Guia do Servidor Linux

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1 Guia do Servidor Linux Editado por Conectiva S.A.

2 Guia do Servidor Linux Editado por Conectiva S.A. 1.0 Edição Publicado em julho de 2000 Copyright 2000 por Conectiva Por Equipe Conectiva. Copyright Conectiva S.A. Linux é uma marca registrada e concedida por Linus Torvalds, seu criador e cedente. Windows, Windows NT e Internet Explorer são marcas registradas da Microsoft Corporation. Netware é uma marca registrada da Novell, Inc. Macintosh e Appletalk são marcas registradas da Apple Computers. Netscape Communicator é uma marca registrada da Netscape Communications Corporation. Todas as demais marcas registradas são de uso e direito de seus respectivos proprietários. As marcas registradas são de propriedade dos seus autores. A presente publicação foi produzida com todo o cuidado e zelo possíveis. O editor, porém, não assume responsabilidades sobre eventuais erros de interpretação, omissões ou danos resultantes do uso das informações aqui descritas, por terceiros, de boa ou má fé. Os autores gostariam de ser avisados sobre modificações, traduções e versões impressas. Agradecemos a todos aqueles que têm participado ativamente no desenvolvimento dos trabalhos de tradução, internacionalização, divulgação e adaptação do Linux à realidade latinoamericana, pois muito de nosso esforço está calcado no esforço participativo desta comunidade. Esperamos que este guia seja de utilidade para todos aqueles que busquem uma ferramenta de auxílio às suas atividades diárias, e que possa enriquecer e facilitar os seus conhecimentos. Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)

3 (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) ISBN 1. Linux (Sistema operacional de computador) 2. Equipe Conectiva. Conectiva S.A. Rua Tocantins, 89 - Cristo Rei - Curitiba - PR CEP

4 Índice Prefácio Convenções Tipográficas Linuxconf Visão Geral Interfaces do Linuxconf Utilização do Linuxconf Habilitando o Acesso ao Linuxconf Via Rede Ajuda do Linuxconf Ativando as Configurações Ativando ou Desativando Módulos Permissão e Propriedade de Arquivos Arquivos de Configuração Comandos e Programas Residentes Controle da Atividade de Serviços Mais Funcionalidades do Linuxconf LDAP Introdução e Conceitos Serviço de Diretório Tipo de Informação Organizando a Informação Classes de Objetos Referenciando a Informação Acessando a Informação Proteção Contra Acessos Não-Autorizados

5 Funcionamento do LDAP Conceito e Utilização do slapd LDAP e o X Replicação Instalando e Configurando o LDAP Instalando os Pacotes Criando o Diretório /var/ldap Executando o Script migrate_all_offline.sh Editando o Arquivo /etc/openldap/ldap.conf Inicializando o Servidor LDAP Utilizando o LDAP Fazendo Pesquisas na Linha de Comando Configurando o Netscape Communicator Acessando o Servidor LDAP por URLs Autenticação e NSS com o LDAP Autenticação no LDAP e o NSS Configurando o PAM para Utilizar o LDAP O Cliente do pam_ldap e o nss_ldap Configurando o NSS Testando a Autenticação e o NSS Adicionando e Removendo Usuários Via LDAP Acrescentando o log do LDAP Ferramentas Gráficas para o LDAP O Cliente de LDAP GQ O Cliente de LDAP Kldap Acesso Móvel

6 Implementando o Acesso Móvel Alterando o Arquivo de Atributos Alterando o Arquivo objectclass Personalizando o slapd.conf Alterando o Arquivo LDIF Reinicializando o Servidor LDAP Configurando o Netscape RAID RAID Via Hardware e Via Software RAID Via Hardware DPT Controladoras Suportadas Controladoras DPT Controladoras ICP Vortex Tipos de Hardware Tipo Controladora Tipo Encapsulado RAID Via Software O Controlador de Múltiplos Dispositivos (MD) Níveis de RAID RAID-linear RAID RAID RAID-2 e RAID RAID RAID

