ADMINISTRACAO DE REDES LINUX

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1 COLEGIO PIAU ADMINISTRACAO DE REDES LINUX TECNICO EM ADMINISTRAÇÃO de REDES PIAU/MG 2011

2 SUMARIO 1. INTRODUÇÃO Linux Diretórios do sistema no Linux Comandos básicos do Linux Instalar programas Linux (debian) Editores de texto: Gerenciamento de usuários Gerenciar processos Introdução ao SSH SERVIDOR DNS INSTALANDO E CONFIGURANDO O DNS SERVIDORES WEB Instalando o Apache Instalando o suporte a PHP Instalando o MySQL Configurando os Virtual Hosts Compartilhando a conexão Ativando o compartilhamento servidor DHCP instalando e configurando um servidor dhcp configurando dhcp com ip fixo servidor proxy com o Squid Instalando o Squid Criando uma configuração básica Adicionando restriçoes de acesso Bloqueando por dominios ou palavras bloquqando por horario Configurando o cache de paginas e arquivos Gerenciando o uso da banda CONFIGURANDO UM PROXY TRANSPARENTE servidor samba Função do Samba Instalação CONFIGURANDO o Samba Testando as configurações do Samba NFS Como o NFS Funciona Configurando o nfs Configurando o cliente VPN Instalando o OPENVPN Criando VPNs usando chaves estáticas Configuração das portas no OpenVPN Estabilizando e otimizando a conexão Referencias Bibliográficas...99

3 3 1. INTRODUÇÃO LINUX Robusto e estável: Linux pode suportar grande carga de trabalho sem falhar, e um servidor Linux pode permanecer em funcionamento por meses ou anos, sem precisar ser reiniciado uma única só vez. Processos rodando em Linux podem ser encerrados de forma isolada, sem afetar todo o sistema. Acessível: Com custo de licença zero, Linux pode ser instalado em quantos computadores você desejar. Flexível: Com código fonte aberto, inúmeras opções de configuração e inúmeros softwares desenvolvidos para Linux, ele se torna o sistema mais flexível do mercado, podendo se adaptar a qualquer empresa. Seguro: Levando a segurança em conta desde sua concepção inicial, Linux é muito mais imune a vírus e outras ameaças de segurança do que outros sistemas operacionais DIRETÓRIOS DO SISTEMA NO LINUX A primeira coisa com que você precisa se habituar é que no Linux os discos e partições não aparecem necessariamente como unidades diferentes, como o C:, D:, E: do Windows. Tudo faz parte de um único diretório, chamado diretório raiz ou simplesmente "/".

4 4 "/bin" armazena os executáveis de alguns comandos básicos do sistema, como o su, tar, cat, rm, pwd, etc., "/sbin tem a mesma função básica do bin, mas se diferencia por armazenar aplicativos que podem ser usados apenas pelo root, como, por exemplo, o "adduser", que permite criar novos usuários. /root : Diretório do usuário root. /usr : Onde ficam instalados a maior parte dos aplicativos e outros componentes. Este é de longe o diretório com mais arquivos em qualquer distribuição Linux, pois é aqui que ficam os executáveis e bibliotecas de todos os principais programas instalados. /home : Diretórios contendo os arquivos dos usuários. "/boot" armazena o kernel e alguns arquivos usados na fase inicial do boot. Como pode imaginar, ele é o primeiro componente carregado pelo gerenciador de boot durante a inicialização do sistema. /dev : Contém arquivos usados para acessar dispositivos (periféricos) existentes no computador. "/proc : armazena apenas informações sobre o hardware e sobre a configuração do sistema. /var : Contém maior parte dos arquivos que são gravados com freqüência pelos programas do sistema, e mails, spool de impressora, cache, etc. /tmp : Diretório para armazenamento de arquivos temporários criados por programas. "/etc" concentra os arquivos de configuração do sistema, substituindo de certa forma o registro do Windows. A vantagem é que enquanto o registro é uma espécie de caixa preta, os scripts e arquivos de configuração do diretório "/etc" são desenvolvidos justamente para facilitar a edição manual. É verdade que na maioria dos casos isto não é necessário, graças aos vários utilitários de configuração disponíveis, mas a possibilidade continua disponível. "/mnt" (de "mount") recebe este nome justamente por servir de ponto de montagem para o drive óptico ("/mnt/cdrom" ou "/mnt/dvd") e outros dispositivos de armazenamento. Na maioria das distribuições atuais ele é substituído pelo diretório

5 5 "/media", que tem a mesma função COMANDOS BÁSICOS DO LINUX No começo é normal que você fique catando milho e precise pesquisar e olhar as páginas de manual para se lembrar mesmo dos comandos mais simples, mas, com o tempo, usar o terminal acaba sendo uma coisa tão natural quanto falar ou escrever. O importante é não desanimar. Este é um material de duas partes destinado a servir como uma guia de referência para o uso da linha de comando e dos utilitários básicos de administração do sistema. Ela não tem o objetivo de esgotar o assunto, mas pode ter certeza que encontrará muitas dicas. cd: Possivelmente o comando mais básico do prompt, permite navegar entre diretórios, como em "cd /etc". Você pode tanto indicar o caminho completo até o diretório desejado, como em "cd /var/log/apache2", ou usar caminhos relativos, indicando o destino a partir do diretório atual. Se você está dentro da pasta "/etc" e quer acessar a pasta "/etc/bind", precisa digitar apenas "cd bind". Para subir um diretório, use "cd.." e, para subir dois níveis, use "cd../..". pwd: Serve apenas para exibir o diretório atual, ou seja, caso você esqueça em que diretório se encontra, o pwd mostrará o caminho exato. É usado sem parâmetros, simplesmente "pwd". ls: Lista os arquivos dentro do diretório atual. Por padrão, ele mostra apenas os nomes dos arquivos e não mostra os arquivos ocultos. Para ver tudo, incluindo os arquivos ocultos, use "ls a", para ver também as permissões de acesso e o tamanho dos arquivos, use o "ls la". Para ver os tamanho dos arquivos especificados de forma legível ("329M" em vez de " ") adicione o parâmetro "h", como em "ls lha". Você pode ver também os arquivos de qualquer diretório, sem ter que primeiro precisar usar o "cd" para acessá lo. Para isso, basta indicar o diretório, como "ls lha /etc". cp: O cp é um comando aparentemente simples, mas que esconde vários segredos. A sintaxe básica para copiar arquivos é usar o comando cp, seguido do nome do

6 6 arquivo e a pasta para onde ele vai, como em "cp /etc/fstab /tmp". Entretanto, em sua forma básica o cp serve apenas para copiar arquivos isolados; para copiar pastas, é necessário que você adicione a opção " r" (que ativa a cópia recursiva), como em "cp r /home/aluno/* /backup/". Um parâmetro bastante útil é o " a", que faz com que o cp sempre copie recursivamente, mantenha as permissões do arquivo original e preserve os links simbólicos que encontrar pelo caminho. Em resumo, faz o cp se comportar de uma forma mais simples e lógica, por isso você acaba usando o quase sempre, em substituição ao " r", como em: # cp a /var/www /mnt/sda2/backup/ Você pode ainda usar o "*" e a "?" como curingas quando quiser copiar vários arquivos. Para copiar todos os arquivos da pasta atual para a pasta "/mnt/hda6", por exemplo, use "cp * /mnt/hda6". A "?" por sua vez é mais contida, substituindo um único caractere. Por exemplo, "cp arquivo?.txt /mnt/hda6", copia o "arquivo1.txt", "arquivo2.txt" e o "arquivo3.txt", mas não o "arquivo21.txt". mv: O mv serve tanto para mover arquivos de um lugar para o outro, quanto para renomear arquivos, como em: # cd /etc/squid # mv squid.conf squid.conf.modelo rm: Por padrão, o rm deleta apenas arquivos simples, como em "rm arquivo.txt". Para que ele remova pastas, é necessário adicionar parâmetro " r", como em "rm r arquivos/". Em muitas distribuições, o padrão do rm é pedir confirmação antes de remover cada arquivo, o que se torna inviável ao remover um diretório com diversos arquivos. A confirmação é eliminada ao adicionar o parâmetro " f", o que nos leva ao "rm rf" (que é o formato mais comumente usado). É possível também usar caracteres curingas na hora de remover arquivos. Para remover todos que possuírem a extensão ".jpg", use "rm f *.jpg". Para remover todos os arquivos que começarem com "img", use "rm f img*". Lembre se de que você pode usar também o "?" quando quiser usar o curinga para apenas um caractere específico. Se você quiser remover os arquivos "doc1.txt", "doc2.txt" e "doc3.txt", mas sem remover o "doc10.txt" e o "doc11.txt", você poderia usar o comando "rm f doc?.txt". mkdir: Cria diretórios, como em "mkdir trabalhos" ou "mkdir /mnt/backup". Para criar pastas recursivamente (ou seja, criar todas as pastas necessárias

