais conservadores dão conta de que o Sendmail é responsável por mais da metade do tráfego de s no mundo. Este número chega 80% em algumas pesquisas. Além de o fato de o software livre ser adquirido por pouco ou nenhum custo, estes produtos não seriam grandes players em suas categorias se os usuários não reconhecessem a qualidade, estabilidade e confiabilidade dos produtos, as vantagens econômicas do compartilhamento de custos e riscos e as vantagens tecnológicas da criação de plataformas e padrões abertos. Neste sentido, torna-se, então, necessário estudar o movimento do software livre para buscar respostas a algumas perguntas cruciais: como funciona o processo de desenvolvimento que, em um primeiro momento, parece tão distinto do modelo tradicional da indústria? Em que circunstâncias ele funciona? Como se fomenta e sustenta este processo? Sendo baseado predominantemente em contribuições voluntárias de programadores talentosos, sem um suporte organizacional tradicional, é preciso entender o que motiva estas pessoas a participar dos projetos e quais recompensas são esperadas. E, uma vez entendidas estas questões, ainda é necessário identificar como se pode assegurar a continuidade do movimento e o sucesso de novos projetos. Assim sendo, os projetos de software livre representam um campo de estudo fértil em diversas áreas como colaboração, organização, comportamento, inovação, criatividade, aprendizado, além do próprio processo de desenvolvimento de software. Ao se pesquisar as motivações que levam usuários e programadores a participar dos projetos, vários fatores podem ser encontrados como, por exemplo, buscar soluções para seus problemas, aprimoramento do conhecimento técnico e fatores intrínsecos voltados ao altruísmo ou a necessidade de reconhecimento pelos pares. Logo, além do interesse científico, as lições aprendidas em um estudo sobre as motivações destes indivíduos 1

17 5 podem ser utilizadas na melhoria do processo de desenvolvimento de futuros projetos tanto de software livre quanto proprietário. Este conhecimento pode, inclusive, ser aplicado em outras disciplinas como a inovação tecnológica, comportamento organizacional e gerenciamento estratégico, entre outras. 1.3 Delimitações do Estudo Apesar de a comunidade do software livre ser global, interligada através da Internet, o presente estudo está focado em programadores e usuários brasileiros. Todavia, não há restrição sobre quais programas estes indivíduos estejam desenvolvendo ou em quais projetos estejam inseridos. Da mesma forma que é possível estudar os fatores motivacionais do indivíduos, também é possível estudar por que empresas e organizações adotam softwares livres ou usam-nos em seus modelos de negócio através do fornecimento de serviços ou produtos complementares. Entretanto, o escopo deste estudo está limitado às motivações econômicas, tecnológicas e sócio-psicológicas dos indivíduos. Outros pontos que são usualmente alvos de artigos jornalísticos são as discussões sobre a qualidade, confiabilidade e estabilidade de softwares livres e comparações com seus correspondentes proprietários. Somente agora começam a surgir algumas pesquisas sobre o assunto, mas no presente estudo apenas será abordado o processo de desenvolvimento do software livre para que se entenda a participação de cada indivíduo, sem a intenção de comparar este processo ou seus resultados com o processo tradicional.