7 Tipos Híbridos Desempenho de RAID Desempenho no MD RAID-0 e no MD RAID-linear Desempenho de Leitura no MD RAID Desempenho de Escrita no MD RAID Desempenho de Leitura no MD RAID-4/ Desempenho de Escrita no MD RAID-4/ Comparação dos Níveis de RAID Configuração de RAID Modo Linear RAID RAID RAID RAID Uso de RAID para Obter Alta Disponibilidade DNS Introdução e Conceitos Funcionamento do DNS Espaço de Nomes de Domínio Nomes de Domínio Domínios O Espaço de Nomes de Domínios da Internet Domínios de Primeiro Nível Delegação Servidores de Nomes Resolvedores

8 Resolução de Nomes Cache Instalando e Configurando o DNS Instalando os Pacotes Configurando o Servidor DNS Configurando Mapas de IPs Reversos Configurando um Servidor Secundário Forward Zones Repetidores Funcionalidades Alocação de Faixas de IP Inicializando o Serviço Arquivos de Configuração do BIND O Arquivo /etc/named.conf O Arquivo /var/named/nome-do-dominio O Arquivo /var/named/named.local O Arquivo /var/named/named.ca Configuração dos Clientes Configuração Através do Linuxconf O Arquivo /etc/resolv.conf Considerações Finais Redes Mistas NFS Introdução e Conceitos Instalando o NFS Instale o servidor NFS

9 Configurando o Servidor NFS Configurando um cliente NFS Samba Configurando o Servidor Samba Instalando o Samba Configuração Senhas Criptografadas Senhas Descriptografadas no Windows Senhas Descriptografadas no Windows Senhas Descriptografadas no Windows NT Configurações Básicas Compartilhando um diretório Montando um volume Samba Iniciando o Samba Configuração do cliente Utilizando o SWAT Mars-NWE Introdução e Conceitos O protocolo IPX O Bindery Scripts de Logon Autenticação de Usuários Utilitários DOS Performance Problemas Conhecidos Configuração

10 Volumes do Servidor Nome do Servidor Netware Rede Interna Placas de Rede Salvamento de Rotas Versão do Netware Tratamento de Senhas Segurança de Arquivos durante o Processo de Login Usuário Convidado Usuários com Poder de Supervisor Usuários do Netware Mapeamento Automático de Usuários Criação dos Diretórios Essenciais Script de Login Padrão Desligamento do Banner de Impressão Filas de Impressão Servidor Internet Servidor Web Introdução e Conceitos O Hipertexto O Protocolo HTTP O Apache Instalando o Apache Configurando o Apache Servidor FTP O WU-FTPD

11 Instalação e Configuração Acessos Anônimos Permitindo Envio de Arquivos Arquivos de Mensagens e Banners Arquivo de Banner O Arquivo.message Servidor Proxy Caching O Squid Instalação e Configuração Memória para Cache Arquivos de Cache Controle de Acesso Correio Eletrônico Introdução A Teoria Como Funciona a Troca de Mensagens Eletrônicas Os Protocolos Envolvidos na Troca de Mensagens SMTP POP IMAP A Prática Configuração do POP e do IMAP Configuração do SMTP Segurança no Servidor Visão Geral sobre Segurança

12 Desabilitando Serviços Desnecessários Serviços Standalone Serviços Executados Através do inetd Utilizando TCP_Wrappers Firewall Através de Filtro de Pacotes Configuração do Filtro de Pacotes Pelo Linuxconf Verificando a Integridade do Sistema Configuração do AIDE Utilização do AIDE Alta Disponibilidade Introdução Definição Disponibilidade Básica Alta Disponibilidade Disponibilidade Contínua Objetivos Cálculo da Disponibilidade Conceitos Falha Erro Defeito Failover Failback Missão A Solução Conectiva para Alta Disponibilidade Monitoração de nodos

13 Replicação de disco Sistema de arquivos Monitoração de serviços Configuração do DRBD Configuração via Linuxconf Configuração pelo modo texto Sistema de arquivos Reiserfs Configuração do Heartbeat Configuração pelo Linuxconf Configuração pelo modo texto A. Fair Scheduler Introdução e Conceitos Funcionamento Configuração B. Appletalk Instalando o Netatalk Configurando o Netatalk Exportando Diretórios Configurando Permissões de Acesso Usuários Permissões no Diretório dos Volumes Na Estação Inicializando o Netatalk C. Licenças Gerais Introdução O BSD Copyright