7 7 até chegar a que você pediu, caso necessário), adicione o parâmetro " p", como em: # mkdir p /var/log/apache2 rmdir: Remove diretórios. A diferença entre ele e o "rm f" é que o rmdir remove apenas diretórios vazios, evitando acidentes. du: O du permite ver uma lista com o espaço ocupado por cada pasta dentro do diretório atual. É uma forma rápida de encontrar grandes arquivos ou pastas que estão consumindo muito espaço, como no caso de logs não rotacionados que crescem a ponto de ameaçarem ocupar todo o espaço livre na partição raiz do sistema. find: O find permite localizar arquivos, funciona da forma tradicional, realmente vasculhando os diretórios em busca dos arquivos. Embora seja lento ao procurar em diretórios com muitos arquivos e subdiretórios, o find é eficiente se você souber previamente onde procurar. Por exemplo, o diretório "/etc" concentra as configurações do sistema. Se você estiver procurando pelo arquivo "smb.conf" (onde é armazenada a configuração do Samba), você poderia ir direto à fonte, usando o comando "find /etc name smb.conf". Note que além do diretório onde ele vai procurar (/etc no exemplo), você deve usar o parâmetro " name" antes de indicar o nome do arquivo que está procurando. Omitindo o diretório, ele simplesmente procura dentro do diretório atual. Você pode também fazer buscas por todos os arquivos com uma determinada extensão, como em "find /mnt/hda6 name *.mp3". su: No Linux, existe uma separação clara entre o root e os demais usuários do sistema. O root é o único que pode alterar a configuração do sistema e usar a maior parte das ferramentas de configuração. Os usuários normais, por sua vez, podem usar os programas instalados e modificar arquivos dentro do seu diretório home. Esta organização permite que várias pessoas usem o mesmo micro (o que é vital no caso dos servidores), sem que um possa alterar as configurações do outro, nem muito menos mudar as configurações do sistema. O su permite que você se "promova" a root a qualquer momento. O uso básico é simplesmente digitar "su ", seguido da senha, como em: $ su O "$" do terminal vira um "#", alertando que a partir daí você tem plenos poderes.

8 8 sudo: O Ubuntu e outras distribuições derivadas dele utilizam o sudo como um substituto à senha de root. Neles, a conta de root vem desativada por padrão e você executa comandos como root incluindo o "sudo" no início do comando, como em "sudo gedit /etc/fstab". Se preferir voltar ao sistema tradicional, usando o "su " para se logar como root, basta destravar a conta de root usando o comando "sudo passwd". Se quiser "promover" outros logins, criados depois da instalação, de forma que eles também possam executar comandos usando o sudo, basta adicioná los ao grupo "admin", como em: # adduser aluno admin cat: Permitir ver rapidamente o conteúdo de um arquivo, como em "cat /etc/ fstab", ele também pode ser combinado com outros comandos para realizar tarefas mais complexas. head: Este é um dos primos do cat, ele permite ver apenas as primeiras linhas do arquivo, ao invés de exibir tudo. Basta especificar o número de linhas que devem ser exibidas, como por exemplo "head 20 /var/log/apache2/access.log". Outro parente distante é o tail (cauda), que mostra as últimas linhas do arquivo. O uso é o mesmo, basta indicar o número de linhas que devem ser mostradas e o nome do arquivo, como em "tail 50 /var/log/squid/access.log". Como pode imaginar, ele é muito útil para acompanhar arquivos de log, que são atualizados continuamente. Como as novas entradas destes arquivos vão sendo inseridas no final do arquivo, o tail permite verificar rapidamente apenas as novas inclusões, sem precisar perder tempo abrindo o arquivo inteiro usando o parâmetro f, como por exemplo: tail f /var/log/squid/access.log", que mostra em tempo real todas as atualizações dos logs do squid. (pipe): Junto com as setas de redirecionamento (> e >>), o pipe ( ) é muito usado em scripts e comandos diversos. Ele permite fazer com que a saída de um comando seja enviada para outro ao invés de ser mostrada na tela. Parece uma coisa muito exótica, mas acaba sendo incrivelmente útil, pois permite "combinar" diversos comandos que originalmente não teriam nenhuma relação entre si, de forma que eles façam alguma coisa específica. Um dos usos mais corriqueiros é usar o pipe e o grep para filtrar a saída de outros comandos, procurando por alguma informação específica. Imagine por exemplo que

9 9 você quer ver todas as entradas referentes a um determinado endereço IP no log do Apache (ou do Squid, ou de qualquer outro serviço). Você pode usar o comando cat para exibir5 o arquivo de log e usar o pipe e o grep para filtrar a saída, de forma que ele exiba apenas linhas contendo algum endereço específico, como em: # cat /var/log/apache2/access.log grep wget : O wget é um gerenciador de downloads bastante competente, que oferece um grande volume de opções, todas usadas via linha de comando. Isso o torna ideal para situações em que você está acessando um servidor remoto via SSH e precisa baixar um grande arquivo, ou um pacote de instalação. Em vez de primeiro baixar o arquivo para a sua máquina e depois transferí lo para o servidor, você pode fazer com que o arquivo seja baixado diretamente pelo servidor, economizando tempo. O uso mais básico é usar o wget seguido da opção " c", que faz com que ele continue o download caso interrompido, como em: # wget c tar.gz ln : O comando ln permite criar links. Se usado sem argumentos, o comando ln cria um hard link, como em: $ ln /var/www/teste/arquivo /home/teste/arquivo Para criar um link simbólico, acrescente o argumento " s", como em: $ ln s /var/www/teste/html/ /home/teste/html tar : O comando tar pode ser usado para empacotar, compactar e descompactar arquivos, por isso ele acaba sendo uma ferramenta extremamente usada. Por exemplo, para descompactar um arquivo com a extensão.tar.gz, pelo terminal, você usaria o comando: $ tar zxvf arquivo.tar.gz Aqui o "tar" é o comando e o " zxvf" são parâmetros passados para ele. O tar permite tanto compactar quanto descompactar arquivos e pode trabalhar com muitos formatos de arquivos diferentes, por isso é necessário especificar que ele deve descompactar o arquivo ( x) e que o arquivo está comprimido no formato gzip (z). O "v" é na verdade opcional, ele ativa o modo verbose, onde ele lista na tela os arquivos extraídos e para onde foram. Se você tivesse em mãos um arquivo.tar.bz2 (que usa o bzip2, um formato

10 10 de compactação diferente do gzip), mudaria a primeira letra dos parâmetros, que passaria a ser "j", indicando o formato, como em: $ tar jxvf arquivo.tar.bz2. O tar permite também compactar arquivos e pastas diretamente através do terminal. Nesse caso, trocamos a opção "x" (extract) por "c" (create) e passamos a indicar o arquivo que será criado e a pasta ou arquivo que será comprimido, como em: $ tar zcvf backup.tar.gz /var/www/gdhpress Nesse exemplo, criamos o arquivo "backup.tar.gz" incluindo o conteúdo da pasta especificada. O formato do arquivo não é indicado pela extensão, mas sim pelo parâmetro "z" incluído no comando. Se você preferir compactar a pasta usando o bzip2, que é mais demorado, mas em compensação resulta em arquivos menores, pode substituir o "z" por "j", como em: $ tar jcvf backup.tar.gz /var/www/gdhpress Histórico: O terminal mantém um histórico dos últimos 500 comandos digitados, que é salvo automaticamente no arquivo ".bash_history", dentro do diretório home. # history 1 joe /etc/init.d/firewall 2 echo 1 > /proc/sys/net/ipv4/tcp_syncookies 3 apt get install postfix 4 joe /etc/postfix/main.cf 5 tail n 30 /var/log/apache2/access.log Ponto e vírgula: Você também pode executar uma fila de comandos de uma vez. Basta separá los por ponto e vírgula, como em "ls; pwd" ou "cd /mnt/arquivos; ls". O ponto e vírgula permite também que você agrupe diversos comandos, de forma que eles sejam executados em ordem. Se você precisa baixar 3 arquivos ISOs, por exemplo, você pode agrupar 3 comandos do wget, cada um com um dos arquivos em uma única linha, separados por ponto e vírgula, como em: $ wget c wget wget Com isso, os 3 arquivos são baixados seqüencialmente, sem necessidade de intervenção. Case Sensitive: Salvo poucas exceções, todos os comandos e parâmetros dentro de arquivos de configuração são case sensitive, ou seja, precisam ser digitados

