REFLEXÕES ACERCA DO MÉTODO TRADICIONAL E A ABORDAGEM COMUNICATIVA NO ENSINO DE LÍNGUA INGLESA NA SALA DE AULA DO ENSINO MÉDIO

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1 REFLEXÕES ACERCA DO MÉTODO TRADICIONAL E A ABORDAGEM COMUNICATIVA NO ENSINO DE LÍNGUA INGLESA NA SALA DE AULA DO ENSINO MÉDIO SILVA, Wellington Jhonner D. B da¹ Universidade Estadual de Goiás - Unidade Universitária de Iporá RESUMO Este estudo visa refletir o processo de ensino e aprendizagem de Língua Inglesa desenvolvido na escola campo, fruto da minha vivência enquanto estagiário de língua inglesa II no ano de O enfoque foi o método utilizado pelo professor de língua inglesa em sua prática educativa, contrastando o Método Tradicional (Gramática e Tradução) e a Abordagem Comunicativa a luz de teóricos como Almeida Filho, Brown, Leffa, Figueiredo, Laresen- Freeman, e outros. Palavras Chaves: Ensino; Aprendizagem; Método. INTRODUÇÃO Nota-se que atualmente uma das línguas estrangeiras mais prestigiadas/adotadas nas Escolas da Rede Pública Estadual é a Língua Inglesa, a qual se tornou, ao longo das últimas cinco décadas, a língua mais usada em todo o mundo (PAIVA, 1998 p. 6 e 7) Esse idioma ocupa o papel de língua franca, ou seja, língua na qual dois indivíduos linguisticamente diferentes podem se comunicar (FIGUEIREDO, 1997 p. 6) E por essa razão, governos de Países Latinos Americanos e Subdesenvolvidos tenham optado por tal língua no currículo escolar, pois assim, possibilita o aprendizado da língua mais falada em todo o mundo. Em se tratando de aspectos legais, os documentos que subsidiam o ensino deste idioma no nosso país, entre os quais os Parâmetros Curriculares Nacionais- PCN, não exigem que a língua estrangeira, a qual ganha enfoque neste trabalho (língua inglesa), seja ensinada com objetivos de possibilitar ao aluno fluência oral no idioma. Mas, ressaltam a importância afiançando que, 167

2 A aprendizagem de uma língua estrangeira, juntamente com a língua materna, é direito de todo cidadão, conforme expresso na Lei de Diretrizes e Bases e na Declaração Universal dos Direitos Linguísticos. (PCN Ensino Fundamental, MEC/SEF, 1998, p. 9). Nesse sentido e de acordo com as experiências em docência no ensino da língua inglesa deste que vos escreve, e também no desenvolvimento do Estágio Supervisionado de Língua Inglesa II, nota-se que os alunos do Ensino Básico não atribuem importância e utilidade à sua aprendizagem, chegando a rejeitá-la. METODOLOGIA Para a realização deste trabalho em forma de resumo expandido tive como pontos norteadores reflexões do dia a dia, estudos bibliográficos e pesquisa qualitativa, a qual tem por essência interpretar a experiência vivenciada in loco, compreensão, descrição e significado do objeto de estudo, que neste caso, refere-se ao ensino focado tanto na abordagem tradicional quanto na comunicativa. Segundo os preceitos da pesquisa qualitativa, primeiramente se define a situação problema que neste caso foi detectada como a quase incapacidade dos alunos compreenderem uma aula no estilo Comunicativo, uma vez que estão habituados com aulas tradicionais, com Gramática e Tradução e que leva-nos a refletir sobre nossas experiências de sucessos e insucessos nas duas abordagens adotadas pelos professores. Mello argumenta que a abordagem do professor fundamenta-se em pressupostos sobre o que é a linguagem, o que é aprender línguas e o que é ensinar línguas, funcionando como um conjunto de forças, por vezes conflitivas, que orientam e dão forma a ação do professor. (MELLO, 2005, p. 22) Nesse sentido, compreende-se que usar uma referida teoria de ensino/aprendizagem de língua estrangeira numa situação real de ensino com foco na melhoria da qualidade deste é bastante complexo. E, torna-se ainda mais complexo quando é necessário refletir sobre tal experiência como resultado do estudo e aprendizagem das teorias, aliando-as à prática, já que muitas vezes, temos conhecimentos teóricos das abordagens/métodos, mas não 168

3 conseguimos traduzir esses conhecimentos para a prática, e/ou em outras situações didáticopedagógicas, até desenvolvemos métodos e abordagens que não sabemos justificá-las. JUSTIFICATIVA O referido trabalho justifica-se por ter propiciado vivenciar a(s) experiência(s) de ministrar aulas de Inglês em Escola Pública, a partir de reflexões sobre o ensino baseado em uma Abordagem Tradicional e/ou Comunicativa, buscando assim, proporcionar níveis melhores de produtividade em relação ao aprendizado de línguas. OBJETIVOS Ao desenvolver esse trabalho tive como objetivos norteadores relatar a experiência no ensino de inglês, refletir sobre a abordagem tradicional e comunicativa, a qual vigora em pequena escala em algumas das escolas públicas e pensar sobre as características e peculiaridades das duas abordagens e suas aplicabilidades, além de analisar o trabalho desenvolvido por mim, tanto como profissional da respectiva área, quanto estudante dessa língua. PROCEDIMENTOS Para que se constituísse o presente trabalho, parti primeiramente pela definição da problemática do Ensino da Língua Inglesa, vivenciada durante a realização do estágio, doravante a isso, formulei hipóteses que me levaram a discorrer sobre o tema escolhido e qual referencial teórico me embasaria para contrastar as ideias das duas abordagens no processo de ensino e aprendizagem de língua inglesa, e por fim, a redação deste trabalho em forma de resumo expandido. CONSIDERAÇÕES TEÓRICAS ACERCA DAS ABORDAGENS ELENCADAS. Faz-se necessário conhecer um pouco sobre as duas distintas abordagens que me pautei para realizar este trabalho, sendo a primeira o Método Gramática e Tradução, cujo surgimento embasa-se em meados do século XVIII, na época do Renascimento, sendo usado 169