14 X Copyright D. Licença de Uso e Garantia de Produto Geral Licença Restrita de Produtos Antes da Instalação Garantia Limitada Limitação de Reparação e Responsabilidade Bug do Ano Geral E. Licença Pública Geral GNU Introdução Termos e Condições para Cópia, Distribuição e Modificação Como Aplicar Estes Termos a Novos Programas? Índice Remissivo

15 Lista de Tabelas 1. Convenções deste Guia Atributos de Comparação dos Vários Níveis de RAID Correspondência entre Opções do Linuxconf e do /etc/exports Lista de Figuras 1. Ícone de Nota Ícone de Dica Ícone de Atenção/Aviso Interface Gráfica do Linuxconf Executando o Linuxconf em um Xterm Configuração do Acesso ao Linuxconf Via Rede Listagem dos Serviços Ativando o Serviço Linuxconf Interface Web do Linuxconf Confirmação de Modificações na Configuração do Sistema Relatório de Alterações Lista de Módulos do Linuxconf Previsão de Modificação de Modo de Arquivos Filtrando a Listagem de Arquivos Permissão de Arquivos Controlados pelo Linuxconf Definições de Permissões de um Arquivo Lista dos Arquivos de Configuração Listagem de Comandos e Programas Residentes

16 1-16. Alteração de Configuração de Comando Controle de Serviços Configuração do Serviço finger Dados de diretório distribuídos em três servidores Árvore de Diretório LDAP Um serviço de diretório replicado com dados distribuídos em três servidores O Cliente de LDAP GQ RAID Stripping RAID RAID RAID RAID RAID Zona vs. Domínio Tela de Configuração do Servidor DNS Adicionando um Domínio Adicionando um Mapa de IP Reverso Configurando um Servidor Secundário Configurando Forwarders Configurando Repetidores Funcionalidades do Servidor Alocação de Faixas de Endereços IP Configuração do named Através do ntsysv Adicionando um Domínio Especificação do Servidor de Nomes

17 5-1. Tela de configuração do servidor NFS Tela de acesso a volumes NFS Configuração do Samba Tela de configurações Globais do Samba Ambiente de Rede SWAT Página Inicial doapache Conectiva Linux Vista no Netscape Tela Incial de Configuração do Apache Configurações Básicas do Apache Apelidos de IP Máquina Virtual do Apache Tela Inicial de Configuração do WU-FTPD Configurações Básicas do Servidor FTP Configurações de Controle de Acessos Diretório com.message Visto no Netscape Configuração da Inicialização de Serviços Configuração do /etc/services Desabilitando um Serviço Servidor FTP sem tcp_wrappers Servidor FTP Utilizando tcp_wrappers Configuração de Regras de Entrada Configuração de Guias Configuração da Guia Características Exemplo de Utilização de Firewall por Reenvio Firewall Reenvio - Origem do Pacote Firewall Reenvio - Destino do Pacote

18 8-12. Firewall Reenvio - Features Adicionando uma Regra de Origem de Pacote Adicionando uma Regra de Destino de Pacote Firewall Reenvio - Adicionando uma Regra Exemplo de Utilização de Mascaramento de IP Configurando o IP Masquerade Firewall - IP Masquerade Configuração do DRBD Arquivo de configuração Configuração do Heartbeat Nodos IPs e Serviços Chaves de Autenticação Lista de dispositivos Configurações diversas A-1. Configuração do Kernel Lista de Exemplos 2-1. Utilizando as URLs do Netscape Communicator Conteúdo para o Arquivo/etc/openldap/ldif Exemplo de Configuração do tcp_wrappers Configuração do tcp_wrappers Menos Restritiva Arquivo de Configuração do AIDE