11 11 literalmente, respeitando as maiúsculas e minúsculas. reboot: Reinicia o sistema. Faz par com o halt, que faz o desligamento completo. De uma forma geral, você nunca deve usar o comando "halt" em um servidor remoto, pelo simples fato de que você precisará de alguém no local para ligá lo novamente depois. Nos poucos casos em que é realmente necessário reiniciar o sistema (como ao atualizar o kernel), use sempre o reboot. shutdown: Também serve para desligar ou reiniciar o sistema, mas permite que você especifique um horário. É bastante útil no caso dos servidores, pois permite que você agende os reboots do sistema, fazendo os em horários de baixa demanda. Especifique um tempo em minutos que o sistema esperará antes de desligar, usando o parâmetro "+" como em shutdown r +60. Você pode ainda especificar um horário, no formato hh:mm como em shutdown r +06:00 (para desligar às 6:00 da manhã). Substitua o " r" por " h" se quiser desligar o sistema em vez de reiniciar. Atalhos : Finalizando esta seção de dicas iniciais, aqui vai uma pequena lista de atalhos úteis: Ctrl+L : Limpa a tela, atalho para o comando "clear". Ao usar bastante o terminal, você acaba se acostumando a usá lo bastante. Ctrl+C : Este é um dos atalhos mais usados no terminal, ele serve para terminar a execução de qualquer comando. Se você digitou um "tar zcvf arquivos.tar.gz / mnt/arquivos" e quer abortar o backup para fazê lo em outra hora, ou se algum programa bloqueou o teclado e você quer finalizá lo na marra, o Ctrl+C é a solução. CTRL+L : Atalho para o comando logout, que encerra a sessão atual. Se você usou o comando "su " para virar root, o Ctrl+L vai fazê lo voltar ao prompt inicial. Pressionando Ctrl+L mais uma vez, você faz logout, fechando o terminal. Ctrl+Alt+Del: Na maioria das distribuições, o Ctrl+Alt+Del é um atalho para o comando "reboot", que reinicia o sistema. Entretanto, ele só funciona se usado em um dos terminais de texto puro. Se usado dentro do modo gráfico, o atalho é lido gerenciador, que provavelmente mostrará a opção de fazer logout.

12 INSTALAR PROGRAMAS LINUX (DEBIAN) Para instalarmos programas é necessário que tenhamos algum gerenciador de instalação e desinstalação. Com ele é possível sabermos quais programas estão instalados e, com um simples clique, removê los. No Microsoft Windows isso é feito indose no painel de controle >adicionar e remover programas. Hoje a grande maioria das distribuições Linux também têm algum gereciador de programas, chamados de gerenciadores de pacotes. A diferença é que esses gerenciadores fazem muito mais coisas que o gerenciador usado no Windows. A distribuição Debian (e distribuições derivadas dela, como o Ubuntu, Kubuntu, Kurumin) têm um ótimo gerenciador de pacotes, o apt. Este programa usa o gerenciador básico do Debian, o dpkg, mas inclui alguns recursos a mais. Com um simples comando é possível baixar e instalar um pacote da internet sem maiores problemas. Além disso, caso o programa instalado dependa de outros programas ou bibliotecas, estes também serão baixados e instalados automaticamente. Para tanto, o apt usa uma lista de servidores (configuradas pelo usuário) para localizar os pacotes na internet. Sabendo se disso, o apt é capaz de te dar as seguintes informações, entre outras: Lista de todos os pacotes disponíveis, incluindo na internet Lista dos pacotes instalados no seu computador Lista dos pacotes instalados que têm versões mais novas disponíveis Lista de pacotes instalados que não têm nos servidores Configurando para baixar os pacotes da internet arquivo: Abra o arquivo /etc/apt/sources.list e adicione as seguintes linhas no # Pacotes Gerais deb testing main contrib non free # Pacotes com atualizações de segurança deb lenny/updates main contrib #Pacotes Multimídia

13 13 deb multimedia.org testing main As linhas iniciadas com # são comentários e por isso são ignoradas pelo programa. Cada linha de configuração corresponde a uma fonte diferente, possuindo quatro partes cada, explicadas abaixo: 1a parte (deb) significa que você quer baixar pacotes de programas já compilados. Caso queira baixar os fontes do programa, você deve substituir pela palavra deb src 2a parte (endereço web) É da onde o usuário irá baixar os programas. A primeira fonte tem o endereço onde ficam os pacotes gerais do Debian, a segunda é onde ficam os pacotes que sofreram pequenas, mas importantes, atualizações de segurança e a terceira fonte contém o endereço de programas específicos de multimídia, como players, codecs, etc. 3a parte (testing) significa de qual versão do Debian você quer baixar os pacotes. O Debian possui basicamente 4 versões: lenny (stable), squeeze (testing), SID (unstable) e experimental. A versão stable possui uma equipe muito maior de suporte e correções de erros, porém os programas dessa versão são mais antigos. Os programas só entram para o repositório dessa versão depois de terem sido feitos vários testes com ele e com suas dependências. A versão testing possui os programas que futuramente serão da stable, mas o problema é que as vezes demoram anos para que esses programas sejam da stable. Muitas pessoas usam o Debian testing e não têm problemas com ele. A maioria das distribuições baseadas no Debian usam repositórios testing ou unstable, como: Kurumin, ubuntu, kubuntu, etc. Aqui no PET usamos o Debian Testing, que vêm com alguns pacotes da unstable. A versão unstable possui programas que acabaram de ser lançados, mas devem passar por testes de estabilidade mínimos. Já a versão experimental contém pacotes que estão em fase de desenvolvimento, por exemplo programas em versão beta. 4a parte (main contrib non free) significam de quais repositórios você quer fazer o download. O main significa pacotes totalmente livres, de acordo com a definição Debian de Software Livre. O Contrib são pacotes que dependem de pacotes da seção nonfree e o non free são pacotes que não são livres, como: sun java, rar, NVIDIA, ATI, etc Após editar o arquivo é necessário atualizar a lista de pacotes, para isto utilize o comando

14 14 #apt get update O apt possui varias opções, sendo as principais que utilizaremos nas aulas: apt get install : instala um pacote (apt get install vim ) apt get remove : remove um pacote (apt get remove vim) apt cache search : procura um pacote (apt get search vim) 1.4. EDITORES DE TEXTO: Ao trabalhar com a configuração manual dos serviços, o editor de textos acaba sendo sua principal ferramenta de trabalho. Existem inúmeros editores de texto no Linux, boa parte deles são voltados para programação, com suporte a reconhecimento de sintaxe e diversas outras funções úteis para programação, mas também existem editores mais simples, destinados a quem quer simplesmente editar e salvar arquivos de texto, sem muita firula. Alguns exemplos de editores gráficos comumente usados são o kedit e kwrite no KDE, e o gedit no Gnome. O grande problema com eles é que eles são ferramentas gráficas, que não estarão disponíveis quando você estiver configurando um servidor sem o ambiente grpafio instalado via SSH. Chegamos então aos editores de texto puro, como o joe, nano, e o vi. Em qualquer um deles, a sintaxe básica é o comando do editor seguido pelo arquivo que deseja editar, como em: # joe /etc/fstab O joe é um meio termo. Ele é um editor simples e leve, muito parecido com o antigo Wordstar do DOS e usa as mesmas teclas de atalho que ele. Para salvar o arquivo e sair, você pressiona "Ctrl+K" e depois "X", para salvar sem sair o atalho é "Ctrl+K" seguido de "D". Para sair descartando as alterações, pressione "Ctrl+C", para abrir a janela de ajuda, com os atalhos para as demais funções pressione "Ctrl+K", "H" e, novamente "Ctrl+K", "H" para fechá la. O nano é outro editor de texto simples e leve, daí o nome. Para salvar e sair, pressione "Ctrl+X", depois "S" e Enter, para sair sem salvar pressione "Ctrl+X" e "N" e, para apenas salvar, use o "Ctrl+O". O joe e o nano não vêm pré instalados na maioria das distribuições, mas você pode instalá los rapidamente usando o gerenciador de pacotes, como em: # apt get install joe nano Finalmente, temos o vi, que por algum motivo conquistou um grupo de usuários