18 6 2 Revisão da Literatura Na revisão da literatura sobre o assunto, primeiro buscou-se a definição do que é o código-fonte de um software e sua importância para o desenvolvimento de novos programas. Em seguida é abordado o histórico do movimento do software livre, mostrando a Free Software Foundation com sua postura ideológica, o surgimento do Linux e, por fim, a adoção do termo Open Source por grande parte da indústria e da academia. O modelo de Feller e Fitzgerald (2002) com suas cinco categorias - Qualificação, Transformação, Stakeholders, Ambiente e Visão de Mundo - é, então, apresentado a fim de se buscar o referencial teórico a ser utilizado na pesquisa. 2.1 Código-fonte Todo software existe em duas formas: uma lida somente por computadores e outra que pode ser lida pelas pessoas. A forma que o computador lê é a forma que é executada por ele. Esta forma é chamada de código binário ou executável. A forma que pode ser lida por humanos é chamada de código-fonte. É assim que os programas são desenvolvidos e através de um compilador é que se gera o código binário ou executável (CHASSEL, 2000). É possível, através de engenharia reversa, obter o código-fonte de um programa a partir do código binário, mas além de se tratar de um processo trabalhoso, o códigofonte normalmente contém comentários que auxiliam seu entendimento e manutenção. 2.2 Histórico Originalmente, todo software era livre. Qualquer programador tinha o direito legal de copiar, estudar, modificar e redistribuir os programas gerados. Somente a partir do final da década de 70 é que se tornou possível nos EUA possuir copyright de programas de computador e obter a patente sobre algum algoritmo matemático existente (CHASSEL, 2000). No início da década de 80, a IBM fornecia aos seus clientes, mediante um pequeno adicional na licença de uso, as microfichas com o código-fonte do CICS - um gerenciador de transações que era tido como uma das jóias corporativas da empresa -

19 7 além de manuais com a documentação da lógica do programa. Esta política de liberação do código-fonte serviu como catalisadora do surgimento de diversas pequenas empresas que desenvolveram ferramentas de monitoramento, diagnóstico e até novos subsistemas completos. Essas empresas não precisavam nem gostariam de roubar o código-fonte da IBM; elas somente precisavam saber como os produtos da IBM funcionavam para poder interagir com eles. (TOLLY, 1999) Free Software Foundation Segundo Stallman (1999), em 1971 ele começou a trabalhar no Laboratório de Inteligência Artificial do MIT e tornou-se um membro de uma comunidade de hackers 2 desenvolvedores de software que usualmente compartilhava o código-fonte dos programas com outras universidades e empresas. Quando Stallman via alguém utilizar um programa interessante ou não familiar, poderia solicitar o código-fonte para estudálo, alterá-lo e até mesmo canibalizá-lo para criar um novo programa. Esta comunidade começou a ser desfeita no início da década de 80 quando vários programadores desligaram-se do Laboratório e, ao mesmo tempo, houve a troca do computador que era utilizado por um outro cujo sistema operacional não era fornecido com o código-fonte. Antes deste fato, Stallman já havia se deparado com problemas quanto à liberação do código-fonte de um programa. A impressora usada no Laboratório não possuía certas funcionalidades que facilitariam o trabalho da equipe. A empresa responsável, quando contatada, recusou-se a fornecer o código-fonte do gerenciador de impressão. Em 1984, Stallman desligou-se do MIT e iniciou o projeto GNU - um sistema operacional completo, compatível com o Unix - composto, por exemplo, por compiladores, interpretadores, editores de texto, ferramentas de envio e recepção de e- mail, etc. Seu intuito era retomar a comunidade de hackers que colaboravam entre si. O 2 Entenda-se como hackers os membros da comunidade de programadores que se reuniam com o intuito de estudar, entender e melhorar os códigos fontes, e não a forma pejorativa utilizada atualmente. Para aqueles que tentam invadir sistemas de segurança computacionais provocando algum dano, a comunidade hacker utiliza o termo crackers (BRETTHAUER, 2002).