19 Prefácio O Guia do Servidor Linux é um dos guias do Conectiva Linux - Edição Servidor 5.1. A filosofia básica deste guia é apresentar os serviços mais importantes e essenciais, como as novidades que o Servidor 5.1 traz para os administradores de rede e de sistemas. Numa linguagem rápida e fácil, o administrador pode ter uma visão geral de cada serviço, bem como uma explanação da teoria e conceitos dos programas que estão disponíveis no produto. O guia não visa ensinar cada programa ou pacote, pois na teoria poderia-se criar um novo livro para cada assunto. Além da descrição geral dos principais pacotes, o usuário pode observar exemplos da sua instalação e configuração. Como citamos, este guia apresenta os pacotes principais, essenciais, e as novidades que o sistema operacional Conectiva Linux - Edição Servidor 5.1 contém. Classificamos neste guia como pacotes principais e essenciais para um administrador os serviços de DNS, NFS, Mars-NWE, Apache, Proxy, FTP, Correio Eletrônico, Firewall e o Linuxconf. Para as novidades do produto destacamos os serviços de LDAP, RAID, Alta Disponibilidade, Fair Scheduler e Appletalk. O Linuxconf foi classificado como essencial ou importante em uma rede, porque já é um padrão da distribuição Conectiva Linux. Mas o que queremos salientar nessa versão do servidor são os novos módulos que foram desenvolvidos para ele. Antes de falar dos módulos vamos dar um pequeno conceito do Linuxconf que é um programa que centraliza as configurações de administração de sistema e de redes. Uma de suas vantagens é a interface bastante amigável, que satisfaz a maioria dos usuários; ele pode ser usado em modo gráfico, texto e até pode ser chamado via web. A Conectiva procurou, para essa versão do servidor, implementar novos módulos no programa, como também melhorar os já existentes, deixando o Linuxconf ainda mais estável. Com uma equipe especializada e trabalhando somente neste projeto, foi implementado um módulo para a configuração da solução de Boot Remoto, Fair Scheduler, um aumento de funcionalidades na configuração do Samba, DNS, NFS e muitos outros módulos que o próprio programa apresenta. Para fechar, a grande vantagem do Linuxconf é a implementação constante realizada pela equipe da Conectiva e também pela própria comunidade Linux. Acompanhe em nosso site (http://www.conectiva.com.br/atualizacoes/) sua evolução e tenha sempre em sua máquina a última versão. O Linuxconf está descrito com mais detalhes no primeiro capítulo deste guia. Enfatizamos que a interface gráfica do Linuxconf utilizada ao longo do livro não é a interface instalada por padrão. Optamos pela interface do GNOME no 19

20 Prefácio Linuxconf por ser mais simples e esteticamente melhor para apresentação nos guias. Dando continuidade ao guia, é apresentado no Capítulo 2 o conceito e funcionamento de um servidor de LDAP. Este serviço é um protocolo cliente-servidor, utilizado para acessar um serviço de Diretório - uma base de dados que se assemelha a uma lista telefônica - que guarda toda a base de informações dos seus usuários. Uma facilidade interessante é que, usando o cliente Netscape o usuário pode acessar todas as configurações de seu navegador remotamente. No terceiro capítulo é descrito o funcionamento do RAID, que é uma poderosa ferramenta para criar um subsistema de unidades de disco, rápido e confiável, através de unidades individuais. Sua função é proteger falhas no disco e não ser utilizado como um substituto para fazer backup. RAID é um serviço complexo que deve ser utilizado com cautela e por administradores experientes. O quarto capítulo apresenta o bom e velho DNS. Este serviço, além de ser conhecido por muitos, é de suma importância para a configuração de uma rede. Neste capítulo é apresentada uma introdução do seu conceito básico e configuração. Em Redes Mistas, no quinto capítulo, é demonstrado o NFS e mais dois protocolos para o Linux trabalhar com outros sistemas operacionais - Samba e Mars- NWE. O NFS é um protocolo importante, dentro do Linux, para se fazer o compartilhamento de arquivos; já o Samba permite que máquinas Linux conversem com máquinas Windows e o Mars-NWE possibilita a comunicação de máquinas ou redes Linux com máquinas ou redes Novell. Esta parte do guia é bastante importante e interessante para aqueles que estão migrando para o Linux e ainda não podem abandonar definitivamente outros sistemas operacionais. O Linux vem mostrar aqui que pode conviver amigavelmente com todos. No capítulo 6, buscamos criar uma seqüência de serviços para o administrador montar um servidor básico de Internet. Apresentamos o Apache para um servidor web, o WU-FTPD para um servidor de FTP e o Squid para um servidor de proxy. Com estes três serviços você já monta um servidor base para seu provedor Internet, por exemplo. Dando continuidade, no capítulo 7 - Correio Eletrônico - apresentamos o funcionamento do Sendmail para a configuração de um servidor de . Utilize esse capítulo para incrementar seu servidor iniciado no capítulo 6. O Capítulo 8 fala de Segurança no Servidor, apresentando algumas regras para aumentar a segurança em sua rede e também descrevendo de uma maneira bem 20