15 15 fiéis ao longo de seus quase 30 anos de vida e, graças eles, continua vivo até hoje, muito embora seja um dos editores menos amigáveis. O vi tem três modos de operação: comando, edição e o modo ex. Ao abrir o programa, você estará em modo de comando; para começar a editar o texto, pressione a tecla "i". A partir daí, ele funciona como um editor de textos normal, onde o Enter insere uma nova linha, as setas movem o cursor, etc. Quando terminar de editar o arquivo, pressione "Esc" para voltar ao modo de comando e em seguida "ZZ" (dois Z maiúsculos) ou ":x" para salvar o arquivo e sair. Para sair sem salvar pressione Esc e digite ":q!" (exatamente como aqui, dois pontos, quê, exclamação, seguido de Enter). Uma segunda opção para salvar e sair é pressionar Esc seguido de ":wq". Para apenas salvar, sem sair, pressione Esc seguido de ":w" e para sair sem salvar use o Esc seguido de ":q!". Resumindo, o Esc faz com que o vi volte ao modo de comando, o ":" nos coloca no modo ex, onde podemos salvar e fechar, entre outras funções. O "q" fecha o programa, o "w" salva o arquivo e o "!" é uma confirmação. Embora não seja exatamente pequeno (se comparado a editores mais simples, como o joe ou o nano), muito menos fácil de usar, o vi é praticamente o único editor que pode ser encontrado em qualquer distribuição. Se você gosta do vi, recomendo que instale o vim, que é a versão completa do editor: # apt get install vim Continuando, ao sair do editor, volta para o terminal. Você pode verificar se o arquivo realmente foi salvo corretamente usando o cat, como em "cat /etc/fstab" GERENCIAMENTO DE USUÁRIOS Embora desenvolvido de forma independente, o Linux é um sistema Unix, que herda os recursos multiusuário desenvolvidos desde os primeiros sistemas Unix, usados nas décadas de 70 e 80. Isso permite que o sistema seja usado por inúmeros usuários simultaneamente, sem que um atrapalhe as atividades do outro, nem que possa alterar seus arquivos. Dois exemplos extremos seriam um servidor LTSP, onde dezenas de usuários podem rodar aplicativos simultaneamente, via rede, através de terminais burros conectados ao servidor principal, e um servidor web de shared hosting, que pode hospedar milhares de sites diferentes, cada um administrado por um usuário diferente.

16 16 As restrições básicas de acesso são implementadas através de um sistema de permissões simples, porém eficiente, que consiste num conjunto de três permissões de acesso (ler, gravar e executar) e três grupos (dono, grupo e outros), que combinadas permitem fazer muita coisa. Os dois comandos mais básicos são o "adduser" e o "passwd", que permitem, respectivamente adicionar novos usuários e alterar as senhas de acesso posteriormente, como em: # adduser joao (cria o usuário joao, especificando uma senha inicial) # passwd joao (altera a senha posteriormente) O próprio usuário pode alterar a senha usando o comando "passwd", desde que ele saiba a senha antiga. Se o usuário esqueceu a senha, você pode definir uma nova executando o comando como root; nesse caso o sistema pede a nova senha diretamente, sem solicitar a senha antiga. Os usuários são cadastrados no sistema através do arquivo "/etc/passwd". Se tiver curiosidade em olhar dentro do arquivo você verá uma entrada para cada usuário, incluindo o diretório home e o shell usado, como em: joao:x:1001:1001:,,,:/home/joao:/bin/ bash Continuando, para remover um usuário anteriormente criado, utilize o comando "deluser", como em: # deluser joao Por questão de segurança, o comando remove apenas a conta, sem apagar o diretório home, ou outras pastas (como o diretório de spool dos e mails). O diretório home é especialmente importante, pois ele guarda todas as configurações e os arquivos do usuário, de forma que em um servidor você só deve removê lo depois de ter realmente certeza do que está fazendo. Para remover o usuário apagando também o diretório home, adicione o parâmetro " remove home", como em: # deluser joao remove home Você também pode bloquear temporariamente um usuário, sem remover o home ou qualquer outro arquivo usando o comando "passwd l", como em: # passwd l joao O "passwd l" realmente trava a conta, fazendo com que o sistema passe a recursar qualquer senha inserida na hora do login. Para desbloquear a conta

17 17 posteriormente, use o "passwd u", como em: # passwd u joao Além da configuração dos usuários, temos a configuração dos grupos, que permitem organizar os usuários, definindo as permissões de acesso de forma mais granular. Imagine um caso em que você tenha um servidor compartilhado entre vários usuários, onde apenas três deles, "maria", "jose" e "joao" devem ter acesso à pasta "/var/www/intranet", que contém os arquivos do site interno da empresa. Uma forma simples fazer isso é criar um grupo, adicionar os três usuários ao grupo e ajustar as permissões da pasta de forma que o grupo tenha permissão de escrita. Para adicionar o grupo, usamos o comando "groupadd", como em: # groupadd intranet Para adicionar os usuários desejados ao grupo, usamos o próprio comando "adduser", seguido pelo login e o grupo ao qual ele deve ser adicionado (um de cada vez), como em: # adduser maria intranet Existem algumas outras pequenas diferenças entre as opções aceitas pelo comando "adduser" entre distribuições derivadas do Debian e derivadas do Red Hat, pois ele é na verdade um script, que pode ser alterado pelos desenvolvedores para adicionar atalhos ou funções diversas. Voltando ao tema principal, depois de adicionar os usuários ao grupo, falta ajustar as permissões de acesso, o que é feito usando os comandos "chmod" e "chown". O primeiro permite ajustar as permissões dos arquivos e pastas, enquanto o segundo permite transferir a posse, dizendo a qual usuário e a qual grupo determinada pasta ou arquivo pertence. No Linux, as permissões são agrupadas em 3 atributos principais: leitura, gravação e execução (no caso dos arquivos) ou listagem do conteúdo (no caso das pastas). Eles são representados, respectivamente, pelas letras r, w e x. As permissões são definidas de forma separada para o dono, o grupo (que inclui todos os usuários incluídos nele) e para os outros ou seja, todos os demais usuários do sistema. Em geral, o dono tem acesso completo, o grupo tem permissões variáveis, de acordo com a função da pasta, e os demais podem apenas ler os arquivos, sem alterar o conteúdo.

18 18 Se a pasta "/var/www/intranet" no nosso exemplo anterior foi criada pelo root, as permissões de acesso (informadas pelo comando "ls l") serão: drwxr xr x 2 root root 4096 Jun 18 09:43 intranet O primeiro "d" indica que se trata de um diretório. As três letras seguintes (rwx) indicam as permissões de acesso para o dono da pasta, que no caso possui acesso completo. Em seguida, temos as permissões de acesso para o grupo (r x), cujos integrantes podem listar o conteúdo da pasta (x) e podem ler os arquivos (r), sem poderem alterar nada. As três últimas letras (r x) indicam as permissões para os demais usuários, que também podem apenas ler. O "root root" indica o dono e o grupo ao qual pertence a pasta, no caso o root. Ao cadastrar um usuário no sistema é sempre criado um grupo com o mesmo nome (contendo apenas o próprio usuário), o que explica o fato da pasta pertencer ao usuário "root" e também ao grupo "root". :) Para que os usuários do grupo "intranet" possam alterar o conteúdo da pasta, o primeiro passo é alterar as permissões, transferindo a posse do grupo "root" para o grupo "intranet". Nesse caso não precisamos alterar o dono da pasta, que pode continuar sendo o root: # chown R root:intranet /var/www/intranet O " R" no exemplo faz com que a alteração seja aplicada de forma recursiva, afetando todos os arquivos e sub pastas. Sem ele, a alteração seria aplicada apenas à pasta propriamente dita, mas não ao seu conteúdo. Em seguida, especificamos o novo dono e o novo grupo, separados por ":", seguido da pasta. Com isso, as permissões serão alteradas para: drwxr-xr x 2 root intranet 4096 Jun 18 09:51 intranet Falta agora alterar as permissões de acesso para o grupo, de forma que os usuários possam finalmente escrever na pasta. Para isso, usamos o comando "chmod R g+rw", que especifica que o grupo (g) terá permissão de leitura e escrita (+rw): # chmod R g+rw /var/www/intranet Se você quisesse fazer o oposto, ou seja, remover a permissão de escrita para o grupo, usaria o "chmod R g w /var/www/intranet", se quisesse remover a permissão de leitura para todos os demais usuários usaria o "chmod R o r" e, se quisesse abrir as permissões para todo mundo, usaria o "chmod R ugo+rwx". Aqui vai uma pequena cola com os parâmetros:

19 19 -R: Recursivo, altera as permissões de todo o conteúdo da pasta, opcional. u: Permissões para o dono da pasta (user). g : Permissões para o grupo (group). o : Permissões para os demais (others). + : Adiciona a permissão - : Remove a permissão r : Permissão de leitura w: Permissão de escrita x : No caso dos arquivos indica permissão de escrita e, no caso da pasta, permissão para ver o conteúdo. Você pode também especificar as permissões de acesso no formato clássico, onde as permissões são representadas por três números, como em: # chmod R 775 /var/www/intranet Nesse caso, os três números indicam, respectivamente, as permissões de acesso para o dono, grupo e para os outros. Cada número representa a soma das permissões desejadas, sendo que: 4 : Leitura 2 : Gravação 1 : Execução / listagem Você simplesmente soma estes números para ter o número referente ao conjunto de permissões que deseja: 0 : Sem permissão alguma. Acesso negado. 1 : Permissão apenas para executar (não é possível ler o arquivo ou alterá lo, apenas executar um programa) ou, no caso das pastas, permissão apenas para ver a lista dos arquivos dentro da pasta, sem poder abrí los. 4 : Apenas leitura. Se usado em uma pasta, o usuário não conseguirá listar o conteúdo, ou seja, conseguirá abrir os arquivos apenas caso indique o caminho completo. 5 (4+1): Ler e executar (no caso de um arquivo) ou ver os arquivos e abrilos, no caso de uma pasta. 6 (4+2): Leitura e gravação. Assim como no caso do "4", se usado em uma