20 8 próprio nome do projeto foi escolhido seguindo-se uma tradição hacker, sendo um acrônimo recursivo para GNU s NOT UNIX. No ano seguinte fundou a Free Software Foundation, uma empresa sem fins lucrativos voltada para o desenvolvimento de software livre, cuja função é basicamente obter recursos para permitir a continuidade dos projetos. O principal objetivo de Stallman com a criação do GNU era garantir que os usuários teriam a liberdade de modificar os programas para atender suas necessidades e que seriam livres para distribui-los da forma que lhes conviesse. Foi criado, então, um termo legal de distribuição - batizado de Copyleft - que deveria evitar que o software livre se tornasse proprietário. Basicamente, o copyleft deve garantir que os usuários tenham as seguintes liberdades: (FREE, 2001) Liberdade de executar o programa, para qualquer fim (liberdade 0); Liberdade de estudar o funcionamento do programa e adaptá-lo às suas necessidades (liberdade 1). Ter acesso ao código-fonte é uma pré-condição para isto; Liberdade de redistribuir cópias do software (liberdade 3); Liberdade de melhorar o programa e tornar públicas essas melhorias, de forma que toda a comunidade se beneficie (liberdade 4). Ter acesso ao código-fonte também é uma pré-condição para esta liberdade. A implementação do copyleft é feita através de uma licença de distribuição chamada GNU General Public License ou simplesmente GNU GPL. A essência do copyleft também é utilizada em outras circunstâncias como na distribuição de manuais, porém em uma versão de licença mais simplificada. O único dever que a licença torna explicitamente obrigatório é a distribuição do software sob a mesma licença que se encontra no original. Uma vez que melhorias sejam feitas ou que o software livre original seja corrigido, o usuário tem a obrigação de liberar o novo código-fonte de forma que os outros usuários tenham os mesmos direitos e liberdades de quando utilizavam o código antigo. (CHASSEL, 2000) A filosofia do software livre visa, de forma simplificada, o respeito às liberdades dos usuários. Nenhuma prática negocial específica é apoiada ou rejeitada, ou seja, o discurso de Stallman não é anti-comercial. Ele sugere, inclusive, alguns modelos de negócio baseados no software livre: venda de CDs com distribuições do software,

21 9 suporte ao usuário final, configuração de sistemas e desenvolvimento de novas facilidades. (STALLMAN, 1999) Sobre a direção de Stallman, a Free Software Foundation popularizou o uso do termo software livre, com a distinção clássica do termo livre quando usado em "liberdade de expressão" e não como "cerveja grátis" (do inglês, free as in "free speech", not "free beer" ). Uma vez que não existe uma palavra em inglês que expresse claramente a filosofia por detrás do software livre, Dalle e Jullien (2003) sugerem uma nova nomenclatura: Libre software. Desta forma, a apropriação do adjetivo francês eliminaria qualquer ambigüidade e serviria para definir todo software distribuído com o código-fonte e cujo usuário tenha o direito de modificá-lo e redistribui-lo desde que permaneça Libre. O software livre pode ser distribuído com ou sem custo financeiro, porém o conhecimento que permeia os programas, isto é, o código-fonte deve estar disponível a fim de fomentar futuras inovações. O código-fonte é tido como uma forma de conhecimento científico e, da mesma forma que cientistas publicam seus trabalhos para apreciação dos pares, os desenvolvedores de software deveriam liberar o código-fonte a fim de garantir um aprimoramento contínuo (DEMPSEY et al., 1999). O método científico é baseado em um processo de descoberta e um processo de justificação. Para que os resultados científicos sejam justificados, a pesquisa deve ser replicável. E a replicação só é possível se a fonte estiver disponível: hipóteses, condições de teste e os resultados. Enquanto os cientistas falam em replicação, os programadores de software livre falam em depuração; quando os cientistas falam em descoberta, os programadores falam em criação. Em última instância, o movimento do software livre é uma extensão do método científico, pois o cerne da indústria de computação é oriundo da ciência da computação. Porém, a ciência da computação só possui uma forma dos pares replicarem os resultados: através do compartilhamento do código-fonte. Para se demonstrar a validade de um programa, é necessário fornecer o código para que se possa compilá-lo e executá-lo. A replicação torna os resultados científicos e os programas mais robustos. Através do compartilhamento do código, os programas são testados e depurados em uma variedade de contextos que isoladamente um programador seria incapaz de gerar. (DIBONA et al, 1999)