21 Prefácio clara e objetiva o que um administrador deve fazer para desabilitar os serviços não utilizados. Este é o primeiro passo que um bom administrador deve dar, desabilitar o que não está sendo usado. Saber, conhecer a rede é um dos fatores mais importantes para oferecer um mínimo de segurança para sua rede; mesmo que o administrador não conheça conceitos de segurança, conhecer a rede já é um grande passo. Leia com atenção este capítulo para dar seu primeiro salto. Para fechar a seção de capítulos, temos Alta Disponibilidade, que é apresentada no capítulo 9. Este capítulo objetiva a apresentação de conceitos e aplicações que possibilitam aumentar a disponibilidade de servidores Linux. Alta Disponibilidade vem mostrar que não é apenas mais um programa dentro de um produto, e sim, uma característica de um sistema computacional. O Conectiva Linux também vem abrindo as portas para essa filosofia. Entrando nos apêndices, temos dois assuntos importantes: o Fair Scheduler e o Appletalk. O Fair Scheduler é uma nova característica do Kernel do Conectiva Linux; ele tem a função de tornar a divisão de tarefas da CPU mais justa e proporcional a cada usuário, evitando assim o monopólio. Esta funcionalidade também foi desenvolvida dentro do laboratório da Conectiva. O apêndice do Appletalk descreve o pacote Netatalk que vem como novidade no Conectiva Linux. Com ele você pode criar redes mistas usando máquinas Macintosh e Linux. Para finalizar este guia, são apresentadas as licenças de uso gerais, a GPL e a licença de uso do produto. O Guia do Servidor do Linux vem ajudar e apresentar o novo Conectiva Linux- Edição 5.1. Aproveite ao máximo seus conceitos e exemplos. Convenções Tipográficas Durante a confecção deste guia, procuramos descrever e formatar com uniformidade os vários termos utilizados. Segue abaixo as principais convenções utilizadas. Tabela 1. Convenções deste Guia Convenção Itálico Descrição Palavras em inglês. 21

22 Prefácio Opções de Menus e Submenus Letra courier (mais fina e espaçada) Atenção Nota Dica Letra em tamanho maior que o corpo de texto; os submenus estão separados por setas. Definida para nomes de arquivos ou extensões de arquivos. Figura de um computador que serve para indicar que o texto escrito é importante. Deve-se ler com atenção. Figura de um palm-pilot, que serve para complementar um texto. Figura que apresenta uma dica sobre o assunto em questão. Figura 1. Ícone de Nota Figura 2. Ícone de Dica 22

23 Prefácio Figura 3. Ícone de Atenção/Aviso A Conectiva espera, com este material, fornecer uma base para aqueles que desejam implantar soluções avançadas em um servidor, utilizando uma plataforma Linux. Se for encontrado algum erro ortográfico ou conceitual, por favor acesse o site (http://www.conectiva.com.br/doc/errata) e preencha o formulário adequado. A Conectiva agradece o seu interesse neste produto e deseja boa sorte em seu empreendimento! Conectiva, Julho de