20 20 pasta faz com que o usuário não consiga listar o conteúdo, apenas acessar os arquivos diretamente. 7 (4+2+1): Controle total GERENCIAR PROCESSOS Para listar os processos ativos, ou seja, todos os programas e serviços abertos, usamos o comando "ps". Como de praxe, ele suporta um enorme volume de opções, mas o uso mais comum é combiná lo com as opções "aux", o que faz com que ele mostre a lista completa, contendo os processos iniciados por todos os usuários: # ps aux Outra combinação de opções muito usada é a "axjf", que mostra os processos de forma um pouco mais organizada, agrupando os processos relacionados: # ps axjf Existem duas formas de finalizar um processo travado. A primeira é usando o comando "kill", onde você deve especificar o PID, ou seja, o número de identificação do processo, mostrado na segunda coluna do relatório, como em: # kill 6042 A segunda maneira de finalizar os processos é usando o comando "killall", onde você especifica diretamente o nome do serviço ou programa que quer finalizar, como em: # killall firefox Como pode ver, o comando "ps" serve para que você consiga localizar o culpado do problema, para então poder finalizá lo usando o kill ou o killall INTRODUÇÃO AO SSH O SSH é a ferramenta de acesso remota mais usada, não apenas no Linux, mas em sistemas Unix de forma geral. Ele permite acessar máquinas remotas de forma

21 21 segura, permitindo inclusive executar aplicativos gráficos e transferir arquivos. O SSH pode ser usado também como meio de transporte para outros programas, como no caso do rsync, que veremos a seguir. Isso permite que você o utilize para fazer backup, criar túneis, ou até mesmo configurar VPNs. Com o SSH ativo, você pode acessar a máquina remotamente usando o cliente SSH, fornecendo o login e o endereço IP ou domínio da máquina, como em: $ ssh Para transferir arquivos, o comando básico é o sftp, que lhe dá um prompt de transferência de arquivos. O uso é similar ao do SSH, basta incluir o login de acesso e o endereço do servidor, como em: # sftp Nas distribuições baseadas no KDE, você obtém a mesma função através do módulo "fish://" do Konqueror. Basta digitar na barra de endereços. Existe também o "scp", que é uma versão simplificada do SFTP, onde é possível especificar os arquivos a transferir diretamente no comando, como em: # scp /mnt/sda2/backup.tar.gz

22 22 2. SERVIDOR DNS Um servidor DNS é responsável em responder pelo(s) domínio(s) e direcionar tudo que é relacionado a ele, nele por exemplo você vai apontar onde fica o vai apontar também quais são os servidores de entrada de e por aí vai... Ele também possui outras utilidades, como por exemplo em uma rede interna, com ele configurado em um servidor de sua rede, você não precisará informar o servidor DNS do seu provedor, basta somente apontá lo para ele e até fazer com que sua empresa toda responda por hosts, por exemplo: maquina 1.dominio.com.br, maquina 2.dominio.com.br INSTALANDO E CONFIGURANDO O DNS Para instalar um servidor de DNS, basta instalar o BIND9, o software responsável para configurar o DNS. apt get install bind9 Após ter instalado é hora de configurar um domínio (meudominio.com.br) no seu server para a brincadeira começar a funcionar, para isso temos que criar alguns arquivos. O primeiro deles é o /etc/named.conf, caso esse arquivo já exista, faça um backup dele e crie um novo com o conteúdo abaixo. options { directory "/var/named"; /* * If there is a firewall between you and nameservers you want * to talk to, you might need to uncomment the query source * directive below. Previous versions of BIND always asked * questions using port 53, but BIND 8.1 uses an unprivileged * port by default.

23 23 localhost */ // query source address * port 53; transfer format many answers; }; controls { inet * port 953 allow { ; }; // Para usar o rndc apenas em }; // // a caching only nameserver config // zone "." IN { type hint; file "caching example/named.ca"; }; zone "localhost" IN { type master; file "caching example/localhost.zone"; allow update { none; }; }; zone "meudominio.com.br" IN { type master; file "meudominio.com.br.domain"; allow update { none; }; }; Agora vamos criar o /var/named/caching example/named.ca. Se os diretórios não existirem, por favor os crie: ; This file holds the information on root name servers needed to ; initialize cache of Internet domain name servers ; (e.g. reference this file in the "cache. <file>" ; configuration file of BIND domain name servers).

24 24 ; ; This file is made available by InterNIC registration services ; under anonymous FTP as ; file domain/named.root ; on server FTP.RS.INTERNIC.NET ; OR under Gopher at RS.INTERNIC.NET ; under menu InterNIC Registration Services (NSI) ; submenu InterNIC Registration Archives ; file named.root ; ; last update: Aug 22, 1997 ; related version of root zone: ; ; ; formerly NS.INTERNIC.NET ; IN NS A.ROOT SERVERS.NET. A.ROOT SERVERS.NET A ; ; formerly NS1.ISI.EDU ; NS B.ROOT SERVERS.NET. B.ROOT SERVERS.NET A ; ; formerly C.PSI.NET ; NS C.ROOT SERVERS.NET. C.ROOT SERVERS.NET A ; ; formerly TERP.UMD.EDU ; NS D.ROOT SERVERS.NET. D.ROOT SERVERS.NET A ; ; formerly NS.NASA.GOV ; NS E.ROOT SERVERS.NET. E.ROOT SERVERS.NET A ;

25 25 ; formerly NS.ISC.ORG ; NS F.ROOT SERVERS.NET. F.ROOT SERVERS.NET A ; ; formerly NS.NIC.DDN.MIL ; NS G.ROOT SERVERS.NET. G.ROOT SERVERS.NET A ; ; formerly AOS.ARL.ARMY.MIL ; NS H.ROOT SERVERS.NET. H.ROOT SERVERS.NET A ; ; formerly NIC.NORDU.NET ; NS I.ROOT SERVERS.NET. I.ROOT SERVERS.NET A ; ; temporarily housed at NSI (InterNIC) ; NS J.ROOT SERVERS.NET. J.ROOT SERVERS.NET A ; ; housed in LINX, operated by RIPE NCC ; NS K.ROOT SERVERS.NET. K.ROOT SERVERS.NET A ; ; temporarily housed at ISI (IANA) ; NS L.ROOT SERVERS.NET. L.ROOT SERVERS.NET A ; ; housed in Japan, operated by WIDE ; NS M.ROOT SERVERS.NET. M.ROOT SERVERS.NET A

26 26 ; End of File Agora vamos criar o /var/named/caching example/localhost.zone. Se os diretórios não existirem por favor os crie: $TTL $ORIGIN 1D IN root ( 42 ; serial (d. adams) 3H ; refresh 15M ; retry 1W ; expiry 1D ) ; minimum 1D IN 1D IN A Vamos criar o arquivo referente ao seu domínio /var/named/meudominio.com.br.domain: $TTL ; Authoritative data for meudominio.com.br IN SOA localhost. root.meudominio.com.br. ( ; Serial (yymmddxx) ; Refresh 3 hours 3600 ; Retry 1 hour ; Expire 10 hours ) ; Minimum 24 hours IN NS ns1.meudominio.com.br. IN NS ns2.meudominio.com.br. ; ;Recebimento de mensagens de mail ; meudominio.com.br. IN MX 0 mx meudominio.com.br. IN MX 10 mx

27 27 ; ; Hosts ; localhost IN A IN HINFO INTEL/110 LINUX www IN A ; o ip da sua maquina ns1 IN A ; o ip da sua maquina ns2 IN A ; o ip da sua maquina maquina 1 IN A ; ip qualquer da rede maquina 2 IN A ; ip qualquer da rede bind. Após as alterações nos arquivos de configuração é necessário reiniciar o #/etc/init.d/bind9 restart