4 para se ensinar o Grego e o Latim, ele fundamenta-se em uma relação pedagógica forte e o papel do professor é central, além de constituir um modelo de competência linguística que deve ser imitado (MARTINEZ, 1948). Contrapondo o Método Tradicional (Gramática e Tradução), há a Abordagem Comunicativa a qual foi Intitulada como Comunicativa inicialmente em meados da década de 70, que dispensa ao professor e aos alunos o papel primordial do processo de ensinoaprendizagem (MARTINEZ, 1978 p.65,). Ou seja, o professor atua como um facilitador da aprendizagem do aluno, organiza as atividades e estabelece situações que geram a comunicação, atuando como um conselheiro e como um participante durante o desenvolvimento das atividades (LARSEN-FREEMAN, p. 138, 1986). Ganha destaque ainda nesta abordagem o quesito contextualização, sendo que essa é a ferramenta de construção de significados para a aprendizagem da língua inglesa. (ALMEIDA FILHO, 2005). DISSCUSSÕES FINAIS EM RELAÇÃO A MINHA PRÁTICA/ EXPERIÊNCIA NA SALA DE AULA DA ESCOLA CAMPO Desde o início da execução do meu estágio supervisionado, tendo a oportunidade de observar o processo de ensino e aprendizagem de Inglês em uma turma do Ensino Médio, notei claramente o desinteresse dos alunos pela disciplina, ou por falta de motivação, ou por eles não terem uma concepção de que o referido idioma se faz tão necessário nos dias atuais, tanto para a comunicação mundial quanto para o ingresso no mercado de trabalho, e isso me preocupou muito. Notei também que as aulas eram ministradas em moldes ditos tradicionais onde o professor solicitava/exigia repetições de frases, verbos, e outras sentenças assim correlacionadas, no qual o papel do professor era centralizador e também onipotente em relação aos alunos. Durante a realização das aulas de estágio, vali-me de muitos recursos, tais como: dramatização e mímicas, materiais impressos com figuras que sugeriam ações contidas nas informações expressas no texto, e uma comunicação, com os alunos em sala, quase totalmente em inglês, valendo-me então da metalinguagem. Observei que isso proveu uma integração maior entre os alunos o que relativamente ajudou-me a desenvolver com bom aproveitamento minhas aulas. Para que eu conseguisse desenvolvê-las, realizei estudos teóricos sobre a abordagem comunicativa, assisti a vídeos de uma aula para adultos que residiam nos EUA e aprendiam 170

5 língua inglesa, sendo que esse material foi disposto por Larsen-Freeman em forma de vídeoaulas, além de elaborar plano de aulas que contemplavam: Goals, Subject, Material, Warmup, Introduction, Presentation, Practice, Production, e Evaluation, assim como foi sugerido/orientado pela professora/orientadora do estágio supervisionado da UEG, e que realmente ajudou-me a nortear a prática de ensino nesta concepção comunicativa, abandonando em partes o tradicionalismo. Com a realização tanto do estágio quanto deste trabalho em forma de resumo expandido, cheguei à conclusão de que o ensino de língua inglesa ainda está pautado em conceitos tradicionais, mas que graças a contribuições de teóricos como Larsen-Freeman, Almeida Filho e do desenvolvimento do Estágio Supervisionado de Língua Inglesa, essa situação tem mudado. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALEMIDA FILHO, J. C P. Dimensões Comunicativas no Ensino de Línguas. 4ª ed. Campinas: Pontes, BRASIL, Parâmetros Curriculares Nacionais: Terceiro e quarto ciclos do Ensino Fundamental: Língua Estrangeira/ Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, FIGUEIREDO, Francisco José Quaresma. Aprendendo Com os Erros. Editora UFG. Goiânia, LARSEN -FREEMAN, D. Techniques and principles in language teaching. Oxford: Oxford University Press, LEFFA. V.J. Metodologia do ensino de línguas In: BROWN. H.I. Tópicos em Linguística Aplicada. O ensino de Língua Estrangeira. UFSC MARTINEZ, Pierre. Didática de Línguas Estrangeiras. Tradução: Marcos Marcionilo. Editora Parábola MELLO e DALACORTE, Mello, Heloísa Augusta Brita de e Dalacorte, Maria Cristina Faria. A sala de aula de Língua Estrangeira. Editora UFG. Goiânia, PAIVA, Vera Lúcia Menezes de Oliveira (organizadora). Ensino de Língua Inglesa: Reflexões e Experiências. Editora Pontes/UFMG. Belo Horizonte,

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