24 Capítulo 1. Linuxconf O propósito deste capítulo é apresentar o Linuxconf de maneira a capacitá-lo a entender o que acontece cada vez que você efetua alguma alteração, ou quando você simplesmente entra e sai do aplicativo. Não iremos apresentar e explicar cada um dos módulos do Linuxconf; ao invés disto, iremos expor o que deve ser feito para habilitar ou desabilitar estes módulos e quais são os arquivos monitorados pelo Linuxconf, entre outros tópicos. Visão Geral O Linuxconf é um sistema avançado de administração para o Linux. Ele centraliza tarefas como configuração do sistema e monitoração dos serviços existentes na máquina. Na verdade, o Linuxconf é composto por um conjunto de módulos, cada qual responsável por executar uma tarefa específica. Por exemplo, entre vários outros, existem módulos para: configuração do servidor Apache; configuração de conexões PPP; configuração de regras para o filtro de pacotes do kernel. Tendo em vista a maneira como o Linuxconf foi projetado, para adicionar uma funcionalidade ao mesmo basta que alguém escreva um novo módulo para executar a tarefa em questão. Com isto, temos uma ferramenta que pode centralizar a configuração de todo o sistema. Uma das complicações de grande parte dos programas para Linux é que eles são tão flexíveis que têm dezenas (quando não são centenas) de opções de configuração. O Linuxconf facilita a configuração destes programas, apresentando as opções de configuração existentes de maneira organizada e, muitas vezes, fazendo também a validação dos dados informados, diminuindo a ocorrência de erros grosseiros. 24

25 Capítulo 1. Linuxconf Interfaces do Linuxconf Ao contrário de várias outras ferramentas de administração, o Linuxconf tem várias interfaces de usuário: Interface texto Interface indispensável, pois pode ser utilizada a qualquer momento, seja via console ou via acesso remoto (telnet ou ssh). Esta interface elimina a necessidade de manter instalado um servidor gráfico X apenas para configurar a máquina. A Tabela 1-1 mostra alguns atalhos de teclado úteis para este modo do Linuxconf. Tabela 1-1. Atalhos de Teclado para o Linuxconf Teclas F1 F3 Ctrl-X Ctrl-A Ctrl-B Ctrl-D Ctrl-E Ctrl-F Ctrl-K Descrição abre tela de ajuda sai de uma seção/tela mostra lista pop-up da opção vai para o início da linha (Home) volta a página anterior (PageUp) apaga o caractere corrente (Delete) vai para o final da linha (End) vai para a página posterior (PageDown) apaga o texto, do cursor ao final da linha Interface web A possibilidade de configurar uma máquina através de uma interface web é fantástica, pois basta ter acesso a um navegador. Com isto, é possível configurar uma máquina através de praticamente qualquer plataforma de hardware e software, bastando que exista um navegador para a mesma. Interface gráfica Interface útil para usuários que preferem configurar o sistema através de uma inter- 25

26 Capítulo 1. Linuxconf face gráfica, tendo à sua disposição janelas, caixas de diálogo, botões, etc.. Esta interface deve ser executada em um servidor gráfico X, como o XFree86 (servidor gráfico padrão do Linux). Interface de linha de comando Alguns módulos do Linuxconf podem ser utilizados via linha de comando, o que, entre outras possibilidades, permite a utilização dos mesmos em scripts. Você poderá utilizar qualquer uma destas interfaces, dependendo apenas do seu gosto pessoal, ou do que há disponível na máquina que está sendo administrada. Utilização do Linuxconf O Linuxconf pode ser executado a qualquer momento, através da linha de comando. Para iniciá-lo, basta digitar linuxconf na linha de comando. A configuração padrão do Conectiva Linux é permitir que apenas o superusuário acesse o Linuxconf. Esta política foi escolhida por questões de segurança, pois para que outros usuários possam executá-lo, é necessário que o programa tenha o bit suid habilitado. Quando o Linuxconf é executado pela primeira vez, ele exibe uma tela de apresentação, com algumas instruções de utilização do programa. Ao ser iniciado, o Linuxconf verifica se o X está ativo. Caso afirmativo, ele inicia sua interface gráfica, como ilustrado na Figura