28 28 3. SERVIDORES WEB Os servidores web são a espinha dorsal da Internet, são eles que hospedam todas as páginas, incluindo os mecanismos de busca e servem como base para todo tipo de aplicativo via web, incluindo os webmails. No futuro, esta tendência deve se acentuar, com páginas web dinâmicas e aplicativos via web substituindo cada vez mais os aplicativos desktop. Nos primórdios da internet, eram utilizadas apenas páginas html estáticas e scripts CGI. O Apache em si continua oferecendo suporte apenas a esses recursos básicos, mas ele pode ser expandido através de módulos, passando a suportar scripts em PHP, acessar bancos de dados MySQL, entre inúmeros outros recursos. Sempre que é solicitada uma página em PHP ou outra linguagem, entra em ação o módulo apropriado, que faz o processamento necessário e devolve ao Apache a página html que será exibida. Entram em ação, então, os gestores de conteúdo e fóruns, que combinam os recursos do PHP com um banco de dados como o MySQL, acessado através dele. A combinação de tudo isso forma a solução que é popularmente chamada de "LAMP" (Linux + Apache + MySQL + PHP). O Apache e o MySQL, juntamente com o suporte a PHP podem ser também instalados sobre o Windows (formando o "WAMP"), uma solução relativamente popular entre administradores Microsoft que não se sentem à vontade em usar o IIS INSTALANDO O APACHE O Apache pode ser dividido em duas grandes famílias: o Apache 2.x e o Apache 1.3 que, apesar de muito antigo, ainda é usado em muitos servidores. O Apache 2 trouxe muitas vantagens, sobretudo do ponto de vista do desempenho, além de oferecer novos módulos e mais opções de segurança, mas sua adoção foi retardada nos primeiros anos por um detalhe muito simples: o fato de ele ser incompatível com os módulos compilados para o Apache 1.3. Como os módulos são a alma do servidor web, muitos

29 29 administradores ficavam amarrados ao Apache 1.3 devido à falta de disponibilidade de alguns módulos específicos para o Apache 2. Conforme o tempo foi passando, mais e mais módulos foram portados, sem falar de novos módulos desenvolvidos diretamente para uso em conjunto com o Apache 2. Hoje em dia, o Apache 1.3 ainda sobrevive em muitas instalações devido à inércia natural que temos dentro do ramo de servidores, mas não existe nenhum bom motivo para usá lo em uma nova instalação. O Apache 2 é simplesmente melhor em todos os quesitos. Apesar disso, ainda existem casos de distribuições que continuam oferecendo as duas versões, de forma a satisfazer os dois públicos. No Debian Etch, por exemplo, o Apache 1.3 é instalado através do pacote "apache", enquanto o Apache 2 (a versão recomendada) é instalado através do "apache2". Entretanto, no Debian Lenny já está disponível apenas o Apache 2, assim como no CentOS, no Fedora e em outras distribuições. Ao instalar o Apache 2, o suporte a SSL é instalado automaticamente junto com o pacote principal (mas ainda é preciso ativá lo na configuração, como veremos a seguir). Instale também o pacote apache2 utils, que contém diversos utilitários de gerenciamento que usaremos a seguir: # apt get install apache2 apache2 utils Se desejar ativar o suporte a páginas seguras, você vai precisar também do pacote "ssl cert", necessário para ativar o suporte a SSL e gerar os certificados. Ele não é instalado por padrão ao fazer uma instalação enxuta do Debian ou do Ubuntu: # apt get install ssl cert Nas distribuições derivadas do Debian, a arquitetura modular do Apache é extendida também aos arquivos de configuração. Tradicionalmente, a configuração do Apache é centralizada em um único arquivo, o "httpd.conf", que pode opcionalmente incluir referências a arquivos externos (includes) que permitem segmentar e organizar a configuração. Aproveitando esta possibilidade, a equipe do Debian desenvolveu uma organização bastante prática, que é usada também no Ubuntu e em outras distribuições derivadas dele. À primeira vista, a organização do Apache 2 nas distribuições derivadas do Debian parece muito mais complicada, mas, depois de entender, a coisa se revela bastante simples e lógica:

30 30 Todos os arquivos de configuração estão organizados dentro do diretório "/etc/apache2". Dentro dele, temos as pastas "sites available" e "sites enabled", que contêm a configuração dos sites hospedados; as pastas "mods available" e "mods enabled", que armazenam a configuração dos módulos; o arquivo "ports.conf", onde vai a configuração das portas TCP que o servidor vai escutar; o arquivo "apache2.conf", que armazena configurações diversas relacionadas ao funcionamento do servidor e a pasta "conf.d", que armazena arquivos com configurações adicionais. O Apache é capaz de hospedar simultaneamente vários sites, cada um representado por um arquivo de configuração diferente. Imagine o caso de uma empresa de hosting que mantém um servidor com pequenos sites. Quando cada cliente registra seu site e assina o plano de hospedagem, você cria um novo arquivo dentro da pasta "sitesavailable" com as configurações necessárias e um link para ele na pasta "sites enabled". Como os nomes sugerem, a primeira pasta armazena a configuração de todos os sites (virtual hosts) hospedados no servidor, mas apenas os sites que estiverem presentes na pasta "sites enabled" ficam disponíveis. Quando é necessário suspender temporariamente um site por falta de pagamento, por exemplo, você simplesmente remove o link na pasta "sites enabled", sem precisar mexer na configuração. Ao invés de criar e remover os links manualmente, você pode usar os comandos "a2ensite" e "a2dissite", que fazem isso para você. Para ativar e desativar um site configurado no arquivo "/etc/apache2/sites available/gdhn", por exemplo, os comandos seriam: # a2ensite gdhn

31 31 (ativa) # a2dissite gdhn (desativa) Quando o Apache é instalado, é criado por padrão o arquivo "/etc/apache2/sites available/default", que contém a configuração de um site "raiz", que usa (por padrão) a pasta "/var/www" como diretório de páginas. Se o seu servidor web vai hospedar um único site, então essa configuração é suficiente, mas, caso você queira hospedar vários sites no mesmo servidor, é necessário criar uma pasta e um arquivo de configuração para cada site adicional. Seu servidor pode, por exemplo, hospedar o "joao.com.br" e o "maria.com.br". Um servidor DNS, mantido por você, é configurado para responder pelos dois domínios, em ambos os casos fornecendo o endereço IP do seu servidor web aos clientes. Na configuração do apache, criamos os arquivos "/etc/apache2/sitesavailable/joao" e "/etc/apache2/sites available/maria", cada um configurado para utilizar uma pasta diferente. De acordo com sua preferência, podem ser usadas pastas dentro do diretório home de cada usuário, como em "/home/joao/html" e "/home/maria/html", ou subpastas dentro do diretório "/var/www", como em "/var/www/joao" e "/var/www/maria". Quando um visitante digita "http://joao.com.br", o servidor do Registro.br (que responde pelos domínios.br) vai passar a requisição para seu servidor DNS, que responde com o endereço do seu servidor web. Ao acessar o servidor, o navegador solicita o site "joao.com.br" e o servidor responde enviando o arquivo "/var/www/joao/index.html" ou "index.php" ao cliente. Esta configuração parece bem complicada à primeira vista, mas na prática é relativamente simples. Veremos mais detalhes sobre a configuração de servidores Apache com vários domínios mais adiante. Continuando, a mesma idéia das duas pastas separadas se aplica aos módulos. A pasta "mods available" contém a configuração e scripts de inicialização para todos os módulos disponíveis, mas apenas os módulos referenciados (através de um link) na pasta "mods enabled" são realmente carregados. Muita gente simplesmente cria e deleta os links manualmente, mas isso pode ser feito mais rapidamente usando os comandos "a2enmod" e "a2dismod", que ativam e desativam módulos específicos. Para desativar o suporte a PHP, por exemplo, você usaria

32 32 o comando: # a2dismod php5 Para ativá lo novamente, usaria: # a2enmod php5 Uma vez que um determinado módulo é ativado, ele fica automaticamente disponível para todos os sites hospedados no servidor. Para que a alteração entre em vigor, é necessário reiniciar o serviço, usando o comando "/etc/init.d/apache2 force reload" ou o "/etc/init.d/apache2 restart" (no Debian os dois comandos fazem exatamente a mesma coisa): # /etc/init.d/apache2 force reload Por outro lado, ao ativar ou desativar sites, ou ao fazer alterações simples na configuração, você pode utilizar o comando "/etc/init.d/apache2 reload" (sem o "force"), que apenas atualiza a configuração, sem reiniciar o serviço: # /etc/init.d/apache2 reload A vantagem de usar o reload em vez do force reload é que ele não precisa finalizar os processos do Apache, o que evita que o servidor fique indisponível durante a reinicialização do serviço. Em um servidor movimentado, com um grande volume de sites hospedados e um grande volume de acessos, reiniciar o servidor web é um processo caro, que causa interrupção do serviço e perda de acessos, daí as duas opções. Outra configuração que foi desmembrada é a configuração de portas, que foi para o arquivo "ports.conf". Originalmente o arquivo vem com uma única linha: Listen 80 É aqui que você altera a porta padrão do seu servidor ou adiciona novas portas, como faremos mais adiante ao ativar o SSL, por exemplo. Você pode também usar portas diferentes caso precise manter mais de um servidor web ativo na mesma máquina (muitos administradores usam este truque para testar novas versões do Apache, ou para combiná lo com um segundo servidor web, como o lighttpd, configurado para servir arquivos e páginas estáticas). Outro uso comum para a opção é (em casos em que você quer disponibilizar um servidor web doméstico) para burlar as restrições das operadoras de planos de acesso, que geralmente bloqueiam conexões na porta 80, de forma a dificultar o uso de servidores web nas conexões domésticas.