22 10 O método científico facilita a descoberta e minimiza a duplicação de esforços, pois os pares saberão se estiverem trabalhando em projetos similares. O progresso não cessa quando um cientista pára de desenvolver um projeto. Se os resultados forem necessários, outros cientistas irão dar continuidade à pesquisa. De forma análoga, o modelo de desenvolvimento do software livre facilita a criatividade. Programadores que trabalhem em projetos complementares podem trocar experiências e um projeto pode se tornar inspiração para outros Linux Em outubro de 1991, Linus Torvalds, estudante de graduação da Universidade da Finlândia, lançou a versão 0.02 do kernel que daria origem ao Linux. Sua idéia inicial era desenvolver um sistema operacional semelhante ao Minix para rodar em computadores baseados na arquitetura Intel (na época um AT-386). O anúncio do lançamento no newsgroup comp.os.minix convocava programadores dispostos a ressuscitar a tradição hacker no sentido de desenvolver um novo sistema operacional somente pelo prazer de vê-lo funcionar. Torvalds exibia insatisfação em não poder desenvolver os drivers para seus dispositivos e não ter um projeto onde sua participação significaria modificar o sistema operacional para atender suas necessidades. (BRETTHAUER, 2002) No início da década de 90, a Free Software Foundation já havia desenvolvido quase a totalidade do projeto do sistema operacional GNU. Entretanto, o kernel do sistema, responsável pelo gerenciamento de memória, arquivos e outros recursos, estava atrasado. Se o projeto tivesse sua distribuição restrita seria considerado um fracasso, apesar de 7/8 do total estarem completos, testados e já em uso. Ao invés de desenvolver o sistema operacional por completo, Torvalds começou a integrar as ferramentas GNU já existentes em seu próprio kernel (CHASSEL, 2002). A combinação do ambiente GNU com o kernel Linux, que também adotou a licença de distribuição GPL, deu origem ao que se conhece hoje em dia como o sistema operacional GNU/Linux, ou somente Linux como forma abreviada. (TZOURIS, 2002) Ao contrário de outros projetos desenvolvidos por um pequeno e seleto grupo de programadores (GNU, BSD e Apache, por exemplo), o Linux teve uma quantidade enorme de voluntários coordenados pelo próprio Torvalds que enviava suas

23 11 contribuições através da Internet. Este modelo de desenvolvimento veio a ser chamado por Raymond (1999) de "Bazar" (em contraste ao modelo dominante da indústria de software comparado a uma "Catedral"), onde a qualidade do software não é conseqüência de padrões rígidos ou autocracia, mas é atingido em função da liberação de uma nova versão dos programas a cada semana e da obtenção de um rápido feedback sobre seu funcionamento. Este processo faz uma seleção natural das melhores contribuições, o que garante a qualidade do produto final Open Source Initiative A ambigüidade dos termos free software/free beer foi, ao longo dos anos, alvo de várias críticas dentro e fora do movimento. A associação do software livre com a hostilidade à propriedade intelectual tornou improvável a adoção dos programas por gerentes de informática de empresas (RAYMOND, 1999). O software livre como um pensamento político foi popularizado pela Free Software Foundation, mesmo com a posição dos líderes ser claramente a de promover a liberdade dos usuários e de não haver impedimento a práticas comercias (PERENS, 1999). Porém, a associação com estereótipos negativos mantinha-se presente no mundo corporativo e na mídia. Eric Raymond, um dos principais defensores da utilização do termo Open Source, é tido como um antropólogo de movimento. Ele produziu diversos artigos explicando o funcionamento do modelo de desenvolvimento do software livre e a cultura que se formou ao seu redor. Um dos seus mais famosos textos, A Catedral e o Bazar 3, representa uma crônica da criação de um software livre através da contribuição de diversos voluntários sem remuneração e foi responsável pela decisão dos diretores da Netscape de liberar o código-fonte do seu navegador web. (PERENS, 1999) No início de 1997, um grupo de líderes da comunidade, incluindo Eric Raymond, Bruce Perens e Tim O Reilly, resolveu atacar o problema de aceitação do software livre através de uma campanha de marketing a fim de realçar as características de confiabilidade, custo e redução do risco estratégico do negócio. A atitude destas pessoas era motivada basicamente na frustração advinda da falta de reconhecimento do potencial do software livre como fonte de inovações e como base do desenvolvimento 3 The Cathedral and the Bazaar, Disponível em cathedral-bazaar/cathedral-bazaar.html

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