27 Capítulo 1. Linuxconf Figura 1-1. Interface Gráfica do Linuxconf Enfatizamos que a interface gráfica demonstrada acima, e utilizada em todos os exemplos deste capítulo, não é a interface instalada por padrão. Optamos pela interface do GNOME no Linuxconf por ser mais simples e esteticamente melhor. Para mais informações sobre a escolhe das interfaces e como instalar cada uma, favor dirigir-se ao Guia de Instalação. Como pode ser observado na Figura 1-1, o Linuxconf tem três seções: Configuração, Controle e Estado. A seção Configuração trata basicamente de configurações do sistema e a seção Estado permite a visualização de logs e informações gerais do sistema. Como o objetivo deste capítulo é entender o funcionamento do Linuxconf, nos deteremos na seção Controle, a qual permite que visualizemos e modifiquemos os padrões do Linuxconf. 27

28 Capítulo 1. Linuxconf Para utilizar a interface texto do Linuxconf, basta executá-lo no modo texto, ou então adicionar a opção --text na linha de comando: linuxconf --text. A Figura 1-2 ilustra o Linuxconf sendo executado num Xterm. Figura 1-2. Executando o Linuxconf em um Xterm Note que as informações apresentadas na interface texto são as mesmas apresentadas na interface gráfica, sendo que apenas a forma de apresentação difere entre as duas interfaces. A interface web pode ser acessada através da URL mas, para isto, você deve primeiramente configurar o Linuxconf para que ele aceite conexões via rede. Habilitando o Acesso ao Linuxconf Via Rede O primeiro passo para habilitar o acesso ao Linuxconf através da rede é ir até o menu Configuração Ambiente de Rede Diversos Acesso ao Configurador Linux via rede e marcar a opção ativa acesso via rede. Além desta opção, é útil marcar também a opção Acesso de registro no arquivo /var/log/htmlaccess.log, para que os acessos fiquem registrados neste arquivo. Logo abaixo destas opções, você encontra alguns campos para definir quais má- 28

29 Capítulo 1. Linuxconf quinas podem acessar o Linuxconf via rede. Se estes não forem preenchidos, o Linuxconf apenas aceitará conexões da rede local da primeira placa de rede detectada pelo sistema, o que é considerado um funcionamento razoavelmente seguro. Se você prefere ser mais específico, informe uma máquina ou uma rede e, opcionalmente, uma máscara de rede. Suas opções para especificar uma máquina ou uma rede são: um nome de máquina; um endereço IP; um par de endereço IP e máscara de rede; um nome de dispositivo (eth0, eth1, etc). Observe o exemplo da Figura 1-3: Figura 1-3. Configuração do Acesso ao Linuxconf Via Rede Com esta configuração, será possível acessar a interface web do Linuxconf através da interface loopback ( ), da rede / e da máquina host.qwerty.com. Quando é especificado um endereço IP ou um nome de máquina sem especificar uma máscara de rede, é assumida por padrão a máscara

30 Capítulo 1. Linuxconf Como esta interface do Linuxconf roda através do inetd, é necessário verificar se ele está habilitado. Este procedimento pode ser efetuado através da caixa de diálogo Controle Painel de Controle Controle de atividade dos serviços. Nesta caixa de diálogo, procure pelo serviço linuxconf, o qual deverá estar marcado como Inativo, como ilustrado na Figura 1-4. Figura 1-4. Listagem dos Serviços Ao selecionar esta opção, será apresentada uma caixa de diálogo de configuração do serviço. Por enquanto, preocupe-se apenas em ativar o serviço, marcando Estado como Ativo (veja Figura 1-5). 30

31 Capítulo 1. Linuxconf Figura 1-5. Ativando o Serviço Linuxconf O passo seguinte é sair do Linuxconf e escolher a opção Ativar as mudanças, para que estas alterações sejam efetivadas. Finalmente, para acessar o Linuxconf através de sua interface web, basta apontar seu navegador para isto é, se você estiver acessando da máquina local. Se estiver acessando da rede, substitua pelo nome ou endereço IP da máquina. A Figura 1-6 mostra uma página da interface web do Linuxconf. 31

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