33 33 Para fazer com que seu servidor escute também na porta 443 (a porta do HTTPS) e na porta 8080, por exemplo, você adicionaria duas novas linhas, como em: Listen 80 Listen 443 Listen 8080 Finalmente, chegamos ao arquivo "apache2.conf", que agrupa o "resto" das configurações. É ele que você vai alterar quando, por exemplo, precisar ajustar o número de processos usados pelo Apache ou aumentar o número de conexões simultâneas permitidas pelo servidor, como veremos em detalhes mais adiante INSTALANDO O SUPORTE A PHP No início, existiam apenas páginas html estáticas, com links atualizados manualmente. Depois, surgiram os scripts CGI (geralmente escritos em Perl), que permitiram criar vários tipos de formulários e automatizar funções. Finalmente, surgiu o PHP, adotado rapidamente como a linguagem padrão para criação de todo tipo de página dinâmica, fórum ou gerenciador de conteúdo. Além da linguagem ser bastante flexível, um script em PHP chega a ser mais de 100 vezes mais rápido que um script CGI equivalente, além de mais seguro. Em resumo, um script CGI é um executável, que precisa ser carregado na memória, executado e descarregado cada vez que é feita uma requisição. No caso do PHP, o interpretador fica carregado continuamente e simplesmente vai executando de forma contínua os comandos recebidos dos scripts incluídos nas páginas. Para quem programa em Perl, existe a possibilidade de utilizar o mod perl, instalável através do pacote "apache mod perl" ou "libapache2 mod perl2". Assim como o PHP, o mod perl é um módulo do Apache que fica continuamente carregado na memória, executando os scripts Perl de uma forma bem mais rápida e segura que os scripts CGI. Voltando ao assunto principal, no Debian o suporte a PHP é instalado através do pacote "php5" (ou "php4", de acordo com a versão escolhida). Para instalá lo, basta usar o gerenciador de pacotes da distribuição em uso, como em:

34 34 # apt get install php5 No caso do CentOS e do Fedora, é usado um pacote unificado, o "php", que inclui a versão mais recente do interpretador, eliminando a confusão: # yum install php Com o interpretador PHP instalado, falta instalar o módulo do Apache 2, que no Debian está disponível através do pacote "libapache2 mod php5" (ou "libapache2 mod php4", de acordo com a versão desejada): # apt get install libapache2 mod php5 O módulo "libapache2 mod php5" é instalado dentro da pasta "/usr/lib/apache2/modules/" e é ativado de uma forma diferente que no Apache 1.3. Ao invés de adicionar as linhas que ativam o módulo e criam as associações de arquivos no final do arquivo httpd.conf, são criados dois arquivos dentro da pasta "/etc/apache2/modsavailable/", com, respectivamente, a ativação do módulo e as associações de arquivos. Os links são criados automaticamente ao instalar o pacote, mas você pode tirar qualquer dúvida usando o comando a2enmod: # a2enmod php5 Não esqueça de reiniciar o serviço para que o módulo seja carregado e a configuração entre em vigor: # /etc/init.d/apache2 force reload Com o suporte a PHP ativado, o Apache continua exibindo diretamente páginas com extensão.htm ou.html, mas passa a entregar as páginas.php ou.phps ao interpretador php, que faz o processamento necessário e devolve uma página html simples ao Apache, que se encarrega de enviá la ao cliente. Estas páginas processadas são "descartáveis": cada vez que um cliente acessa a página, ela é processada novamente, mesmo que as informações não tenham sido alteradas. Dependendo do número de funções usadas e da complexidade do código, as páginas em PHP podem ser bastante pesadas. Não é incomum que um site com pageviews diários (o que corresponde a umas 5 a 8 requisições por segundo nos horários de pico) precise de um servidor dedicado, de configuração razoável. Quase sempre, os sistemas desenvolvidos em PHP utilizam também um banco de dados MySQL ou Postgre SQL. Naturalmente, é perfeitamente possível que os scripts simplesmente salvem as informações em arquivos de texto dentro do diretório do

35 35 site, mas isso resultaria em um desempenho muito ruim, sem falar em eventuais brechas de segurança. Utilizar um banco de dados permite armazenar um volume muito maior de informações, acessíveis de forma mais segura. Para que o interpretador PHP seja capaz de acessar o banco de dados, é necessário ter instalado (além do servidor MySQL propriamente dito) o módulo "php5 mysql" (ou "php4 mysql"), que faz a junção entre os dois componentes: # apt get install php5 mysql No caso do PostgreSQL, é utilizado o módulo "php5 pgsql", que tem a mesma função: # apt get install php5 pgsql Não se esqueça de reiniciar o Apache, para que as alterações entrem em vigor: # /etc/init.d/apache force reload No caso do Fedora e do CentOS, muda apenas o nome do pacote, que passa a se chamar simplesmente "php mysql": # yum install php mysql Para verificar se o suporte a PHP está realmente ativo, crie um arquivo de texto chamado "info.php" (ou outro nome qualquer, seguido da extensão.php) dentro da pasta do servidor web, contendo apenas a linha abaixo: <?php phpinfo( );?> Salve o arquivo e abra a página através do navegador. A função "phpinfo", que usamos no arquivo, faz com que o servidor exiba uma página com detalhes da configuração do PHP e dos módulos ativos:

36 Depois de verificar, remova o arquivo, pois não é interessante que essas informações fiquem disponíveis ao público INSTALANDO O MYSQL O MySQL é um banco de dados extremamente versátil, usado para os mais diversos fins. Você pode acessar o banco de dados a partir de um script em PHP, através de um aplicativo desenvolvido em C ou C++, ou praticamente qualquer outra linguagem (até mesmo através de um shell script! :). Existem vários livros publicados sobre ele, por isso vou me limitar a falar sobre a instalação e a configuração necessária para utilizá lo em um servidor LAMP, em conjunto com o Apache e o PHP. O primeiro passo é instalar o servidor MySQL propriamente dito. Nas distribuições derivadas do Debian precisamos instalar apenas o pacote "mysql server" usando o apt get: # apt get install mysql server No CentOS ou Fedora, instalamos os pacotes "mysql" e "mysql server", usando o yum: # yum install mysql mysql server Você pode instalar também os pacotes "mysql client" (o cliente que permite acessar os dados e fazer modificações no banco de dados) e o "mysql navigator" (uma interface gráfica para ele). Para que o serviço seja configurado para ser carregado durante o boot, ativeo usando o chkconfig: # chkconfig mysqld on Antes de iniciar o serviço, rode o comando "mysql_install_db". Ele prepara o terreno, criando a base de dados "mysql" (usada para armazenar a configuração do servidor MySQL, incluindo informações sobre os usuários e sobre as demais bases de dados) e também uma base de dados chamada "test", que pode ser usada para testar o servidor:

37 37 # mysql_install_db O passo seguinte é ativar o servidor MySQL: # /etc/init.d/mysql start No caso do Fedora e do CentOS, o serviço se chama "mysqld", ao invés de simplesmente "mysql", como no caso do Debian: # service mysqld start O MySQL possui um usuário padrão chamado "root", que, assim como o root do sistema, tem acesso completo a todas as bases de dados e é usado para fazer a configuração inicial do sistema, assim como tarefas de manutenção. Esta conta inicialmente não tem senha, por isso você deve definir uma logo depois de iniciar o serviço, usando o comando "mysqladmin u root password senha", incluindo a senha desejada diretamente no comando, como em: # mysqladmin u root password psut7wq01 Se você precisar trocar a senha posteriormente, é necessário acrescentar o parâmetro " p" antes do "password" e, em seguida, especificar a nova senha, como em: # mysqladmin u root p password psut7wq01 Enter password: ******** Veja que nesse caso é necessário incluir a senha antiga ao executar o comando, antes de continuar, já que do contrário teríamos uma brecha óbvia de segurança. Continuando, depois de definir a senha, o próximo passo é criar uma base de dados. Você pode instalar vários scripts diferentes (um fórum, um chat e um gestor de conteúdo, por exemplo) no mesmo servidor e, inclusive, várias cópias de cada um. Isso é cada vez mais utilizado, tanto dentro de sites que oferecem diversos serviços, quanto em servidores compartilhados, onde os responsáveis por cada site têm a liberdade de instalar os sistemas de sua preferência CONFIGURANDO OS VIRTUAL HOSTS O suporte a virtual hosts é um daqueles recursos fundamentais, que possibilitaram o surgimento da Internet da forma como a conhecemos hoje. Ele permite

38 38 hospedar diversos sites, com domínios ou subdomínios diferentes usando um único servidor e um único endereço IP. Os únicos limitantes com relação ao volume de sites que é possível hospedar são os recursos de hardware do servidor e a banda disponível. Serviços de hospedagem compartilhada (os planos de shared hosting) utilizam este recurso de forma intensiva, de forma a espremer o maior número possível de clientes em cada servidor, sem falar nos serviços de hospedagem gratuita onde, em muitos casos, um único servidor pode hospedar dezenas de milhares de sites diferentes. Ao usar virtual hosts, os arquivos de cada site ficam guardados em uma pasta diferente e o servidor se encarrega de direcionar cada visitante à pasta correta. Os recursos do servidor (HD, memória, processamento e link) são divididos entre os sites hospedados, assim como vários programas abertos simultaneamente disputam os recursos da máquina. Isso faz muito sentido no caso de sites pequenos ou médios, que não possuem um número suficiente de visitas para saturarem, sozinhos, o servidor. Em geral, o servidor é configurado de forma que os usuários tenham direito a uma determinada quota de espaço em disco, possam acessar os arquivos do site via FTP ou SFTP e tenham acesso a uma ou mais bases de dados do servidor MySQL, o que permite a instalação de gestores de conteúdo como o WordPress. Entretanto, eles não podem instalar novos pacotes nem alterar a configuração do servidor. Feitas as apresentações, vamos à configuração. :) Invariavelmente, ao hospedar vários domínios, você precisa configurar um servidor DNS para responder por todos os domínios hospedados no servidor, entregando o endereço IP do seu servidor Apache. O cliente acessa então o servidor, solicitando o site desejado, como em "joao.com.br"; o servidor web verifica a configuração e entrega os arquivos apropriados ao cliente. A configuração do servidor DNS é pouco intuitiva, mas não chega a ser tão complicada quanto muitos dizem. Em resumo, você precisaria instalar o bind no servidor e editar a configuração, adicionando uma nova configuração de zona para cada domínio hospedado. Isso é feito em duas etapas. Na primeira, você edita o arquivo named.conf, adicionando uma entrada com esta, especificando o domínio e o arquivo com a configuração: zone "joao.com.br" IN { type master;

39 39 file "/etc/bind/db.joao"; allow transfer { ; }; }; Dentro do arquivo "/etc/bind/db.joao", especificado no arquivo, iria uma configuração similar a esta, especificando o domínio, o nome do servidor e o endereço IP usado por ele, assim como o nome e o endereço IP do servidor DNS IN SOA servidor.joao.com.br. hostmaster.joao.com.br. ( H 15M 1W 1D ) NS servidor.joao.com.br. NS ns2.joao.com.br. IN MX 10 servidor.joao.com.br. joao.com.br. A www A ns1 A Não é necessário que o DNS esteja instalado no mesmo servidor que o Apache, a função dele será unicamente responder às requisições dos clientes, fornecendo o IP correto. Vamos estudar a configuração do DNS em detalhes no próximo capítulo, dedicado unicamente ao assunto. Este foi apenas um exemplo rápido para que você tenha uma idéia geral sobre a configuração. Por enquanto, vamos nos concentrar na configuração do Apache propriamente dito. Para ativar o uso dos virtual hosts, o primeiro passo é criar uma pasta separada para cada site que será hospedado. Você pode usar a própria pasta "/var/www", como em: # mkdir /var/www/joao # mkdir /var/www/maria Em seguida, é necessário adicionar uma nova seção dentro da configuração do Apache para cada um, logo depois da configuração do site default. Nas distribuições derivadas do Debian, são usados arquivos de configuração separados para cada site, armazenados na pasta "/etc/apache2/sites available". Imagine que vamos hospedar os sites "www.joao.com.br" e "www.maria.com.br", usando as duas pastas criadas anteriormente. Criaríamos, então, um arquivo para cada site, contendo o seguinte: /etc/apache2/sites available/joao:

40 40 <VirtualHost *:80> ServerAdmin ServerName ServerAlias joao.com.br DocumentRoot /var/www/joao </VirtualHost> /etc/apache2/sites available/maria: <VirtualHost *:80> ServerAdmin ServerName ServerAlias maria.com.br DocumentRoot /var/www/maria </VirtualHost> Note que adicionei uma nova diretiva, a "ServerAlias", que permite que o site seja acessado tanto com, quanto sem o "www". A linha "ServerAdmin" é, na verdade, opcional, contém apenas o e mail de contato do administrador do site. A mesma configuração é usada se você quiser hospedar os sites usando subdomínios, como em "joao.gdhn.com.br" e "maria.gdhn.com.br". Nesse caso, não usamos o "www" e, por isso, não precisamos da linha "ServerAlias": <VirtualHost *:80> ServerAdmin ServerName maria.gdhn.com.br DocumentRoot /var/www/maria </VirtualHost> Depois de feita a configuração, ative ambos os sites usando o comando a2ensite, o que criará links para eles na pasta "/etc/apache2/sites enabled": # a2ensite joao # a2ensite maria Para que a configuração funcione, é necessário editar também o arquivo "/etc/apache2/sites available/default", substituindo as linhas: NameVirtualHost * <VirtualHost *>

41 41 Por: NameVirtualHost *:80 <VirtualHost *:80> Essa configuração é necessária para que você possa ativar o suporte a SSL para os virtual hosts. Sem ela, além do SSL não funcionar, você precisaria modificar a configuração de cada um, usando sempre "<VirtualHost *>" ao invés de "<VirtualHost *:80>". Você pode adicionar quantos sites quiser usando esses mesmos passos. Sempre que alterar a configuração, é necessário atualizar a configuração do Apache. Nesse caso, o parâmetro "reload" é suficiente (o "force reload" é necessário apenas ao ativar ou desativar módulos): # /etc/init.d/apache2 reload

42 42 4. COMPARTILHANDO A CONEXÃO Um dos usos mais comuns e mais simples para um servidor Linux de rede local é simplesmente compartilhar a conexão. A vantagem de usar um servidor dedicado ao invés de simplesmente compartilhar usando o próprio modem ADSL é que você pode incluir outros serviços, como um cache de páginas (Squid), filtro de conteúdo (SquidGuard ou DansGuardian), firewall, servidor Samba (compartilhando arquivos com a rede interna), servidor de impressão e assim por diante. Do ponto de vista da segurança e até mesmo da facilidade de configuração, é sempre recomendável usar um servidor com duas placas de rede, separando o tráfego proveniente da internet do tráfego da rede local. Com duas placas separadas, fica mais fácil criar as regras de firewall adequadas para bloquear acessos provenientes da internet e, ao mesmo tempo, permitir o tráfego vindo da rede local. No final, sua rede ficaria com uma topologia similar a essa, com o servidor colocado entre a rede local e o modem. Uma das interfaces do servidor receberia um endereço de rede local, de forma a receber os acessos provenientes dos clientes da rede e a segunda seria configurada para acessar a Internet através do modem: Depois de montar o cabeamento da rede, comece configurando a rede local usando uma das faixas de endereços IP reservadas como, por exemplo, a x, onde o servidor fica com o IP (ou , caso prefira) e os micros da rede interna recebem endereços dentro da mesma faixa. O endereço IP de rede local do servidor ( no exemplo) passa a ser o gateway da rede, já que é a ele que os clientes irão contactar quando precisarem acessar qualquer endereço externo:

43 43 No caso do servidor, o gateway padrão é definido apenas ao configurar a conexão com a Internet, não ao configurar a rede local. Caso você utilize um utilitário de configuração para configurar as interfaces de rede no servidor, configure primeiro a interface de rede local, mantendo os campos do default gateway e dos servidores DNS em branco, deixando para configurar a interface da Internet por último. Isso evita alguns erros comuns. Por exemplo, se você configurar a conexão com a web e depois configurar a rede local, colocando um endereço qualquer no campo "default gateway", o gateway informado na configuração da rede local vai substituir o gateway do provedor (definido ao conectar na internet), fazendo com que a conexão deixe de funcionar. Aqui temos um exemplo de configuração manual da rede para distribuições derivadas do Debian, onde a interface eth0 é usada como interface de rede local e a eth1 é usada como placa de internet, configurada via DHCP: # /etc/network/interfaces auto lo eth0 eth1 iface lo inet loopback iface eth0 inet static address netmask network broadcast iface eth1 inet dhcp Depois de configurada a rede, verifique se consegue pingar os PCs da rede interna

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